Autor Tópico: Schuberth C5 + Pan ST 1300 = Maus resultados  (Lida 14847 vezes)

Junho 14, 2025, 20:34:41, 20:34
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pjmartinho

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Há bastante tempo atrás decidi trocar o meu HJC RPHA 90S por um Schuberth C5 que, supostamente, ainda é mais silencioso e, de facto, o Schuberth C5 na Pan 1100 é mais silencioso que o HJC, embora a diferença fosse diminuta pois o HJC já é muito bom em termos de insonorização.

O caso mudou completamente de figura quando passei para a Pan 1300 onde o capacete, que numa mota era bastante silencioso, passou a ser uma barulheira infernal e incomodativa.



As imagens da Pan 1100 foram filmadas com o HJC enquanto que as da Pan 1300 foram filmadas com o Schuberth e a diferença do barulho do vento é notória. Em ambos os casos o microfone está no mesmo local, ou seja, entalado atrás das almofadas das bochechas.

Junho 15, 2025, 13:41:56, 13:41
Responder #1

Nemo_Fz

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Estás a levar com a turbulência em cheio no capacete. Não tem a ver com o capacete mas sim com a forma como o vento é deflectido. Infelizmente tenho o mesmo problema ma minha KTM. Tenho 178 cm e tenho de levar o vidro ao máximo, mesmo assim tenho a turbulência a bater mesmo no topo do capacete, o que a cerca de 120 é a única coisa que ouço.
Com o vidro na posição mais baixa, o barulho da turbulência a bater no capacete é tal que, a 90 km/h, deixo de ouvir a moto e é mesmo incomodativo. Entretanto basta levantar-me (gosto de fazer tiradas de pé na moto) que o ar limpo a passar pelo capacete nem se sente quase o barulho e ouço perfeitamente a moto e os ruídos exteriores.

Para resolver o meu problema creio que só tenho duas soluções. Ou um vidro mais alto (um deflector também poderá servir) de modo a fazer a turbulência passar por cima do capacete, ou um vidro reduzido para a fazer bater no meu peito em vez de no capacete. A primeira opção terá como inconveniente ficar com o bordo do vidro à altura dos meus olhos. A segunda opção tem como inconveniente tornar tiradas maiores mais cansativas.

Junho 15, 2025, 23:30:31, 23:30
Responder #2

Gentleman rider

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Para resolver o meu problema creio que só tenho duas soluções. Ou um vidro mais alto (um deflector também poderá servir) de modo a fazer a turbulência passar por cima do capacete, ou um vidro reduzido para a fazer bater no meu peito em vez de no capacete. A primeira opção terá como inconveniente ficar com o bordo do vidro à altura dos meus olhos. A segunda opção tem como inconveniente tornar tiradas maiores mais cansativas.

Entendo perfeitamente. Quando conduzi a 1290SAS achei-a muito ruidosa, como de resto quase todas as motos que têm um vidro grande e vertical.

A pior foi a Yamaha Tracer 9. Sinceramente não entendo como consegue viajar numa Tracer 9.

Não tenho dúvidas que a melhor solução, para mim, seria um vidro mais baixo.

E essa é uma das razões pela qual eu só tenho motos naked.

Nunca entendi o argumento de uma moto naked ser mais cansativa do que uma moto carenada em viagens. Garantidamente ia ficar muito mais cansado a viajar com a barulheira gerada por uma SAS1290 ou Tracer 9 do que com as equivalente Super Duke 1290R ou MT09

Junho 16, 2025, 20:10:40, 20:10
Responder #3

pjmartinho

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No meu caso só deixo de ouvir o barulho do vento com o vidro da posição mais alta de todas.

Basicamente:
  • Vidro em baixo - Barulho incomodativo
  • Vidro em posições intermédias - Barulho ensurdecedor
  • Vidro na posição mais alta - Silêncio
O inconveniente de andar com o vidro na posição mais alta de todas é o facto do rebordo do vidro ficar ao mesmo nível dos olhos, o que atrapalha a visão, e de não deixar passar vento nenhum para tirar o calor dali para fora, pelo que nos dias quentes de verão dá para fazer sauna em cima mota pois ela é "quentinha".

Em contrapartida tenho um amigo que é uns 20cms mais baixo do que eu e que ao andar na mota diz que nem nota o barulho do vento.

Junho 22, 2025, 17:12:34, 17:12
Responder #4

pjmartinho

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Andei a investigar este assunto e parece que há solução para o mesmo e que não passa por andar a mudar o vidro da mota.

Basicamente, todo este ruido do vento tem a haver com o facto de não passar ar suficiente por baixo do vidro para reduzir a diferença de pressão entre o ar que é "empurrado" pelo vidro e passa por cima do mesmo e a (de)pressão do ar que se cria atrás do vidro enquanto a mota se desloca. Para evitar este efeito, as Pan 1100 tinha um vidro com 2 recortes para deixar passar ar e assim reduzir esta diferença de pressão.



Na sua forma orginal, nesta mota o vidro está afastado dos plásticos mas não o suficiente para permitir a passagem de ar em "quantidade" suficiente para dimunir a diferença de pressões e há quem "abra" recortes para deixar passar mais ar



ou então corte a parte de baixo do vidro entre os apoios do mesmo



Investigando mais um pouco, e para não andar a cortar o vidro pois não tenho ferramentas, nem jeito, para tal, verifiquei que há quem coloque uns "espaçadores" para afastar mais o vidro dos plásticos. Esta solução parece-me ser mais fácil e prática de aplicar e permite que se "afine" o afastamento do vidro à medida do freguês.

Este exemplo tem um ar mais profissional, e além de afastar mais o vidro dos plásticos também altera a sua inclinação



e neste caso, que parece ser uma coisa mais caseira, não altera o angulo do vidro mas só o afasta dos plásticos



Vou testar este 2º método (com espaçadores) mas estou-me a preparar para ter de fazer vários com diferentes espaçamentos até encontrar um que, pelo menos, reduza bastante a barulheira que se ouve.
« Última modificação: Junho 22, 2025, 22:37:18, 22:37 por pjmartinho »

Outubro 22, 2025, 23:17:19, 23:17
Responder #5

pjmartinho

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Aproveitando o facto de ainda ter a mota, resolvi fazer mais uns testes comparativos e agora usei um capacete que está reformado na prateleira com a camara que usava no mesmo e o mesmo microfone em ambos os capacetes. O resultado é o seguinte:



Mesmo descontando as variações de volume entre os diferentes clips do video, as diferenças de barulho que ouço são notórias.

No Schuberth só ouço o motor da mota em baixas velocidades, enquanto que com o Scorpion consigo ouvir o motor em condições, bem como os ruidos exteriores. 
« Última modificação: Outubro 22, 2025, 23:21:51, 23:21 por pjmartinho »

Fevereiro 01, 2026, 21:22:05, 21:22
Responder #6

pjmartinho

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Novo teste com a mesma mota com outro capacete...


Outubro 11, 2026, 21:18:59, 21:18
Responder #7

Nemo_Fz

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Agora, tendo mais tempo, vou tentar resolver o problema do barulho da turbulência na minha KTM. Tenho 3 testes/soluções que estou a pensar baseado nas diversas experiencias que fiz em andamento.
Notei que afastando o meu corpo/cabeça para trás, cerca de 10 cm, o ruido fica bastante mais baixo o que indica um vórtex mesmo sobre a minha cabeça na posição normal de pilotagem e descarto também que o meu capacete seja muito ruidoso (ou causa principal) pois com o capacete da minha esposa o ruido é bastante superior e noutro capacete testado foi igualmente alto.

Teste 1 - Arranjar uns espaçadores de 25 a 30 mm de modo a afastar o vórtex mais para a frente e, ao permitir que passe mais vento pelo interior do vidro, equalize um bocado a diferença de pressão e reduza o vórtex.

Teste 2 - Instalar um deflector. Estava um pouco receoso disso devido a esticar a máquina de vez em quando e não querer aquilo a sair disparado a meio de uma coisa dessas. Depois de ver vários vídeos de pessoal a fazer track days com isso instalado e a rodar acima dos 200 km/h creio que o risco é coisa mínima.

Teste 3 - Os capacetes que experimentei, todos eles têm uma grande entrada superior para ventilação. Notei que, com a ventilação fechada, um ruido baixa bastante, apesar de continuar a ser alto. Um capacete com entradas superiores diferentes talvez mitigue o ruido ainda mais.
« Última modificação: Outubro 11, 2026, 21:34:22, 21:34 por Nemo_Fz »

Ontem às 11:14:38
Responder #8

pjmartinho

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Testei as 3 opções e os resultados comigo foram os seguintes:

Teste 1 - Arranjar uns espaçadores de 25 a 30 mm de modo a afastar o vórtex mais para a frente e, ao permitir que passe mais vento pelo interior do vidro, equalize um bocado a diferença de pressão e reduza o vórtex.
Os espaçadores diminuiram o "vácuo" que se forma atrás do vidro o que ajudava o calor do motor a sair dali para fora. Como fiz vários espaçadores pude testar o seu resultado mas o barulho continuava lá com mais, ou menos, intensidade mas ainda acima daquilo que esperava e estava habituado na Pan 1100. A unica maneira de rudizr bastante o barulho era com o vidro todo puxado para cima o que me obrigava a ver pelo vidro ou então ficava com o rebordo do vidro em frente aos olhos, dependendo da pposição em que fixasse o vidro no motor eletrico.

Teste 2 - Instalar um deflector. Estava um pouco receoso disso devido a esticar a máquina de vez em quando e não querer aquilo a sair disparado a meio de uma coisa dessas. Depois de ver vários vídeos de pessoal a fazer track days com isso instalado e a rodar acima dos 200 km/h creio que o risco é coisa mínima.
Não cheguei a experimentar o deflector na Pan mas tenho-o na FJR e posso dizer que resulta muito bem. Primeiro comprei um do "chinês" que me custou uns 15€ (para experimentar) e como resultou muito bem acabei por comprar um da Puig que me custou uns 70€ mas, embora o do "chinês" seja uma cópia descarada do da Puig, no que toca à fixação no vidro é uma porcaria pois aquilo saia se fosse puxado à mão... já o da Puig está bem fixo.

Teste 3 - Os capacetes que experimentei, todos eles têm uma grande entrada superior para ventilação. Notei que, com a ventilação fechada, um ruido baixa bastante, apesar de continuar a ser alto. Um capacete com entradas superiores diferentes talvez mitigue o ruido ainda mais.
Primeiro com o C5 que tem uma entrada de ar grande no alto do capacete e depois com o RPHA 91, com uma entrada igualmente grande, notei diferenças no barulho mas nada de abismal entre andar com a ventilação superior aberta ou fechada.

Posto isto, chego à conclusão que se a mesma mota for usada por pessoas com diferentes estaturas (o que as coloca com diferenças na posição de pilotagem) os resultados podem ser bastante diferentes pois tenho um amigo, que é mais baixo do que eu, que ao andar na Pan 1300 dizia que lhe bastava subir o vidro um bocadinho para não ouvir vento nenhum.

Ontem às 13:56:25
Responder #9

2low

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O meu "poio" para a coisa:

POSIÇÃO NA MOTO
Na minha ex-moto a posição com que eu estava na moto influenciava o fluxo e barulho de vento a passar no capacete, sendo que bastava ficar mais recto e chegado para a frente e o vento em vez de passar de raspão nos 10% parte superior do capacete, passava a passar a 30% sendo que o ruído baixava mas acabava por sentir a força do vento.
Testei várias posições mas baixar-me na moto era posição mais desconfortável e "modo azeiteiro".

PLUGS AUDITIVOS
Depois disso, comprei uns tampões auditivos no leroy e a coisa resolveu.
Testei primeiro os de esponja, mais confortáveis mas além de acumularem a cera não isolavam muito bem.
Acabei por ir para uns de plástico com fio para pendurar atrás do pescoço e a coisa tem funcionado desde então sem barulhos!
https://www.leroymerlin.pt/produtos/tampoes-auditivos-reutilizaveis-com-cordao-29-db-dexter-88035346.html
Estes são fáceis de limpar, baratos e têm caixa para guardar e no meu caso dão para andar de moto e para trabalho!

CAPACETES
Outra situação que passei no passado com um capacete Nexx XR1R foi que as borrachas de vedação da viseira ao final de 2 anos já estavam degradadas/partidas e passava barulho e alguma água.
No Shark Spartan Carbon v1 já passou a "vida util dos 5 anos", está com 9anos mas já se nota que borrachas já não vedam tão bem.