Autor Tópico: A escolher integral/modular e termoplastico/tricompositos  (Lida 3668 vezes)

Agosto 05, 2019, 17:45:23, 17:45
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Buda

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Boa tarde a todos...

Gostava de ter a vossa opinião relativamente a um tema que me deixa sempre na duvida...

Capacetes de Termoplástico VS tricompositos e fibras de vidro/carbono/kevlar...

Ando a ver de um capacete para fazer um upgrade pk o meu XT1 já tem 4 aninhos e umas quedas ( sem a cabeça la dentro graças a deus  :tirarchapeu: ) e já não deverá estar no esplendor das suas propriedades de dispersão de forças e afins...

Inicialmente andava a ver Integrais, por ter tido um até aqui aos comandos de uma 125cc, já que era tudo novidade e respeitinho é muito bonito,convenhamos é a nossa cabeça que la vai dentro decidi apostar numa escolha segura (se bem que sem testes sharp nenhuns tidos em conta pois nao tinham, nem têm, o modelo NEXX XT1 testado mas ainda assim um integral tricompósito dentro do plafond pareceu-me bem.)

 Mas a verdade é que farto-me de suar :zangadoplus: e agora após ter  feito um upgrade na CC da montada ando a ver de um upgrade ao capacete.

Inicialmente não me pareceu muito boa a ideia ter andado em cilindrada baixa com um integral e agora subindo para 750 ter um modular... Mas neste momento já pondero um casco modular.

Posto isto segue-se a outra vertente da segurança a composição do casco, o meu XT1 é um capacete integral em tricomposito pelo que já que passo de um integral para um modular, gostava de pelo menos não passar de um tricomposito para um termoplástico  :animated-smileys-angry-049: ...

E é neste ponto que eu gostava de ter a vossa opinião, em relação à constituição da calota exterior.

Tendo já esticado o plafond de até 300€ para algo preferencialmente abaixo dos 400€ e que reunissem +/- as caracteristicas do meu XT1 ( mas num modular fica sempre mais puxadote €€) cheguei aos seguintes modelos

LS2 Valliant - KPC
LS2 Vortex - Carbono
Carberg Levo - Composito de fibras
Shark Evo one 2 - Termoplástico

Preços em lojas online a começar nos 230€ para o valiiant e a chegar aos 340€ para o Levo seguido de perto pelo Shark e pelo LS2 Vortex na casa dos 300€ e eins já...

Destes modelos apenas o Shark Evo one 2 tem provas dadas nos testes Sharp, os restantes não constam.

Claro que experimenta-los é crucial para ver como encaixa na cabeça, mas pelas features e materiais de construção qual vos parece um "capacete mais seguro"?
Olham à composição da calota mais por uma perspectiva de segurança ( resistência e dispersão de impacto) ou de conforto ( leveza ) ?

O Shark Evo one2 teve 4 estrelas Sharp e manteve-se em 100% das vezes apesar de ser "apenas" em termoplástico, os restantes não temos como saber, apenas vendo a classificação sharp de outros modelos do mesmo sistema (modular) da marca, mas em materiais de construção são supostamente superiores...

O que têm em consideração para a escolha do vosso capacete? Pelas características e plafond <400€ que outros modelos aconselhariam ?


Obrigado Abraços e boas curvas




Agosto 05, 2019, 20:05:47, 20:05
Responder #1

pjmartinho

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Além do material de que são feitos, convém ver a forma interior dos mesmos e a forma como assentam na cabeça.

Dos apresentados, os LS2 são para cabeças "intermediate oval", o Caberg para cabeças "round oval" e o Shark a meio meio caminho entre os 2 primeiros, mas tendendo para o "intermediate oval".


Agosto 06, 2019, 12:31:03, 12:31
Responder #2

carlos-kb

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Regra geral, as fibras compósitas (carbono, fibra de vidro, carbonglass, etc.) saem em ganhar em relação ás resinas termoplásticas, não é tanto em termos de resistência, mas mais em termos de longevidade (mantendo as suas características físicas por mais tempo) e sobretudo, na sua leveza (peso).

Se puder escolher entre um capacete em fibra compósita e outro em termoplástico, não hesito, em relação à primeira opção. Ainda mais como referes, se estiverem num price tag equivalente.

Ainda há poucos dias comprei um Shark Spartan Carbon (tal como o nome indica, em carbono), integral, na Motocard, que em promoção me ficou por uns convidativos 306 euros (preço na loja aonde o experimentei era de 452).

A Motocard continua com promoções muito interessantes. Pesquisa por lá.

Agosto 06, 2019, 15:50:55, 15:50
Responder #3

Buda

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Regra geral, as fibras compósitas (carbono, fibra de vidro, carbonglass, etc.) saem em ganhar em relação ás resinas termoplásticas, não é tanto em termos de resistência, mas mais em termos de longevidade (mantendo as suas características físicas por mais tempo) e sobretudo, na sua leveza (peso).

Humm é que como se vê por ai alguns testes (rudimentares, deixa-los cair ou deixar cair algo em cima deles) de capacetes de termoplástico a ficaram um bom bocado mais amassados do que outros em fibras a pessoa associa também as fibras a uma maior resistencia e dispersão do impacto...

Se puder escolher entre um capacete em fibra compósita e outro em termoplástico, não hesito, em relação à primeira opção. Ainda mais como referes, se estiverem num price tag equivalente.

Pois eu também, mas a questão é que nos modulares a maioria de outros materiais que não Termoplástico já fogem ao orçamento, se olhasse para um integral a escolha era maior...

Mas destes 4 o de Termoplástico da Shark é que tem uma excelente classificação Sharp (os outros não constam mas, é uma classificação dificil de bater a do Shark, mas é em Termoplástico  :animated-smileys-angry-049:) e, esta parte vale o que vale, a Shark é "mais marca" que o LS2 ( julgo eu, não sei se tou certo...) que é o que é em carbono (a calota) ja queixeira ápercebi-me que é na mistura deles KPA (Kinetic Polymer Alloy) um outro nome para Termoplástico não?

O da Carberg já é em tricomposito é pena nao ter os testes Sharp, para os modulares acho ainda mais importante pois dá a indicação da percentagem de vezes que a queixeira ficou trancada pós impacto...

Obrigado vou dar uma olhadela lá a estes modelos...

Agosto 06, 2019, 16:16:44, 16:16
Responder #4

pjmartinho

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Shark - marca Francesa
LS2 - marca Espanhola

Os LS2 podem não ter a mesma qualidade de outros capacetes de topo mas, não ficam muito atrás em termos de qualidade e funcionalidades e por um preço bastante mais apetecível.

Agosto 06, 2019, 17:22:44, 17:22
Responder #5

carlos-kb

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Regra geral, as fibras compósitas (carbono, fibra de vidro, carbonglass, etc.) saem em ganhar em relação ás resinas termoplásticas, não é tanto em termos de resistência, mas mais em termos de longevidade (mantendo as suas características físicas por mais tempo) e sobretudo, na sua leveza (peso).

Humm é que como se vê por ai alguns testes (rudimentares, deixa-los cair ou deixar cair algo em cima deles) de capacetes de termoplástico a ficaram um bom bocado mais amassados do que outros em fibras a pessoa associa também as fibras a uma maior resistencia e dispersão do impacto...

Se puder escolher entre um capacete em fibra compósita e outro em termoplástico, não hesito, em relação à primeira opção. Ainda mais como referes, se estiverem num price tag equivalente.

Pois eu também, mas a questão é que nos modulares a maioria de outros materiais que não Termoplástico já fogem ao orçamento, se olhasse para um integral a escolha era maior...

Mas destes 4 o de Termoplástico da Shark é que tem uma excelente classificação Sharp (os outros não constam mas, é uma classificação dificil de bater a do Shark, mas é em Termoplástico  :animated-smileys-angry-049:) e, esta parte vale o que vale, a Shark é "mais marca" que o LS2 ( julgo eu, não sei se tou certo...) que é o que é em carbono (a calota) ja queixeira ápercebi-me que é na mistura deles KPA (Kinetic Polymer Alloy) um outro nome para Termoplástico não?

O da Carberg já é em tricomposito é pena nao ter os testes Sharp, para os modulares acho ainda mais importante pois dá a indicação da percentagem de vezes que a queixeira ficou trancada pós impacto...

Obrigado vou dar uma olhadela lá a estes modelos...

Começando logo por um "teste rudimentar", que vale o que vale.
Pensando que falas daqueles testes "domésticos", o que tenho visto, por norma, são videos comparando um impacto de uma marreta, pedra ou arremesso dos mesmos, entre capacetes de marca e capacetes chineses (cuja maioria nem sequer homologação europeia têm, apesar de se venderem em lojas chinesas)... tipo isto:



Creio no entanto que estás a confundir resina termoplástica (ainda que estas sejam polímeros dentro da família do plástico), como os policarbonatos e ABS (poliestirenos), com outros tipos de plástico de características resistentes mais rudimentares (infelizmente) também usados na produção de capacetes, como os polietilenos.

Ainda assim, tens testes idóneos e de conhecimento público, que de alguma forma podem apresentar alguma credibilidade nesta matéria... em que os mais conhecidos são aqueles que já referiste... os efectuados pelo Safety Helmet Assessment and Rating Programme (aka SHARP). E o interessante é que de entre os vários modelos testados por este programa, alguns modelos nas ditas resinas termoplásticas apresentam melhores níveis de resistência a impactos, em relação a outros, em fibras compósitas, e consequente melhor cotação. Portanto, de uma forma genérica, não quer dizer "tout court", que ser de resina termoplática seja pior que uma fibra compósita, no que confere a resistência a impactos. Vejam-se estes exemplos:

Um AGV K3, em resina termoplástica consegue 4 estrelas "sharp" de cotação final e custa 150 euros. Um Airoh Valor,  de 120 euros, em policarbonato, atinge as 5 estrelas. Um Dainese Airstream (curiosamente feitos na mesma fábrica dos AGV), em fibra de vidro, "só" alcançava 1 estrela e custava 200 euros. O  Arai Condor, também em fibra de vidro, obtém 2 estrelas e manda-se para os 270 euros. Um Nexx XR1R Carbon, em fibra de carbono, só chega às 3 estrelas, para um preço de mais de 300 euros. Um Schuberth S1, de fibra de vidro, com um preço de 450 euros, só almejava 2 estrelas.

As fibras compósitas saem sim a ganhar na respectiva durabilidade e peso. Para não falar que a produção das mesmas sai mais cara, em relação à produção de polímeros... o que acaba também a reflectir-se no preço.
Mas ser mais caro ou ser em "fibra", não é sinónimo de ser melhor ou mais resistente.

De qualquer forma, acho pertinente a quem queira saber um pouco mais, ler o Regulamento n.º 22 da UNECE (United Nations Economic Commission for Europe):

https://www.unece.org/fileadmin/DAM/trans/main/wp29/wp29regs/r022r4e.pdf

Agosto 06, 2019, 17:30:42, 17:30
Responder #6

dfelix

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Shark - marca Francesa
LS2 - marca Espanhola


Shark - marca Francesa com fábricas na Tailandia e Portugal.
LS2 - marca 100% Chinesa que inicialmente chamava-se Fengxing e produzia capacetes low-cost. Para expandir nos mercados internacionais adoptou o nome MHR com que produzia capacetes... demasiado parecidos a outros de outras marcas... até que finalmente se tornou num dos principais players do mercado e agora finalmente com R&D próprio adoptou o nome LS2.