Autor Tópico: Quando as pernas são "curtas" para a altura da moto... Como fazer?  (Lida 38571 vezes)

Março 25, 2017, 09:07:17, 09:07
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Quando as pernas são "curtas" para a altura da moto... Como fazer?






Este é mais um tema em que a opinião de cada membro se torna altamente relevante na ajuda ou possíveis "técnicas" que sejam viáveis para dar aos outros que passem por situações semelhantes.


As nossas estaturas naturalmente não são as mesmas e ainda que haja alguns motociclos que permitem 2 alturas de banco (sem entrar no rebaixamento da suspensão), a verdade é que pode haver quem sinta em determinadas situações uma certa dificuldade adicional face aos que são de maior estatura.


Eu pessoalmente conheço quem tenha já comprado um motociclo que nem sequer era a sua primeira ou segunda opção de escolha...e tudo por causa da altura do banco e da dificuldade que já adivinhava sentir em cidade.


É normal e aceitável olhar para este tipo de decisão (estatura até +/-1,65m), porque se em estrada aberta dizem não sentir a mínima dificuldade, já num ambiente que implique muitas paragens, inclinações da via, trânsito lento e intercalado com para-arranca, tais situações podem revestir-se psicologicamente como um entrave.


Sabemos que existem muitos vídeos na internet de quem parece provar o contrário, como o caso de um condutor de baixa estatura que sobe para cima de uma BMW GS e dá uma volta cheia de estilo ao pé de casa.


Mas...e nos restantes e variadíssimos contextos de condução??
Será assim tão fácil como parece... ou queremos fazer os outros acreditar que o seja, levando-os a crer que podem comprar a supermoto dos seus sonhos e que tudo correrá bem e sem dificuldades?


Costumo dizer que a habituação, circulação regular e conhecimento do motociclo dão uma grande ajuda (o que é verdade para a generalidade dos casos) , mas tenho de admitir que por vezes são dados conselhos sem ser "sentido na pele" e na primeira pessoa, aquilo que é vivido por parte de quem tem uma estatura mais baixa.


E depois temos a parte da confiança e da determinação...
Aquilo que uma pessoa consegue demonstrar  conseguir fazer, pode não ser válido para outra de igual estatura, pelo que saber-se de um par de exemplos de quem circule habitualmente num moto alta e querer incuti-los noutra pessoa, pode...ao invés de lhe dar força e confiança a tentar fazer igual, tomar sim a situação como uma exigência para a qual naturalmente a pessoa não está receptiva.


De qualquer forma e porque nada existe como os testemunhos sinceros e descomprometidos dos membros, aqui vos deixo este tópico para a vossa opinião sobre o tema.  :)



"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Março 25, 2017, 13:41:33, 13:41
Responder #1

karloxilva

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Sobre este assunto, deixo aqui um "link"para um artigo no blogue de Jose Maria Alguesuari que eu tenho a certeza que o Sapiens, e não só, gostará de ler (está em castelhano).
http://www.alguersuari.com/2017/03/carta-xavi-las-motos-altas-y-los.html

"Eu pessoalmente conheço quem tenha já comprado um motociclo que nem sequer era a sua primeira ou segunda opção de escolha...e tudo por causa da altura do banco e da dificuldade que já adivinhava sentir em cidade", escreveu o Sapiens. E passa a conhecer mais um: eu.

Quando a mudança de local de trabalho me obrigou a repensar o meio de transporte para me conseguir movimentar numa cidade engarrafada e com transportes colectivos anedóticos, como é Setúbal, a saída da "Lei das 125" fez-me sentar sobre diversas scooters (scooters porque nunca havia ligado a motos nem me interessara por aprender a andar nelas).
Tentado pela "Maria" (que gosta da Yamaha via Aerox - à qual eu rebaixei o banco) fui experimentar uma bela XMax 125... e acabei na Burgman 125, não sem antes ter passado por outra opção mais leve.

Às vezes leio pessoal desvalorizando a componente altura do assento na escolha de uma mota, mas este item não deixa de ser importante quando se trata de uma primeira mota e sobretudo quando nunca se andou de mota na vida.

Aqui, convém dizer que há diversas formas de olhar a coisa. Se se é jovem, mesmo jovem, a coisa é encarada na perspectiva da aventura. Estou a lembrar-me de uma, da minha filha, que há anos me apareceu de um grupo de jovens no fim da rua conduzindo uma "DT", e nem mudanças sabia  engrenar... De estatura bem pequena, nem chegava com a ponta dos pés ao chão. Tive de segurar a mota para ela descer... Bem, foi mais corajosa do que eu que na tropa me convidaram a aprender a andar de mota e apontei para um carro de combate "Aquilo é muito mais seguro". Quando falei em "coragem", referia-me àquela ousadia baseada no instinto de sobrevivência pouco desenvolvido e na necessidade de afirmação perante o grupo que a tenra idade induz, perceba-se.

A maioria das pessoas que eu conheço que já andava de mota antes da "Lei das 125" começou muito jovem. Muitas experimentações, alterações das motas modestas a que a carteira podia chegar, e bastante quedas. Fez parte da aprendizagem. O chegar a um semáforo e inclinar a mota para chegar ao chão ou até o gerir o andamento e a posição no trânsito para colocar o pé direito sobre o lancil, são coisas que se aprendem, além de que, convém lembrar, por essas alturas a altura dos assentos era mais baixa. Conforme se pode ler no artigo desse pioneiro das revistas de motociclismo em Espanha, cujo "link" que coloquei aí em cima, as pessoas eram mais baixas. Iogurtes, leite, comida que é tida por ajudar ao crescimento, não era coisa generalizada. Muita gente não sabe e muito boa gente já se esqueceu. Quanto a jovens, estamos conversados.

Depois há os "cotas" que chegaram tardiamente às duas rodas. Estes olham "a coisa" de um modo mais prático e menos exibicionista - eu sei, há por aí muitas "segundas juventudes", mas vou-me deter apenas no que eu penso que será a maioria.
A "Lei das 125" colocou muita gente sobre duas rodas que nunca haviam pensado andar de mota. Quase todos começaram por algo mais "amigável", o que explica a explosão das scooters nas ruas portuguesas. Muitos, como eu, começaram pelo ir e vir do trabalho... depois, começaram a andar na estrada ao fim-de-semana. Aí, foram ultrapassados pela necessidade de não sentirem as tangentes dos "enlatados" que nem sinalizam a sua presença quanto mais respeitarem uma distância segura na ultrapassagem. Em consequência, muitos destes "recém-chegados" perceberam que o segredo para andar na estrada com duas rodas é ter um acelerador disponível. E assim, aquela "Lei das 125" que o "lobby" das escolas de condução prometia vir a ser um autêntico "holocausto"nas estradas tornou-se uma boa fonte de rendimento.

Aqui chegados, temos os mais novos dos mais velhos, mais altos também (lembram-se daquele pormenorzinho da alimentação?), que saltaram da "125" para cima de motas que hoje fazem a moda na estrada, as de "aventura". Em idade activa, também têm mais possibilidade de... crédito.
Se se olhar com atenção para quem conduz o quê reparar-se-á que há denominadores etários comuns nos modelos e tipo de motas, não apenas na classe de acesso ao consumo. Motas mais baixas gente mais velha.
Certo, pelo meio podemos meter pormenores culturais, mas há muita gente que nunca viu o "Easy Rider" [http://www.imdb.com/title/tt0064276/] e e escolhe os modelos mais baixos da gamas das diversas marcas.

Como já vai longo, remato com a minha percepção de que há uma relação da idade com a evolução nos modelos de motas no que à altura dos assentos diz respeito:
de baixo para cima e de cima para baixo.

És novo, tens melhor desenvoltura física para jogares com o corpo e dominares uma mota mais alta ou/e pesada. À medida que "acumulas quilómetros" esta disponibilidade já não será a mesma, fica aqui o aviso. Até podes subir de cilindrada, mas a tua mota terá tendência a ser mais baixa. Já agora, mais confortável, para ti e para a tua pendura que já não está pelos ajustes em ir disparada pela estrada de rabo empinado.



« Última modificação: Março 25, 2017, 17:54:00, 17:54 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Março 25, 2017, 19:50:46, 19:50
Responder #2

cgomes

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Sou um dos "cotas" que chegou tarde aos motociclos.
Na tropa também me ofereceram a possibilidade de tirar a carta de mota, ainda que a minha especialidade fosse Operações Especiais, mas na tentativa para arrancar limitei-me a cair de costas. Até +/- há dois anos e meio nunca mais tive outras experiências.
Aproveitei a reforma para me iniciar com uma Keeway de 50cc que rapidamente passou à história pois não podia circular nas vias rápidas. Avancei então para uma Burgman 125cc e aí sim o vicio manifestou-se. Tirei a carta de mota e passei para a Burgman  400cc. Estava feliz mas tinha traçado o objectivo de chegar à Burgman 650cc e cá estou, com as minhas limitações mas com a certeza de que todos os dias quero sentir que nada está adquirido como definitivo. A idade também nos trás alguma sensatez e é assim que quero continuar.
Claro que o centro de gravidade deve ser considerado na escolha do motociclo, seja qual for a idade. Não me estou a imaginar com menos 40 anos a fazer, todos os dias, o que no video se demonstra. O conforto é intemporal.
O post do Sapiens21 é excelente.

Março 09, 2018, 00:44:37, 00:44
Responder #3

2low

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Entretanto num grupo de "fãs das MT's" publicaram este site de referência que parece-me uma ferramenta bastante útil para cada um perceber qual a posição de condução de cada um, porque cada um tem estatura diferente, e  para cada modelo de moto que se possa comercializar:

http://cycle-ergo.com/
[ir às opções e colocar medidas métricas]

Setembro 26, 2018, 12:49:38, 12:49
Responder #4

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A VisorDown lança a questão num artigo recente, onde figuram na sua publicação algumas dicas...

Chama-lhes de "TOP TIPS FOR SHORTER RIDERS"  ;)


https://www.visordown.com/features/top-tips-shorter-riders


1: Work on your balance!
 - Practice low speed skills including figure of eights, static balance and weaving between trees.

2: Keep an eye out for places to plant a foot.
 - Look ahead in technical terrain and find somewhere safe to stop

3: Use your legs rather than upper body.
 - If you need to manoeuvre your bike, Megs recommends leaning the bike on to your legs as they are far stronger than your arms and torso.

4: How to dab the floor with your foot
 - In order to touch the ground, Megs recommends 'side slipping' off the bike in order to get one foot fully on the ground.

5: Have confidence!
 - Last but not least, the enduro expert says: 'Don't let your size, or the size of the bike, deter you from becoming a better rider'.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Janeiro 16, 2019, 17:25:18, 17:25
Responder #5

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(....)
Às vezes leio pessoal desvalorizando a componente altura do assento na escolha de uma mota, mas este item não deixa de ser importante quando se trata de uma primeira mota e sobretudo quando nunca se andou de mota na vida.
(....)

Faço uma citação de algo já com algum tempo....mas é mesmo assim como foi dito.
Pelo menos nos casos que tenho visto é assim que se passa.

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Fevereiro 08, 2019, 13:50:17, 13:50
Responder #6

José Trigueiro

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Sem querer ofender ninguém, a melhor solução por vezes é... trocar de mota. Especialmente quando as pernas já tem alguns anos.

Para além da altura absoluta do assento da mota, a largura do assento e da própria mota também contam muito. O assento de uma Yamaha MT 125 tem menos um centrímetro de distância ao solo do que a minha Jialing JH125-33 (81cm vs 82cm) e a minha chinoca é mais fácil de montar por ser uma mota mais estreita e por as peseiras não ficarem a bater nas canelas do condutor, quando este mete os pés no chão.

Conta igualmente a altura do centro de gravidade da mota e o seu peso. Uma pessoa pode sentir-se confiante com uma mota leve e alta, tipo mota de cross, e já ser o contrário com uma mota pesada e com um centro de gravidade alto, em que a altura total do assento até é mais baixa do que a dita mota de cross.

A localização das peseiras também é fundamental para quando precisamos colocar os pés no chão, pois há peseiras que nos ficam a bater nos tornozelos ou nas canelas, obrigando-nos a escolher outro sítio de apoio dos pés, em que o nosso equilíbrio já não é o melhor. 

O melhor é a pessoa experimentar sempre antes de comprar. Isto pode parecer algo de muito óbvio, mas fora dos grande centros urbanos por vezes as pessoas compram as motas só com base nas fotografias do catálogo da marca. E depois dá asneira!

Fevereiro 08, 2019, 14:07:45, 14:07
Responder #7

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Sem querer ofender ninguém, a melhor solução por vezes é... trocar de mota. Especialmente quando as pernas já tem alguns anos.

Para além da altura absoluta do assento da mota, a largura do assento e da própria mota também contam muito. O assento de uma Yamaha MT 125 tem menos um centrímetro de distância ao solo do que a minha Jialing JH125-33 (81cm vs 82cm) e a minha chinoca é mais fácil de montar por ser uma mota mais estreita e por as peseiras não ficarem a bater nas canelas do condutor, quando este mete os pés no chão.

Conta igualmente a altura do centro de gravidade da mota e o seu peso. Uma pessoa pode sentir-se confiante com uma mota leve e alta, tipo mota de cross, e já ser o contrário com uma mota pesada e com um centro de gravidade alto, em que a altura total do assento até é mais baixa do que a dita mota de cross.

A localização das peseiras também é fundamental para quando precisamos colocar os pés no chão, pois há peseiras que nos ficam a bater nos tornozelos ou nas canelas, obrigando-nos a escolher outro sítio de apoio dos pés, em que o nosso equilíbrio já não é o melhor. 

O melhor é a pessoa experimentar sempre antes de comprar. Isto pode parecer algo de muito óbvio, mas fora dos grande centros urbanos por vezes as pessoas compram as motas só com base nas fotografias do catálogo da marca. E depois dá asneira!

Desde que se chegue com 1 pé ao chão, o resto é treta, hábito.

Experimentar antes de comprar é muito bonito, a não ser que se queira uma mota que só a vês depois de pagares.

Fevereiro 08, 2019, 17:09:46, 17:09
Responder #8

José Trigueiro

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Para além da altura absoluta do assento da mota, a largura do assento e da própria mota também contam muito. O assento de uma Yamaha MT 125 tem menos um centrímetro de distância ao solo do que a minha Jialing JH125-33 (81cm vs 82cm) e a minha chinoca é mais fácil de montar por ser uma mota mais estreita e por as peseiras não ficarem a bater nas canelas do condutor, quando este mete os pés no chão.

Conta igualmente a altura do centro de gravidade da mota e o seu peso. Uma pessoa pode sentir-se confiante com uma mota leve e alta, tipo mota de cross, e já ser o contrário com uma mota pesada e com um centro de gravidade alto, em que a altura total do assento até é mais baixa do que a dita mota de cross.

A localização das peseiras também é fundamental para quando precisamos colocar os pés no chão, pois há peseiras que nos ficam a bater nos tornozelos ou nas canelas, obrigando-nos a escolher outro sítio de apoio dos pés, em que o nosso equilíbrio já não é o melhor. 

O melhor é a pessoa experimentar sempre antes de comprar. Isto pode parecer algo de muito óbvio, mas fora dos grande centros urbanos por vezes as pessoas compram as motas só com base nas fotografias do catálogo da marca. E depois dá asneira!

Desde que se chegue com 1 pé ao chão, o resto é treta, hábito.

Experimentar antes de comprar é muito bonito, a não ser que se queira uma mota que só a vês depois de pagares.

Nos grande centros urbanos, as lojas maiores de venda de motas costumam ter exemplares em exposição. Numa terriola pequena, a escolha da mota é feita quase invariavelmente sem a ver ao vivo, exceto quando um vizinho ou um amigo já possui uma para podermos experimentar, nem que seja só sentar nela.

Quanto à questão de o colocar um pé no chão ser o suficiente desde que haja prática, geralmente é assim para os mais desenvoltos, mas muita boa gente não se sente confiante para essa ginástica, especialmente quando a idade já começa a cobrar o seu tributo.

Fevereiro 08, 2019, 18:44:27, 18:44
Responder #9

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(....)
Quanto à questão de o colocar um pé no chão ser o suficiente desde que haja prática, geralmente é assim para os mais desenvoltos, mas muita boa gente não se sente confiante para essa ginástica, especialmente quando a idade já começa a cobrar o seu tributo.

Isso que escreves é pura verdade.

Está por aqui no fórum um membro que conheço desde há uns anos e a quem já ouvi dizer por algumas vezes que tem receio de trocar a sua maxiscooter por outra diferente (mais alta) por via dos pés não assentarem no chão.
Sente-se menos confidente perante uma situação dessas e há que ver que somos todos diferentes...e a idade mais avançada também leva a certas cautelas que em mais novos não damos tanta importância.
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Fevereiro 08, 2019, 19:11:19, 19:11
Responder #10

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Conta igualmente a altura do centro de gravidade da mota e o seu peso. Uma pessoa pode sentir-se confiante com uma mota leve e alta, tipo mota de cross, e já ser o contrário com uma mota pesada e com um centro de gravidade alto, em que a altura total do assento até é mais baixa do que a dita mota de cross.

A localização das peseiras também é fundamental para quando precisamos colocar os pés no chão, pois há peseiras que nos ficam a bater nos tornozelos ou nas canelas, obrigando-nos a escolher outro sítio de apoio dos pés, em que o nosso equilíbrio já não é o melhor. 

O melhor é a pessoa experimentar sempre antes de comprar. Isto pode parecer algo de muito óbvio, mas fora dos grande centros urbanos por vezes as pessoas compram as motas só com base nas fotografias do catálogo da marca. E depois dá asneira!

Desde que se chegue com 1 pé ao chão, o resto é treta, hábito.

Experimentar antes de comprar é muito bonito, a não ser que se queira uma mota que só a vês depois de pagares.

Nos grande centros urbanos, as lojas maiores de venda de motas costumam ter exemplares em exposição. Numa terriola pequena, a escolha da mota é feita quase invariavelmente sem a ver ao vivo, exceto quando um vizinho ou um amigo já possui uma para podermos experimentar, nem que seja só sentar nela.

Quanto à questão de o colocar um pé no chão ser o suficiente desde que haja prática, geralmente é assim para os mais desenvoltos, mas muita boa gente não se sente confiante para essa ginástica, especialmente quando a idade já começa a cobrar o seu tributo.

Se por terriola consideras tudo menos Lisboa, então ok.
Epah, dizeres que os dois pés no chão é fundamental para quem é tenrinho nisto das motas tudo bem, agora pela idade?
Que idade tamos aqui a falar? 80 anos? É que se for tudo bem, caso contrário é falácia.
É pura habilidade e equilibrio, mais nada.

Fevereiro 08, 2019, 19:29:51, 19:29
Responder #11

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Existe uma expressão muito conhecida que é a "colocar-se na pela de #beltrano#".

Não é fácil de o fazer, mas a verdade é que somos todos diferentes e, mesmo sabendo que a confiança (e a "habilidade") tende a aumentar com o treino, a verdade é que não deixa de haver quem se sinta bastante melhor e mais seguro, com a possibilidade de colocar ambos os pés no chão.

Existem situações - especialmente em cidade - que só quem tem 1.60m, 1.65m ou pouco mais... percebe com o que tem de lidar com algumas motos. E a ginástica que tem de fazer.
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Fevereiro 08, 2019, 20:30:48, 20:30
Responder #12

Africandruglord

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A altura só é impedimento quando se tem que puxar a mota para trás, aí tenha-se 1.60 ou 1.80, desde que só um pé chegue ao chão a dificuldade é a mesma, difere apenas o grau da mesma consoante o peso da mota que estejamos a falar, não a idade da pessoa. Conheço um idoso de 80 anos numa mota com 200 e tal kgs e nunca o vi a debater-se para nada.

Mudar de mota apenas para as que cheguem com os 2 pés ao chão? Por amor de deus. As pernas tirando a situação que já disse, não têm que se esforçar para mais nada. E mesmo assim nada que saltar da mota e empurrar à moda antiga não resolva. O resto é tudo uma questão de experiência e equilibrio.
« Última modificação: Fevereiro 08, 2019, 20:31:59, 20:31 por Africandruglord »

Fevereiro 08, 2019, 21:00:16, 21:00
Responder #13

Lourenço

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É uma variável a considerar, claro.
Tenho 56, 180 a 300 kms de bicicleta por semana, todo o ano e... depois de quase 30 anos sem andar de mota comprei uma sh125 para estagiar antes de ir para coisas mais sérias.

Pois o que mais me incomodou e ainda incomoda um pouco é a altura do banco, tenho 1.73 m e só chego com as biqueiras ao chão. Em cidade é xato, em estrada não é relevante.

Por vezes em 3 kms apanho mais de 20 semáforos, não sei quantas passadeiras e transito intenso que obriga a por os pés no chão.

A scooter é leve e a configuração excelente para cidade mas nas minhas pesquisas de algo que pesa mais algumas, bastantes, dezenas de kg, e para cidade tenho que ponderar esta questão.

Quando leio especificações de motas com bancos a 86 cm e mais sei que nunca poderão ser motas para mim e mesmo com 82 cm já optei por ficar com a scooter em simultaneoa para a cidade.

Fevereiro 08, 2019, 21:28:04, 21:28
Responder #14

Africandruglord

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Lourenço, vamos por partes.

SH125
____________________________________

PESO EM ORDEM DE MARCHA (kg)    116 kg
ALTURA DO ASSENTO (mm):    765
A tua altura : 1.73m
____________________________________


Certo?

"depois de quase 30 anos sem andar de mota"

O teu problema está aqui.
Falta de confiança. Só muda se andares mais, muito mais.


Olha o meu caso numa das minhas motas:

Peso da mota : 201kg
Altura do assento:856 mm ( e nem sequer vou mencionar a largura do mesmo, que parece um sofá )
A minha altura : 1.70


____________________________________


"Quando leio especificações de motas com bancos a 86 cm e mais sei que nunca poderão ser motas para mim e mesmo com 82 cm já optei por ficar com a scooter em simultaneoa para a cidade."

In the quiet words of the virgin Mary...Come Again?  :lolol:

Fevereiro 08, 2019, 21:33:54, 21:33
Responder #15

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(....)
SH125
____________________________________

PESO EM ORDEM DE MARCHA (kg)    116 kg
ALTURA DO ASSENTO (mm):    765
A tua altura : 1.73m
(....)

116Kg?

Então e o motor?
As SH não têm? :)
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Dalai Lama

Fevereiro 08, 2019, 21:40:48, 21:40
Responder #16

Africandruglord

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Responder #17

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 :)

Essa é a "Mode" de que já falei Aqui:nice:

A SH normal e que presumo terá o Lourenço (que me corrija se estou em erro), é esta Aqui:nice:

Não é a mesma coisa...

A "Mode" tem vendas quase residuais dado ser a PCX quem lhe rouba todo o protagonismo. Aliás, partilham boa parte da mecânica.

Mas continuemos no tema das "pernas curtas".  :)

Esse é que era o tema.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Fevereiro 08, 2019, 21:56:39, 21:56
Responder #18

Africandruglord

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Continua a ser uma mota super leve.
Eu brinco com a MT 07, super leve, super ágil, quando mais uma 125cc.

Falta é prática ao Lourenço, e com a prática vem a confiança.
Quando começei nisto com a 07, parecia que tinha algo super pesado, hoje em dia, chamo-lhe bicicleta ( que ela não me ouça ).
« Última modificação: Fevereiro 08, 2019, 21:59:05, 21:59 por Africandruglord »

Fevereiro 08, 2019, 22:00:54, 22:00
Responder #19

dfelix

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Não entendo...
É suposto a altura da SH ser um problema?
Uma moto que faz um "fosso" na frente do banco?

Fevereiro 08, 2019, 22:25:48, 22:25
Responder #20

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Há coisas que só experimentando e passando por elas... :)

Tenho 1.81m pelo que não posso falar pelos demais.
Apenas sei que não somos todos iguais e as dificuldades não são sentidas da mesma forma, assim como os "receios" também não o são.

Quanto ao "fosso"....pessoalmente não me sento numa scooter do género há algum tempo.

Mas uma "perna curta" (estatura de 1.60m-1.65m) não estranho que sinta na mesma as suas dificuldades.

Ou se chega totalmente à frente quase a sair do banco, ou não vai ser o fosso a fazer diferença na altura de parar.

Repara que esta "top model" aparenta não ser baixa e mesmo assim se percebe a altura do banco numa scooter do género.
Agora imaginemos mais baixa...



"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Fevereiro 08, 2019, 23:06:56, 23:06
Responder #21

dfelix

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Basta chegar o rabo prá frente.
Tem mais do que espaço para ficar na pontinha do banco.
Ou mesmo sair dele.
Pode sair dele e ficar "em pé" com uma perna em cada um dos lados assentando ambos os pés no chão.

Numa moto "normal" existe habitualmente um depósito.
A genitália encrava ali e não dá hipótese de descer mais.

Fevereiro 08, 2019, 23:26:38, 23:26
Responder #22

Lourenço

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Lourenço, vamos por partes.

SH125
____________________________________

PESO EM ORDEM DE MARCHA (kg)    116 kg
ALTURA DO ASSENTO (mm):    765
A tua altura : 1.73m
____________________________________


Certo?

Errado


"depois de quase 30 anos sem andar de mota"

O teu problema está aqui.
Falta de confiança. Só muda se andares mais, muito mais.

Talvez

Olha o meu caso numa das minhas motas:

Peso da mota : 201kg
Altura do assento:856 mm ( e nem sequer vou mencionar a largura do mesmo, que parece um sofá )
A minha altura : 1.70

è a altura de sela ideal para quem tem "falta de confiança" ou a aconselhar a quem está a iniciar  ou utiliza a mota maioritariamente em cidade?
____________________________________


"Quando leio especificações de motas com bancos a 86 cm e mais sei que nunca poderão ser motas para mim e mesmo com 82 cm já optei por ficar com a scooter em simultaneoa para a cidade."

In the quiet words of the virgin Mary...Come Again?  :lolol:

mais um...

Fevereiro 08, 2019, 23:36:30, 23:36
Responder #23

Africandruglord

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Precisas de melhorar esses quotes  :D

Podias ter dito mais do que está errado, tens mais uns quilos na mota? É uma 125cc, muito peso é coisa que, garantidamente não tem.

A 07 é uma mota excelente para começar, portanto, sim recomendoa qualquer um.

Tens mais que 1.70, podes conduzir qualquer mota que referi.

Fevereiro 08, 2019, 23:41:01, 23:41
Responder #24

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Basta chegar o rabo prá frente.
Tem mais do que espaço para ficar na pontinha do banco.
Ou mesmo sair dele.
Pode sair dele e ficar "em pé" com uma perna em cada um dos lados assentando ambos os pés no chão.

Numa moto "normal" existe habitualmente um depósito.
A genitália encrava ali e não dá hipótese de descer mais.

Estava a falar de uma scooter e o meu argumento era sobre uma scooter...

Não estava a falar de uma moto, que também dá azo às suas limitações...e não serão poucas.

E essa de "tem mais do que espaço para ficar na pontinha do banco" parece-me que só quem passa efectivamente por uma condução assim saberá das dificuldades que passa. Mesmo sabendo que a utilização sistemática ajuda bastante.

Não me parece é que seja assim tão fácil, para "pernas curtas", como é dado a entender...

Aliás, quase todos os motociclos oferecem as suas dificuldades acrescidas a estaturas mais baixas, dependendo das situações.

Claro que fazem o mesmo que todos os outros, mas as situações do dia-a-dia existem e tu sabe-lo. :)

Permite-me recordar aqui palavras tuas, com as quais concordo e proferidas há vários meses:

Uma coisa é dar umas voltas e fazer uns passeios com uma moto alta, grande e pesada.
Outra é conviver de forma recorrente com essa realidade.

Link

E é isso mesmo. É com essas palavras que concordo.
« Última modificação: Fevereiro 08, 2019, 23:45:03, 23:45 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Fevereiro 08, 2019, 23:45:04, 23:45
Responder #25

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Mas afinal quais são as limitações diárias e fisicas de não chegar com os 2 pés no chão sem ser conseguir fazer marcha atrás?

Ainda não percebi.

Fevereiro 08, 2019, 23:45:26, 23:45
Responder #26

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Basta chegar o rabo prá frente.
Tem mais do que espaço para ficar na pontinha do banco.
Ou mesmo sair dele.
Pode sair dele e ficar "em pé" com uma perna em cada um dos lados assentando ambos os pés no chão.

Numa moto "normal" existe habitualmente um depósito.
A genitália encrava ali e não dá hipótese de descer mais.


É verdade que a cada semáforo ou a cada paragem se "pode ficar de pé".
Já percebi entretanto porque este modelo de scooter entre outras razões, não tem saída em Portugal e noutros países é líder incontestável todas as categorias duas rodas. ainda na ultima revisão da minha num concessionário Honda me diziam que mais de metade das intenções de compra deste modelo citadino em Portugal transformam-se em PCX devido ao fato da sela no ponto mais baixo estar acima dos 800 mm, devida á ainda baixa estatura dos Portugueses em média relativamente a outros.

A quantidade de pessoas que já me agradeceram o facto de as ter alertado para a altura de sela dos modelos que vão comprar e depois de experimentarem, nomeadamente a minha, me agradecem. è importante e escrever que não, que é irrelevante, vai induzir pessoas em erro, precisamente aquelas que vão começar e precisam de segurança, sem "ter de ficar de pé"


Fevereiro 08, 2019, 23:49:38, 23:49
Responder #27

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Mas afinal quais são as limitações diárias e fisicas de não chegar com os 2 pés no chão sem ser conseguir fazer marcha atrás?

Ainda não percebi.

Corta 10cms à tua estatura, vai para a cidade com uma scooter que é larga q.b. nas laterais e te fará alargar o ângulo das pernas sempre que a imobilizas e tentas colocar os pés no chão...e depois vem cá dizer-nos.  :)

Provavelmente dirás que tiveste de sair sempre do próprio banco e ficar de pé a segurar a scooter. :)

E depois pensa como será com uma moto... Não será fácil e é esse entendimento de "facilidade" que tento demonstrar não ser assim tanto como é dito.
« Última modificação: Fevereiro 08, 2019, 23:54:30, 23:54 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Fevereiro 08, 2019, 23:52:41, 23:52
Responder #28

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Mas afinal quais são as limitações diárias e fisicas de não chegar com os 2 pés no chão sem ser conseguir fazer marcha atrás?

Ainda não percebi.

Corta 10cms à tua estatura, vai para a cidade com uma scooter que é larga q.b. nas laterais e te fará arquear as pernas sempre que a imobilizas e tentas e colocar os pés no chão...e depois vem cá dizer-nos.  :) :)

Provavelmente dirás que tiveste de sair sempre do próprio banco e ficar de pé a segurar a scooter. :)

Para que é que eu preciso de chegar com os pés ao chão?

Ando na cidade em bico de pé, refira-se singular, com uma R, que faz qualquer scooter ou 125cc parecer um triciclo com rodinhas.

Fevereiro 08, 2019, 23:55:17, 23:55
Responder #29

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Mas afinal quais são as limitações diárias e fisicas de não chegar com os 2 pés no chão sem ser conseguir fazer marcha atrás?

Ainda não percebi.


Vamos ver se percebemos. Quem mora em algures e nunca poi os pés no chão porque só faz passeios e estrada até pode sentir-se bem numa mota com roda 21 e 900 mm de sela mas quem utiliza a mota diariamente em ambiente citadino, e referi a Lisboa por exemplo e algo como eu por vezes mais de 50 kms dia dentro da cidade mais tempo parado no transito que a circular, precisa de ter conforto e passa por poder assentar pelo menos um pé completamente no chão sem correr o risco de deixar cair a mota por demasiada inclinação.

Fevereiro 08, 2019, 23:59:39, 23:59
Responder #30

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
(....)
Para que é que eu preciso de chegar com os pés ao chão?

Ando na cidade em bico de pé, refira-se singular, com uma R, que faz qualquer scooter ou 125cc parecer um triciclo com rodinhas.
(....)

Mas isso é perfeitamente normal já que, como tenho dito ao longo deste tópico, as pessoas não são todas iguais.

Aquilo que a ti te faz confusão, nomeadamente alguém recear ficar literalmente em bicos dos pés com a moto parada...para outra pessoa pode ser a diferença entre adquirir ou não um determinado motociclo. :)
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Fevereiro 09, 2019, 00:08:13, 00:08
Responder #31

Lourenço

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E ainda tem a ver com a utilidade que vai dar á mota. Eu penso comprar brevemente uma moto cuja sela está nos 830/840 mm, mais 3 ou 4 cm que a scooter, mas o uso que lhe vou dar vai ser talvez inverso, 10% cidade e 90% estrada. E isto porque apesar de tudo nem sou das pessoa mais baixas, um amigo que eu queria converter ás duas rodas está a perder a causa tem 1,64 m e não consegue deixar de ficar ansioso numa X-ADV.

Fevereiro 09, 2019, 00:27:13, 00:27
Responder #32

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Mas afinal quais são as limitações diárias e fisicas de não chegar com os 2 pés no chão sem ser conseguir fazer marcha atrás?

Ainda não percebi.


Vamos ver se percebemos. Quem mora em algures e nunca poi os pés no chão porque só faz passeios e estrada até pode sentir-se bem numa mota com roda 21 e 900 mm de sela mas quem utiliza a mota diariamente em ambiente citadino, e referi a Lisboa por exemplo e algo como eu por vezes mais de 50 kms dia dentro da cidade mais tempo parado no transito que a circular, precisa de ter conforto e passa por poder assentar pelo menos um pé completamente no chão sem correr o risco de deixar cair a mota por demasiada inclinação.

Mas com 1.73m tens dificuldade em meter um pé no chão seja em que scooter for?

Fevereiro 09, 2019, 00:29:41, 00:29
Responder #33

Africandruglord

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(....)
Para que é que eu preciso de chegar com os pés ao chão?

Ando na cidade em bico de pé, refira-se singular, com uma R, que faz qualquer scooter ou 125cc parecer um triciclo com rodinhas.
(....)

Mas isso é perfeitamente normal já que, como tenho dito ao longo deste tópico, as pessoas não são todas iguais.

Aquilo que a ti te faz confusão, nomeadamente alguém recear ficar literalmente em bicos dos pés com a moto parada...para outra pessoa pode ser a diferença entre adquirir ou não um determinado motociclo. :)

Por isso mesmo é que se deve dar ouvidos a alguém mais experiente, porque não comprar uma mota porque não se chega ao chão com os 2 pés é noobice pura e dura, não é diferença entre uma pessoa e outra.

Há algo que se chama experiência e hábito, quem deixa de andar de mota 30 anos e volta a fazê-lo, não pode esperar ter confiança logo no 1º dia.

Epah, compraste uma mota e não te sentes confiante em cidade entre carros? Boa, vai devagar e demora o tempo que demorares a ter confiança, em breve andas entre eles a jogar ao jogo não meto sequer um pé no chão com a mota quase parada.
Andar entre carros a velocidades mesmo muito reduzidas é que vejo isto da estatura a poder ser uma complicação, porque num semáforo?? Inseguros num semáforo com um pé no chão?? Não faz sentido.
« Última modificação: Fevereiro 09, 2019, 00:33:01, 00:33 por Africandruglord »

Fevereiro 09, 2019, 01:34:58, 01:34
Responder #34

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Podes chamar a todos esses casos como sendo "noobice pura...", mas isso acontece somente por uma recusa em nos colocarmos na pele de alguém com uma estatura realmente baixa.

É aí que reside a diferença, juntamente com o facto de não sermos todos iguais e não haver duas pessoas numa mesma rua a enfrentar a mesma questão de forma igual!

E não está a ser dito que por causa da estatura não circulam como todos os outros o farão. Nada disso!

Mas as dificuldades com que se depara alguém de menor estatura, com todo o respeito...não são as mesmas e não é um "mundo de facilidades" onde só o recuar com a moto é que se sente dificuldade.

Tens mais acima as palavras do Dfelix. Reflecte sobre elas...porque estão correctas. :)

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Dalai Lama

Fevereiro 09, 2019, 12:19:14, 12:19
Responder #35

Africandruglord

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Concordemos em discordar então.
Não me parece que tenha que reflectir, estou a por-me na situação do Lourenço, alguém mais alto que eu que diz ter dificuldade numa mota que considero bem baixa e bem leve.
O problema é falta de experiência, não da estatura, por muita volta que se queira dar.

Fevereiro 09, 2019, 12:27:32, 12:27
Responder #36

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
 :nice:

É isso mesmo companheiro @African.

E não há problema em ter visões distintas de um mesmo assunto. Um fórum é isto.  :nice:

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Fevereiro 09, 2019, 19:14:59, 19:14
Responder #37

CB500X7

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Vocês aí cheios de "problemas" e eu aqui com 1,63cm 🙄 😅

Motas que tenho/tive: CB500X, Hornet 600, MT10, MT07...

A primeira foi a 500X e para aprender só a deixei cair três vezes... Todas parado! O outro já dizia que para aprender é preciso cair... 👍


Fevereiro 09, 2019, 22:45:51, 22:45
Responder #38

AntonioFerreira

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Eu tenho esse problema de altura do banco
Não troquei pela Forza 300 porque tem mais 7 cm de altura,  talvez devido à minha idade já não me sinto seguro em não assentar os pés no chão

Fevereiro 09, 2019, 23:09:35, 23:09
Responder #39

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Não me recordo de alguém vez saber da tua idade, mas deverás ter seguramente +65 anos.

A idade é uma das coisas que leva (para algumas pessoas) a começar a fazer sentido a opção por algo com que se sintam o mais seguros possível no controlo da moto que conduzem.

Aliás, a explicação de "fazer sentido" até peca por ser demasiado simplista, já que possivelmente se trata de uma necessidade ditada por factores intimamente relacionados com o avançar da idade.

O peso do motociclo e a altura ao solo, com a possibilidade de colocar de forma suficientemente livre ambos os pés no chão, é algo que vejo de forma natural para uma pessoa que já tenha entrado nos 3°s "entas".  :)

Mesmo que por vezes se traduza numa diferença que não vá além de uns 30mm...
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Dalai Lama

Fevereiro 10, 2019, 16:32:58, 16:32
Responder #40

AntonioFerreira

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Vou fazer brevemente 69 anos
A forza 250 tem 71 cm de altura
A nova Forza 300 tem 78 cm de altura são  mais 7 cm o que para mim faz diferença motivo pelo qual  não troco, o Dr José Nunes da Motodiana também chegou a esta conclusão e o interesse dele é vender

Fevereiro 10, 2019, 16:49:07, 16:49
Responder #41

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Se bem que, em complemento do que dizes, há que referir que o formato de um banco num qualquer motociclo...também dita as suas diferenças na altura de chegar com os pés ao chão. :nice:

Uma moto nesse aspecto, por norma é melhor no "encontrar" de centímetros extra, já que o banco consegue ser na generalidade dos modelos mais estreito do que aquilo que se encontra numa maxiscooter. Aliás, a própria largura nessa zona tem as suas diferenças...
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Dalai Lama

Fevereiro 10, 2019, 16:57:50, 16:57
Responder #42

AntonioFerreira

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É verdade, as scooters têm os bancos muito largos o que dificulta a altura
Na PCX com 76 cm de altura assentava bem os pés no chão porque o banco é estreito e nunca me queixei da largura acho que é suficiente, nas Forzas é muito largo

Fevereiro 11, 2019, 02:14:54, 02:14
Responder #43

dfelix

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Estava a falar de uma scooter e o meu argumento era sobre uma scooter...

Eu estava a falar de uma scooter e o meu argumento era sobre uma scooter...
Pois só numa scooter se consegue chegar o rabo prá frente e se necessário deixar escorregar até sair da moto (para a frente) e assentar ambos ambos os pés no chão.
 ;)

Não me parece é que seja assim tão fácil, para "pernas curtas", como é dado a entender...

Tenho 1,65!!!! A sério que estamos a ter esta discussão? :D

Mas afinal quais são as limitações diárias e fisicas de não chegar com os 2 pés no chão sem ser conseguir fazer marcha atrás?

A "marcha atrás" nem é o mais incómodo.
Pois rapidamente um gajo alça a perna, salta fora da moto e puxa atrás à mão.
Haverá sempre alguém para brincar com o assunto. Mas vive-se bem com isso.

Mas há uma infinidade de "manobras lentas" que implicam algum cuidado extra.
Coisas simples como ires a filtrar e querer alternar por entre vias com transito parado.
Ou fazer inversão num local em que o pavimento seja inclinado.

Repara:
Para fazeres 90º em marcha lenta, tens de contrariar a inclinação da moto com o corpo. (o oposto do mítico countersteering)
Esta é pior posição possível para alcançar com o pé ao chão!
Pois é quando está mais longe!
E como há a necessidade de a qualquer momento ter que parar, a necessidade de ter o pé a jeito é enorme.
Portanto, implica algum cuidado extra para antecipar o momento e dar o jeitinho necessário ao rabo para que o pé chegue ao chão no momento certo. O que evita que a moto fique demasiado tombada pesando mais levando a salta rapidamente da moto para se aparar esta com os braços.
(acredita... é embaraçoso)

E quando são motos cujo guiador ou avanços tem pouca amplitude... ainda pior.

Se juntarmos a isto alguém à pendura... a coisa complica substancialmente.

...mas quem utiliza a mota diariamente em ambiente citadino,  (...) mais tempo parado no transito que a circular, precisa de ter conforto e passa por poder assentar pelo menos um pé completamente no chão sem correr o risco de deixar cair a mota por demasiada inclinação.

Tens toda a razão.. mas é uma scooter.  :-\
Não tens nada á frente do banco.
Não há nenhum obstáculo que se torne impeditivo de te deixar ir escorregando até eventualmente tocares com os pés no chão.
Aliás, até tens a possibilidade de passar as duas pernas para o mesmo lado da moto sem "alçar" por cima do banco.

Além de que as scooters têm uma plataforma que facilita subir para o banco mais facilmente do que um pedaço de metal com 4 dedos como são as peseiras.

Fevereiro 11, 2019, 08:09:16, 08:09
Responder #44

Sapiens21

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O curioso nisto é falares na suposta facilidade de uma scooter, quando quem efectivamente anda nelas e por aqui escreveu...descreveu que "nem tudo são rosas". Gostam da segurança de ter os dois pés a tocar no chão.
A realidade é que a estatura mais baixa oferece dificuldades seja com moto ou com scooter.

O banco de uma scooter convém recordar que é mais largo...

E outra coisa...essa manobra de 90° a baixa velocidade só apresenta dificuldades a quem anda de moto??

Numa scooter vais então fazendo a manobra, de rabo a escorregar no banco até sair por completo se necessário?

Sei, porque o disseste neste fórum, que só há uma data de anos andaste de scooter...e terá sido uma única vez!

Claro que o hábito ajuda imenso, mas aquilo onde quero chegar é que não será um mundo de facilidades o uso de uma scooter quando é exigida uma "ginástica" adicional por via da estatura.

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Fevereiro 11, 2019, 10:14:13, 10:14
Responder #45

dfelix

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O curioso nisto é falares na suposta facilidade de uma scooter, quando quem efectivamente anda nelas e por aqui escreveu...descreveu que "nem tudo são rosas". Gostam da segurança de ter os dois pés a tocar no chão.

O curioso é a dificuldade em se perceber que numa moto alta não há sequer hipótese de chegar com ambos os pés ao chão.
Numa scooter alta basta "escorregar" um pouco para a frente para se chegar com ambos os pés no chão!

O banco de uma scooter convém recordar que é mais largo...

A largura do banco é irrelevante numa scooter!
Um veículo que podes conduzir com as pernas juntinhas para o vento não te levantar a saia.  :D
Um veículo que tens espaço suficiente para sair por um dos lados sem ter que alçar a perna por cima do lugar do passageiro.

Claro que se pode comprar uma scooter, ignorar toda a utilidade e vantagem que o espaço para as pernas permite e conduzir como se fosse uma moto.
Mas parece-me um bocado parvo...  :D

E outra coisa...essa manobra de 90° a baixa velocidade só apresenta dificuldades a quem anda de moto??

Não.
Mas é indiscutivelmente mais difícil numa moto.

Só o facto de poderes colocar um dos pés e meio da plataforma e ter o outro disponível para colocar no chão se necessário com a possibilidade de se a coisa correr mal se poder passar ambos os pés para um dos lados sem a ginástica de passar a perna por detrás do banco do passageiro...
É que não há comparação possível!



Fevereiro 11, 2019, 10:33:35, 10:33
Responder #46

Sapiens21

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Não se estava a comparar de forma directa e estás a misturar as coisas para fazer valer um argumento. :)

O que está escrito é a existência também de dificuldades, para quem é de estatura mais baixa, na condução de uma scooter.

Se está lá mais atrás escrito quem, como habitual utilizador de scooters, descreve que não se sente seguro em scooters de banco mais alto...vens agora tu dizer o contrário. Está bem...sim senhor.

Enquanto não se perceber aquilo que escrevi por umas quantas vezes ao longo deste tópico, este debate torna-se nisto...

A verdade é que as pessoas não são todas iguais!! Enquanto isto não se perceber, olhando somente para dentro, não se chega lá.

Obviamente que em caso de necessidade tudo se faz e eu serei dos primeiros a dizer que é verdade.
E a utilização regular ajuda bastante.

Mas as dificuldades sentidas podem existir num grande número de situações, sendo maior ainda no caso de estaturas mais baixas.

NOTA: sobre a largura do banco ser irrelevante numa scooter, essa nem merece comentários...
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Dalai Lama

Fevereiro 11, 2019, 11:42:11, 11:42
Responder #47

dfelix

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Misturar as coisas para fazer valer um argumento?  :D
Sério? O que é que eu ganho com isto?
O título de rei dos aspiradores?  :D
Por favor...

É que esta discussão é completamente idiota!  :D
É estar a comparar o incomparável recorrendo a uma retórica meramente teórica cuspida de trás dum teclado!

Eu nunca em circunstância alguma disse que um banco mais alto não dificulta a utilização face a outra scooter mais baixa.
Mas este "dificultar" torna-se irrelevante quando pode tão facilmente ser contornado.
E pode ser contornado devido ás mesmas características que tornam as scooters motos extremamente fáceis de usar e excelentes citadinas.

A ironia é que se estivéssemos a ter uma discussão de "motos vs scooters" estes serias argumentos inequestionáveis a favor.
Mas como o objectivo é culpar o calçado quando não se sabe dançar...

Tentando ser menos teórico e mais prático, vou tentar passar a mesma mensagem com imagens.

Isto sou em em cima da minha moto:



Por muito que me chegue à frente não chego com os pés ao chão. Pois a genitália encrava no depósito e não dá para avançar mais.
Os pés estão a uns 8/10cm do solo.
O banco é largo, o depósito é largo, o motor é largo.
E mesmo com a moto no descanso lateral, sentado a direito não há forma de chegar ao chão.
Antes dela tombar tenho de antecipar sempre para que lado escorrega o rabo de forma a chegar com a pontinha do pé ao chão e sem ignorar que o pé do outro lado deve ficar a uns 30cm.
Se por alguma alguma razão precisar de sair rapidamente da moto para a segurar, terei de dar um salto ninja passando com uma das pernas por cima do lugar do passageiro com a rapidez suficiente para que ambos os pés assentem no chão antes da moto não tombar.

Isto sou eu em cima duma GTS300i:



Sentado não chego com ambos os pés ao chão.
Mas basta deixar-me escorregar um bocadinho para a frente para chegar.
Sem sequer fico sentado. Mas encostado o suficiente. E com a possibilidade de a qualquer momento colocar um dos pés na plataforma e voltar a sentar dignamente.

E se por alguma razão tombar... posso sempre fazer isto:



Há espaço mais do que suficiente para passar ambas as pernas para o mesmo lado mantendo o rabo na ponta do banco e portanto sem ter que fazer um rotativo no ar que só desequilibra ainda mais.


Vou-me ficar por aqui nesta discussão.
Pois começo-me a sentir ridículo em estar por aqui a constatar o óbvio.  :D
Para não falar da ironia de ter um gajo com mais de 1,80 a querer me ensinar-me a mim com o meu 1,65 as dificuldades de se ter baixa estatura.  :D
« Última modificação: Fevereiro 11, 2019, 14:52:24, 14:52 por dfelix »

Fevereiro 11, 2019, 12:41:43, 12:41
Responder #48

Sapiens21

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Aquele momento em que recordamos tudo aquilo que escrevemos mais atrás....

(....)não somos todos iguais e as dificuldades não são sentidas da mesma forma, assim como os "receios" também não o são.
(....)


(....) como tenho dito ao longo deste tópico, as pessoas não são todas iguais.

Aquilo que a ti te faz confusão, nomeadamente alguém recear ficar literalmente em bicos dos pés com a moto parada...para outra pessoa pode ser a diferença entre adquirir ou não um determinado motociclo.(....)


(....)
É aí que reside a diferença, juntamente com o facto de não sermos todos iguais e não haver duas pessoas numa mesma rua a enfrentar a mesma questão de forma igual!

E não está a ser dito que por causa da estatura não circulam como todos os outros o farão. Nada disso!

Mas as dificuldades com que se depara alguém de menor estatura, com todo o respeito...não são as mesmas e não é um "mundo de facilidades" onde só o recuar com a moto é que se sente dificuldade.
(....)

(....)
A verdade é que as pessoas não são todas iguais!! Enquanto isto não se perceber, olhando somente para dentro, não se chega lá.
(....)

...mas que de nada valeu porque houve alguém que saiu do trabalho, foi à rua sentar-se na pontinha do banco de uma maxiscooter, tirou umas fotos de um plano vertical e chegou à conclusão sem ser a circular, que é extremamente fácil, não havendo situações que causem dificuldades a quem é de estatura mais baixa.

Eu afinal tenho andado a "comer gelados com a testa".
Obrigado pelo esclarecimento...  :)

Todos os que vão escrevendo neste e noutros fóruns, mencionando que a altura do banco lhes oferece algumas dificuldades e receios, estão afinal enganados.
Nada como escorregar...
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Dalai Lama

Fevereiro 11, 2019, 12:49:47, 12:49
Responder #49

Lourenço

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Quando as pernas são "curtas" para a altura da moto... Como fazer?

Expresso a minha opinião e espero que tenha utilidade sobretudo para quem, atraído pelo título do tópico, está a pensar iniciar-se ou reiniciar-se nas duas rodas.

É pertinente, requer um ensaio antes da compra, pode ser intimidante e consequentemente mais perigoso para que tem pouca ou nenhuma experiência, uma sela demasiado alta relativamente á estatura.

A maioria das motas/scooters tem uma sela entre 760 e 860 mm. Para iniciantes que tenham uma altura inferior a 1.70 m considero indispensável chegar com um dos pés ao chão mesmo que parcialmente sem ter de dar grande inclinação á mota e penso que devem fazer os primeiros km em selas com menos de 820 mm.

Eu tenho 1.73 m de altura e senti nos primeiros km relativa dificuldade com uma sela de 800 mm, que depois ultrapassei, não sem a deixar cair uma vez numa paragem mal calculada, numa inclinação para o lado mais baixo.
Uma diferença de 40 ou 50 mm é enorme com a variável da configuração da sela que pode ser desfavorável e aumentar a distância ao chão.

Por exemplo, para quem se inicia com uma scooter 125 a diferença de altura de sela entre uma PCX e uma SH é de quase 40 mm alem da configuração da sela. Neste caso o peso destas scooters é baixo e manobrar é fácil, para mim, mas para a filha de um amigo meu que estava habituada á PCX e a quem emprestei a SH foi um problema a circular e a arrumar a scooter no lugar de parqueamento entre dois carros onde a entrar ou sair tem de estar em cima da scooter.

Evidentemente com a prática passa a ser mais evidente, uma bicicleta tem uma sela muito mais alta, ninguém chega com os pés ao chão e todos se adaptam quando adquirem experiência mesmo se a passagem de roda 26 para 28, por exemplo, é o suficiente para destabilizar alguns. Se começarem com uma roda 28 e altura de sela correspondente haverá mais receio e a probabilidade de consequente queda é maior.

PS.

dis.cus.são
diʃkuˈsɐ̃w̃
nome feminino
1.ato ou efeito de discutir
2.análise e troca de ideias sobre um assunto entre duas ou mais pessoas com o objetivo de chegar a um consenso
3.debate sobre um tema ou uma opinião, em que cada pessoa defende argumentos opostos; polémica; controvérsia
4.troca de palavras ásperas e por vezes injuriosas, geralmente em voz alta e de modo agressivo; altercação; briga

Num fórum e como é hábito por aqui, valorizo muito a definição 2 e 3.