Há uma certa lógica na medida, que aliás já foi aqui sublinhada. Não haverá muita gente a andar todos os dias em motos com mais de 40 anos, quem as tem dá-lhe um uso mais coleccionista ou, na a hipótese mais móvel, usa-as como afirmação ocasional ou para gerar a curiosidade em concentrações.
Esqueçamos as velhas Casais e Zundaps nacionais que ainda andam por aí todos os dias, isso é afirmação de outra coisa...
Pensemos, também não faria qualquer sentido sujeitar a uma inspecção automóvel de [acordo com os padrões actuais] uma "Dona Elvira" que só sai para uma daquelas provas que junta a memória automóvel. Este é um lado da questão.
O outro lado, o que possivelmente terá pesado mais na balança do que o poupar os proprietários de veículos vetustos, é incapacidade técnica do negócio das inspecções em avaliar veículos que fogem dos padrões actuais. Alguns nem piscas trazem, e imagine-se meter uma sonda no tubo de escape de um veículo dessa idade para medir o teor de CO2...
Depois, a tal curiosidade da justificação estatística...é verdade: sendo tão poucos contribuem nessa proporção para a taxa de mortos e feridos. É lógico.
Como também é "lógico" que resolveram o problema de algumas colecções bem valiosas...
Num à parte:
Além disso, haverá poucos que mantenham uma fidelidade tão durável às suas montadas;
As próprias marcas não fazem máquinas para durarem tanto tempo...
[Vivemos no reino do efémero, ligo a TV e uma música dos anos 80 já é "clássica"... e o "rock" foi inventado pelo Homem de Neandertal, "Sei lá, um com os cabelos compridos, 'peace and love', tás a ver?". E a "Idade Moderna" começou com a televisão a cores...