Autor Tópico: "Validade" dos capacetes...verdade ou exagero?  (Lida 15210 vezes)

Outubro 05, 2017, 09:31:01, 09:31
Lida 15210 vezes

Sapiens21

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"Validade" dos capacetes...verdade ou exagero?






Estou com o mesmo capacete modular vai para 6 anos, partilhado muito espaçadamente com um jet e...não posso deixar de me recordar daquilo a que comumente se atribui de "validade" de um capacete. Curiosamente até costuma sair uma pergunta deste género nos testes teóricos para obter a carta de moto. Estou a falar a sério...

Mas digo e escrevo validade, colocando essa palavra entre aspas porque...porque de algum modo não o vejo dessa forma. :)

Entendo-o mais como uma recomendação do que outra coisa, em grande medida por via do factor segurança que parece ser pretendido associar à questão.

E até aceito perfeitamente que as esponjas interiores possam com o tempo tornar um capacete mais folgado, mas daí a perder a "validade" após esse período vai uma certa distância que a mim pessoalmente me custa a aceitar.

Se substituirmos as esponjas/forro interior e que em alguns modelos custarão umas dezenas de €€'s, acaso o capacete não cumprirá?? Acaso não permanecerá seguro como antes??

Neste momento sei o custo exacto para substituir o interior do meu Schuberth C3 e encontro-me num certo dilema final sobre o que fazer, isto porque o capacete apresenta-se em excelente estado, perfeitamente funcional e a pedir-me que não o encoste como fiz a outros que tiveram uma utilização bem mais curta.

Concordo e se preciso for assino por baixo (passe a expressão) que um capacete deve ser imediatamente substituído após um choque, mesmo que, aparentemente, não apresente deformação após um embate contra algo.

Mas haver esta indicação que me parece algo rígida dos 5 anos, a mim custa-me um pouco a aceitá-la, confesso. Mais ainda quando a substituição do material  existente no interior poderá tornar a sua utilização mais do que satisfatória novamente...para não dizer óptima. :)

Existe no entanto um "pequeníssimo detalhe" que por vezes escapa e de que só obtive o primeiro conhecimento aquando do acidente que o meu irmão teve há uns anos e em que foi abalroado lateralmente...e conta-se numa palavra só: Seguros!!

Não desenvolvi muito mais o tema do que o normal para uma situação já se si aborrecida como aquela vivida pelo meu irmão, mas aquando da peritagem foi preciso mostrar a factura da compra do capacete e percebi que se acaso se utilizasse um capacete fora daquele período dos 5 anos, poderia não ser ressarcido do valor do mesmo.

Isto poderá ser um tema ainda mais vasto do que propriamente o ressarcir de um custo concreto, ao ponto de poder dar-se o caso de haver uma ligação directa à responsabilidade de uma seguradora em assumir p.ex. a totalidade de tratamentos decorrentes de um acidente.

O que pretendo dizer com isto - e assumindo aqui que por acaso até estou a pensar seriamente em andar com  o mesmo capacete após substituição do forro - é que a complexidade da tal "validade" pode assim não se resumir unicamente à segurança, mas sim ao potencial que daí possa resultar em termos de responsabilização e assumir de custos variados com origem num acidente.


Fica desde já e como habitualmente, o tópico à vossa disposição sobre o tema.  :)
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Outubro 05, 2017, 12:11:12, 12:11
Responder #1

dfelix

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Nunca percebi de onde surgiu esta questão dos prazos de validade.

Mas desconfio que está relacionada com os exames teóricos para condução de motociclos.
Já li algures que existe uma pergunta do género.

Nunca comprei nenhum capacete com indicação de prazo de validade como se fosse um alimento.
E os que fazem referencia a algo do género fazem-no de uma forma bastante abstracta sem datas ou periodos de tempo mas apenas alertas para que deixe de ser usados caso algum acidente tenha comprometido a estrutura.


Outubro 05, 2017, 13:11:18, 13:11
Responder #2

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Nunca percebi de onde surgiu esta questão dos prazos de validade.

Mas desconfio que está relacionada com os exames teóricos para condução de motociclos.
Já li algures que existe uma pergunta do género.
(....)


Existe mesmo essa questão nos exames teóricos.
E é até bastante directa no que toca à "validade" dos tais 5 anos...
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Dalai Lama

Outubro 05, 2017, 14:48:49, 14:48
Responder #3

dfelix

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Pois...
Deduzo que toda a temática tenha nascido daí.

Seria interessante saber em que estudo se baseou o IMTT para atribuir um prazo de validade ou mesmo achar relevante essa questão no exames.


Outubro 05, 2017, 15:40:29, 15:40
Responder #4

Moto2cool

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A versão snell:
"The five-year replacement recommendation is based on a consensus by both helmet manufacturers and the Snell Foundation. Glues, resins and other materials used in helmet production can affect liner materials. Hair oils, body fluids and cosmetics, as well as normal "wear and tear" all contribute to helmet degradation. Petroleum based products present in cleaners, paints, fuels and other commonly encountered materials may also degrade materials used in many helmets possibly degrading performance. Additionally, experience indicates there will be a noticeable improvement in the protective characteristic of helmets over a five-year period due to advances in materials, designs, production methods and the standards. Thus, the recommendation for five-year helmet replacement is a judgment call stemming from a prudent safety philosophy."
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Outubro 05, 2017, 21:46:35, 21:46
Responder #5

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Não será mais uma "pressão" dos fabricantes, camuflada de palavreado a dar a entender haver uma validade rígida dos 5 anos??  :pensador:

É que com isso sempre se vão vendendo mais uns capacetes... :tornarseanjinho:

Aceito que o interior possa sofrer com a perda de eficácia das esponjas, mas uma troca de todo esse forro não o tornará seguro novamente??

Não estou mesmo a ver uma calota a perder subitamente as propriedades só porque em vez de hipotéticos 4 anos desde a compra....tem agora 6 ou 7 anos. Mas isso sou eu... :-\
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Outubro 05, 2017, 22:25:25, 22:25
Responder #6

Luis Salgueiro

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De uma forma irónica mas ao mesmo tempo consciente , a minha opinião sobre esta história da validade de capacetes é : Modernices !!  ( e mercado a funcionar )  :bejeca:
Se eu noto que os interiores começam a ficar deteriorados ou o capacete já começa a não me assentar bem (ou caiu e tem mossas ) ... começo a ver a oferta de mercado , se não noto nada 'de novo' e continua a dar-me as mesmas sensações de quando o comprei ... mantenho (e não compro nenhum ) .

Ainda a semana passada gastei 49 euros numa viseira nova para o Scorpion que a minha mulher costuma usar (ganhou riscos por andar solto na mala traseira , etc, ) , mas quanto ao resto o capacete mantinha o mesmo aspecto de há 5 anos atrás (tem muito pouco uso) , por isso .... cá se mantêm para novas voltinhas !

Outubro 05, 2017, 23:02:03, 23:02
Responder #7

jmartins13

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Nunca ouvi falar dessa validade dos 5 anos, confesso. Não que seja um assunto que ande muito em cima.
Ouvi sim, mas já há bastantes anos, que só se devia usar o capacete até aos 8 anos de vida do mesmo, e isso prendia-se com o facto do material da calota, dado à sua composição e uso, poder não se mostrar eficiente num embate. Apenas isso. Nada tinha a ver com materiais interiores, mas sim com a deteriorização da própria estrutura do capacete.

Só deitei um capacete fora por "excesso" de anos e foi um Shoei RF200. Tinha 15 anos.

Outubro 06, 2017, 09:02:57, 09:02
Responder #8

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Nunca ouvi falar dessa validade dos 5 anos, confesso. (....)


Já desde há uns anos que os exames teóricos têm esta pergunta.
Mas deve ser de certeza posterior à altura em que tiraste a carta.  :nice:


A MCN por acaso aborda esta questão dos 5 anos:


"Helmet manufacturers give their helmets a “life” of about five years with “average” use, so that advice was essentially correct.

But I don't think that “cheap” helmets have a life 60% shorter as all helmets use broadly the same materials in their construction to comply with the relevant safety standards like EC2205.

The term “shelf life” is also misleading, as a helmet’s life is deemed to start when it is first used, so you can buy a helmet that has been manufactured a few years before as the clock doesn't start ticking properly while the lid is stored in a cool, dark place at a steady temperature.
"

http://www.motorcyclenews.com/new-rider/choosing-kit/2010/september/sep0310-when-to-change-your-helmet-/
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Outubro 06, 2017, 10:16:05, 10:16
Responder #9

TMXR

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Se é verdade ou nao, nao sei... embora seja minha opinao que como em tudo, o tempo de vida dependa muito da propria de vida que o capacete levou e obviamente da qualidade de construcao do proprio.



Mas posso-te dizer que a "regra" dos 5 anos transitou da competição. Este é precisamente o período de homologação tanto de capacetes como do restante material (no caso dos carros: fatos, luvas, interiores ignifugos, hans, etc etc).


Como é a Snell que define as homologacoes na quase a totalidade do material de competição, as normas tem a nomenclatura de SNELL +Tipo+ano  e sao em intervalos de 5 anos... 2005, 2010,2015, etc  :nice: (a actual é SNELL M2015 para motos  :nice:)


É particularmente chato quando em 2014 precisas de comprar um capacete novo e este vai perder a homologação passado 9 ou 10 meses... sobretudo quando um capacete custa 1500 ou 2000€  :D.  Mas geralmente há campeonatos que não sao FIA que tem alguma tolerância e permitem a utilização de material da homologação anterior



Na estrada, é a norma ECE que vale e esta nao impõe a marcação da data de fabrico nos capacetes (mas quase todos tem) nem a esta prevista a perca de validade ao fim de 5 anos de fabrico ou vida, apenas recomenda a troca.





Penso que a inclusao desta materia no exame de codigo, ser mais para consciencializar que o capacete nao vai durar para sempre. A partir do momento que as esponjas interiores ja comecam a ficar deformadas e a perderem caracteristicas penso ser a altura ideal para o reformar. Obviamente, tambem se deve ter cuidado em observatar tanto a calota como a propria fita de retencao e garantir o seu perfeito estado  :nice:
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Outubro 06, 2017, 10:16:59, 10:16
Responder #10

dfelix

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Um bocado estranho nesta resposta da MCN indicarem que os fabricantes "utilizam os mesmos materiais" de forma a cumprir os standards...

Há tanta variedade de materiais!
Plásticos, fibras de vidro, fibras carbono, combinações de várias destas com outras, etc.
Tenho sérias duvidas que diferentes materiais tenham exactamente a mesma durabilidade.
E seja quais forem, custa-me a crer a duração seja de apenas 5 anos.

Posso estar totalmente errado, mas...
Tenho maior confiança neste velhinho Suomy com 11 anos que trago hoje comigo do que em muitos capacetes novos!
Já o teria colocado de parte se por alguma razão tivesse levado uma valente pancada.
Fora isso, o tipo de degradação evidente é sempre ao nível de conforto.
« Última modificação: Outubro 06, 2017, 10:23:40, 10:23 por dfelix »

Outubro 06, 2017, 13:08:53, 13:08
Responder #11

jmartins13

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Nunca ouvi falar dessa validade dos 5 anos, confesso. (....)


Já desde há uns anos que os exames teóricos têm esta pergunta.
Mas deve ser de certeza posterior à altura em que tiraste a carta.  :nice:


A MCN por acaso aborda esta questão dos 5 anos:


"Helmet manufacturers give their helmets a “life” of about five years with “average” use, so that advice was essentially correct.

But I don't think that “cheap” helmets have a life 60% shorter as all helmets use broadly the same materials in their construction to comply with the relevant safety standards like EC2205.

The term “shelf life” is also misleading, as a helmet’s life is deemed to start when it is first used, so you can buy a helmet that has been manufactured a few years before as the clock doesn't start ticking properly while the lid is stored in a cool, dark place at a steady temperature.
"

http://www.motorcyclenews.com/new-rider/choosing-kit/2010/september/sep0310-when-to-change-your-helmet-/


Sim...a minha carta é literalmente do milénio  passado. 1996 para ser mais exacto. Não se falava nisso nos exames. :stuck_out_tongue_winking_eye: :stuck_out_tongue_winking_eye:

Outubro 06, 2017, 15:58:31, 15:58
Responder #12

dfelix

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Sim...a minha carta é literalmente do milénio  passado. 1996 para ser mais exacto. Não se falava nisso nos exames.

Não havia código especifico para motociclos.
E fora das grandes cidades... o capacete era um acessório para proteger o cotovelo esquerdo!
 :D

Outubro 06, 2017, 16:44:18, 16:44
Responder #13

ajorge73

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"O que pretendo dizer com isto - e assumindo aqui que por acaso até estou a pensar seriamente em andar com  o mesmo capacete após substituição do forro - é que a complexidade da tal "validade" pode assim não se resumir unicamente à segurança, mas sim ao potencial que daí possa resultar em termos de responsabilização e assumir de custos variados com origem num acidente."

A questão dos 5 anos tem um pouco a ver com a "defesa" dos fabricantes. Mal comparado, um iogurte tb aguenta mais uns dias depois do prazo.  ;D

Efectivamente os materiais internos e não estou a falar apenas das esponjas (aliás, estas são substituiveis e são as próprias marcas que as fornecem) degradam-se com humidade, calor, produtos para o cabelo, etc, etc pelo que é conveniente os capacetes serem substituidos periodicamente. Este periodo dependerá do uso e tratamento que se lhes dê. Não se pode comprar o desgaste de um toipo como eu q

Não tenho opinião formada sobre quando poderei substituir os meus. Um deles que uso só para fora de LX, sem azares, é menino para uns 10-12 anos . O que uso cá dentro veremos como evolui.

O que eu queria alertar é que substituir os forros não transforma um capacete velho num novo. O problema está nos materiar que estão entre o "casco" e os forros. E esses, que eu saiba, não dá para substituir.

Outubro 06, 2017, 16:46:43, 16:46
Responder #14

ajorge73

  • Visitante
Falhou ali qq coisa :D a frase que queria escrever era:

"Não se pode comprar o desgaste de um tipo como eu que, na maior parte dos dias, anda 20-30 min com um tipo da telepizza, por exemplo."

Outubro 06, 2017, 16:54:47, 16:54
Responder #15

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(....)
O que eu queria alertar é que substituir os forros não transforma um capacete velho num novo. O problema está nos materiar que estão entre o "casco" e os forros. E esses, que eu saiba, não dá para substituir.

Claro que não...não transforma em novo, mas se a calota não tiver deformações nem tiver sofrido pancadas, a substituição do forro interior pode muito bem prolongar-lhe a sua vida útil.

Aceito que possa ser contraditória esta ideia, mas não estou a ver que a degradação do material exterior ocorra em 5 anos ao ponto de a "recomendação" levar a que se encoste depois disso o capacete numa prateleira e forever...
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Dalai Lama

Outubro 06, 2017, 17:10:00, 17:10
Responder #16

ajorge73

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Meu caro,

Só para esclarecer porque a sua referencia ao "material exterior" dá-me a entender que se está a referir ao "casco".

Pense no seu capacete como tendo 3 camadas:

As esponjas - substituiveis;
O casco - se não tiver impactos dura mais que nós;
A "esferovite" no meio - este é o problema e este não é substituivel.

Eu falei genericamente, note-se.
Tb não vou substituir os meus com 5 anos e os meus nem são schuberts C3, são  inferiores.

Os 5 anos seria para uma utilização brutalmente intensiva.

Eu encaro a coisa como o oleo na mota: 12Mkms ou 1 ano será o aconselhado. Quem é que passado um ano, se tiver feito só 6 mil kms (por exemplo) não estica a coisa mais 3 ou 4 meses?


Outubro 06, 2017, 17:19:16, 17:19
Responder #17

TMXR

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Ja nao os fazem como antigamente...



Este era para o resto da vida...  :D :D acompanhava a vida do motociclista desde os 9 ate aos 90 anos   ;)




Desde que quando se caísse não se batesse com a cabeça no chao  :megafeliz: :megafeliz: :D :D...
« Última modificação: Setembro 14, 2019, 21:43:10, 21:43 por TMaxer »
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Outubro 06, 2017, 19:54:43, 19:54
Responder #18

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Meu caro,

Só para esclarecer porque a sua referencia ao "material exterior" dá-me a entender que se está a referir ao "casco".

(....)

Penso que nos podemos perfeitamente tratar por "tu".
Estamos nisto porque gostamos das 2 rodas e abordamos os temas com esse espírito de camaradagem e de uma certa proximidade. Parece-te bem?  :)  :nice:

(....)Tb não vou substituir os meus com 5 anos e os meus nem são schuberts C3, são  inferiores.

(....)

E deduzo que poucos o farão, pois na verdade, com excepção do forro de tecido/esponja, pouca gente verá motivos para os trocar. Pelo menos com base em desgaste, claro.

(....)Os 5 anos seria para uma utilização brutalmente intensiva. (....)

Com essa utilização intensiva - e estou a pensar em alguém que até os pode usar mesmo com finalidade diferente de estrada (off-road p.ex.) - pode durar muito menos que os 5 anos.
A questão dos 5 anos é assim encarada por mim, como referi no início deste tópico, como algo recomendável e não mais que isso.

--------------------------------------------

Miguel, ainda se vão encontrando uns exemplares desses em uso e que adivinho terão alguns mais anos do que a minha idade.  :D
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Outubro 07, 2017, 06:35:36, 06:35
Responder #19

pacama

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Acho que o capacete tem menos desgaste que o pneu, e que não falta por aí são automóveis com pneus em péssimo estado... e nenhum agente implica com isso. Aliás estamos num tempo em que só implicam com o veículo que está a sair de fábrica e com a velocidade, enquanto que os que andam na estrada podem poluir à vontadinha, os papa-reformas podem ser conduzidos por quem não tem carta B1, etc

Outubro 07, 2017, 09:03:23, 09:03
Responder #20

Moto2cool

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Não vou advogar com tão ilustre assembleia mas os prazos limite podem ser imperativos ou indicativos. Por exemplo na alimentação "consumir de preferência antes de" quer dizer que se pode comer depois daquela data mas o produtor não assume responsabilidade. No fundo é um disclaimer.
Acredito que a vida útil de um capacete varia muito com o uso e o material, entre outros fatores, e não é possível terminar a perda de qualidade pelo que se usa um standard.
Não sei os critérios usados na definição dos 5 anos, acredito que possam ter razão de existir, como também acredito que os fabricantes gostariam que fosse curto para vender mais :).
Mas dou como certo que todos os materiais de degradam, uns muito rapidamente e outros muito lentamente, e desconheço qual o limite de degradação que pode influenciar a capacidade de resistência e absorção do choque.
A questão é saber qual a taxa de segurança que ele oferece e qual o risco que estamos dispostos a aceitar. Como não sabemos o primeiro factor a equação não teria resolução.
Com a recomendação do fabricante ( vale o que vale) ficamos a saber que o valor do primeiro factor será 5 anos, agora cada um determina o risco que quer correr. :)
Não tenho conhecimento de alegações dos seguros sobre a ultrapassagem dos 5 anos do capacete, mas se forem por aí pode-se perder bem mais que os € do capacete.
Pior ainda é se o temos que testar, detestava que a minha família dissesse " nós bem lhe dissemos para comprar um novo capacete".
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Outubro 07, 2017, 12:06:37, 12:06
Responder #21

Cross

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A deterioração dos capacetes normalmente é relacionada com outros factores do uso e desgaste e não da idade do poliestireno ou outros compósitos carbono, pvc etc..... Tal como tudo o demais bom senso aplica-se porque se ficar ao sol todos os dias parado, nenhum vai resistir mais que um par de anos. Se ao fim de 2 anos está "demasiado" usado seja porque factor for deve-se mudar.

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26902784



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Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Outubro 07, 2017, 12:08:56, 12:08
Responder #22

dfelix

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Efectivamente os materiais internos e não estou a falar apenas das esponjas (aliás, estas são substituiveis e são as próprias marcas que as fornecem) degradam-se com humidade, calor, produtos para o cabelo, etc, etc pelo que é conveniente os capacetes serem substituidos periodicamente. Este periodo dependerá do uso e tratamento que se lhes dê.

Substituir periodicamente?

Viseira ainda compreende-se caso tenha riscos e pedradas.
Agora o interior só mesmo caso tenha sofrido um ataque de traças. E isso só acontece se ficar esquecido no armário.

O meu Suomy está em fim de vida com 11 anos de uso... o que "a olho" correspondeu cerca de 400-450 mil km percorridos nas minhas ultimas 5 ou 6 motos.
Fez viagens e trackdays. E tanto interiores como viseira são os de origem.
Viseira há algum tempo que merecia outra.
Já interiores, lavados 1-2 vezes por ano na máquina de lavar... estão calcados e contribuem para a degradaçao da insonorizaçao.
(que ainda assim é melhor à de outros que tenho)

Para recondicionar este capacete com viseira e interiores novos vou gastar 120-150 euros.
Será que compensa?
É o preço que aparecem novos iguais em outlets já que o modelo ha algum tempo foi descontinuado.
Ou parte significativa do custo de um novo equivalente ou melhor.

O que eu queria alertar é que substituir os forros não transforma um capacete velho num novo. O problema está nos materiar que estão entre o "casco" e os forros. E esses, que eu saiba, não dá para substituir.

Esse só se degrada mesmo numa situação de acidente.

« Última modificação: Outubro 07, 2017, 12:22:07, 12:22 por dfelix »

Outubro 12, 2017, 01:57:30, 01:57
Responder #23

jmartins13

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Este era para o resto da vida...  :D :D acompanhava a vida do motociclista desde os 9 ate aos 90 anos   ;)




Desde que quando se caísse não se batesse com a cabeça no chao  :megafeliz: :megafeliz: :D :D...


Ainda se vendem na MOTOCLASSE! e são baratinhos...

Setembro 14, 2019, 22:32:59, 22:32
Responder #24

Nhokas

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Aproveitando a conversa, questiono

Comprariam um capacete novo mas de um modelo saido em 2013 para usar?
Ou seja esta por estrear mas já tens mais que os aqui debatidos, 5 anos ve prazo de "validade"

Setembro 14, 2019, 23:03:40, 23:03
Responder #25

Sapiens21

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É perfeitamente normal haver modelos já descontinuados há muito tempo e ainda colocados à venda.

Os preços normalmente acompanham esse lapso temporal, com reduções de p.v.p. tentadoras.

A chegada de novas coleções sem terem saído de stock, ou terem cores que não venderam muito bem ou não captaram a atenção, são também motivos para que apareçam no mercado muito tempo depois de terem sido lançados.
Existem muitos mesmo.

A minha sincera opinião : se o negócio vale a pena, avança.

É novo, pelo que não significa que se tenha degradado dentro da embalagem ou os materiais tenham sofrido de forma irremediável, se acaso é isso que te preocupa.

Quanto muito (e de forma um pouco remota), apenas a espuma poderá não ter exactamente as mesmas propriedades. E mesmo assim, não tendo uso, tenha sérias dúvidas que seja algo comprometedor.

Pelo que e resumindo. ..força nisso.  :nice:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Setembro 16, 2019, 09:39:27, 09:39
Responder #26

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Tive agora a informação de que a data de fabrico do capacete foi em 2004.... parece que ja sao uns bons anos....anos demais nao?


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Setembro 16, 2019, 18:34:52, 18:34
Responder #27

tiagofo20

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Sendo de 2004 questiono se o preço será bom o suficiente para o comprar. Mesmo que em 2004 ele custasse 400€ e agora 200€, será que em 15 anos os capacetes não evoluiram a nível de peso, materiais, segurança, insonorização, etc.?

Setembro 16, 2019, 18:47:25, 18:47
Responder #28

Nhokas

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Preço em 2004 - 300€
Preço actual - 50€

Setembro 16, 2019, 18:54:46, 18:54
Responder #29

Moto2cool

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Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
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Setembro 16, 2019, 20:38:11, 20:38
Responder #30

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Sendo um capacete não com 5 anos, mas sim com o triplo dos anos...
Bem, é muito tempo de facto.

Até pode estar aceitável, mas com 15 anos todo o material do forro, espuma e borrachas acredito que já terão sofrido qualquer coisa. Estranho seria não acontecer, claro.

Tendo em conta que existem tantos capacetes novos, com garantia, boa protecção e a preços se calhar não muito distantes de uns razoáveis 120-150€, os 15 anos desse já me fariam repensar a questão.

Se bem que, obviamente os 50€ não deixam de ser irrisórios.

Se fosse possível veres por ti próprio como estava e mexeres para ver esse forro, seria melhor.
Tomavas uma melhor decisão.
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Dalai Lama

Setembro 16, 2019, 20:39:31, 20:39
Responder #31

Nhokas

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Obrigado


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Fevereiro 02, 2022, 16:51:21, 16:51
Responder #32

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
A opinião do ACP sobre este tema.

Em vídeo no YT...

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Dalai Lama

Fevereiro 07, 2022, 08:18:45, 08:18
Responder #33

Nuno YB

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A opinião do ACP sobre este tema.

Em vídeo no YT...



Portanto, nada de novo...

Tomando os cuidados necessários ( limpeza da viseira, limpeza de interiores, ausencia de impactos, etc ), vão na onda das recomendações dos fabricantes: trocar a cada 5 anos.

Tive um capacete "armazenado" durante mais de 10 anos, quando o tirei da caixa as esponjas interiores desfizeram-se. Claro que ficou impróprio para "consumo".
Tenho um outro que não uso há tanto tempo como esse, guardado dentro da bolsa e dentro da caixa, em local arejado e longe de humidades e está com os interiores completamente novos.
Continuo sem lhe dar uso ( é o capacete da minha esposa, que poucas vezes andou comigo nesta ultima moto que tive e quando andou preferiu utilizar um modular ) e ainda este fim de semana estive a dar uma manutenção nos meus equipamentos ( casacos, calças, capacetes, botas e luvas ). Aproveitei para, finalmente, meter no lixo o HJC que esteve envolvido no acidente e tirar os outros dos sacos para arejarem. Surpreendentemente, o velhinho NEXX da minha esposa continua com os interiores impecaveis, sem o minimo sinal de humidade e desgaste nos interiores.
Já tem bem mais do que os 5 anos de validade, mas vou meter no lixo porque o fabricante assim indica? Porquê, se não apresenta dano algum, nunca caiu ao chão, não tem um risco e as esponjas parecem novas? E nem sequer o uso, nem tenho intenção de usar tão cedo.
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Fevereiro 09, 2022, 19:44:59, 19:44
Responder #34

Dalzas

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Boas a todos,

Sendo um iniciante nestas andanças, o grande problema pelo que pude perceber, para além claro de como já referiram a eventual degradação visível do interior, será para quem tenha no seu seguro a opção de o capacete poder estar coberto, ou seja, mediante a inutilização do mesmo na sequência de queda ou acidente.

Provavelmente ao terem de ativar o seguro relativamente ao capacete, a empresa de seguros irá observar as recomendações do fabricante, a título de exemplo os 8 anos de armazenagem/5 anos de utilização. Poderão então ocorrer 3 cenários:

1 - O capacete encontra-se dentro da dita "validade" e o motociclista possui fatura de aquisição - O seguro cobre o valor exato (até ao valor máximo possível contratado no inicio do seguro)

2 - O capacete encontra-se dentro da dita "validade" mas o motociclista não possui fatura de aquisição - O seguro poderá tentar negociar o valor informado pelo motociclista

3 - O capacete não se encontra dentro da dita "validade" - Partirá do motociclista a tentativa de negociação de um valor, mas provavelmente neste caso poderá receber "uma mão cheia de
     nada"

Ainda não tenho mota, apenas o meu "belo" AGV K-3 SV que adquiri para as aulas práticas por isso na altura logo me aconselharei convosco, mas para quem possa ter no seu seguro a cobertura do capacete, verifiquem se não estarão a pagar algo que face à necessidade poderão não vir a usufruir por o capacete não se encontrar dentro da tal "validade".

Esta informação foi-me passada de "boca" pelo que se eu estiver errado por favor corrijam me, mas não custa verificar com o vosso seguro se tal será como sucede no vosso caso.

Fevereiro 10, 2022, 09:43:25, 09:43
Responder #35

2low

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Boas a todos,

Sendo um iniciante nestas andanças, o grande problema pelo que pude perceber, para além claro de como já referiram a eventual degradação visível do interior, será para quem tenha no seu seguro a opção de o capacete poder estar coberto, ou seja, mediante a inutilização do mesmo na sequência de queda ou acidente.

Provavelmente ao terem de ativar o seguro relativamente ao capacete, a empresa de seguros irá observar as recomendações do fabricante, a título de exemplo os 8 anos de armazenagem/5 anos de utilização. Poderão então ocorrer 3 cenários:

1 - O capacete encontra-se dentro da dita "validade" e o motociclista possui fatura de aquisição - O seguro cobre o valor exato (até ao valor máximo possível contratado no inicio do seguro)

2 - O capacete encontra-se dentro da dita "validade" mas o motociclista não possui fatura de aquisição - O seguro poderá tentar negociar o valor informado pelo motociclista

3 - O capacete não se encontra dentro da dita "validade" - Partirá do motociclista a tentativa de negociação de um valor, mas provavelmente neste caso poderá receber "uma mão cheia de
     nada"

Ainda não tenho mota, apenas o meu "belo" AGV K-3 SV que adquiri para as aulas práticas por isso na altura logo me aconselharei convosco, mas para quem possa ter no seu seguro a cobertura do capacete, verifiquem se não estarão a pagar algo que face à necessidade poderão não vir a usufruir por o capacete não se encontrar dentro da tal "validade".

Esta informação foi-me passada de "boca" pelo que se eu estiver errado por favor corrijam me, mas não custa verificar com o vosso seguro se tal será como sucede no vosso caso.

Em caso de acidente com culpas provadas no outro veículo, as companhias de seguro terão sempre de indemnizar nos veículos e bens danificados e que sejam possíveis de demonstrar a sua posse/aquisição.
Não acredito que as companhias de seguro não paguem um valor por um capacete que não esteja dentro da validade...tanto que essa validade é uma questão subjectiva e que não impede do condutor do motociclo circular na via publica só porque já passou da validade...
Para se receber um determinado valor é preciso apenas ter a factura de aquisição do mesmo - prova de posse pessoal.

A questão da validade, sendo subjectiva, é meramente indicativa para nós termos a noção que uma utilização útil do capacete não nos garante o mesmo grau de protecção enquanto dentro da "validade".
A questão da degradação da zona interior do capacete é a parte visivel mas além do próprio "plástico" estar degradado pelos raios UV, o que lá está dentro e que nos realmente protege - a espuma/esferovite - essa camada tendencialmente estará compactada e sem capacidade deformativa após uma excedente utilização após essa validade...
No entanto, certamente que existem capacetes que terão a sua vida útil reduzida até anteriormente a essa validade por uma utilização diária excessiva do motociclo - distribuidores de comida por exemplo...

Concluindo... caberia aos agentes de autoridade (e não companhias de seguro) e durante a fiscalização numa operação stop verificar a validade do capacete, SE existisse legislação que proibisse a circulação de motociclos com utilização de capacetes "fora da validade".
Mas quando a companhia de seguros tenta minimizar o que tem de "pagar", é ter a ajuda de advogado para resolver essa situação...
E colocando no ridículo, seria semelhante uma companhia de seguros do veiculo que provocou o acidente não pagar os danos ao veiculo danificado só porque este estaria a circular com pneus carecas e fora da validade...  :D
« Última modificação: Fevereiro 10, 2022, 09:49:03, 09:49 por 2low »

Fevereiro 10, 2022, 11:00:52, 11:00
Responder #36

Dalzas

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Obrigado pelas dicas... O saber não ocupa lugar!

Pela lógica e não existindo propriamente uma legislação específica sobre a questão da validade, concordo integralmente com o que disseste.
Por outro lado e como realmente as companhias de seguros andam sempre a tentar "fugir com o dito à seringa"  ;D , nem me havia lembrado do "advogado com eles"  :nice:

Fevereiro 11, 2022, 20:13:30, 20:13
Responder #37

Nuno YB

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Obrigado pelas dicas... O saber não ocupa lugar!

Pela lógica e não existindo propriamente uma legislação específica sobre a questão da validade, concordo integralmente com o que disseste.
Por outro lado e como realmente as companhias de seguros andam sempre a tentar "fugir com o dito à seringa"  ;D , nem me havia lembrado do "advogado com eles"  :nice:

Não há nenhuma apólice de seguro especifica para equipamento. Basicamente, e falando no caso do capacete, se estragou, tem que pagar. A "data de validade" de um capacete é ditada pelos fabricantes ( normal, eles querem é vender ) e por alguns "estudos" não oficiais. Não é um pacote de leite, com a data de validade impressa no topo da "embalagem".
O que tem que ter o lesado, é a factura de aquisição do equipamento na sua posse, para apresentar á seguradora. Caso contrário, vai ser complicado.

Já agora, apenas mais um pormenor em relação ás apólices de seguros. Tenham muita atenção á apólice que fazem, muitas delas não cobrem os ocupantes ( isto no caso das motos, nos automoveis é uma opção "escolhida automaticamente", no caso concreto das motos, há companhias que nem sequer dão essa opção ). Isto ocorre, muitas vezes com desconhecimento do segurado, porque as lesões em acidentes de moto tendem a ser mais graves que num automovel ( rara é a queda ou embate com um motociclo que não provoca lesões mais graves e de lenta recuperação do que com um automovel ). Um encosto numa rotunda, envolvendo 2 automoveis, provoca uma mossa e uns riscos na pintura. Envolvendo um motociclo, pode envolver ( como foi no meu caso ) um joelho partido, ou pior, e uma longa recuperação.
Pensei que seria prática corrente das companhias de seguro fazer automaticamente um seguro de ocupantes mas, segundo me disse o mediador que tratou do meu acidente, isto não acontece. Muitas vezes, não perguntam ao segurado se quer essa opção e outras vezes a própria companhia não dá sequer hipotese de escolha... porque simplesmente, não a tem disponivel.
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...