Clube Português Motociclismo
GERAL => Assuntos Diversos => Tópico iniciado por: pjmartinho em Junho 10, 2019, 15:59:24, 15:59
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Aquilo são perseguições que cabiam bem num filme de Hollywood :)
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Impressionante.
Trata-se de uma realidade diária no país originário dos vídeos.
Devo no entanto "realçar" os dotes do jovem no segundo vídeo, que só deve ter parado por falta de gasosa. Senão ainda agora estava a dar voltas enquanto era perseguido por agentes naquelas ruas estreitas e perigosas.
Pelo que percebi da conversa, era moto roubada....
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Os policias têm de ter um grande par para fazer daquilo o seu ganha pão. No fundo são pessoas que não quiseram ser bandidos mas têm a mesma necessidade de adrenalina.
Cá o polícia seria responsabilizado pela queda do ladrão.
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Arrisca-se muito mas no Brasil, aliás, em todo o 3o mundo a vida e barata (não estou a falar no sentido económico)
Diadema nem e um sítio particularmente violento de São Paulo, embora seja um dos mais violentos daquela zona (ABC Paulista).
A Polícia não brinca no Brasil, quando és abordado e sempre de forma ostensiva e muito gratuita, viram-te a roupa e o carro do avesso para encontrarem alguma coisa, ou seja para te levarem para a delegacia ou então para te extorquirem algum dinheiro... infelizmente se fores gringo ou tiveres dinheiro geralmente é a 2a
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Vejo corridas destas todos os dias... É na A5, entre a segunda e terceira filas, geralmente...
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Estive a ver mais uns videos desta ROCAM e eles "atacam" por tudo e por nada... seja por conduzir sem capacete, como por fazer cavalinho, como por o condutor da mota olhar para eles de lado.
Fui tentar perceber o que esta ROCAM (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas - que raio de nome) e pelos vistos é uma unidade motorizada da Policia Militar Brasileira que foi criada em 1982 em S. Paulo.
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Bolas....
Intervêm até somente por olharem para eles? :???:
Esse tipo de unidades devem andar sempre (pelo menos) aos pares.
Se andam sozinhos então a coisa complica-se e de que maneira em certos locais do Brasil. :-X
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Bolas....
Intervêm até somente por olharem para eles? :???:
Esse tipo de unidades devem andar sempre (pelo menos) aos pares.
Se andam sozinhos então a coisa complica-se e de que maneira em certos locais do Brasil. :-X
No Brasil, olhar de lado para a policia é sinal de desrespeito. Talvez não estejam errados, tendo em conta o nivel de criminalidade que por lá existe...
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Não digo que não, mas como li que "atacam" até por isso...
Imagino que um olhar mal interpretado dê logo "mocada". :???:
Mas sim, é outra realidade, é outro Mundo, a criminalidade por lá não é nada que se compare ao que existe na Europa. Nada mesmo...
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O "atacar" é em sentido figurado... se são "olhados de lado" vão logo em perseguição para mandar parar.
Embora nos videos muitas vezes pareça que vão sozinhos, eles andam aos pares e quando a perseguição termina (porque os perseguidos caem, ou param) um deles saca logo da pistola, não vá o diabo tecelas.
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Eu ja vi videos em que um motociclista a conduzir normalmente na estrada, de repente um dos policias entra na mesma via que ele e o motociclista leva logo um encosto de um 2° policia que vem atrás.
Eles andam aos pares e não permitem que nenhum veículo sem meta entre eles, de forma a um proteger as costas do outro
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Digamos que a "justiça" é feita logo ali no momento, ou pelo menos parte dela.
Haja culpa ou não...
Parece que andam a ver muito o filme taxi driver, com o famoso "You Talking To Me?" :stuck_out_tongue_winking_eye:
Mas de facto ali a realidade também impõe outro tipo de espírito. Ou é assim, ou arriscam-se (ainda mais) a ser baleados. :-X
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A Rocam são realmente policiais que os tem no sitio... E Enfrentam sempre risco de vida diariamente...
É uma realidade muito diferente da de cá, eles têm várias indicações para abordar... Mota desportiva com garupa ( pendura) é para parar... Moto de alta cc, param também... XT660, toca a encostar...
Existe um padrão de motas procuradas , tanto que os donos de uma Fireblade, uma XJ600, agradecem pelo "enquadro" quase, pois se fosse a mota deles que tivesse sido roubada, poderiam estar a mandar parar o ladrão ( claro que ele nao pararia e fugia mas não tem muitos a conseguirem um pinote com sucesso...)
E claro a par da realidade dura do Brasil, eles não vao de animo leve abordar um individuo de capacete que não conhecem de lado de nenhum... Partem sempre do principio que é bandido! Param, mandar por as maos na cabeça atras da moto ou virado para a parede, revista de armas e drogas e só depois é que conversam de documentos e carta e essas coisas...
Para segurança deles tem de ser assim e quem não deve, apesar de estar no seu direito de não gostara de ter uma arma apontada a cara, sabe que esta é a forma de atuação e conforme aqui temos um procedimento a cumprir quando parados por uma autoridade, eles lá tem outro, um pouco mais complexo e tenso...
Mas antes isso que dois estafermos menores a gritar "perdeu perdeu" com uma pistola tb apontada a cara...
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O reverso da criminalidade é a atuação excessiva da autoridade.
É difícil traçar a linha entre atitude de defesa perante um criminoso que pode colocar a vida em risco e uma atitude urbana perante um cidadão pacífico que calha circular naquele local.
Não é um problema fácil de resolver, tanto mais que o excesso de autoritarismo leva a que algumas margens da população perto da delinquência acabem caíndo para esse lado como forma de protecção.
A violência alimenta a violência
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É um país que está demasiado podre. Tudo o resto depois é como uma bola de neve.
Conheço brasileiros que trabalham cá, são unânimes em dizer: vocês não sabem a sorte que têm em poder andar nas ruas sem estar sempre em alerta.
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(....)
brasileiros que trabalham cá, são unânimes em dizer: vocês não sabem a sorte que têm em poder andar nas ruas sem estar sempre em alerta.
Verdade....
Isso que dizes é uma realidade.
P.ex. o rapaz que pintou a casa dos meus pais (Brasileiro), disse basicamente isso que indicas, mas por outras palavras.
E vontade de lá ir só mesmo para ver família. De resto, o que por lá passou não o faz querer voltar a regressar para viver.
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Estes facilitaram a vida à policia fazendo o favor de se esborracharem contra um autocarro.