Clube Português Motociclismo
GERAL => Quadro dedicado à mecânica no geral => Tópico iniciado por: replicantz em Abril 24, 2019, 08:52:13, 08:52
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Duplicar talvez não, mas deve ajudar, digo eu.
Se pensarmos que um pinhão anda na casa dos 30/50 eur e o kit completo a ser o triplo disso, compensará fazer tocas alternadas?
Ou seja: a meio do tempo de vida útil estimado do kit transmissão, trocar apenas o pinhão e manter a corrente e cremalheira.
No final do tempo de vida da corrente/cremalheira, trocar por novo kit transmissão, e assim sucessivamente.
Pela explicação fará sentido, mas com pouco percebo disto os entendidos que digam se vale mesmo a pena ou se pelo contrário mais vale trocar o kit transmissão completo, a seu tempo, e não andar com invenções para poupar uns trocos :you.bet:
Boas curvas!
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Actualmente as correntes parecem ser o elemento mais frágil dos kits de transmissão.
Tenho lido inúmeros testemunhos (inclusive aqui no cpmoto) de malta que se queixa da mesma "alargar" ou começar a evidenciar elos gripados de forma bastante... prematura!
Troquei o kit da minha Scrambler na revisão dos 24K precisamente por esse motivo.
E nunca tinha trocado um tão cedo! Embora quando a comprei com apenas 6K evidenciava que o anterior proprietário nunca o deve ter lubrificado na vida.
E tendo em conta que os últimos kits que troquei em outras motos rolaram 90/100K... este esteve muito abaixo da expectativa.
Ainda não consegui desvendar o mistério, mas a ideia que fico é que não só as correntes parecem evidenciar uma qualidade de fabrico inferior ao que tinham no passado, como os próprios construtores (talvez devido a redução de custos) não só adoptem correntes mais "baratas" como de calibre inferior ao que seria suposto.
Situações em que pinhão ou cremalheira evidenciem maior desgaste que a corrente parece-me algo menos habitual.
As únicas vezes que me aconteceu foi com motos usadas em que certamente o antigo proprietário para despachar meteu nova corrente mas manteve o resto para não estar a perder dinheiro.
De qualquer forma pinhão, corrente e cremalheira são componentes de desgaste que trabalham em conjunto.
E que naturalmente se gastam também em conjunto. O que significa que passam por uma fase em que naturalmente "acamam" entre si.
Por essa razão quando troco é o kit completo.
Pois estar a colocar uma corrente nova que irá sofrer tensões brutais contra dentes cujo formato já sofreu alterações (mesmo que ligeiras) poderá contribuir para reduzir o tempo de vida da corrente.
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Não serão as correntes o ponto mais "barato" da equação?
Também me recordo de algumas "conversas" por aqui sobre o desgaste prematuro em alguns veículos.
Será que não existirá um acompanhamento do fabricante (de motas) relativamente ao desenvolvimento de correntes mais "capazes" por motivos puramente financeiros com o objetivo de reduzir custos e assim tornar o seu modelo mais concorrencial?
É claro que deve existir um cuidado sobre a corrente, na sua manutenção e uso do motociclo. É claro que quem compra uma mota para "escafiar" e "despachar" ao fim de meia dúzia de kms não está preocupado com a manutenção. O problema é quem venha a seguir.
Não será igualmente importante durante a compra de um veículo em 2ª mão saber igualmente quando é que a corrente foi trocada (ou o seu conjunto) e saber igualmente como identificar desgastes prematuros?
Provavelmente seria interessante destacar isso.
Bom tema. :nice:
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Façam como eu, escolham scooter ou veio e ficam com o problema resolvido. :palmas: :palmas:
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Não serão as correntes o ponto mais "barato" da equação?
Uma DID 520VX2 custa-me cerca de 80 euros cá fora...
O kit completo original na Ducati (que trás exactamente essa corrente) custou-me 150.
Algo que até achei barato, pois recordo-me de já ter pago quase o dobro por kits originais.
E daí também não me fazer tanta confusão se durar metade do que esses duravam.
Mas as correntes são sempre o elemento mais caro.
Já cheguei a comprar para outras motos que tive os componentes em separado e nunca paguei menos só pela corrente do que pelo pinhão, pela cremalheira ou sequer pinhão+cremalheira somados.
Será que não existirá um acompanhamento do fabricante (de motas) relativamente ao desenvolvimento de correntes mais "capazes" por motivos puramente financeiros com o objetivo de reduzir custos e assim tornar o seu modelo mais concorrencial?
É algo que desconfio e referi na minha resposta anterior.
Outro pormenor é que actualmente a maioria das "médias gamas" são motos com 650 a 900cc que, mesmo a maioria não produzindo mais potência, em regra geral têm mais binário que as 600cc que vieram suceder e que eram equipadas com este calibre de correntes.
Não será igualmente importante durante a compra de um veículo em 2ª mão saber igualmente quando é que a corrente foi trocada (ou o seu conjunto) e saber igualmente como identificar desgastes prematuros?
É importante, mas estamos sempre a confiar na palavra de quem vende.
E este é um de muitos pontos que me fazem confusão a mim e todos os que não compreendem a actual situação do mercado de usados em que as diferenças que pedem face a novo são muito pequenas.
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De qualquer forma pinhão, corrente e cremalheira são componentes de desgaste que trabalham em conjunto.
E que naturalmente se gastam também em conjunto. O que significa que passam por uma fase em que naturalmente "acamam" entre si.
Por essa razão quando troco é o kit completo.
Pois estar a colocar uma corrente nova que irá sofrer tensões brutais contra dentes cujo formato já sofreu alterações (mesmo que ligeiras) poderá contribuir para reduzir o tempo de vida da corrente.
Ora nem mais!
Vendo por essa perspectiva afinal o sugestão do sujeito não é assim tão boa, aliás: o efeito será precisamente o inverso, pois terá que trocar o kit mais cedo que o necessário... :o
Nada como malta mais rodada para esclarecer os leigos como eu ;)
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Vendo por essa perspectiva afinal o sugestão do sujeito não é assim tão boa, aliás: o efeito será precisamente o inverso, pois terá que trocar o kit mais cedo que o necessário...
A teoria do gajo é que o pinhão por "ser mais pequeno" consequentemente os dentes "trabalham mais" e isso afecta a corrente.
Não percebi se o problema ao certo é o pinhão ser pequeno... ou se ele encolhe.
O video ganharia outra credibilidade se o gajo mostrasse em detalhe as diferença entre o pinhão velho e o novo. Pois se esse desgaste for evidente, ele poderá ter alguma razão.
Porém, mesmo que tenha razão nesse aspecto será sempre difícil chegar à conclusão de que duplica o tempo de vida da corrente.
Só mesmo com um teste a longo prazo entre o uso dum kit até ao fim e depois outro em que fosse trocado o pinhão mantendo idênticas condições de utilização e regularidade de lubrificação. E mesmo assim...
De qualquer forma, o último kit que troquei foi com 24K de uso e a corrente estava com bastantes elos gripados... mas o pinhão sinceramente não parecia ter desgaste evidente.
Quando já cheguei a trocar kits com 90/100K em que a corrente já tinha alargado mas ainda estava dentro dos limites e sem elos gripados... mas pinhão e cremalheira já mostravam os dentes meio de lado como os dos tubarões!
Daí achar que o problema é mesmo da qualidade das correntes actualmente.