Clube Português Motociclismo
GERAL => Tudo sobre a segurança! => Tópico iniciado por: carlos-kb em Abril 12, 2018, 12:43:52, 12:43
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Boas...
Já em outro forúm abri em tempos um tópico acerca deste tema. E como se tocou neste assunto ali no tópico das "turbo-rotundas", surgiu-me a ideia de também meter esta questão aqui a debate.
O C.E. proíbe determinantemente a paragem e o estacionamento em rotundas.
No nº1 do seu art. 49º:
«1 – É proibido parar ou estacionar:
a) Nas rotundas, pontes, túneis, passagens de nível, passagens inferiores ou superiores e em todos os lugares de visibilidade insuficiente;»
No entanto, e como todos sabemos, o local privilegiado para a GNR / PSP fazerem operações de fiscalização (aka operações "stop") são precisamente as rotundas...
(https://i.imgur.com/JS7Dxih.jpg)
Bem sei que as ordens dos agentes de autoridade se sobrepõem às restantes prescrições do Código da Estrada. Mas ainda assim, não entendo este convite a uma infracção, e pior de tudo, colocando em causa a segurança de quem é mandado parar, dos próprios agentes e de quem mais circula no local.
É certo que quem não deve, não teme! No entanto, apanho com frequência e diariamente este tipo de procedimento das autoridades a serem realizados dentro de rotundas, em muitas das quais já fui inclusivamente mandado parar e fiscalizado.
A única razão que vejo para tal, por inerência, é que qualquer condutor numa rotunda, pela sua morfologia, é forçado a reduzir a velocidade (ou mesmo a parar), possibilitando assim da parte das autoridades, a "triagem" dos condutores que pretendem fiscalizar.
No entanto, depois são os vários veículos a ser fiscalizados, mais as viaturas da autoridade, os agentes como peões e o restante aparato, tudo num local aonde de si já é um ponto crítico e propício a acidentes.
Será que não existem outros locais para fazer os ditos (e necessários) controlos de trânsito? Para além da infracção ao C.E. (que só não o é especificamente por ser imposta como ordem de um agente regulador de trânsito), complica imenso a vida a toda a gente e são obstáculos altamente perigosos para quem está a conduzir e para quem está parado do interior da rotunda.
Em tempos abordei um amigo meu, militar da B.T., com esta questão... ao que ele me respondeu prontamente:
«Se o CE proibe é porque é perigoso, se é perigoso não deve ser um local para se fiscalizar, ocupar a faixa de rodagem em "curva" é perigoso, ainda para mais quando a atenção do condutor está direcionada no sentido do transito (esquerda) .»
Mas isto é a opinião de um agente. Contrariamente continuamos a ver que o procedimento geral é o oposto.
Considero assim uma operação "stop" no interior de uma rotunda, um procedimento de fiscalização impróprio e que pode comprometer bastante a segurança e fluidez rodoviária.
Se a legislação existe para garantir essa segurança e fluidez, contrariar essa legislação "só porque dá jeito", promovendo o risco, anda mais de quem deveria dar o exemplo, penso ser do mais incongruente.
Deixo aqui o assunto a debate. Gostaria de saber as vossas opiniões.
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A paragem em rotunda, adicionava uma que ate me parece bem mais perigosa que é a paragem em Auto-estrada que é o modus operandi das brigadas de controle de velocidade com os veiculos descaracterizados equipados com o Provida (curioso e "eufemistico" nome... pro-multa parece-me bem mais ajustado ;)) em que me parece que colocam os condutores em situacao bem mais perigosas do que a que eles se expoem ao circular em excesso de velocidade/uso telemovel/etc
Dá-me ideia que para o MAI todos os meios sao justificáveis para conseguir os objectivos e que neste caso particular conseguem justificar todas as suas accoes em nome de uma pseudo-seguranca
(https://s7.postimg.cc/lhes2qrqj/23ce969690367f349d3e15d1649376e0.jpg)
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...uma que ate me parece bem mais perigosa que é a paragem em Auto-estrada...
Uma bela manhã saio da Repsol da A8 no sentido de Loures... entro na faixa da direita, enrolo punho e siga...
Devo ter passado uns 20 carros que circulavam mais lentamente nas faixa central e esquerda. Como é prática corrente.
Algumas centenas de metros à frente... sirene e pirilampos.
Tinha atrás de mim um carro da BT. E mandaram-me encostar.
Encostei poucos metros antes da saída para a A9/CREL.
A berma ali é estreia. E cada camião que passava provocava uma deslocação de ar que tudo abanava.
Perante aquela situação... e logo após um valente abanão o diálogo foi:
Eu: Xor guarda... estamos bem parados aqui?
Bófia: Quem é que manda aqui? Sou eu ou você?
E é isto...
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Também já me mandaram parar em rotundas para ser fiscalizado.
Existe uma rotunda por onde passo quase diariamente (Frielas por debaixo do viaduto) e no sentido oposto por onde saio (na rotunda) está regularmente um carro da policia a mandar parar carros. Ainda não fui mandado parar aí... mas lá acontecerá.
A situação não é a melhor pois os policias estão expostos, sujeitos a levar com uma "mocada" de um carro que passe ou poderá ocorrer algum embate entre veículos "estacionados" na rotunda com o trânsito que ali circule.
Também não acho normal esta situação no entanto não questiono os agentes da autoridade. Numa próxima "oportunidade" irei questionar o agente.
Já fui mandado parar depois de rotundas (Olival Basto - Póvoa de Santo Adrião) e em segurança para o policia e para mim foi realizada a operação de fiscalização.
Quanto a autoestradas e com os meios tecnológicos ao dispor dos agentes da autoridade (foto/filme) do veículo transgressor, para quê mandar parar o veículo quando pode ser enviada a nota de ocorrência/culpa/multa para casa do proprietário do veículo.
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Por muitos anos que se tenham passado ainda temos resquícios da ditadura fascista na sociedade, uma delas é o excesso de autoridade e a impunidade das forças policiais.
É verdade que se tem evoluído mas ainda temos muito que fazer para que a sociedade tenha uma polícia civilizada que respeite os direitos dos cidadãos.
Outro exemplo semelhante é a paragem de veículos com radar nas bermas.
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Quanto a autoestradas e com os meios tecnológicos ao dispor dos agentes da autoridade (foto/filme) do veículo transgressor, para quê mandar parar o veículo quando pode ser enviada a nota de ocorrência/culpa/multa para casa do proprietário do veículo.
Neste caso específico, é mais rentável e menos moroso do que depois mandar a notificação para casa. O infractor é autuado "em flagrante delito" e por norma, a coima é liquidada no momento seguinte à infracção.
A notificação via postal só acresce tempo e custos ao processo, dando ainda azo ao tempo para que o infractor seja identificado pelo proprietário do veículo (pois é este que é notificado).
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Uma vez multaram-me por ter a moto estacionada mesmo colada à passadeira. Não estava em cima, mas não estava a 5 metros como manda o código, mas em lisboa, quem respeita isso?? Entretanto estaciona um carro e o agente nada....rebelguei e não me respondeu. Depois disse no fim que iria concerteza multar toda a rua, pois sendo de um só sentido, não se podia estacionar dos dois lados. Respondeu que eu não tinha nada a ver com o trabalho da Polícia :megafeliz:
Doutra vez estacionei o carro um pouco em cima da passadeira com os piscas, nem demorei 5 minutos e por azar o reboque passou e quando cheguei já estavam no activo. Tudo bem, o mais cómico foi enquanto me passavam a multa outro carro chegou e ali nas barbas do aparato todo, estacionou no mesmo sítio e foi à vida dele.....rebelguei, e levei a resposta que a polícia não pode estar em todo o lado ao mesmo tempo! E eu disse, como eram 2, se era necessário os 2 para passarem a multa? Lolol ficaram todos respigados e foram mesmo embora e deixaram lá o outro carro. Olha ao menos ainda levaram " uma boca" ! Fazem o que querem como querem. É assim.
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Indo eu de carro e na noite (madrugada melhor dizendo) em que sai do copo-d´água do casamento do meu cunhado, fui mandado parar também numa rotunda. Foi apenas uma das 3 únicas paragens que tive de carro por indicaçáo da autoridade.
Dois militares da GNR faziam fiscalização e a escolha foi mesmo na faixa exterior da rotunda.
Ou por ser demasiado tarde ou porque o local já estava mais do que "batido" pela malta que bebe uns copos e sabe onde eles estão, posso dizer que não passou nem um único veículo enquanto ali estive em fiscalização.
Mas o local de facto não era o melhor... Nem de perto.
Valeu o facto de não me mandarem soprar...
Não sei se foi por ter dito que vinha de um casamento do meu cunhado. A coisa ficou apenas pela apresentação da papelada e a que se seguiu um "faça boa viagem". :)
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Quanto a autoestradas e com os meios tecnológicos ao dispor dos agentes da autoridade (foto/filme) do veículo transgressor, para quê mandar parar o veículo quando pode ser enviada a nota de ocorrência/culpa/multa para casa do proprietário do veículo.
Neste caso específico, é mais rentável e menos moroso do que depois mandar a notificação para casa. O infractor é autuado "em flagrante delito" e por norma, a coima é liquidada no momento seguinte à infracção.
A notificação via postal só acresce tempo e custos ao processo, dando ainda azo ao tempo para que o infractor seja identificado pelo proprietário do veículo (pois é este que é notificado).
Além de que deve dar "premium" para os objectivos do guarda
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Neste caso específico, é mais rentável e menos moroso do que depois mandar a notificação para casa. O infractor é autuado "em flagrante delito" e por norma, a coima é liquidada no momento seguinte à infracção.
A notificação via postal só acresce tempo e custos ao processo, dando ainda azo ao tempo para que o infractor seja identificado pelo proprietário do veículo (pois é este que é notificado).
Errado!
Por isso é prática cada vez mais comum enviarem para casa!
Tecnicamente o infractor é sempre apanhado "em flagrante delito"!
O que muda é o momento da entrega do auto. E atrasar a entrega é vantajoso para os agentes e sobretudo para o Estado.
Repara:
Acima de tudo porque se evita confronto directo no "calor do acontecimento".
Não há interacção entre os agentes e cidadãos zangados.
O que não só poupa a humilhação destes como impede a possibilidade de algumas "presas" serem "perdoadas" por simpatia ou mesmo por um hipotético suborno.
Isto permite também que a caça seja feita com uma menor logistica.
Basta um veículo e dois agentes.
Ao passo que na caça em que a vítima é abordada envolve pelo menos um segundo veículo. E habitualmente bem mais do que isso.
(Na passada 6ª fui atacado por uma matilha de alguns 10... que poderiam perfeitamente estar junto a escolas ou nos bairros problemáticos que há ali perto a serem úteis para a sociedade)
Outra grande vantagem de enviarem para casa é que na maior parte das vezes a multa quando chega já não é uma surpresa.
A vítima fica sempre com a sensação de que viu um flash. E ao longo de meses ou anos vai se habituando à ideia.
Mesmo quando é uma surpresa... a reacção dá-se no conforto do seu lar. Pode descarregar a fúria na esposa/marido e filhos, e dentro do prazo pagar via net ou no MB mais próximo... evitando novas interacções com agentes evitando assim estimular qualquer sentimento de culpa.
Por último mas não menos importante é o facto de que com o passar do tempo vamos ficando mais esquecidos.
O que significa que numa eventual contestação da multa já não estamos tanto a par do que realmente ocorreu. Ao passo que os caçadores têm tudo devidamente documentado.