Sem qualquer dúvida que "o tamanho não interessa", interessa é o que fazemos dela.
Bem assim dito até parece algo a fugir para o obsceno

mas estou a tentar apenas comentar o tópico sobre como motos de pequena cilindrada poderão dar maior prazer e memórias do que qualquer moto de maior dimensão...
Sei bem o que passei com a minha primeira moto 125cc, recordo-me de tudo o que correu mal mas guardo as boas memórias para sempre, inimitáveis e impossíveis de serem apagadas, mesmo que muitos dos momentos tenham sido passados com pessoas que tenham deixado de fazer sentido continuarem a meu lado, é assim comigo e é assim com todos, é a vida!
Como é que uma moto de marca inglesa, lindíssima, supostamente bem desenhada, acaba por ter fabrico chinês, má montagem chinesa e algum material de má qualidade?
(estava em 2010 e 3200€ não era propriamente barato, seria suposto ser uma moto fiável, uma CBR125R era 3700€, uma Yamaha YZFR125 era praticamente 4000€)
Como é que perante tantos problemas que obrigaram em 11 meses passar bastantes vezes na oficina para reparar peças partidas com vibração, peças que se perderam em andamento e várias avarias ainda assim se conseguem programar passeios e os conseguir fazer e face a tudo o não programado acabar por ter um resultado melhor do que "aventura"?
Pegando no pequeno resumo à minha aventura com a primeira moto 125cc, e tentando indo mais ao encontro do tópico, acredito que acima de tudo parte tudo de nós, o que queremos fazer e que objectivos queremos ultrapassar ou atingir.
Quando entramos num mundo novo obviamente que esses objectivos poderão ser quase que infinitos e todos os dias tentamos programar um destino impossível mas que queremos testar...
...e como estamos normalmente a começar com uma moto pequena, com custos reduzidos no consumo e extras (raramento seguimos autoestrada e portagens) conseguimos planear aventuras facilmente sem nos preocuparmos tanto com as folhas excel e comparar com orçamentos disponíveis e preocupamo-nos com o que realmente interessa... trajectos, monumentos e locais a visitar, locais para pernoitar que pelo ambiente possam também ajudar à aventura, etc.
Esta é um pouco a minha história inicial do mundo das 2 rodas e acredito que seja muito semelhante a tantos outros.
Recorrendo a um filme que tenho visto ultimamente vezes sem conta mas mudando algumas palavras: "o que interessa não é a moto, é o condutor!"
Acrescento: "o que interessa é continuarmos a ter sempre objectivos supostamente inalcançáveis para no final conseguirmos ter prazer em duplicado."
O dinheiro não pode limitar as nossas saídas, podemos é ajustar ao orçamento.
Para concluir, na realidade face a todos os passeios que já fiz, é claro que fica sempre aquele sentimento do que se passou com a primeira moto mas é apenas isso.
Passei já momentos tão bons ou melhores com motos de maiores cilindradas.
Mas realmente é importante estarmos em boa companhia!
E voltando ao obsceno...
...é mesmo obsceno fazer um passeio de 50cc na Austrália!
Clima, animais selvagens em quantidade e espécie de envergonhar todos os jardins zoológicos do mundo, distâncias...porra aquilo é mesmo uma aventura que só poucos se dignariam fazer!
Os meus sinceros parabéns a este casal aventureiro.O máximo que me disse a mim mesmo seria/será fazer uma volta à India de Royal Enfield e subir aos Himalaias!
(India por incrível para possa parecer, tem belos exemplares da arquitectura modernista:
https://www.archdaily.com.br/br/1001967/o-laboratorio-modernista-do-futuro-explorando-a-arquitetura-de-le-corbusier-e-louis-kahn-na-india )
Recordo que esse desejo ainda surgiu por volta de 2012/2013, quando não sonharia sequer que um dia teria uma Royal Enfield, mas esse passeio existe e na altura rondaria os 3500€ já com motos de aluguer (julgo eu que a memória não me está a falhar nesse valor - 3500€ + extras).
Lá está...objectivos para serem realizados!