Autor Tópico: Test Ride V-Strom 650 vs Versys 650 (comparadas com CB500X)  (Lida 7399 vezes)

Maio 04, 2018, 00:32:43, 00:32
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NunoMt

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Boas companheiros,

Conforme expliquei noutro tópico aberto à dias tenho estado a ponderar um upgrade da minha Honda CB500X. As premissas têm sido manter a posição de condução direita e um motor que continuasse a ser algo económico para utilização diária, mas com um pouco mais de "sumo" para permitir uma utilização mais turística a dois. A comparação com a 500X é inevitável, até porque a adoro. Convém dizer que eu não sou um condutor experiente, nem testei ou andei com imensas motas até hoje. Esta é a minha leitura dos test rides face à minha pouca experiência e às minhas necessidades e conhecimentos. "take ir with a grain of salt" como dizem os ingleses.

A Versys foi testada na Ramemoto e a VStrom na HMMotos. Ambas na versão 650cc. Ambos os concessionários foram impecáveis, prontificando-se para o test drive sem qualquer problema. A única limitação foi o tmepo do test ride, cerca de 20 min, sem qualquer imposição do trajecto. Infelizmente a Suzuki foi dificil conseguir testar, pois ou não tinham mota para teste ou a imposição do trajecto (JBMotos Sesimbra) era demasiado limitativa para qualquer avaliação séria. Em particular a RameMoto foi do melhor que já vi em termos de atendimento e simpatia.

Em relação ao rolar com as motos ficam aqui as minhas impressões:

Versys: Moto bastante ALTA. Visualmente já se nota, na altura de alçar a perna então assusta um pouco. Tenho 1,75m e fico em bicos de pés. No primieor arranque isso deixa alguma preocupação, mas com o andar depressa se dispersa o medo. Motor simpático, mas esperava notar uma maior diferença para a 500X. É um motor um pouco menos elástico, que respira melhor em médias e altas, mostrando um pouco a sua origem  carácter mais desportivo em termos de distribuição de torque. Não gosta muito de andar em baixas, trepidando um bocado abaixo das 2500rpm, sendindo-se claramente mais feliz acima das 6000. Em termos de posição de condução as peseiras estão numa posição alta, obrigando as pernas a irem um pouco mais dobradas que na 500X, parece-me que pode ser uma posição um pouco mais cansativa. Em termos ergonómicos adorei a mota. O depósito é grande mas parece que nos encaixamos sobre ele,  o banco é largo e oferece um excelente apoio, a posição de condução é direita, facilmente me senti "em casa" em termos de posição e ergonomia. Algo que já tinha lido mas que me espantou foi numa mota alta e que quando nela nos sentamos sentimos precisamente isso, que tudo é mais elevado, não se sente nada em andamento que o entro de gravidade é alto, e a Versys manobra-se que é uma maravilha, curva facilmente e com imensa confiança. A suspensão também achei muito boa, com uns bons travões também. De uma forma geral gostei.

Positivo:
- posição de condução direita como eu quero
- travagem e suspensão muito boas
- design e ergonomia muito bons
- facilidade no ajustamento quer da suspensão quer do ecrã

Negativo:
- posição alta das peseiras
- alguma vibração até às 2500rpm
- motor com menos pujança do que eu esperava
- caixa muito rija

V-Strom: Visualmente muito bem conseguida, em particular a combinação da cor amarela e do farol dianteiro mais arredondado é muito bem conseguido. Este último restyling foi muito feliz a meu ver. A moto sente-se mais esguia, um pouco menos alta (se bem que muito pouca diferença para a Versys) e com o guiador mais para a frente. O resultado é uma posição de condução a pender ligeiramente para a frente, pois parece tudo muito afastado da posição de condução. O banco é mais estreito na frente, permitindo colocar melhor os pés no chão, mas apoiando menos em andamento. Não me senti confortável na viagem, parecia que tinha de me esticar para a frente para agarrar o guiador, ou então tinha de me chegar para a frente no banco ficando já muito apoiado no depósito. Sem sobra de dúvida que se optasse pela VStrom que uns "raisers" que trouxessem o guiador mais para cima e para trás seriam imprescindíveis. Nota muito positiva para a qualidade dos comandos. Tudo parece ser de excelente qualidade. O que mais me espantou na mota foi o motor. Se em papel poucos cavalos separam a VStrom da Versys (4 salvo erro), na prática parece maior a diferença. O motor tem um "puxar" mais forte, com mais torque disponível mais cedo. Adorei o motor. Tinha de facto muita curiosidade por conduzir este bloco em V e de facto surpreendeu pela positiva. Por outro lado de forma negativa foi registar que o motor transmite imensa vibração ao guiador. Mais do que na minha 500X. Isso combinado com uma posição de condição que para mim foi menos confortável tirou-me algum prazer da condução. Mas o motor... Podia viver com ele. Também os espelhos achei menos bonitos e menos eficazes do que na versys. Em suma, depois de não ter amado a Versys, achei que ia gostar muito mais da VStrom, mas apesar de ter adorado a resposta do motor, em termos globais também não achei que a VStrom era a mota ideal para mim. Uma diferença abismal e que não estava à espera de notar tanto é o curvar... Muito mais fácil e intuitivo na Versys. Não sei se é pela maior roda dianteira e os pneus mistos, mas na Versys o curvar é muito melhor, sem qualquer esforço, algo natura. Na VStrom não dá tanta confiança nem é tão "natural", se é que me faço entender.

Positivo
- o motor. Adorei mesmo.
- estética muito bem conseguida
- qualidade percepcionada do material e comandos

Negativo
- vibrações no guiador. muitas!
- forma do banco e o apoio que ele dá
- travar esponjoso, sobretudo no travão traseiro
- posição de condução
- curvar

Eu fui testar a V-Strom a pensar que era a mota ideal para mim, e saí de lá a apreciar muito mais o que tinha vivido quando o test ride da Versys... Sim se fosse hoje e tivesse de escolher uma das duas ... hoje iria para a Versys.

Valorizo mais a capacidade de uma mota se adaptar à estrada e proporcionar uma viagem confortável e mais "ligada" à estrada, mesmo que seja à custa de um pouco mais de emoção na hora de acelerar. E foi isso que eu encontrei na Versys.

Nenhuma delas é a moto da minha vida, a que eu idealizei, mas acho que para o que eu valorizo e para a utilização que dou que vieria mais feliz com a Versys.

Just my thoughts....

Se quiserem comentar ou deixar a vossa opinião eu gostava de a houvir/ler. Abraço.

Maio 04, 2018, 00:57:15, 00:57
Responder #1

Luis Salgueiro

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Voltas a queixar-te de vibrações coisa que já tinha achado estranho relativamente à tua CB 500 X pois eu já andei quase um ano com uma e nunca senti isso assim tão evidente como tu relatas , a não ser que tenhas o (mau) hábito de andar na mudança 'errada' para as baixas rotações em que a mota vai a circular . Eu, quando tinha a CB 500 X, mal sentia o motor a querer 'morrer'  era 'uma abaixo' e  enrolava punho , não sentia vibrações no punho a não ser quando o motor estava já a dar o máximo ! (em altas rotações, não em baixas ) 

Maio 04, 2018, 01:47:54, 01:47
Responder #2

jmartins13

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Companheiro, algo se passa aí com as vibrações e a tua condução.
Fui estafeta com uma CB500 dos anos 90, fiz 374 mil e piques kms com a moto e não me lembro de vibrações incomodativas. Testei a CB500x e achei-a manteiga, com um motor muito elástico mas demasiado leve...já a NC750x, essa sim , já treme, mas nada que incomode. Testei as 2 Vstroms, a 650cc(que me apaixonou) e a 1000cc( que me apaixonou ainda mais) e vibrações incomodativas, nada!
Percebo o que mencionas da posição de condução da Vstrom, tb achei que faltava ali mais encaixe na moto. Quanto ao inclinado para a frente, sim, mas isso não é necessariamente mau, pois quando vamos demasiado assentes na coluna, isso sim, torna-se desconfortável.
A Vstrom 1000 vais ainda mais sobre o guiador e com uma posição mais de ataque À estrada, o banco é menos estreito à frente e o encaixe e protecção aerodinâmica muito bons (na HMMotos tinham lá duas 1000cc à venda, vale a pena pelo menos sentar, até porque pesa tipo mais uns 20kgs que a 650cc, mas aquele motor é excelente! Se gostaste do da 650cc hoje não dormias como da 1000cc :smiley:

Vibrações (das boas) é nas Harleys :stuck_out_tongue_winking_eye:

Não me leves a mal, estarás realmente a conduzir as motos convenientemente no que diz respeito a troca de mudanças como dito acima? Ou não estarás a querer exigir demais de uma moto de gama média?

Na volta ainda te enquadras bem na VFR Crossrunner :stuck_out_tongue_winking_eye:

Boa escolha, experimenta várias motos, até de Litro, como uma AT ou semelhantes, se calhar achas o que pretendes a bom preço semi nova e isso nos consumos traduz-se mais 2 ou 3 euros por cada 100kms, não é significativo.

ABC!
« Última modificação: Maio 04, 2018, 01:54:42, 01:54 por jmartins13 »

Maio 04, 2018, 08:31:54, 08:31
Responder #3

Fijoma

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Parabéns pelo teste..gostei dos detalhes e isenção
 :nice:


À parte de como cada qual aprecia a mota , este teste está muito interessante e elucidativo da diferenças que podemos encontrar em duas das motas de gama média que estão a dar cartas.

Pessoalmente não cheguei a experimentar a Versys , embora estivesse na minha Wishing list, até porque , apresenta promoções excelentes.. já a V-Strom do que tinha lido, seria a mota ideal para quem vem de um hábito de scooter, quer pelo binário quer pela facilidade de condução.

No mercado de usados as Versys que se encontram normalmente são as mais antigas e pelo que me disseram, não aconselháveis, pelo menos comparando com a actual que é muito mais evoluída.

Acabei por adquirir uma V- Strom 650 XT usada de 2016 na HM Motos, uma mota muito bem estimada e já pronta, com as malas extras que eu queria e a cor linda... cor curiosamente que eu não compraria no STAND  :nempenses:  mas que na estrada funciona muito bem... portanto foi chegar, comprar e andar :sportbike:

Adoro a condução da V- Strom.. embora ainda trema cada vez que sinto o peso do centro de gravidade em terrenos mais irregulares.
Concordo que a curvar  (inversões de marcha) não é uma mota que dê muita confiança ..por enquanto dou o beneficio de eu ser um azelha em cima de uma trail   :yeah: 

Sobre as vibrações não as sinto , mas sei que estou a precisar de pneus novos e sinto um chim entre os 50-65 kms/h ..descalibre das rodas ou mesmo desgaste irregular, o que contribui para que eu não tenha muita atenção a vibrações extra...  :-\

A condução em montanha, adoro a V- Strom, sendo um apaixonado da Tmax a curvar em montanha..a minha referência ... a V- Strom esteve sempre disponível com o binário presente nas baixas rotações e a subir de regime entre curvas e contra curvas..foi mesmo de cortar a  respiração... 

Sobre a altura , tenho 1,81 cm e fico bem com os pés assentes..com calças de motard..já começo a ficar pendurado  :toma: já que não assentam tão bem ...  Não sei se alguma vez irei fazer trail com estes 220 kgs   :???:










« Última modificação: Maio 04, 2018, 08:36:25, 08:36 por Fijoma »

Maio 04, 2018, 10:45:18, 10:45
Responder #4

Tiago Parracho

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Já pensaste em testar a Tracer 700?

É bastante leve e o motor tem bastante torque mas é também bastante elástico. Acho que sinceramente vais gostar.

Só não sei em termos de posição de condução, pois a que eu testei não era a tracer, era a MT-07.

Outra coisa muito boa, é que é bastante esguia , tornando muito fácil chegar com os pés ao chão.

se fosse a ti, ponderava seriamente em testá-la.

O velasquez que te diga o quão boa é para brincar.

Maio 04, 2018, 11:18:53, 11:18
Responder #5

NunoMt

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Obrigado pessoal pelo feedback.

Acho que se calhar não me tenho andado a explicar bem.

Apesar de não ser um condutor com a experiência de muitos de vocês, acho que também não sou maçarico o suficiente para não saber distinguir as vibrações do motor me baixas. Se não queixava-me do mesmo em todas as motas.

Não é desse tipo de vibração/trepidação que me queixo... Isso há em todas, quando o motor vai mais a morrer, numas mais, noutras menos (com mais elasticidade e binário me baixas). As vibrações que me refiro que me incomodam é uma espécie de formigueiro que se transmite às mãos, e que ao final de algum tempo deixam-me as mãos dormentes. Isto até pode ser em parte pela mota e noutra parte pela minha coluna, já equacionei isso. Mas senti isso muito mais na VStrom do que na Versys, até apesar de que na Versys por não estar tão à vontade em baixas  eter menos binário disponível nesse regime, esse outro bater/trepidar do motor nessas rotações e fazer notar mais. Mas não é isso que me incomoda.

Vou tentar experimentar também a Tracer como sugerem... Estou a ficar curioso.

Maio 04, 2018, 12:35:22, 12:35
Responder #6

Pianoman

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As vibrações que me refiro que me incomodam é uma espécie de formigueiro que se transmite às mãos, e que ao final de algum tempo deixam-me as mãos dormentes. Isto até pode ser em parte pela mota e noutra parte pela minha coluna, já equacionei isso.

Um amigo disse-me em tempos que quando sentes formigueiro nas mãos isso tem a ver com...acredites ou não...como dizer...? vá...a zona da próstata que sofre uma pressão em determinadas posições ao conduzires a mota. Solução? Mudar de posição.
Eu instalei uns pousa-pés suplementares de forma a poder esticar as pernas apoiando-as nos referidos pousa-pés. E resulta!
O facto de teres pressões em sítios diferentes do "sítio onde as costas mudam de nome" bem como o ponto que referi faz com que descanses e, em alguns casos, que alivies o formigueiro das mãos.

Abraço.
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Membro nº14

Maio 04, 2018, 12:38:54, 12:38
Responder #7

TMXR

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Nao sei se será da prostata, mas penso que devera a ter alguma coisa a ver com a coluna
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Maio 05, 2018, 13:48:00, 13:48
Responder #8

Moto2cool

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Sobre a próstata já não escrevo mais ;)

Mas é curioso que te queixas mais na mota onde vais avançado. Pode ser demasiado peso colocado nos punhos, a cervical a queixar-se, ou tudo junto. A probabilidade de ser das motas não é nula, mas baixa.
Naturalmente se a mudança for alta para a velocidade sentes o motor bater, mas isso tu apercebes-te.
O ideal seria experimentares mais que uma mota do mesmo modelo para ver se sentes o mesmo, e colocar mais peso corporal atrás, apertando as pernas contra a mota
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Maio 05, 2018, 23:32:50, 23:32
Responder #9

Cross

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Sobre a próstata já não escrevo mais ;)

Mas é curioso que te queixas mais na mota onde vais avançado. Pode ser demasiado peso colocado nos punhos, a cervical a queixar-se, ou tudo junto. A probabilidade de ser das motas não é nula, mas baixa.
Naturalmente se a mudança for alta para a velocidade sentes o motor bater, mas isso tu apercebes-te.
O ideal seria experimentares mais que uma mota do mesmo modelo para ver se sentes o mesmo, e colocar mais peso corporal atrás, apertando as pernas contra a mota
Talvez uns avanços e uns grip puppies resolvam ou senão ajudem bastante.

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