Autor Tópico: A tragédia dos incêndios em Portugal...  (Lida 8763 vezes)

Junho 18, 2017, 10:20:01, 10:20
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Sapiens21

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A tragédia dos incêndios em Portugal...






Provavelmente não há quem não tenha acompanhado nos meios de comunicação social as trágicas notícias dos incêndios em Portugal...e o resultado impressionante e revoltante em termos do número de mortos e feridos.


Segundo acabo de ouvir, foi já despistada a possibilitada de "mão criminosa" neste incêndio devastador, tendo-se inclusivamente identificado a árvore (por via da trovoada seca ocorrida) onde se iniciou o fogo.


Mas infelizmente e por mais explicações que existam, a perda de vidas humanas é desconcertante, tendo-se este tornado num dos incêndios mais mortais das últimas décadas.


O luto tem, como se sabe, diferentes formas de expressão, pelo que aqui fica este tópico para não esquecer a importância da prevenção, para incutir nos mais jovens os cuidados a ter com as florestas, para relembrar o quão importante é limpar os caminhos e as zonas em redor das casas mais isoladas.


NOTA: As minhas desculpas mas achei inconveniente colocar este tópico no "Coffee Break - Espaço de descontração"
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Junho 18, 2017, 10:39:11, 10:39
Responder #1

Moto2cool

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Infelizmente se os fogos são ocorrência que se tornou normal, esta dimensão de baixas não é. Não me surpreendia que alguém tivesse falhado​ no sistema de proteção porque vejo fogos bem maiores sem vítimas. Seguramente existirá uma investigação, espero que imparcial. Entretanto a minha solidariedade fica com as vitimas, familiares e amigos
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Junho 18, 2017, 13:48:50, 13:48
Responder #2

las650

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Ironia do destino esta desgraça  aconteçe no quando o presidente da republica e primeiro ministro afirmaram 'querer acabar com os incendios'...

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« Última modificação: Junho 18, 2017, 13:52:55, 13:52 por las650 »

Junho 18, 2017, 17:01:13, 17:01
Responder #3

João_Santos

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Segundo a Imprensa de hoje o Governo recusou a ajuda da Força Aérea. Só um C-130 leva toneladas de água. Porque será que recusaram?

Mas estão a chegar Canaders privados.

João  :scooter: :scooter:

Junho 18, 2017, 18:07:18, 18:07
Responder #4

Cross

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Os meus sentimentos às familias das vítimas.
Infelizmente famílias inteiras perderam a vida e até dentro dos seus próprios automóveis.

Nos dias de hoje é de pensar nestas tragédias e pensar no que se pode fazer para dar socorro às populações. Seguramente que o abandono de algumas áreas a falta de limpeza, o material combustível por todo lado etc... não ajuda nada, mas desenganem-se aqueles que pensam que a solução está no combate ao fogo e que se consegue vencer a natureza. Quem assim pensa são tolos ou inconscientes!!!
No mínimo o que se deveria poder fazer é sair do caminho em segurança.
Tanta tecnologia, tanta porcaria e não existe nada que se possa usar tanto no alerta dessas provocações como no resgate das pessoas... até sem comunicações ficam... enfim até as nossas autoridades e comunidade científica, Universidades etc... não tornar isto em um desígnio nacional e encontrar soluções assim vamos... gastamos o dinheiros nos alugueres de equipamentos e compra de material para a ilusão do combate resolve e nada na prevenção e no resgate.

Espero que estas famílias inteiras terem falecido nesta tragédia sem igual tenham o devido respeito e que se veja nos actos do que se vai passar no que respeita ao flagelo dos incêndios em Portugal apartir de hoje.






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Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Junho 18, 2017, 20:58:27, 20:58
Responder #5

las650

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Nos dias de hoje é de pensar nestas tragédias e pensar no que se pode fazer para dar socorro às populações. Seguramente que o abandono de algumas áreas a falta de limpeza, o material combustível por todo lado etc... não ajuda nada, mas desenganem-se aqueles que pensam que a solução está no combate ao fogo e que se consegue vencer a natureza. Quem assim pensa são tolos ou inconscientes!!!
No mínimo o que se deveria poder fazer é sair do caminho em segurança.
Tanta tecnologia, tanta porcaria e não existe nada que se possa usar tanto no alerta dessas provocações como no resgate das pessoas... até sem comunicações ficam... enfim até as nossas autoridades e comunidade científica, Universidades etc... não tornar isto em um desígnio nacional e encontrar soluções assim vamos... gastamos o dinheiros nos alugueres de equipamentos e compra de material para a ilusão do combate resolve e nada na prevenção e no resgate.


Não aprendemos nada com o sucedido na Madeira à tão pouco tempo.
Só discursos de inteções e palmdinhas nas costas.

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Junho 18, 2017, 21:21:41, 21:21
Responder #6

TMXR

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Os incendios sao um grande negocio em tons cor-de-rosa...



Palavras de circuntancias, as habituais e muito "especializadas" frases que "é preciso apostar na prevencao"... e siga para o proximo...



Infelizmente, perderam-se familias inteiras... as autoridades que ha uma semana na noite de santo antonio mandaram parar 2500 carros para passar 380 multas, desta vez mandaram carros desviar-se do IC8 para a uma das estradas onde ocorreu a tragedia...


Como pessoa, estou triste e pesaroso com a trageria... como cidadao estou indignado com que foi eleito para me representar... ainda tiveram a lata de abrir uma conta na CGD para se contruibuir para as vitimas da tragedia... Entao para que serve os pesados impostos que pagamos??


Como é possivel nao haver dinherio para meter os militares a lutar contra o fogo e para adqurir meios aereos??? se fosse para comprar meia duzia de mercedes topo de gama ou para manter o R8 da PSP o dinheiro aparecia ja hoje...


Cambada de... 
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Junho 18, 2017, 21:41:24, 21:41
Responder #7

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Inteiramente de acordo...

Ainda hoje depois de almoço e perante as imagens que entravam olhos dentro por via das diversas notícias sobre esta tragédia, falei com o meu pai sobre a quantidade de militares nos quarteis e nas centenas de presos nos Estabelecimentos Prisionais de Norte a Sul do País...e isto sem contar com os números impressionantes daqueles que recebem subsídios (estando aptos para trabalhar) e sem fazer "pêva".

Quanto à prevenção... vejo-a de enorme importância.
Mas não apenas por palavras é certo!!!
A prevenção activa, a prevenção que permita que as aldeias tenham os caminhos limpos atempadamente, a prevenção que leve a que os meios cheguem rapidamente ao local, a prevenção que coloque meios aéreos nos locais e sem burocracias morosas, a prevenção que limpe a m#rda do matagal (obrigando mesmo os privados a fazê-lo) e que se acumula de forma densa mesmo até à beira das casas e à berma das estradas e caminhos...entre outras medidas.

Muito há por dizer, mas depois talvez me exceda...

Os sentimentos a todos os familiares destas vítimas.
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Dalai Lama

Junho 18, 2017, 23:17:19, 23:17
Responder #8

TMXR

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Prevencao: oportunidade excelente para o poder local arrecadar mais umas receitas: avisa-se, multa-se, multa-se novamente, multa-se novamente...


Muitos terrenos nao tem dono ou sao baldios e nesses a "junta de freguesia" nao faz nada... os que tem muitos no interior sao de velhos, ou ja da geracao dos herdeiros...


Ainda ha pouco tempo falei com uma pessoa que estava com este problema, que o pai lhe deixou um pinhal pequeno e que a limpeza da da mata lhe ia custar anualmente 5 mil €, valor que a pessoa nao tem... a hipotese que ele estava a colocar era: ia la, riscava um fosforo e durante os proximos 20 anos a mata ia estar limpa  ;)



Em muitos casos, em vez de multar, mais valia as autarquias limparem as matas e depois cobrar os valores aos donos, mesmo que fosse coercivamente tenho a certeza que muitas pessoas preferiam entregar os terrenos... o estado obviamente é que nao deve estar nada interessado em os receber.





Em relacao ao combate... pois... temos os quarteis cheios de militares que devem passar os dias a bater pivias... é que nao imagino o que devem passar os dias a fazer...pela minha experiencia de tropa so me lembro é dos gabinetes dos capitaes e dos tenentes a fumar o dia todo com o bigode e o rabo sentado todo o dia na cadeira...

Mas enfim as forcas armadas é que se sabe, briquedos caros... submarinos que para nada servem, chaimites que custaram milhoes a ganhar ferrugem e agora vao gastar mais uns milhoes nesse item de necessidade primaria que é o sistema anti-missil  :irritado: :toma:

E indispensavel termos umas forcas armadas que intervenham no terreno durante toda a epoca de incendios... as mesmas no ramo das forcas aereas deveriam ser os operadores dos meios de combate aereo.



Por fim os bombeiros... as grandes vitimas de quem governa... mais um sector de actividade que tem sofrido na pele os cortes e os apertos do cinto... ha que respeitar estes homens, ha que os equipar e pagar decentemente pois o pais neste anos todos tem uma enorme divida de gratidao para com estes homens  :ok:
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Junho 19, 2017, 01:35:42, 01:35
Responder #9

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De maneira nenhuma pretendo contradizer esse teu amigo caro Miguel, mas poderá estar a haver algo que me escapa... :)

É que segundo o estipulado no n.º 2 do artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 124/2006, de 28 de junho alterado pelo Decreto-Lei n.º 17/2009, de 14 de janeiro, os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edificações, designadamente habitações, estaleiros, armazéns, oficinas, fábricas ou outros equipamentos, são obrigados a proceder à gestão de combustível numa faixa de 50 m à volta daquelas edificações ou instalações medida a partir da alvenaria exterior da edificação.
Na proximidade de aglomerados habitacionais, a área necessária a ser limpa aumenta em dobro.

Ora, a não ser que esse "pequeno pinhal" esteja com edificações dispersas por toda a sua extensão, não vejo necessidade nem a obrigação - salvo outra lei específica que me escape e que agradecerei a partilha - de proceder a uma limpeza total e dispendiosa.

Se me perguntarem...então e os mais velhos ou carenciados e que pouco mais terão que para comer?? Têm de gastar ainda o pouco que têm para limpar esses metros à frente da sua casa??
Pois nesses casos sou da opinião que em articulação com as autarquias locais deverão ser analisados os casos que lhes forem apresentados, sendo acauteladas atempadamente as necessárias limpezas, não só para precaver a necessária segurança dos proprietários, mas também das áreas habitacionais circundantes.

Tudo muito bem...e colocar isso em prática??
Se pagamos enquanto contribuintes, só têm de ser criados os mecanismos (e sem rodeios) em torno do tema. Encontrar asteriscos no assunto é querer contorná-lo ou justificá-lo perante o injustificável.

E o Estado? Esse não tem de dar o exemplo?
SIM...completamente, absolutamente de acordo! Subscrevo!
Mas isso não nos retira a necessidade (quase moral) de zelarmos pelos espaço que circundam aquilo que é nosso.

Se a minha casa estivesse rodeada de mato até às paredes que delimitam o edifício, não era por ver a negligência do meu vizinho que eu iria faria igual. É um mero exemplo...

Por último...os sobrantes de origem florestal!!
Nos casos em que a área a limpar é significativa e que vá para lá do normal acondicionamento de lenha para o Inverno seguinte, parece-me que existem meios de tornar bastante rentável o trabalho.
É que os sobrantes de origem vegetal podem servir como combustível, podem servir para a transformação em fertilizantes ou até para a criação de pellets que tantos temos em nossas casas...ou seja, o trabalho terá algum retorno monetário nos casos em que a área de limpeza o justifique.

Mas...tudo quanto por aqui ou noutros locais venhamos a escrever vai cair em saco roto. E acontece ano após ano...

Tem sido assim e assim continuará.
Infelizmente abateu-se uma autêntica catástrofe naquela localidade, onde se lamentam muitas mortes e que nos vergam perante a impotencia de fazer frente às próprias condições da natureza e que foram também elas - neste caso - muito especiais...pela negativa.

Agora sim...por último mesmo.
Subscrevo por inteiro as palavras e preocupações que agora li para com os homens e mulheres que combatem o fogo. Os bombeiros são, garantidamente, um elo que deveria estar mais fortalecido (leia-se equipado e preparado).
Mesmo exaustos e com o fogo ali sempre tão perto, não lhes viram as costas sempre que têm de colocar a salvo alguém. Grandes heróis - maioria anónimos - que temos em Portugal.
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Dalai Lama

Junho 19, 2017, 11:11:06, 11:11
Responder #10

JViegas

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Todos os anos é sempre a mesma coisa...mas...desta vez é diferente. Morreram muitas mais pessoas.

Como é possível que isto aconteça em pleno seculo XXI?
As noticias são sempre as mesmas, e as promessas de que se vai fazer mais caem em saco roto cada vez que acontece "mais uma vez".

O que se vez desde da Madeira?
(não é preciso recuar muitos anos)

Que medidas diferentes foram tomadas este ano e que diferem da atuação do ano passado?
O que melhorou? O que foi feito de forma diferente?

Quantos mais locais existem em Portugal e que correm o risco de acontecer algo semelhante?

Lamento profundamente as vidas perdidas.
Lamento os bens que cada um perdeu com mais um incêndio.
Lamento a flora e a fauna que se perdeu.
Lamento que os meios de comunicação (alguns) se aproveitem de forma triste para fazer espetáculo (não é preciso chocar para informar).
Lamento que os meus impostos não são devidamente aplicados onde deveriam ser.
Lamento que os bombeiros (verdadeiros heróis) não sejam de uma vez por todas reconhecidos e verdadeiramente equipados.

Junho 19, 2017, 12:14:46, 12:14
Responder #11

Clemente Vicente

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Junho 19, 2017, 13:01:48, 13:01
Responder #12

karloxilva

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Teorias de conspiração à parte:
- Portugal é dos países onde a floresta está mais nas mãos de privados, muitos desses proprietários não são conhecidos e muitos dos referenciados não limpam as matas. Por outro lado, é sabido, há zonas de propriedade pública que não são limpas. O fecho de serviços públicos especializados na gestão e vigilância da floresta e sua distribuição por diversos organismos, para baixar a despesa do estado e diminuir o número de funcionários públicos, não contribuiu positivamente para o cenário.

- A falta de coragem política para tomar posse administrativa de terrenos abandonados, é um facto. Os terrenos deviam ser geridos por entidades que os colocariam num plano de reflorestação racional do território nacional. Essa posse administrativa aos proprietários, poderia ser revertida, após o Estado recuperar o investido e sob o compromisso vigiado de que não voltariam a ser alvo de abandono.

- As espécies autóctones, que poderiam ser rentáveis economicamente mas têm um maior tempo de crescimento, encontram-se em grande recuo, sendo substituídas por eucaliptos - cuja plantação o governo anterior liberalizou. Portugal é dos países que, ao contrário de outros onde há incêndios, tem visto recuar a percentagem de floresta. A desertificação (a continuação da mancha desértica do norte-africano para a península) tem sido propiciada por escolha de espécies que não consolidam os solos, que consomem mais ou não contribuem para as reservas de água freáticas (subterrâneas). As práticas agrícolas intensivas não são feitas de acordo com o rejuvenescimento dos solos, e elas próprias contribuem para a erosão dos solos (a perda de camadas superiores organicamente mais ricas).

Os fogos combatem-se antes, e não se trata de apenas limpar a floresta e o mato.

Como não podia deixar de ser, lá aparecem os defensores dos "trabalhos forçados" para os outros. De pôr o exército a limpar, etc  e tal. Já agora, eu tive essa experiência na tropa, a preparação era nula. Só fala assim quem acha que é bombeiro quem quer. Para se combater o fogo há que ter formação.
O que não invalida que o Exército possa participar e ter formação (engenharia), no combate a incêndios, pela sua natureza vê-los-ia mais na vigilância da floresta. A Força Aérea pode ter aviadores e aviões preparados para o combate aos incêndios, aliás essa até podia ser parte da sua função na "defesa do território nacional".
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Junho 19, 2017, 15:17:39, 15:17
Responder #13

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(....)Como não podia deixar de ser, lá aparecem os defensores dos "trabalhos forçados" para os outros. De pôr o exército a limpar, etc  e tal. Já agora, eu tive essa experiência na tropa, a preparação era nula. Só fala assim quem acha que é bombeiro quem quer. Para se combater o fogo há que ter formação.
(....)


Fizeste a abordagem dos mesmos...mas colocando os dois cenários.

Se leres mais atrás, a indicação dos militares, dos presos e de muitos que estão em casa a receber subsídio (e aptos para trabalhar) foi unicamente para o trabalho prévio de limpar, desbravar, criar condições para passagem de veículos, alargamento de vias e o que mais houver necessidade. Isto naturalmente em meses suficientemente distanciados da época das altas temperaturas e da baixa ou nula humidade.

Não existe uma "promoção" no seu combate directo aos fogos. Eu pelo menos não o fiz e há que ler as coisas como elas são. O trabalho no combate aos fogos não se faz unicamente quando surgem!!

Seja como for, o importante agora será repensar seriamente o sucedido naquele dia fatídico.
Se vai ser feito algo??? Veremos...
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Dalai Lama

Junho 19, 2017, 16:10:37, 16:10
Responder #14

karloxilva

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(....)Como não podia deixar de ser, lá aparecem os defensores dos "trabalhos forçados" para os outros. De pôr o exército a limpar, etc  e tal. Já agora, eu tive essa experiência na tropa, a preparação era nula. Só fala assim quem acha que é bombeiro quem quer. Para se combater o fogo há que ter formação.
(....)


Fizeste a abordagem dos mesmos...mas colocando os dois cenários.

Se leres mais atrás, a indicação dos militares, dos presos e de muitos que estão em casa a receber subsídio (e aptos para trabalhar) foi unicamente para o trabalho prévio de limpar, desbravar, criar condições para passagem de veículos, alargamento de vias e o que mais houver necessidade. Isto naturalmente em meses suficientemente distanciados da época das altas temperaturas e da baixa ou nula humidade.

Não existe uma "promoção" no seu combate directo aos fogos. Eu pelo menos não o fiz e há que ler as coisas como elas são. O trabalho no combate aos fogos não se faz unicamente quando surgem!!

Seja como for, o importante agora será repensar seriamente o sucedido naquele dia fatídico.
Se vai ser feito algo??? Veremos...

Eu percebi o que afirmaste e até partilho de parte do que foi feito [editado: escrito]. A parte que sublinhaste não te era particularmente dirigida, mas a um discurso que se repete nestes dias: O trabalho como castigo.
Certo, colocar detidos a fazer trabalho cívico. Mas pago, para uma conta em nome da indemnização das vítimas ou de um amealhar para ajudar a uma reintegração futura após cumprir a pena.
Contra, colocar pessoas do "rendimento mínimo" a fazer esses trabalhos. Se fazem esse trabalho, recebem salário e deixam de receber rendimento mínimo, com a vantagem de que descontam para uma reforma.
Sabendo-se que muitas pessoas não têm ocupação nas zonas rurais, o que obriga muitos a abandonarem esses meios para procurar subsistência nas urbes, a manutenção da floresta seria uma oportunidade de trabalho [para combater a chamada "desertificação"... de pessoas] - aqui não falo apenas da limpeza, manutenção e vigilância da floresta [e de oportunidades ligadas a subprodutos florestais como a biomassa, etc], refiro também trabalhos mais científicos e especializados que poderiam fixar famílias no interior.
Não podemos estar à espera que as pessoas trabalhem a custo zero, não desejo aos outros o que não concebo para mim.
Quando me referi atrás aos militares, foi porque passei por isso. Já lá vão muitos anos fui "convocado" para ajudar a combater um incêndio, se os bombeiros não tivessem intervindo e corrido connosco o cretino do oficial tinha-nos entregado às chamas.
« Última modificação: Junho 19, 2017, 16:55:16, 16:55 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Junho 19, 2017, 19:03:13, 19:03
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Desconheco a realidade do exemplo que dei... apenas conheco a pessoa e sei que o terreno é na zona de Alcains  :nice: possivelmente a ordem veio porque existem estradas a ladear o terreno  :nice:



Totalmente de acordo em meter os presos e aqueles que sao "desempregados cronicos" a limpar mata ou a fazer qualquer outro trabalho civico.


Alguem escreveu aí atras que nao era aceitavel "trabalhar sem receber", mas do meu ponto de vista aquilo que é verdadeiramente imoral é haver neste pais tao pobre quem "receba sem trabalhar"  :nempenses: :nempenses:


Todos os dias vemos esses exemplos, e no meu caso é logo de manha na esplanada da pastelaria lao estao eles, com as suas familias numerosas a mamarem galoes e bolos  e as esposas sempre bem "pranhas" para que a teta do estado nao seque.

Podem-me chamar racista ou xenofobo... aceito já que o sou, mas só para aqueles que parasitam o estado social e de que na sua vidinha nunca fizeram a proverbial "ponta de um... " para contribuir para o pais...


Ainda a semana passada, tive de perder 2 horas do meu tempo a limpar o terreno ao lado da minha casa com uma roçadora  :(... responsabilidade da junta de freguesia, mas como eles nunca aparecem, lá tenho de ser eu... se calhar deviam-me descontar o dinheiro no IMI, mas não...





Mas Isaac, continuo na minha... isto é um negocio e nao interesse em que os fogos abrandem:

uma hora de voo de um Kamov custa 35 mil €... e quanto custa uma hora de um trator para limpar o mato???
« Última modificação: Junho 19, 2017, 19:10:46, 19:10 por TMaxer »
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Junho 19, 2017, 22:11:01, 22:11
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E não poderias estar mais correcto nisso, Miguel.  :nice: :nice:
É de facto um negócio e de milhões...

Ainda esta noite no noticiário da SIC o comentador Miguel Sousa Tavares referiu isso mesmo, para quem quisesse ouvir. E disse mais umas quantas "sem papas na língua".

Quem não viu, devia ir às gravações automáticas ouvir o que ele disse.
Não é um comentador por quem eu nutra grande atenção, mas desta vez o tipo prendeu-me a atenção durante os minutos em que falou sobre tudo isto...sobre o flagelo que se abateu sobre aquela localidade e a realidade do resto do país.
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Junho 20, 2017, 08:08:48, 08:08
Responder #17

João_Santos

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A boca do Miguel está sempre disponível para a polémica, pois só assim sobrevive, mas por vezes diz uma coisas acertadas.

João :scooter: :scooter:

Junho 20, 2017, 11:20:12, 11:20
Responder #18

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Convido-vos a ler este texto no Observador:
http://observador.pt/opiniao/as-armadilhas-do-fogo-e-do-combate-ao-fogo/

Uma opinião de Helena Matos

E recomendo ainda seguirem o link que aí é indicado:

http://www.prociv.pt/bk/Documents/Plano%20de%20Atividades%20ANPC%202017.pdf

(Um pdf referente ao Plano de Atividades 2017 da Autoridade Nacional de Proteção Civil)

Deixando-vos  ainda o excerto do texto:

Os acontecimentos destes dias estraçalharam estas e na verdade quase todas as linhas desse dito plano. Mas também é verdade que ninguém questionou o falso sentimento de segurança emanado dessas páginas que nos davam conta de como se gastam as crescentes verbas da Proteção Civil: 137.687.616 euros no ano de 2017. Lendo as alíneas desse relatório, nomeadamente as que revelam quanto pesam as despesas do Dispositivo de Meios Aéreos de Combate a Incêndios Florestais (85,45% do total orçamentado na rubrica Aquisição de Bens e Serviços), constatamos como são verdadeiras as palavras do investigador José Cardoso Pereira, professor catedrático do Departamento de Engenharia Florestal do Instituto Superior de Agronomia, que no ano passado, ao ser interrogado pelo Observador a propósito da vaga de incêndios, denunciou o que designava como “atração política de responder com reforço de meios de combate”, ao invés de um plano consistente de prevenção. “Vemos todos os dias os noticiários das oito a serem abertos com helicópteros Kamov.”

Junho 20, 2017, 12:15:00, 12:15
Responder #19

karloxilva

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Desconheco a realidade do exemplo que dei... apenas conheco a pessoa e sei que o terreno é na zona de Alcains  :nice: possivelmente a ordem veio porque existem estradas a ladear o terreno  :nice:



Totalmente de acordo em meter os presos e aqueles que sao "desempregados cronicos" a limpar mata ou a fazer qualquer outro trabalho civico.
Alguem escreveu aí atras que nao era aceitavel "trabalhar sem receber", mas do meu ponto de vista aquilo que é verdadeiramente imoral é haver neste pais tao pobre quem "receba sem trabalhar"  :nempenses: :nempenses:
Todos os dias vemos esses exemplos, e no meu caso é logo de manha na esplanada da pastelaria lao estao eles, com as suas familias numerosas a mamarem galoes e bolos  e as esposas sempre bem "pranhas" para que a teta do estado nao seque.

Podem-me chamar racista ou xenofobo... aceito já que o sou, mas só para aqueles que parasitam o estado social e de que na sua vidinha nunca fizeram a proverbial "ponta de um... " para contribuir para o pais...
[...]

"Alguem escreveu aí atras que nao era aceitavel "trabalhar sem receber", mas do meu ponto de vista aquilo que é verdadeiramente imoral é haver neste pais tao pobre quem "receba sem trabalhar".

Não é lógico que qualquer trabalho seja pago com salário, e que um salário substitua uma prestação social?
Se eu tiver o azar de ficar desempregado terei ainda de estar sujeito a ser obrigado a fazer um trabalho não remunerado, e ser tratado como um criminoso só porque há oportunistas? Caramba, vou se for pago. Se receber um salário não precisarei de subsídio de desemprego.

Acho piada como nestas coisa de "receber sem trabalhar" a malta nunca se lembra dos banqueiros nem dos que falem empresas fraudulentamente e vivem à conta de subsídios manhosos ao "empreendedorismo" tornados vivendas e bombas à porta de casa, mas aponta sempre o dedo aos da "esplanada". Talvez seja porque essa gente cujas decisões políticas vemos a "arder", sem serem devidamente avaliadas pelo bom senso e exigência colectivos, os mesmos que fazem do trabalho um castigo, não uma obrigação social com direitos, costumam viver em recintos fechados e não frequentam as nossas esplanadas.
« Última modificação: Junho 20, 2017, 12:22:05, 12:22 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Junho 20, 2017, 12:56:00, 12:56
Responder #20

karloxilva

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As cinzas ainda estão quentes mas a urgência impõe algumas perguntas para além dos desabafos de senhores como Miguel Sousa Tavares que ganha a vida a ser especialista de tudo, preferível que o fizesse em algo em que seria mais útil e faz melhor: escrever.

- Quero saber quanto vale o sistema de combate a incêndios, quero compará-lo ao investimento na prevenção.
- Eu quero saber porque um sistema de comunicações que custou uma pipa de massa não funcionou quando era preciso, quero saber quem o validou e baseado em que experiências, quais as regras do concurso e quem o comprou.
- Quero saber porque temos mais área plantada de eucalipto do que toda a Espanha, quero saber a razão porque a cada incêndio as espécies autóctones são substituídas por eucaliptos.
- Quero saber a razão de ter uma das maiores fábrica de celulose do mundo, quero saber porque gasta amais água que a cidade de Setúbal e a paga mais barata.
- Quero saber porque espécies autóctones que têm melhor comportamento em caso de fogo, que servem de barreira vegetal aos incêndios e conservam a humidade dos solos, que não têm folhas que propagam os fogos, não são cultivadas.
- Quero saber a razão porque, ao contrário dos países sonde há fogos, a nossa floresta tem vindo a reduzir-se ano a ano.
- Quero saber porque se constrói em zonas desaconselhadas, porque não se exige que haja salas de sobrevivência nesse tipo de construções.
- Quero perceber a razão porque Portugal é o país que tem mais "floresta privada" sem donos conhecidos, quero saber porque os donos conhecidos não limpam a floresta sem que o Estado não faça nada.
- Quero saber para onde vai e quem lucra com as madeiras queimadas pelos fogos.
- Quero saber quanto custam os contratos de extinção de incêndios, quero saber quanto custaria uma rede de guardas florestais.
- Quero saber a razão porque a Força Aérea não inclui no seus quadros militares especializados na pilotagem de aviões de combate a incêndios, quero saber porque não temos uma esquadrilha desse tipo de aviões e gastamos milhões em brinquedos para andarmos a fazer manobras de simulação de guerras que não são nossas. A talhe de foice: quero saber porque tenho dois submarinos para brincar nas manobras da NATO e não tenho lanchas rápidas para perseguir o contrabando e aqueles que poluem o nosso oceano.
- Quero saber porque tenho uma protecção civil cheia de técnicos e não tenho uma fiscalização efectiva das construções quanto à resistência aos fogos (aos sismos) e não vejo um julgamento das urbanizações aprovadas pelos municípios onde não há acessos reservados aos bombeiros. Quero saber a razão porque as populações das aldeias não são treinadas a defenderem-se do fogo e não t~em rotas pré-definidas com as suas características.
- Quero saber porque a rede eléctrica e de comunicações não é adaptada a possibilidade de incêndio (beneficiando até paisagem).
- Quero perceber porque não há uma melhor distribuição geográfica das águas
- Quero saber a razão porque o ministério do ambiente não tem um departamento que centralize tudo o que diz respeito à Florestas em todas as as suas componentes, de plantação de protecção e vigilância, com pessoal dedicado apenas à Floresta. Quero saber porque já não há guardas florestais e porque foram substituídos por GNR polivalentes.

Podia arranjar mais uma porrada de exemplos bem para além do cheiro da chicana política que já anda misturada no ar com a fuligem e que até serve para ajustes de contas com o presidente da república. Como se este país não fosse governado há mais de 40 anos apenas por dois partidos (bem, dois e mais uma "rémora" que está sempre com quem ganha e passa por nunca lá ter estado).
« Última modificação: Junho 20, 2017, 13:03:28, 13:03 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Junho 20, 2017, 13:01:35, 13:01
Responder #21

TMXR

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Carlos...


Ja estamos a falar em coisas diferentes. Estamos a falar para fins comunitários... É sim, aço que não tem de ser remunurado, mesmo que o mesmo seja feito por reclusos... É sobretudo por estes que para além da dívida perante a sociedade, tem dívidas perante as vítimas que nunca são pagas...


O meu trabalho no fim de semana passado foi este:




Não estou à espera de ser pago, tal como nunca o fui nos 7 ou 8 anos que aqui vivo.

Há quem prefira se postar no facebook a oferecer garrafas de água aos bombeiros, pessoalmente prefiro que não tenham trabalho se o puder evitar...


É o terreno ao lado e o aqueduto das águas livres e pertença da Epal... Deveriam ser eles a fazê-lo mas mais 2 ou 3 semanas e lá terei de ser eu a faze-lo... E não estou à espera que me descontem o trabalho na conta da água  :lolol: :nice:
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Junho 20, 2017, 16:11:18, 16:11
Responder #22

karloxilva

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Tmaxer, junta-te ao "clube".
Vivi numa zona da Setúbal onde havia mato junto das casas e não tive outro remédio que não fazer o mesmo. No meu como no teu caso, tratou-se de nos substituirmos àquilo que devia ser o trabalho da junta de freguesia (que se propôs ser eleita para tratar desses assuntos), partindo do princípio de que falamos de terrenos não privados.

Só que eu tenho "mau feitio" no que toca a exigir cumprir compromissos:  juntei os mails que mandei à junta a pedir a intervenção às fotos do antes e depois e espetei com elas na imprensa. Quando a imprensa não publicou (os favores há-os em todas as dimensões...) fiz um blogue. As pessoas têm o direito de saber como respondem os candidatos que elegem.
Na zona onde moro agora, vejo de vez em quando pessoas do município a limparem as ervas do bairro. Foram recrutadas entre desempregados de longa duração, e foi dada a preferência  a pessoas que viviam apenas com o RSI, mães solteiras, etc.
Não recebem por aí além mas percebi que apesar do trabalho modesto (eram quase todos de profissões não-especializadas, o que dificulta sua colocação) sentem uma coisa que é importante: Dignidade. Pelo menos não andam a trabalhar para uma "empresa" de trabalho temporário que lhes subtrairia parte do salário para uns parasitas que só valem pelas influências que têm nos gestores corruptos (olha, mais uns que a malta não manda trabalhar)

Eu sei que me desviei do tópico, um pouco mais da vossa paciência porque tenho de justificar o que escrevi antes.
Que ninguém o interprete como sobranceria, é uma opinião entre iguais:

A palavra "Trabalho" tem origem numa palavra latina (romana) "Tripalium".
O" tripalium" era um instrumento de tortura. Literalmente, "três paus": um poste de madeira com a base enterrada a que eram presas duas estacas em forma de "X". O desgraçado que ia para o" tripalium" era atado pelas mãos e pelos pés ao sol e ao que fosse. Mandar alguém para o tripalium, "para o trabalho", era um castigo. É aqui que reside a conotação cultural negativa de mandar alguém "trabalhar". Até na Bíblia, curiosidade a mais, dentada na Maçã e os dois condenados ao Trabalho. Por outro lado, Agostinho da Silva, de memória: "Não gosto do Trabalho, gosto de ter uma Ocupação". Não é bem a mesma coisa, como sublinhou o filósofo que também disse que "O homem fez-se para vadiar"... não sei se ele alguma vez foi motociclista.

Voltemos algumas páginas.
Mais tarde, os nazis escreveram "Arbeit Macht Frei" (alemão traduzido: "O Trabalho Liberta") na entrada dos seus campos de concentração. A ideia do castigo e da "libertação" pelo trabalho.
Também Estaline mandou para a "reeducação pelo trabalho" os comunistas que lhe fizeram frente. Não é muito comentado, mas a Sibéria terá matado mais dirigentes comunistas que os próprios fascistas.
Um pouco mais tarde ainda, ficou para a História a prática maoísta na China de mandar "intelectuais" para a "reeducação" pela mesma via, acho que só há poucos anos terá acabado, dizem. Para não falar de um tarado, Pol Pot,  no Cambodja, que levou a tese ao extremo e ficou com um país de camponeses analfabetos, depois de eliminar os "intelectuais" que criavam problemas à sua teoria de um país de gente simples vivendo do campo fora da corrupção das cidades.

Como aprendi, as palavras têm mais significado que o seu som e mais história do que supomos. E basta um desabafo momentâneo para abrir a caixa dos "tesourinhos" culturais  "deprimentes" da Humanidade.
Como tenho de cumprir o prometido acima:
Não aprecio o mandar trabalhar por castigo pela condição social.
Portugal, Século XXI, Segurança Social: uma senha de almoço e passe-social para substituir um posto de trabalho efectivo... no tempo da escravatura, uma tigela de cereais rançosos para não se cair para o lado. "Como estamos longe do esclavagismo" não é?
Não gosto de ouvir refutar uma ideia acusando o adversário de "intelectual" pelas razões acima, tal como abomino generalizações de qualquer índole sobre seres humanos. Nós, aqui, não somos iguais de opinião, religião, política, tipo de mota, clube... porque havemos de entender que todos os outros se resumem em etiquetas? Os Morgan Freeman e os Paco de Lucia ("tá bem", o Quaresma) deste mundo não merecem generalizações étnicas, tal como os Leonardo Da Vinci e os Tchaikovsky  as caricaturas sexuais.

Um gajo que terá ascendência galega misturada com gente das serra-refúgio de cristãos-novos, sangue cristão conservador provavelmente misturado com sangue judaico, que nasceu em Lisboa e escolheu Setúbal, e ainda arranja uma "moura" descendente de algarvios para parceira, perde um bocado a noção de se sentir melhor que os outros. Ah, e filho de uma portuense e de um figueiroense (isso mesmo, de Figueiró dos Vinhos).
« Última modificação: Junho 20, 2017, 16:36:28, 16:36 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Junho 20, 2017, 18:50:25, 18:50
Responder #23

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Companheiro Karloxilva, li com bastante interesse as perguntas que colocaste mais acima.

São perguntas (bem colocadas) que têm não um destinatário...mas vários.
Estado Português, contratos com entidades estrageiras, empresas privadas, organismos e as suas valências (ou falta delas)...

Grande parte das respostas existem (e tu sabe-lo).
O problema reside em que essas mesmas respostas, ditas com verdade e amplitude, podem não agradar...podem "lesar" interesses económicos já perfeitamente estabelecidos. "É uma gaita" como diria o outro...

Mas também existe nisto tudo alguma incúria de privados, salvo raras excepções e de que já se tomou conhecimento neste tópico.

O que se lamenta é a morte de 64 homens, mulheres e crianças. Isso é que aperta o coração e mete comoção nas palavras de um Presidente da República sempre presente...e choro num olhar impotente de uma Ministra da Administração Interna que...vai fazendo o que pode perante a dimensão daquilo com que se vê confrontada.

Respostas existem...o problema é dar-lhes resposta, se é que me faço entender!

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Junho 21, 2017, 10:43:01, 10:43
Responder #24

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As imagens da TV trazem-me à memoria vivências da infância: os incendios da aldeia onde vivi (sino a rebate e serra acima lá iam os adultos tentar apagar os fogos enquanto não chegavam os Bombeiros); o grande incêndio da Serra da Sintra nos anos 60, onde vi as chamas dias e dias seguidos e onde pereceram militares e bombeiros.
Trouxe-me igualmente à lembrança uma situação passada tambem junto a Pedrogão Grande onde estava acampado com a minha familia. Tinha eu ido com a minha filha tomar banho na Barragem. A minha mulher ficou no Parque de campismo a ler. A determinada altura começo a sentir o cheiro de lenha queimada e no ar começou a aparecer uma fuligem. Disse á minha filha que estava a haver um fogo e o melhor era voltarmos para o Parque porque era mais seguro. Saimos da água, subimos os cerca de 50 da colina, entramos no carro - do fogo só viamos uma coluna de fumo negro e espesso. Seguimos em direcção ao Parque. Quando lá chegamos (distancia de cerca de 3km) já o incendio estava a chegar à cerca - foi bem mais rápido do que nós, empurrado pelo vento que entretanto se levantara. Levantar espias, colocar tudo dentro da tenda, fazer uma trouxa e colocar tudo dentro da bagageira do carro (bem desarrumada porque a ordem era para evacuarmos o Parque). A miuda viajou durante algum tempo em cima da tralha que se colocou na bagageira e banco traseiro. Paramos no meio da barragem. O fogo já havia atingido toda a zona onde hà minutos trás tinhamos estado. Nesse dia viemos dormir a casa, não sem que durante o percurso tivessemos de passar por zonas em que o incêndio estava a decorrer em um ou nos dois lados da estrada. Passado uma semana voltamos a essa zona. Era uma desolação: quilometros e quilómetros de terra queimada, com fogachos ainda aqui e alem. Nesse dia aprendi que se há coisa em que não se pode confiar nem fazer previsões é o fogo florestal.

Andar de carro no meio de um incêndio é uma loucura. O calor, as labaredas, mas sobretudo o fumo comprometem a condução. O calor dificulta a respiração (para o que contribui tambem os gases toxicos); as laaredas ameçam alcançar-nos a qualquer momento; o fumo reduz dramáticamente a visibilidade (entendo bem porque houve tantos carros que embateram nas arvores e em outros carros).

Pensar que parte das pessoas que faleceram tinham saido de uma zona de piscinas para fugir ao fogo é desesperante.

Ver algumas das imagens é angustiante. Em alguns casos o sensasionalismo mediático é completamente aberrante quer nas imagens que translitem quer nas observações ou nas questões que colocam. Aquela gente, parte dela, vive isolada em pequenos aglomerados habitacionais no meio da serra. Perderam parte o seu meio de subsistencia: animais, máquinas, culturas e alguns perderam familiares, amigos, conterrâneos. Não consigo imaginar os sentimentos vividos por quem via a arder uma casa e sabia que lá estava uma pessoa que não tinha conseguido sair. "Ficamos aqui todos no tanque, eu a minha familia e os meus vizinhos. Atiravamos água uns aos outros. Toda a noite. Estamos vivos por isso" - tocante.

"A aposta tem que ser na prevenção" - ouço esta frase ano a pós ano. O que foi feito até agora? Nada. Multar porque não e feita a limpeza junto às casas? resolve? Não. O Estado é o último a dar o exemplo, veja-se o estado de parte das nossas matas nacionais e de alguns Parques Naturais. Prevenção para quê? O fogo é um negócio que beneficia muitos - só não lucra o bombeirito que anda no mato a dar o corpo ao fogo, parece-me.

Eucalipetal e mata por limpar. Traaz-me á memoria uma conversa tida com um conhecido meu há uns anos atrás: "O eucalipto cesce depressa e não dá trabalho nenhum. Multas? Até agora não paguei nenhuma e se tiver que pagar é mais barato do que mandar limpar o mato. Se arder? Não há problema, a madeira queimada tambem se vende". Chocante, mas esta é uma das nossas realidades.

Sem querer gerar polémica, colocar pessoal que vive de subsidios a fazer a limpeza de terrenos florestais não me choca. Para mim não é escravatura. talvez por ter sido educado com o conceito que "quem não trabuca não manduca" - por isso venho todos os dias para o meu trabalho (não é por prazer, devoção ou vocação. É por necessidade). Choca-me sim a cholice de alguns com os quais me cruzo diáriamente quando vou buscar o pão para o meu pequeno almoço e que encontro sentados na mesa do "café a comer bolos e beber galões". Sem que dêm qualquer contributo 8para alem do aumento da natalidade) social estão a auferir de parte dos meus impostos. Chocado fico quando alguem que contratei passado algum tempo me vem dizer que aguora já se pode ir embora porque já tem condições para voltar a receber o subsidio de desemprego. Não estou a generalizar. Conheço muito boa gente que tal como colocou outro companheiro, aceita emprego ou trabalhos diferentes do que desempenhava por questões de dignidade relativamente ao subsidio que está a receber. Até porque a actividade de limpeza das matas não é fácil considero pertinente que seja adicionado ao valor do subsidio um suplemento pela actividade desenvolvida. Por certo os custos para o Estado não serão superiores aos valores dos contratos com o combate aos incendios. Acho eu.

Outubro 16, 2017, 11:23:44, 11:23
Responder #25

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Em pleno mês de Outubro ocorre o impensável...

Deitei-me ontem já tarde depois de assistir a uma luta inacreditável contra as chamas, levada a cabo pelos Bombeiros deste país, dando-se notícia de 4 mortos e um Presidente da República a caminho do local.

Esta manhã as notícias sucedem-se e o impensável acontece....o número avançado toma proporções ainda maiores!!

Como é que é possível??

O que se passa?

O que NÃO foi feito?

Ter-se-á aprendido algo com o que aconteceu em Pedrógão Grande?

Falhou a distribuição dos meios, existe descordenação ou deficiência nos sistemas de alerta?

Os meios militares estão em força a dar auxílio, ou limitam-se a ter alguns homens em campo?

.....o que se passa e que justificação se pode dar (se é que existe alguma), aos familiares destas vítimas?

Será que são novamente condições climatéricas adversas a dar como justificação...e fica-se por aí, como que a empurrar para a natureza a responsabilidade?

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Dalai Lama

Outubro 16, 2017, 11:36:52, 11:36
Responder #26

marb

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É claro que não se aprendeu nada com Pedrógão.

Quantas matas e florestas foram limpas entretanto? Quantos meios de prevenção foram acionados (que eu saiba foram desativados a 1 de outubro....porque o calendário é mais importante do que o clima!!!! - É o mesmo com a vigilância das praias, podem estar 40º em junho que a vigilância não se faz, pois a data oficial não começou....enfim).

Neste país os governantes não aprendem com os erros nem substituir a palavra remediação por prevenção. Basta ver o que se está a passar neste momento  com a a seca, já alguém viu ou ouviu alguma campanha sobre racionamento de água???? Quando faltar talvez apareça!!!
 :irritado:
10/2011-Honda Vision 110 (3600 km), 04/2012-Yamaha XMax 125A (8700 km), 07/2013-Yamaha XMax 250A (10000 km), 07/2014 Honda NC750D (18700 km),03/2016-Honda PCX 125 (8000 km), 04/2017-Honda CB500X (13400 km), 05/2018-Honda CBR650F (7170 km), 09/2018 BMW R1200 GS

Outubro 16, 2017, 11:38:17, 11:38
Responder #27

mneves

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Pois ,adormeci com os dados de que a chuva viria de madrugada,acordei com mais mas notícias,não chove ,tudo arde,volta o inferno na zona da Pampilhosa da serra ,terra materna ,morrem mais pessoas,não chove ,nem uma previsão acertou até esta hora .
Estou triste!
membro numero 16

Outubro 16, 2017, 12:00:25, 12:00
Responder #28

twin-pt

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E aparentemente a solução é exonerar/demitir a Ministra, como se isso resolvesse o problema de acordo com alguns "iluminados" na comunicação social. Sim, demite-se o ministro e o secretário de Estado e o raio que a parta e claro que se demite também a responsabilidade.
« Última modificação: Outubro 16, 2017, 16:00:39, 16:00 por twin-pt »
João Mestre / twin-pt
Espirito Scootard, uma maneira de estar e viver as duas rodas.
X-ADV 750 (RC95):
PCX125 -- X-MAX 125 ABS (link consumos)

Outubro 16, 2017, 12:03:24, 12:03
Responder #29

PBarros

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 :(triste mesmo..
Acabado de transmitir na TSF....27 mortos ate agora.....e muitos feridos em estado grave

Outubro 16, 2017, 12:08:49, 12:08
Responder #30

PBarros

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Tragedia mesmo...em Outubro!!!

Enviado do meu LG-H960 através de Tapatalk


Outubro 16, 2017, 13:40:18, 13:40
Responder #31

JViegas

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A responsabilidade não termina com uma demissão. Por menos, em Portugal, foram demitidos/demitiram-se responsáveis políticos. Por a classe política achar que não é responsável ou que os responsáveis foram os que estiveram antes é que o cidadão comum continua a não limpar o que deve limpar, continua a pagar impostos sem saber para onde vão e continua a morrer por erros "amadores" ou básicos.

Existe um relatório que identifica deficiências e responsáveis. O mínimo que se deveria ter feito (em nome dos que já morreram este ano) é apurar responsabilidades/responsáveis e ainda quem lucra com tudo isto.

Os incêndios não podem ser apenas causados por calamidades naturais ou situações anómalas da natureza nem apenas em erro humano (do tio Alexandre que fez uma limpeza na sua horta ou da procissão da nossa senhora de qualquer coisa quando o António se pôs a lançar foguetes).

Acredito plenamente que existem interesses que querem ver o País a arder e conhecimentos para começar um incêndio no local exato (no alto de uma serra) na altura certa (por volta da meia-noite) e com um forte vento no sentido-serra acima.

Uma opinião, hoje no Observador:
"Portugal arde outra vez. E, cerca de 4 meses após as primeiras chamas em Pedrógão Grande, arde igual. Assiste-se à mesma impreparação operacional, ao mesmo descontrolo, aos mesmos lamentos, às mesmas caras, ao mesmo desespero das populações, às mesmas desculpas políticas. Tudo na mesma. E não tinha de ser assim: os erros fatais nos incêndios do Verão foram há muito identificados e, em termos operacionais, só não se promoveram mudanças por opção. Por opção política, entenda-se."

http://observador.pt/opiniao/entre-os-pingos-da-chuva/

E já vamos em 31 mortos.

Outubro 16, 2017, 17:16:41, 17:16
Responder #32

Moto2cool

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E aparentemente a solução é exonerar/demitir a Ministra, como se isso resolvesse o problema de acordo com alguns "iluminados" na comunicação social. Sim, demite-se o ministro e o secretário de Estado e o raio que a parta e claro que se demite também a responsabilidade.
Demitir quem não esteve à altura é uma atitude digna. E falo da cadeia de comando, a começar pela ministra e descendo aí abaixo.

E depois apurar responsabilidades criminais e civis pela omissão de dever de todos os envolvidos.

Naturalmente o apuramento de responsabilidades é condicionado por quem está no poder, por isso não devem estar lá.

Mais do que isto, se não houver consequências que incentivo há para que não se deixe repetir este drama?
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Outubro 16, 2017, 17:22:11, 17:22
Responder #33

twin-pt

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E aparentemente a solução é exonerar/demitir a Ministra, como se isso resolvesse o problema de acordo com alguns "iluminados" na comunicação social. Sim, demite-se o ministro e o secretário de Estado e o raio que a parta e claro que se demite também a responsabilidade.
Demitir quem não esteve à altura é uma atitude digna. E falo da cadeia de comando, a começar pela ministra e descendo aí abaixo.

E depois apurar responsabilidades criminais e civis pela omissão de dever de todos os envolvidos.

Naturalmente o apuramento de responsabilidades é condicionado por quem está no poder, por isso não devem estar lá.

Mais do que isto, se não houver consequências que incentivo há para que não se deixe repetir este drama?

Concordo. Mas achas mesmo que não vai ficar por aí? Demite-se a ministra e fica tudo calado. E não haverá responsabilidades nem politicas, nem sociais, nem nenhumas outras...

Se te contasse tudo o sei por interlocutores directos ficavas de boca aberta. Não estamos muito longe de um país de 3º mundo...
João Mestre / twin-pt
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Outubro 16, 2017, 17:43:59, 17:43
Responder #34

pedroareias

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Convém resumir os estudos existentes sobre o tema dos fogos, em todas as suas facetas.

Desde o material combustível até ao efeito do clima, estou certo de que existem muitos estudos anteriores.

Depois, criar um dossier sobre os últimos anos e em especial 2017 de forma a perceber os factores envolvidos. Deve incluir-se tudo, relatórios policiais, protecção civil, bombeiros.
As despesas com meios aéreos e outros terão de ser incluídas.

Seria útil nomear uma comissão de especialistas sobre os vários ingredientes que causaram os mais de 200000 hectares ardidos em 2017.

Com um relatório completo e sujeito a escrutínio por pares, convirá nomear uma nova comissão para criar regras que mitiguem ou até evitem a repetição da tragédia.

De manhã estava a ouvir a TSF e sistematicamente são os "Sound-Bites", ou mordidas de som, "é fogo posto", "deve demitir-se a ministra" entre outras preciosidades.

Depois de ouvir uma pessoa a queixar-se de que morreram "velhinhas viúvas" ouve-se outra a dizer que "não limpam a mata" ou "são os eucaliptos".

Há que documentar as ocorrências ao mais ínfimo detalhe e estabelecer os motivos que estão na raíz dos fogos de forma séria e completa.

Depois é necessário introduzir legislação e verificação para que se consigam efectivar algumas medidas sólidas.


E aparentemente a solução é exonerar/demitir a Ministra, como se isso resolvesse o problema de acordo com alguns "iluminados" na comunicação social. Sim, demite-se o ministro e o secretário de Estado e o raio que a parta e claro que se demite também a responsabilidade.
Demitir quem não esteve à altura é uma atitude digna. E falo da cadeia de comando, a começar pela ministra e descendo aí abaixo.

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Naturalmente o apuramento de responsabilidades é condicionado por quem está no poder, por isso não devem estar lá.

Mais do que isto, se não houver consequências que incentivo há para que não se deixe repetir este drama?

Concordo. Mas achas mesmo que não vai ficar por aí? Demite-se a ministra e fica tudo calado. E não haverá responsabilidades nem politicas, nem sociais, nem nenhumas outras...

Se te contasse tudo o sei por interlocutores directos ficavas de boca aberta. Não estamos muito longe de um país de 3º mundo...
« Última modificação: Outubro 16, 2017, 17:55:50, 17:55 por pedroareias »

Outubro 16, 2017, 18:22:57, 18:22
Responder #35

mneves

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E o mais importante é saber que há companheiros que não dormiram ,não estão descansados e incontáveis na zona centro.
O pouco que não tinha ardido,já sei que não resistiu e esta nova leva de incêndios.
Terrorismo puro.
membro numero 16

Outubro 16, 2017, 19:41:22, 19:41
Responder #36

TMXR

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Foi o meu dia... deslocação à beira alta em trabalho... para cima de Fátima ja cheirava a queimado, em Leiria comecava o "smog" a serio, a partir de coimbra o ar estava irrespirável...  :toma:

IP3 acima o cenário era desolador, bermas a arder, postes ardidos com fios pendurados ou caídos, cabos de alta tensão pela via, uma falta de notoria de meios, telemoveis com rede mas sem capacidade de fazer chamadas e e usar servico de dados  :toma:


Chegado ao destino, encarei com cerca de meia centenas de pessoas que ou estavam esgotadas por ter passado a noite no combate aos incêndios ou estavam inconsolaveis por ter perdido casas/pertences/etc... Em Mangualde chovia cinza. Nao consegui tratar do assunto que me la tinha levado  :toma:

Acabei por dar um salto a Viseu para tratar de alguns assuntos e a seguir tinha de ir ao Porto, mas a A25 estava cortada e a IP3 tambem estava cortada antes de Tondela...  tive de ir ate Nelas e depois seguir para Santa Comba, onde novamente tive de andar as voltas para evitar um cabo de alta tensao que tinha caido na via...

Regresso a Lisboa com muito smog... sobretudo na zona de Leiria  :confused:


É um daqueles dias que nao vou esquecer e o facto de ter perdido 1 dia de trabalho e andado 600 kms acabam por ser um aborrecimento muito, mas mesmo muito relativizados  :napodeser:


E amanha tenho de la regressar  :toma: :toma: :toma:






















Nao queria politizar este dia, mas penso que está na altura das pessoas sairem para a rua... esta ministra é um nodoa (imcompetente!) e ja devia ter demitido ha muito se tivesse vergonha.


Aquele senhor da PC que foram buscar e que tem um curso superior obtido de forma "estranha"  :napodeser: tambem ja devia ter sido despachado...


Os militares à muito tempo que deveriam ter de ter um esquema de apoio a estas situacoes... a FA devia se a principal responsável pelos meios aereos de suporte ao combate ao fogo...


Mas vai-se empurrando com a barriga, enquanto se vai dando $$$ a ganhar aos amigos  ;) ;) daqui por 4 meses devemos estar pagar mais 300 mil € (a uns amigos) de um relatorio a constatar o obvio: o fogo queima  :toma:
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Julho 22, 2019, 23:46:27, 23:46
Responder #37

Sapiens21

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Este tópico já não era mexido desde 2017, mas tenho de fazer aqui uma passagem para dar grande relevância ao trabalho dos bombeiros.

Dá muita tristeza ver que os fogos voltam (mais uma vez...) a estar no "ordem do dia".  :(

Liga-se a televisão e os telejornais dão conta de fogos por toda a parte, com aqueles homens e mulheres a tentarem salvar as pessoas isoladas, os seus bens e os animais.

Em Mação fogo descontrolado, em Viseu o mesmo, em Castelo Branco suspeitas de fogo posto, já que as autoridades encontraram três artefactos nos locais de ignição.

Enfim, o combate às chamas faz-se dia e noite por parte de várias centenas de bombeiros de todo o país e que se revezam como podem, mas...com tanta besta com gosto pirómano neste país, torna-se difícil.

Oxalá a Polícia Judiciária consiga chegar a esses canalhas, demore o tempo que demorar.

E a minha maior consideração pelo trabalho dos Bombeiros em Portugal.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Julho 23, 2019, 00:48:58, 00:48
Responder #38

2low

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(...)
Oxalá a Polícia Judiciária consiga chegar a esses canalhas, demore o tempo que demorar. e que sejam rápidos!!!
(...)

Quem está por trás disto, anos após anos tem de ser punido! Severamente!
E exige-se uma punição como na idade medieval, é o mínimo que eles merecem!
[lamento demonstrar a minha revolta desta forma tão baixa]

Incêndios a acontecerem em locais relativamente próximos e com diferença de uns minutos, em locais estratégicos e em horários também estratégicos, além de ter sido encontrado engenhos incendiários nesses locais como fonte quase certa do começo do incêndio, dá que pensar... quem realmente percebe tanto de incêndios para planear algo assim ?!

Para onde vão os nossos impostos?!
Para que servem drones militares ?
Porque não há um investimento mais forte nos guardas florestais (serviço publico - prevenção) [com apoio directo de militares e presidiários] em vez de se apostar apenas nas corporações voluntárias ?!
Porque razão o destino das madeiras provenientes de incêndios não reverte a favor do estado e apenas puderem ser comercializadas pelo estado e para o exterior do país?
Porque razão todos os terrenos em que acontecem incêndios não são imediatamente plantados e proibidos de alteração do uso e impossibilitados de construção ?
...

Revolta-me também e muito ver ano após ano as nossas belas paisagens acabarem assim...
A continuar assim deixa de fazer sentido ter uma moto para passear...  :'(





« Última modificação: Julho 23, 2019, 01:14:58, 01:14 por 2low »

Julho 23, 2019, 12:29:55, 12:29
Responder #39

JViegas

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"Doi-me" o coração cada vez que vejo algumas zonas que conheço a arderem, mas principalmente quando vejo Portugueses preocupados com os seus bens [edit] ... e nada conseguirem fazer para além de olhar para as chamas...  :confused:

Lamento os feridos que ficam do combate desequilibrado com as chamas e espero que não se repitam tragédias passadas.

Noto que algumas coisas estão melhores, como por exemplo, o sinal de melhor organização das forças da paz no combate aos incêndios (menos políticos no meio e mais pessoas com responsabilidades de Proteção Civil) mas, parece-me, ainda algo a melhorar: parece que o helicóptero do INEM que transportaria o ferido grave para Lisboa não pôde aterrar num aeroporto por falta de condições (alguém para utilizar um holofote, parece-me).
« Última modificação: Julho 23, 2019, 15:20:55, 15:20 por JViegas »

Julho 23, 2019, 12:43:01, 12:43
Responder #40

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Aparentemente ainda há outras coisas a carecerem de boa coordenação, para que não se verifiquem situações como esta...


https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/4787


A bem dizer eu até compreendo que a gestão de se calhar bem para cima de mil homens no terreno, espalhados por vários concelhos, não será fácil.

Mas com a experiência ganha em tantos anos de fogos e sempre com o mesmo tipo de situações, torna-se um pouco difícil de aceitar que falhe algo básico e importante como a alimentação....e com refeições que se deseja serem condignas a quem está no terreno.

Digo eu, que já nada sei...  :-X
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Julho 26, 2020, 13:59:30, 13:59
Responder #41

rookie

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1 ano depois volta o assombramento dos incêndios nos locais do costume, interior do país, acho que já chega de castigar a zona nem à 3 anos ardeu tudo mas mesmo tudo, nem deixam a natureza recuperar fdxx.  :animated-smileys-angry-049: :animated-smileys-angry-049: