Abro este tópico para partilhar convosco os passeios que irei fazer no nosso Portugal maravilhoso!
Data: 20/05/2017
Objetivos: Visitar o Piódão, Fraga da Pena e Coja.
Percurso: Santarém-Pedrógão Grande-Pampilhosa da Serra-Fajão-Piódão-Fraga da Pena-Coja-Arganil-Góis-Miranda do Corvo-Tomar-Entroncamento-Torres Novas-Santarém
Km's: 454
Moto: Honda CB500X
Mapa:
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Já há algum tempo que tinha idealizado uma ida ao Piódão, mas nunca tinha havido a oportunidade. Tentei ao máximo evitar as auto-estradas, pois apesar de serem mais seguras e de nos levarem de forma mais rápida ao destino, são pouco cativantes em especial para quem anda de moto.
Saí de Santarém em direção à EN3 até entrar na A23 que percorri até à ligação com a A13 em direção a Tomar. Saí da A13, a seguir a Tomar e dirigi-me à N110/IC3 que liga a cidade nabantina a Coimbra. Passei ao lado de Alvaiázere e na zona de Avelar apanhei o IC8 em direção a Pedrógão Grande. À entrada desta simpática vila uma bela rotunda:
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Segui então pela EN2 onde passei por 2 localidade com nomes "sui generis":
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Tinha planeado seguir até perto de Góis, mas como nunca tinha ido à Pampilhosa resolvi cortar à direita pela EN344 e depois EN351. E ainda bem pois a estrada é boa e as vistas fantásticas:
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À entrada da Pampilhosa da Serra um mini Cristo-Rei abençoa a vila e a todos os que lá passam:
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Após a Pampilhosa segui pela EN112 e depois pela EM547 em direção a Fajão. Aqui a paisagem torna-se mais árida, muito por culpa dos incêndios que aqui lavraram em anos anteriores e também por se estar no topo de montanhas. A estrada continua boa, mas o vento mais forte tira um pouco do prazer à viagem, mas alimenta o parque eólico da Pampilhosa.
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Até agora CB500X portou-se muito bem, senti-me muito bem com ela, guiá-la e controla-la é muito fácil e o prazer que proporciona é imenso!!!
Aproveitei para ir um pouco mais à frente para ver a paisagem:
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Voltei para trás e segui pela estrada que liga ao Fajão, uma descida forte com curva e contra-curva e estrada muito estreita. Aqui percebi a grande vantagem das motos em relação às scooter's: a possibilidade de travar com o motor. Desci com a algum receio inicial mas decidido a enfrentar o desnível em segurança. 2ª-3ª-2ª-3ª, não há pressa de chegar ao destino mas sim chegar em segurança e desfrutar a paisagem.
A seguir ao Fajão, a Ponte do Fajão, uma aldeola na cova de uma montanha:
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Depois de efetuada a descida percebi que iria ter um grande desafio pela frente: Subir, subir e subir numa estrada com a mesma morfologia: curvas e contra-curvas, algumas em cotovelo e estrada estreita!!! A primeira curva não correu muito bem pois fi-la um pouco "fora-de-mão" (curva em gancho para a direita), tive de colocar a 1ª velocidade e colocar o pé de fora, mas a partir daí descontraí e subi sem problemas! Agradeci o facto de ter optado por esta moto e não pela NC ou (principalmente) pela Versys, pois acredito que ali teria ido ao chão, mas felizmente a CB controla-se muito bem e chegar com os pés ao chão é importantíssimo para quem não tem muita experiência!
Mais à frente já na EN344, chegada ao cruzamento para Fraga da Pena e Coja (esquerda) e Piódão (direita) e paragem para verter águas:
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A estrada que se segue, a EM508, é muito bonita, mas um pouco estreita e obriga a uma atenção constante, até porque não existem barreiras de proteção e as escarpas são íngremes.
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Chegada por fim ao cruzamento para o Piódão e mais uma descida vertiginosa, feita sem sobressaltos mas a pensar já numa boa estratégia para a subida.
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Chegada ao Piódão, uma pitoresca aldeia, que recomendo vivamente!
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Quando cheguei apenas uma moto (uma R penso que da Kawasaki, mas não reparei na marca!) estava na aldeia. Quando me preparava para a ir embora vi a SílVia muito bem acompanhada por duas Africa Twin 750 e uma Transalp! Foi só deixa-la um pouco sozinha e arranjou logo (boa) companhia!
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Tempo para regressar ao topo e ir em direção à Fraga da Pena, perto de Coja. Fiz-me à estrada, não sem antes olhar para a média. Julguei que pelo percurso montanhoso, mesmo que contrabalançado com as descidas, a média estaria perto dos 4 litros aos 100....mas para surpresa minha, à chegada ao Piódão, com mais de 200 km's percorridos, o CB marcava .... 3,4 !!!!
A subida fez-se sem problemas, estava um pouco receoso mas como referi a CB controla-se muito bem. Há situações em que, em curvas mais apertadas tenha de se decidir por apertar a embraiagem (em 2ª velocidade) e fazer ponto de embraiagem ou reduzir para 1ª, mas com tempo apanha-se o jeito e curvas destas também não são muito frequentes. No entanto quando for com pendura terei de ter mais cuidado!
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Depois de seguir pelo mesmo caminho até ao cruzamento com a EN344, onde tinha parado há umas horas, desta feita segui para Coja, mas com desvio para a Fraga da Pena. Mais uma descida vertiginosa com estrada estreita e piso mais antigo que vai desembocar numa mata, a Mata da Margaraça, com estrada empedrada, com alguma erva, que obriga a uma atenção redobrada. De vez em quando levanto-me e imagino como será fazer off-road. O empedrado não intimida a CB nem lhe retira o conforto.
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A qualquer momento espero encontrar a famosa Fraga da Pena, mas de repente a mata acaba e surge do nada a aldeia de Pardieiros:
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Logo de seguida a Fraga da Pena, onde já estava uma irmã da minha CB um pouco mais despida (CB500F). Mais tarde haveria de rever aqui as "amigas" Africa Twin e Transalp que tinham estado no Piódão.
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Sigo em direção ao próximo ponto, a belíssima Coja, banhada pelo rio Alva:
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Em Coja e com o adiantar da hora, perto das 18 há uma decisão a tomar: seguir a indicação do GPS, voltando para trás e apanhar o IC6 até Penacova e IP3 até Coimbra para regressar pela A1 ou então partir à descoberta seguindo por Arganil, Góis, Lousã e por aí fora.
Escolhi a segunda opção e dirigi-me então para Arganil pela EN 342. Pela primeira vez neste passeio apanhei estrada má, com buracos e alguma areia em especial nas curvas o que me obrigou a ir mais devagar e com muito cuidado. Originei por isso uma pequena fila atrás de mim, mas paciência, tenho de chegar em segurança!!!
À chegada a Arganil, o piso melhor e depois desta vila, aumento o ritmo. Por momentos senti-me no MotoGP a fazer curvas e contra-curvas (menos fechadas) a um ritmo mais elevado e a deitar-me sem receios! Apesar de não ser o seu ADN, a CB também me consegue proporcionar prazer neste tipo de condução. Passagem ao lado de Góis, que irá merecer da minha parte uma visita e paragem em breve, pois dá para ver que há ali muita beleza e sigo em direção à Lousã pela EN2 e novamente pela EN342. Aqui a estrada começa ter algumas retas e e a velocidade aumenta um pouco (assim como a média ... julgo eu).
Passagem ao lado da Lousã, onde já fui muito feliz (de bicicleta) e sigo em direção a Miranda do Corvo numa espécie de via rápida que permite utrapassar os 100 km's/h.
Ligeira paragem em Miranda do Corvo para decisão do caminho a seguir (Condeixa ou Penela) e verificar o consumo, para preparar o local onde iria abasecer: 3,3 Litros / 11 litros gastos em mais de 300 km's rodados!!!! Impressionante!!!! Começo a pensar que é possível chegar a casa com o que tenho no depósito (cerca de 6,5 litros) para percorrer cerca de 100-120 km's. Decido então seguir pela EN110/IC3 até Tomar/Entroncamento e depois pela EN3 até Torres Novas/Santarém, sempre fora das AE. E assim fiz.
Cerca de 2 horas depois cheguei a casa, radiante com o passeio e ainda mais com os resultados finais no CB:
454 Km's percorridos, 14,7 litros gastos, média de 3,2 litros aos 100 !!!!!! E ainda sem entrar na reserva!!!! Fantástico!!!!
Dia 1 - A partida
Depósito atestado e pronta para um fim de semana épico!
Sigo em direção à A23 pela N3. Já na A23 saio para a A13 em direção a Tomar onde desvio em Alviobeira para seguir pelo IC3 até ao cruzamento para Miranda do Corvo. Pela N342 sigo até ao cruzamento para a Lousã tomando a direção contrária rumo a VN Poiares. Sigo pela N17, depois IC6 e novamente N17 (aqui a estrada é má com ondulações, alguns buracos) Um condutor de um autocarro armado em Lewis Hamilton, que já tinha esbracejado por eu ir devagar ( o piso) era mau, as curvas apertadas e alguma areia, ultrapassa-me dentro de uma localidade a bem mais de 50!!! Quem me dera ser polícia naquele momento!!!
Após Oliveira do Hospital sigo à direita para S.Romão e depois Seia e alguns km’s depois chego ao destino: a bela aldeia do Sabugueiro, onde irei pernoitar nas próximas duas noites!
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À chegada a média do costume: 3,3!
Dia 2 - Passeios pela serra
Saio de manhã, com mochila recheada em direção à Torre! À saída do Sabugueiro, a primeira paragem para fotos. Mais à frente, depois de algumas mini-paragens para uns cliques na máquina digital (sem sair da moto e com o motor ligado), chego às Lagoa Comprida onde permaneço cerca de meia hora.
De seguida continuo a subir, curva e mais curva e a SílVia sentem-se como peixe na água! Mais à frente vejo uma placa indicativa de Sra do Desterro e decido segui-la, virando à direita. O piso é antigo mas está em bom estado. Pensava que era já ali mas mais tarde percebo que afinal eram uns bons km’s lá em baixo. A descer sem pressas, com o motor a substituir os travões passo pela Cabeça do Velho, que já tinha visto em fotos mas nunca o vivo.
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Chego a uma aldeia com uma meia dúzia de capelas, depois de passar ao lado do Museu da eletricidade. Após algumas fotos da praxe, percebo que tinha acabado de descer pela estrada que liga S.Romão à Torre e que já tinha colocado na agenda.
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Nesse sentido decidi voltar para cima e a subida fez-se sem problemas mesmo nas curvas mais lentas (em cotovelo). Já aprendi que mais vale fazer ponto de embraiagem em 2a do que meter a primeira.
A seguir paragem obrigatória na Lagoa Comprida que já conhecia.
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Nos últimos 6/7 km's a caminho da Torre uma chuva de mosquitos e insetos apareceu do nada e haveria de estar presente sempre nas altas altitudes (acima dos 1500 metros).
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Era para ter comido qualquer coisa na Torre mas não me atrevi, não fosse a sandes ser condimentada com algum inseto!!!! De regresso à estrada sigo para um dos objetivos da viagem: Loriga. Com um ótimo piso a descida para Vide/Loriga é vertiginosa mas mais uma vez o motor é um excelente auxiliar.
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No cruzamento corto à esquerda para Loriga e o cenário vai mudando um pouco, com pinhais a substituírem as rochas. O calor que se faz sentir aumenta o perfume dos pinhais no verão e que bom é senti-lo em cima de uma moto. A chegada a Loriga não desilude e a praia fluvial é lindíssima!!!
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Aproveito para aconchegar o estômago e descansar um pouco, antes do próximo destino: Unhais da Serra! Pensei ir a Vide, ver a subida, mas como a estrada estava cortada, decidi seguir para Unhais por uma bela estrada com curvas boas para os motociclistas, a N230!
Pelo meio a passagem em Alvôco da Serra.
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À chegada a Unhais mais uma sessão de fotos numa das 2 praias fluviais, num miradouro (cruzeiro) e depois nas termas. A subida ao cruzeiro faz-se pela estrada que liga Unhais à Torre (Nave de S. António). Junto ao cruzeiro uma placa diz que não é recomendada a circulação naquela estrada por causa da derrocada de taludes. Para além disso tinha lido algures há 2 ou 3 anos que a estrada tinha uma zona sem asfalto.
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Subo ou não subo? Sim é perigoso mas há-de valer a pena! Desço para Unhais em direção ás termas enquanto decido se subo por aí ou se vou em direção à Covilhã.
Como o proibido é o mais apetecido, decido fazer a (perigosa subida). O início é simples, a inclinação é pouca e o serpentear é intercalado com algumas retas. A vista é fantástica e vale a pena o risco, que até então não se tinha notado (sinais de derrocadas nem vê-las).
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Mais à frente um novo as serpentear de curvas, a fazer lembrar os Alpes, mas de menor dimensão e que termina num edifício abandonado (presumo que fosse uma estalagem) e que coincide com… o fim do alcatrão!!!
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E agora, o que é que eu faço??? Contínuo ou volto para trás? Para além disso há a indicação de perigo de derrocada. Sinto-me tentado a voltar para trás mas afinal tenho uma trail e tenho uma boa oportunidade de me estrear no off-road!!! Decido andar um pouco pé para ver como é a estrada: tem alguma inclinação inicial e com algumas pedras mas depois torna-se mais lisa e sem inclinação. Decido arriscar e lá vou eu de pé em 2a e com cautela. Vêem-se algumas pedras na berma, oriundas de derrocadas e após alguns minutos (penso que o troço terá pouco mais de 1 ou 2 km’s) ...o regresso ao asfalto!!! Paro para comer e fotografar as vacas que ali pastam sossegadas.
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Sigo em frente e mais pedregulhos junta à berma direita vão surgindo.
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O cenário é lindíssimo, muito verde, com vacas a pastar e mais à frente um restaurante ou estalagem. Chego por fim ao topo aliviado e muito satisfeito: valeu a pena o risco. Durante a subida apenas vi 2 carros a circular.
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Sigo depois em direção ao Sabugueiro pela Torre, mas como o depósito está no último traço, decido ir Seia atestar e comprar alguma coisa para comer!
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Pensei que as inúmeras subidas que fiz, algumas com pára-arranca por causa das fotos, fizesse disparar o consumo mas não, manteve-se nos 3,3 à chegada ao Sabugueiro!
Dia 3 – O regresso
Depois de arrumada a bagagem, tarefa difícil pois dava a ideia que iria levar mais coisas do que as que trouxe, entreguei a chave à simpática D.ª Joana, responsável pela Casa do Telheiro e lá segui viagem em direção a Manteigas, pela Estrada M1125, um pouco degradada mas sem buracos e depois pela EN232 com uma curta paragem na barragem do Vale Rossim. De seguida desço a montanha devagar para ver as vistas e porque a estrada a isso obriga.
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Chegado a Manteigas sigo pela N338 para subir pelo fantástico Vale Glaciar.
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Uma vez no cruzamento com a N339 sigo para a Covilhã, não sem antes tirar mais umas fotos, em especial de uma águia a sobrovoar o Lago do Viriato.
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Já na Covilhã, depois de mais uma descida vertiginosa, 2 ou 3 fotos e sigo para o Fundão pela N18. No Fundão um quebra-cabeças: como levar 2 kgs de cereja na já de si lotada CB500X!!! Com a top-case cheia e uma mochila em cima do banco (com o capacete Jet que ontem deu imenso jeito com o calor) restou-me encher outra mochila que levei às costas, libertando o espaço necessário na top-case para levar as cerejas. Continuo pela N18 em direção a Castelo Branco. A passagem na Serra da Gardunha, com curvas rápidas permite refrescar-me um pouco pois a mesma é arborizada e estava um brisa agradável. Já depois de Alpedrinha, o calor aperta e também o punho dado o ótimo piso e as longas retas a permitirem os 110-120. Depois de Castelo Branco sigo em direção a Vila Velha de Ródão pela N3 e depois novamente pela N18 onde o piso é pior. Paro para me hidratar junto ao Tejo antes de me pôr a caminho. Deixo a N18 em Nisa para apanhara a N118 em direção a Santarém, passando ao lado de Gavião, Pego e Abrantes e dentro do Tramagal, Chamusca e Alpiarça. Na N118 o rodar do punho é vigoroso mas sem ultrapassar os 100-120.
À chegada a casa…a surpresa do dia: 758 km’s e media de …3,2!!! Fantástico
A SílVia portou-se muito bem, proporcionou-me o que eu queria: prazer maneabilidade, facilidade, economia e em nenhum momento suspirei por outra de cilindrada superior.
Vinha a pensar no caminho que se tivesse, por exemplo, um Africa Twin o que teria sido diferente no fim de semana??? Na Serra da Estrela, nada, talvez até tivesse um pouco mais de dificuldade em manobra-la, teria gasto mais em gasolina; Durante as viagens de ida e volta, talvez mais conforto (o banco da CB500 é pouco confortável) e mais estabilidade perante as rajadas de vento, para além de um pouco mais de velocidade, se fosse pelo AE e quisesse arriscar multas. De resto…nada. A CB500X é perfeita!!!!