Autor Tópico: Z1000SX - Test Drive  (Lida 3449 vezes)

Janeiro 27, 2018, 14:15:22, 14:15
Lida 3449 vezes

carlos-kb

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Boas...

Depois de ter estado indisponível por uns tempos na rede de concessionários da marca hortícola, e por indicação de um amigo, que me contactou a dar indicação que a Speedmaster em S. Domingos de Rana tinha uma unidade disponível, finalmente lá marquei a realização do Test Drive a uma das assumidas sport-tourers da actualidade, ainda em mercado.

Renovada e retocada em 2017, a Z1000SX é um modelo do qual nutria uma grande curiosidade em experimentar... e que de outras vezes, mesmo quando andei a recolher propostas de valores, precisamente, pelo facto de não haverem unidades para teste, acabei por não considerar tão fortemente.

Marcação combinada, lá estava eu à porta da Speedmaster, para a experimentar. Rapidamente e sem nenhuma "burocracia" normalmente associada (assinatura de Termos de responsabilidade, etc.), a única indicação que me foi dada... "Não precisa de nenhuma explicação, certo? Sabe como isto é... a 1ª para baixo e as outras todas para cima!"

Ainda estava a colocar o capacete e vejo aparecer o esse meu amigo na sua Versys. Apenas meio dedo de conversa, porque a "alface" estava já ali a fumegar, e eu preparado e ávido para sair.

A unidade testada foi assim a SX Tourer, ou seja a variante já preparada para viajar e que traz as side bags já de origem (embora não montadas). O pára-brisas (enorme) a mandar já para uma verdadeira marquise, também é ajustável manualmente.
Um boa e completa instrumentação, tanto que inicialmente temos de passar bem os olhos por ali para ver nos familiarizarmos como e aonde estão as diversas informações.
Não apreciei especialmente os comandos, pois os vários botões (piscas, selecção, buzina, etc..) são de dimensões algo minimalistas, complicando inicialmente o seu controlo.

Em relação à estética algo controversa, na linha estilística actual das restantes máquinas de Akashi, confesso que ao vivo a moto é muito mais interessante. Ainda que algumas arestas, vincos e a frente afilada obrigue a algum esforço de habituação. Andei com a versão verde/negra, havendo ainda uma variante cromática totalmente cinza/negra e uma laranja/negra.

Os dois escapes a lembrarem megafones, um de cada lado, também ao vivo resultam melhor e mais enquadrados do que aparentam "no papel".

No geral, a moto é pequena e curta, frente afilada e traseira reduzida, com o encaixe das malas a enquadrarem-se nas pegas laterais. Tem detalhes interessantes e denota uma muito boa qualidade de construção, coisa que vindo da marca hortícola, outra coisa não seria de se esperar.

Aos comandos a impressão imediata é a excelente posição de condução, bastante natural, devidamente "encaixados" na ergonomia da moto, com o tronco direito e os braços num ângulo confortável . Embora tendo avanços, estes situam-se sobre a mesa de direcção e elevados. Uma óptima altura de assento (não verifiquei se o mesmo é ajustável), que para o meu 1,75m, parecia assentar que nem uma luva. As peseiras permitem um ângulo correcto das pernas... quase, quase a lembrar a posição de uma naked... o que não é de todo de estranhar, dada a filiação Z desta moto.
Achei os espelhos muito à frente e distantes, com inconveniente de não ser fácil regularem-se em andamento. Mas esta posição dos espelhos acaba por privilegiar o campo de visão e vemos com amplitude o que se passa atrás de nós.

Não levei companhia, mas pela dimensão e largura do assento para o passageiro (quase uma pequena tira almofadada) e separado do assento do condutor, esta moto deve ter sido pensada para turismo a solo. Não acredito que após umas centenas de Km, o(a) pendura tenha grandes elogios a tecer ao conforto da moto.

Motor a trabalhar e um bonito e audível som (mesmo com os escapes de origem), com o típico trabalhar de um inline 4... que depois de arrancarmos, notamos que sobe de rotação com relativa facilidade, contrariando a ideia inicial de ser algo pontudo, se pensarmos a origem inicial do mesmo (ZX10R). Surpreendentemente doseável e progressivo,  o interessante é que nas primeiras dezenas de metros já vamos em sexta, e pelo seu rugir, dá a sensação de iremos a regimes bem mais elevados, sensação prontamente desmentida pelo taquímetro (às 4 mil em 6ª, já vai a berrar, parecendo que vai às 6 ou 7 mil).
Sinceramente, e pelo que se diz, tinha ideia de um motor bem mais explosivo e do tipo ON/OFF... coisa mais errada! A mota torna-se assim facilmente doseável e conduzível em baixos regimes, óptimo também para rolar em ambientes urbanos.

Apanhando um pouco mais de estrada "aberta", rodamos o punho e aí vemos que ela, empurrando de modo progressivo, rápido e sem grandes sobressaltos, mostra a outra outra faceta, rolando veloz e solta. A marca declara 142cv.

Não trabalhei muito com os modos de condução e controlo de tracção, que são conjugáveis entre si, mas que requerem algum entendimento e experimentação da coisa. Basicamente limitei-me a alternar entre o modo "F" e "L", que presumo que seja o "Full power" e o "Low power" (indicado para piso molhado / cidade) e as diferenças foram notórias na saída e resposta.

Achei peculiar a "mariquice" da indicação "eco" no painel, que pisca para nos alertar a fazer uma condução mais eficiente e económica... mas... Who cares?

A caixa é também de um funcionamento e comportamento exemplar. Muito precisa, suave, silenciosa e com um curso do selector muito curto, fazendo com que as passagens sejam feitas naturalmente e de modo quase espontâneo. Contempla ainda embraiagem deslizante.

Em andamento e nos mais variados tipos de vias que experimentei (ruas, estrada, via rápida e auto-estrada), tem um comportamento bastante neutro, mudando com extrema facilidade de direcção / inclinação e quase se conduzindo com os olhos, sem necessidade de mexer o corpo um milímetro que seja. Ciclisticamente acho que a moto está num patamar indiscutível.

Nota exemplar para as suspensões. Não sei que tipo de setting estaria definido, mas partindo do principio que seja um "default", para os meus 75 kgs, o comportamento foi exemplar, absorvendo as irregularidades, fazendo uma boa leitura dos diferentes tipos de piso que apanhei, sem saltitar em depressões ou irregularidades.

Um das questões que me decepcionou.... a travagem. Não sei se é por estar habituado ao "poderio" de travagem do C-ABS da VFR, mas nesta SX achei que faltava um pouco de mordacidade para sentir que ela pára em tempo útil e de forma segura, para quando disso necessitemos.

No geral, a moto está mesmo muito interessante, divertida, e num belo conjunto apto para diversos propósitos. Para mim, o handicap maior é mesmo a transmissão secundária e a travagem, que esperava um melhor ou mais eficaz comportamento.

O preço da unidade que testei, na versão tourer, já com as side bags originais à cor da mota, tank pad, suporte de GPS e os restantes features que contempla (IMU, KTRC, KIBS, ABS, KCMF, etc...), numa outra unidade marcada em exposição, estava a 15.390 euros. Face à concorrência e o que esta Z1000SX Tourer contempla, não me parece um valor muito descabido ou fora de parâmetros.















Entretanto fiz uns vídeos que quando tiver tempo para editar, acrescento ao tópico.

Janeiro 27, 2018, 14:26:15, 14:26
Responder #1

Cmiguelq

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Excelente, uma das minha motas de eleição!

Janeiro 27, 2018, 15:08:02, 15:08
Responder #2

Sapiens21

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Obrigado pela partilha, Carlos.

Li com interesse este teste e que presumo, pelas tuas palavras, que é máquina que agrada bastante. Uma Sport Tourer de pleno direito, imagino...

Entendo que cada um tem as suas preferências, pelo que percebo não te agradar tanto o facto de ter corrente (que me recordo não apreciares face ao veio) e a travagem que - pelo menos nesta unidade - achaste menos poderosa do que desejavas.


(....)Em relação à estética algo controversa, na linha estilística actual das restantes máquinas de Akashi, confesso que ao vivo a moto é muito mais interessante. (....)

Pois... :)
Há coisas que ao vivo transmitem outra ideia.

E quando eu dizia que a moto estava muito bem conseguida, falava sem elevar o produto em si. A qualidade da moto e o seu design "falam por si", sem precisar de muito palavreado.  ;)

Sobre a cor da Z1000SX em laranja e cinzento chumbo, ainda não vi ao vivo...mas parece-me que deve ficar muito bem.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Janeiro 27, 2018, 18:33:14, 18:33
Responder #3

Moto2cool

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Excelente oportunidade de teste e boa descrição do mesmo  :nice:

Não está no meu horizonte imediato uma touring, mas se vier a acontecer esta enche-me as medidas, em detrimento das "calça arregaçada" e dos "bisontes" que são modelos que não me despertam interesse. Esta é mesmo uma das motas que mais admiro no mercado e aquela que mais facilmente me poderia fazer mudar da BtC.
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Janeiro 27, 2018, 19:39:29, 19:39
Responder #4

Rui Jorge

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Não levei companhia, mas pela dimensão e largura do assento para o passageiro (quase uma pequena tira almofadada) e separado do assento do condutor, esta moto deve ter sido pensada para turismo a solo. Não acredito que após umas centenas de Km, o(a) pendura tenha grandes elogios a tecer ao conforto da moto.
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Gosto da estética, mas este para mim é o seu grande handicap - não imagino turismo a solo nem turismo em que um dos participantes esteja em constante sofrimento.
Todas as grandes viagens que fiz de mota foram importantes também por ir de mota, mas principalmente porque tive alguém com quem as partilhar.

Janeiro 27, 2018, 22:39:43, 22:39
Responder #5

carlos-kb

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pelo que percebo não te agradar tanto o facto de ter corrente (que me recordo não apreciares face ao veio)

Depois de 4 motos de corrente, e saber as suas vicissitudes, se puder prescindir de transmissão por corrente, tanto melhor. A minha anterior era de correia e a actual de veio, e qualquer uma transmissão deste tipo, prefiro de longe...
Sabendo de antemão as vantagens e desvantagens de cada sistema (afinal já fui / sou utilizador dos 3 tipos de sistema), ter um sistema de transmissão sem manutenção intensiva e limpo, é para mim, uma mais valia.

Não quer dizer que não voltasse a ter uma moto com corrente... mas para isso, todo o "resto" da moto teria de valer imenso a pena. :)

e a travagem que - pelo menos nesta unidade - achaste menos poderosa do que desejavas.

Pode ser uma opinião tendenciosa, derivado a estar habituado à moto que tenho actualmente. Já nem falo em termos de motor, em que a VFR1200F é certamente mais possante, e daí nem ter tocado / comparado o motor da SX com a minha (ainda que a SX se mexa excepcionalmente bem).
Mas na questão da travagem, realmente notei alguma falta de mordacidade. Não é que a moto trave mal (que efectivamente não acontece). Mas deu-me a sensação que, para a forma como doseio travões, ela mostrou-se pouco incisiva ou incerta.

Há coisas que ao vivo transmitem outra ideia.

E quando eu dizia que a moto estava muito bem conseguida, falava sem elevar o produto em si. A qualidade da moto e o seu design "falam por si", sem precisar de muito palavreado.  ;)


Precisamente o que se passa com esta. Estou "farto" de ler, na generalidade, que as actuais Kawasakis são estranhas e de design controverso. Em parte concordo... mas esta (dado que até não é fácil ver uma nas nossas estradas), é daquelas que ao vivo e a cores  impõe outra presença.
Agora aquela "marquise" frontal, não metendo em causa a sua eficiência.... é que deixa um amargo de boca neste capítulo.

Janeiro 28, 2018, 10:32:14, 10:32
Responder #6

Sapiens21

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Ao vivo, já estive junto às mais recentes nas cores que se encontram à esquerda e à direita.

A laranja faz-me lembrar um pouco a tonalidade das KTM, ainda que nessas seja ainda mais vivo.
Pessoalmente agrada-me, se bem que até poderei ter uma opinião diferente "ao vivo e a cores".

As vendas naquela cor devem é ser quase residuais face ao Verde Kawa...

Lembro-me a este respeito de mais uns quantos modelos da marca com esta opção de cor (ZX-10R; Versys 1000; Ninja 650..) e o mais comum é ver nas cores "habituais".

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Nota sem interesse: O meu post acima (e somente o meu) foi todo retalhadinho, mais parecendo o José Castelo Branco após nova cirurgia plástica.  :D Para a próxima escrevo somente uma linha para ver se também se vai ao word by word. Hehe  ;)
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Dalai Lama

Janeiro 28, 2018, 10:40:45, 10:40
Responder #7

Moto2cool

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O verde está para a Kawa como o laranja para a KTM.
Podem ter outras cores, até mais bonitas, mas não é a mesma coisa ;)
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Janeiro 28, 2018, 10:59:16, 10:59
Responder #8

pedroareias

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Excelente revisão . É realmente pequena e limitada para pendura. A alternativa, GSX-S1000F ainda é pior nesse aspecto. Duvido que a Honda se mantenha ausente.

Janeiro 28, 2018, 12:51:42, 12:51
Responder #9

Joao_Cruz

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Muito bom Carlos.
Obrigado pelo contributo. Eu estou como tu. Depois de experimentar motos de veio, voltar à corrente só mesmo se a moto valer muito a pena.
Um abraço
JpC

Janeiro 28, 2018, 13:46:19, 13:46
Responder #10

2low

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(...)Não apreciei especialmente os comandos, pois os vários botões (piscas, selecção, buzina, etc..) são de dimensões algo minimalistas, complicando inicialmente o seu controlo.
(...)
Aos comandos a impressão imediata é a excelente posição de condução, bastante natural, devidamente "encaixados" na ergonomia da moto, com o tronco direito e os braços num ângulo confortável . Embora tendo avanços, estes situam-se sobre a mesa de direcção e elevados. Uma óptima altura de assento (não verifiquei se o mesmo é ajustável), que para o meu 1,75m, parecia assentar que nem uma luva. As peseiras permitem um ângulo correcto das pernas... quase, quase a lembrar a posição de uma naked... o que não é de todo de estranhar, dada a filiação Z desta moto.
Achei os espelhos muito à frente e distantes, com inconveniente de não ser fácil regularem-se em andamento. Mas esta posição dos espelhos acaba por privilegiar o campo de visão e vemos com amplitude o que se passa atrás de nós.

Não levei companhia, mas pela dimensão e largura do assento para o passageiro (quase uma pequena tira almofadada) e separado do assento do condutor, esta moto deve ter sido pensada para turismo a solo. Não acredito que após umas centenas de Km, o(a) pendura tenha grandes elogios a tecer ao conforto da moto.
(...)Não trabalhei muito com os modos de condução e controlo de tracção, que são conjugáveis entre si, mas que requerem algum entendimento e experimentação da coisa. Basicamente limitei-me a alternar entre o modo "F" e "L", que presumo que seja o "Full power" e o "Low power" (indicado para piso molhado / cidade) e as diferenças foram notórias na saída e resposta.
(...)
... e quase se conduzindo com os olhos(...) Ciclisticamente acho que a moto está num patamar indiscutível.

Nota exemplar para as suspensões. Não sei que tipo de setting estaria definido, mas partindo do principio que seja um "default", para os meus 75 kgs, o comportamento foi exemplar, absorvendo as irregularidades, fazendo uma boa leitura dos diferentes tipos de piso que apanhei, sem saltitar em depressões ou irregularidades.

Um das questões que me decepcionou.... a travagem. Não sei se é por estar habituado ao "poderio" de travagem do C-ABS da VFR, mas nesta SX achei que faltava um pouco de mordacidade para sentir que ela pára em tempo útil e de forma segura, para quando disso necessitemos.


Os comandos devem ser idênticos (sem certeza) a quase os restantes modelos da Kawasaki.
No Inverno, com luvas cheias, também eu tenho alguns problemas em fazer o pisca, porque por vezes sai ao lado, na buzina.
"Não é defeito, é feitio", as outras marcas tambem têm coisas destas...

Anteriormente já tinha comentado sobre este modelo, que experimentei mas na primeira versão 2011/2013 (?)
Para a minha estatura, até 1,70m, torna-se uma moto alta e tal como disse e tu confirmaste, o tipo de condução é mesmo de uma naked, por ter por base uma Z mas carenada, que por "conduzir com os olhos" mal se nota o "dashboard" por estar ligeiramente virado para cima, encaixado após o limite frontal do deposito combustivel, e a tal nossa posição de condução situar a nossa cabeça mesmo e quase sobre o dashboard, assim ou vemos a estrada ou baixamos o olhar para ver o dashboard, é isto não é?

Em termos de design é a "irmã mais velha" da ER6F, e no modelo de 2011/2013 eram bastantes as mesmas peças, tal como pegas de pendura, espelhos, provavelmente o mesmo farol frontal entre outras semelhanças.
Os espelhos é tal como dizes, dificil de se regular, estão lá para a frente, melhoram campo de visão mas em caso de queda não têm flexibilidade nenhuma, partem logo.
E o proprio espelho (apenas a parte de vidro espelhada) acima de determinadas velocidades e à noite, começa a ser dificil ver correctamente para trás pois "vibram" bastante...

A versão de 2011/2013 não tinha essas regulações no tipo de condução, logo não sei que dizer.

A versão de 2011/2013 apesar de dar para regular a suspensão traseira não é tão facil como rodar o manipulo no modelo seguinte e actual.
Não tive tempo de experimentar regulações diferentes.

Os travões, no modelo de 2011/2013 pareceram-me ser os mesmos que tenho montados na minha ER6F, e tambem achei que naquela moto não estavam à altura - fracos.

Tambem no modelo de 2011/2013 o vidro já dava para regular em 3/5 posições mas achei ainda assim que naquele modelo faria falta um vidro mais largo e alto.

Já o banco atrás...é mesmo uma tabua para pendura. Não é para mim uma Sport-Touring para dois, é mais uma Sport-Touring para 1 e quando tiver que ser leva 2.