Em Portugal, de que forma estão os representantes das marcas a enfrentar as dificuldades do sector!?
(https://i.postimg.cc/HLVSWr46/Screenshot-20200409-195654.jpg)
Está na ordem do dia a questão da pandemia e que afecta quase todos os sectores de actividade no país.
Poucos serão os que "escapam" a constrangimentos, à diminuição da procura, à redução da força de trabalho, ao fecho de instalações...
E aqui no fórum por certo não estará ninguém alheado do que se passa, sabendo que o sector do motociclismo também está a viver isto de uma forma muito dura.
Os representantes de diferentes marcas em Portugal estão a passar, desde há semanas a esta parte, por uma situação complexa e que afecta o mercado das duas rodas.
Neste momento e desde a primeira quinzena de Março para cá, não existe um único representante de marca que não o sinta no seu volume de negócios.
Isto é um facto, não uma possibilidade!
Desde o momento em que foi decretado o estado de emergência nacional pelo Presidente da República...que o sector recebeu isto de uma forma particularmente notória, ou seja, sem clientes, sem contactos regulares como antes se faziam, sem visitas aos stands para apreciar uma qualquer novidade, sem entrarem pessoas para ver as usadas e semi-novas que antes estavam expostas, sem material que tinham em stock a sair das prateleiras...
Tudo mudou e a verdade é que se formos a ver...aconteceu quase num ápice.
Aqui há dias e numa troca de palavras por Whatsapp com o gerente de um grande representante aqui da região, percebi com a maior das clarezas o quanto temia pelo que estava a suceder.
Era-me evidente nas suas palavras a preocupação em face do desconhecimento do tempo que isto levaria, em face das pessoas que desde há anos ali trabalham e que se viam sem muito para fazer...em face da diminuição repentina da facturação e que fazia pensar no futuro.
No entanto, o sector das duas rodas, por aquilo que percebi hoje através de um e-mail, felizmente não se mostra derrotado e enfrenta as dificuldades da forma que pode.
A imagem que podem ver acima neste tópico foi precisamente a que estava nesse e-mail.
Um concessionário (neste caso a MotoDiana), decidiu não baixar os braços e mantém-se, até onde é possível e nos limites da lei, aberta e a operar.
Alertou os seus milhares de clientes que terão os canais digitais e telefónicos disponíveis para qualquer questão e disponibilizam-se a fazer uma autêntica recolha do motociclo para reparação ou manutenção, deixando-o depois novamente na casa do cliente (limpa e desinfectada). Isto numa abrangência de área que comporta toda a região.
Claro que ir buscar uma moto por exemplo a 50 ou 60 kms e depois voltar a deixá-la à porta do cliente tem um custo, mas percebem a ideia...
Numa situação em que se ouve repetidamente para não se sair de casa, acaba por ser quase a oficina que se desloca a casa (no sentido figurado).
É uma tentativa de não se estar parado.
De não desmorecer e demonstrar "estamos aqui para o que precisar".
Mas acaba por não ser somente isto que a pandemia afecta e trás problemas às marcas.
Recordo que ocorreram vários cancelamentos de iniciativas preparadas pelas marcas, que se desenrolavam em espaço exterior...e que também elas tiveram de ser dadas sem efeito.
Isto sem contar com outros investimentos em publicidade e que caíram por terra, apesar de já pagos.
Neste momento, de Norte a Sul do país, o sector atravessa um problema que se vai desenrolar por mais algum tempo.
Não se sabe muito bem quanto tempo e isso também não ajuda muito.
Os próprios clientes não se sentem muito à vontade para regressar à normalidade e...outros perderam a estabilidade que antes tinham em termos financeiros e a título profissional, que os leve a equacionar comprar moto ou trocar tão cedo aquela que já têm.
Veremos como tudo isto vai correr.
Desejo o melhor a todos os representantes das marcas em solo nacional.
São muitas pessoas a trabalhar neste sector. Muitas famílias dependentes de uma recuperação rápida do mercado...