Estudo sobre o tipo de música ouvida e o volume...na relação com a condução.
(https://i.postimg.cc/8PBj2c2b/Screenshot-2019-07-01-19-50-55-170-com-android-chrome.jpg)
Existe por cá um tópico que aborda de forma genérica a escolha individual de música para andar de moto, mas este tópico é diferente q.b. já que foi mesmo levado a cabo um estudo sobre o tipo de música ouvida e o volume da mesma, por forma a perceber quanto a uma eventual influência na condução...
Desde já informo que foi levado a cabo em automobilistas, mas os resultados finais sinceramente não me parece que possam ser tão dissociados no caso de um motociclista. Aliás, a parte final aborda questões que no meu ver são independentes do tipo de veículo conduzido, havendo - segundo o estudo - uma correlação do tipo de música ouvida com o acto de conduzir, designadamente em diferentes reações.
E foi precisamente no Dia Internacional da Música, no passado dia 21 de Junho, que a revista Auto Express e a instituição de caridade IAM RoadSmart, no Reino Unido, levaram a cabo este estudo para perceber os efeitos na condução com diferentes estilos de música.
Houve resultados suficientemente distintos e capazes de levar a algumas conclusões interessantes, já que foi notório que nem os tons suaves da música clássica, nem a música heavy metal eram benéficos para a atenção...sendo a melhor para manter a concentração e a segurança a...música POP.
Num simulador igual ao dos pilotos de corridas, foram realizados testes primeiro sem ouvir música nenhuma e depois comparados com os diferentes estilos de música.
A prova continha manobras típicas como aceleração, curvas técnicas mais difíceis, zonas de velocidade limitada e travagem controlada na linha da meta.
Tentando aqui sintetizar e tendo este estudo por referência a condução sem ouvir música, chegaram à conclusão que ao ouvir heavy metal, o acelerador era usado de forma demasiado irregular. O tipo de música e também o respectivo volume a que foi feito o teste, distraía o condutor, impedindo uma condução algo distanciada daquela que serviu de base de comparação.
Com música clásica aperceberam-se de uma certa latência na condução (reacções mais lentas), verificando igualmente uma notória redução da velocidade.
Com a música hip-hop os tempos e resultados foram muito semelhantes à condução sem ouvir música, mas foi notado algo interessante. É que mesmo após cruzar a meta, onde o teste terminava, o condutor permaneceu a sua condução como querendo que a música não acabasse.
Não se conseguiu "desligar" por assim dizer...
Quanto àquela a que o teste descreveu como a mais "ajustada" na condução, foi quando levado a cabo com música POP, onde foi notada a condução mais suave e atenta de todas e muito aproximada à referência do estudo.
Quando mais acima indiquei que este estudo obteve resultados que talvez não sejam facilmente dissociados do tipo de veículo conduzido (moto ou automóvel), basta atentar no que ficou demonstrado nos resultados da condução e, especialmente, nas palavras de um dos líderes deste estudo, que disse:
(....)“What is clear is that the ferocious thrash metal really reduced the ability of the driver to get around the track smoothly. That, and high-energy dance music, are designed to be felt as well as heard, and to be listened to at volume. It's clear neither help when it comes to making exacting driving maneuvers."(....)
E continuou com...
(....)"Volume is the major factor for concentration and has a big effect. I would certainly advise drivers to dial down the noise when making a maneuver – and save the thrash metal for later in the day, or night!”(....)
A acção concreta da música nas emoções:
1. Mudanças de humor: podem ajudar a libertar a tensão e aumentar o relaxamento, evocando memórias que geram emoções positivas.
2. Activa áreas do cérebro: as de imitação e empatia, o que nos torna melhores para os restantes e leva a uma condução mais ponderada com o resto dos utilizadores da estrada. Um clima de colaboração entre pessoas que incentiva a compreensão.
3. Ajuda a expressar sentimentos: o que se traduz em diferentes formas de conduzir.
4. Reaviva memórias: sentimentos profundos e sensações que fazem de algumas músicas parte da nossa história pessoal.
---------------------------
Para saberem mais pormenores sobre o tema, basta pesquisarem pelas várias recentes notícias do estudo levado a cabo pela Auto Express e a instituição de caridade IAM RoadSmart.
Estudo sobre o tipo de música ouvida e o volume...na relação com a condução.
(https://i.postimg.cc/8PBj2c2b/Screenshot-2019-07-01-19-50-55-170-com-android-chrome.jpg)
Existe por cá um tópico que aborda de forma genérica a escolha individual de música para andar de moto, mas este tópico é diferente q.b. já que foi mesmo levado a cabo um estudo sobre o tipo de música ouvida e o volume da mesma, por forma a perceber quanto a uma eventual influência na condução...
Desde já informo que foi levado a cabo em automobilistas, mas os resultados finais sinceramente não me parece que possam ser tão dissociados no caso de um motociclista. Aliás, a parte final aborda questões que no meu ver são independentes do tipo de veículo conduzido, havendo - segundo o estudo - uma correlação do tipo de música ouvida com o acto de conduzir, designadamente em diferentes reações.
E foi precisamente no Dia Internacional da Música, no passado dia 21 de Junho, que a revista Auto Express e a instituição de caridade IAM RoadSmart, no Reino Unido, levaram a cabo este estudo para perceber os efeitos na condução com diferentes estilos de música.
Houve resultados suficientemente distintos e capazes de levar a algumas conclusões interessantes, já que foi notório que nem os tons suaves da música clássica, nem a música heavy metal eram benéficos para a atenção...sendo a melhor para manter a concentração e a segurança a...música POP.
Num simulador igual ao dos pilotos de corridas, foram realizados testes primeiro sem ouvir música nenhuma e depois comparados com os diferentes estilos de música.
A prova continha manobras típicas como aceleração, curvas técnicas mais difíceis, zonas de velocidade limitada e travagem controlada na linha da meta.
Tentando aqui sintetizar e tendo este estudo por referência a condução sem ouvir música, chegaram à conclusão que ao ouvir heavy metal, o acelerador era usado de forma demasiado irregular. O tipo de música e também o respectivo volume a que foi feito o teste, distraía o condutor, impedindo uma condução algo distanciada daquela que serviu de base de comparação.
Com música clásica aperceberam-se de uma certa latência na condução (reacções mais lentas), verificando igualmente uma notória redução da velocidade.
Com a música hip-hop os tempos e resultados foram muito semelhantes à condução sem ouvir música, mas foi notado algo interessante. É que mesmo após cruzar a meta, onde o teste terminava, o condutor permaneceu a sua condução como querendo que a música não acabasse.
Não se conseguiu "desligar" por assim dizer...
Quanto àquela a que o teste descreveu como a mais "ajustada" na condução, foi quando levado a cabo com música POP, onde foi notada a condução mais suave e atenta de todas e muito aproximada à referência do estudo.
Quando mais acima indiquei que este estudo obteve resultados que talvez não sejam facilmente dissociados do tipo de veículo conduzido (moto ou automóvel), basta atentar no que ficou demonstrado nos resultados da condução e, especialmente, nas palavras de um dos líderes deste estudo, que disse:
(....)“What is clear is that the ferocious thrash metal really reduced the ability of the driver to get around the track smoothly. That, and high-energy dance music, are designed to be felt as well as heard, and to be listened to at volume. It's clear neither help when it comes to making exacting driving maneuvers."(....)
E continuou com...
(....)"Volume is the major factor for concentration and has a big effect. I would certainly advise drivers to dial down the noise when making a maneuver – and save the thrash metal for later in the day, or night!”(....)
A acção concreta da música nas emoções:
1. Mudanças de humor: podem ajudar a libertar a tensão e aumentar o relaxamento, evocando memórias que geram emoções positivas.
2. Activa áreas do cérebro: as de imitação e empatia, o que nos torna melhores para os restantes e leva a uma condução mais ponderada com o resto dos utilizadores da estrada. Um clima de colaboração entre pessoas que incentiva a compreensão.
3. Ajuda a expressar sentimentos: o que se traduz em diferentes formas de conduzir.
4. Reaviva memórias: sentimentos profundos e sensações que fazem de algumas músicas parte da nossa história pessoal.
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Para saberem mais pormenores sobre o tema, basta pesquisarem pelas várias recentes notícias do estudo levado a cabo pela Auto Express e a instituição de caridade IAM RoadSmart.
Seja de mota ou de carro, se fores a ouvir Richard Cleyderman ou Metalliica (lol) obviamente vai ter influência sobre a condução...