O ABS pode considerar-se um "salva vidas"?
(http://www.bosch-motorcycle.com/media/ubk_zweiraeder/stages/Stage_1_1_ABS_M_2_w734.jpg)
http://www.bosch-motorcycle.com
Presentemente são inúmeros os modelos de scooters ou motos que têm o conhecido sistema de segurança na travagem - ABS (Anti-lock Braking System). Aliás, quase que aposto que estarão até mesmo em maioria os que aqui no fórum têm este sistema instalado no seu motociclo.
Na teoria todos sabem que ajuda ao evitar do bloqueio das rodas numa travagem forte, mas na prática serão muito menos os que têm conhecimento de como tudo se passa...
Numa explicação directa e fácil de assimilar, pode dizer-se que por via da utilização de sensores colocados no módulo do sistema ABS, são monitorizadas permanentemente as rodas durante uma travagem forte.
Assim que uma das rodas mostra qualquer tendência para bloquear e, por via disso, também a perda da necessária motricidade, o sistema intervém imediatamente e num espaço de tempo na ordem dos milésimos de segundo leva a um precioso reduzir da pressão da travagem nas rodas.
Mas....e é aqui que está a ciência do sistema, esta redução rapidamente dá lugar à pressão, num ciclo repetitivo e a alta velocidade de coloca pressão/tira pressão, o qual quase se pode ilustrar como um "bombear de força" na travagem de forma meticulosa e impossível de reproduzir àquela velocidade por qualquer ser-humano.
Este ciclo é repetido individualmente em cada roda várias vezes por segundo, num contínuo controlo electrónico e extremamente preciso.
Desta forma, não se perde o controlo da direcção ou, pior ainda...o controlo total do motociclo, com consequências imprevisíveis.
No entanto, existe algo importante a referir para que tudo se desenrole sem falhas e levando a que o processo de entrada em funcionamento do ABS decorra sem problemas....
E ao referir importante, estou mesmo a colocar enfâse na situação, pois tal deve ser tomado como uma regra!!
Durante uma travagem para uma qualquer imobilização de emergência (atravessar repentino de peões na faixa de rodagem, p.ex.), não se deve aliviar a pressão nos travões, nem ter receio nas pulsações sentidas quando o mesmo está a actuar.
No fundo, é deixar que o mesmo actue e faça o seu trabalho, deixando-nos a hipótese de poder - dentro das possibilidades - ter alguma direccionalidade para nos desviarmos de um obstáculo.
O resultado disto, na prática e em contexto real, tem ajudado muitos motociclistas a chegar a casa com uma história para contar...e não fazendo parte da mesma pelos piores motivos.
Não sendo um "anjo da guarda" ou um "salva vidas" para tudo e mais alguma coisa, como lhe chamei no titulo deste tópico, ainda assim ajuda e muito na nossa segurança. :)
Deixo-vos com um muito interessante vídeo que vos convido a ver com atenção.