Autor Tópico: classe exclusiva para motociclos para cobrança de portagens, com preços pela me  (Lida 8226 vezes)

Março 27, 2019, 22:56:50, 22:56
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Moto2cool

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Afinal, quanto vale uma recomendação dos deputados ao governo? No caso das portagens mais baratas para motociclos já lá vão duas votações a favor, mas até hoje não mudou nada. Como esta, há muitas situações.
 Governo ignora recomendações dos deputados. Portagens para motociclos são exemplo
Ex-ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social Pedro Mota Soares| Fotografia cedida pelo próprio
Há mais de um ano a Assembleia da República votou a favor da criação de uma classe exclusiva para motociclos para cobrança de portagens, com preços pela metade. É a resolução n.º21 de 2018, aprovada a 5 de Janeiro e publicada em Diário da República no dia 25 do mesmo mês, sem consequências práticas até hoje.

A resolução recomenda ao governo liderado por António Costa que, ponto um: "Crie uma nova classe de veículos para aplicação de uma mesma tarifa de portagem, correspondente aos motociclos, independentemente do seu método de pagamento" e, ponto dois: "Defina que a tarifa de portagem para aplicação aos motociclos seja equivalente a 50% do valor correspondente à classe 1".

Acontece que, mais de um ano depois, está tudo na mesma. Tão igual que a Associação Portuguesa das Sociedades Concessionárias de Auto-estradas ou Pontes com Portagens disse ao SAPO24 que entende que "o assunto extinguiu-se "per se"", "tendo passado mais de um ano sem que nenhuma medida legislativa tenha sido tomada na sequência dessa recomendação".

O advogado Rodrigo Esteves de Oliveira, professor na Universidade de Coimbra e sócio da Vieira de Almeida, Sociedade de Advogados, explica que a resolução "é uma figura híbrida, juridicamente esquisita e heterogénea. É reconhecida pela Constituição, mas o seu valor é residual". Isto porque "não vincula o governo". Mas, como "não tem prazos legais", também "não caduca". Ou seja, tem valia política e não legal, pelo menos não são conhecidos casos em que uma resolução tenha sido impugnada nos tribunais, por exemplo.

O ministro do Planeamento e Infra-estruturas Pedro Marques que era quem tinha esta pasta até ao final de fevereiro, antes de ser apontado para o Parlamento Europeu, optou por não comentar, nem agora nem há um ano. O seu assessor de imprensa, João Morgado Fernandes, limitou-se a dizer, há meses, que "quando achar oportuno o governo pensará no assunto". Quando? "Não tem de dar satisfações".

O controlo da aplicação das recomendações cabe aos deputados, que são quem propõe e vota as resoluções, chumbando-as ou aprovando-as. Só que, no caso, é a segunda vez que aprovam a mesma medida, com cinco anos de diferença. A pergunta impõe-se: para que servem então as resoluções da Assembleia da República?

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José Ribeiro e Castro, advogado e político, já esteve dos dois lados, governo (foi secretário de Estado-adjunto do vice-primeiro-ministro Diogo Freitas do Amaral) e deputado (em seis legislaturas): "A resolução não se pode banalizar ou cai no ridículo e já ninguém liga", afirma. "Da mesma forma que não se fazem leis à trouxe-mouxe, também não se podem fazer resoluções. As resoluções devem ser reservadas para grandes momentos da política e do Parlamento".

O que se passa hoje é bem diferente. "Se há um problema de falta de tesouras ou de material cirúrgico num hospital, não é preciso uma resolução. No entanto, porque um partido a apresenta, os outros não querem ficar atrás. E então há um chuveiro de resoluções, uma coisa sem pés nem cabeça", continua Ribeiro e Castro. "Para isso, há as chamadas resoluções de compromisso, que é quando existem vários textos sobre a mesma matéria: força-se um texto conjunto. Mas no Parlamento gerou-se o hábito de as pessoas gostarem de votar opiniões, quando não tem nada que o fazer. Sobre o problema muito grave da falta de tesouras e equipamentos cirúrgicos, faz-se uma intervenção, uma declaração política, uma interpelação. O problema, aqui, são as agendas partidárias. Penso que devia haver alguma economia [neste instrumento] ou desprestigia-se por completo. Graças a Deus os cidadãos não lêem o Diário da República, caso contrário percebiam o caos".

De facto, na última edição em foi publicada a resolução sobre os motociclos, foram publicadas outras resoluções. Só na mesma página, aliás, há mais três: a Assembleia da República "recomenda ao governo a realização de um estudo sobre as implicações da saída do Reino Unido da União Europeia para a economia portuguesa", "recomenda ao governo a construção imediata do IC35 entre Penafiel e Entre-os-Rios" e "recomenda ao governo que crie um grupo de trabalho para prevenir e lidar com casos da 'Síndrome de Noé', mais conhecida por acumulação de animais". Todas assinadas por Eduardo Ferro Rodrigues.

O caso dos motociclos é ainda mais particular, dado que é a segunda vez que a Assembleia da República aprova uma resolução no mesmo sentido. A resolução é, muitas vezes, "uma solução um pouco preguiçosa. O Parlamento pode sempre recorrer ao instrumento legislativo: faz uma lei e muda as coisas. Mas isso dá trabalho, e implica assumir a responsabilidade, política e financeira, é mais fácil atirar barro à parede e gerar a discussão: a Assembleia da República deu a ordem para ser feito e o governo não faz", conclui José Ribeiro e Castro.

O que dizem os deputados motoqueiros

O projecto de resolução em causa foi apresentado pelo Bloco de Esquerda e aprovado com a abstenção do PSD e uma declaração de voto do PCP. O CDS votou a favor. O deputado Pedro Mota Soares, ex-ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, critica o governo: "O que me parece grave é o governo ter ignorado a recomendação da Assembleia da República". "As resoluções têm o valor que o governo lhes quiser dar, só que o povo é soberano e está representado pela Assembleia da República, portanto, o governo tem de lhe responder. Muitos portugueses precisam das suas motas para terem uma mobilidade normal".

Pedro Mota Soares desloca-se quase todos os dias na sua Scooter 125, entre Cascais e Lisboa. E também é a favor de tarifas mais baixas para motociclos, "que não provocam o mesmo desgaste da estrada que outros veículos Classe 1", como os automóveis ligeiros. No entanto, o governo PSD-CDS, de que fez parte, também não cumpriu esta resolução quando ela foi aprovada pela primeira vez, em 2013.

"Em 2013 não houve renegociação de concessões e estávamos num cenário diferente, com a saída da bancarrota e o país limitado nas suas escolhas. Agora já está em condições de suposta normalidade", contesta. "Mesmo assim este governo não assumiu esta medida, nem como uma prioridade nem como recomendação a ter em conta. Não a assumiu de todo".

Para Pedro Mota Soares fazia sentido um estudo para medir impactos, quer do desgaste das auto-estradas pelos motociclos em comparação com outros veículos, quer financeiros. "Sabemos que implica renegociar contratos e que leva tempo, mas é revoltante que o governo nada faça", diz. A renegociação de contratos com os concessionários é, aliás, um dos motivos por que o deputado do CDS considera que a Assembleia da República optou por não legislar sobre o assunto: os dados estão do lado do governo.

Esta é uma reivindicação antiga, e os argumentos dos motociclistas são vários: as motas têm um peso bastante inferior a um automóvel ligeiro e outros Classe 1 e uma superfície de contacto menor, o que resulta numa menor acção de desgaste da estrada. Tem ainda benefícios quanto à emissão de gases poluente e deixa fluir o trânsito, além de ocupar menos espaço na faixa de rodagem. "Nos grandes centros urbanos alivia estradas e transportes públicos", diz o deputado.

Quem se desloca de motociclo e tem Via Verde tem um desconto de 30%, mas as SCUT ficam de fora e a ponte Vasco da Gama também. Sobre este facto, a Comissão Nacional de Protecção de dados (CNPD) emitiu um comunicado a lembrar que nenhum cidadão deve ser discriminado por ser ou não cliente da Via Verde.

Apesar da abstenção do PSD, o SAPO24 quis saber juntos dos deputados deste grupo parlamentar que se deslocam de mota se concordam ou não com a redução dos preços das portagens para motociclos. São três - Miguel Santos, Simão Ribeiro e António Leitão Amaro - e a opinião foi unânime: sim.

O deputado Miguel Santos absteve-se, seguindo a disciplina de voto dos sociais-democratas. Mas concorda que o facto de o governo não cumprir as recomendações da Assembleia da República "mostra que as resoluções só para inglês ver". "Esta é uma reflexão que temos de fazer", já que uma resolução não é mais do que "a manifestação de um desejo que as coisas aconteçam num determinado sentido", mas sem qualquer vinculação para o governo.

Vale então a pena votar estas resoluções e publicá-las em Diário da República ou é isso uma perda de tempo? Miguel Santos acredita que um dos mecanismos de eficácias é "o controlo político", mas admite que "as matérias vão-se sucedendo e o mediatismo de uns assuntos abafa outros". No caso específico das portagens para motociclos, lembra que "o facto de o Bloco de Esquerda e de o PCP articularem tudo com o governo pressupõe que as recomendações vão ser postas em prática", mas "cada vez há mais portugueses a descobrir que o seu primeiro-ministro é um aldrabão". Dono de uma BMW de 2006 "em terceira mão" em que faz muitas vezes o percurso Porto-Lisboa-Porto, o deputado não conhece nenhum estudo técnico que indique que uma mota provoque o mesmo desgaste que um automóvel Classe 1.

Simão Ribeiro tem uma BMW R 1200 GS e que faz muitas vezes o percurso na companhia de Miguel Santos. Utiliza a mota mais "para fins recreativos e passeios de fim-de-semana", até porque, como vive em hotel, a sua vida exige outra logística. Mas considera-se "um aficionado" e diz que "a mota é muito mais prática em termos de trânsito". Confessa que se absteve na votação, "não porque não concorde com a resolução - porque concordo -, mas por posicionamento político. A proposta foi apresentada pelo Bloco de Esquerda, e entendemos que não devia ter a nossa [PSD] reprovação, mas devia ser assumida pela maioria que suporta a governo. Como a resolução não está a ser cumprida, o BE vai ter de repisar o assunto e prestar contas em matéria de fiscalização [do seu cumprimento]. Mariana Mortágua, no entanto, não respondeu às perguntas dirigidas ao Bloco de Esquerda.

Como os outros que têm mota, Simão Ribeiro afirma que nesta altura "trata-se de maneira igual o que é desigual". "Um motociclo não se pode comparar com um veículo normal a vários níveis, desde o menor desgaste que provoca na via, pelo peso e volume que ocupa, à capacidade de não criar filas e permitir mais fluidez do trânsito, até à poluição que provoca, que é inferior à de um ligeiro. Além disso, há pessoas a quem faz mesmo diferença em termos de orçamento", uma mota é mais barata do que um automóvel.

Posto isto, o deputado concorda que "nos últimos anos as recomendações ao governo foram-se generalizando, senão banalizando" e "o governo em exercício coloca estas e outras resoluções na gaveta". Apesar disso, diz, "há valor político em projectos desta natureza e o grupo parlamentar do PSD coloca nesta agenda política matéria que considera importante e que não tem outra forma de apresentar [ao executivo]". Quando o governo não cumpre, é sempre possível recorrer a outras formas de pressão, "como perguntas escritas e orais, debates plenários ou voltar e introduzir o tema na agenda". Os motociclistas vão-se organizando em manifestações de descontentamento, como aquela que ocorreu no início de fevereiro e que terminou na Praça dos Restauradores, em Lisboa. Quanto à Assembleia da República, dizem que à terceira é de vez.

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/governo-ignora-recomendacoes-dos-deputados-portagens-para-motociclos-sao-exemplo
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Março 28, 2019, 07:50:27, 07:50
Responder #1

Sapiens21

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Até agora não aconteceu...e vai manter-se assim.

O interesse do Governo é continuar sem tomar uma medida legislativa nesse sentido....mas ainda uma que tenha sido tomada na sequência de uma recomendação.

Nem o mencionado Pedro Mota Soares faz pressão digna de se ver "whatsoever".

Aliás, no artigo mencionam que faz quase todos os dias Cascais-Lisboa na sua 125cc...o que duvido muito de tal veracidade.  :-\
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Março 28, 2019, 10:23:00, 10:23
Responder #2

TMXR

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Até acredito. Vês montes de Malta de fato e gravata de scooter em Lisboa  ;)



Agora, quanto a questão da classe das portagens, o estado nao deve querer renegociar com as concessionárias, pois estas exigirão contrapartidas e as “migalhas” que o centeno deve ter para dar já as estoirou nos passes.


Por outro lado, o estado e desonesto, pois na rede scut nem os 30% de desconto da VV.


Isto tudo, o elevado custo das portagens (e combustível) vs baixos rendimentos leva a que cada vez mais pessoas se afastem para às nacionais
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Março 28, 2019, 11:19:46, 11:19
Responder #3

meneses85

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Vale de muito andar-se a fazer manifestações de motociclistas para reivindicar certos aspectos (como o caso da classe de portagens)?
Claro que não... o que vai acabar por acontecer é darem muito nas vistas para a circulação de motociclos de todos os variados tipos e mais alguns (com algumas alterações a nivel de segurança por exemplo) em que depois o governo acabe por dar ainda mais "poder" às autoridades para não facilitarem nas multas a passar (muita sorte temos "nós" com as autoridades muitas das vezes a fechar os olhos a muita coisa)...
Por isso é que não vale a pena estar a haver manifestações cá porque acaba tudo igual...

Março 28, 2019, 11:47:09, 11:47
Responder #4

ajorge73

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Nem o mencionado Pedro Mota Soares faz pressão digna de se ver "whatsoever".

Aliás, no artigo mencionam que faz quase todos os dias Cascais-Lisboa na sua 125cc...o que duvido muito de tal veracidade.  :-\

Não é treta. Agora não sei que não tenho feito esse trajecto mas há uns 3 anos era verdade.

Março 28, 2019, 11:53:09, 11:53
Responder #5

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Até acredito. Vês montes de Malta de fato e gravata de scooter em Lisboa  ;)

(....)

Não tenho a mais pequena dúvida que haja engravatados de scooter e moto um pouco por todo o lado, porque também os vejo. :nice:

Mas mencionei a minha dúvida de ele o fazer na sua scooter (Cascais-Lisboa) quase diáriamente porque tinha "na lembradura" esta imagem... :)




Nem o mencionado Pedro Mota Soares faz pressão digna de se ver "whatsoever".

Aliás, no artigo mencionam que faz quase todos os dias Cascais-Lisboa na sua 125cc...o que duvido muito de tal veracidade.  :-\

Não é treta. Agora não sei que não tenho feito esse trajecto mas há uns 3 anos era verdade.

Há 3 anos atrás? Isso é mesmo muito tempo...

Será que ainda o faz? :)
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Março 28, 2019, 12:13:09, 12:13
Responder #6

ajorge73

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Confesso que me escapa um bocado relevância disso. O que não falta por ai é pessoal que deixou de usar assiduamente em função de alterações na sua vida. E vice-versa.

Durante 5-6 anos vi-o bastantes vezes numa, salvo erro, LX125 preta. Como me mudei há 3 anos e deixei de fazer o mesmo trajecto...

Março 28, 2019, 12:18:10, 12:18
Responder #7

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Não se trata de relevância (ou o contrário), mas como o próprio artigo de alguma forma pretende dar a entender que nem o próprio Pedro Mota Soares, como utilizador de motociclo, consegue fazer nada para passar esta "classe exclusiva para motociclos", fez-se o comentário...

Nada mais que isto. :)
Estamos num fórum, fazem-se comentários às notícias no seu âmbito e nas suas ramificações... :nice:
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Dalai Lama

Março 28, 2019, 12:57:38, 12:57
Responder #8

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Já agora e ainda quanto ao tema lançado pelo membro #moto2cool, alguém se lembra deste outro...?

... https://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=2573.msg30915#top

É que já em 2017 havia da parte de deputados, relativamente às solicitações várias nesse sentido por parte de muitos cidadãos, uma vontade de fazer algo.

"deve merecer a nossa reflexão", assim disse Paulo Rios, do PSD.

Permitam-me reforçar que isto foi em 2017.

Estamos em 2019 e ainda não há "classe exclusiva para motociclos", nem evidências que tal surja a breve trecho.  :-X
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Março 28, 2019, 16:18:48, 16:18
Responder #9

JViegas

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Destaco do texto o seguinte:

Simão Ribeiro tem uma BMW R 1200 GS e que faz muitas vezes o percurso na companhia de Miguel Santos. Utiliza a mota mais "para fins recreativos e passeios de fim-de-semana", até porque, como vive em hotel, a sua vida exige outra logística. Mas considera-se "um aficionado" e diz que "a mota é muito mais prática em termos de trânsito". Confessa que se absteve na votação, "não porque não concorde com a resolução - porque concordo -, mas por posicionamento político. A proposta foi apresentada pelo Bloco de Esquerda, e entendemos que não devia ter a nossa [PSD] reprovação, mas devia ser assumida pela maioria que suporta a governo. Como a resolução não está a ser cumprida, o BE vai ter de repisar o assunto e prestar contas em matéria de fiscalização [do seu cumprimento]. Mariana Mortágua, no entanto, não respondeu às perguntas dirigidas ao Bloco de Esquerda.


É uma questão politica como poderemos ler. Sabemos "todos" que é preciso fazer alterações mas como não fomos "nós" que apresentamos, logo esperamos que outros o façam.
Concluindo: paguem motociclistas, porque se podem andar de mota é porque podem pagar.  :napodeser:

Março 28, 2019, 22:50:51, 22:50
Responder #10

lferreira

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É esta a podridão política que temos no nosso parlamento/país!  :toma:
Se sabem que está mal, mas como o sentido de voto do partido é contra a proposta, (por a questão ter sido levantada por um partido concorrente), estes Cabrõ€s tem o descaramento de "Ah e tal vou-me abster ou votar contra"!
PqP!!  >:(
Quando são regalias para eles, tanto vale ser da mesma cor partidária, ou de outra qualquer, juntam-se para comer do bolo!!
Tanta bala perdida nessas guerras pelo mundo e ñ há uma que limpe o sarampo a um palhaço destes, podia ser que servisse de exemplo e começassem a ter a noção da responsabilidade que têm no parlamento quando são eleitos por nós!!
Já estou como a Maria Rueff no sketch da Ermelinda na Antena 1..
- "Até tiram um gajo do sério pá... Toma lá a Porra da gaita pá!!"  :D


Março 28, 2019, 23:50:02, 23:50
Responder #11

ricardmag

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A melhor forma de protesto é boicotar as AE.
Assim não ganham nenhum !  ::P:
Quando se aperceberem que mais vale ganhar metade do que nenhum, talvez aprovem isso.  :cost:
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Março 29, 2019, 08:03:47, 08:03
Responder #12

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Entendo...
A questão é que não será fácil para muitos fazê-lo.

Implica percursos mais longe de casa/trabalho, menos "directos", com menos despacho em termos de tempo, entre outras razões que cada um vê como mais prejudicial para a sua vida do que benéfico.

E depois...diga-se de passagem que quem pode mudar alguma coisa deve ser "torto" que se farta. E são uma série de tortos a pensar igual...  :(

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Dalai Lama

Março 29, 2019, 09:40:24, 09:40
Responder #13

Svitre

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Não me parece que boicotar as AEs vá ter um impacto relevante, pelo menos na realidade aqui no norte.

Março 29, 2019, 10:04:50, 10:04
Responder #14

JViegas

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As parcerias público-privadas, são algumas delas, prejudiciais para os contribuintes.

Se muito do que está por aí feito não fosse feito por parceiras, não existiriam infra estruturas em muitas regiões do pais. O problema é quando tudo é "otimizado" para gerar lucro. Para o privado e para o Estado sobre a forma de taxas e impostos.

Sou contribuinte, como certamente a maioria de todos os que por aqui passam e gostaria/gosto de saber que os impostos que me são cobrados são utilizados de forma a melhorar o meu Pais ou a qualidade de vida (a minha e da minha família e amigos) e garantir direitos pessoais. Os meus e os de todos.

Mas quando vejo "gritarem" na Assembleia da República: o povo, os pobres e os doentes, o desempregado ou o explorado, mas nada é legislado. Alguma coisa está mal.
Quando vejo "gritarem" na Assembleia da República: que a culpa é dos que passaram por lá antes "deles". Alguma coisa está mal.

Quando esta medida (portagens) "bate" em ideologias partidárias e não existe o consenso em "olhar para mais à frente", num "bem maior" então... alguma coisa está mal.

Esta não é a Democracia que eu acredito e certamente não é aquela que "Abril" (agora que estamos a chegar ao mês de Abril) nos deixou.

Convém esclarecer: não sou de nenhum partido. Tenho as minha ideias e voto de acordo com a minha consciência.

Março 29, 2019, 10:04:54, 10:04
Responder #15

ricardmag

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Sei que para muitos as alternativas são muito más e piores.

Não tenho números concretos mas economicamente existe sempre algum impacto.
É uma questão de escolher se querem receber algum ou nenhum. Acho que a resposta é óbvia.

Cumprimentos
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Março 29, 2019, 10:30:55, 10:30
Responder #16

Svitre

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Alguém daqui passa nas linhas antes dos pórticos (entendedores entenderão)?

Março 29, 2019, 11:08:05, 11:08
Responder #17

Lourenço

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Alem de outras medidas penso que a preparação antecipada de uma (mais uma) petição pública, por todos os meios, clubes, oficinas, concessionários, folhetos nas motos, fóruns, e lançada depois de bem divulgada, calendarizada de forma a coincidir com uma grande manifestação nacional como a recente de fevereiro/2019 e que implicaria o desfile em Lisboa, não em marcha massiva, aglomerada e apressada mas em fila indiana a partir da Encarnação (entrada de Lisboa) e com percurso até á Praça do Comércio (Terreiro do Paço) com estacionamento ordenado na praça com convite de oradores dignos de crédito das mais variáveis tendências apoiantes com vontade de compromisso com as causas.

A petição e manifestação teriam de ser objetivas, exclusivas a assuntos de motos (classe de portagens, alteração de código da estrada por exemplo relativamente á circulação entre filas tomando como referência a lei Belga, eventualmente o IUC de motos) e com a exigência de consideração até do que até á data foi conseguido mas não decidido.
« Última modificação: Março 29, 2019, 11:13:44, 11:13 por Lourenço »

Março 29, 2019, 11:11:19, 11:11
Responder #18

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Isto acima já me parece mais coerente e com um impacto mais profundo :palmas: :palmas: :palmas:

Março 29, 2019, 11:30:13, 11:30
Responder #19

ricardmag

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Uma petição é sempre positivo porque obriga a que o assunto seja discutido no parlamento, mas sinceramente manifestações está mais que visto que não dá em nada. Infelizmente.

Alguém sabe, no universo dos motociclistas, quantos andam regularmente em estradas com portagem?
Serão 20% ou mais?

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Março 29, 2019, 11:39:53, 11:39
Responder #20

Svitre

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Faço com regularidade a A4 (Porto - Penafiel) A41/42 Maia - Lousada e contam-se pelos dedos de meia mão as motas com quem me cruzo pelo caminho.
Horários entre as 18:30 - 19:30 e 08:30 - 09:30.

Março 29, 2019, 12:02:30, 12:02
Responder #21

Lourenço

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As manifestações são algo que está previsto e regulamentado em democracia. A eficácia depende da legitimidade das causas, por vezes aproveitando até uma boa onda do momento como o ambiente e mobilidade por exemplo, grandiosidade e número de participantes, simpatia angariada na opinião pública que é suscetível de bom aproveitamento político e sobretudo da respetiva preparação, divulgação e organização. Por outro lado, também temos de considerar o estorvo positivo que causam e eventuais derrapagens que serão notícia negativa.

Não podemos , e sobretudo no nosso meio pouco organizado, heterogéneo e de imagem duvidosa para alguns, cair na ilusão de que se conseguem resultados á primeira e seguintes sem necessidade de várias repetições que para melhor impacto devem fazer parte de uma estratégia conjunta com outras iniciativas paralelas articuladas de forma sequencial e/ou simultânea obedecendo a uma agenda de anos bem esquematizada sem outros interesses alheios e genéricos diminuidores de objetividade e credibilidade.

Março 29, 2019, 12:44:01, 12:44
Responder #22

JViegas

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E porque não uma petição?

Não aquelas que num site o pessoal passa por lá e "assina", mas utilizando os mecanismos oficiais?

Aqui por exemplo:
https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/paginas/peticoes.aspx

Existem muitas, mas mobilizando todo o motociclista para assinar online, provavelmente começaria a notar-se não?
https://participacao.parlamento.pt/initiatives/

E se fosse uma iniciativa daquele movimento que fez a ultima manifestação? Um grupo desses conseguiria certamente mobilizar mais pessoas a assinar esta petição do que um singular?

Março 29, 2019, 12:51:53, 12:51
Responder #23

TMXR

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Podemos boicotar as AE mas muitas delas o estado comprometeu-se a suportar os encargos no caso do tráfego fosse inferior ao estipulado em contrato.


Quanto a questão das manifs, concordo plenamente com o Lourenço: se fosse só fazer uma manif era fácil... infelizmente as vezes e preciso repetir a dose “ad nauseam” até o governo se convencer que precisa de negociar.



O problema de PT estar como está e precisamente a falta de mobilização colectiva... tirando os maquinistas da CP e outras classes facilmente manipuláveis para fins políticos duvidosos, pouca gente tira o rabo do sofá para reclamar, logo quem governa acha que sta tudo bem e “carrega” mais um pouco...
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Março 29, 2019, 13:57:22, 13:57
Responder #24

Moto2cool

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As intenções são boas mas petição à AR para quê? Mais uma recomendação?
O governo tem o poder executivo.
Quando muito podem aprovar uma lei que entra em vigor no ano seguinte. Mac não é a vocação da AR.
Nesta momento o BE é mais ativo nesta iniciativa, mas num quadro geral abdica facilmente para obter outras vantagens.
A solução será ameaçar/concretizar mudanças no governo, Mas não temos ninguém a prometer isso.
E o Centeno se ouvir dizer que as concessionárias querem compensação fecha logo a porta.
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Março 29, 2019, 22:47:06, 22:47
Responder #25

jmartins13

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Oh pah.....este assunto é já um clássico português, tem mais de 25 anos e continua de origem.... :animated-smileys-angry-049:

Março 30, 2019, 07:28:42, 07:28
Responder #26

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Assim num "vaipe" que me passou agora pela cabeça, seria interessante haver uma comunicação de cada motociclista para a (também) motociclista Mariana Mortágua. :)

Se de forma colectiva a coisa não ganha força, porque não cada um enviar a sua vontade num sentido único e partilhado?

É apenas uma ideia (vale o que vale, é certo...) de entre tantas outras que foram avançadas e que esbarraram na intransigência em mudar o que quer que fosse.  :-X

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Março 30, 2019, 10:45:05, 10:45
Responder #27

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Curiosamente não é a Mortágua que tem estado nestas iniciativas pelo menos que tenha visto
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Março 30, 2019, 12:18:28, 12:18
Responder #28

TMXR

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o BE nao defende a mobilidade individual, bem antes pelo contrario, pelo que não acredito que seja o BE a promover a baixa das portagens
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Abril 07, 2019, 11:39:30, 11:39
Responder #29

Quico

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Abril 07, 2019, 11:48:44, 11:48
Responder #30

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Essa foto parece fake.

Referes-te à foto da deputada Mariana Mortágua?

Não é fake. ;)

Ela é motociclista e também já teve uma Keeway antes da NC750X.

Está algures por aqui:
https://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=3181.msg40791#msg40791
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Abril 07, 2019, 12:02:13, 12:02
Responder #31

Quico

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Essa foto parece fake.

Referes-te à foto da deputada Mariana Mortágua?

Não é fake. ;)

Ela é motociclista e também já teve uma Keeway antes da NC750X.

Está algures por aqui:
https://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=3181.msg40791#msg40791

Sim refiro.
Eu não disse que era fake, mas a mim parece-me.
Em relação ao ser motociclista não sabia mas também não ponho em causa, eu falei sobre a foto.

Abril 07, 2019, 12:12:37, 12:12
Responder #32

Sapiens21

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Companheiro Quico,  :convivio:

Podes encontrar a origem da foto, que saiu pela primeira vez no Diário de Notícias (e que imagino terá sido por eles captada), incluída num artigo relativo a uma longa entrevista com ela.  :nice:

https://www.dn.pt/portugal/entrevista/interior/nao-percebo-por-que-e-uma-polemica-isto-da-porto-editora-8741324.html
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Dalai Lama

Abril 08, 2019, 08:27:52, 08:27
Responder #33

Quico

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Continuo a achar que há qq coisa que não bate certo na foto.
Até pode ter sido na pós-produção, não sei. Mas adiante.

Abril 08, 2019, 10:23:11, 10:23
Responder #34

Moto2cool

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Estas fotos são todas editadas, não quer dizer que sejam falsas, por vezes é só para melhorar algum aspecto
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"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Abril 08, 2019, 11:23:59, 11:23
Responder #35

meneses85

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Continuo a achar que há qq coisa que não bate certo na foto.
Até pode ter sido na pós-produção, não sei. Mas adiante.

Eu concordo contigo...