Autor Tópico: Até quando será possível ter...petróleo???  (Lida 4803 vezes)

Fevereiro 07, 2017, 13:27:19, 13:27
Lida 4803 vezes

Sapiens21

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Até quando será possível ter... petróleo???





Já devem estar a pensar..."Dassss, outro tópico com o tema das energias", mas o que é certo é que existe tanto tema para discutir quanto a isto, além de que estamos a viver um tempo de tantas mudanças, que se torna imperativo não fechar os olhos e encarar as coisas como elas realmente são...


A pergunta colocada no título é assim suficientemente pertinente não só para os veículos actuais, mas também para as relíquias que possam morar na garagem de muitos os que estimam a sua velhinha moto já com uma série de décadas em cima.


As estimativas dependerão sempre da descoberta de novas reservas (ou da futura vontade de as fazer), do aumento da produtividade nos poços e da evolução do consumo no Mundo...MAS a verdade é que as estimativas apontam para uma data sensivelmente fixada em 2050!!


Possivelmente dir-se-á que ainda é cedo para encarar a era do petróleo como...bem...como estando de facto a chegar ao fim, mas o que é certo é que mais ano menos ano, tem de facto os dias contados na forma como a conhecemos hoje (abundante e à distância do posto de abastecimento mais próximo)!


E não é apenas e só o "ouro negro" que aparece no gráfico que foi colocado no topo deste tópico, ainda que este - o petróleo - seja aquele que as previsões ou estimativas (chamem-lhes da forma que melhor for entendida) dão como o que se extinguirá primeiro. 
Claro que não acabará como se fosse uma torneira que deita até à sua gota, mas acho que percebem a ideia, além do facto de esta previsão - ano 2050 volto a lembrar - até não estar tão longe assim de acontecer.


Os substitutos já se vão "acotovelando", pelo que resta saber se será uma corrida com um ganhador, ou vários...sectores da energia eólica, energia solar, biocombustíveis, eléctricos, híbridos e hidrogénio são alternativas viáveis com um desejável desenvolvimento tecnológico direccionado para o aproveitamento e eficiência.

2050...hum... :pensador:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Fevereiro 07, 2017, 17:52:18, 17:52
Responder #1

Scooterado

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Esse gráfico parece a minha conta bancária vista de lado, hehe e a TMAX DX vai ter de esperar bué.
Em 2050 já estarei por certo aos comandos de 1 Egiro ( elétrica) mas penso que bem antes dessa data o petróleo será cada vez + posto de lado e proscrito em muitos lugares ( talvez só o trafego marítimo e a aviação o usarão nessa altura e o Sousa Cintra ainda estará a tentar furar Aljezur, hehe ).
É incrível a velocidade da inovação nos dias de hoje e em 2050 se calhar, já teremos a fusão nuclear fria ( ou outra fonte provavelmente ainda + inesgotável ) a comandar o fornecimento energético global e os carros/motas voadoras serão algo já quase normal no quotidiano.....A Uber por exº já está a trabalhar nisso à força toda.
Os países ricos continuarão a ser quase de certeza os "donos da bola" neste e noutros sectores da atividade humana e nós felizmente ainda teremos por cá muito Mar para nos dedicarmos à pesca.
1 abraço
Scooterado  :scooter: SLB
« Última modificação: Fevereiro 07, 2017, 18:01:21, 18:01 por Scooterado »

Fevereiro 07, 2017, 18:16:41, 18:16
Responder #2

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Não haja a menor dúvida disso, caro Scooterado....

Refiro-me ao facto de que o "Deadline" (termo Inglês normalmente a anunciar um prazo que se adivinha ou se conhece) não vai espelhar a realidade de um consumo consistente até ao fim.

Isto significa muito simplesmente que o tal ano de 2050, serve apenas como indicador de algo que muito antes terá a sua procura em quada abrupta!!!

Quanto às soluções em termos energéticos, algo me diz que passarão muito pela componente elétrica (ao nível dos veículos) e pela componente solar (habitações e edifícios). Isto naturalmente sem prejuízo de que haja outras energias também em uso, ainda que porventura não tão determinantes numa perspectiva de utilização massiva.

O futuro, por muito que custe - a uns mais do que a outros - está mesmo ao virar da esquina.  ;)
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Fevereiro 07, 2017, 19:15:01, 19:15
Responder #3

karloxilva

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Boas.
O fim do petróleo poderá ser dramático não só para os motores de combustão interna mas também a outros níveis que ainda não foram imaginados, pense-se nos problemas de países que baseiam toda a sua economia na extracção do petróleo e as regiões do planeta que estão dependentes do "ouro negro"... basta olhar-se para o caso da Venezuela, onde a antiga classe dirigente estava sentada sobre os lucros do petróleo e a nova não consegui afastar-se do paradigma... bastou mexerem no preço do crude a nível mundial para lançar a economia daquele país nos caos. Lembremo-nos de como os norte-americanos se aperceberam de que as principais divisas da antiga União Soviética vinham do petróleo, bastou uma conversa com os seus aliados sauditas para baixar o petróleo a níveis inimagináveis... o que ajuda a perceber porque o Reino da Arábia saudita possa continuar a armar terroristas por todo o mundo sem ser colocado na lista negra pelos "ianques". Lembram-se de nos anos 80, em Portugal, quem não tinha um jipe a gastar 10 ou mais litros não era "bom chefe de família"?

Quanto a mim, o problema não será o fim do petróleo em si, mas aquilo que essa escassez trará se não se modificar o modo de vida humano nas grandes metrópoles económicas mundiais, já que as regiões mais pobres do planeta têm-se limitado a "respirar" os levar com as consequências do modelo de desenvolvimento dos vizinhos do norte.
Já agora, lembram-se de quando acabaram com o chumbo na gasolina? Não demorou muito a baixar a quantidade de leucemias nos países que ficam no caminho dos (no caso) maus ventos dos países do norte... Causa e efeito.

Noutra escala, será uma modificação como aquela que determinou o fim do carvão como principal matéria-prima para aquecer as caldeiras de vapor das fábricas e centrais de energia. Depois dos anos mais duros da Revolução Industrial e com o uso de combustíveis líquidos que largavam partículas menos pesadas para a atmosfera até as florestas inglesas mudaram de cor... Causa e efeito.

Amanhã, o que será perguntado é como é que nós em cinquenta anos conseguimos destruir mais o planeta do que todas as gerações antes de nós... e elas fizeram muitas barbaridades, note-se.

Quanto a nós, Portugal, o facto de não termos petróleo até pode ser uma oportunidade. E, coloquemos os pontos nos "is", quando se fala de "Desequilíbrio Energético" a tendência é falar de Electricidade  - e lá aparece a espaços aquele "lobby" que gostaria de meter em Portugal uma central nuclear.
Só que: o desequilíbrio energético de Portugal radica quase por inteiro nos transportes, isto é, na importação de matéria-prima para refinar em gasolina e gasóleo.
Os popós, meus caros amigos, é que puxam Portugal para baixo!
O drama: que fizeram as nossas elites? Construiram auto-estradas e desinvestiram nos caminhos de ferro, criaram uma miríade de empresas de transportes de passageiros que tornaram um suplício andar num espaço apesar de tudo reduzido como são as nossas principais áreas metropolitanas. A organização dos transportes públicos é em si um convite ao transporte privado, enquanto não se vir isto...
 
Depois, pouca gente sabe que há dias em que Portugal é alimentado por inteiro com energia eléctrica oriunda de energias renováveis.
Neste particular, parece impossível como não se desenvolveu até agora um "cluster" tecnológico de aproveitamento do sol a todos os níveis... Ah, pois, a nossa elite está mais disposta a investir forte no comércio retalhista, na especulação imobiliária e na compra de políticos que lhes proporcionem transformar em negócio as necessidades humanas básicas da população. Depois da Electricidade (era "para baixar o preço" não era?) e do Lixo (para tornar mais rentável até o importam...), o apetite que anda aí pela Água...
Nós que andamos de mota sabemos que a distracção é a "morte do artista".
« Última modificação: Fevereiro 07, 2017, 19:41:08, 19:41 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Fevereiro 07, 2017, 22:36:57, 22:36
Responder #4

Manhas

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Curiosamente, hoje tropecei no seguinte artigo dando ênfase ao Hidrogénio. Ao que parece, houve um "... acordo no Fórum Económico de Davos entre diversos integrantes da indústria automóvel – como a Shell e a Total, em parceria com cinco dos principais fabricantes, como BMW, Daimler, Honda, Hyundai e Toyota" com vista a desenvolver a tecnologia e infraestrutura de abastecimento.

Fonte: http://www.motor24.pt/ecologia/sera-hidrogenio-solucao-os-problemas-da-mobilidade
« Última modificação: Fevereiro 07, 2017, 22:57:59, 22:57 por Manhas »

Fevereiro 07, 2017, 22:49:13, 22:49
Responder #5

TMXR

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Acho que a data ultrapassará 2050 na boa.



O problema, penso que nao sera ate quando este existirá mas o ate quando será economicamente viavel a sua extracao pois cada vez será necessario extrair em locais mais dificieis e logo de extracao onerosa  :nice:
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Fevereiro 08, 2017, 00:03:59, 00:03
Responder #6

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Acho que a data ultrapassará 2050 na boa.



O problema, penso que nao sera ate quando este existirá mas o ate quando será economicamente viavel a sua extracao pois cada vez será necessario extrair em locais mais dificieis e logo de extracao onerosa  :nice:


A questão está mesmo na sua necessidade em face daquilo que se desenha para os próximos anos em matéria de energias não dependentes directamente do petróleo. :)

O ano 2050 é de alguma forma apenas indicativo (ainda que possa partir de estudos já realizados), pois haverá sempre jazidas de petróleo por explorar, sendo precisamente essa viabilidade que, curiosamente, pode até encurtar o já curto período que nos separa de 2050.

A forma de dependência global agora existente quanto ao petróleo, vai dar lugar - e já o faz - a outras energias já em aplicação no que toca aos veículos rodoviários, mas tal situação representa ainda uma percentagem pequena...muito pequena a nível Mundial.

Tocou-se mais acima num ponto que me parece bastante interessante e que se prende com a questão da enorme dependência que alguns países mais subdesenvolvidos têm do petróleo. E encontra-se algo de verdade ao sublinhar esses casos...
Esses serão claramente dos últimos a usufruir dos maiores avanços nas tecnologias de "energia limpa" *...e por via disso mesmo, a serem dos últimos a largar a dependência massiva do "ouro negro".

É que as Toyota Hilux ainda têm muito para dar... Vai-se o petróleo e ainda cá continuam... :D :D

Mas curiosamente, o gigante mercado Chinês e também a própria Índia, estão a desenvolver já projectos no sentido de encontrar outras formas de haver uma mobilidade não dependente do petróleo. O gigante construtor Hero Motocorp, que fabrica centenas de milhar de veículos ano, tem sido um desses casos...

Bem....

Se eu fizesse uma votação sobre daqui por quantos anos se veriam a comprar um motociclo elétrico, por certo a maioria dos membros escolheria a última opção..."Daqui por +20 anos", mas a realidade - por via do disponibilizado pelas próprias marcas - pode ditar algo bem diferente e até mesmo antes de tão longo período. :)


*  "Energias limpas"...completamente limpas, não o são todas merecedoras da indicação.
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Fevereiro 08, 2017, 10:15:14, 10:15
Responder #7

karloxilva

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O Sapiens falou da chegada mais tardia dos países menos desenvolvidos às energias limpas e eu lembrei-me de algo que li há muito, a "Lei do Desenvolvimento Desigual e Combinado", segundo a qual os país mais atrasados ao serem integrados no processo de produção mundial - por deslocalização de empresas que procuram mão-de-obra barata, etc.. - acabam por ter acesso ao desenvolvimento tecnológico através das últimas novidades, coexistindo assim o antigo com o mais moderno.
A China e a Índia são exemplo disso. Não há muitos anos eram países "camponeses". Por via de se terem tornado as "fábricas do mundo", parte desse campesinato tornou-se operariado (um salto bruto para a sociedade industrial). Ao mesmo tempo, o ensino acompanhou a necessidade nacional de fornecer quadros técnicos às empresas que fornecem as marcas estrangeiras. Entretanto, foram desenvolvendo as próprias empresas aproveitando o "know-how" adquirido e desenvolvendo-o.
É o facto de se terem tornado produtores com marcas próprias e não apenas "montadores de peças" que lhes permite terem-se tornado uma ameaça aos interesses daqueles que fecharam fábricas na Europa e nos EUA para as mandar para a Ásia.
Aquilo que vemos hoje nos EUA é de alguma forma o resultado deste processo. Há um tipo, Trump, que se apercebe da importância desse "nicho eleitoral" dos deserdados da globalização (o operariado norte-americano de antigas zonas industrias tornadas cidades fantasma), ao contrário da sua concorrente, Hilary, mais que implicada com os interesses de Wall Street e os "jogadores" desse casino, que dava esses votos por por garantidos.
Só que, ainda os bonés do "America First" não desbotaram as cores, já Trump nomeia para os altos cargas gente mais que implicada com aquilo que levou o seu eleitorado mais modesto e esperançoso à ruína... (a teimosia que esta gente tem de eleger gatos para tratarem de assuntos de ratos!)
E, já que falamos de petróleo, estamos perante uma administração que não acredita nas alterações climáticas e nos efeitos da emissão de gases. Prepara-se para rasgar acordos já de si insuficientes em relação ao que devia ser feito. Depois, cereja sobre o bolo, o degelo da calote polar abre o caminho marítimo para reservas intocadas de petróleo. E lá se vai um dos últimos santuários naturais do planeta.

A conclusão lógica do meu texto é a de que possivelmente serão os países mais "atrasados" a tornarem-se vanguarda da utilização das energias limpas, quanto mais não seja porque não têm outro remédio...
Se continuarem a vender gasolina ao preço da chuva nos EUA, o americano médio nunca se aperceberá do mal que faz ao planeta, nem que haja três vezes mais furacões, secas e inundações malucas. Como se garante a coisa? Trump acabou de nomear uma senhora para gerir a Educação Pública que odeia o conceito e tem ganhos na redes privadas, se já têm problemas no ensino... Depois, dentro das escolas, o obscurantismo do "lobby" dos Criacionistas, uma seita evangélica que acha que os homens conviveram com os dinossauros (os "Flinstones" afinal não serão uma ficção...) vai ganhando força.

Para não ser pessimista, uma oportunidade também para Portugal: "Não tens matérias-primas, investe na Inteligência para as utilizar".
« Última modificação: Fevereiro 08, 2017, 10:24:17, 10:24 por karloxilva »
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Fevereiro 08, 2017, 12:23:23, 12:23
Responder #8

Cross

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Conclusão o nuclear vai voltar em força.

Então  vejamos o petróleo vai ser tão caro e tão prejudicial que não haverá muita escolha no curto prazo.
O nuclear desde a muitos e longos anos existe como tecnologia utilizada para a deficiente falta de energia cada vez com mais procura.

Mais barato na produção e mais limpo seguramente mas só se tudo correr bem porque senão azar para os que lá estão ao pé.
Estranho é o balanço que fazem os seus defensores, o nuclear afecta directamente as pessoas que habitam o planeta (nos acidentes ou resíduos) mas não destrói o planetas que a pessoas habitam com as alterações provocadas pelos combustíveis fósseis.

Estranho mundo em que vivemos!
Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Fevereiro 08, 2017, 17:14:40, 17:14
Responder #9

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Para não ser pessimista, uma oportunidade também para Portugal: "Não tens matérias-primas, investe na Inteligência para as utilizar".

Portugal, se tivesse pessoas (leia-se Governo) realmente com interesse em aproveitar a totalidade daquilo que o país consegue produzir em termos de energia limpa, então dificilmente teríamos necessidade em comprar energia ao exterior. E se o fizéssemos, tal não teria sequer comparação ao que se verifica no presente.


Se houvesse realmente vontade política, desbloqueio da burocracia existente e condições para forte investimento privado, então PORTUGAL TERIA TODAS AS CONDIÇÕES PARA USUFRUIR DAS PRINCIPAIS FONTES DE ENERGIA ILIMITADA: SOLAR, ÉOLICA, MAREMOTRIZ E ONDAMOTRIZ.

O problema é que a "vontade" se calhar perde-se entre gabinetes... :confused:
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Dalai Lama

Fevereiro 08, 2017, 18:33:22, 18:33
Responder #10

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O nuclear é a melhor energia, mas a opiniao publica nao perdoa e ninguem quer ter uma "bomba" por perto  :nice: :nice:
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Fevereiro 08, 2017, 21:08:30, 21:08
Responder #11

Cross

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O nuclear é a melhor energia, mas a opiniao publica nao perdoa e ninguem quer ter uma "bomba" por perto  :nice: :nice:
Tens razão mas se olharmos aqui para o lado na Extremadura em Almaraz, não podemos dizer nada por razões óbvias mas se há stress só mesmo por milagre visto que esta na fronteira e o Tejo e utilizado para arrefecer a coisa...

Para amançar a opinião pública estão a construir uma outra central mas solar... claro isso resolve o assunto .

Nós claro continuamos a pagar a energia que importamos dos espanhóis e o valor acrescentado fica do lado de lá.

 
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Fevereiro 09, 2017, 02:18:47, 02:18
Responder #12

dfelix

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A energia que importamos de origem nuclear vem de França.
E Almaraz tem cada vez mais os dias contados.

Tenho opiniões divididas quanto à implementação de algumas renováveis.
Reconheço a importância das eólicas mas não simpatizo a forma como foram surgindo como cogumelos num país cujas zonas verdes estão cada vez mais descaracterizadas.
Sou céptico quanto à introdução das fotovoltaicas. Sobretudo no que diz respeito á capacidade de produção versus amortização do investimento + manutenção e longevidade.

No contexto das renováveis acho que existem ainda algumas opções por explorar capazes de oferecer maior beneficio por um menor investimento.
Nomeadamente a modernização das actuais hidroeléctricas.

Entretanto, continua-se a queimar fósseis para produzir eléctrica.
E até entendo. Pois para algo que vai acabar dentro de tão pouco tempo... continua a ser uma opção até relativamente barata!  :)

Tal como o cross, acredito que haverá um regresso à nuclear.


Fevereiro 09, 2017, 10:28:54, 10:28
Responder #13

TMXR

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O problema é o armazenamento da energia que nao é possivel.


Tu tens ciclos de uso ao longo de um dia e a eolica e o fotovoltaica estão fortemente dependentes de factores que não controlamos, pelo que para compor o "electrocardiograma" tens de ligar as fosseis para suprir esses picos... e também tens outro problema que é: não as podes desligar!



Ja o motivo de termos energia muito cara foram os negócios ruinosos do tempo do... Socrates (estou sempre a bater no mesmo ceguinho!  ::P:) com o Ricardo Salgado que levaram a que tenhamos renováveis ao custo de 3x das fosseis...


Claro que isto é muito giro, mas... a chatice mesmo grande é quando no final do mês olhamos para o salário de terceiro mundo e depois para a conta da luz de 1º mundo  :nice:


E ainda da mais raiva ver que paises muito mais ricos e maiores em dimensoes, logo em impacto das medidas, vao alegremente assobiando para o lado enquanto nós tugas temos sempre de ser mais "papistas do que o papa"  :napodeser:
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Fevereiro 09, 2017, 11:13:26, 11:13
Responder #14

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Fevereiro 09, 2017, 14:23:25, 14:23
Responder #15

Scooterado

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O problema é o armazenamento da energia que nao é possivel.


Tu tens ciclos de uso ao longo de um dia e a eolica e o fotovoltaica estão fortemente dependentes de factores que não controlamos, pelo que para compor o "electrocardiograma" tens de ligar as fosseis para suprir esses picos... e também tens outro problema que é: não as podes desligar!



Ja o motivo de termos energia muito cara foram os negócios ruinosos do tempo do... Socrates (estou sempre a bater no mesmo ceguinho!  ::P:) com o Ricardo Salgado que levaram a que tenhamos renováveis ao custo de 3x das fosseis...


Claro que isto é muito giro, mas... a chatice mesmo grande é quando no final do mês olhamos para o salário de terceiro mundo e depois para a conta da luz de 1º mundo  :nice:


E ainda da mais raiva ver que paises muito mais ricos e maiores em dimensoes, logo em impacto das medidas, vao alegremente assobiando para o lado enquanto nós tugas temos sempre de ser mais "papistas do que o papa"  :napodeser:

....Concordo com o Tmaxer mas em relação ao armazenamento, o que é uma Barragem cheia de água senão uma gigantesca bateria/acumulador de energia :pensador:....... Fazendo uma gestão correta de uma grande barragem ou 1 grupo de outras menores o problema do armazenamento é bastante atenuado e por exº essas barragens novas ( da Iberdrola ) no Alto Tâmega estão pensadas para reverter o fluxo de água de volta para a albufeira nos períodos de menor  procura e usando a energia eólica ( de noite por exº ) + solar para fazer regressar a água e usar de novo durante os períodos de maior consumo e isto teoricamente poderia ser adotado noutras infraestruturas já existentes ( em algumas delas teria de se construir açude(s) a jusante do paredão para prender as águas e com comportas para regular as cheias e os fluxos ecológicos )  e ainda há aquele projeto piloto de usar painéis fotovoltaicos em plataformas flutuantes no espelho de água da albufeira para produzir energia e/ou participar no mix energético necessário ( sol+vento+central biomassa próxima por exº) para fazer regressar a água de volta ao reservatório, em dias com sol e vento ( felizmente abundam por cá ) poderia criar-se uma espécie de Santo Graal de produção contínua diurna sem gastar água isto é, criar um circuito virtuoso de regresso da água e a energia necessária para isso seria obtida de forma limpa/renovável, claro que, em alturas de muita pluviosidade não haveria necessidade de recorrer a estas técnicas e bastaria libertar a água para as turbinas e até fazer as descargas de fundo (para limpeza)....... Outra solução a adotar por um País como Portugal seria o de transformar ( a pouco e pouco claro está ) as nossas casas em autênticas produtoras para consumo próprio/ fornecedoras da rede durante o dia (por exº através dos powerwalls da tesla e outros sistemas análogos ) e de noite seria a rede a alimentar as nossas casas não havendo neste período qualquer problema no fornecimento por parte das EDPs. e afins.
Continuo a pensar que é aqui no cluster das renováveis que PT. irá encontrar a sua auto suficiência energética ( e até exportar bué - não esquecer o Oceano mesmo ao nosso lado cujo potencial energético está por explorar ) e com isso terá contínuos superavits na balança comercial e começará, finalmente, a reduzir a nossa gigantesca dívida externa.
Isto é uma espécie de: deixem-me sonhar do nosso saudoso Torres, o bom gigante, que choca com muitos interesses instalados e acima de tudo é muito difícil de contrariar os corruptos estrategicamente posicionados em lugares de decisão e que se estão a marimbar para o País e só se preocupam em saber onde é que está o melhor offshore para colocarem o produto do saque!!
1 abraço
Scooterado  :scooter:
« Última modificação: Fevereiro 09, 2017, 18:13:45, 18:13 por Scooterado »

Fevereiro 10, 2017, 13:59:21, 13:59
Responder #16

TMXR

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Eu dizia armazenar energia eléctrica  :nice: para poderes armazenar uma produção solar para teres energia durante a noite, ou uma produção eólica para consumires quando não havia vento  :nice:


Obviamente, há sempre a hipótese de pegar na energia eléctrica e transforma-la em potencial como é o caso das barragens  :nice:
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Fevereiro 11, 2017, 19:31:17, 19:31
Responder #17

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
É que nem de propósito....

Ontem mesmo foi publicado um artigo no website GreenSavers, com o titulo:  "Qual o potencial de Portugal para produzir energia através do Sol?"


Coloco aqui um excerto do artigo e que refere alguns dos locais de forte potencial a nível Mundial, assim como aqueles em Portugal que também o são. :nice:


"A nível mundial, locais como o Sahara, o Kalahari, o deserto australiano, a Ásia Central, a Baixa Califórnia, o Atacama e a Austrália – zonas desérticas, onde a precipitação atinge níveis muitos baixos – são as regiões de excelência para a produção de energia solar. Por cá, o Algarve, Alentejo Interior e Beira Baixa apresentam as melhores possibilidades para quem quer investir nesta fonte de “energia limpa”."

http://greensavers.sapo.pt/2017/02/10/qual-o-potencial-de-portugal-para-produzir-energia-atraves-do-sol-esta-ferramenta-responde/
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama