Clube Português Motociclismo
GERAL => Equipamentos e Acessórios de Motociclismo => Tópico iniciado por: JViegas em Março 05, 2019, 21:06:15, 21:06
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Equipamento péssimo e fantástico.
Um vídeo do FortNine muito interessante sobre o equipamento motociclista, qual o material que devemos fugir quando compramos um capacete ou roupa.
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O vídeo é interessante, o fortnine tem alguns vídeos interessantes, outros nem por isso, sou subscritor há bastante tempo e tenho acompanhado o trabalho dele, entre eles este vídeo, muito honesto
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O trabalho de edição deste tipo ajuda imenso a que os vídeos captem atenção.
Aquilo que diz também não é de descartar, claro.
Isto envolve claramente trabalho de pesquisa e dou-lhe muito valor por isso. :nice:
Quanto aos equipamentos e as suas diferenças...fica bastante claro que há coisas que não vale mesmo a pena. :-\
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O video toca em imensos pontos já amplamente discutidos no fórum.
Porém, há duas coisas que me parecem discutiveis:
Os "forros destacáveis" estão sobrevalorizados.
É um ponto positivo sem dúvida. A maioria dos capacetes que tive nos últimos 15 anos tinham ou têm forros destacáveis.
Quantas vezes os lavei? Raríssimas vezes.
Sempre que os lavei, os capacetes passaram a fazer mais barulho.
E o meu velhinho e fiel suomy vandal teve de ser encostado porque os forros se começaram a desfazer. Poderia ter comprado novos? Sim... mas não achei que valesse o investimento.
O termoplástico e policarbonato está desvalorizado.
São materiais a evitar? Eu evito-os porque evito capacetes pesados.
Mas há uma vasta variedade de capacetes com 5 estrelas nos testes SHARP que prova que não é uma opção pior como segurança passiva.
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Teremos que ter em conta diferentes especificidades de "normalização", pois como ele está no Canada as normas utilizadas não serão as mesmas. Reparem que ele só no final do vídeo é que se refere às Normas CE.
Destaco igualmente a questão do forro.
Desconhecia que certos fabricantes permitem, para além de desmontar/remover o forro, é permitido ainda a substituição das esponjas interiores (que estão dentro do forro).
É claro que ele alerta que quanto mais vezes lavamos, mais depressa o capacete fica menos justo.
E sim, concordo que estejam sobrevalorizados. O meu K3 SV tem já 4 anos de uso diário e com imensas lavagens durante o verão, o forro já não tem o mesmo "encaixe" que tinha aquando da compra (naturalmente), pelo que a substituição do mesmo já me levou a pedir um orçamento para adquirir novo. O preço é altíssimo para aquilo que me custa o K3 novo, pois quase que mais vale comprar um novo.
Para além do forro, preciso de uma viseira nova e uns óculos escuros interiores, o que encarece "a coisa".
Gostei da explicação da reação a embates de diferentes materiais e a forma dos capacetes.
Concordam que mais leveza não é sinal de maior proteção ou maior peso maior proteção (ou estrelas Sharp)?
Quanto ao material com Certificação CE, desconhecia por completo que muitas indicações não se referem apenas à proteção mas sim à impermeabilização (penso que já falamos por aqui em algum tópico).
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Concordam que mais leveza não é sinal de maior proteção ou maior peso maior proteção (ou estrelas Sharp)?
Peso e protecção não estão directamente relacionados.
E o que habitualmente leva a menor pontuação nos testes de impacto costuma ser a "dimensão" da área da viseira.
Capacetes com maior amplitude de visão raramente conseguem a classificação máxima.
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Talvez por serem alvo de maiores danos estruturais pela dimensão da abertura do visor? Desconhecia :pensador:
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Sim, habitualmente quanto maior a amplitude de visão maior a abertura, mais recuada a zona onde se encontra a fixação da viseira e menor resistência nesta zona.
Esta é a razão porque muitos capacetes integrais "topo de gama" têm menor classificação que alguns que chegam a custar 1/10 do preço.
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:palmas: :palmas:
Boa partilha... O Fortnine tem uns videos muito fxs normalmente com bastante bom conteúdo e sempre com excelente edição...
Em relação aos varios subniveis de certificações da CE e afins é ver este video sempre que se pensar comprar alguma coisa :read.calm: :read.calm: porque há pano para mangas...
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Quantas vezes questionamos se devemos trocar o capacete em 5 anos e trocamos de mota em cada 3 ou 4 :)
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Quantas vezes questionamos se devemos trocar o capacete em 5 anos e trocamos de mota em cada 3 ou 4 :)
Não perguntes isso ao Clemente!!!! :D
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Sim, habitualmente quanto maior a amplitude de visão maior a abertura, mais recuada a zona onde se encontra a fixação da viseira e menor resistência nesta zona.
Esta é a razão porque muitos capacetes integrais "topo de gama" têm menor classificação que alguns que chegam a custar 1/10 do preço.
Parece-me então que quando, por exemplo a Sharp, faz um teste a um capacete integral e só considerando este tipo de capacete, no embate lateral que façam, pode um capacete com um maior campo de visão ser afetado, comparativamente a um capacete com um menor raio de visão. :pensador:
Mas um capacete leve, com materiais "topo de gama", não deveria conciliar a leveza com a resistência do material no embate com o alcatrão? Reparem que já não falo nos testes, mas sim em situações reais.
As vezes que caí de motas, não foram as suficientes para bater com a cabeça no chão, logo para mim, quanto melhor for o material de um capacete menor será a dispersão da força do embate.
Que é como é referido no vídeo: um capacete que seja feito de um material que estilhasse, a energia do embate irá dispersar-se muito mais ao longo da cabeça do que um que apenas na zona de embate. Os materiais empregues para dispersão dessa mesma energia farão mais sentido do que o peso do capacete, digo eu... :pensador:
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Segundo a informação (https://sharp.dft.gov.uk/sharp-testing/) disponibilizada no site da SHARP, as classificações são obtidas através de testes de impacto.
A ideia base é perceber até que ponto determinado capacete supera a norma ECE 22.05.
Isto é uma ferramente muito útil no sentido de percebermos as diferenças entre diferentes capacetes que à partida já cumprem os "mínimos".
E diga-se de passagem que estes "mínimos" necessários à certificação ECE são já por si bastante satisfatórios.
O que significa que um capacete que tenha apenas uma estrela é já por si bastante competente.
O que escreves sobre os materiais faz todo o sentido.
Mas se fores ao site da SHARP, filtrares os capacetes com 5 estrelas e procurares pelos baratinhos vais encontrar imensos produzidos em termoplástico.
:pensador:
Claro que discutir a capacidade de resistir e absorver um impacto é estar a restringir-nos à segurança passiva.
E uma das coisas que faz alguma confusão é a malta por vezes dar demasiada importância a isto, como sendo o derradeiro critério de escolha.
Por vezes ignora-se outros atributos que contribuem para uma segurança activa que infelizmente não é avaliada.
E o melhor exemplo será precisamente a amplitude e ângulo de visão.
Basta pensar que uma maior visão periférica do que nos rodeia pode perfeitamente evitar testar na prática a capacidade do capacete absorver o impacto... :D
Isto sem esquecer que o capacete é algo com que vamos conviver vários anos em que a expectativa é não ter acidentes.
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Um video da Fortnine, desta vez a exemplificar diferenças ( quando as há ) entre equipamento original e contrafeito.
É tambem engraçado saber ( se levarmos como verdade tudo o que é dito no video ) a origem de certos equipamentos "contrafeitos", que mais não são do que peças de excedente, ou "transviadas", das fábricas oficiais das mais variadas marcas conceituadas de equipamentos para motociclismo.