Autor Tópico: Relatório de um grupo de discussão para salvar a indústria do motociclismo (EUA)  (Lida 7841 vezes)

Dezembro 19, 2017, 15:32:42, 15:32
Lida 7841 vezes

Tiago Parracho

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Estive a ler o resumo sobre um relatório elaborado por um grupo de discussão reunido nos EUA, onde o principal tema de discussão se centrou sobre como salvar a indústria do motociclismo (pelo menos na realidade americana, onde apresenta uma tendência de declínio nas vendas já há alguns anos).

Há uma série de temas interessantes abordados por este grupo, e os quais vejo de certa forma também refletidos na nossa realidade cá na Europa em geral e em Portugal em particular.

Como por exemplo:
- o desinteresse (proporcionalmente maior) das gerações mais novas face ao motociclismo em geral, quando comparado com gerações mais velhas

Quem quiser ler o resumo do relatório pode fazê-lo aqui: https://rideapart.com/articles/save-motorcycling-5-easy-steps (inclui link para o relatório completo)

Dezembro 19, 2017, 15:44:02, 15:44
Responder #1

dfelix

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A industria nos EUA onde predominou as vendas da HD teve uma fase de bolha que culiminou com a machadada da crise de 2007.
Mas depois disso manteve-se relativamente estável.

Não sei se os 5 passos indicados serão solução para alguma coisa.

Acredito que se possa tomar muitas "medidas rápidas" para ir estimulado no mercado.
Um pouco como foi a lei das 125 na UE... mas que seria totalmente desnecessária no mercado americano.

A saúde do mercado nos próximos anos vai depender muito dos países emergentes.
Depois disso... será uma incógnita.

Pessoalmente, acho que a revitalização do mercado passará por tornar o motociclismo novamente "fixe" para as gerações mais novas.
Só que isso tem riscos!
Para todos os que tal como eu se consideram "sobreviventes à década de 90", colocar uma moto nas mão dos filhos será sempre um problema.

Dezembro 19, 2017, 20:07:32, 20:07
Responder #2

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"1 Improving the desirability of motorcycles
2 Ensuring motorcycles are not forgotten amid the autonomous car boom
3 Increasing female ridership
4 The importance of self promotion
5 Improving the dealership experience
"


Acredito que seja mesmo a possibilidade colocada em 2...uma das maiores responsáveis no futuro.

Vão procurar-se cada vez mais máquinas que façam tudo por elas...inclusivamente criando a sensação de que condizir/guiar é coisa do passado.

Há-de chegar esse dia... :-X

Mas antes desse tempo chegar ainda se irão criar soluções temporárias. Acredito nisso.  :)
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Dezembro 19, 2017, 20:24:57, 20:24
Responder #3

Africandruglord

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Isso na América é normal.

São demasiado estúpidos para permitir filtering na maior parte dos estados, logo ter mota ou não ter dá no mesmo em relação a trânsito.

Depois são os seguros, que lá são caríssimos.


Não tem propriamente a ver com desinteresse das massas.

Dezembro 19, 2017, 21:38:33, 21:38
Responder #4

TMXR

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"1 Improving the desirability of motorcycles
2 Ensuring motorcycles are not forgotten amid the autonomous car boom
3 Increasing female ridership
4 The importance of self promotion
5 Improving the dealership experience
"


Acredito que seja mesmo a possibilidade colocada em 2...uma das maiores responsáveis no futuro.

Vão procurar-se cada vez mais máquinas que façam tudo por elas...inclusivamente criando a sensação de que condizir/guiar é coisa do passado.

Há-de chegar esse dia... :-X

Mas antes desse tempo chegar ainda se irão criar soluções temporárias. Acredito nisso.  :)


A curto e medio prazo é fundamental para a industria  :nice:


A longo prazo as 2 rodas estao condenadas, assim como a condução individual.


Deixarao de haver carros e marcas como as conhecemos e o que passara a haver serao "unidades" que corresponderão a standards impostos por quem será dono da rede viária (google, amazon, uber, hyperloop one???)


Penso que também deixará de haver a "propriedade" de um veiculo... serás taxado no final da viagem segundo criterios de percurso - tempo - comodidades usadas, etc. A maioria das "unidades" pertencera as Ubers e Lyfts do futuro


Apenas as pessoas com posses poderao ter "carros" conforme os conhecemos hoje e conduzi-los apenas em sítios específicos que serao propriedade privada   :nice:
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Dezembro 19, 2017, 21:50:04, 21:50
Responder #5

pedroareias

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Já tinha escrito sobre as consequências da condução autónoma. É impraticável nas 2 rodas e a legislação acompanhante estará talvez a duas décadas de distância.

Penso que incluirá (a legislação) o fim das duas rodas.

Já se nota o aroma a enxofre.
« Última modificação: Dezembro 19, 2017, 22:06:08, 22:06 por pedroareias »

Dezembro 19, 2017, 22:06:56, 22:06
Responder #6

Luis Salgueiro

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Há aqui um aspecto em que 'a bota não bate com a perdigota' .
Vocês prevêem o fim das motas, mas a tendência actual na maior parte das grandes cidades é a expansão da utilização das motas/scooters relativamente aos carros  :pensador:.
Eu acho que acabará primeiro a propriedade individual de um carro que de uma mota.  O uso pessoal de um carro é algo que irá ser primeiramente afectado , só depois isso acontecerá com as motas e mesmo assim ( certamente de forma mais diminuta) ... irá sempre haver esse mercado como algo 'nice to have' (tal como os barcos). 

Dezembro 19, 2017, 22:28:18, 22:28
Responder #7

pedroareias

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A condução autónoma, quando atingir uma fiabilidade superior à dos humanos, vai fazer disparar os seguros dos proprietários de veículos convencionais.

Mais tarde ou mais cedo, os custos, os riscos e o número de tarefas requeridas (agora são os casacos, antes foram os capacetes, etc) para conduzir uma moto vão fazer cair as vendas com a legislação a acompanhar.

Já foi discutida a proibição de motos, cf. http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/1579372/Ban-motorcycles-safety-expert-says.html.
 :'(

Há aqui um aspecto em que 'a bota não bate com a perdigota' .
Vocês prevêem o fim das motas, mas a tendência actual na maior parte das grandes cidades é a expansão da utilização das motas/scooters relativamente aos carros  :pensador:.
Eu acho que acabará primeiro a propriedade individual de um carro que de uma mota.  O uso pessoal de um carro é algo que irá ser primeiramente afectado , só depois isso acontecerá com as motas e mesmo assim ( certamente de forma mais diminuta) ... irá sempre haver esse mercado como algo 'nice to have' (tal como os barcos).

Dezembro 19, 2017, 22:34:08, 22:34
Responder #8

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...

A condução autónoma, quando atingir uma fiabilidade superior à dos humanos, vai fazer disparar os seguros dos proprietários de veículos convencionais.
(....)


Para espanto de muitos....

....essa capacidade para ser melhor do que os humanos vai surgir mais cedo do que se pensa.
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Dezembro 20, 2017, 00:54:16, 00:54
Responder #9

dfelix

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Eu acho que acabará primeiro a propriedade individual de um carro que de uma mota.

Isso do "acabar" parece-me muito forte.
Acredito que parte considerável do mercado pode passar a ser à base de "sharing" como já começa a surgir com as ecooltra e drivenow.
Mas muita gente continuará a depender do transporte pessoal seja para viver ou trabalhar.

A condução autónoma, quando atingir uma fiabilidade superior à dos humanos, vai fazer disparar os seguros dos proprietários de veículos convencionais.

O negócio dos seguros é extremamente lucrativo mas depende dum elevado número de clientes pagadores para manter a sustentabilidade.
Disparar os valores só porque sim pode não ser de todo a melhor estratégia.
Ainda por mais num contexto em que haverá menor probabilidade de acidentes.

....essa capacidade para ser melhor do que os humanos vai surgir mais cedo do que se pensa.

Sim, e não faltam já protótipos e até mesmo oferta bastante dotada.
Porém, acredito que durante muito tempo a opção seja servida como "ajuda" não como um substituto.


Dezembro 20, 2017, 01:08:34, 01:08
Responder #10

jmartins13

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Pessoalmente, acho que a revitalização do mercado passará por tornar o motociclismo novamente "fixe" para as gerações mais novas.
Só que isso tem riscos!
Para todos os que tal como eu se consideram "sobreviventes à década de 90", colocar uma moto nas mão dos filhos será sempre um problema.

A quem o dizes, eu tive 3 rapazes, e um deles já a entrar nos treze, está a ficar "apanhadinho".
Mas também estas gerações ficam fãs de tudo de um momento para o outro e de repente, também deixam de o ser. Não querem compromissos, querem experimentar e partem para outra.

Na tendência actual do "sharing" de veículos que se assiste, e que tem vindo a pegar bem a nossa realidade, é inevitável...sendo-lhes possível, descarregam a aplicação, registam-se, montam e seguem caminho, um dia uma scooter, outro dia uma bicicleta, noutro um carro ou o que fôr, guiado ou não.

Já se nota um interesse diferente sobre as motos, falo por mim, fiquei infectado pelo vírus aos 11 anos e hoje com 40, ainda dura. A minha mulher às vezes pergunta, como é que eu ainda gosto disso, de andar de moto, que teve um tempo, que acha agora estranho. E é verdade, 95% das pessoas que tiveram as primeiras motos nos anos 80/90, já não têem, já venderam, ainda gostam, um dia vão comprar outra vez....mas isso não passa disso, vontades. Olha eu cá ando e se de tempo a tempo não andar na burra, a vida é encarada de outra forma, gosto disso, preciso disso!

A malta mais nova, é diferente, não há tanto compromisso. Mas vejo que a entrada no mundo das motos pelas 125cc com carta de carro e pela praticabilidade das desclocações citadinas, também introduziu de novo muitos fãs no mundo das motos. Se nós nos anos 90 começamos por ser "fixe" e com muita asneira à mistura, este últimos começaram por necessidade, com uma condução consciente e depois vão evoluindo e entrando no mundo das motos, mas sempre de uma forma mais consciente, até porque, a maior parte obvio não começa coma pica dos 16 anos, mas até muitos com a crise de meia idade.

Dezembro 20, 2017, 01:27:07, 01:27
Responder #11

pedroareias

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Os valores dos prémios dos seguros são função dos riscos. Se um condutor humano é menos fiável do que o piloto automático, o proprietário vai pagar mais. Como as motos terão dificuldade em possuir um piloto automático, os seguros serão mais caros. Vocês são cansativos, parecem crianças.

Dezembro 20, 2017, 11:27:44, 11:27
Responder #12

TMXR

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A prioridade das novas geracoes é o telemovel... podem ir a todo lado e interagir com todos os seus amigos pelo ecra de 5 polegadas e ja nao precisam de sair para as necessidades basicas como compras do supermercado, pois as lojas vem entregar a casa.


Durante anos, as elites tem vindo a semear anti-corpos ao carro, desde ir incutindo responsabilidade ambiental ate as accoes deliberadas como a limitação ou eliminacao de estacionamento e circulação, diminuição do numero de faixas, etc etc.


Neste momento vivemos uma grande corrida por parte de alguns gigantes para oferecem um veiculo que seja totalmente autónomo.

Parte da população vai-se render a ele, pois há quem nao goste ou faca questão de conduzir pois para aqueles percursos diários chatos muitas pessoas irao abdicar alegremente de conduzir pois podem ir a fazer outras actividades durante o tempo da viagem

Ao mesmo tempo surgira um período de habituação e criação de regras, legislacao, jurisprudencia, etc para este nova forma de transporte


à medida que os carros autonomos forem-se tornando mais massificados creio que os fabricantes tomarao um passo inevitavel: a eliminação dos controlos pois o unico interface que vai ser necessário será o de entrada de destino.

A oferta de modelos, motorizacoes diminuirá pelos motivos obvios de estarmos no final da era do petróleo e na eléctrica creio que a disputa tecnológica e a corrida pela potencia que marcou a nossa "fase" de compradores terminara pois a forma de criar diferenciação será entre os valores de "autonomia" e o conforto a bordo (tv, frigorifico, cadeira de massagem, etc...)
 

Mais ou menos ao mesmo tempo, comecarao os problemas de convivência entre carros autónomos os conduzidos por pessoas.  Penso que é óbvio que o cerebro humano sera sempre melhor e mais rápido a analisar situacoes e a tomar decisoes, mas como sabemos... erramos: quando tivermos 20 ou 30% de carros autonomos e verificarmos que os 99% acidentes acontecem nos veículos que sao conduzidos por humanos, nao haverá forma de argumentar contra.


Sera inevitável que estas situacoes nao sejam exploradas pelos lobbistas para empurrarem a agenda do "full-autonomo". E aqui há que lembrar que vamos estar a lidar contra os maiores gigantes do mundo: Amazon, Google, Uber, etc que tem a capacidade de fazer ser aprovadas as leis que quiserem e lhes bem interessar

A classe politica ja ira estar a braços com um problema: a queda de receitas dos produtos petrolíferos que quer se queira ou nao, sao responsáveis pelo sustente da nossa economia, estados sociais, etc etc... o dinheiro do petroleo é a cola que mantém neste momento a nossa sociedade unida.

No meio desta crise, creio que para alem da forma de taxacao passe a ser feita em funcao dos kms que percorremos, a infraestrutura rodoviária seja alienada ou concessionada a terceiros (possivelmente aos gigantes que falei atras) pois o estado deixara de ter receitas para a manter.


E ao chegar a esta fase creio que já teremos num período de 5 ou 10 anos em que teremos um prazo para o fim da condução individual.  :pcbloqueado: :pcbloqueado: :pcbloqueado:



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Dezembro 20, 2017, 11:56:08, 11:56
Responder #13

dfelix

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Os valores dos prémios dos seguros são função dos riscos. Se um condutor humano é menos fiável do que o piloto automático, o proprietário vai pagar mais. Como as motos terão dificuldade em possuir um piloto automático, os seguros serão mais caros. Vocês são cansativos, parecem crianças.

Teoricamente faz todo o sentido.
Na prática... só o futuro poderá nos dar respostas válidas.

A realidade é que ao longo das últimas duas décadas alguns sistemas de segurança tornaram-se obrigatórios. E mais recentemente popularizaram-se vários sistemas de ajuda.
E ainda assim nunca se observou qualquer influência da tecnologia no valor do prémio do seguro.

Tal como as motos apesar de associadas a um maior risco... não deixam por isso de ter prémios relativamente mais baixos.
Pago por 3 motos menos do que pagava por um banal automóvel utilitário.

Quando se popularizarem estes veículos autónomos, o mais provável é o utilizador passar a ter um papel de condutor passivo supostamente responsável pelo controle do automatismo.
Espero estar cá para ver.

Até lá... o negócio das seguradoras parece mais interessado que criar forma de monitorizar a tua condução.
(Pelo menos é essa a orientação de alguns projectos em que tenho participado dentro deste mercado)

Dezembro 20, 2017, 13:19:07, 13:19
Responder #14

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Parece-me que haverá aqui p'lo meio um "negócio" que poderá muito bem ter os dias (anos) contados...

...as Escolas de Condução!  8)

Se houver, de forma massiva, uma vontade materializada em compras de veículos de condução autónoma daqui por...imaginemos 8-10 anos, este "negócio" das Escolas de Condução é bem capaz de passar um mau bocado.  :pensador:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dezembro 20, 2017, 14:27:15, 14:27
Responder #15

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Parece-me que haverá aqui p'lo meio um "negócio" que poderá muito bem ter os dias (anos) contados...

...as Escolas de Condução!  8)

Se houver, de forma massiva, uma vontade materializada em compras de veículos de condução autónoma daqui por...imaginemos 8-10 anos, este "negócio" das Escolas de Condução é bem capaz de passar um mau bocado.  :pensador:


Escolas de conducao, revistas de automoveis, concessionarios, oficinas de manutencao, etc...


A partir do momento em que as grandes frotas dominarem o mercado, vao necessitar anualmente de um numero muito grande de "modulos" (nem lhes vou chamar carros) e vao-se limitar a lancar um leilao sobre um caderno de encargos... vamos supor: um numero de unidades, com X metros de tamanho, com Y de potencia, com peso a rondar Z, com valores de aceleracao de W e um valor R de autonomia. Os veiculos passarao a usar a marca da frota: Uber, Lyft, Amazon... UPS, TNT, FEDEX, etc etc  :nice:

Os contrutores que conseguirem "descer para baixo"  ;) vao-se manter, os que nao conseguirem vao desaparecer  :nice:
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Dezembro 20, 2017, 15:17:57, 15:17
Responder #16

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(...) nunca se observou qualquer influência da tecnologia no valor do prémio do seguro.

Tal como as motos apesar de associadas a um maior risco... não deixam por isso de ter prémios relativamente mais baixos.
Pago por 3 motos menos do que pagava por um banal automóvel utilitário.

Quando se popularizarem estes veículos autónomos, o mais provável é o utilizador passar a ter um papel de condutor passivo supostamente responsável pelo controle do automatismo.
Espero estar cá para ver.

Até lá... o negócio das seguradoras parece mais interessado que criar forma de monitorizar a tua condução.
(Pelo menos é essa a orientação de alguns projectos em que tenho participado dentro deste mercado)

Correcto, as seguradoras estão interessadíssimas em concentrar o máximo de informação (e é cada vez mais fácil, pois são os próprios clientes que as oferecem) e quanto mais eletrónica/acesso a dados, mais monitorizados vão ser os clientes. No futuro os prémios vão variar em função do track record do utilizador e não estou a falar só de acidentes, e pontos de carta, a velocidade vai entrar na equação. Big brother total.

Não se esqueçam também que a sinistralidade de motos aumentou bastante após a directiva 125, o que é natural face ao número maior de motociclos na estrada, é um efeito de arrasto. Argumento fácil para subir prémios.

E depois a concentração cada vez maior dos grupos seguradores também não favorece nada a concorrência e dificulta a regulação. Quanto menos players no mercado, maior a tendência para a cartelização, pior para os clientes.

Eu acredito que o preço dos seguros num futuro não muito longínquo vai tornar-se no problema nº 1. A automação é incompatível com as motos, e é o problema paralelo que vai enterrar as motos como solução de mobilidade para as massas.   

Aproveitem bem os tempos de seguros baratos. Eu pago Eur.180/ano por 3 motos e não trabalho em nenhuma seguradora. 



Dezembro 20, 2017, 15:41:34, 15:41
Responder #17

dfelix

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(e é cada vez mais fácil, pois são os próprios clientes que as oferecem)

Verdade.
Estive recentemente envolvido numa app em que o cliente é instalar uma app que atribui pontos pela sua "boa condução"... que reverte em "brindes" como por exemplo os vouchers da groupon.

A malta fica feliz.. mas não faz a minima ideia do que são feitos aos dados que fornecem.
(basta querer e sabem que o cliente X esteve à hora Y no local Z...)




Dezembro 20, 2017, 23:55:58, 23:55
Responder #18

jmartins13

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Bom texto TMaxer. Visão bastante realista e informada. :cool:

Janeiro 04, 2018, 02:57:19, 02:57
Responder #19

dfelix

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Pessoalmente, acho que a revitalização do mercado passará por tornar o motociclismo novamente "fixe" para as gerações mais novas.



Janeiro 04, 2018, 13:06:16, 13:06
Responder #20

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Sacam sempre as melhores gajas?? 

E vês no ser motociclista uma relação directa para isso...ou conheces apenas 2 ou 3 casos em que tal sucedeu?  :)
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Janeiro 04, 2018, 18:18:44, 18:18
Responder #21

Moto2cool

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Mais uma abordagem:  ( recordo-me um repto do Sapiens para discutir o downsizing que li há tempos  :smiley:)

A verdadeira razão porque a industria automóvel está condenada? Nós, os palermas dos motociclistas

Somos nós, os motociclistas actuais, que moldam o mercado, somos nós quem lança a pilha de lixo que o mercado recebe e reage. Depois sentamo-nos e recebemos de volta esse lixo nos seus anúncios. Vamos inconscientemente aos showrooms e compramos  a última mota, desnecessária mas com a atualização mais recente da temporada.

Orientámos a indústria de motas posterior à década de 1960 para as motas cada vez maiores e mais rápidas e agora ela está a asfixiar-se lentamente.

Percebe? É claro que não porque você - a força vital da indústria de motas nos EUA e na Europa - já passou para o próximo vídeo daquele tipo roçando o joelho na pista na GSX-R1000.

Então, aqui está em termos de leigos: Uma indústria inteira não pode, e não sobreviverá, apenas consigo e os seus companheiros de meia idade e excesso de peso largando mais € 100 por mês num novo negócio de uma mota  3kg-mais-leve-e-com-uma embraiagem-deslizante-desportiva-de-moto-gp, que depois vai ligar num otimizador  de bateria da sua garagem durante seis meses do ano.

Nem tão-pouco o “Eu quero a mais recente moto de Sports Adventure porque um dia vou subir os Himalaias”. Tenho notícias para si. Você está em demasiada falta de forma, não tem tempo e não gostará da comida.

Para ser justo, a culpa não é sua. São os vendedores que lhe vendem uma versão de si e da sua vida fantasiada, irrealista e inalcançável. A sua única responsabilidade é ser demasiado estúpido para ver isso.

Sim, o que esta indústria precisa desesperadamente é de jovens ou mulheres motociclistas, automobilistas ou passageiros de transportes públicos para comprar motas, e precisa de motas mais baratas, de menor capacidade, mais aceitáveis ​​e acessíveis para que as comprem.

Isto é um extracto traduzido desta noticia:
https://www.motofire.com/2017/12/opinion/the-real-reason-the-motorcycle-industry-is-doomed-us-the-moron-motorcyclists/
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Janeiro 04, 2018, 18:52:11, 18:52
Responder #22

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
(....) um gajo bem parecido, não é careca, não fuma...(....)

É pá....

Eu sei que não terá sido com intenção, mas esta passagem que agora li é que me lixou um bocado.  :D
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Janeiro 26, 2018, 21:32:52, 21:32
Responder #23

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Janeiro 26, 2018, 21:59:10, 21:59
Responder #24

Sapiens21

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Uma partilha que me levou ao encontrar de um curioso comportamento do mercado (e diferente na "curva de vendas"), entre Portugal e Espanha.

Ao passo que Portugal teve um relevante aumento nas vendas de unidades novas - cerca de 20% de 2016 para 2017 - e naturalmente dimensionado nos números à sua densidade populacional, já com Espanha verificou-se uma inversão.  :pensador:

Claro que os mercados não são iguais (estou consciente disso!), mas não deixou de me chamar à atenção este comportamento do mercado entre os países da Península Ibérica.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Janeiro 29, 2018, 14:09:24, 14:09
Responder #25

dfelix

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Em Portugal ainda se sente o efeito da lei das 125.
(um boom inicial de vendas que a curto-medio prazo levou à venda de outras cilindradas consequentes dum vasto número que decidiu tirar a carta A)

Noutros países que adoptaram a directiva mais cedo a bolha já rebentou e naturalmente as vendas caíram.
A tendência será o mercado normalizar.


Janeiro 29, 2018, 20:43:51, 20:43
Responder #26

Moto2cool

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Em Portugal ainda se sente o efeito da lei das 125.
(um boom inicial de vendas que a curto-medio prazo levou à venda de outras cilindradas consequentes dum vasto número que decidiu tirar a carta A)

Noutros países que adoptaram a directiva mais cedo a bolha já rebentou e naturalmente as vendas caíram.
A tendência será o mercado normalizar.
E agora querem matar a galinha dos ovos de ouro com o argumento que alguns ovos podem cair a partir-se
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"


Janeiro 30, 2018, 21:08:20, 21:08
Responder #28

Cross

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É o mercado a funcionar que justifica a diferença.
Apesar de uma campanha sem igual contra o uso de duas rodas o mercado responde pelas necessidades.

Quando a economia melhora vende-se menos pão e menos leite e vende-se mais bolos e refrigerantes...

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Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Janeiro 30, 2018, 21:11:02, 21:11
Responder #29

Cross

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Harley fecha uma fábrica.

https://www.msn.com/en-us/money/companies/harley-davidson-stock-tanks-amid-plan-to-shut-down-plant/ar-BBItkqD?li=BBmkt5R&ocid=spartanntp
Com 12% de aumento das vendas... sem stress. Os acionistas têm que receber os dividendos...

Com o discurso do estado da União de hoje... vais ver os mercados a reagir amanhã .... só interessa o bottom line...


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