Fds, serio?
Nem vejo nada disso diariamente,acho que ja perdi 5 anos de vida so em 8 meses de Lisboa .
Não, o stress ,o trânsito, a poluição, ruído, não definitivamente, o meu pai andou 40 anos de camião la dentro e hoje nem no carro quer tocar,eu vou é fugir enquanto, ou quando puderFds, serio?
Nem vejo nada disso diariamente,acho que ja perdi 5 anos de vida so em 8 meses de Lisboa .
Eu diria que ganhas-te!!!
:convivio: :convivio:
A notícia aliás é bem recente e dá conta que Lisboa é de facto a cidade mais congestionada da Península Ibérica.
E o pior de tudo é que assim é considerada pela terceira vez consecutiva...
O transito na 25 de Abril (quase 2 horas para atravessar no sentido LIS-ALM) foi o click que me fez tirar a carta e comprar a mota. Fora isso, só passo em Lisboa quando tenho que ir a Almada, e é um stress.
Não, o stress ,o trânsito, a poluição, ruído, não definitivamente, o meu pai andou 40 anos de camião la dentro e hoje nem no carro quer tocar,eu vou é fugir enquanto, ou quando puderFds, serio?
Nem vejo nada disso diariamente,acho que ja perdi 5 anos de vida so em 8 meses de Lisboa .
Eu diria que ganhas-te!!!
:convivio: :convivio:
nota: A ponte 25 de abril é um mito que é fácil desmistificar pois perde-se bem mais tempo no transito ali na A5 e IC19 (ou final do eixo N-S em direcção a Loures/Odivelas) do que propriamente a atravessar a ponte, excepto determinados dias, mas isso são talvez quê… dois ou três num ano?! Esse mito é criado de certeza pelos da margem norte que apenas têm noção do que é a ponte 25 abril praticamente ao fim de semana e dias de ferias no Verão… quando todos rumam pelo deserto a dentro para irem ali aos osasis da Costa da Caparica…
[mas antes desta coisa dos transportes públicos baratos, notava-se claramente o mesmo transito e confusão que havia antes da Crise Financeira em que vivemos quase uma década…]






Apenas, em média, 42 minutos no trânsito?
Não. É muito mais.
(....)
Apenas, em média, 42 minutos no trânsito?
Não. É muito mais.
(....)
Por isso é uma média de tempo atribuída a cada condutor, numa base diária.
Sendo uma média, não exclui que haja quem, nos seus respectivos trajectos, fique parado mais tempo do que os 42 minutos...ou menos. :)
Depende dos trajectos de cada condutor, das artérias da cidade que utiliza, das passagens na ponte, das vezes que ficou parado por via de um acidente à sua frente, por causa de obras, enfim... :)
Não faltam razões para que dois condutores, mesmo que vizinhos, não tenham resultados diferentes. :nice:
A indicação do estudo faz portanto a média do resultado de todos os condutores em determinada cidade.
Há que haver bom senso geral de todas as pessoas:
- os moradores de Lisboa deverão conseguir estacionar as suas viaturas pessoais mas se tiverem lugares de estacionamento na garagem do prédio não deveriam ter direito a duplicação de lugares na via publica
- os moradores de Lisboa têm de perceber que para muitas pessoas que trabalham em Lisboa e que vêm das periferias, o transporte privado é na grande maioria a única hipótese de se deslocarem - greves dos transportes, horários dos transportes, falta de conforto e qualidade dos transportes e até à pouco tempo atraás o próprio custo dos transportes era exorbitante... (da margem sul o único transporte que era bom era o Fertagus, até isso estão a estragar... começam a atrasar e estão a deixar de proporcionar conforto...
-o faraó Medina a tomar conta das principais vias do país deveria ser giro... A1 transformada com ciclovia, via exclusiva para autocarros e o que sobrasse para os restantes reviculos...
(realmente o software Simcity dá-lhe cá umas ideias... deve usar cheats, só pode! :lolol: :lolol: :lolol:
Bom texto companheiro Lourenço numa outra visão de Lisboa.
Dou a minha:
Morei cerca de 30 anos em Lisboa (Olivais, em prédio junto à Gare do Oriente) e desde os meus 18 anos até aos 30 e muitos, trabalhei em Lisboa (Marquês de Pombal).
Fiz esse percurso de autocarro, depois com a Gare do Oriente construída, de metro e em algumas ocasiões no meu carro pessoal.
Do que me lembro dessa utilização (felizmente agora vou a Lisboa "só" para deixar e ir buscar a filha à escola e de mota, com a mãe ainda a ir para Lisboa de enlatado)
1 - Demorava de carro menos tempo do que autocarro e de metro a fazer o percurso Olivais-Marquês de Pombal
2 - Há cerca de 20 anos atrás, tinha algumas dificuldades em arranjar lugar para estacionar, mas era possível e não tinha a EMEL a "regular" o estacionamento.
3 - Na utilização dos meios de transporte públicos que existiam em número suficiente, quer fosse da Carris ou do Metro, andavam a horas e naturalmente mais cheios quando em horas de ponta. Numa greve os "alternativos" funcionavam mais ou menos bem, mas existiam.
O que mudou então?
Da minha visão pessoal e porque, atualmente (4 anos), "apenas" vou a Lisboa de carro por motivos profissionais (e já me chega), o que posso destacar:
1 - Existem determinadas horas em que se pode entrar em Lisboa via A1 muito bem. Mas em questão de minutos tudo muda. Por exemplo é extraordinário o que um acidente faz:
a) Se for na descida para Sacavém, ficam "pendurados" todos os utilizadores da A1, mas quem entra pelos Ralis na 2ª circular está como "peixe na água", não passa nada.
b) Se o acidente for por exemplo à entrada dos Ralis/Aeroporto, esquece...
c) Pior ainda se for pela 2ª Circular "a dentro".
É extraordinário o tempo que se espera pelas autoridades policiais para tomarem conta de um acidente.
Existe uma grande falência em mobilidade mas também nas estruturas de gestão e apoio no trânsito.
E o mesmo se passa para se sair de Lisboa.
Imaginem um terramoto daqueles a sério, com todos a fugirem de carro para longe de Lisboa. :pensador:
2 - Este exemplo que dei em cima é, infelizmente, apenas 1, mas rapidamente dou outros:
a) Fazer a estrada nacional de Sesimbra em direção à Ponte;
b) Fazer Montijo (via sarilhos grandes) para a Vasco da Gama;
c) Fazer Santa Iria, via Nacional 10 em direção ao Parque das Nações;
d) Fazer o acesso a Camarate no sentido Eixo-Norte Sul em direção por exemplo a Telheiras;
e) Descer o Túnel do Grilo em direção aos Túneis de Benfica... quando ocorre um acidente junto à saída para o metro em Odivelas, ou um pouco mais à frente na área comercial de Odivelas, ou a saída para Belas...
Poderia estar aqui a referir mais exemplos (dos que já experienciei ou dos que vou comentado com amigos que moram fora de Lisboa e utilizam esses acessos). E nem vale apena estar a referir quem utiliza os meios de transporte públicos: vindo do Barreio para atravessar o tejo de barco, ou para vir de comboio de Cascais para Lisboa.
São demasiados exemplos que temos todos conhecimento. E nem abordo a questão dos radares, da má sinalização, do mau estado de algumas vias e da falta de civismo/paciência de uma parte dos condutores.
Lisboa está como muitas outras cidades europeias ou mundiais, é um problema global: muitos veículos a entrarem na cidade sem espaço para os receber: seja por infraestruturas deficientes ou pelo número significativo de veículos.
Soluções?
Algumas ideias:
1 - Acredito que uma das soluções seja uma maior mobilidade melhorando o sistema de transportes coletivos na cidade através da concorrência. Mais empresas a operar, maior escolha e talvez melhor qualidade.
2 - Melhorar a gestão da Carris, CP, Metropolitano, Soflusa, entre outros. São demasiadas as queixas da má qualidade e funcionamento deficitário dos equipamentos. O que acontece ao dinheiro que recebem?
3 - Porque fogem as pessoas de Lisboa? Provavelmente pela especulação imobiliária, onde, por exemplo, uma casa com mais de 30 anos é vendida como nova. Ganham o vendedor (que tem de declarar as mais valias - 50% para o fisco), os bancos com as taxas, as imobiliárias com as comissões e as finanças com impostos.