dfelix, ambos sabemos o quanto a BMW bateu com a tola na parede até ter um 4 cilindros decente e capaz, excepto nas provas de superbikes que acabam por arrebentar com os motores… quase que fazem um brilharete antes de acabar a prova...
Na realidade, a BMW nunca se preocupou muito em ter uma "superbike" convencional... até ter conforto financeiro para investir nesse capricho.
Quando o tema é BMW Motorrad convém não esquecer que por volta de 2004 assistiu-se a uma mudança profunda quanto á postura no mercado:
Antes disso era uma marca de "velhos".
A generalidade do catálogo era bastante conservador. As motorizações e própria estética eram pouco apelativas à grande maioria do público.
E onde obtinham alguma notoriedade era ao nível das turísticas.
Depois disso, a marca abriu horizontes.
Com as F800 conseguiram chegar a um público mais diversificado.
E com as K conseguiram atrair uma vasta clientela das japonesas.
Entretanto sem que ninguém estivesse à espera surge o fenómeno GS... e a marca enche-se de dinheiro.
E não me parece que tivessem andado a "bater com a tola na parede".
A marca tinha já produzido alguns inline-four, mas nenhum com aquelas características e finalidade.
E até diria que não saiu nada mal. Tal como a S1000RR é um produto bastante bem sucedido.
E é certo que o desempenho nas WSBK ficou aquém das expectativas.
Mas infelizmente na competição não basta ter uma moto e dinheiro. O know-how, equipa e sorte também contam.
quanto a acabarem ou não com o modelo que ate é um best seller, não seria de estranhar, o marketing e filosofia alemã é difícil de se compreender…
A filosofia deles parece-me bastante simples: Facturar!
E se há dúvidas quanto a isto basta olhar para o catálogo para perceber que combatem em todas as frentes.
Desde as pequenas 310 ás grandes 1600, o que não faltam são opções dentro dos mais variados géneros.
também sabes da quantidade de modelos que foram aparecendo e que eram esquisitos e que foram descontinuados, mesmo alguns que até vendiam…
Quais?
As únicas que me parecem deixar algumas saudades será as K1200S/K1300S e de certa forma as K1200R/K1300R.
As K1*00R eram meio esquisitóides.
Apesar da estética pouco consensual, tinham a mais-valia de serem uma naked potente e ao mesmo tempo algum potencial turístico.
Só que não sei até que ponto isto materializa vendas. Parece-me que o mercado é mais favorável a nakeds potentes mais ao estilo da S1000R. Tal como a opçao por algo polivalente previligie opções como a S1000XR.
As K1*00S eram excelentes sport-tourer.
Bonitas, elegantes e bem equipadas. Porém, tal como muitas outras boas sport-tourers de outras marcas... despertavam paixões mas não vendiam.
Este é o público que actualmente anda de GS ou XR.
E nem vale a pena falar das GT/GTL porque essas evoluiram de forma bastante feliz nas actuais K1600.
já agora... comparando a actual BMW F1200GS rallye ou outra cor qualquer com kit rebaixamento e a actual Triumph Tiger 1200 XRx low (ahahahah) preta (em branco e ou azul é bastante foleira...) qual delas achas o melhor compromisso relação preço/qualidade e qual delas achas realmente melhor que a outra independentemente do custo?
A (F?) R1200GS Rallye é muito catita!
Não estava a par do preço destas novas Tiger. E agora depois de consultar no site, a primeira reacção foi de que a Triumph esticou-se um bocado.
Porém, os 18.150,00 € que pedem pela XRx (low) inclui já um vasto número de mariquices que para ter na GS implica juntar-lhe os packs confort, dynamic e touring!
O que atira a Rallye de 17.344,00 para os 21.319,00!
É um salto enorme. Embora não convém esquecer que estes packs incluem outras gadgets que a XRx não tem.
No fim, se tudo isto justica... cabe a cada um avaliar e decidir.
Há um gajo lá no edifício onde trabalho que comprou (
esta) XRX no final do ano passado. Andou uns meses com ela... e acabou por a entrega à troca por uma Multistrada 950.
Ele diz que adorava tudo na moto... excepto o peso!
Entretanto estas novas de 2018 são... 2kg mais leves!

[não...não estou a pensar comprar uma, é um estilo de moto que sabes que não dá para a nossa estatura... MAS quem sabe... provavelmente como vem aí a nova Sprint com o mesmo motor da Speed Triple RS (150cv) e com aquele painel digital muito bonito... já me babo só de pensar...]
Tenho dúvidas que lancem uma nova Sprint...

Nem sempre quanto mais melhor. Dizem as más línguas (o google é nosso amigo) que pelo acréscimo de preço e peso, o banco de potência é muito favorável à Street e desfavorável à Speed.
A Street é uma moto muito equilibrada, precisa e eficiente.
A ergonomia e agilidade que indicas torna-a muito intuitiva e portanto muito fácil de tirar proveito.
A Speed é uma moto que oferece outro tipo de experiência e sensações.