Autor Tópico: Ponte Vasco da Gama…precisamente hoje faz 20 anos desde a inauguração!  (Lida 3307 vezes)

Março 29, 2018, 08:08:07, 08:08
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Sapiens21

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Ponte Vasco da Gama…precisamente hoje faz 20 anos desde a inauguração!






Foi precisamente há 20 anos atrás…a 29 de Março de 1998!

Esta foi a data em que oficialmente foi aberta à circulação esta enorme e muito importante obra de engenharia, construída ao longo de anos sobre o estuário do rio Tejo e possibilitando algo que se desejava na altura e se revelava já como necessário…

Por um lado  que fosse capaz de retirar tráfego à Ponte 25 de Abril e que estava a revelar as suas limitações para um crescimento diário de veículos ano após ano e, por outro lado, ligando o Montijo e Alcochete a Lisboa e Sacavém…precisamente junto ao Parque das Nações, onde se realizou a Expo 98.

Mas também ao nível económico e não só no que toca à facilidade nas deslocações, foi a Ponte Vasco da Gama uma aposta ganha, já que o desenvolvimento existente nos dois lados da ponte (mas não só) foi…e é inegável.

Segundo pesquisei, estima-se que sejam uma média de 62 mil veículos a passar diariamente pela Ponte Vasco da Gama e, ainda que algumas previsões apontassem para números mais elevados na altura, a verdade é que a sua importância e relevância para muitos, faz já parte do quotidiano da sua vida.

São 20 anos desta obra, meus caros…

Quando lá passarem, seja hoje , amanhã…para a semana ou no mês que vem, sozinhos ou acompanhados, lembrem-se que os seus 12,3kms no total, foram o resultado de anos de trabalho, muitas pesquisas e estudos (também ambientais devido ao Estuário do Tejo) para possibilitar uma circulação mais rápida, segura e capaz de retirar o tráfego rodoviário já difícil de aguentar pela Ponte 25 de Abril.

Inaugurada poucos meses antes da Expo 98…

 ..quem não se lembra? Que saudades. Belos tempos… :)
« Última modificação: Março 29, 2018, 08:09:29, 08:09 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Março 29, 2018, 09:12:35, 09:12
Responder #1

lmferreira

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Média de 62.000 veiculos/dia. Se fizermos uma média dos 2.80€ classe C1 e os 6.35€ classe C2, dá por dia cerca de 284.000€/dia...não contando com as classes seguintes que o preço é bastante mais alto....
Não apenas importante para escoar transito, mas também certamente um bom negócio, mesmo com os seus 120 anos de esperança de vida. Ao menos esta certamente terá menos parafusos desapertados que a 25 de Abril!!!!

Vi um documentário sobre este projeto e os seus 3 anos de construção é mesmo digno de uma obra de Engenharia, estimada em cerca de 900 milhões de euros, onde foram utilizadas 100 mil toneladas de aço, 730 mil toneladas de betão e 150 vigas-tabuleiro pré-fabricadas. A lamentar os 11 mortos dos cerca de 3.300 trabalhadores.

Março 29, 2018, 10:02:12, 10:02
Responder #2

HBeiras

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Bela obra sim senhora!
Já na altura fazia falta à uns anos.

Curiosamente, passei lá este domingo pela primeira vez de mota.....e fiz quase toda a sua extensão com a mota inclinada e a minha esposa bem agarrada a mim... :D

Grande Barros,

Não pude deixar de soltar uma gargalhada ao ler esta "posta".

Não saltou nenhuma peça ao top speed de 140 kmh?

Como ficou essa média? :megafeliz:


De facto a VDG é uma obra que teve algum impacto. A meu ver não o suficiente face ao ainda grande numero de veiculos que circulam na ponte salazar. Mesmo com a introdução do comboio o fluxo de veiculos diário ainda é enorme.

As portagens da ultima vez que lá passei eram um absurdo.


Março 29, 2018, 11:47:37, 11:47
Responder #3

pedroareias

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Ponte Salazar. Hilariante.

Olha que a tua VFR800(ou será a 1200????) não chega ao fim da ponte com combustível...

Bela obra sim senhora!
Já na altura fazia falta à uns anos.

Curiosamente, passei lá este domingo pela primeira vez de mota.....e fiz quase toda a sua extensão com a mota inclinada e a minha esposa bem agarrada a mim... :D

Grande Barros,

Não pude deixar de soltar uma gargalhada ao ler esta "posta".

Não saltou nenhuma peça ao top speed de 140 kmh?

Como ficou essa média? :megafeliz:


De facto a VDG é uma obra que teve algum impacto. A meu ver não o suficiente face ao ainda grande numero de veiculos que circulam na ponte salazar. Mesmo com a introdução do comboio o fluxo de veiculos diário ainda é enorme.

As portagens da ultima vez que lá passei eram um absurdo.

Março 29, 2018, 13:55:50, 13:55
Responder #4

carlos-kb

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Lol... Então não lembro? Uma feijoada para 15mil pessoas servida no tabuleiro da ponte.  :lolol:

Por acaso ainda aproveitei para passar em cima dela na semana de portagens gratuitas, de moto, para na berma (as autoridades nessa semana fecharam os olhos a isso) e tirar algumas fotos (ainda com máquina analógica)...

Tinha na época a CB500.

Portanto, há 20 anos (menos uma semana  ;) )  que passo lá de mota e pago de portagens o mesmo que um carro, mesmo com Via Verde.... Sim porque as motos e respectiva classe 5, de Via Verde, foram (talvez propositadamente) esquecidas no contrato de concessão à Lusoponte.  >:(
« Última modificação: Março 29, 2018, 14:38:26, 14:38 por carlos-kb »

Março 29, 2018, 14:31:37, 14:31
Responder #5

carlos-kb

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Média de 62.000 veiculos/dia. Se fizermos uma média dos 2.80€ classe C1 e os 6.35€ classe C2, dá por dia cerca de 284.000€/dia... não contando com as classes seguintes que o preço é bastante mais alto....

As contas não podem ser assim feitas, sem ter em conta especificamente quantos veículos de cada classe a usam.... E depois, simplesmente pelo facto de se pagar portagem só num sentido (Montijo - Lisboa).

Por acaso, já por diversas vezes usei no sentido N-S.... e ao regresso, venho pela Ponte Marechal Carmona.  :D

Março 30, 2018, 10:38:50, 10:38
Responder #6

Sapiens21

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Isso que descreves quanto ao vento na PVG, ainda assim, garanto que é pior de maxiscooter.

Em dia de algum vento, passei de Suzuki Burgman 650 (uma "ex" do meu irmão) numa zona totalmente exposta e sentia que toda aquela "parede" que a moto fazia, me empurrava lateralmente com força.
Mas não foi a única situação em que senti essa diferença face a uma moto, ainda que não numa ponte...

Quanto às portagens...pois...
E quem atravessa essa ponte diariamente, acaba por ter um custo que, contabilizado ao ano, se deve mostrar muito relevante...
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Dalai Lama

Março 30, 2018, 20:57:34, 20:57
Responder #7

Moto2cool

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A ponte Vasco da Gama foi sem dúvida um feito de engenharia, e bem necessária para a cidade de Lisboa em particular e para a ligação norte/sul.
O que não correu bem for a articulação da ponte com a cidade porque não basta dar acesso mais rápido à cidade, é preciso resolver os problemas lá dentro, senão afirmar chegamos mais depressa à fila.
Duas medidas são os transportes públicos e as duas rodas.
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Abril 02, 2018, 11:49:06, 11:49
Responder #8

JViegas

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(Desculpem o texto longo)

Teria imenso que falar sobre esta Ponte, mas tentarei ser sucinto:

Passo por lá todos os fins de semana para visita a família. A minha mulher, namorada na altura, mudou-se de Lisboa para Alcochete e as viagens feitas ou de barco ou por Vila Franca de Xira, eram um martírio: um pelos número e horários dos transportes rodoviários e fluviais outro pelos kms adicionais que tinha que fazer (quando levava o carro) para chegar a Alcochete.

Eu morando junto à Gare do Oriente, com a construção da Ponte, "logo ali", foi como devem calcular um must, pois chegava mais depressa junto da namorada.

Tive familiares e conhecidos que trabalharam na construção da Ponte, foi um projeto muito ambicioso, mas para mim com problemas de acesso à Ponte que não foram devidamente planeados, por exemplo:

1 - Repare-se no acesso pela 2ª circular (as quantidades de filas que ali se formam para o trânsito que segue para Odivelas/Loures e Montijo/Alcochete). Uma faixa junto aos Ralis que recebe trânsito vindo da 2ª circular (três faixas) e dos Olivais via quartel dos Ralis.

2 - Repare-se no acesso por Moscavide, junto, ou melhor, no túnel da Praça José Queirós e cuja fila, em dias da semana, pode chegar ao Batista Russo.

3 - Repare-se na saída Montijo/Alcochete, em que as filas chegam por vezes  para além das bombas de gasolina da Galp. Imaginem quando existe um acidente naquela zona. Existia/existe imenso espaço para se construir uma saída para Alcochete e outra para o Montijo. Quem projetou estudou isso ou foi ao sabor das expropriações e indemnizações pagas, ou não sabia o que estava a fazer. Não se estuda isso na Faculdade? Estudos, projeções aumento do volume de trânsito, estrangulamento das vias, etc. etc.?

4 - Repare-se no trânsito que se forma quase todas as manhãs de trabalho, em sentido contrário (Montijo/Lisboa), e que for vezes chega até Sarilhos Grandes (que grandes sarilhos) e pior ainda quando existe acidente.

5 - Repare-se nos congestionamentos nas zonas circundantes nos Olivais. Caso tenham espirito de sofrimento, recomenda-se uma viagem de camioneta, numa sexta-feira às 18:00, da Gare do Oriente até Alcochete que pode demorar cerca de 3 horas, caso ocorra um acidente, ou saiam do Vasco da Gama no final do dia em fim-de-semana prolongado e tentem chegar à "outra margem".

O que quero referir com isto é o seguinte: a Ponte é uma mais valia na travessia do Rio Tejo, no entanto os seus acessos estão mal projetados, o que aliado ao aumento de trânsito registado nestes últimos anos, esta situação é penosa para quem tem que se deslocar diariamente entre cidades da outra margem.

Para não falar da completa falta de iluminação para a ligação Ponte/Auto Estrada do Norte ou 2ª Circular. Sei que tem a haver com espaços concessionados, mas porra, falamos de uma das principais entradas de Lisboa.


Se para os Concelhos de Alcochete, Montijo, favoreceu o acesso e o crescimento imobiliário, os problemas de acesso são uma valente dor de cabeça para quem tem que vir dali. Para além de todos os que moram ali e têm que vir trabalhar para Lisboa e arredores, em conjunto com os condutores que "fogem" da Ponte 25 de Abril, entopem tudo, causando valentes incómodos para quem tem que se deslocar diariamente entre cidades.

Não quero imaginar se o aeroporto avança mesmo no Montijo.

Se a Ponte foi boa para os Concelhos da "outra margem" (e para mim que chegava mais perto da namorada), a poluição sonora e porque não ambiental na zona não é de menosprezar.

Lembro que a ponte passa às portas de uma área protegida e se  o estudo de impacto ambiental que foi feito "autorizou" a construção da mesma, não creio que a zona tenha ficado melhor.

Convido-vos a fazer a pé, pela Praia de Alcochete, até aos pilares da Ponte, para repararem na imponência da mesma mas igualmente no impacto que a mesma tem ali na zona. Não seria a alternativa Barreiro/Chelas melhor? Para comboios e pessoas?

Mas falando de motas (pois este é um fórum de motas):

6 - passar ali de maxiscooter em dias de vento é um curso intensivo de controlo de uma maquina em linha reta. Já o fiz e apesar dos seus poucos kms de extensão, chegar ao final do percurso ventoso é doloroso. Imaginem dias de Inverno.

7 - algumas partes do percurso têm remendos no alcatrão que não lembram a ninguém. Para aquilo que se paga em portagem, um tapete novo faria sentido.

8 - por falar em manutenção: ainda ontem passei por lá e na direção Alcochete/Lisboa (no tabuleiro) é impressionante a quantidade de marcas de carros incendiados. Mas não limpam aquilo? Mesmo na berma, os restos que se podem soltar sujam a via de circulação.

9 - segurança: agora melhorou um pouco, tendo sido repintado algumas partes da Ponte, aumentando a berma, mas faltam alguns locais.

Ontem, por exemplo, um carro avariado com o condutor cá fora com duas crianças e acompanhante, estavam no lado de fora, porque ficar dentro do carro é um risco de sermos levados num embate. Mas estavam para lá dos rails de proteção mas muito acanhados. Existem "n" câmaras e nem um aviso existia para redução de velocidade ou aviso de avaria, como costumava existir.

10 - portagens: a "Via Card" permite uma pequena redução na portagem com o inconveniente de um carregamento mínimo de 15€. Nós como motociclistas somos penalizados nesta Ponte pois pagamos como automobilistas (classe 1). Apesar do esforço, tenho Via Card e apenas paro uns segundos e nem preciso de abrir a janela para passar o cartão.

11 - por falar em portagens: porque não mais pórticos de Via Verde? Ontem duas portagens abertas para os utilizadores sem este sistema, fila nas duas vias verde mais à esquerda, e 6 ou 7 pórticos fechados. Enfim...

20 anos passaram, que venham outros 20 com vento, filas e portagens para pagar o que pelos vistos nunca irá ficar pago.



« Última modificação: Abril 02, 2018, 12:05:55, 12:05 por JViegas »