(....)Em relação à estética algo controversa, na linha estilística actual das restantes máquinas de Akashi, confesso que ao vivo a moto é muito mais interessante. (....)
Não levei companhia, mas pela dimensão e largura do assento para o passageiro (quase uma pequena tira almofadada) e separado do assento do condutor, esta moto deve ter sido pensada para turismo a solo. Não acredito que após umas centenas de Km, o(a) pendura tenha grandes elogios a tecer ao conforto da moto.Citar
Gosto da estética, mas este para mim é o seu grande handicap - não imagino turismo a solo nem turismo em que um dos participantes esteja em constante sofrimento.
Todas as grandes viagens que fiz de mota foram importantes também por ir de mota, mas principalmente porque tive alguém com quem as partilhar.
pelo que percebo não te agradar tanto o facto de ter corrente (que me recordo não apreciares face ao veio)
e a travagem que - pelo menos nesta unidade - achaste menos poderosa do que desejavas.
Há coisas que ao vivo transmitem outra ideia.
E quando eu dizia que a moto estava muito bem conseguida, falava sem elevar o produto em si. A qualidade da moto e o seu design "falam por si", sem precisar de muito palavreado. ;)
(...)Não apreciei especialmente os comandos, pois os vários botões (piscas, selecção, buzina, etc..) são de dimensões algo minimalistas, complicando inicialmente o seu controlo.
(...)
Aos comandos a impressão imediata é a excelente posição de condução, bastante natural, devidamente "encaixados" na ergonomia da moto, com o tronco direito e os braços num ângulo confortável . Embora tendo avanços, estes situam-se sobre a mesa de direcção e elevados. Uma óptima altura de assento (não verifiquei se o mesmo é ajustável), que para o meu 1,75m, parecia assentar que nem uma luva. As peseiras permitem um ângulo correcto das pernas... quase, quase a lembrar a posição de uma naked... o que não é de todo de estranhar, dada a filiação Z desta moto.
Achei os espelhos muito à frente e distantes, com inconveniente de não ser fácil regularem-se em andamento. Mas esta posição dos espelhos acaba por privilegiar o campo de visão e vemos com amplitude o que se passa atrás de nós.
Não levei companhia, mas pela dimensão e largura do assento para o passageiro (quase uma pequena tira almofadada) e separado do assento do condutor, esta moto deve ter sido pensada para turismo a solo. Não acredito que após umas centenas de Km, o(a) pendura tenha grandes elogios a tecer ao conforto da moto.
(...)Não trabalhei muito com os modos de condução e controlo de tracção, que são conjugáveis entre si, mas que requerem algum entendimento e experimentação da coisa. Basicamente limitei-me a alternar entre o modo "F" e "L", que presumo que seja o "Full power" e o "Low power" (indicado para piso molhado / cidade) e as diferenças foram notórias na saída e resposta.
(...)
... e quase se conduzindo com os olhos(...) Ciclisticamente acho que a moto está num patamar indiscutível.
Nota exemplar para as suspensões. Não sei que tipo de setting estaria definido, mas partindo do principio que seja um "default", para os meus 75 kgs, o comportamento foi exemplar, absorvendo as irregularidades, fazendo uma boa leitura dos diferentes tipos de piso que apanhei, sem saltitar em depressões ou irregularidades.
Um das questões que me decepcionou.... a travagem. Não sei se é por estar habituado ao "poderio" de travagem do C-ABS da VFR, mas nesta SX achei que faltava um pouco de mordacidade para sentir que ela pára em tempo útil e de forma segura, para quando disso necessitemos.