Thruxton e Speed Twin coexistem desde 2019 como produtos distintos independentemente das versões de cada modelo.
Nunca houve sobreposição de versões. Quando a Speed Twin 1200 apareceu a Thruxton base desapareceu.
E agora a Speed Twin 1200RS aparece porque a Thruxton RS desaparece.
A Triumph (salvo raras exceções eventualmente decididas num pub a uma sexta-feira à tarde) tem usado as designações R e RS para versões do "mesmo" produto com outro nível de equipamento e eventuais melhorias. Tal como tem deixado cair as versões que considerem não fazer mais sentido.
Foi em 2017 (street triple), 2018 (Speed Triple) e 2020 (Thruxton) que a Triumph decidiu designar o topo de gama dos modelos de RS. Até então a versão mais dotada era R.
Sinceramente não concordo. A Triumph devia guardar a sigla RS para motos verdadeiramente exclusivas.
Para mim não faz sentido a Street Triple 765 base ser a R e a RS a seguir. A base devia ser a Street Triple 765 e versão mais desportiva a R. Isso permitia que a Triumph pudesse usar a sigla RS em versões limitadas e exclusivas como foi a 765 Moto 2 por exemplo.
Mas para mim a sigla RS só devia ser usada em motos com Ohlins frente e trás, peças em fibra de carbono e jantes forjadas (ou fibra de carbono).
A Triumph equipara a sigla RS à sigla S na Ducati mas eu acho que devia guardar a sigla RS para aquilo que é a sigla RS na Ducati.
Triumph "base" = Ducati "base"
Triumph "R" = Ducati "S"
Triumph "RS" = Ducati "RS"
Tudo o que acontece entre o motor e a borracha que nos adere ao asfalto é demasiado... direto.
Isto resulta num comportamento "on/off" em aceleração e travagem demasiado rápido para se "processar".
Claro que no presente isto é menos relevante.
A generalidade das motos modernas de transmissão por veio têm controlo de tração e uma eletrónica capaz de filtrar e reagir por nós.
Só que a R1200S é antecessora destas tecnologias.
A dura realidade é que a corrente tem uma "elasticidade" extremamente útil, pois torna mais fácil de sentir e reagir.
No veio, por tudo ser demasiado direto, a margem entre o sentir e reagir é curta.
Ah sim. A R1200S é uma moto com 20 anos, não se pode esperar o refinamento de uma moto actual.
A R1250RS ou a Moto Guzzi V100 não nasceram para condução desportiva como uma S1000RR mas se conduzidas em ritmo rápido mas suave não comprometem.
Eu pelo menos não desisti de nenhuma delas depois de guiar por pouco tempo.
Claro, sei que há defeitos que só começam a tornar mais relevantes com um uso mais prolongado.
Mas essa característica dos veios tenho perfeita noção. Voltei a ficar descansado
