Autor Tópico: Uma 125cc chega ?  (Lida 20246 vezes)

Março 11, 2019, 19:15:56, 19:15
Lida 20246 vezes

2low

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No mais recente evento a Arraiolos, no regresso a Lisboa, parámos (eu, Lourenço, Falcão e Lmferreira) em Vendas Novas para aquilo que acabou por ser "a 2ª Bifana de 2019".
A determinada altura o Lourenço lançou um assunto interessante e que originou este tópico.
Ele lançou a questão de o porquê de a malta estar sempre a querer subir de cilindrada, mesmo que até estejam satisfeitos com a moto que têm, e/ou se uma 125cc não poderá chegar.

Julgo que não esteja equivocado sobre o que foi dito mas Lourenço, corrige-me se alguma coisa não for correcta.

Quanto a este assunto e tentando opinar um pouco sobre tal…
...acho que vai partir de cada um saber exactamente o que espera da moto que irá adquirir, fazendo previamente um plano mental para o que irá servir a moto, se apenas para deslocações citadinas, se alguns passeios por perto, se alguns passeios longos, se apenas para passear, etc...

As 125cc são sem duvida na sua globalidade e para muitos a porta de entrada no mundo das 2 rodas - há quem comece nas trotinetas  ::P: - servindo quase exclusivamente para transporte diário em ambiente urbano. São normalmente motos que permitem manobrar facilmente pelo seu "pouco" peso, mais pequenas e curtas facilitando estacionamento, consumo entre  aproximadamente 1,5Lt/100km e 3,0 Lt/100km na maioria e as mais potentes entre 3,0Lt/100km e mesmo chegando ou ultrapassando ligeiramente os 4Lt/100km (excluindo obviamente as 125cc a 2 tempos) e com velocidades de cruzeiro entre 70Km/h e 100km/h, conforme o modelo (apesar de algumas das mais potentes - 15cv - chegarem quase aos 150kmh não são feitas para andar constantemente a essas velocidades por longas distancias).
Nos primeiros tempos de utilização de uma 125cc, normalmente e por ser uma experiência nova, o entusiasmo é alto levando a querermos andar andar e andar de moto, começando gradualmente a definir distancias como que um objectivo de aprendizagem e conhecimento do motociclo:
-primeiro voltinhas à volta do bairro
-depois ir até determinado local na cidade mas relativamente perto
-e aos poucos indo aumentando a distância
-até que se chega à vontade de fazer coisas "quase impossíveis para nos sentirmos bem" - "ir à serra da estrela de 125cc", "ir de Megelli a qualquer lado sem ela avariar", etc...
Quanto mais nos sentimos à vontade com a 125cc, também aos poucos vamos subindo gradualmente de velocidade máxima e após os primeiros passeios ligeiramente mais longes, mesmo que a 125cc lá chegue e de lá regresse, vamos começando aos poucos a querer um pouco mais de velocidade e sentirmos que a velocidade máxima da 125cc pode não ser suficiente.
O mais certo é em conversa com mais alguém que tenha uma 125cc e que já esteja um pouco mais à frente no "processo de domesticação" moto-homem-moto, é ouvir-se coisas como "vou subir de cilindrada porque raramente consigo fazer uma ultrapassagem sem apanhar um pequeno susto de entretanto vir lá alguém e não ter forma de recolher novamente à minha via".
Talvez por ser novidade e nova experiencia - finalmente comprar uma 125cc para andar de moto - há quem também comece a fazer tabelas mentais de novos limites e barreiras transpostas, tais como "velocidade máxima alcançada", consumo mínimo efectuado, distância percorrida, e por vezes coisas mirabolantes como gasto de pneus num ano. (digo isto dos pneus porque numa 125cc, o normal é um pneu durar e durar e durar… e termos de mudar por já estar plástico e não oferecer segurança por cada vez menor ausência de aderência em piso seco/molhado)
A outra componente de se ter uma 125cc como primeira moto, é o começar aos poucos a fazer passeios com a/o pendura.

Estando o gosto lá bem colocado e entranhado, poderão haver ainda outros motivos pelos quais aos poucos qualquer um deseje algo melhor, algo mais rápido, algo mais confortável, algo mais bonito, algo mais pratico, etc...

O Lourenço disse que não compreende porque razão alguém que já tenha uma 500/600/700/800cc ainda assim queira algo com ainda mais cilindrada.
Acho que o motivo pode ser explicado facilmente com:
-quando se passar de uma 125cc para uma 500/600cc é aqui que existem as diferenças mais facilmente sentidas - aceleração, recuperações e velocidade de ponta
(uma 125cc embala, uma 250cc já acelera qualquer coisita mas com uma 500cc já é uma grande diferença para uma 125cc - as PCX estão excluídas disto  :lolol: )
-quando alguém tem uma 600 e "sobe" para uma 1000cc essas diferenças serão menores, em aceleração ganha-se uns poucos segundos e praticamente poderá é ganhar-se em velocidade de ponta (mas todos que queiram uma 1000cc ou mesmo "só" uma 500cc vão querer andar sempre prego a fundo? E conseguem?
Por outro lado existe um lado mais comercial e "cultural" de "em ter" e alguns de "ter para mostrar". (aqui estou a opinar, sem querer ferir susceptabilidades)
O mercado Português é claramente marcado por isto, "modas" e "deslumbramentos" (como o Tmaxer disse algures) - um país de rotulos, etiquetas e autocolantes.
 :lolol:

Agora para não fugir muito ao assunto, já que já ia com a 6ª embalada...
... há contudo pessoas que basta ter uma qualquer moto para se sentirem realizados e satisfeitos por as utilizarem, mesmo que tenham apenas 49cc ou menos…

Como exemplo de que não existem limites de distancias seja para que veiculo de 2 rodas motorizadas, dois irmãos (Alemães) estão a percorrer os EUA em motorizadas Zundap C50 - deve ser uma aventura e tal... Não me importava!
Mais de 11.000km e com velocidade maxima de 40kmh...  8)
https://www.motorradonline.de/motorradtouren-und-reiseberichte/auf-2-zuendapp-c50-von-bayern-nach-las-vegas.1036582.html

Acho que debitei informação suficiente para quem mais queira opinar, mesmo que esteja com vergonha...
 :nice: :convivio:

nota: já devem existir mais tópicos parecidos
nota2: paralelamente é interessante este assunto https://motomais.motosport.com.pt/noticias/mobilidade-urbana-um-conceito-em-evolucao/
nota3: será que relatei bem "a cena das 125cc" ?







« Última modificação: Março 11, 2019, 20:03:28, 20:03 por 2low »

Março 11, 2019, 20:06:44, 20:06
Responder #1

Moto2cool

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Acho que já se escreveu por aí sobre isto, eu sei que escrevi pelo menos algo sobre a natueza humana e a ambição.
Concordo que entre uma 125 e um 600 existe uma diferença de desempenho para médias/longas distâncias, que pode justificar a escolha, Na 125 principalmente com pendura, a viagem pode ser demasiado lenta.
Mas com as restrições de velocidade, com o custo do combustível, subir da média cilindrada para a alta (1000 ou mais) é apenas gulodice.
É a natureza humana de ambição, competição, ostentação.
De forma simplista diria que acima de 50/60 cv a diferença está já para lá dos limites da lei.
Mas não se leia alguma forma de recriminação de quem quer comprar outras cilindradas, porque o mercado funciona assim mesmo e cada um deve ter a mota que quer e pode comprar, sem moralismos sobre o que deve comprar.
Eu mesmo ando seduzido pela Z1000SX ( ou a S1000FA) embora com a consciência que é puro desperdício. Já agora já viram a MT10 Tourer?  :confetti:
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Março 11, 2019, 20:39:04, 20:39
Responder #2

pjmartinho

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Uma 125cc chega? Sim, chega.

Chega para:
  • voltinhas à volta do bairro
  • ir até determinado local na cidade
  • viagens casa/trabalho desde que não implique andar em auto-estradas
De forma resumida, para situações de deslocação num raio de 15kms chega perfeitamente...fora isto, também vai mas, é preciso que não se tenha horas para chegar ao destino pois o risco de se chegar atrasado é bem grande... ou então tem de se sair na véspera.

Pessoalmente penso que uma 500cc (ou à volta disso) seja a escolha mais acertada para a maioria das pessoas pois já atinge (e mantém) velocidades razoáveis, tem poder de aceleração mais que suficiente para ultrapassar (ou tirar-nos de situações complicadas). Daí para a frente (na cilindrada), já depende do gosto de cada um, da sua necessidade de adrenalina e/ou da sua necessidade de afirmação (os tais rótulos e autocolantes).

Também me parece que muitas vezes as pessoas vão para motas mais musculadas, não pela necessidade do "músculo" mas pelos confortos que oferecem, coisa que numa 125cc é quase inexistente.

Março 11, 2019, 20:47:35, 20:47
Responder #3

Lourenço

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Entendo este assunto como bastante controverso, na medida da subjetividade inerente; somos todos diferentes e na temática das duas rodas não podemos escapar a esta regra e ainda bem, senão como é óbvio as nossas motos seriam todas iguais até na cor. Os fóruns servem para isto mesmo, unir na partilha e diferença, com objetivos comuns.

Diferentes nos objetivos pessoais, nas necessidades de utilização, capacidade financeira, vaidade na medida em que o gosto alheio influencia a nossa escolha, idade atual e com que nos iniciámos, capacidades e caraterísticas físicas, etc.,

O que eu noto é que se nos carros há ainda muita gente que os considera como uma extensão de imagem, há cada vez mais quem os considere como meros objetos de transporte utilitário, havendo inclusivamente uma diminuição de jovens encartados em alguns países europeus e sobretudo nas grandes metrópoles cada vez menos carros de propriedade exclusiva pessoal.

Nas motos a escolha é muito mais emocional. Está carregada de “sonho” de grande viagem, de potência, de velocidade, de prazer e por fim também de utilidade. E, sobretudo, uma espécie de insatisfação relativamente á máquina que se tem. Não que haja descontentamento, por vezes até a defesa da máquina, marca ou modelo, que possuímos é até exagerada caindo no clubismo cego, mas porque desejamos de forma ardente em permanência algo que está sempre mais “acima”, porque é mais potente, porque é mais caro, porque está mais na moda tal ou outro tipo de mota, e que frequentemente vai muito alem do que iremos poder utilizar, porque não temos tempo, há regras de circulação mesmo excedidas em 30 ou 40%, ou nunca iremos por exemplo para um circuito ou para fora de estrada.
A maior parte de nós não equaciona a compra de um grande carro 4x4 porque nunca sai do alcatrão, um superdesportivo porque nunca o vai utilizar num circuito, um carro de rali para o dia a dia ou grande familiar pesado e enorme só a pensar em grandes viagens que eventualmente serão poucas ou nenhuma.

Nesse sentido, e falámos disto também ao redor das nossas bifanas, há quem depois de uma 125 passe por várias etapas, com o correspondente custo financeiro e de eterna continuação de sonho ainda por realizar e quem vá diretamente a algo mais consequente em termos de cilindrada e potencia nos diversos tipos de duas rodas e esta segunda via parece-me mais lógica mesmo que implique mais tempo de "espera". Temos ao nosso alcance motos que por mais 1000/2000€ nos oferecem algo mais que os 30 cv de uma 300 e que já podem satisfazer numa voltinha maior embora não deixe de concordar também com quem afirma que as 300 são o compromisso ideal para quem faz muita cidade e suburbano, mas não deixa de ser só um compromisso racional e com pouca emoção.

Uma certeza eu tenho: As 125 são insuficientes em quase todos os domínios, exceto talvez nos consumos, mas por mais 1, 2 ou 3€ aos 100 km mesmo esta vantagem fica inevitavelmente posta de parte. Haverá uma outra vantagem, a aprendizagem de condução, evocada por alguns, mas eu não concordo devido á perigosidade das 125 fora da cidade por entrarem facilmente em conflito com a restante circulação por incapacidade de resposta para saírem de situações complicadas e a ciclística possuir um rácio de segurança menos positivo e apurado relativamente a determinadas capacidades que oferecem. Ontem por exemplo verifiquei, e agradeço aos companheiros que me aturaram nos meus pachorrentos 100/110 km/h reais por vezes menos, que alem de estar a fazer consumos superiores a algumas motos de maior cilindrada, estava eventualmente a incorrer em menos segurança alem de, penso eu, estar a fazer um esforço físico e de concentração maiores para acompanhar e ser acompanhado, que a maioria dos que comigo partilhavam o passeio. E, para quem não sabe, alem da ponte Vasco da gama foi tudo em nacionais (boas).

Foi impecável o passeio de ontem a Évora e Arraiolos, com o bónus de Vendas Novas, onde perdemos a noção do tempo, tal a conversa era interessante e eu terei sido uns dos que mais aproveitou este passeio que alem do convívio nos ensina sempre algo acerca do que nos une que é a paixão pelas motas (e aspiradores).
(isto são opiniões, não são verdades, não importa, ninguém vai ler isto, é muita letra)
« Última modificação: Março 11, 2019, 20:59:38, 20:59 por Lourenço »

Março 11, 2019, 20:52:41, 20:52
Responder #4

tiagofo20

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Acho que o principal inconveniente das 125cc é ter de levar pendura, ainda este fim de semana fui dar uma voltinha, com ~135kg de carga na minha CB125F, as subidas são um pouco penosas (até para o motor). Já para não falar nos pneus finos da mota, 1 disco à frente e tambor atrás, com o peso extra do pendura as travagens têm de ser mais antecipadas, e com piso molhado... Nem me atrevo.

De resto, AE tento evitar porque não lhe dou o devido uso, vou pela nacional e aprecio mais a viagem.

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Março 11, 2019, 20:55:01, 20:55
Responder #5

NunoMiguel

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É tão difícil generalizar... cada pessoa é uma pessoa e cada caso é um caso. Eu tinha uma Forza 125 e estava super satisfeito. Detesto andar em auto estrada, e nas poucas vezes que o faço nao passo muito dos limites legais. Nas nacionais, a minha 125 era tão rápida como o veículo mais rápido que por lá andasse.

Mas um dia tirei a carta, e fiquei encantado com o funcionamento e comportamento das motas. Tinha que ter uma, e tinha a carta na mão... já não podia ter uma 125, era só isso...

Março 11, 2019, 21:09:25, 21:09
Responder #6

tiagofo20

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Onde trabalho tem quem leve a sua 125cc 99% dos dias e tem quem tenha uma África Twin na garagem quase todo o ano porque o facto da mota gastar tanto como o carro a gasóleo pesa no psicológico.

Atenção, apesar de estar a puxar a brasa às 125cc, sei que é uma questão de tempo até subir de cilindrada. Mas quando o fizer espero continuar a dar tanto uso à mota como agora, senão mais vale não mexer.

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Março 11, 2019, 21:27:35, 21:27
Responder #7

dfelix

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Ele lançou a questão de o porquê de a malta estar sempre a querer subir de cilindrada, mesmo que até estejam satisfeitos com a moto que têm, e/ou se uma 125cc não poderá chegar.

E tu que tiveste uma 125, passaste para uma 650 e agora tens uma 1050 não soubeste responder?
 ;)

Onde trabalho tem quem leve a sua 125cc 99% dos dias e tem quem tenha uma África Twin na garagem quase todo o ano porque o facto da mota gastar tanto como o carro a gasóleo pesa no psicológico.

Tenho uma 125cc na garagem e nas últimas semanas até tenho andado no dia-a-dia com uma 1200cc que por sinal gasta 1/3...
 :D

Tal como o NunoMiguel escreveu... é tão difícil generalizar!
 :D

Março 11, 2019, 21:57:33, 21:57
Responder #8

Moto2cool

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Tenho uma 125cc na garagem e nas últimas semanas até tenho andado no dia-a-dia com uma 1200cc que por sinal gasta 1/3...


A tua 1200 gasta um terço da 125?  :???: 
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Março 11, 2019, 22:31:35, 22:31
Responder #9

dfelix

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Consigo fazer consumos de 4.5 na bmw. Na cagiva é raro baixar dos 8. O normal é 10-12. A que se soma o autolube.  :D

Março 12, 2019, 09:46:48, 09:46
Responder #10

Nuno YB

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Uma 125 não chega, como assim? Estamos a falar de RAZÃO ou PAIXÃO?

Se formos pela RAZÃO, sim, chega. A velocidade atingida por uma 125 é mais que suficiente para exceder os limites de velocidade nas cidades e nacionais, algumas até em auto-estrada. As mais modernas gastam pouco, são leves e de manutenção "barata". Uma excelente opção, se não fosse...

A PAIXÃO. E é aqui, na minha opinião, que as coisas se "complicam". Qualquer pessoa que goste de andar de moto ( que goste mesmo, não o utilizador comum, que usa a moto como uma alternativa economica ao automovel e/ou mais rápida em relação aos transportes publicos ) e que já andou de moto sabe que elas transmitem sensações "estranhas". Uma 125 nunca vai passar esse tipo de sentimento, a não ser que seja uma antiga 125 a 2 tempos, como a RS125 da Aprilia ( que, não sendo um canhão, nada tem a ver com as 125 actuais ).

Se me "bastava" uma PCX, por exemplo, para o quotidiano semanal e ir ás compras no Domingo? Sim, provavelmente, bastava. Mas não é isso que eu quero de uma moto, tem que ter mais "qualquer coisa". Já não sou gajo de andar acima dos 200 mas gosto de estar na estrada e ter punho para ultrapassar um carro, ou sentir aquele empurrão do vento no peito. Admito, claro, que para muitos seja o suficiente. Para mim... não, com toda a certeza. Chego ao desplante de afirmar com toda a convição que, se não puder ter uma MOTO, prefiro não ter nada. Posso dizer que, depois de vender a R6 em 2008 por motivos economicos e familiares, estive até 2018 sem moto. Poderia muito bem ter trocado a R6 por uma 125, mais barata, sem IUC, mais economica... mas não, preferi ficar quieto e não me arrependo.

Espero que o pessoal das 125 não veja mal neste post, é apenas a minha opinião pessoal, baseada nas minhas escolhas pessoais e que em nada tento desclassificar ou diminuir quem opta por essa cilindrada, sendo sccoter ou outro tipo.
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Março 12, 2019, 10:53:39, 10:53
Responder #11

JViegas

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A escolha de uma mota independentemente da cilindrada é uma escolha mais ou menos racional e a cada um diz respeito e se faço uma escolha mais racional que emotiva não quer dizer que não retire prazer do uso da mesma. Tudo depende do que pretendo retirar no uso da máquina, se ao prazer adicionar o racional no seu uso tanto melhor. Mas, mais uma vez, cada um sabe de si.

O que difere então?

A lei das 125cc, para o bem e para o mal, revitalizou um mercado moribundo. Quantos stands não andavam por aí com sérias dificuldades para manter portas abertas?

A lei das 125cc, permitiu ainda uma nova mentalidade de mobilidade nas cidades. Quem andava de carro começou a andar de mota porque lhe saia mais comodo e talvez mais barato.

Se a descoberta do prazer em andar em duas rodas não puder começar por esse uso mais racional, então existe uma maior diferença nas 125cc do que as suas limitações mecânicas.

Mais do que racionalizar é preciso consciencializar. Porquê?
Para que quem venha de enlatado não tenha os mesmos comportamentos aos comandos das duas rodas, independentemente da cilindrada que conduz.
Que o uso de uma 125cc não é seguro para viagens em vias rápidas seja na tentativa em manter-se no ritmo do trânsito, seja nas tangentes que podem fazer dada a pequena  presença das mesmas.
Que quem procura por uma 125cc em fóruns é 90% de alguém que precisa de uma alternativa à sua mobilidade.


Março 12, 2019, 11:51:07, 11:51
Responder #12

Buda

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Acho que a resposta é NIM...

Eu tenho uma 125 há quase  3 anos e tem sido a mota ideal para o uso que lhe dou, de resto foi a pensar nisso que a adquiri... Não sou como dizem os nossos amigos brasileiros "motoca raiz" da old school... sou da fornada da lei das 125 que pôs um encartado de carro a andar de mota para vencer o transito de forma económica...

Mas ao contrário do primeiro cigarro, que a ninguém sabe bem, mas por moda, pressão social, necessidade de ter algo em comum com alguém ou whatever se continua até não saber mal e quando se dá conta tem-se um vicio, este vicio da mota sabe bem logo desde a primeira volta ( ou terceira ou quarta vá a primeira pode não ser prazerosa pelo receio e nervos presentes não se aproveita como deve de ser )

Quero com isto dizer que apesar de ter começado como uma alternativa prática e económica ao carro,andar de mota tornou-se um prazer, tanto que fui tirar a carta para poder continuar alimentar o bicho e poder subir de cc.

Mas perante nova aquisição fico com uma duvida... Continuar nas scooters/maxiscooters visto que faço essencialmente cidade, dou primazia á arrumação, e aos fds uns passeios não muito distantes com pendura para os quais a 125cc nao se negando, já sofre ( e faz sofrer xD) ( RAZÃO) .

Ou pensar numa moto em que abdicarei de arrumação talvez algum conforto e praticidade em detrimento de alguma diversão e emoção na condução ( PAIXÃO)...

Independentemente da duvida RAZÃO/PAIXÃO uma coisa é certa, é para subir de CC... por conforto e segurança há que subir!Como o moto2cool disse penso que isto só se aplique na subida de 125cc para outras superiores e não de média para alta cc...

Por isso as 125cc chegarão sim mas creio que não para sempre... É uma espécie de estágio/fase inicial creio que ainda mais aconselhado a quem já tenha experiência de condução de 4 rodas para se poder habituar ás diferenças entre conduzir 2 e 4 rodas com mais segurança e menos surpresas xD...

Porque se for alguém (maior de idade) que tire carta de mota e nunca tiver andado na estrada/transito ( esteja livre de vícios e hábitos) acho que a 125cc é uma perda de t€mp€ no minimo começar numa 300cc...


« Última modificação: Março 12, 2019, 11:52:16, 11:52 por Buda »

Março 12, 2019, 11:56:22, 11:56
Responder #13

Quico

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Para fugir à regra cá vai o meu testemunho

Por questões de logística cá em casa, vou de carro todos os dias para o trabalho (hoje até vim de mota mas é muito raro) portanto a história da mota pelo trânsito ou pelos gastos não se aplica.

Importa referir que uma 125cc ocupa pouco espaço na garagem, consome pouco, não pede pneus, não paga imposto, e o seguro é baixo.

Tenho a certeza que se tivesse uma mota superior, com os consumos, preço de pneus etc, me iria "encolher" na hora de sair de casa sem destino.

Drawback:
Surpreendentemente, a minha esposa "ganhou-lhe" o gosto e passei a andar a dois, o que não estava à espera, à pequena CB falta-lhe pulmão e muitas vezes começo a coçar a cabeça e a pensar se não deveria ter comprado "melhor".

Neste momento penso assim:
As 125cc de 15cv têm preços absurdos, mais vale comprar uma "mota a sério"
Para subir para os 300cc, por pouco mais estica-se a corda até ao que considero aceitável em termos de imposto, os 750cc.
E aqui começo a olhar para uma nc750 por ex, ou uma versys650 e depois percebo que são grandes, ocupam espaço que não tenho, e os consumos e custos associados não me vão permitir andar nela sempre que me der na gana. Basicamente ganha-se na emoção mas corta-se na diversão.

Bem vistas as coisas, no sábado passado fiz um passeio de 160km a dois que foi óptimo e correu lindamente, se teria ido melhor numa 750? claro que sim, mas quem não tem cão caça com gato. Convém não esquecer que os momentos quem os faz somos nós e não a mota, seja sozinho, com a mulher ou com os amigos.

Resumindo e baralhando, (que também já vou embalado em 5ª velocidade de pensamento) sim, 125cc para mim chega.
« Última modificação: Março 12, 2019, 14:15:03, 14:15 por Quico »

Março 12, 2019, 13:56:24, 13:56
Responder #14

tiagofo20

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Neste momento penso assim:
As 125cc de 15cv têm preços absurdos, mais vale comprar uma "mota a sério"
Para subir para os 300cc, por pouco mais estica-se a corda até ao que considero aceitável em termos de imposto, os 750cc.
E aqui começo a olhar para uma nc750 por ex, ou uma versys650 e depois percebo que são grandes, ocupam espaço que não tenho, e os consumos e custos associados não me vão permitir andar nela sempre que me der na gana. Basicamente ganha-se na emoção mas corta-se na diversão.

Entendo a maneira de pensar, mas acho que nas 300cc podes encontrar o melhor dos 2 mundos. É um salto significativo na performance, mais aceleração para ultrapassagens, mais força para aguentar viagens com pendura e nos contras não são tão grandes como passar de uma 125 para uma 750.

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Março 12, 2019, 14:40:56, 14:40
Responder #15

dfelix

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Costumo dizer que os "mínimos olimpicos" estão na casa dos 70cv com entrega linear.
Ou seja, as specs que habitualmente encontramos nas actuais twins de média cilindrada como a MT07, SV650, Z650 e respectivas derivadas.
É um excelente compromisso entre o não ser "demasiada moto" para alguém inexperiente ao mesmo tempo que permite alguém experiente não se aborreça a médio-longo prazo.

Refiro-me naturalmente a motos.
As scooters são uma opção de mobilidade em que habitualmente o lado emocional não tem grande peso.
Exceptuando talvez estes recentes devaneios como a X-ADV.

Aliás, ao contrário do que acontece nas scooters, as motos 125 são habitualmente uma fase de aprendizagem. E as motos 300 são de transição.
Dificilmente alguém se mantém por um longo período de tempo com elas.


Março 12, 2019, 14:50:39, 14:50
Responder #16

Quico

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Aliás, ao contrário do que acontece nas scooters, as motos 125 são habitualmente uma fase de aprendizagem. E as motos 300 são de transição.
Dificilmente alguém se mantém por um longo período de tempo com elas.

Concordo, por isso é que considero passar para 300 um erro.
Ou bem que se tem carta e se começa por aí, ou se vier de uma 125 é passar para maior.

Março 12, 2019, 15:29:00, 15:29
Responder #17

LeoLopes

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Se chega ...!

 




Março 12, 2019, 16:06:57, 16:06
Responder #18

Svitre

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Estou a ver que sou uma excepção à regra  :D

Andei de mota (scooter 50 cc) uma vez em 1999, dei um espalho e esmurrei os joelhos, desde então nunca mais andei de mota nem nutri grande paixão pelas duas rodas.
Quis o destino que eu demorasse 2 horas para atravessar a ponte 25 de Abril em Agosto de 2017 e que me deleitasse com dezenas de motas/scooters a passar por entre os carros, todos de sorriso estampado no rosto conforme se podia ver pelos capacetes "Jet". A minha filha mais nova, com 6 anos na altura, disse-me: - "Oh pai, se tivesses uma mota já tinhamos passado". Foi aí que aconteceu o click.

Decidi que iria tirar carta de mota e comprar uma mota.
Fiz três coisas que não me aconselharam a fazer:

1) Decidi comprar uma mota nova como primeira mota;
2) Decidi comprar uma mota "grande" em vez de uma 125/300/500;
3) Comprei uma mota sem nunca ter andado numa igual.

Comprei a mota a 27 de Abril de 2018 e neste momento tem 15 K

Fica o meu testemunho para continuar a linha de não se generalizar  :lolol:

Março 12, 2019, 16:26:25, 16:26
Responder #19

Svitre

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Daqui por um ou dois anos vai-se a DL650 e vem a KTM SAS 1290 :yeah:

Março 12, 2019, 16:37:24, 16:37
Responder #20

2low

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Daqui por um ou dois anos vai-se a DL650 e vem a KTM SAS 1290 :yeah:

 :cool: :convivio:

Março 12, 2019, 17:07:45, 17:07
Responder #21

dfelix

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Concordo, por isso é que considero passar para 300 um erro.
Ou bem que se tem carta e se começa por aí, ou se vier de uma 125 é passar para maior.

As 300 de hoje em dia é algo que supostamente deveria ocupar o lugar das 125 a 2T de há 20 anos atrás.
Fazem sentido para o puto de 18 anos recém-encartado e "cheios de sangue na guelra"...
Apesar de que a maioria depois acaba por ir buscar um canhão com 100cv ou mais mas limitado aos 35kw no livrete!

Para um adulto vacinado sem as limitações da A2 é uma total perda de tempo e dinheiro.

Março 12, 2019, 19:11:13, 19:11
Responder #22

Vasco Gama

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Cada caso é um caso!

Comecei nas 50cc, passei para a DR350, ZX7R, FZR1000, F650GS, tdm900, CBF1000 e agora baixei para NC700x!

E neste momento tiro mais prazer da nc que estava a tirar da CBF1000!

Uma mota pesada, gulosa, e eu não fazia uso daquele motor, nem em viagens!

São pessoas, são momentos!!

Acho que em portugal as pessoas dão demasiada importância ao que os outros pensam e dizem!

Conheço alguém que tem uma KTM 1290 e depois anda sempre em modo chuva pois falta kit de unhas!!
« Última modificação: Março 12, 2019, 19:12:29, 19:12 por Vasco Gama »
Omnia tempus habent

Março 12, 2019, 22:38:22, 22:38
Responder #23

Africandruglord

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Cada um sabe de si, a mim não chegou nem para começar.

Mas também tenho uma bicicleta, em descidas anda quase tanto e conta como cardio.
« Última modificação: Março 12, 2019, 22:42:59, 22:42 por Africandruglord »

Março 12, 2019, 22:42:40, 22:42
Responder #24

2low

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Cada um sabe de si, a mim não chegou nem para começar.

Mas também tenho uma bicicleta, em decidas anda quase tanto e conta como cardio.

 :lolol:  :yeah:

Março 12, 2019, 23:11:35, 23:11
Responder #25

TMXR

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E em modo de chuva já anda que se farta... já tens o dobro da potência de uma A2!


E se o desgraçado tem de a andar na moto no dia a dia não aguenta aquele motor sempre a pedir carga  :D  :D


E muita gira a malta no café ou no fórum dizer que tem 1300 com 160 cavalos mas ou não se consegue andar com os modos de sport/road/touring em cidade ou trânsito intenso... (bem, conseguir óbviamente consegue-se mas e mesmo que querem fazer BTT dentro da casa de banho... gozo = 0)

Em estrada aberta... aí metam a cavalaria toda e “show de bola”








Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Março 12, 2019, 23:27:07, 23:27
Responder #26

TMXR

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Respondendo ao tópico...


125 chega?

Sim... para aprender... para circular em cidade.


Se a deslocação for grande e meter AE, então torna-se cansativo ir sempre de punho trancado e desconfortável não ter reserva de potência, nem conseguir rodar a velocidade que se pretende.


Isto sem nenhum prejuízo para as 125... são ótimas para o serviço.


Agora... viajar, fazer longas tiradas? Também o fazem, mas já e uma aventura...




Agora...125, 300, 600, 800... 1200... tudo depende daquilo que o dono pretende, do uso que pretende dar e obviamente da disponibilidad€  :nice:

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Março 13, 2019, 06:45:25, 06:45
Responder #27

mneves

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Sim ,mas depende do tipo de percurso  a fazer pois em estrada ja sao curtas.
Acima disso ha muita opção  a ter em conta para nao fazer como os " espertos " que se apanham  diariamente no transito e em Lisboa  com os seus " canhões " a levar  " tareias" e depois  ficam chateados pois nao conseguem dar vazão  a tanto motor  e falta de unhas pois  tem a mota  errada para certo tipo de percurso

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membro numero 16

Março 13, 2019, 08:33:55, 08:33
Responder #28

Vasco Gama

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Respondendo  ao tópico:
Sim ,mas depende do tipo de percurso  a fazer pois em estrada ja sao curtas.
Acima disso ha muita opção  a ter em conta para nao fazer como os " espertos " que se apanham  diariamente no transito e em Lisboa  com os seus " canhões " a levar  " tareias" e depois  ficam chateados pois nao conseguem dar vazão  a tanto motor  e falta de unhas pois  tem a mota  errada para certo tipo de percurso

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Exacto, moda em vez de necessidade!

Adoro motas, mas tenho que tirar partido delas, e como praticamente só tenho oportunidade de andar alguns fins de semana em passeio, e fazer uma duas viagens por ano (500/600kms) achei que a NC era o mais acertado!

Com a CBF1000 não podia vir sequer para o trabalho diariamente com ela nos dias de sol, não ganhava para a gasolina!

Um trajecto de 30 kms para cada lado diariamente, e quase sem transito não fazia menos de 6.5/7lts sem apertar muito!
Omnia tempus habent

Março 13, 2019, 11:16:45, 11:16
Responder #29

dfelix

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Acima disso ha muita opção  a ter em conta para nao fazer como os " espertos " que se apanham  diariamente no transito e em Lisboa  com os seus " canhões " a levar  " tareias" e depois  ficam chateados pois nao conseguem dar vazão  a tanto motor ...

O que queres dizer com levar "tareias"?

Os "canhões" que habitualmente se tornam penosos de conduzir no transito deve-se sobretudo ao tipo de motorização.
E a 1290 é um excelente exemplo. Pois estes bicilídricos hiperquadrados tendem a "bater" em baixas obrigando a recorrer à embraiagem para não se andar a soluçar entre filas a baixa velocidade.
Mas fora isso... é tranquilo.

Se por "canhões" estivermos a falar de superdesportivas não é muito diferente.
Aliás, mesmo estes inline-four que anunciam 200cv são motorizações bastante dóceis nos baixos regimes.
O "problema" de motos deste tipo no trânsito é habitualmente a pouca amplitude na direcção. Mas isso só se faz sentir em transito compacto em que seja necessário virar 90º para passar entre dois carros parados e seguir viagem por entre outras filas.

A malta que vejo mais aflita no trânsito costuma o pessoal que anda com malas. E porque obviamente em alguns locais não cabem...
Mas isto aplica-se tanto a quem anda de GS como a quem anda de TRK.


Março 13, 2019, 15:35:51, 15:35
Responder #30

Lourenço

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Acho que o mneves estava a referir-se a um pior significado (para mim) da expressão "tareias", no sentido e como resultado de falta de habilidade (as tais unhas) na competição e picanço diários na circulação. Se for isso espero que o mneves consiga fazer mais estrada sem pensar desta forma, mais zen, se não for as minhas desculpas. :)