Autor Tópico: Que óculos de sol para usar na mota?  (Lida 7196 vezes)

Junho 07, 2017, 23:02:20, 23:02
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Moto2cool

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Deparei-me com este artigo que me pareceu engraçado, principalmente porque está todo "artilhado" com fotos que têm pouco a ver com o tema, mas são agradáveis à vista  ::P:

"A protecção é a razão pela qual usamos óculos de sol. Seja protecção dos raios UV, seja das poeiras, seja até a protecção da identidade. E claro, também se usam óculos de sol por meras questões de estilo.

No entanto, aos comandos de uma moto, os óculos são um factor de protecção vulgarmente menosprezado, apesar de constituírem uma inquestionável ajuda sob diversos aspectos. A questão está precisamente no tipo de óculos que usamos.

Obviamente há que ter em conta a utilização que se lhes pretende dar!

Primeiro há que ter em conta o tipo de moto que se conduz, e o tipo de protecção que ela oferece. Entre uma moto “naked” e uma turística, a diferença está na protecção que oferecem. E se nas primeiras todo e qualquer objecto ou insecto pode colidir directamente com os nossos olhos, uma turística com ecrã elevado já confere algum nível de protecção.

Depois há que ter em conta o tipo de capacete. Um modelo aberto (jet) ou um retro (sem viseira) não oferecem nenhuma protecção ocular, pelo que esta só pode ser conseguida à custa de uns óculos (ou de uma versão mais específica para enfrentar velocidade, que são os goggles). Um capacete integral ou modular que não seja específico para fora de estrada, normalmente não permite a utilização de goggles.

Igualmente importante é determinar previamente as condições meteorológicas e as horas do dia em que vai andar de moto, já que com nevoeiro, chuva ou durante a noite, a utilização de óculos fica bastante condicionada.

Obviamente que quem usa lentes graduadas necessita ainda de mais cuidado na escolha dos seus óculos para andar de moto.

Armações

Tudo começa pelo tamanho e design dos óculos. Se é protecção que queremos dar aos nossos olhos, então que essa protecção seja grande!

Aros grandes cobrem uma maior área, proporcionando um maior escudo, protegendo melhor dos insectos, poeiras e do vento. O vento além de poder causar secura nos olhos, arrasta consigo, além de poieras, pólens e outras substâncias alergénias que podem, no mínimo, estragar um bom passeio a qualquer motociclista mais hipersensível, imonulógicamente falando!

Aros grossos serão sempre mais resistentes ao impacto, e hastes igualmente grossas além de mais resistentes, em caso de se quebrarem, têm uma menor capacidade perfurante.

Aros e hastes metálicas não são, de forma alguma, recomendados. Além de correrem um maior risco de se deformarem quando guardados num bolso ou mochila, um objecto de metal ali tão perto dos olhos pode causar (e tem causado!) graves ferimentos em caso de acidente. Escolha armações em policarbonato, muito mais resistentes e leves.

A forma como os aros se adaptam ao formato do rosto também é importante, pois quanto mais encostados ficarem, mais protegem. Modelos de óculos específicos para motociclismo até incluem frequentemente almofadas em material flexível que garantem uma maior protecção e ainda mais conforto, já que, ao usar capacetes abertos, a pressão do ar contra as lentes causa um contacto directo e por vezes bastante forte dos aros contra o rosto, pressão essa que aumenta na proporção directa da velocidade e do tamanho dos aros.

No acto de escolha, esteja atento aos pontos de apoio no nariz e nas orelhas. Verifique se as hastes são compatíveis com o seu capacete (deve sempre experimentar os óculos com o capacete antes de os comprar, mesmo que o seu capacete esteja especificamente preparado para uma utilização com óculos, e tenha canais para acolher as hastes) e se este não faz levantar ou aumentar a pressão nos pontos de apoio. Verifique se, ao baixar-se e ao sacudir a cabeça, os óculos se mantêm no seu lugar!

Não se esqueça que o capacete deve estar sempre bem apertado com o fecho de segurança, facto ainda mais importante quando utiliza óculos, já que qualquer movimento do capacete pode aproximar os óculos perigosamente aos seus olhos.

Goggles

Os goggles, são sobretudo usados pelos “offroaders” por diversas razões, sendo a principal a capacidade que eles têm de impedir que corpos estranhos atinjam os olhos.

Motociclistas que usam óculos graduados também recorrem frequentemente aos goggles, sobretudo em condução à chuva em ambiente urbano, por estes evitarem que as lentes embaciem.



Actualmente no mercado existem diversos tipos de goggles, uns de design mais “retro”, com duas lentes separadas, e outros mais convencionais, mais flexiveis, de lente única, destinados sobretudo à prática do “todo-o-terreno”. São estes que também permitem ser usados por cima de óculos graduados.

Goggles de qualidade oferecem a possibilidade de substituição rápida das lentes, disponibilizando diversas cores e propriedades, inclusivamente alguns modelos permitem a utilização de lentes graduadas.

Se tem um capacete aberto e quer comprar uns goggles, deve sempre levar o capacete consigo para os testar em conjunto.


Lentes

O outro factor importante numa escolha de óculos para motociclismo é o tipo de lente.

A primeira regra a respeitar é a de excluir imediatamente qualquer lente de vidro (mineral). Em caso de impacto, o vidro fragmenta-se, e no caso de ser atingido por uma pequena pedra, os seus estilhaços (e eventualmente também a pedra) vão causar danos graves, provavelmente irreversíveis, no globo ocular.
Pela mesma razão, as lentes de plástico também devem ser evitadas.

A alternativa ideal são as lentes em policarbonato, o mesmo material usado nas viseiras dos capacetes de qualidade. Tornam os óculos mais leves, mais resistentes aos impactos e, sobretudo, não estilhaçam. Alguns fabricantes produzem lentes com especificações “balísticas” capazes de resistirem incólumes a impactos inacreditavelmente elevados.

A protecção contra os raios Ultra Violeta é outra das características que deve ter em conta, e nesse aspecto, o policarbonato também apresenta vantagens, pois absorve naturalmente as frequências curtas dos raios UV.
Claro que há diversos tipos de policarbonato, e diversos tipos de acabamentos que são acrescentados às lentes, e que melhoram substancialmente a resistência ao impacto, a sua longevidade e o conforto de utilização. Tratamentos anti-risco, anti-reflexo e anti-embaciamento são os mais comuns.

A cor das lentes depende em muito das preferências pessoais. No âmbito do motociclismo deve reter que as lentes cinzentas ou fumadas são as que conferem uma imagem mais natural, e as amarelas ou castanhas são as que proporcionam um melhor contraste em dias nebulosos e em condições de nevoeiro. As demais cores servem apenas para proporcionar dias mais coloridos. No entanto, o importante é que as lentes, a par com a redução da intensidade luminosa, consigam aumentar o contraste da visão.

Por isso existe uma vasta oferta de lentes “polarizadas” (normalmente mais caras) que reduzem significativamente a luz refletida, o que proporciona uma maior nitidez e uma significativa redução da tensão ocular, pois tornam a visão mais detalhada ao diminuir o brilho e os reflexos.

Para ter a certeza que determinadas lentes são verdadeiramente polarizadas, basta olhar através delas para o seu telemóvel. Rodando a lente polarizada, vai verificar que a imagem escurece à medida que é rodada. Se a imagem se mantiver inalterada, as lentes não são polarizadas.

Uma outra opção que lhe podem propor é a das lentes foto-cromáticas. Neste caso deve ter em conta o tempo de reacção da camada fotossensível. As lentes escurecem em função da quantidade de raios ultra-violeta que recebem, e clareiam na sua ausência, mas o processo demora alguns segundos. Por isso, num dia de muito sol, entrar num túnel pode merecer especial atenção. Posicionando-se no topo da escala de preços, não são lentes recomendadas para quem tenha tendência a perder óculos frequentemente.

Por falar no preço, este tem geralmente uma relação directa com a qualidade óptica das lentes. Uma lente que provoque deformações de imagem causa, ao fim de pouco tempo de utilização, elevados níveis de tensão ocular, e a largo prazo uma relevante perda de visão. Lentes de má qualidade são facilmente identificáveis, bastando para isso rodar os óculos a diferentes distâncias por cima de qualquer superfície impressa e observar a distorção da imagem.

Se usa lentes com graduação, fique desde já a saber que alguns fabricantes de óculos de sol, específicos para motociclismo, podem fornecer lentes personalizadas de acordo com as suas necessidades."


 fonte:
http://www.andardemoto.pt/moto-news/31519-os-oculos-de-sol-e-o-motociclismo-proteccao-estilo-ou-ameaca/
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Junho 08, 2017, 01:12:59, 01:12
Responder #1

lmferreira

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Os meus óculos de sol tem lentes polarizadas e se andar com a viseira fechada não vejo nada da informação que o painel de comandos apresenta. Para ver algo mas muito escurecido tenho que baixar significativamente a cabeça.

Junho 08, 2017, 09:33:26, 09:33
Responder #2

João_Santos

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O meu Capacete SHUBERTH tem uma viseira que desce e é mais que suficiente. Mas para além disso tenho uns ARNETTE que são maravilha para o sol.

João  :scooter: :scooter:

Junho 08, 2017, 09:38:11, 09:38
Responder #3

rodrigues

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Os meus óculos de sol tem lentes polarizadas e se andar com a viseira fechada não vejo nada da informação que o painel de comandos apresenta. Para ver algo mas muito escurecido tenho que baixar significativamente a cabeça.


Se não estiver no máximo podes aumentar o brilho do painel.

Junho 08, 2017, 10:50:40, 10:50
Responder #4

pjmartinho

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Os meus óculos de sol tem lentes polarizadas e se andar com a viseira fechada não vejo nada da informação que o painel de comandos apresenta. Para ver algo mas muito escurecido tenho que baixar significativamente a cabeça.

Se não estiver no máximo podes aumentar o brilho do painel.

Não funciona, pois as lentes polarizadas bloqueiam determinadas frequências do espectro luminoso independentemente da sua luminosidade. Funcionam exactamente como os filtros polarizadores da máquinas fotográficas só que, neste caso, pode-se regular o seu efeito, ou seja, se corta mais, ou menos, luz bastando rodar o filtro na frente da lente, enquanto que nos óculos não se pode fazer isso.

Eu tenho um problema semelhante no carro da minha mulher onde o rádio tem um LCD e está colocado na consola central. Se tiver os óculos de sol colocados, nem consigo ver se o rádio está, ou não, ligado e caso esteja, não consigo ver qual a estação em que está.

Uma explicação do assunto, embora esteja em Inglês.
« Última modificação: Junho 08, 2017, 12:04:57, 12:04 por pjmartinho »

Junho 08, 2017, 12:07:16, 12:07
Responder #5

rodrigues

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Os meus óculos de sol tem lentes polarizadas e se andar com a viseira fechada não vejo nada da informação que o painel de comandos apresenta. Para ver algo mas muito escurecido tenho que baixar significativamente a cabeça.

Se não estiver no máximo podes aumentar o brilho do painel.

Não funciona, pois as lentes polarizadas bloqueiam determinadas frequências do espectro luminoso independentemente da sua luminosidade. Funcionam exactamente como os filtros polarizadores da máquinas fotográficas só que, neste caso, pode-se regular o seu efeito, ou seja, se corta mais, ou menos, luz bastando rodar o filtro na frente da lente, enquanto que nos óculos não se pode fazer isso.

Eu tenho um problema semelhante no carro da minha mulher onde o rádio tem um LCD e está colocado na consola central. Se tiver os óculos de sol colocados, nem consigo ver se o rádio está, ou não, ligado e caso esteja, não consigo ver qual a estação em que está.

Uma explicação do assunto, embora esteja em Inglês.


Já não gosto desses óculos  :napodeser:

Junho 08, 2017, 12:09:18, 12:09
Responder #6

mneves

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O meu modular também tem essa viseira mais escura retrátil, como tal não uso mais nada
membro numero 16

Junho 08, 2017, 13:11:26, 13:11
Responder #7

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Comigo sucede exactamente o mesmo.
As lentes polarizadas impedem que se veja com clareza p.ex. um painel LCD, mas funcionam bem a bloquear a luz solar.

No meu caso uso a viseira retráctil do próprio capacete e...vai servindo.  :) Apesar de ter uns óculos escuros que funcionam muito bem com o sol, mas incomodam-me na sua utilização com capacete.  :-X
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Junho 08, 2017, 13:50:09, 13:50
Responder #8

pjmartinho

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Já não gosto desses óculos  :napodeser:

Em certas situações podem ser úteis... assim não vemos coisas que não queremos  :D

Junho 08, 2017, 13:55:24, 13:55
Responder #9

rodrigues

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Já não gosto desses óculos  :napodeser:

Em certas situações podem ser úteis... assim não vemos coisas que não queremos  :D


Principalmente luzes vermelhas  ;)

Junho 08, 2017, 16:23:48, 16:23
Responder #10

lmferreira

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No carro anterior que tinha tambem tinha problemas com o ecran central. Este era do tipo monocromatico só com letras verdes e fundo preto e nao conseguia ver nada se fosse ao volante. No atual o lcd fica praticamente no mesmo sitio, mas como é com cores vejo na perfeição.

Junho 08, 2017, 16:24:33, 16:24
Responder #11

lmferreira

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O que é estranho é o painel de comandos da NC ser colorido e nao conseguir ver da posição normal. Ele está em tons de azul, tenho de mudar de cor para ver como fica.

Junho 08, 2017, 19:14:06, 19:14
Responder #12

Moto2cool

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Apesar de ter copiado o artigo, na verdade eu uso capacetes com viseira solar interna por isso não uso óculos de sol a conduzir :)
Esta viseira solar interior é sempre pratica porque num pequeno movimento pode-se baixar ou subir, ao contrário dos óculos de sol ou a viseira escurecida, que é mais difícil de tirar num determinado momento, como entrando num túnel.
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Junho 08, 2017, 23:43:04, 23:43
Responder #13

Sal

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Por acaso uso a viseira interior do meu capacete e como tal dispenso os óculos.
Também tenho óculos polarizados com hastes direitas, o que são ótimos para colocar e retirar com o capacete colocado, nas raras vezes que ando com eles colocados nao tenho problemas em ver o display.... é que o meu é analógico

Junho 09, 2017, 14:18:25, 14:18
Responder #14

Clemente Vicente

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Boas,

eu não uso óculos de sol.

 :convivio:
---------------------------------------------  " SÃO HONDA SENHOR; SÃO HONDA !!! "   -----------------------------------------

Setembro 11, 2017, 21:49:00, 21:49
Responder #15

lmferreira

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Os óculos, de sol ou graduados, são uma peça fundamental no equipamento de um motociclista.
Por isso, no acto da compra é necessário ter extrema atenção a alguns pormenores que fazem toda a diferença.
Tudo teve um início muito clássico: numa garagem. Hoje, a empresa é gerida conjuntamente pelos três irmãos Helbrecht, e é a principal fabricante / fornecedora de óculos de motociclismo, e a marca, Helly No.1 Bikereyes, criou uma excelente reputação no mundo das motos, a nível global, sendo líder de vendas na Europa. A sua oferta inclui óculos de sol, óculos desportivos, óculos de proteção, óculos graduados e óculos de prescrição para atletas.
Além disso, também fabrica óculos para outras marcas e outras marcas de óculos sob licença, de algumas conceituadas marcas ligadas ao motociclismo e não só! Ao contrário da tendência geral na indústria europeia, os óculos Helly No.1 Bikereyes são produzidos na Alemanha, com a maioria dos modelos a serem projetados e produzidos numa fábrica onde 40 funcionários estão envolvidos na produção, desenvolvimento e transporte, bem como aconselhamento.
A distribuição é feita através de revendedores espalhados por todo o mundo, e para garantir uma entrega atempada, existem sempre entre 120.000 e 300.000 óculos em stock, prontos para venda. Além dos parceiros, retalhistas e oftalmologistas, os clientes finais podem encomendar os óculos diretamente através do site oficial do importador Helly para Portugal, a LOOK ONLINE (clique para saber mais).
A Helly No.1 Bikereyes é uma das primeiras e poucas empresas a especializar-se em óculos desportivos com lentes de segurança, feitas especialmente de acordo com a prescrição do cliente. Um bom exemplo são os óculos Helly EAGLE, que recentemente conseguiram conquistar as graças da exigente revista de motos alemã, Motorrad, e que no andardemoto.pt também temos andado a testar para brevemente lhe dar a nossa opinião.
A família Helbrecht entrou nesta indústria em 1966, quando Otto Helbrecht estabeleceu a sua sede em Hilden / Rheinland, na Alemanha. Desde muito cedo, o jovem casal Helbrecht, uniu as suas forças para produzir, à mão, as suas primeiras máquinas ópticas. A venda da primeira máquina foi a base financeira para um futuro esperançoso, e foi ainda em 1966, que o casal formou a empresa “Ing. O. Helbrecht - máquinas ópticas” inaugurada numa pequena oficina alugada, e num pequeno apartamento adjacente. A produção começou com um único funcionário.
O enorme sucesso da empresa criou entretanto uma inevitável e grande expansão no início da década de 70. Por isso em 1972, num prado verde a oeste de Hilden, foi inaugurada uma nova sede da empresa. Em 1973 o pequeno Helly, o filho mais velho do casal, tinha apenas quatro anos de idade, mas a empresa contava já com cerca de 50 funcionários a trabalhar na produção, gestão, operações e serviço de atendimento.  Nesse ano ainda, nasceu o irmão de Helly, Markus, e em 1979 nasceu um outro, Heiko Helbrecht.

Em 1980 a empresa gerida por Otto Helbrecht gozava de um enorme sucesso, e já contava com mais de 170 funcionários. Na época era nº 1 no mercado mundial, com clientes em mais de 70 países, estando representada em todas as feiras, em todos os continentes.

Em países como Cuba ou China, as máquinas de óptica, as rodas de moagem de diamante, as unidades de refração, etc. fabricadas pela “Ing.O.Helbrecht - máquinas ópticas” gozavam de alta demanda. Nessa época existiam já alguns pontos de produção na Alemanha e no Brasil.

O sucesso comercial foi sempre colocado acima de tudo. Era a única prioridade de Otto. E tal como acontece com tantas outras famílias empreendedoras, em 1992, também esta quebrou sob a pressão crescente do negócio.

Dessa altura em diante, todos os membros da família seguiram caminhos separados. Otto Helbrecht reorientou-se a nível particular e, em 1993, a empresa outrora tão próspera, encontrava-se em dificuldades financeiras. A “Ing. O. Helbrecht - Optikmaschinen” teve de declarar falência antes de ser liquidada. Toda a riqueza operacional / habitacional entrou nas contas da massa falida.

A 2ª geração da família inicia-se nos negócios da óptica precisamente em 1992.  Depois de completar a educação (no negócio dos pais), o filho mais velho, Helly Helbrecht, então com 22 anos de idade, fundou a empresa “HELBRECHT optics”.
Tudo começou também numa garagem, onde era feita a distribuição dos óculos de sol para comerciantes, quiosques e lojas de conveniência. 

Devido à sua paixão por motas e pelas amizades que Helly tinha com motociclistas, ou antes, com diversos clubes de motociclistas, desde muito cedo a jovem empresa começou a desenvolver e a comercializar uma coleção óptica que ia ao encontro das necessidades específicas dos motociclistas.

Desde então, foi desenvolvida uma multiplicidade de inovações técnicas para óculos de motociclismo, que gradualmente foram surgindo no mercado. Entre outras coisas e por causa do desenvolvimento muito precoce de óculos com o mais elevado padrão de protecção (lentes inquebráveis com resistência ao impacto de pedras), a empresa, ou melhor Helly, foi o pioneiro ou fundador dos chamados óculos de motociclista.

Até hoje e por causa dos seus contatos pessoais, sob a marca “Helly N° 1 Bikereyes”, os óculos de motociclista são fabricados em versões exclusivas para incontáveis clubes de motociclismo de todo o mundo. Os primeiros concessionários Harley e outras lojas de motociclismo começaram também a prestar atenção à marca, e começaram a vender os óculos de motociclismo “Helly N° 1 Bikereyes”.

As coisas estavam a crescer, e outra garagem era já necessária para a empresa de um só homem. Como os óculos eram fabricados também no apartamento do Helly, toda a sua casa ficou totalmente atafulhada, e tornou-se necessária uma mudança de local.

Em 1994 a empresa de um só homem mudou-se para um espaço de 320m². As condições não eram perfeitas, no entanto, tendo em conta a perspectiva da época, era um salto quântico para o proprietário, operador, consultor , empregado de armazém, comprador, secretário, assistente, etc., etc., Helly Helbrecht.

Com muita ajuda, mas também com muito trabalho, Helly foi gerindo o negócio sazonal, e a cada ano o volume de encomendas aumentava. Foi então que Helly iniciou uma colaboração estreita com uma empresa fornecedora de nada menos que 10.000 estações de serviço em toda a Alemanha. As estações de serviço, de propriedade de companhias petrolíferas, foram abastecidas com óculos de sol de Helly, e assim a qualidade dos seus produtos foi reconhecida por milhares de motociclistas.

Os óculos de sol “Helly N° 1 Bikereyes”, alguns até personalizados, começaram também a ser fornecidos para as agências de publicidade de mais renome, como suporte publicitário, e foram vistos em inúmeras campanhas de marketing por toda a Europa, nomeadamente em França, Países Baixos e Alemanha.

Foram incluídos, em anúncios de algumas das maiores marcas de bebidas espirituosas, cigarros, cerveja e automóveis. A partir desse momento, o volume anual de óculos enviados a partir de armazéns Helbrecht começou a ser medido em toneladas.

Em 1998, os óculos de motociclismo comercializados sob a marca Helly - No.1 Bikereyes, já estavam a começar a se distinguir-se, e o primeiro acordo de fornecimento exclusivo de óculos de sol Helbrecht, de alta qualidade, foi assinado com uma marca de moda, famosa em todo o mundo.

Em 2001 foi contratado o segundo funcionário efectivo da casa. Este era o irmão mais novo de Helly, Heiko Helbrecht. O círculo do destino estava completo, voltando a reunir a família, e Helly poderia finalmente contar com dois grandes aliados ao seu lado.

Numa estratégia expansionista, foi fundada em 2002, nos Estados Unidos, na Flórida, a “Helbrecht Company LLC”. O objetivo era integrar o mercado norte-americano e efectivamente, após um lançamento bem sucedido, imediatamente apareceu um distribuidor que ficou responsável pela distribuição tanto nos Estados Unidos como no Canadá.

Mas o desenvolvimento tecnológico é uma constante na Helbrecht, e logo de seguida, a empresa lançou o seu sistema de revestimento anti-embaciamento de dupla face (nos lados interno e externo da lente) para a sua gama de óculos de motociclismo. Um argumento imbatível para todos os motociclistas e para outros desportistas radicais!

Pouco depois, a óptica Helbrecht revolucionou o mundo da óptica ao oferecer designs exclusivos, com lentes de prescrição individual, em quase todos os modelos dos seus óculos de motociclismo e de desporto. Igualmente avançado e exclusivo foi o processo de instalação das lentes sobre os óculos, com tecnologia H-RX patenteada.

A cereja no topo do bolo consistiu no facto de todos os óculos Helly passarem a ter lentes de segurança, praticamente inquebráveis, resistentes a impactos de pedras. E já posteriormente, o foco das atenções voltou-se para um design mais confortável de usar.

Em 2006, foi introduzido no mercado um modelo revolucionário. A 4ª geração de óculos de motociclista oferecia hastes e armação flexíveis e maleáveis, factor que proporciona um extremo conforto na condução, ao serem usados sob o capacete.

Fonte: Andardemoto