Clube Português Motociclismo
GERAL => Assuntos Diversos => Tópico iniciado por: karloxilva em Outubro 24, 2018, 14:45:38, 14:45
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"El gas tampoco sirve como alternativa limpia a la gasolina o el diésel" é o título de um artigo no diário digital "Público" publicado no Estado Espanhol.
Trago-o aqui porque supõe que as benesses económicas - através de impostos mais leves que se traduzem num preço mais baixo do combustível -, afinal o principal incentivo para a transformação de viaturas para GPL (Gás de Petróleo Liquefeito) ou Gás Natural, estarão em vias de serem colocadas em causa.
Link para o artigo referido, em castelhano:
https://www.publico.es/sociedad/medio-ambiente-gas-sirve-alternativa-limpia-gasolina-diesel.html (https://www.publico.es/sociedad/medio-ambiente-gas-sirve-alternativa-limpia-gasolina-diesel.html)
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Este parágrafo que deixarei abaixo e o estudo que se lhe seguiu como explicação (no artigo), parece-me bastante claro, de facto:
"(....)El gas natural, uno de los combustibles con más proyección comercial como alternativa “limpia” a la gasolina y el gasoil, resulta tan perjudicial para el cambio climático y la contaminación de las ciudades como los vehículos a los que pretende sustituir.(....)"
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Qualquer combustível fóssil gera emissões de gases de estufa e outras partículas, mais ou menos gramas por km.
E motas a GPL? Não me parece lá muito viável...?
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Qualquer combustível fóssil gera emissões de gases de estufa e outras partículas, mais ou menos gramas por km.
E motas a GPL? Não me parece lá muito viável...?
Não nas motas "convencionais" mas nas scooters, aproveitando o espaço debaixo dos bancos, já vi em Itália. Tratava-se de experiências-piloto e não de equipamentos homologados para produção em série. Em Itália porque este é um dos países onde a utilização de gás nos veículos tem mais expressão. Aliás é de lá que vem parte significativa dos "kits" que se instalam nos automóveis, aquele que tive num carro anterior tinha essa origem.
Vantagem: queima mais limpa, óleo do motor menos contaminado, mais económico, perda de potência insignificante para um carro com 60 cavalos. Na altura em que usei esta solução, a principal dificuldade era o custo da instalação, a re-inspecção e a dificuldade em encontrar postos de abastecimento - hoje muito mais numerosos. Então, até a EDP chamava a comunicação social para apresentar as suas Renault 4L transformadas para GPL - a empresa chegou a ter depósitos de abastecimento de GPL em algumas das suas instalações, depois, à medida que as 4L saíram de circulação a frota foi sendo substituída por... gasóleo.
Regressando ao artigo, a minha ideia era de que a utilização do gás seria menos geradora de partículas do que a gasolina e sobretudo do gasóleo, apesar de não deixar de ser um combustível fóssil.
O texto acaba por reconhecê-lo, mas a sua perspectiva é mais geral, de que o gás não é a solução. Não é, de facto. Mas, se ao invés da "dieselficação" do parque automóvel se tivesse optado pelo GPL, ou pela mais recente e rara solução a Gás Natural, a coisa não seria bem a mesma em termos de impacto ambiental. Só que, com a "protecção" da Alemanha às suas marcas, as regras alteraram-se, e o gasóleo impôs-se como nunca apesar de ser pior para o ambiente do que a gasolina. Depois, a batota feita pelas marcas para aldrabar as emissões piorou ainda mais o seu impacto.
O GPL não é "a" solução mas, apesar de tudo, é uma solução melhor do que todas as que "queimam" alguma coisa. Associado a motores híbridos, eléctricos, poderia ser o meio-termo até à "chegada" de baterias com soluções tecnológicas mais eficientes e menos dependentes dos materiais actuais.
Nas motas, o futuro já está aí: as eléctricas. Pena as grandes marcas não apostarem seriamente nessa solução. Os accionistas ligados às petrolíferas pontificam nos construtores e nos lugares de decisão política, defendem a sua agenda e conseguem colocar limitações à investigação sobre tudo o que tenha a ver com alimentações alternativas de motores e de produção de energia. Imagine-se uma solução que abanasse a economia fóssil e o impacto que isso teria nos interesses na economia tal como ela está concebida, já se fizeram filmes sobre isso...
Não tenho dúvidas de que os roncos dos escapes serão substituídos por zumbidos.
Não sei é se será neste Planeta, a geração anterior e a nossa puseram-no em contagem decrescente...
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Qualquer combustão gera emissões.
Até aquelas que são utilizadas para produzir energia eléctrica.
:)