Clube Português Motociclismo
Convívio CP-MOTO => As viagens e passeios dos nossos membros... => Tópico iniciado por: Mepim em Agosto 22, 2016, 18:07:33, 18:07
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Amigos, quero partilhar convosco a viagem que fiz e que tinha como objectivo fazer o Douro do Porto até Freixo de Espada a Cinta. A viagem foi feita a dois, uma escapadinha de 4 dias e 3 noites que os miúdos não deixam espaço para muito mais.
Saímos de Lisboa na Terça Feira em direcção ao Porto, o caminho escolhido foi sempre fora das AE, primeira paragem foi em Fátima para visita ao Santuário, um momento sempre reconfortante e onde constatei que os nossos emigrantes tornam esta visita obrigatória, o santuário estava cheio.
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De seguida era hora de ir procurar o almoço, para fazer as delicias da pendura lá fomos nós directos à Mealhada para aproveitar o prato tradicional da região, o Leitão.
Já reconfortados, melhor dizendo de barriga cheia, lá nos metemos novamente a caminho e desta vez pela N234 até ao Luso, excelente estrada com umas curvas de fazer as delicias dos que gostam de graus de inclinação elevados.
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Visita a toda a zona do Luso e Buçaco era hora de nos fazermos à estrada novamente e desta vez em direcção ao Porto, ou talvez não, descemos novamente a N234 e apanhámos a N235. Aqui tivemos a paisagem mais desoladora que pudemos imaginar, tudo completamente queimado de um lado e outro da estrada, que tristeza.
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Muitos de nós vive um pouco ao longe a tragédia dos incêndios, mas passar nestas estradas e sentir o cheiro a queimado e ver tudo completamente ardido só de imaginar dá um aperto indescritível, deve ser uma experiência horrível ver toda aquela imensidão a arder descontroladamente.
Bem, voltando à viagem, como referi, entrando na N235 tínhamos como objectivo ir directos para o Porto, mas a GS tem um conforto tal que a pendura vê uma placa a dizer Aveiro e diz, olha não conheço Aveiro, era giro passarmos por lá. Ora bem dito bem feito, toca a seguir para Aveiro para visitar a ria, as salinas, os moliceiros e afins.
Agora sim era hora de ir para o Porto, mais uns kms e aí estávamos nós no Porto, primeiro dia feito com 385kms.
Dia 2:
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O segundo dia começou com chuva, tínhamos planeado uma visita aos principais ex libris do Porto mas a chuva fez-nos abreviar um pouco a visita, mesmo assim fomos até à Torre dos Clérigos estacionámos a menina e depois fomos passeando a pé entre os pingos da chuva pelos Aliados até à Rua de Sta Catarina onde fizemos questão de beber um café no Majestic, só mesmo 1 café porque ali não se facilita, 3€ um café!!!
Regressámos então aos Clérigos para depois seguirmos Avenida da Boavista abaixo até à Marginal e fazer ao contrário da musica, da Foz até à Ribeira. Como estava mau tempo não perdemos mais tempo e seguimos caminho em direcção à Régua pela N108. Estrada molhada, a chover, mota pesada, e já estávamos a dizer mal da nossa vida, queres ver que vamos ter de levar com o caminho todo assim… Rapidamente a hora de almoço se aproximava e decidimos antecipar a coisa, parámos num restaurante à beira da estrada com vista para o Douro para almoçar e assim ver se o tempo melhorava.
Melhor decisão que poderíamos tomar, quando acabámos de almoçar já o Sol estava a querer espreitar e a estrada estava praticamente seca, assim lá fomos avançando e à medida que subíamos o Douro a estrada aprimorava e as curvas começavam a aparecer.
Estava na hora de cruzar o Douro para a margem sul, deixámos então a N108 e entrámos na N222, uma estrada super serpenteante que nos deixa quase sempre com o Douro à vista e as deliciosas encostas da margem Norte.
Chegados que estávamos à Barragem do Carrapatelo foi altura de assistirmos a algo que nunca tinha visto, a forma como os barcos, neste caso os cruzeiros que sobem e descem o Douro, passam as barragens, o desnível da água entre um lado e outro da barragem é enorme, e sempre tive curiosidade como a coisa era feita, acertámos em cheio e vinha um cruzeiro a descer o Douro e estivemos a assistir à sua passagem pela barragem. Tudo funciona estilo elevador mas com água, o processo demora cerca de 30 minutos mais coisa menos coisa.
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Novamente na encosta Norte seguimos por algumas estradas secundárias com vista privilegiada sobre o Douro, imagens deslumbrantes que só o nosso País tem para nos oferecer.
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Hora de chegar a Peso da Régua, a estadia estava marcada para a Casa Nª Srª do Carmo, reserva feita via Booking sem grande conhecimento do local, baseei-me nas fotos disponíveis e nos relatos e posso-vos dizer que belo local escolhido para descansar.
Deixo-vos todas as informações do local
http://www.casanscarmo.com/PT/Default.aspx
Neste dia fizemos cerca de 140 kms em mais de 8h, tantas foram as vezes que parámos para contemplar as paisagens.
Dia 3:
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Hora de deixar Peso da Régua e seguir rio acima, tínhamos muito perto da Régua um local bastante recomendado, Pinhão, uma Vila situada na margem Norte do Douro e onde ficam várias quintas produtoras de vinho generoso, o caminho até ao Pinhão é feito pela N222, nesta altura a N222 é quase sempre em linha recta e mesmo colada à margem do Douro, magnifica a zona, já que quer do lado em que vamos, margem Sul, quer do lado da margem Norte as encostas são enormes e as quintas com as suas infindáveis vinhas engolem-nos com tanta beleza e dimensão.
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Depois do cafézinho seguimos em direcção ao Miradouro de Casal de Loivos, mais uma vez uma vista deslumbrante sobre o Douro, uma autentica varanda!!
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A surpresa do dia estava reservada para esta altura, faço sempre os percursos com bastante cuidado, principalmente quando vou com pendura, uso o ridewithgps ou o TyreToTravel e faço muitas vezes utilização do Street View do Google para verificar as estradas e evitar assim surpresas, mas elas acontecem, por muito cuidado que se tenha navegando por GPS em percursos construídos por nós corremos sempre o risco de acabar em estradas pouco recomendadas.
Chegado a Castedo tinha duas hipóteses, seguir a estrada M597 por onde estava a seguir e dar uma volta bastante grande, ou apanhar uma das estradas secundárias e seguir junto ao Douro, usando o street view pareceu-me que o caminho da estrada secundária era perfeitamente viável, o problema é que só devo ter visto o inicio da estrada, à medida que vou avançando numa estrada mal alcatroada e bastante estreita a inclinação vai aumentando, de tal forma que a mota em primeira já não tinha travão motor que chegasse para a segurar, estamos a falar de inclinações seguramente superiores a 20%, ainda por cima a estrada era sinuosa, curvas cotovelo bastante estreitas e inclinadas. A pendura começou a não gostar nada do caminho, mas o pior ainda estava para vir, o alcatrão acabou e passámos a um empedrado de muito má qualidade com bastantes falhas, a inclinação essa mantinha-se e estava mesmo muito difícil de fazer o trajecto em segurança, de tal forma que numa das curvas já no empedrado a estrada estava em bastante mau estado e a curva era muito apertada e tive de optar por meter a mota para uma mini escapatória para poder tirar carga e fazer o trajecto sozinho. Tive então que tirar as malas e seguir sem pendura até uma zona mais plana e segura, como devem calcular não foi muito agradável, eu estou mais ou menos habituado a andar por maus caminhos, agora a pendura entra em pânico e não gostou mesmo nada da situação. Já com a mota em segurança foi altura de fazer o caminho para cima a pé para ir buscar as malas e a pendura e seguir caminho.
Felizmente correu tudo bem, e estávamos de novo em segurança.
A estrada podia ser miserável mas a vista era fenomenal, deixo aqui uns registos tirados do Street View para avaliarem onde me meti!!
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Após esta aventura estávamos no Tua, mais uma vez um percurso ao longo do Douro que nos permitiu desfrutar das magnificas vistas.
Daqui seguimos até S. João da Pesqueira onde fizemos a paragem para almoçar.
A partir daqui a paisagem transforma-se totalmente, deixamos de andar junto ao Douro com as suas vinhas e passamos a estar mais no interior, uma paisagem mais seca e típica de interior que não deixa de ser bonito, estradas menos sinuosas o que nos permitiu rapidamente chegar ao nosso destino, a Vermiosa.
Ficamos alojados na Casa das Castas, mais um magnifico local extremamente bem aproveitado e superiormente decorado, deixo o link com toda a informação.
http://www.booking.com/hotel/pt/casa-das-castas.pt-pt.html?aid=311098;label=casa-das-castas-u%2Ay5rQeEdwQPz0AKryeTxAS102836186594%3Apl%3Ata%3Ap1%3Ap2%3Aac%3Aap1t1%3Aneg%3Afi%3Atiaud-146342137750%3Akwd-120943852337%3Alp1011749%3Ali%3Adec%3Adm;sid=7029abb4af0a3ed033326fc6160cc31a;dest_id=-2179291;dest_type=city;dist=0;room1=A%2CA;sb_price_type=total;srfid=a96d706f9408d6e98f33f946414c876f6f5adc30X1;type=total;ucfs=1&
Neste dia fizemos perto de 180 kms em mais ou menos 7h, menos paragens para apreciar a vista e estradas mais direitas permitiram fazer mais kms em menos tempo.
Dia 4:
O dia 4 é sem grande história, estava na altura de regressar, esperavam-nos perto de 400kms de regresso até Lisboa, foram feitos quase sempre fora das AE, tendo apenas entrada na A1 em Coimbra e fazendo o trajecto até Lisboa.
Deu ainda para dar uma saltada à Serra da Estrela mas o tempo estava muito fechado e nas Penhas Douradas começámos a apanhar chuva, abreviámos caminho e seguimos directos para Seia onde almoçámos, daí seguimos até Coimbra e depois AE até Lisboa.
Em resumo, foi um passeio fantástico, aconselho vivamente a quem não conhece a zona a fazer o percurso pelo menos até ao Tua, é uma lavagem de alma com tão belas paisagens e as estradas são fantásticas, tirando claro está a aventura pela qual passámos, mas até isso no final, e tendo corrido bem, tem piada.
O nosso País é maravilhoso, a próxima viagem já está a ser planeada e em breve darei novidades!!
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Absolutamente fantástico companheiro,sem palavras...
É uma volta que quero um dia fazer .
Parabéns e continuação de boas curvas
Marco Neves
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Muitos parabéns pela viagem, pelas excelentes fotos e pelo relato. :nice:
Boas curvas.
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Magnífico passeio companheiro :palmas:
Eu vi algumas BMW no Tua na quinta feira passada de manhã.
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Rodrigues, provavelmente uma delas seria a minha, passei no Tua na Quinta Feira :nice:
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A tua aventura de seguires por uma estrada má já me aconteceu por distração pois conheço muito bem Trás os Montes, nasci junto ao Tua e todos os anos vou lá.
Ia tão obcecado pela paisagem que entrei sem querer numa estrada desconhecida mas como sou curioso continuei para ver onde ia ter numa mistura de empedrado, terra e bocados de alcatrão, lá fui com cuidado e por fim cheguei a um beco sem saida, era uma enorme quinta, voltei para trás uns bons 4 kms.
Ficou para recordar.
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Grande relato e as fotos nem se fala!!!
Mais um relato para o meu arquivo pessoal de Inveja :)
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Belo passeio. :nice:
Nunca me canso das paisagens do douro!
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:palmas: :palmas: :palmas: :nice:
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Um passeio de fazer crescer água na boca.
Bom relato e boas fotos!
Gostei. Talvez um dia o faça também...
Boas curvas
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São muito bonitas essas paisagens.
Quem é que não se mete em trabalhos quando segue por atalhos?
ainda bem que correu bem e puderam usufruir da maquina convenientemente e absorver tudo o que a viagem de bom vos trouxe.
Obrigado pela partilha.