Autor Tópico: Motas elétricas: a face politicamente correta do motociclismo moderno  (Lida 1449 vezes)

Janeiro 05, 2026, 23:47:09, 23:47
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JoãoPVCarvalho

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As motas elétricas são frequentemente apresentadas como a evolução natural do motociclismo: limpas, silenciosas, responsáveis. A escolha certa para quem “se preocupa”. O problema é que, fora do discurso institucional e das campanhas de marketing, continuam praticamente ausentes das estradas sobretudo onde o motociclismo é vivido como lazer e não apenas como meio de transporte.

Há algo de curioso nesta narrativa. Defende-se o elétrico como solução ambiental, mas evita-se falar do custo real das baterias, do seu ciclo de vida ou da dependência de infraestruturas que ainda não existem fora dos grandes centros urbanos. Fala-se de progresso, mas ignora-se que grande parte dos motociclistas simplesmente não reconhece ali a experiência que os levou a andar de mota.

Por outro lado, os modelos térmicos começam a ser retratados como relíquias de um passado barulhento e irresponsável, quase como se quem os escolhe fosse automaticamente resistente à mudança ou indiferente ao impacto social e ambiental. Como se décadas de evolução em eficiência, emissões e segurança tivessem sido irrelevantes. Como se gostar de mecânica, som e carácter fosse sinónimo de desinformação.

Talvez o desconforto venha exatamente daqui: o elétrico surge envolto numa superioridade moral implícita, enquanto o térmico é empurrado para o papel de vício tolerado. E no meio disto fica uma comunidade dividida entre quem adere ao discurso certo e quem continua a preferir aquilo que sente, mesmo correndo o risco de ser visto como ultrapassado.

A questão não é se o elétrico vai existir, isso é inevitável. A questão é se esta transição está a ser feita para servir os motociclistas ou para os educar à força. E se, no processo, não se está a reduzir o motociclismo a algo funcional, higienizado e socialmente aceitável… mas cada vez menos desejado.
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Janeiro 06, 2026, 00:50:38, 00:50
Responder #1

Markito

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É tudo parte do "politicamente correcto"...
Isto daria pano para mangas...
vejamos uma questão, como exemplo...
Fala-se e é 100% verdade que a Europa está em completa decadência...
É uma sombra do que era o baluarte do mundo, tinha uma identidade e força...
Era respeitada...
Hoje, a Europa está preocupada com as pegadas carbónicas, a energia verde, a tolerância tola e à falácia do multi culturalismo...
Não percebendo (a Europa) da figura ridícula que faz e que está escavando o seu buraco até à sua aniquilação.
E sim, até nas motos se ilustra tal....

Janeiro 06, 2026, 01:16:59, 01:16
Responder #2

2low

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É um ponto de vista...

Podemos ver o que se passa na realidade em redor do motociclismo e mais propriamente em redor das eléctricas:

MotoE que recorria a motos da marca Energica passou a usar motos Ducati electricas, desde 2023.
Ainda segui algumas corridas da era Energica, já Ducati nunca vi uma corrida e nem sequer vejo assim publicidade como acontecia antes, chegámos a falar por cá de uma prova em que arderam todas as motoE que estavam armazenadas antes de uma prova, talvez um problema de aquecimento/carregamento...
Não é estranho a Ducati fornecer motos eléctricas ao motoE e para já a única coisa eléctrica que vendem ser uma ebike?!

Energica entrou entretanto em liquidação e faliu, deixaram de comercializar motos mas têm de garantir peças durante 10 anos já a contar...
...logo após terem lançado uma moto bem catita, a Experia.
Perdemos também restantes modelos que alavancaram a marca, se bem que desde inicio foi a Ego que marcou o nascimento da marca, uma desportiva bem bonita.
Chegamos a ter um companheiro por cá que teve uma Ego e julgo que outro com uma Esse.

Nas exposições de motos apenas se viu praticamente uma marca tradicional a desenvolver modelos e as os comercializar - Kawasaki - mas com dois modelos mais para uso citadino por terem características mais próximas de uma tradicional 125cc  (embora o preço faça a malta torcer o nariz) e têm também para já 1 modelo hibrido (Z7 hibrid), que me parece ser aquilo que vai acontecer a curto prazo com restantes marcas. E provavelmente dentro das hibridas irão aparecer soluções com recurso a hidrogénio, igualmente para já em desenvolvimento pela Kawasaki.

Afinal a Honda está agora com o seu primeiro concept electrico, uma 125cc, com peso/aparência de uma naked estilizada tipo NC700S pelo preço de uma 1000cc...
...se bem que esse é o mal geral de tudo o que é novidade, seja electrico ou nao... e obviamente que não só na Honda como restantes marcas...

A olhar para sites como "andar de moto" ou "mevmobility" vê-se que as motos eléctricas que mais se comercializam e de origem oriental serão Super Soco's e umas quantas scooters.
A zevtech que foi uma empresa pioneira no mundo dos electricos em Portugal, onde chegou a vender carros e motos como Fisker/Tesla(ainda sem representação oficial da marca)/outras e Volta/Energica/outras deixou de comercializar veiculos electricos e virou-se para outras áreas da "electrificação", estranho largar-se um nicho de mercado em crescimento...

Olha...já nem me lembrava... até a Royal Enfield tem andado a desenvolver uma "himalayan" electrica e recentemente já apareceram imagens de seu concept já com aspecto quase de produção.

Bem... da parte de construtoras europeias/japonesas/indianas estão claramente atrasados e o que escrevi em cima parece-me um quase resumo do que se tem passado, mesmo que me tenha escapado alguns outros momentos ou cenas importantes para o debate deste tópico.
Já quanto aos Amaricanos... a Harley Davidson tem a sua coqueluche eléctrica bem implementada no mercado e já se vão vendo algumas.
Têm também a marca Zero, que para mim o modelo SR/S é bastante interessante, embora ao vivo possa desiludir em alguns aspectos.
Houve em tempos uma "explosão de noticias" sobre novos modelos de marcas americanas, ainda como concept mas com "groundfundings" e afins para o seu desenvolvimento e comercialização...falou-se de um modelo que seria a futura Tesla...mas tem estado tudo muito mais frio no mundo das 2 rodas eléctricas (com guiador)  :D

Portanto... posto isto...
Nos próximos 2 a 5 anos teremos o mercado com mais soluções hibridas do que propriamente Energicas ou Teslas electricas...
E reparem que os Chineses não estão a investir em motos eléctricas porque a BYD bem que podia fazer e tiraria qualquer oportunidade da Tesla querer assumir um papel importante nas motos electricas...

Mas venham de lá mais comentários e que acrescentem bem mais ao meu resumo simplista.


Como entretanto já tinham comentado, edito e acrescento que não vou comentar a parte politica daquilo que se passa na Europa e em Portugal.
É melhor não comentar.
« Última modificação: Janeiro 06, 2026, 01:27:00, 01:27 por 2low »
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E sempre com boa disposição!

(na realidade dá gozo puxar por ela pelo que é de contar uns 6Lt/100km)

Janeiro 06, 2026, 17:52:23, 17:52
Responder #3

TuCa

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não descurando tudo o que foi dito, que concordo

quero só partilhar o seguinte, a "mudança" pode estar mais próxima do que se pensa.. pois o grande problema nas motas era a dimensão/peso da bateria para se ter uma autonomia vs potencia interessante.
com a chegada das baterias de estado sólido, onde até já foi apresentada uma solução que entrou em produção para o comércio comum, o jogo vai mudar
dou o exemplo da Verge Motorcycles, que é a primeira marca de motas a utilizar este tipo de baterias, e temos motas a carregar na totalidade em menos de 10 minutos e autonomia para 600km
durante o decorrer de 2026, veremos muitas novidades certamente

já agora, a bateria que foi apresentada na CES: https://www.donutlab.com/battery/


Janeiro 06, 2026, 18:11:53, 18:11
Responder #4

2low

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Aceito essa perspectiva/opinião mas face às alterações que estão a suceder na Europa com o prolongamento da comercialização de veiculos a combustão, acredito assim que nas motos e veiculos de luxo e exóticos o processo de transição será mais lento, por tudo o que significa mudar tecnologias e custos envolvidos com essa transição rápida que poderia ditar a automutilaçao da construtora/comercializadora...
A tecnologia das baterias de estado sólido são um avanço significativo e que será utilizada nos veiculos citadinos para venda em massa, e quando estiverem bem "afinadinhos" e desenvolvidos veremos o que entretanto virá de novo para surpreender.
Aponto para outras datas o surginento de motos eléctricas para substituir todas as que estamos habituados a sonhar...
Bai ser giro por exemplo uma GS eléctrica, em termos de aspecto a GS1300adv já se parece...assim um trambolho quadrado para albergar as baterias...  :lolol:

« Última modificação: Janeiro 06, 2026, 18:13:08, 18:13 por 2low »
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Janeiro 06, 2026, 22:03:59, 22:03
Responder #5

Cross

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É inevitável e existirão mais modelos eléctricos e mais eficientes nos próximos anos. Não é uma questão de ambiente apesar de dar jeito para empurrar agendas e lobbies... mas sim uma questão industrial e tecnológica. É necessário inovação ou as motos ou alias qualquer producto morre por não captar novos clientes. É necessário que sejam mais acessíveis, mais simples, mais seguras e se mais limpas melhor porque é "cool". Nas motos ICE, vamos de euro6,7,8... de classe em classe e nada mais de novo... alguns avanços só nas classes mais altas e €€€€ e não nos modelos de entrada ou mais acessíveis. Temos que ter mais diversidade e isso também são as eléctricas.

Todas as projeções de vendas de motos nos paises mais desenvolvidos são de declínio das vendas desde alguns anos atrás. Os putos mais novos não querem andar de moto porque não é cool, os país empurram os carros por serem mais seguros etc, mas principalmente porque existe um estigma na sociendade associado ao motociclista, em especial ao jovem e o motociclo, ou é barulho, ou é segurança ou só porque sim pelos dados históricos...
É isto que temos que mudar. As motos não têm que ser electrodomésticos nem objectos de culto dos mais puristas petrolheads... tem que existir diversidade e abertura dos motociclistas para abraçar todos estes diferentes novos conceitos e deixarem-se de merdas, principalmente voltar as raizes do motociclista, que é apenas o prazer de andar de moto!





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« Última modificação: Janeiro 07, 2026, 22:52:24, 22:52 por Cross »
Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Janeiro 06, 2026, 22:37:43, 22:37
Responder #6

JoãoPVCarvalho

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o problema das motas elétricas não é a tecnologia, é a narrativa artificial que foi construída à volta delas.

Durante anos venderam-nos a ideia de que o motociclismo elétrico estava “mesmo aí”, que era inevitável, maduro e desejado. A realidade encarrega-se de desmontar isso peça a peça. A MotoE é talvez o melhor exemplo: muda de fornecedor, muda de discurso, perde visibilidade, perde relevância. A Ducati entra, mas entra de lado, fornece motos para um campeonato e vende… bicicletas elétricas. Se isto não é um sinal de falta de convicção no produto, não sei o que será.

A falência da Energica devia ter sido um choque de realidade maior do que foi. Não era uma startup de garagem: tinha produto, tinha presença em competição, tinha modelos interessantes como a Experia. E mesmo assim não aguentou. O argumento clássico de que “faliu porque era cedo demais” começa a soar a desculpa reciclada. Quantos “cedo demais” são precisos até aceitarmos que o mercado simplesmente não quer isto na forma atual?

Depois há a hipocrisia institucional: critica-se o térmico como obsoleto, poluente, socialmente irresponsável… mas quando chega a hora de colocar produtos reais, acessíveis e desejáveis no mercado elétrico, o que aparece são scooters urbanas, 125 disfarçadas de naked e preços que insultam qualquer noção de bom senso. Pedem consciência ambiental, mas ignoram custo, ciclo de vida das baterias, obsolescência acelerada e ausência de infraestrutura fora do meio urbano.

As marcas tradicionais sabem isto. Por isso hesitam, atrasam, testam, desviam-se. A Kawasaki, que muitos acusam de conservadora, parece paradoxalmente a mais honesta: percebeu que o híbrido é o compromisso possível, não o elétrico puro. O resto anda a empurrar conceitos para salões e comunicados de imprensa, enquanto continua a vender aquilo que as pessoas efetivamente compram: motas térmicas.

E convém dizer o incómodo: se os chineses acreditassem verdadeiramente no futuro das motas elétricas de média e alta cilindrada, já teriam inundado o mercado. A BYD não é uma startup idealista. É pragmatismo puro. Se não entrou, é porque os números não fecham.

No fundo, o elétrico nas motas parece cada vez mais uma figura politicamente correta, útil para cumprir agendas, relatórios e marketing ESG, mas ainda incapaz de substituir aquilo que torna o motociclismo… motociclismo. O térmico não sobrevive por ignorância dos utilizadores, mas porque continua a oferecer algo que o elétrico ainda não conseguiu: liberdade real, versatilidade e emoção sem condicionantes constantes.

Talvez o elétrico venha a ter o seu espaço. Mas insistir que ele é o futuro inevitável soa cada vez mais a wishful thinking. E o mercado, como sempre, está a responder com indiferença que, é pior do que rejeição.
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Janeiro 07, 2026, 00:46:09, 00:46
Responder #7

Markito

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JoãoPVCarvalho -  :palmas:
Concordo em absoluto com o exposto !  :nice:
Realmente, em alguns aspectos, os veículos eléctricos tem uma ou outra vantagem.
Só que não gosto particularmente que me impinjam pela boca dentro doutrinas e dogmas, seja em que matéria for.
As duas possibilidades podem coexistir, sem problema algum.
Prezo muito uma questão...
Liberdade de escolha. 

Janeiro 11, 2026, 17:48:26, 17:48
Responder #8

JoãoPVCarvalho

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Vou meter aqui uma acha para a fogueira — e não, não mudei de opinião sobre mobilidade elétrica… mas talvez esteja a mudar a razão pela qual ela vai inevitavelmente ganhar.

Coloco em anexo um gráfico simples (linha temporal) que mostra algo que muitos preferem ignorar: à medida que os EUA apertaram a Venezuela, o petróleo venezuelano foi sendo empurrado quase exclusivamente para a China. Não é coincidência, é estratégia.



O que estamos a ver agora não é uma cruzada moral, nem “democracia a caminho de Caracas”. É controlo de energia.
Com a Rússia já economicamente devastada pela guerra da Ucrânia, sobra um alvo óbvio: a China.
E qual é uma das alavancas mais eficazes para estrangular uma economia industrial? Energia.

A ocupação americana da Venezuela (chamem-lhe o que quiserem) não é sobre Maduro.
É sobre cortar uma das principais artérias energéticas da China.

E quando olhamos para o resto do tabuleiro:

.Rússia enfraquecida e dependente da guerra
.China sob pressão energética e comercial
.EUA a reposicionar-se agressivamente
.Europa financeiramente drenada pelo esforço de apoiar a Ucrânia…

Percebemos porque é que, de repente, a Groenlândia volta ao discurso de Trump.
Não é folclore. É geoestratégia pura: rotas, minerais críticos, posição militar e controlo do Ártico.
Trump não olha para a Europa como aliada forte, olha para uma Europa velha e cansada, endividada e vulnerável, demasiado ocupada a sustentar uma guerra para se defender de outra.

E é aqui que entra a parte que muitos não querem ouvir:

👉 A mobilidade elétrica não vai vencer porque é “verde”.
👉 Vai vencer porque reduz dependência geopolítica do petróleo.

Menos petróleo = menos Venezuela, menos Médio Oriente, menos Rússia como arma política.
Mais eletrificação = mais produção local, mais renováveis, mais autonomia estratágica.

Mesmo quem odeia elétricos devia perceber isto:
o motor elétrico pode acabar por ser o maior equalizador de poder global do século XXI, não por ideologia, mas por necessidade.

E se a Europa não acordar rapidamente, arrisca-se a ficar exatamente onde a História costuma colocar os distraídos:

encurralada entre duas guerras, uma quente e outra económica, enquanto o mundo desliza perigosamente para algo que já começa a cheirar a WW3.
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Janeiro 13, 2026, 06:36:55, 06:36
Responder #9

Markito

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"olha para uma Europa velha e cansada, endividada e vulnerável, demasiado ocupada a sustentar uma guerra para se defender de outra."
É a pura realidade...
Os politicos dos últimos anos e actuais são uma pura anedota.
Estão preocupados com imbecilidades e com imbecis...
Devíamos ter um Trump na Europa, mas à décadas...
Os outros preocupam-se com o que é realmente importante para a sobrevivência das suas nações e nós por cá, andamos ocupados com pegadas carbónicas, com o gelo do polos, com os plásticos, com a energia verde (entretanto arrasaram com a produção automóvel, parabens) e com o arco iris...
Assim se afunda uma civilização e parece-me que já não à volta a dar...
Enfim...

 

Janeiro 13, 2026, 09:55:13, 09:55
Responder #10

EML

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"olha para uma Europa velha e cansada, endividada e vulnerável, demasiado ocupada a sustentar uma guerra para se defender de outra."
É a pura realidade...
Os politicos dos últimos anos e actuais são uma pura anedota.
Estão preocupados com imbecilidades e com imbecis...
Devíamos ter um Trump na Europa, mas à décadas...
Os outros preocupam-se com o que é realmente importante para a sobrevivência das suas nações e nós por cá, andamos ocupados com pegadas carbónicas, com o gelo do polos, com os plásticos, com a energia verde (entretanto arrasaram com a produção automóvel, parabens) e com o arco iris...
Assim se afunda uma civilização e parece-me que já não à volta a dar...
Enfim...
Em vez de um Trump que promove a caça ao imigrantes e a violência nas ruas, matando perigosas terroristas internas como uma mãe americana com três filhos e enche os bolsos dos amigos super mega ricos, precisamos é de novos Jaques Delors, Mário Soares, Sá Carneiros e outros com igual qualidade.
Precisamos de políticos que queiram melhorar a vida de todos, com fibra e visão de futuro!
Boas curvas! :bandeiraportugal:
Sym Symphony 125 ST (8/2018) - 2,64 l/100 km (27985 Km - 17/12/2025)

Janeiro 13, 2026, 22:15:18, 22:15
Responder #11

Markito

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Mário Soares ?
Ele é um exemplo para quem ? Aquele que tinha a opinião de atirar portugueses aos tubarões ?
Ok...
Temos visões muito diferentes das coisas...
Voltemos às motos...
Eu acho que podem coexistir quer os veículos a energia eléctrica, quer a combustão...
Ambas têm vantagens e desvantagens...
É usar bom senso e não ideologias cegas...
Lembro que á pouco tempo atrás, era a euforia do verde e agora existe (muita) moderação...
E novamente, podem e devem coexistir ao mesmo tempo e espaço, com equilíbrio e bom senso...


Janeiro 14, 2026, 11:43:35, 11:43
Responder #12

dfelix

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Por outro lado, os modelos térmicos começam a ser retratados como relíquias de um passado barulhento e irresponsável, quase como se quem os escolhe fosse automaticamente resistente à mudança ou indiferente ao impacto social e ambiental.

Estamos em 2026.
O mercado não mudou desde que escrevi isto em Julho de 2020.

A oferta de motos elétricas não é maior do que já era há 6 anos.
E parece-me existirem menos construtores hoje do que havia há 10 anos atrás.

Sem alternativas válidas não há transição.
Sem transição não há resistência.

« Última modificação: Janeiro 14, 2026, 12:47:45, 12:47 por dfelix »

Janeiro 16, 2026, 18:12:05, 18:12
Responder #13

Gentleman rider

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O mercado não mudou desde que escrevi em Julho de 2020.

Por acaso mudou. Surgiu a Stark que constrói uma moto todo-o-terreno (Varg) que é competitiva com uma equivalente ICE. Nas competições em que a Varg é autorizada a entrar (e existem vários campeonatos que impossibilitam a participação da Stark) bate-se de igual para igual com as motos de combustão.

Para provas de longa distância (rally raids) a Varg não tem a autonomia necessária para andar um dia inteiro. Ainda assim o piloto português Bianchi Prata e a sua equipa têm demonstrado que é possível trocar a bateria de uma Varg em pouco mais de 1 minuto.

No mercado a Varg é igualmente muito competitiva custando mais ou menos o mesmo que as suas rivais a gasolina e, claro, sendo uma proposta com custos de manutenção muito mais baixos.

Recentemente a Stark mostrou imagens das suas futuras motos de estrada que, defende a marca, serão competitivas em preço e capacidades com as motos ICE equivalentes. Face ao que a Varg oferece não tenho razões para duvidar.


Contudo a Stark pode não vir a ser a primeira marca de motos a oferecer um modelo de estrada eléctrico competitivo.

A Verge lançou recentemente uma moto com baterias Donut Lab sólidas que, a ser verdade a promessa, tem autonomia e velocidade de carregamento compatível com uma utilização normal.

O preço ainda é muito elevado quando comparado a uma rival ICE mas a falta de autonomia e/ou velocidade de carregamento parece estar definitivamente ultrapassada.

Também a Ducati mostrou recentemente um protótipo de uma moto eléctrica com bateria sólida pelo que uma versão de produção não deverá estar longe. Provavelmente veremos já no EICMA 2026.


Nas cidades (leia-se scooters para commuting ou entregas ao domicílio) a solução eléctrica faz muito mais sentido do que a solução a combustão.

No todo-o-terreno igualmente uma moto eléctrica já é capaz de fazer coisas que uma equivalente ICE não consegue.

E não tenho grandes dúvidas que também na estrada e nas pistas de asfalto dentro de poucos anos as motos eléctricas vão conseguir performances melhores do que as actuais ICE.

A falência da Energica devia ter sido um choque de realidade maior do que foi. Não era uma startup de garagem: tinha produto, tinha presença em competição, tinha modelos interessantes como a Experia. E mesmo assim não aguentou. O argumento clássico de que “faliu porque era cedo demais” começa a soar a desculpa reciclada. Quantos “cedo demais” são precisos até aceitarmos que o mercado simplesmente não quer isto na forma atual?

A Energica não tinha produto nem modelos interessantes. Era uma novidade e como todas as novidades há sempre alguns consumidores que se sentem atraídos. Mas a esmagadora maioria que faz contas não gasta dinheiro em novidades que não trazem nada de melhor.

Segundo sei houve um grupo de investidores que injectou dinheiro na Energica pelo que ela continua em funcionamento. Contudo a marca terá de renovar completamente a gama se quiser vender uma vez que os modelos que conhecemos até hoje estão completamente obsoletos ao lado de uma Verge ou Stark.
« Última modificação: Janeiro 16, 2026, 18:25:54, 18:25 por Gentleman rider »

Janeiro 18, 2026, 17:30:39, 17:30
Responder #14

dfelix

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Por acaso mudou. Surgiu a Stark que constrói uma moto todo-o-terreno (Varg) que é competitiva com uma equivalente ICE.

Nem conhecia.
Mas parece-me pouco relevante.
Não sustenta a teoria de que simplesmente estamos a ser "resistentes" à "transição" (que nem sequer existe).

Também a Ducati mostrou recentemente um protótipo de uma moto eléctrica com bateria sólida pelo que uma versão de produção não deverá estar longe. Provavelmente veremos já no EICMA 2026.

Todos os anos surgem novidades.

Até a Triumph em 2022 apresentou uma proposta muito interessante e promissora.
Conseguiu ser votada a "melhor moto electrica do ano" sem sequer ter entrado em produção.
E nunca mais se falou dela...

Certamente cumpriu a sua função de permitir várias entidades encaixar verba da coroa.

Nas cidades (leia-se scooters para commuting ou entregas ao domicílio) a solução eléctrica faz muito mais sentido do que a solução a combustão.

Sim, mas até nesse contexto o que se assiste é um retrocesso.
Só a Livewire, as Zero e a BMW continuam a ser propostas "válidas" no sentido de que se pode ir ao stand e encomendar.

Nas motos, a "mobilidade eléctrica" são velocipedes chineses equiparados no máximo a ciclomotores.
Isto não é transição.

« Última modificação: Janeiro 19, 2026, 17:34:37, 17:34 por dfelix »

Janeiro 23, 2026, 18:46:12, 18:46
Responder #15

2low

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errata:

E Energica parece ganhar um novo rumo e parece que vai ressurgir mais actual e mais competitiva...
  :cool:

Imagem tirada de uma rede social da Energica, publicação já tem 1h.
Grão a Grão, Comemos Feijão!
E sempre com boa disposição!

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Janeiro 27, 2026, 13:42:39, 13:42
Responder #16

Gentleman rider

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Se a Energica vai continuar a tentar vender as motos que a levaram à falência porque razão o resultado desta vez seria diferente?

Vejo nova falência no horizonte

Janeiro 27, 2026, 17:00:15, 17:00
Responder #17

2low

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Se a Energica vai continuar a tentar vender as motos que a levaram à falência porque razão o resultado desta vez seria diferente?

Vejo nova falência no horizonte

Estruturação foi feita (ainda Verão 2025).
Sede em Singapura (grupo de investidores saldou dívidas final 2024/inicio 2025).
Design continua em Modena (Itália).
Fabrico passou para a India para redução de custos, através de parceria com a Kaw Veloce Motors.

https://www.energicamotor.com/
« Última modificação: Janeiro 27, 2026, 17:29:00, 17:29 por 2low »
Grão a Grão, Comemos Feijão!
E sempre com boa disposição!

(na realidade dá gozo puxar por ela pelo que é de contar uns 6Lt/100km)

Janeiro 27, 2026, 18:49:48, 18:49
Responder #18

dfelix

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Estruturação foi feita (ainda Verão 2025).
Sede em Singapura (grupo de investidores saldou dívidas final 2024/inicio 2025).
Design continua em Modena (Itália).
Fabrico passou para a India para redução de custos, através de parceria com a Kaw Veloce Motors.

https://www.energicamotor.com/


FAQ do website (que parece uma página da world wide web dos anos 90) em Janeiro de 2026:

"How do I get an Energica?
Energica is a made to order brand. Place an order with an official dealer near you or place an order online (soon)."

Janeiro 27, 2026, 20:25:08, 20:25
Responder #19

Gentleman rider

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Estruturação foi feita (ainda Verão 2025).
Sede em Singapura (grupo de investidores saldou dívidas final 2024/inicio 2025).
Design continua em Modena (Itália).
Fabrico passou para a India para redução de custos, através de parceria com a Kaw Veloce Motors.

https://www.energicamotor.com/

Cheira a lavagem de dinheiro.

Feitas na Índia são mais baratas mas, mesmo assim, ninguém as vai querer.

Mais uns meses e fecha portas de novo

Por acaso mudou. Surgiu a Stark que constrói uma moto todo-o-terreno (Varg) que é competitiva com uma equivalente ICE.

Nem conhecia.
Mas parece-me pouco relevante.
Não sustenta a teoria de que simplesmente estamos a ser "resistentes" à "transição" (que nem sequer existe).

Pode ser pouco relevante para ti mas é bastante relevante para a indústria.

A Stark tem crescido muito nos últimos anos e ainda só tem um modelo.

Nos próximos anos eles irão lançar mais.

A ambição do CEO é que a Stark se torne no maior fabricante de motos do mundo. Eu sei que parece fantasia mas a Stark tem muitas semelhanças com a Tesla. E veja-se onde a Tesla chegou em menos de duas décadas.
« Última modificação: Janeiro 27, 2026, 20:31:18, 20:31 por Gentleman rider »

Janeiro 28, 2026, 12:27:42, 12:27
Responder #20

dfelix

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Cheira a lavagem de dinheiro.

Fiquei exactamente com a mesma sensação.

A ambição do CEO é que a Stark se torne no maior fabricante de motos do mundo. Eu sei que parece fantasia mas a Stark tem muitas semelhanças com a Tesla. E veja-se onde a Tesla chegou em menos de duas décadas.

A Zero também tenta ser a Tesla das motos.
Está até já uns passos à frente, com um catálogo bastante simpático de produtos bastante adequados ao mundo real.
Porém, parece também ter estagnado.

Janeiro 28, 2026, 13:31:52, 13:31
Responder #21

Gentleman rider

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A Zero também tenta ser a Tesla das motos.
Está até já uns passos à frente, com um catálogo bastante simpático de produtos bastante adequados ao mundo real.
Porém, parece também ter estagnado.

A Zero, tal como a Energica, apostou em motos de estrada. Porém não existem (ou não existiam) baterias com a densidade energética para dotar uma moto de estrada eléctrica com a autonomia suficiente para ser uma alternativa viável a uma moto a combustão.

E digo não existiam porque a acreditar no marketing da Verge e da Donut lab estas marcas acabam de criar uma moto de estrada com autonomia e tempo de carregamento equivalentes a uma moto a gasolina.

A Stark, ao contrário da Zero e da Energica, apostou no off-road. E para Motocross, Supercross, Enduro, SuperEnduro, Hard Enduro a Varg tem autonomia suficiente. A Stark provou que, mesmo com a tecnologia actual, é possível construir uma moto off-road competitiva. E é por isso, que ao contrário da Zero e da Energica, a Stark tem sido um sucesso de vendas e no final de 2025 já teve cash flows positivos.

A Stark agora está a desenvolver motos de estrada mas tem plena noção de que apenas as colocará no mercado se, em termos de autonomia, tempo de carregamento e preço, estas consigam rivalizar com uma moto a combustão.

Janeiro 28, 2026, 15:30:44, 15:30
Responder #22

2low

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A Zero também tenta ser a Tesla das motos.
Está até já uns passos à frente, com um catálogo bastante simpático de produtos bastante adequados ao mundo real.
Porém, parece também ter estagnado.

A Zero, tal como a Energica, apostou em motos de estrada. Porém não existem (ou não existiam) baterias com a densidade energética para dotar uma moto de estrada eléctrica com a autonomia suficiente para ser uma alternativa viável a uma moto a combustão.

E digo não existiam porque a acreditar no marketing da Verge e da Donut lab estas marcas acabam de criar uma moto de estrada com autonomia e tempo de carregamento equivalentes a uma moto a gasolina.

A Stark, ao contrário da Zero e da Energica, apostou no off-road. E para Motocross, Supercross, Enduro, SuperEnduro, Hard Enduro a Varg tem autonomia suficiente. A Stark provou que, mesmo com a tecnologia actual, é possível construir uma moto off-road competitiva. E é por isso, que ao contrário da Zero e da Energica, a Stark tem sido um sucesso de vendas e no final de 2025 já teve cash flows positivos.

A Stark agora está a desenvolver motos de estrada mas tem plena noção de que apenas as colocará no mercado se, em termos de autonomia, tempo de carregamento e preço, estas consigam rivalizar com uma moto a combustão.

Da Stark já tinhas cá colocado algo ainda em 2021 mas não me apercebi e em 2022 eu deixei comentário aqui: https://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=6934.msg116558#msg116558

Desde então nunca mais ouvi falar da Stark, julguei que fosse mais uma dessas startup com excesso de marketing...

Sobre a Stark criar motos de estrada parece exagerado... eles têm uma base e mudam alguns parâmetros criando 3 modelos distintos em características especificas.
De "Estrada" têm a derivação SM (supermotard).

Sobre o que escrevi no outro tópico na altura, recordo-me que o interesse daquela moto era algo para uso supérfluo, não dia a dia, até que se falava não em autonomia km mas sim em horas de usufruto...

A Zero tem estado estagnada e parece-me que estão a querer descontinuar o modelo mais estradista SR/S para apostar mais na DSR/X.
Grão a Grão, Comemos Feijão!
E sempre com boa disposição!

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Janeiro 28, 2026, 16:38:10, 16:38
Responder #23

Gentleman rider

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Da Stark já tinhas cá colocado algo ainda em 2021 mas não me apercebi e em 2022 eu deixei comentário aqui: https://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=6934.msg116558#msg116558

Desde então nunca mais ouvi falar da Stark, julguei que fosse mais uma dessas startup com excesso de marketing...

Não consigo entender como é que alguém com o mínimo interesse em motos desconhece a Stark. É só a marca de motos mais disruptora desde o Covid.

Eu sei que a maioria dos motociclistas portugueses actuais apenas tem interesse em trails chinesas A2 com bicilíndricos paralelos mas que tem um interesse um pouco mais abrangente no mundo das motos tem que conhecer a Stark.

Sobre a Stark criar motos de estrada parece exagerado... eles têm uma base e mudam alguns parâmetros criando 3 modelos distintos em características especificas.
De "Estrada" têm a derivação SM (supermotard).

Não entendeste, actualmente a Stark produz um modelo, a Varg, em três configurações ligeiramente diferentes, MX, EX e SM. Não é nada de inédito, a KTM também vende a sua 450 em versões Motocross, enduro e supermoto

Agora a Stark está desenvolver plataformas TOTALMENTE novas e lançará nos próximos anos uma trail, naked, desportiva, etc.

Sobre o que escrevi no outro tópico na altura, recordo-me que o interesse daquela moto era algo para uso supérfluo, não dia a dia, até que se falava não em autonomia km mas sim em horas de usufruto...

É uma moto off-road logo não é uma moto de uso quotidiano mas sim uso desportivo. Nas motos off-road costuma-se contabilizar o uso em horas e não kms.

Só para esclarecer, uma trail chinesa A2 com um bicilíndrico paralelo não é uma moto off-road. Moto off-road é uma KTM EXC, Honda CRF, Beta, Sherco

A Zero tem estado estagnada e parece-me que estão a querer descontinuar o modelo mais estradista SR/S para apostar mais na DSR/X.

É normal que a Zero, vendo o sucesso da Stark ou da Surron, mude de estratégia e vá atrás das motos eléctricas fora-de-estrada.

E para quem não conhece a Surron ou acha que motos eléctricas não vendem, esta marca chinesa vendeu 110.000 motos em 2024.

Ok, pode-se dizer que a Surron não vende motos mas é inegável que existe uma enorme apetência no planeta por motos eléctricas. E aquilo que aconteceu nos carros irá acontecer nas motos muito em breve.

« Última modificação: Janeiro 28, 2026, 17:30:54, 17:30 por Gentleman rider »

Janeiro 28, 2026, 19:02:49, 19:02
Responder #24

dfelix

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A Zero, tal como a Energica, apostou em motos de estrada.

Precisamente aquilo que o "mercado" precisa para que possa ocorrer uma "transição".
A suposta "transição" cujo tópico inicial sugere que só não está acontecer por "resistência".
Quando na realidade o problema é a escassez de opções.

Até acredito que a Stark no futuro pode se tornar num player importante.
Mas neste momento o catálogo resume-se a brinquedos destinados a um nicho muito específico.

O mercado é ditado por escolhas.
Se hoje tivesse fosse comprar uma moto eléctrica, só a Zero SR/F se aproxima dos critérios meus critérios.
Sendo que o critério fundamental é que possa ser comprada.

Não consigo entender como é que alguém com o mínimo interesse em motos desconhece a Stark. É só a marca de motos mais disruptora desde o Covid.

Também desconhecia a Stark!
Talvez por estarem focados num segmento de mercado bastante específico.
Se um dos fabricantes mais convencionais lançasse um produto deste género.. provavelmente também me passaria ao lado.


Janeiro 29, 2026, 08:09:22, 08:09
Responder #25

Gentleman rider

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Se um dos fabricantes mais convencionais lançasse um produto deste género.. provavelmente também me passaria ao lado.

Então talvez desconheças que a Triumph e a Ducati vendem motos de cross e enduro. Ou que a Triumph comprou recentemente uma marca inglesa de motos de trial eléctricas.

O segmento off-road não é um nicho. É importante em volume de vendas e terá um peso cada vez maior na minha opinião.

Daí os construtores tradicionais quererem estar presentes nele.

Janeiro 29, 2026, 09:42:20, 09:42
Responder #26

dfelix

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Então talvez desconheças que a Triumph e a Ducati vendem motos de cross e enduro. Ou que a Triumph comprou recentemente uma marca inglesa de motos de trial eléctricas.

Devo ter tropeçado em uma ou outra notícia.
Mas passa-me ao lado... por ser um género que depois não teria onde poder utilizar.

Janeiro 29, 2026, 10:38:02, 10:38
Responder #27

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Devo ter tropeçado em uma ou outra notícia.
Mas passa-me ao lado... por ser um género que depois não teria onde poder utilizar.

Eu estou a fazer o caminho inverso.

Com as estradas cada vez mais congestionadas e vigiadas por radares de velocidade, com o preço dos trackdays a aumentar eu vejo cada vez menos razões para ter uma moto de estrada.

Consigo imaginar-me a ter apenas motos todo-o-terreno num futuro próximo. Isto claro, até proibirem a circulação de motos no mato.




Nem de propósito saiu há pouco esta notícia:

https://www.visordown.com/news/stark-future-announces-plans-develop-new-ultra-fast-charging-battery

Stark says it wants to achieve ultra-fast charging that takes only 10–15 minutes as part of a performance target set out by the company, which also includes an energy density of 330Wh/kg (watt-hours per kilogram).
« Última modificação: Janeiro 29, 2026, 11:07:28, 11:07 por Gentleman rider »

Janeiro 29, 2026, 14:51:34, 14:51
Responder #28

dfelix

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... eu vejo cada vez menos razões para ter uma moto de estrada.

Para muitos de nós, a razão continua a ser deslocar do ponto A ao ponto B.
A localização, distância e o percurso entre esse dois pontos define toda a diversidade de utilizações que se pode dar.

Posso ir ao fundo da rua só comprar pão!
Mas se estiver inspirado posso ir busca-lo a Mafra, ao Alentejo ou mesmo ir buscar uma broa a Avintes.
E nem sequer sou consumidor de pão.

Uma moto sem luzes e matricula é algo predominantemente recreativo limitado a locais bastante específicos e que envolve toda uma logística associada.
É um hobby muito interessante e entusiasmante.
Mas enfiar a moto num reboque e ter de conduzir um carro dezenas ou centenas de quilómetros para poder usufruir... não é para todos.

Algo "dual-purpose" até poderia ser um excelente compromisso.
Mas a minha experiência em trilhos com a scrambler é que rapidamente um percurso entusiasmante termina num portão, num proprietário zangado ou alguém da SEPNA a dizer que não posso estar ali.


Janeiro 29, 2026, 15:42:42, 15:42
Responder #29

Gentleman rider

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Para muitos de nós, a razão continua a ser deslocar do ponto A ao ponto B.

Entendo mas nunca usei motos assim

Uma moto sem luzes e matricula é algo predominantemente recreativo limitado a locais bastante específicos e que envolve toda uma logística associada.
É um hobby muito interessante e entusiasmante.
Mas enfiar a moto num reboque e ter de conduzir um carro dezenas ou centenas de quilómetros para poder usufruir... não é para todos.

As motos de Enduro são matriculadas mas realisticamente não servem para andar na estrada. É quase sempre preciso um reboque.

A outra questão para mim são as lavagens que têm que ser frequentes numa moto que anda fora da estrada.

A logística é sem dúvida maior principalmente para quem não vive numa casa térrea com quintal

Algo "dual-purpose" até poderia ser um excelente compromisso.

Que quase não existem. Vamos ver se os chineses voltam a apostar nesse segmento que creio ter mercado.

Janeiro 30, 2026, 09:55:55, 09:55
Responder #30

dfelix

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A outra questão para mim são as lavagens que têm que ser frequentes numa moto que anda fora da estrada.

Diria que dentro de toda logística de engatar reboque, carregar moto, viajar de carro dezenas/centenas de quilómetros, descarregar (...) voltar a carregar, fazer viagem para no regresso voltar a descarregar para a garagem e guardar o reboque... uma paragem de 10/15 minutos num dos elefantes azuis desta vida para mandar uma pistolada (que vejo muitas vezes fazerem em cima do reboque) será das menores preocupações.


Janeiro 30, 2026, 10:45:39, 10:45
Responder #31

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Diria que dentro de toda logística de engatar reboque, carregar moto, viajar de carro dezenas/centenas de quilómetros, descarregar (...) voltar a carregar, fazer viagem para no regresso voltar a descarregar para a garagem e guardar o reboque... uma paragem de 10/15 minutos num dos elefantes azuis desta vida para mandar uma pistolada (que vejo muitas vezes fazerem em cima do reboque) será das menores preocupações.

Chamo a isso tirar o pó. Se for lama não é em 15 minutos que se lava uma moto. E há ainda o equipamento.

Mas podes meter também a logística da manutenção, uma moto de enduro tem trocas de óleo muito frequentes por exemplo.

Daí ser tão apetecível uma moto de enduro eléctrica como a Stark que tem muito menos manutenção.