Autor Tópico: Maioria das motos envolvidas em acidentes mortais é de grande cilindrada  (Lida 2985 vezes)

Março 25, 2018, 14:06:02, 14:06
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Estudo da PSP:
Maioria das motos envolvidas em acidentes mortais é de grande cilindrada






Notícia obtida em Observador.pt: https://observador.pt/2018/03/24/maioria-das-motos-envolvidas-em-acidentes-mortais-e-de-grande-cilindrada/



"A maioria dos motociclos envolvidos em acidentes mortais em 2017 era de cilindrada igual ou superior a 750 cm3, segundo os resultados preliminares de um estudo da Polícia de Segurança Pública (PSP) a que a Lusa teve acesso.

De acordo com o documento elaborado pela Direção Nacional da PSP, os motociclos com cilindrada superior a 125 cm3, ou seja, que apenas podem ser conduzidos por detentores de carta A, representam três quartos de todos os acidentes mortais com veículos de duas rodas.

Os dados registados pela PSP, responsável pela segurança em ambientes urbanos, revelam ainda que os motociclos (cilindrada igual ou superior a 125 cm3) estiveram envolvidos em 3.407 acidentes de que resultaram 22 mortos e 181 feridos graves, incluindo um peão vítima de atropelamento, o que representa 91% do total de vítimas mortais e 75% de feridos graves.

Os restantes 9%o foram ciclomotores (cilindrada igual ou inferior a 50 cm3).

Dentro dos acidentes com mortos, 14 vítimas seguiam em motos com cilindrada igual ou superior a 750 cm3, três em motos com cilindrada igual a 125 cm3 e quatro em motos com mais de 250 cm3.

A sinistralidade envolvendo veículos de duas rodas a motor e, mais concretamente, os motociclos (cilindrada igual ou superior a 125 cm3) registou em 2017 um forte aumento, com indicadores considerados de risco bastante gravosos a nível nacional e também na área da PSP.

O mesmo estudo revela uma incidência de mortalidade na área do Comando Metropolitano do Porto com mais seis mortos e Lisboa com mais cinco mortos.

As vítimas mortais, resultantes de acidentes envolvendo veículos de duas rodas motorizadas, eram condutores.

Dezoito conduziam motociclos de cilindrada superior a 125 cm3, três conduziam motociclos de cilindrada até 125 cm3 e dois conduziam ciclomotores.

Tomando por análise a natureza do acidente, o estudo revela que as colisões foram as que mais contribuíram para a verificação de vítimas mortais, representando 65% dos condutores vítimas.

Durante o ano de 2017, registaram-se 5.825 acidentes envolvendo motociclos e ciclomotores, dos quais 4.427 com vítimas, de que resultaram 24 mortos, 241 feridos graves e 4595 feridos leves, verificando-se, pois, um agravamento geral da sinistralidade, com especial enfoque para o número de vítimas mortais, em que, praticamente duplicou.(....)"


Nota: o artigo prossegue, podendo ser visto de forma integral no link deixado acima.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Março 25, 2018, 20:07:12, 20:07
Responder #1

Moto2cool

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Só vem dar razão a quem se indignava com a atribuição não fundamentada das vítimas a uma alegada falta de carta de mota.
Não esqueçamos que nesta linha de raciocínio não alinhava só o governo e os interesses económicos, também alguns  motociclistas com carta acharam "fácil" atribuir a culpa a quem não tem carta ( os 125) basta ler por esses fóruns. Afinal a nódoa caiu no pano desses próprios acusadores. Agora só falta os mesmos que acusaram os motociclistas sem carta que exijam que os que têm a carta A façam novo exame ;)  é uma questão de coerência ;) ;)
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Março 26, 2018, 09:50:33, 09:50
Responder #2

Rui Jorge

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Ou como se prova que por detrás das intenções do ministro não estavam os números da sinistralidade nem a segurança rodoviária mas, isso sim, os lobby das escolas de condução. Assim como por detrás da proposta de implementar a IPO está claramente o lobby dos centros de inspecção. Temos feito muito bem em nos unirmos e indignarmos. A razão está do nosso lado.

Março 26, 2018, 11:26:03, 11:26
Responder #3

carlos-kb

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Agora só falta os mesmos que acusaram os motociclistas sem carta que exijam que os que têm a carta A façam novo exame ;)  é uma questão de coerência ;) ;)

Fazer novo exame?! For what? O que é que um exame de condução prova? O que é que a real postura na estrada tem que ver com uma postura num exame? Desde quando um exame de condução foi demonstrativo de toda e qualquer apetência ou vocação para conduzir?  :pensador:

Ou como se prova que por detrás das intenções do ministro não estavam os números da sinistralidade nem a segurança rodoviária mas, isso sim, os lobby das escolas de condução. Assim como por detrás da proposta de implementar a IPO está claramente o lobby dos centros de inspecção.

Isto!

Mas termos estradas em condições, além de boas condições para circular em segurança, sem tampas de esgoto, rails com protecção...só mesmo numa Útopia.

Por acaso anda agora por aí uma contra-campanha nas redes sociais (em toada de ironia), a exigir também ao Estado a implementação de IPO às estradas.

E olha que grande parte delas bem mereciam.... e tinham um "chumbo" redondo!
« Última modificação: Março 26, 2018, 11:29:13, 11:29 por carlos-kb »

Março 26, 2018, 13:45:17, 13:45
Responder #4

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Como por exemplo a urgente requalificação da estrada entre Alcácer e Grândola!!

Esse troço é uma vergonha... Não sei se já avançaram as obras, pois desisti de passar por esse local. Espero que sim, pois aquela população bem tem lutado por isso.

Cheguei em tempos a criar um tópico sobre essa estrada:

http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=1387.msg15369#top



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Dalai Lama

Março 26, 2018, 13:54:04, 13:54
Responder #5

JViegas

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Mais uma prova que o estado está refém de "lobistas", onde cada decisão está quase sempre do lado de grandes grupos económicos.

Lamento as mortes, e não sabemos de quantos mais resultaram dos feridos graves assim comos as sequelas permanentes que ficam no corpo dos acidentados.

Mas... na minha opinião, não pode "apenas" existir esta comparação da cilindradas pequena vs cilindrada grande no apuramento dos acidentes/mortes.
Seria necessário aprofundar a natureza dos acidentes, pois com certeza que não foi devido à velocidade superior que as cilindradas "maiores" permitem. Manobras perigosas de terceiros ou estado da via são assim duas razões que igualmente têm um peso enorme na definição do acidente seja ele com cilindrada "pequena" ou "grande".

Março 26, 2018, 14:14:42, 14:14
Responder #6

Moto2cool

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Tens razão Carlos é esse o meu argumento. Fazer um exame não significa nada, continuam a existir pessoas com carta e pessoas sem carta a fazer asneiras (por vezes as vítimas das asneiras são outros).
Nestes caso, como já aqui tinha sido dito e a grande maioria das pessoas concordava, o excesso de velocidade que aparentemente está ligado a algumas perdas de vida é mais perigoso nas altas cilindradas onde só se conduz com carta.
O que defendo, e muitos outros, desde o início é que a causa da mortalidade não está ligada à lei das 125.
Mas vimos por aí crucificar os motociclistas sem carta ( celebre lei das 125)  por este aumento de mortalidade.
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Março 26, 2018, 14:27:40, 14:27
Responder #7

Moto2cool

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Como por exemplo a urgente requalificação da estrada entre Alcácer e Grândola!!

Esse troço é uma vergonha... Não sei se já avançaram as obras, pois desisti de passar por esse local. Espero que sim, pois aquela população bem tem lutado por isso.

Cheguei em tempos a criar um tópico sobre essa estrada:

http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=1387.msg15369#top



Sapiens, inteiramente de acordo. Mas se as instituições do Estado não fazem, quantos avançam contra o Estado quando acontece um acidente por causas imputáveis à via? Basta a inexistência de um sinal de trânsito para o Estado ser condenado e conheço casos desses. No caso das AE é mais fácil, mas nas outras vias também existe legislação aplicável à "omissão de dever".
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Maio 30, 2018, 18:47:52, 18:47
Responder #8

Sapiens21

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"Mortos em acidentes com motos mais do que duplicaram em 2017"

A notícia surge no jornal "Observador" e que dá conta - após divulgação do relatório anual da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) - de um enorme aumento nos acidentes com mortes, no que toca a motociclistas, ocorridos no ano passado, face a 2016.

https://observador.pt/2018/05/21/mortos-em-acidentes-com-motos-mais-do-que-duplicaram-em-2017/
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Maio 31, 2018, 00:09:24, 00:09
Responder #9

Cross

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Estudos bem executados, jornalistas analistas de dados e conhecedores do que escrevem, dados completissimos... não percebi as idades ou perfil das vitimas acidentadas sobre as licensas... mais de 750cc não será as NC's certamente con 749cc...etc etc...

Mas porquê não proibem as motos! lá dados e estudos não faltam, sem falar no barulho que fazem... e os motociclistas não inspiram nenhuma confiança claro diz a senhora lá do bairro!

Comentar este tipo artigos e clicar nos mesmos para subir o rating... só alimentam preconceitos,  os estigmas e tocam na credibilidade  de quem anda de duas rodas.

Cada um interpreta os dados à sua maneira e dá a volta que quer via argumentos mais ou menos validos com a sua própria agenda.

A resposta que devemos dar é o nosso comportamento nas estradas!


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Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Maio 31, 2018, 00:46:33, 00:46
Responder #10

Sapiens21

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(....)A resposta que devemos dar é o nosso comportamento nas estradas!

Entendo.
E numa sociedade com comportamentos todos +/- por igual isso funcionaria.

Mas...pessoalmente é algo que, ao olhar para os comportamentos em sociedade (de uma forma geral e não somente nas 2 rodas), acabo por ver como tendo uma certa dose de utopia. E digo-o - respeitando opinião diversa - porque as diferenças entre os motociclistas são muito díspares...aquilo que fazem com uma moto aos comandos, como conduzem habitualmente, as velocidades que atingem, atitudes...etc.

Todos as pessoas são diferentes e não mudará. Nem campanhas, nem ações de sensibilização, nem nada... Todos se comportam de forma diferente e nao o fazem somente nas 2 rodas. A sociedade e a própria condição humana é mesmo assim, vivendo nós numa época em que a própria forma de encarar as questões vai mudando.


Claro que cada um pode tentar dar o exemplo (isso será possivel), mas esperar resultados capazes e operar mudanças efectivas e generalizadas, penso ser muito difícil...

Mas é a minha modesta opinião, claro. :)
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