"olha para uma Europa velha e cansada, endividada e vulnerável, demasiado ocupada a sustentar uma guerra para se defender de outra."É a pura realidade...Os politicos dos últimos anos e actuais são uma pura anedota.Estão preocupados com imbecilidades e com imbecis...Devíamos ter um Trump na Europa, mas à décadas...Os outros preocupam-se com o que é realmente importante para a sobrevivência das suas nações e nós por cá, andamos ocupados com pegadas carbónicas, com o gelo do polos, com os plásticos, com a energia verde (entretanto arrasaram com a produção automóvel, parabens) e com o arco iris...Assim se afunda uma civilização e parece-me que já não à volta a dar...Enfim...
Por outro lado, os modelos térmicos começam a ser retratados como relíquias de um passado barulhento e irresponsável, quase como se quem os escolhe fosse automaticamente resistente à mudança ou indiferente ao impacto social e ambiental.
O mercado não mudou desde que escrevi em Julho de 2020.
A falência da Energica devia ter sido um choque de realidade maior do que foi. Não era uma startup de garagem: tinha produto, tinha presença em competição, tinha modelos interessantes como a Experia. E mesmo assim não aguentou. O argumento clássico de que “faliu porque era cedo demais” começa a soar a desculpa reciclada. Quantos “cedo demais” são precisos até aceitarmos que o mercado simplesmente não quer isto na forma atual?
Por acaso mudou. Surgiu a Stark que constrói uma moto todo-o-terreno (Varg) que é competitiva com uma equivalente ICE.
Também a Ducati mostrou recentemente um protótipo de uma moto eléctrica com bateria sólida pelo que uma versão de produção não deverá estar longe. Provavelmente veremos já no EICMA 2026.
Nas cidades (leia-se scooters para commuting ou entregas ao domicílio) a solução eléctrica faz muito mais sentido do que a solução a combustão.
Se a Energica vai continuar a tentar vender as motos que a levaram à falência porque razão o resultado desta vez seria diferente?Vejo nova falência no horizonte
Estruturação foi feita (ainda Verão 2025).Sede em Singapura (grupo de investidores saldou dívidas final 2024/inicio 2025).Design continua em Modena (Itália).Fabrico passou para a India para redução de custos, através de parceria com a Kaw Veloce Motors.https://www.energicamotor.com/
Citação de: Gentleman rider em Janeiro 16, 2026, 18:12:05, 18:12Por acaso mudou. Surgiu a Stark que constrói uma moto todo-o-terreno (Varg) que é competitiva com uma equivalente ICE.Nem conhecia.Mas parece-me pouco relevante.Não sustenta a teoria de que simplesmente estamos a ser "resistentes" à "transição" (que nem sequer existe).
Cheira a lavagem de dinheiro.
A ambição do CEO é que a Stark se torne no maior fabricante de motos do mundo. Eu sei que parece fantasia mas a Stark tem muitas semelhanças com a Tesla. E veja-se onde a Tesla chegou em menos de duas décadas.
A Zero também tenta ser a Tesla das motos.Está até já uns passos à frente, com um catálogo bastante simpático de produtos bastante adequados ao mundo real.Porém, parece também ter estagnado.
Citação de: dfelix em Janeiro 28, 2026, 12:27:42, 12:27A Zero também tenta ser a Tesla das motos.Está até já uns passos à frente, com um catálogo bastante simpático de produtos bastante adequados ao mundo real.Porém, parece também ter estagnado.A Zero, tal como a Energica, apostou em motos de estrada. Porém não existem (ou não existiam) baterias com a densidade energética para dotar uma moto de estrada eléctrica com a autonomia suficiente para ser uma alternativa viável a uma moto a combustão.E digo não existiam porque a acreditar no marketing da Verge e da Donut lab estas marcas acabam de criar uma moto de estrada com autonomia e tempo de carregamento equivalentes a uma moto a gasolina.A Stark, ao contrário da Zero e da Energica, apostou no off-road. E para Motocross, Supercross, Enduro, SuperEnduro, Hard Enduro a Varg tem autonomia suficiente. A Stark provou que, mesmo com a tecnologia actual, é possível construir uma moto off-road competitiva. E é por isso, que ao contrário da Zero e da Energica, a Stark tem sido um sucesso de vendas e no final de 2025 já teve cash flows positivos.A Stark agora está a desenvolver motos de estrada mas tem plena noção de que apenas as colocará no mercado se, em termos de autonomia, tempo de carregamento e preço, estas consigam rivalizar com uma moto a combustão.
Da Stark já tinhas cá colocado algo ainda em 2021 mas não me apercebi e em 2022 eu deixei comentário aqui: https://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=6934.msg116558#msg116558Desde então nunca mais ouvi falar da Stark, julguei que fosse mais uma dessas startup com excesso de marketing...
Sobre a Stark criar motos de estrada parece exagerado... eles têm uma base e mudam alguns parâmetros criando 3 modelos distintos em características especificas. De "Estrada" têm a derivação SM (supermotard).
Sobre o que escrevi no outro tópico na altura, recordo-me que o interesse daquela moto era algo para uso supérfluo, não dia a dia, até que se falava não em autonomia km mas sim em horas de usufruto...
A Zero tem estado estagnada e parece-me que estão a querer descontinuar o modelo mais estradista SR/S para apostar mais na DSR/X.
A Zero, tal como a Energica, apostou em motos de estrada.
Não consigo entender como é que alguém com o mínimo interesse em motos desconhece a Stark. É só a marca de motos mais disruptora desde o Covid.
Se um dos fabricantes mais convencionais lançasse um produto deste género.. provavelmente também me passaria ao lado.
Então talvez desconheças que a Triumph e a Ducati vendem motos de cross e enduro. Ou que a Triumph comprou recentemente uma marca inglesa de motos de trial eléctricas.
Devo ter tropeçado em uma ou outra notícia.Mas passa-me ao lado... por ser um género que depois não teria onde poder utilizar.
... eu vejo cada vez menos razões para ter uma moto de estrada.
Para muitos de nós, a razão continua a ser deslocar do ponto A ao ponto B.
Uma moto sem luzes e matricula é algo predominantemente recreativo limitado a locais bastante específicos e que envolve toda uma logística associada.É um hobby muito interessante e entusiasmante.Mas enfiar a moto num reboque e ter de conduzir um carro dezenas ou centenas de quilómetros para poder usufruir... não é para todos.
Algo "dual-purpose" até poderia ser um excelente compromisso.
A outra questão para mim são as lavagens que têm que ser frequentes numa moto que anda fora da estrada.
Diria que dentro de toda logística de engatar reboque, carregar moto, viajar de carro dezenas/centenas de quilómetros, descarregar (...) voltar a carregar, fazer viagem para no regresso voltar a descarregar para a garagem e guardar o reboque... uma paragem de 10/15 minutos num dos elefantes azuis desta vida para mandar uma pistolada (que vejo muitas vezes fazerem em cima do reboque) será das menores preocupações.