Clube Português Motociclismo
Convívio CP-MOTO => As viagens e passeios dos nossos membros... => Tópico iniciado por: TMXR em Setembro 10, 2016, 01:12:41, 01:12
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Este ano, depois de ler alguns posts do nosso amigo Vasco, estive quase a inscrever-me para o LaL. A proximidade com a viagem que queria fazer, fez-me entretanto adiar a ideia para 2017.
Ja ha algum tempo que também vinha a acompanhar algumas provas semelhantes ao LaL no país vizinho, tais como a Rider 1000, a Ruta dos Penitentes e o Rodibook.
Todas estas provas são à semelhança do LaL, uma experiência turística em moto, em que o percurso é relativamente longo e utiliza estadas secundarias ou municipais e se mantém secreto até quase ao inicio da prova, sendo a navegação realizada por “road book”.
Neste tipo de provas atrai-me bastante a condução que é posta a prova em praticamente todo o tipo de estradas e pisos e o facto de mesmo não havendo classificação, obrigar a uma capacidade de endurance por parte do condutor e nao se poder “adormecer” ou ir a “pisar ovos” sob pena de chegar a horas muito tardias.
Quando soube que as inscrições para o Rodi tinham aberto, apressei-me a juntar o meu nome à lista, só que as 700 vagas esgotaram num ápice e eu fiquei em lista de espera, tendo posteriormente recebido um email com o OK para completar a inscrição e pagar os 65€. (engraçado como os Espanhóis conseguem organizar sempre tudo mais barato do que nós... a inscrição do LaL custa 135!)
Apenas me faltava um leitor de Road-books, mas felizmente sabia bem onde podia adquir um: no Paulo da Rod´aventura. Optei pelo modelo manual da marca F2R, tendo pedido o kit de iluminação LED que seria útil pois em Setembro os dias já são mais curtos. Como a Tmax tem o guiador tapado por plásticos, pedi o modelo com a bola de fixacao RAM.
http://www.rodaventura.pt/loja/
http://www.f2r.pt/pt_PT
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Dia 1 - VFX > Pamplona - 900 Kms
(https://s16.postimg.org/nu93wotxh/Screenshot_1.png)
Dado este período ainda ter pouca carga laboral, sai na 5 feira de manha.
Na vespera preparei a Tmax, usando a configuração “touring” da outra viagem (bau + mochila + top case 47 litros). Uns dias antes tinha feito uma pequena revisão e tinha colocado o variador OEM, mas na 4ª a noite comecei a pensar que com o Jcosta é que ia bem e assim que me levantei troquei o variador e meti roletes novos mais pesados do que os que estava a usar (15,5 > 16g)
Por volta das 10h30 estava a sair de casa sentindo imediatamente a diferença de pesos no variador, a Tmax ficou espectacular em AE rodando com facilidade a 100/110 as 4000 RPM... em contrapartida a aceleração a partir dos 80/100 ficou muito mais fraca.
Tomei a A1 e a A23 ate Vilar Formoso (desembolsando o valor da portagem). A partir de Espanha circulei quase sempre em Autovia não pagando nada. Como estava com tempo, apontei a Pamplona onde pernoitei.
(https://s15.postimg.org/9f6wjr5tn/Untitled_Panorama2.jpg)
Mudança no cenário ao chegar a Pamplona
Optei por ficar fora da cidade, tendo escolhido o Hotel Cross Elorz que é um hotel moderno mas low cost que fica num parque industrial em Imorcain a poucos Kms do centro. A zona é muito sossegada tendo alguma empresas e algum transito pesado, mas a recepcionista vendo que vinha de moto deu-me as chaves do parque subterrâneo. Perto há um restaurante com "menu" (10,70€ os 2 pratos + postre) porreiro onde jantei.
(https://s15.postimg.org/pnn4t8env/IMG_8308.jpg)
Nao são só as autoestradas que são grátis, a super 95 a 1.12 € numa bomba normal (e em 2015 cumpriram os objectivos do deficit!)
(https://s15.postimg.org/mutx97ebf/IMG_8311.jpg)
http://www.crosshoteles.com/
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Dia 2: Pamplona > Vielha 380 Km
(https://s16.postimg.org/6v05hfipx/Screenshot_2.png)
A ideia para a Sexta era fazer umas curvas, a escolha de escala em Pamplona não tinha sido inocente pois em pouco mais de 1h30 numas nacionais deliciosas e pela “autovia do Pirineo” estava na Panticosa, prestes a cruzar a fronteira Francesa para fazer a “etapa rainha”: Portelet > Aubisque > Solour > Tourmalet > Aspin > Pereysourde > Portilhon.
Neste percurso não só as curvas estão garantidas como as subida e descida são permanentes. Felizmente desta vez estava seco e havia sol! Apesar de notar um transito um pouco mais pesado do que o de Junho, sobretudo de autocaravanas, estavam reunidas todas as condições para um dia inesquecível.
Deixei um “recuerdo”, perdão um “souvenir” do CPMOTO em quase todos os Cols... já percebi que é efémero pois os placards são limpos com alguma frequência... mas deixo-vos as fotos para recordar o momento em que o CPMOTO esteve nas mais altas estradas da Península Ibérica.
(https://s13.postimg.org/p5by6pi47/img_8301.jpg)
Embalse de Yesa (https://www.google.pt/maps/@42.6113378,-1.0859275,3a,75y,58.82h,85.45t/data=!3m6!1e1!3m4!1soQR9DsOCVl2u0NXG-wndeQ!2e0!7i13312!8i6656!6m1!1e1)
(https://s13.postimg.org/3x2v30t13/IMG_8302.jpg)
Arquitectura moderna a contrastar com uma cidades muradas... Pista de gelo de Jaca
(https://s13.postimg.org/ng7gcdrsn/IMG_8349.jpg)
Pireneus à vista... entrada pelo vale do Tena
(https://s13.postimg.org/bsdehu2nr/img_8360.jpg)
Entrada em Franca no topo do Portalet
(https://s13.postimg.org/3o5ad3g8n/IMG_8364.jpg)
13% de inclinação... é mesmo a “descer para baixo!”
(https://s13.postimg.org/muihg9wqf/IMG_8385.jpg)
Para mim, o col com a vista mais bonita... com os cavalos mais meigos de todo o Pirineo!
(https://s13.postimg.org/ah5n9d71z/IMG_8386.jpg)
(https://s13.postimg.org/wuddw67zr/IMG_8391.jpg)
(https://s13.postimg.org/w64jd899z/IMG_8399.jpg)
(https://s13.postimg.org/k5j3ci1vb/IMG_8400.jpg)
(https://s13.postimg.org/fxob3r0fr/IMG_8401.jpg)
Col do Solour... adoro esta estada cortada na montanha. Aqui é preciso cuidado com os 2 ou 3 tuneis... são muito escuros e escorregadios e surpreendem com curvas muito apertadas, é muito facil cair!
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(https://s13.postimg.org/wa2y78453/IMG_8402.jpg)
20 Kms para o Almoco
(https://s13.postimg.org/yfx91q7lj/IMG_8497.jpg)
incrivelmente, isto funcionava e estava em contagem regressiva para a passagem da Vuelta
(https://s13.postimg.org/bfqlpe9rr/IMG_8498.jpg)
(https://s13.postimg.org/x3fjzua5z/IMG_8535.jpg)
(https://s13.postimg.org/q1hmdn6k7/IMG_8539.jpg)
Col de Aspin:
(https://s13.postimg.org/fsp57tiif/IMG_8549.jpg)
(https://s13.postimg.org/cn4jhlzw7/IMG_8550.jpg)
(https://s13.postimg.org/6ape7rwtz/IMG_8553.jpg)
(https://s13.postimg.org/g9acu969j/IMG_8557.jpg)
Col de Pereysourde:
(https://s13.postimg.org/6q0o0sirb/IMG_8573.jpg)
(https://s13.postimg.org/o4phmt59z/IMG_8577.jpg)
Pouco mais ha a dizer sobre este dia, a T esteve fantástica apesar dos roletes mais pesados não serem tao nervosos como os anteriores, mas isto não se trata de “velocidade absoluta” mas sim de divertimento e a velocidade em curva é a que mais importa.
No 3 dias seguintes a Vuelta ia andar por estas paragens, por dedução calculei que o percurso não tomasse a direção do Pirineu Aragonês / Cantábrico.
(https://s13.postimg.org/xqj233wfr/IMG_8593.jpg)
Vista de Bossost, do panoramico do Portilhon
(https://s13.postimg.org/9o2888fsn/IMG_8594.jpg)
Totais do dia
(*todas as fotos tiradas com iPhone 6+)
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So um pequeno aparte...
No relogio do Tourmalet faltavam 2 dias para a etapa que la ia passar :nice:
A maioria de voces deve saber o que é isto:
(https://s18.postimg.org/456hivo9l/IMG_8351.jpg)
(https://s18.postimg.org/82tr8ab2x/IMG_8352.jpg)
A grelha é a chamada "passagem canadiana" (ou barreira)... serve para o gado conter o gado que anda solto na pastoricia ficar contido numa area.
Na foto ao lado, aquele arame é uma vedação... esta electrificada com uns bons milhares de volts (uns 5000?), quando o gado bate com a perna no arame recebe uma descarga de alta tensao (mas com poucos joules).
Eventualmente, poderei falar sobre isto mais à frente pois é recorrente encontrar estas vedacoes nestas zonas :nice:
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Mais um passeio fantástico companheiro TMaxer com que nos brindas :palmas:
Estás mesmo em alta, tens de trocar a Tmax por algo mais apropriado ao teu espírito de viagem, não é que a T não o faça mas decerto entendes o que pretendo dizer.
Estou a ver que andar em Espanha compensa e de que maneira, menos 30 cêntimos por litro e os Kms que fazes quase dá para as dormidas.
:convivio:
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Obrigado caro amigo Rodrigues :nice:
Pois entendo perfeitamente, apesar da T ser perfeita para o dia a dia, uma outra maquina com outras características seria muito interessante para viajar :nice:
Sim, os preços em Espanha estão muito mais apetecíveis do que por cá... gasolina mais barata (1.12 a 1.20 ) e alojamento não ultrapassou em qualquer noite os 30€
Apesar das distancias serem um pouco longas para chegar à "outra ponta", em Espanha não pagando portagens a TMax custa apenas cerca de 7 € por cada 100Kms Percorridos. Cá em PT, so o uso da A1 e A23 em 300 Kms custou-me logo uns 30€ :napodeser:
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Cheguei a Vielha ao final da tarde, completei as verificações administrativas onde me ofereceram uma t-shirt, um brinde (capa para telemóvel estanque) e me deram o “rolinho” do roadbook. Deambulei lentamente pelo parque de estacionamento onde admirei varias montadas de outros companheiros que também ia participar e fiz alguns test drives no stand da KTM.
TInha reservado 2 noites no Hotel Rio Nere que fica na “Carrer Mayor”, uma zona emblemática e semi-pedonal onde passa um o rio (negro) que a poucos metros se junta ao rio Garona, pelo que fiz o check in e tomei um banho para sair pouco depois para o briefing as 20h30 na enorme tenda da organização.
No briefing tive a oportunidade de conhecer o mentor do projecto “Rodi”, o Jordi e o responsável pelo Road-Book, o Fernando Gil que é um senhor que apenas tem... 11 Dakars!!! e onde recebemos as boas vindas e fomos alertados para varias situações do Roadbook que nos poderiam induzir em erro durante o percurso.
No final, estava na hora de atestar o piloto pois o dia tinha sido longo e cansativo (os ares do campo abrem o apetite) e fui experimentar a “ruta da tapas” proposta pela organização, que era constituída por um conjunto de restaurantes aderentes que ofereciam um menu “tapas + bebida” por 4€. Comecei logo pelo mais perto, onde despachei uma fideua (tipo paelha de esparguete) em 3 garfadas enquanto ia falando com uns companheiros que tinha acabado de conhecer e segui para outra onde comi mais umas tapas e falei com mais uns companheiros que tinha acabado de conhecer sobre as maquinas deles, outras provas (a maioria com que falei vem ao LaL) e sobre o caminho do dia seguinte trocando palpites sobre o facto de que iriamos ter “vistas al mar” no dia seguinte.
No regresso ao hotel carreguei o rolo no leitor de roadbook e preparei todo o equipamento para a saída no dia seguinte as 8 da manha. O parque do Rodi tinha segurança toda a noite, mas deixei a T à porta do hotel na companhia das maquinas de muitos outros companheiros
(https://s11.postimg.org/5j4a617df/IMG_8597.jpg)
dorsal 687, um dos ultimos a sair da para estrada
(https://s11.postimg.org/oe00wg7f7/IMG_8655.jpg)
(https://s11.postimg.org/hz0zzs0pf/IMG_8615.jpg)
Parque de estacionamento onde o Rodi se instalou
(https://s11.postimg.org/4knx3qu1f/IMG_8657.jpg)
Arquitetura de Vielha é toda de montanha e as casas quase todas feitas em pedra...
(https://s11.postimg.org/4ytuh33ir/IMG_8669.jpg)
Apanhei com o quarto do ultimo andar... deve ter sido alguma praxe
(https://s11.postimg.org/z4s8vvafn/IMG_8677.jpg)
TMax na Carrer Mayor, à beira do rio...
(https://s11.postimg.org/u7eoar8gj/IMG_8680.jpg)
(https://s11.postimg.org/dkx41ofir/IMG_8683.jpg)
(https://s11.postimg.org/wrab4uw0j/IMG_8684.jpg)
(https://s11.postimg.org/3q5yvgbkj/IMG_8687.jpg)
6ª à noite, os Espanhois sabem receber bem... animacao cultural e boas vindas do Alcaide aos participantes do Rodi
(https://s11.postimg.org/krysxjqfn/IMG_8688.jpg)
(https://s11.postimg.org/avxpxwknn/IMG_8691.jpg)
Parque ao final do dia, ja quase totalmente “composto”
(https://s11.postimg.org/r87rnmyz7/IMG_8707.jpg)
Briefing... entrevista com 2 concorrentes Espanhois ao Dakar que tinha ido participar para ganharem experiencia com a navegacao com RB
(https://s11.postimg.org/ut3n6v3ir/Untitled_Panorama27.jpg)
O jantar: escolha dificil!
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Gosto de ver paisagens de sonho mas a última foto :tirarchapeu:
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boa viagem amigo,e que tudo corra pelo melhor !!
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Muito Muito bom, Miguel. :palmas:
Este tipo de tópicos aguça-me sempre a vontade de ler mais e mais...
Excelente!!!
Gostei também de ver o autocolante cá da "casa" em alguns dos locais por onde passaste. :palmas:
E digo-te uma coisa (concordando com o Rodrigues)...mesmo sendo a T-Max uma óptima máquina, trata mas é de ver se compras algo que te permita uma melhor deslocação multi-terrain. Acho que os teus "voos" serão ainda mais altos... ;) :cool:
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Viva companheiro, desejo uma boa viagem de certo que a Tmax vai portar-se muito bem nessa aventura… uma boa continuação, aguardamos mais reportagens :nice: :convivio:
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O Miguel/TMaxer já foi e já voltou... Está na fase de escrever e tratar as fotos e vídeos que nos brinda.. :festa:
Sent from my iPhone using Tapatalk
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O Miguel/TMaxer já foi e já voltou... Está na fase de escrever e tratar as fotos e vídeos que nos brinda.. :festa:
Sent from my iPhone using Tapatalk
Viva companheiro, então eu andava distraído :corado: eheheh :smiley: os meus agradecimentos :cool: :convivio:
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É isso... voltei no passado Domingo... agora é escrever e postar as fotos... que da um trabalhao!!! :pcbloqueado: :pcbloqueado:
Mas a malta gosta de ler... ou pelo menos ler as fotos :lolol: :D
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Este ano, depois de ler alguns posts do nosso amigo Vasco, estive quase a inscrever-me para o LaL. A proximidade com a viagem que queria fazer, fez-me entretanto adiar a ideia para 2017.
Ja ha algum tempo que também vinha a acompanhar algumas provas semelhantes ao LaL no país vizinho, tais como a Rider 1000, a Ruta dos Penitentes e o Rodibook.
Todas estas provas são à semelhança do LaL, uma experiência turística em moto, em que o percurso é relativamente longo e utiliza estadas secundarias ou municipais e se mantém secreto até quase ao inicio da prova, sendo a navegação realizada por “road book”.
Neste tipo de provas atrai-me bastante a condução que é posta a prova em praticamente todo o tipo de estradas e pisos e o facto de mesmo não havendo classificação, obrigar a uma capacidade de endurance por parte do condutor e nao se poder “adormecer” ou ir a “pisar ovos” sob pena de chegar a horas muito tardias.
Quando soube que as inscrições para o Rodi tinham aberto, apressei-me a juntar o meu nome à lista, só que as 700 vagas esgotaram num ápice e eu fiquei em lista de espera, tendo posteriormente recebido um email com o OK para completar a inscrição e pagar os 65€. (...)
Epá, estive uns tempos sem vir aqui e vejo isto ! Muito bem, Miguel ! Estou curioso para saber detalhes do Rodibook, o nível da organização, as estradas, o espírito da comitiva, e se há lá maluquinhos das clássicas... e se sim, se são bem recebidos como somos aqui no LAL...
Parabéns pela iniciativa de ir, és cá dos meus, não ficas à espera e gostas de rolar sozinho.
abraço,
Vasco
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Miguel, sabendo que perdoas o meu pouco conhecimento sobre o assunto, pergunto...
De que forma vai funcionando o leitor de Road-Books manual, em condução?? :pensador:
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Miguel, sabendo que perdoas o meu pouco conhecimento sobre o assunto, pergunto...
De que forma vai funcionando o leitor de Road-Books manual, em condução?? :pensador:
Basicamente são dois rolos. Quando chegas às instruções que estão no final da página, rodas a roldana para subir e teres as próximas instruções visíveis.
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Miguel, sabendo que perdoas o meu pouco conhecimento sobre o assunto, pergunto...
De que forma vai funcionando o leitor de Road-Books manual, em condução?? :pensador:
Com as mãos, mesmo. O suporte de RB tem 2 rolos, onde colas o RB, que te é entregue em folhas A5 que têm que ser coladas uma a uma, com fita cola, de modo a que fiques com um grande rolo. Para avançar ou atrasar o rolo tens que girar os manípulos, com jeito, um de cada vez. Com a prática, faz-se bem em andamento, a olhar para o odómetro, a estrada, as placas e os pontos de referência. É viciante guiar com RB.
Ah, e RB com avanço eléctrico é para meninos.... acho que só se justifica mesmo em competição.
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Ola Vasco!
No proximo post, vou postar parte do percurso.... Foi (na minha opiniao) mesmo MUITO interessante :nice:
Aquilo que procurava era um percurso onde tivesse algumas zonas que fossem desafiantes em termos de conducao e gostaria de passar por sitios "diferentes", por aqueles caminhos em que a vista é fabulosa e que geralmente sao estradas por onde nunca passariamos na vida sem ser por uma prova destas.
Foi mesmo isso que tive... o roadbook foi muito completo, levou-nos a circular em praticamente todos os tipos de pisos e todo o tipo de estradas.
Houve pelo menos 3 sítios que terei de voltar... o primeiro era um canyon e uma montanha por volta do KM 150/200, a outra uma estrada imediatamente após o almoço, por onde andei uns 30 Kms em que a estrada era tao sinuosa que nunca consegui passar os 60 (constante curva e contra-curva) e por fim, uma estrada completamente alucinante na zona de "Ribes de Freser" que era em cimento e deveria ter a largura de 2 mts :nice: e da qual só saímos passado uns 40 Kms... passamos por sítios verdadeiramente espectaculares!!!!
para teres uma ideia:
https://www.google.pt/maps/@42.3153699,2.1916738,3a,75y,288.31h,88.52t/data=!3m6!1e1!3m4!1sMFOATLyp-7_6B-cVZQXxyw!2e0!7i13312!8i6656!6m1!1e1
Passamos por muitos outros sitios espectaculares que depois darei conta... foi absolutamente espectacular e os 700 Kms justificaram os quase 2400 chatos em AE :nice:
Em termos de organização... perfeito! não só tudo muito bem planeado como nos receberam com uma alegria muito grande...
Muitos dos Espanhóis com que falei eram "clientes" do LaL e gostam muito, porque como o LaL corre o país, eles apreciam a maior assimetria de paisagens :nice:
Em termos de clássicos, poucas scooters... apenas 3 TMaxes e no ano passado tinha ido uma Vespa que chegou ao fim... algumas moto vintage... pelos menos umas 3 Montesas Impala e algumas Bultago :nice:
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É isso... o RB do Rodi é mesmo um "rolo", nao foi preciso colar nada :nice:
No fundo é aquilo que este companheiro fez na foto que coloquei no topico do "EU VI"
(https://s18.postimg.org/h82cby7k9/IMG_8767.jpg)
rodas cada um dos eixos manualmente para avancares ou recuares (eles estao solidarios com um elastico... quando rodas um, o outro tambem mexe)
Existem leitores que tem um motor que o faz e nesse caso tens 2 botoes nos punhos... justifica-se mais para a competição como disse o Pianoman
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Entretando, ja descobri o primeiro video do Rodi de 2016 pela net...
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Parece ser um desafio interessante de guiar seguindo as indicações do Road-Book....que basicamente é como ter ali um co-piloto que vai dando indicações do percurso a seguir. Mas neste caso é um co-piloto que implica que se lhe dê "corda", por assim dizer. :nice: :nice:
Tenho de ver se vejo uns vídeos do assunto, pois despertou-me a curiosidade.
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Fiquei curioso com a TMax Portuguesa a porta do Riu Nere, agora sei quem era. :cool:
Também fiz a prova com um numero de dorsal um pouco acima do teu.
E sim concordo estava bem organizado e o percurso foi bastante interessante.
PS. Ainda me conseguiste apanhar numa das fotos do briefing.
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Carlos,
O mundo é mesmo muito pequeno :nice: :nice:
Por acaso ia no grupo de 8 a 10 motos que me ultrapassou na zona de Logrono na 5 Feira? :nice:
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Não, eu fiz um trajecto mais convencional por Madrid, Saragoça, Lérida.
Acabei por deixar a mota sempre no parque fechado apesar de também ter ficado no Riu Nere.
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Mais um excelente tópico. Muitos parabéns! :palmas:
Boas curvas
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Carlos, o meu regresso tambem foi por esse trajecto :nice: Se tivesse ido provavelmente teria feito escala em Andorra, mas como queria fazer os "altos pirineus" acabei por ir por Vilar Formoso :nice:
Foi pena nao termos cruzado no Riu Nere, falei com quase todos os companheiros que la ficaram :nice: fica para a proxima :nice:
Rodd :nice:
Deixo aqui mais um vídeos que emergiu nos últimos dias, é de uma habituee deste tipo de eventos (Xavi Fabregas) e apesar de ser um pouco longo retrata com muita exactidão como foi a participação no Rodi :palmas:
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Sim havemos nos de encontrar por cá ou numa destas provas.
Eu acabei por ir até Cabo de Creus e ficar uns dias a apanhar Sol na Catalunha.
Tive sorte fugi a vaga de calor na Península.
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Miguel, na descrição desta fantástica viagem e respectivo evento, mencionas também o "Rider 1000" e a "Ruta dos Penitentes".
Ponderas fazê-los também??
E se sim...com que tipo de máquina?? :feliz:
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Isaac :nice:,
Ambas as provas/passeios sao semelhantes ao Rodi e ao LaL.
A Rider 1000 é realizada na zona da Catalunha e como o nome indica sao 1000 Kms feitos por estradas de conducao selectiva identicas à do Rodi. Para os menos corajosos existem variantes de 300 e 500 Kms (rider300 e rider 500)
A Ruta é uma prova de 800 a 1000 Kms, que tambem é feito na zona dos Pirineus :nice:
Gostaria de fazer a Rider, este ano ja o tinha pensado fazer mas depois ficou em aguas de bacalhau pois os meus 2 objectivos era ir ver a corrida das 24H Le Mans e ir aos Alpes ou fazer o transpirineico :convivio:
Eventualmente este ano farei o LaL e gostaria de ir aos Alpes... tudo esta dependente da disponibilidade profissional :nice:
Em relacao a maquina... desde que tenha 2 rodas e nao seja a pedais marcha tudo (pelo menos acima de 499 cc) :nice:
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Muito bem. :nice:
Assim esta torna-se uma candidata... http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=173.msg692#msg692. ::P:
Agora a serio... :tornarseanjinho:
Seja de que forma for, tenho já mais do que provas que qualquer máquina faz muito mais do que se julga, pelo que faças a Rider 1000 com uma Vision 110i sempre a fundo, ou com uma Tracer 700 sempre a bom ritmo, não te faltarão motivos para momentos bem passados.
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Ola Vasco!
No proximo post, vou postar parte do percurso.... Foi (na minha opiniao) mesmo MUITO interessante :nice:
Aquilo que procurava era um percurso onde tivesse algumas zonas que fossem desafiantes em termos de conducao e gostaria de passar por sitios "diferentes", por aqueles caminhos em que a vista é fabulosa e que geralmente sao estradas por onde nunca passariamos na vida sem ser por uma prova destas.
Foi mesmo isso que tive... o roadbook foi muito completo, levou-nos a circular em praticamente todos os tipos de pisos e todo o tipo de estradas.
Houve pelo menos 3 sítios que terei de voltar... o primeiro era um canyon e uma montanha por volta do KM 150/200, a outra uma estrada imediatamente após o almoço, por onde andei uns 30 Kms em que a estrada era tao sinuosa que nunca consegui passar os 60 (constante curva e contra-curva) e por fim, uma estrada completamente alucinante na zona de "Ribes de Freser" que era em cimento e deveria ter a largura de 2 mts :nice: e da qual só saímos passado uns 40 Kms... passamos por sítios verdadeiramente espectaculares!!!!
para teres uma ideia:
https://www.google.pt/maps/@42.3153699,2.1916738,3a,75y,288.31h,88.52t/data=!3m6!1e1!3m4!1sMFOATLyp-7_6B-cVZQXxyw!2e0!7i13312!8i6656!6m1!1e1
Passamos por muitos outros sitios espectaculares que depois darei conta... foi absolutamente espectacular e os 700 Kms justificaram os quase 2400 chatos em AE :nice:
Em termos de organização... perfeito! não só tudo muito bem planeado como nos receberam com uma alegria muito grande...
Muitos dos Espanhóis com que falei eram "clientes" do LaL e gostam muito, porque como o LaL corre o país, eles apreciam a maior assimetria de paisagens :nice:
Em termos de clássicos, poucas scooters... apenas 3 TMaxes e no ano passado tinha ido uma Vespa que chegou ao fim... algumas moto vintage... pelos menos umas 3 Montesas Impala e algumas Bultago :nice:
Miguel, obrigado pelo post.
Visto daqui parece-me que no total são poucos kms (700) para justificar um transfere tão longo. Embora uma etapa de 700kms seja mais do que normalmente se faz no LAL, entre 400 e 550/dia, mas às vezes menos. Tenho que pensar bem, porque levando motos lentas é muito tempo até lá e depois o regresso. E a ida e volta não entusiasma. Empacotar um conjunto de motos também é contra a minha religião...
A alternativa seria ir espreitar num charuto maior...
Este fim de semana um membro das nossas equipas Lambretta foi fazer o LAL offroad (numa Super Teneré das primeiras), e também me agradaria fazer para o ano... enfim, muita coisa para tão pouco tempo livre...
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Percebo o que dizes na perspectiva de tempo de viagem acrescido :nice:, mas em termos de completar com distinção qualquer prova do género, eu nao tenho dúvidas que a Vespa o fizesse.
Mas claro que reconheço que o saberás bem melhor que eu... :convivio:
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2325533/Drew-Milne-completes-epic-10-000-mile-journey-Adelaide-London-beloved-scooter.html
Qualquer dia e com esta ideia das crossovers...não me espantaria que a Piaggio lançasse uma Vespa multi terrain, com preparações várias logo de fábrica. Pelo menos enfrentava com um pouco mais de à vontade certos trilhos. :) :nice:
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A "tal" nunca seria hipótese... pois seria um bocado como por o navio de cruzeiro (MSC Musica???) que estava ontem em frente a Sta Apolonia a subir o rio Almansor :D :D :D
As participações de "aventura" como as que o Vasco faz não me seduzem grandemente... as minhas participações nestas aventuras buscam o prazer hedonistico do puro gozo de conduzir e um pouco também o prazer masoquistico da dureza e duração da própria prova. :D
Portanto... a maquina e a sua condução terá de ser uma variável de factor "excitante", quando penso em participar numa coisa destas.
Realisticamente, a Tmax é a maquina que preciso no dia a dia e seria muito complicado de abdicar do conforto, protecao e boa dinâmica (e praticabilidade) para passar para uma moto que é sempre muito "extrema" em termos de compromisso para o dia-a-dia...
Portanto, o ideal seria ter ou alugar um brinquedo para estas andanças... alugar deixa-me um pouco fora da minha zona de conforto e para alem dos custos há que pesar a cota de Kms permitidos em alugueres de menos de 7 dias :viufantasma:
O que praticamente me deixa com o enorme dilema que é a aquisição de uma 2ª moto :???: :???: que a adquirir seria apenas temporariamente para fazer estas brincadeiras pois é dificil justificar mais brinquedos na garagem cá de casa :toma: :napodeser:
Vasco, sem duvida que as ligações são desmotivantes. Muitos companheiros de zonas mais distantes alugaram furgões e levaram 2 e 3 motos lá dentro para evitar a ida e o regresso. Mandar a moto numa palete para Barcelona também não é muito difícil. Pelos minhas contas em combustível as 2 ligações devem ter custado 150 € em gasolina, provavelmente será mais barato do que enviar a moto :ok: Levar a moto por estrada num comercial de mercadorias, so fazia sentido se a despesa de combustível fosse a dividir por 3 pois apesar de ser a gasóleo, o consumo é mais elevado.
Mas pormenores à parte, o mais importante é ir participando e divertindo... ficar parado é que não é opção :nice:
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Também sou da opinião que uma montada diferente, mais vocacionada para estas voltas, seria o ideal e cada vez mais se encontra motos polivalentes ou seja boas utilitárias (que sei que é o que necessitas e porreiras para estas aventuras (não querendo desfazer essa magnífica T-max)
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A "tal" nunca seria hipótese... pois seria um bocado como por o navio de cruzeiro (MSC Musica???) que estava ontem em frente a Sta Apolonia a subir o rio Almansor :D :D :D
As participações de "aventura" como as que o Vasco faz não me seduzem grandemente... as minhas participações nestas aventuras buscam o prazer hedonistico do puro gozo de conduzir e um pouco também o prazer masoquistico da dureza e duração da própria prova. :D
Portanto... a maquina e a sua condução terá de ser uma variável de factor "excitante", quando penso em participar numa coisa destas.
Realisticamente, a Tmax é a maquina que preciso no dia a dia e seria muito complicado de abdicar do conforto, protecao e boa dinâmica (e praticabilidade) para passar para uma moto que é sempre muito "extrema" em termos de compromisso para o dia-a-dia...
Portanto, o ideal seria ter ou alugar um brinquedo para estas andanças... alugar deixa-me um pouco fora da minha zona de conforto e para alem dos custos há que pesar a cota de Kms permitidos em alugueres de menos de 7 dias :viufantasma:
O que praticamente me deixa com o enorme dilema que é a aquisição de uma 2ª moto :???: :???: que a adquirir seria apenas temporariamente para fazer estas brincadeiras pois é dificil justificar mais brinquedos na garagem cá de casa :toma: :napodeser:
Vasco, sem duvida que as ligações são desmotivantes. Muitos companheiros de zonas mais distantes alugaram furgões e levaram 2 e 3 motos lá dentro para evitar a ida e o regresso. Mandar a moto numa palete para Barcelona também não é muito difícil. Pelos minhas contas em combustível as 2 ligações devem ter custado 150 € em gasolina, provavelmente será mais barato do que enviar a moto :ok: Levar a moto por estrada num comercial de mercadorias, so fazia sentido se a despesa de combustível fosse a dividir por 3 pois apesar de ser a gasóleo, o consumo é mais elevado.
Mas pormenores à parte, o mais importante é ir participando e divertindo... ficar parado é que não é opção :nice:
Miguel,
Sim, esse dilema é recorrente. Comprar ou não comprar, alugar, ou one bike to do it all.
Ontem acabou o LAL offroad e ao que parece a Super Teneré veio de lá triturada. Parece que é muito duro fisicamente, e demolidor para o material, em especial a 1ª etapa. A juntar às quedas, que são naturais numa prova deste tipo. O ideal é uma enduro 250 ou 400, ou então (mais barato) uma faz tudo ao estilo NX400.
Percebo o raciocínio do desafio da condução, de uma moto que nos imponha respeito e possa morder o dono. Porém, acho que também é um desafio muito compensador guiar bem motos muito limitadas em andamento, e aproveitar tudo o que elas têm para dar, sem desperdícios. A mim, dá-me uma satisfação e gozo enormes, mas ainda bem que não somos todos iguais. :convivio: Muita gente não imagina a adrenalina e desafio que pode representar descer um troço a 115kms/h numa LML em cima de rodas 10´. ... Mal comparado, é como descer de skate a 50... A velocidade é sempre relativa...
abr
vasco
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Percebo o que dizes na perspectiva de tempo de viagem acrescido :nice:, mas em termos de completar com distinção qualquer prova do género, eu nao tenho dúvidas que a Vespa o fizesse.
Mas claro que reconheço que o saberás bem melhor que eu... :convivio:
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2325533/Drew-Milne-completes-epic-10-000-mile-journey-Adelaide-London-beloved-scooter.html
Qualquer dia e com esta ideia das crossovers...não me espantaria que a Piaggio lançasse uma Vespa multi terrain, com preparações várias logo de fábrica. Pelo menos enfrentava com um pouco mais de à vontade certos trilhos. :) :nice:
A vantagem da Vespa (no caso da PX) é mesmo a sua extrema simplicidade. Uma PX200 como essa do artigo é uma ferramenta estupidamente competente para uma viagem daquelas. Não é por acaso que tanta gente as usa para voltas ao mundo. Reparam-se em qualquer lado, toda a gente mexe nelas, são leves e económicas, os pneus são iguais à frente e atrás, etc, etc...
O único problema é o tempo e o desconforto por comparação com motos talhadas para a tarefa. Porém, viajar assim possibilita outras sensações e o tempo, nestas viagens, é um factor secundário, são meses / anos a viajar.
Não vejo que a Piaggio vá criar uma versão específica para TT, por uma razão simples: quase ninguém a compraria. Aliás, a PX vai acabar (outra vez) em 2016.
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Entendo-te perfeitamente... quem nunca guiou um carro que anda pouco a fundo nao merece andar com um que ande muito :D :D
Ainda faz parte do meu dia-a-dia essas aventuras, de vez em quando toca-me umas viagens com uma Iveco Daily que :D ... bem a actual já é TD e ate tem AC, mas ha uns anos era uma uma ainda atmosférica que tinha a estonteante velocidade máxima de 110 ou 115 KmH... e as emocionantes viagens que eu fazia naquilo :lolol: :lolol:
O objectivo não é bem ter uma maquina desportiva pura que te possa "dar a dentada", é mais fazer o percurso numa perspectiva "grand turismo", em que podes ir depressa mas em seguranca e conforto... mas a ideia é ter sempre alguma reserva de potencia no punho para dar aquela "gasada" quando da vontade ::P:
Uma coisa que tinha saudades e que senti no Rodi, foi aquele "buzz" de sentir o "raceday"... foram muitos anos passados em corridas de karts, velocidade, ralis, track days... sentia a falta daquela adrenalina. Bem, estes eventos nao sao de velocidade pura... mas felizmente tambem nao sao de ir a pisar ovos... velho, mas nao tanto!!!!! :D :D
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Entendo-te perfeitamente... quem nunca guiou um carro que anda pouco a fundo nao merece andar com um que ande muito :D :D
100% de acordo. Até porque é uma grande escola.
Sou adepto da velha máxima, se tem rodas e um motor, tem de servir para correr.
Uma coisa que tinha saudades e que senti no Rodi, foi aquele "buzz" de sentir o "raceday"... foram muitos anos passados em corridas de karts, velocidade, ralis, track days... sentia a falta daquela adrenalina. Bem, estes eventos nao sao de velocidade pura... mas felizmente tambem nao sao de ir a pisar ovos... velho, mas nao tanto!!!!! :D :D
Sim, é a brincar mas quando se sobe o palanque até parece que é mais a sério... e queremos fazer bem...
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Deixo-vos o primeiro video do Rodi...
Deve ter sido filmada perto do Km 280, esta deve ter sido a estrada mais rapida que tinha aparecido nos ultimos 210 Kms e era tambem a unica que tinha 2 faixas pelo que apesar da sinuosidade era altura para "despachar algum servico" :nice:
Infelizmente, a T com os seus parcos CCs nao era rival para algumas BMWs e KTMs que nao so me ultrapassaram como me deixaram com a impressao de "estar parado" :D :D
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É estonteante ver este vídeo. Muito bom e espectáculo que este Companheiro já nos habituou.
João :scooter: :scooter:
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Mais um belo vídeo



Ao ver isto dá logo uns calores e umas vontades de fazer o mesmo....
Venham mais
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Sempre a curtir
:festa:
Ainda queres mais cavalos ? Serio ? Isso e' um aviao !
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Parte 1: 335 kms
(http://s10.postimg.org/gndj5i0rt/parte_I.jpg)
Estar aqui a descrever o dia e o percurso que fiz apenas com palavras não faria grande sentido e como ja perceberam nao ia ter muito tempo para fazer fotos pois saia as 8:09 da manha e tinha 725 muito selectivos e de média baixa pela frente e nao queria chegar muito tarde. Optei assim, por usar algumas fotos do google earth para ilustrar melhor o topico e para tambem nao o tornar maçudo e longo na leitura... afinal, uma imagem vale por 1000 palavras
Pelas 7:50 ja estava “preparadissimo” para a saida... as motos tinham sido estacionadas pela ordem do número da dorsal e isso facilitou muito a organização da fila para a saída. Antes da bandeira, o fotógrafo do evento batia uma chapa, depois havia que alinhar 3 lado a lado para a cada 30 segundo ser levantada a bandeira... estava na altura de olhar para o roadbook para ver as indicacoes, e na primeira casa mandava-nos sair do estacionamento e virar em direcao à rua principal, acrescentado laconicamente que faltavam 12H55 de percurso!
(http://s9.postimg.org/yv11g5327/IMG_8719.jpg)
Vielha é o ponto de encontro de 3 estradas: A que vem de Bossost (fronteira com Franca) a que vai para La Seu de Urgell que em quase todas as edições do Rodi é o caminho de chegada e a N-230 que vai em direção a Lerida que eu não conhecia mas cujos primeiros 70 Kms eram o início do passeio. Apesar de ser uma estrada nacional alterna em zonas rolantes com zonas muito sinuosas e estreitas, sobretudo em zonas em que ha alguns embalses. Logo apos Vielha passa-se por um túnel que deve ter seguramente uns bons 10 Kms.
(http://s17.postimg.org/ggli2smrz/Screenshot_1.jpg)
(http://s17.postimg.org/m61qn3sy7/Screenshot_2.jpg)
(http://s17.postimg.org/y972ao40f/Screenshot_3.jpg)
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Ao Km75, estava na altura de largar o conforto da EN e apanhar a C-1311 em direção a Tremp e que passava pelo “coll de montllobar” e que 25 Kms depois nos deixava no primeiro controlo no “Castell de Mur” de onde se tinha uma vista espectacular. Aqui houve algumas dificuldades pois tínhamos de dar a volta ao castelo e o piso era em cascalho e a K1600 quase tombou numa curva.
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Estava na altura de colocar o trip a 0 e seguir viagem pela LV9124 > L 913 > C1412B > LV 5118 ate ao 2º controle em Aguilar de Bassella. Em algumas zona a estrada estava um bocado suja, noutras faltavam 10 ou 20 metros de alcatrao... a malta das GS erguia-se nas peseiras e passava a fundo, os companheiros restantes abrandavam e passavam a passo de caracol
(http://s12.postimg.org/bgoqbrnhp/Screenshot_1.jpg)
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No 2 controle, para alem da picadela era oferecido uma sandes que depois de 200 Kms era mais do que merecida.
(http://s22.postimg.org/5qoz1ye4h/IMG_8731.jpg)
A seccao seguinte levavamos nos primeiros Kms pela nacional C-26, mas depois apontava Cambrills pela estreita e sinuosa LV4011 / L401 e posteriormente pela LV4241 de que postei o video acima.
Em Cambrills tive de tomar a decisão de abastecer... ja nao deveria ter gasolina para chegar aos proximo posto de abastecimento que era a 40 Kms e para meu desespero quase toda a gente decidiu parar para abastecer pelo que quando parei deveria ter umas 50 motos à minha frente... perdi aqui cerca de 30 minutos... para a próxima se calhar mais vale abastecer um pouco antes desta quilometragem pois 250/300 kms é a autonomia da maioria das motos
(http://s22.postimg.org/770hk3h1d/IMG_8734.jpg)
(http://s22.postimg.org/o8tbm6vwh/IMG_8735.jpg)
2 KTMs inglesas que andavam “perdidas” pelas curvas
(http://s22.postimg.org/lsri8cdtt/Screenshot_1.jpg)
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(http://s22.postimg.org/6zcunl62p/Screenshot_8.jpg)
(http://s22.postimg.org/w6nqnu96p/Screenshot_9.jpg)
Apos abastecer, foi rodar punho para tentar recuperar os 30 minutos, felizmente que nesta seccao as estradas eram muito sinuosas com com piso quase perfeito para a Tmax. A passagem pela belissima L401 mal deu para apreciar a paisagem e depois na ja mais larga LV-4241 foi rodar punho nas rectas e esfregar o descanso nas curvas.
O CP3 coincidia com o ponto onde nos era oferecido o almoço... após o controlo havia um estacionamento onde deixavamos a moto e o almoço era num restaurante ao lado. Apesar da dificuldade em dar comida a tanta gente e da distribuição da comida ser feita quase de forma militar e directamente do tacho, o repasto não estava mal...
Apos o Almoco tínhamos uma pequena ligação de 10 kms até ao posto de abastecimento da Petro Miralles, um dos patrocinadores do Rodi, onde era oferecido o café e picavamos mais uma vez (CP4).
A seccao seguinte leva-nos pela B-402 em direção a Ripoll. Esta foi uma das minhas parte preferidas pois a forma de melhor a descrever é que é um teste de tortura para os travoes e os pneus... quase nao ha rectas e quase na totalidade do tempo vamos tombado. Ao fim de uns tempos talvez tenha sentido falta de umas rectas para descansar ou entao de poder levar a agulha do conta kilometros acima dos 60 ou 70 KmH...
(http://s21.postimg.org/uwrt1sss7/Screenshot_10.jpg)
(http://s21.postimg.org/pmmuai8jb/Screenshot_11.jpg)
Os ultimos 10 kms dos 50 desta seccao eram feitos pela pela C260 e deixam-nos em Ribes de Freser para mais uma picadela (CP5).
Quem ja estivesse cansado ou nao quisesse fazer a parte Francesa do Rodi, podia seguir pela N260 até Vielha (3H00 de caminho)... quem quisesse continuar tinha pelo menos mais 7H de aventura pela frente
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Boas, parabens por este trabalho, estou a acompanhar , apesar de não ter comentado nada ainda, excelentes fotos e paisagens e máquinas como as KTM e as BMW .
:bandeiraportugal:
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Miguel,
Excelente, obrigado pelo trabalho, ver assim é óptimo e a ideia das fotos via Googlemaps também.
:tirarchapeu:
Esse RB é bastante básico, o do LAL é bastante mais completo e detalhado, mais adequado para gozar a viagem e conhecer um pouco do que as regiões têm para oferecer...
:)
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Parte II
(https://s14.postimg.org/iyzw4vhch/parte_II.jpg)
(mapa apenas até Puigcerda)
A 2 parte tinha menos controlos, e era composta de 4 partes distintas:
Ribes de Freser - Campodron
Provavelmente o mais odiado-amado troco do Rodi. Apos o controlo subimos uma serra por uma estrada municipal que apos 2 ou 3 Kms nos deixou em Bruguera.
As intrucoes do RB eram claras, tínhamos de seguir a indicao “coll de jou”, so que a estrada que nos ia lá levar não era muito óbvia pois era uma estrada improvisada com blocos de cimento de 2x2. So saimos dela passado 50 kms... para fazer jus à lei de moore, começou a chover e a temperatura baixou dos 30 para os 15 graus.
Como era apenas “uma nuvem” nem parei para vestir o impermeável (big mistake!) e segui com cuidados redobrados devido ao tipo de piso. Apesar de tudo, a estrada mostrou ter algum carisma pois levou-nos por algumas paisagens fantásticas e a par com estrada que me troxe até Ribes é um dos sitios onde gostaria de voltar.
Uma particularidade divertida foi o facto de durante alguns kms, teremos a estrada delimitada por barreiras electrificadas e os passos canadienses serem eles também electrificados... nada como um choque eléctrico para motivar um gajo a não cair!
https://s21.postimg.org/yo3zxs8wn/Screenshot_12.jpg
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Campodron - Amelie les Bains- Palalda
De Campodron até à fronteira a estrada é uma nacional com muitas curvas, ainda estávamos na ressaca da chuvada pelo que não arrisquei muito.
A partir da entrada em Franca - D115 (col des ares) nao só o piso ficou seco como a temperatura subiu bastante o que permitiu regressar ao modo de ataque. Felizmente as estradas eram largas e permitiam ultrapassagens e eu comecei a “aviar” tudo o que aparecia, pois já calculava que o percurso mais a frente voltasse a ficar mais complicado. A D115 é outra estrada que é um mimo para a Tmax pois o alcatrao nao só é liso como tem um grip fantastico... e as curvas, mon Dieu... les viroles!!!!
(https://s17.postimg.org/f29qu97u7/Screenshot_24.jpg)
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Montoblo - Vinça
Esta seccao era composta por duas partes semelhantes, uma inicial onde subíamos e descíamos varias serras, sempre bem “embrulhados” em vegetação densa e uma segunda onde seguíamos uma ravina durante umas boas dezenas de kms. Ambas as partes eram tortuosas para a mecânica (e para o corpo) e tinham muita condução. Na primeira ainda estava em “race mode” e tive a sorte de apanhar poucos companheiros pois as ultrapassagens eram complicadas.
A partir do meio da segunda ja foi mais complicado, era tao encandeada que formou-se uma longa fila de mais de 50 motos e seguia tudo em fila indiana. Esta parte era ainda mais complexa em termos de conducao e devido a falta de vegetacao a temperatura subiu para perto dos 40 graus.
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Vinça - Vielha
Regresso às nacionais... a partir deste momento voltou tudo a ser mais rolante... bem, nao tanto como estão a pensar e como eu gostaria! São nacionais mas cheias de curvas e a não permitirem grandes médias horárias. Seguimos a N116 até a fronteira, passando por Mont Louis (mesmo ao lado de Font Romeu, lembram-se?).
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Após a fronteira, tínhamos um último controlo em Puigcerda e a partir daí so precisariamos de parar em Vielha seguindo a N260.
Ao chegar à fronteira regressou a chuva e como ja estava a ficar escuro, parei para meter o fato de chuva. Após o último controlo ja nao parei mais pois cada vez ficava mais escuro e o cansaço de tantos kilometros e tantas horas ao volante já se faziam sentir... o RB brindava-no com uma pérola: “que pena... ja so faltam 200 Kms”
A estrada de Seu D´Urgell para Vielha ja era conhecida e aproveitei para atacar assim que parou de chover... e à medida que sentia que estava mais próximo, maior era a minha determinação em perder tempo.
Mas ainda faltava um último teste... o Col de la Bonaigua. Para o passar, temos umas longas rectas com subida com inclinação média de 7 e 8%, até que no fim do vale aparece “a parede”. Cheguei la precisamente no momento em o sol se estava a pôr, não era mesmo a altura do dia ideal para escalar até aos 2000 metros e fazer uma estrada que parece um prato de esparguete.
A subida, apesar de ter sido feita de punho trancado e a tratar a Tmax como se fosse uma scooter-super-motard, demorou uma eternidade devido à falta de cavalos e à quantidade absurda de curvas que se tem de abordar a velocidade de “passo”, mas finalmente lá avistei a estação de ski que fica no topo da serra. A subida tinha consumido a minha última energia e os poucos graus que se faziam sentir lá em cima deixaram-me desconfortável pois o blusão de verão estava sem forro e a capa já não me iam dar a oportunidade de voltar a aquecer. Parar para mudar para roupa mais quente estava completamente fora de hipoteses.
O meu pensamento ja era so largar a TMax e ir jantar, mas ainda faltava descer a serra...
Esta motivação fez-me perder alguma réstia de pudor na condução e forcei o acelerador da Tmax para velocidades de Autobahn, Eu queria era chegar... e comer!
Ainda devem ser uns 10Kms até Barquera, uma descida quase a pique, com longas rectas (de kms) ligadas por ganchos de 180 graus. Com os fabulosos Leds da Tmax a iluminar a noite escura, cada uma das travagens foi de cortar a respiração, com o ponteiro do conta kilometros a ter que recuar desde o fundo do lado direito até ao fundo do lado esquerdo.
Assim que comecei a ver as luzes de Barquera ja dei por mim a pensar no que seria o jantar que naquela noite era oferecido pela organização... tudo o que fosse menos do que um entrecote (um daqueles bifes de 2 andares) era pouco, não, era mais do que pouco... era insuficiente!
A minha vontade era mesmo ir jantar a um churrasco Brasileiro... enquanto passava Salardo e Arties imaginava-me a ir jantar ao meu restaurante de rodízio preferido (o Palace)... nem era preciso entregar a Tmax ao valet!!!
Finalmente Vielha... finalmente no parque que me tinha visto sair há 13 horas e 725 Kms atras, e finalmente podia passar do estado de alucinação pela falta de comida e pelo frio para o de delírio pelo completar o desafio . Sou encaminhado para o palanque dentro da tenda onde um speaker me fez uma pequena entrevista e me deu os parabéns.
Estacionei a T, recolhi o diploma de participação na prova e voltei a tenda onde (como o RB dizia) cheirava a “olla aranesa”... meti-me logo na fila, os “segundos” era “carne assada” o que em Portugues é “grelhada mista” que era servida num prato gigante de aluminio... entrei logo na “cara de pau” para a espanhola que me servia: “es para 2... mi amigo se quedou em la tabla”
(https://s14.postimg.org/qr485ru7l/IMG_8754.jpg)
tudo comido... com mais gosto do que um jantar no Bairro do Avilez :lolol:
O ecra gigante por detrás do palanque mostrava o mapa do percurso com as geo-localizações de todos os participantes, e havia motos até bem dentro da parte Francesa do percurso... nem imagino a que horas iam chegar!
(https://s14.postimg.org/w196x2egh/IMG_8743.jpg)
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Dia 4 - Vielha > VFX
Acordei cedo e dei uma pequena por Vielha e dei um salto a Bossost para acabar com o pouco que ainda restava dos Dunlop e do descanso central no Eth Portilhon.
No regresso, atestei a TMax e montei o GPS, iniciando a longa viagem até Lisboa. Até Huesca a estrada ainda tem pontos divertidos e cruzei-me com inúmeros companheiros... de uma vez, apanhei em sentido contrário umas 150 ou 200 motos ainda a 2T que traziam atrás do pelotão uns 5 ou 6 carros com reboques.
A Partir de Saragoca, é sempre autovia gratuita até à Fronteira, e em Portugal segui pela N4 para evitar portagens, por volta das 22H00 estava de regresso a casa. Foram 1200 directos e na totalidade dos 4 dias cerca de 3500.
Poderia elaborar um último parágrafo com uma conclusão sobre esta aventura, mas isso seria um pleonasmo de tudo o que já escrevi, e assim termino apenas dizendo que para o ano lá estarei de novo!
(https://s15.postimg.org/taela7dqz/IMG_8792.jpg)
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Parabéns e obrigado por estes fantásticos relatos que nos trazes... :palmas: :palmas:
Grande Miguel, dá gosto em ler o que aqui deixas para a posteridade. :nice: :convivio:
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Deixo também os meus sinceros agradecimentos ao Miguel, pois não é todos os dias que podemos deliciar os nossos olhos, com fotos e escrita desta qualidade. :palmas: :palmas: :palmas:
João :scooter: :scooter:
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Muito bom :nice:
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Tmaxer, só agora vi este post.
Se calhar, para o ano tens companhia...
Entretanto, se alguém pretender experimentar um primeiro contacto de rotas parecidas com road-book, é fazer uns moto-ralies em Portugal.
Este ano já acabaram, mas assim que sair o calendário 2017, coloco aqui.
Miguel Ribes de Freser é a tal estrada que te falava que vinha de La Molina e passa por Vale de Nuria.
Um abraço,
JpC