Autor Tópico: [estudo UE] Motociclos considerados o transporte mais caro que podemos utilizar  (Lida 4812 vezes)

Junho 12, 2019, 15:04:37, 15:04
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2low

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De acordo com um recente estudo da União Europeia, os motociclos são o transporte mais caro que podemos ter. (utilizar)

Sabendo antemão que a veracidade dos estudos poderá ter a componente "comprado por X", restam as seguintes perguntas:
-será que é assim como eles querem fazer crer?
-a quem interessa denegrir o motociclismo e o que ganham com isso?
-qual a relação da não aceitação dos motociclos como forma de resolver grande parte das questões ambientais e de congestionamento das cidades em detrimento da substituição quase obrigatória de automóveis a combustão por automóveis eléctricos ou de outras motorizações alternativas ?!

A FEMA - Federação Europeia de Associações Motociclistas (poderá não ser a melhor tradução) também questiona tal estudo.
http://www.fema-online.eu/website/index.php/2019/06/12/is-motorcycling-expensive/

Algumas coisas que são "ditas":
"Não se trata de custos de manutenção, reparação ou desvalorização mas sim o custo real para a sociedade."
(e não se fazem estudos idênticos para os outros meios de transporte porquê?)

"Para calcular, foi tido em conta sete categorias que influenciam os custos: acidentes (pelos vistos deve contar mais do dobro que as restantes categorias todas juntas), congestionamento ( :lolol: ), poluição do ar (  :lolol: ), clima ( :lolol: ), ruido (por uns barulhentos pagam todos), danos ao meio ambiente (a produção/manutenção de um motociclo deve estragar mais o meio ambiente que a produção/manutenção de um carro, querem ver?!)."

De salientar que no estudo entra uma grande percentagem dos custos associados aos acidentes - feridos/mortos… (como disse ali em parêntesis, deve ser a única coisa que tomaram em conta…)

Fica a informação para os interessados!

Fonte (estudo UE): https://ec.europa.eu/transport/themes/sustainable-transport/internalisation-transport-external-costs_en

nota: tentar andar mais de moto e comentar menos não inviabiliza que vá debitando alguma coisita… não tanto como antes mas… tentar debitar coisas mais interessantes.
 :convivio:

« Última modificação: Junho 12, 2019, 15:18:01, 15:18 por 2low »

Junho 12, 2019, 15:41:03, 15:41
Responder #1

Nuno YB

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Um estudo da União Europeia... ou um estudo promovido pela Alemanha e pago pela industria automóvel?

É como a recente declaração francesa, de acabar com os automóveis até 2040... a França, país natal da Renault, Peugeot, Citroen, com milhões de postos de trabalho inerentes a essa industria, quer acabar com os automóveis?

Num caso e noutro, parece-me mais jogada politica do que outra coisa. A França "promete" acabar com os carros, a Alemanha arranja maneira de acabar com as motos. De um lado e de outro, não espero grande coisa e não ligo muito a declarações feitas em alturas de crise nacional e/ou estudos feitos pela "União Europeia".
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Junho 12, 2019, 16:54:41, 16:54
Responder #2

tiagofo20

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Suponho que uma das coisas que devem considerar e que prejudica as motas é a média de quilómetros que fazem durante a sua vida. Um carro provavelmente faz uns 400 mil e ainda roda, enquanto que há motas que em 20 anos ainda não rodaram 100 mil.

É lógico que se usar o meu carro no dia a dia e usar a mota apenas aos sábados (e como bom tempo), ao fim de x anos o custo por km da mota vai ser superior.

Tudo depende como os números são cozinhados.

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Junho 12, 2019, 17:27:31, 17:27
Responder #3

Nuno YB

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Suponho que uma das coisas que devem considerar e que prejudica as motas é a média de quilómetros que fazem durante a sua vida. Um carro provavelmente faz uns 400 mil e ainda roda, enquanto que há motas que em 20 anos ainda não rodaram 100 mil.

É lógico que se usar o meu carro no dia a dia e usar a mota apenas aos sábados (e como bom tempo), ao fim de x anos o custo por km da mota vai ser superior.

Tudo depende como os números são cozinhados.

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Nem por aí podem pegar. É um facto que há motos que custam tanto como certos automóveis, mas a generalidade não apresenta esse custo.

Ora, as motos andam menos e é mais difícil rentabilizar o investimento? Talvez, mas mais difícil é rentabilizar um Mercedes de 30000€ que faz o percurso casa-trabalho-casa, numa média de 40 Km diários. Quantos anos são precisos para recuperar esse investimento? E falo de gasolina, se formos para carros a diesel... nem em 50 anos se recupera o dinheiro gasto.

Exemplo simples:

Nissan Micra, motor 1.0cc a gasolina e 70Cv. Versão mais básica: 12400€

Honda CB1000R, motor 1.0cc a gasolina com 143Cv. Versão mais básica: 13250€

Existe uma diferença de 850€ entre estas duas maquinas japonesas, com performances totalmente diferentes. Mas o Nissan é de entrada da gama, a CB1000R não é de entrada de gama e se baixarmos para a entrada da gama da CB, com a CB300R, a diferença de prestações entre esta ultima e o Nissan deve ser irrisória. Mas se formos ver os consumos de um e de outro, se formos ver os preços de um e de outro, se formos ver os encargos fiscais de um e de outro... as diferenças já não são assim tão irrisórias. Fica mais económico o Nissan quando comparado com a CB300R? Nem pensar! Talvez nem na opção da CB650R, a única que deve ficar mais dispendiosa será mesmo a versão com 1000cc, que já joga noutro planeta, quando comparadas as prestações dela com as do Nissan.

Depois, temos os outros factores:
- as motos poluem menos.
- as motos empatam menos o transito.
- as motos gastam apenas metade do alcatrão ( em alguns casos, outras têm 3 rodas ).

Querem convencer alguém que os carros são mais económicos que as motos? Podem tentar...
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Junho 12, 2019, 17:40:37, 17:40
Responder #4

karloxilva

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Boas.
Um estudo que diz que algo "é mais alguma coisa que" é sempre um estudo comparativo, o que podemos é ler a Ficha Técnica e ver os itens em que se basearam e qual a sua abrangência. Dizer que cada português consume 10 lagostas por ano não é um "estudo" é uma média (a propósito: se encontrarem alguma, é uma das minhas).
Sem ter lido o estudo, posso concordar com o já afirmado sobre a relação entre preço de aquisição e os quilómetros andados. Lá está, um estudo tem de "ponderar", é assim que se diz, os meses de não-uso por causa do tempo. Se não, perguntaria o que explica a má nota de todas as marcas de pneus de mota no que respeita a estradas cobertas de neve...

Empiricamente, acrescento outro dado a que já fiz alusão noutras ocasiões: proporcionalmente, tendo em conta o peso, o números de rodas, o tamanho do motor,  etc, regra geral as motas consomem mais combustível que os carros. Isto é, ficamos todos satisfeitos com 3,5 - 4 litros "aos 100" numa mota a velocidade de bocejo (para alguns, bem entendido)... compare-se com os consumos de alguns automóveis. Uma ideia muito minha: "novidade" substituída por "novidade", há anos que nos vendem a mesma mota.

Há ainda outro um dado que contribui para o preço de um meio de transporte que temo não ter sido mas devia ter sido ponderado, não diz respeito ao preço pago apenas pelo utilizador mas ao preço que paga a sociedade, mais especificamente as urbes: o espaço que uma mota ocupa em comparação com o automóvel.  É que, mesmo ponderado com o número de passageiros que transporta, este dado "abate" em muito o preço ambiental da mota, isto é, pode ser mais cara para o seu utilizador (usufruto comparativo ao longo do ano) mas muito mais barata para a sociedade.
Já agora, eu tenho uma opinião controversa sobre este assunto: entendo que os meios de transporte privados devem ser taxados fiscalmente não apenas pela potência/consumo/poluição mas também pelo espaço que ocupam na via pública. Nos EUA, a moda das "bisarmas" obrigou a redesenhar os parques de estacionamento (para se andar em média 20 km por dia?!). Fazem-se parques de estacionamento onde devia haver jardins. E não se fazem jardins porque os parques de estacionamento dão mais dinheiro.

Estudo por estudo, gostaria de ver um que pusesse em comparação a utilização maciça do avião em percursos que podem ser feitos de comboio rápido.
Já agora, quanto custa às cidades portuárias a atracagem dos navios de cruzeiro. Esta porque se mantém (vergonhosamente para a "preocupação ambiental" da UE)  a moratória sobre o tipo de combustível usado pelos navios de meia-dúzia de multinacionais de cruzeiros. Uma moratória que também não os obriga a usar filtros de partículas, obrigatórios para as centrais térmicas por exemplo. Para que se perceba, um navio desses aportado com o motor a trabalhar equivale a ter uma central térmica a fuel sem filtros electrostáticos na baixa de uma cidade. Foi você quem falou em ambiente?
Estudos são como os chapéus... há muitos. Eu prefiro ler aqueles que saem das academias - e que, já agora, identificam bem que os patrocina.
« Última modificação: Junho 13, 2019, 11:20:48, 11:20 por karloxilva »
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Junho 12, 2019, 21:35:47, 21:35
Responder #5

António Teles

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Finalmente sou proprietário de uma das coisas mais caras no mundo dos transportes. :you.bet:
Lá vão os meus vizinhos terem-me como esbanjador e deixar de pensar que ando de mota por nao ter dinheirinho.

 :cost: Pesando estes pontos, sempre soube que era caro ter mota e continuo a achar pois pago as revisões e a gasolina assim como os vários impostos e seguros necessários.
Quanto ao estudo deve de ser como o da sardinha, uns anos faz mal comer a dita outros não. Agora que estão caras, estão.
 :backup.to.topic:
A ver se paro quieto?! 🏍

Junho 12, 2019, 22:34:44, 22:34
Responder #6

Moto2cool

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Ainda não li o estudo, só o sumário executivo, e parece visar um aumento de impostos e taxas nos transportes para pagar os custos.

Será necessário ver o que entendem por custos de acidentes, porque tem peso relevante no caso dos motociclos

Parece mais um estudo encomendado para fundamentar certas políticas
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Junho 13, 2019, 10:18:57, 10:18
Responder #7

JEKU

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DificilmenteNão há um estudo completamente isento, dito isto, este pode ser verdade em alguns tópicos,

A maioria dos europeus tem moto para andar dujrante o verãio e ao fim de semana, e mesmo assim dependendo dos países apenas quando faz sol (em muito sitio coisa rar). Visto assim, a maioria das motos diria que faz uns 5.000 ano o que pode justificar o ser mais caro que um carro visto fazerem muito mais kms no carro por ano.

Com isto, quantos de nós vai mudar algo por causa deste estudo? Arrisco 0.

Junho 13, 2019, 10:46:44, 10:46
Responder #8

tiagofo20

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Façam agora um estudo de quantas horas/ano ganha um motociclista que vá para Lisboa ou para o Porto trabalhar.

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Junho 13, 2019, 11:58:26, 11:58
Responder #9

2low

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Como já aqui foi dito… "segundo o estudo da universidade XPTO de YZKW" serve cada vez mais de pretexto para "vender o peixe".

Fugindo ligeiramente do assunto "estudo sobre motociclos na UE...
O mais recente exemplo foi precisamente no Telejornal na RTP de hoje em que "segundo um estudo pela Universidade Reuters de Oxford a RTP foi considerada como melhor canal com noticias fidedignas"...  :D
Incrivelmente (e aposto) dentro de horas ou dias aparecerá um "estudo segundo da Universidade Manhattan de Nova Iorque" a confirmar que noticias fidedignas é na SIC que até têm o "poligrafo"  :lolol: :lolol: :lolol:

[DICA] Portanto... quando pretendem credibilizar algo, basta acrescentar "segundo um novo estudo", acrescentam o termo "universidade" e depois tentam encontrar um nome de uma universidade com nome reconhecido e acrescentam uma localização típica de uma qualquer universidade reconhecida em termos internacionais e voilá…

Mas no post inicial tentei desviar-me desta questão e tentar aprofundar realmente os interesses internacionais e neste caso europeus em "dar cabo do motociclismo" e "quem pretende tal", tendo inclusive deixado lá umas perguntas "existenciais" que a meu ver teriam mais interesse de debate, ou não?

(…)Sabendo antemão que a veracidade dos estudos poderá ter a componente "comprado por X", restam as seguintes perguntas:
-será que é assim como eles querem fazer crer?
-a quem interessa denegrir o motociclismo e o que ganham com isso?
-qual a relação da não aceitação dos motociclos como forma de resolver grande parte das questões ambientais e de congestionamento das cidades em detrimento da substituição quase obrigatória de automóveis a combustão por automóveis eléctricos ou de outras motorizações alternativas ?!
(…)

 :convivio:
« Última modificação: Junho 13, 2019, 12:02:51, 12:02 por 2low »

Junho 13, 2019, 13:45:44, 13:45
Responder #10

Moto2cool

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Tens razão 2low, na verdade a resposta sobre a qualidade do estudo apenas responde à primeira questão, estudo pouco credível implica conclusões pouco credíveis, logo pode não ser mesmo assim.
O interesse em atacar o motociclismo pode ser vago, mas seguramente o económico deve ser preponderante e aí é evidente o interesse da indústria concorrente, nomeadamente dos automóveis. Acredito que a taxa de crescimento das vendas das motas doa muito aos stands de automóveis e congéneres interessados. Não sendo tão evidente assim, alguma redução de consumo de combustível pode desgostar as petrolíferas.
Podemos ainda contar com aqueles que não gostam dos motociclistas e isso leva - nos a uma discussão noutro tópico.
A questão ambiental coloca-se a qualquer meio de transporte que use combustíveis fósseis. Não será distintiva dos motociclos.
Temos ainda a questão fiscal. Um aumento das vendas de motas desperta o interesse no aumento da carga fiscal para efeitos orçamentais, este estudo tem esse objectivo, saber como aumentar as receitas do sector para cobrir as alegadas despesas sectoriais. É sobre isso que se fala.
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Junho 14, 2019, 11:44:12, 11:44
Responder #11

karloxilva

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Depois de ter lido aquilo que escrevi atrás, pensei que tinha extrapolado o assunto.
Agora, depois de ter ido à fonte do debate, estou convencido de que pensei mal.

"Não olhe para a sua própria mota e para a sua própria carteira agora. Não se trata de custos de desvalorização, manutenção e reparação. Isto é sobre o custo para a sociedade", lê-se. De facto, o artigo pretende contestar um suposto estudo (mais à frente explicarei o "suposto") sobre o custo social da utilização da mota. Na minha opinião, contesta bem.

Em primeiro lugar, põe a nu a matriz que também é utilizada por cá para analisar os acidentes rodoviários: faz-se uma média do número de acidentes com motas ao longo de diversos anos e chega-se à conclusão óbvia de que esse número é crescente. Não se pondera (lá estou eu outra vez) que o aumento exponencial do números de motociclistas também aumenta a probabilidade do número de acidentes aumentar... e, sobretudo, algo tão simples: o acidente vai para as estatísticas como envolvendo uma mota, mas foi o motociclista quem teve a culpa do acidente?
Alguém se lembraria de culpabilizar o hábito de passear a pé numa cidade para justificar o número absurdo de peões atropelados? Idem, para os ciclistas.

Depois, atiram as suas estatísticas manhosas para os papagaios da comunicação social publicarem.
E instala-se o alarme social: o pai e a mão de um/a adolescente vão encarar o desejo por uma mota como uma proposta de vida de perdição no mundo das drogas.
[Explico o "papagaios": publicar "ipsis verbis" os "press releases" que são enviados para as  redacções, não é Jornalismo, é deitar-se com a manipulação e trair os leitores. O jornalismo só se faz com jornalistas e não com estagiários pendurados por arames. Já me fiz entender, fico-me por aqui.]

O artigo desmistifica mais, o item do Ruído. É possível que alguém que apresenta um "estudo" se limite a uma bibliografia da sua própria autoria? É, quando se pretende apresentar as conclusões favoráveis ao cliente.
Por falar em comprar as conclusões, o artigo denuncia que o autor do estudo europeu também fez há tempos um trabalho em nome da FIA (federação de automobilismo) onde chegou à conclusão de que os automobilistas e motociclistas pagam demasiados impostos e taxas para o retorno que têm...
Um assassinato de carácter para combater conclusões adversas por parte dos motociclistas ou a conclusão óbvia de que o autor é um mercenário nada académico? Pelo absurdo das conclusões do estudo, acredito na segunda versão:

(Quase) todos aprendemos na escola que para se apresentar um trabalho académico sério (não um "chouriço" a insultar a inteligência do professor e dos colegas) se deve ler e investigar o "estado da arte", e depois indicar na Bibliografia as fontes consultadas. Isto é ensinado e avaliado pelos bons professores. Assim, se quiseres apresentar algo sobre a Floresta, deves ler biólogos e botânicos com obra publicada, criticada, experimentada e sancionada pelos seus pares da comunidade científica, não assumir como verdade o desabafo de um bloguer mediático ou as conclusões de um site manhoso pago por uma empresa de celulose.
« Última modificação: Junho 14, 2019, 11:47:24, 11:47 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Junho 14, 2019, 11:49:31, 11:49
Responder #12

dfelix

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O artigo desmistifica mais, o item do Ruído.

Isto poderá explicar o facto da única multa que tive por excesso de ruído foi com... o escape original numa moto que tinha prai 3 ou 4 meses.
 :-\

Junho 14, 2019, 11:53:30, 11:53
Responder #13

JEKU

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Tudo isto faz muito lembrar esta imagem, vale o que vale, "estamos" na mão da comunicação social, é mais fácil dizer que há um aumento de acidentes com motos do que analisar o porque, tem quem culpa, etc, etc.



Junho 14, 2019, 12:42:20, 12:42
Responder #14

2low

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O artigo desmistifica mais, o item do Ruído.

Isto poderá explicar o facto da única multa que tive por excesso de ruído foi com... o escape original numa moto que tinha prai 3 ou 4 meses.
 :-\

 :o :pensador:

Bem…

Se o escape de origem estiver degradado, estar com fugas ou alterado interiormente (também existe…) poderá estar a produzir um ruido superior ao que consta no livrete…
MAS se o escape de origem estiver em condições… contestaste?
[se foi com a BMW, pede na BMW que façam um diagnostico ao escape e apresenta em conjunto com a contestação a provar que são os valores de origem e de homologação…]

Onde foi isso?!

Tudo isto faz muito lembrar esta imagem, vale o que vale, "estamos" na mão da comunicação social, é mais fácil dizer que há um aumento de acidentes com motos do que analisar o porque, tem quem culpa, etc, etc.




Bem, neste caso... basta substituir o que a comunicação social ali indica como "terrorismo" por "mortes no motociclismo" e voilá...  :lolol:


« Última modificação: Junho 14, 2019, 12:48:34, 12:48 por 2low »

Junho 14, 2019, 13:18:50, 13:18
Responder #15

dfelix

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Se o escape de origem estiver degradado, estar com fugas ou alterado interiormente (também existe…) poderá estar a produzir um ruido superior ao que consta no livrete…
MAS se o escape de origem estiver em condições… contestaste?
[se foi com a BMW, pede na BMW que façam um diagnostico ao escape e apresenta em conjunto com a contestação a provar que são os valores de origem e de homologação…]

Já foi há uns anos atrás, mais precisamente em 2004 entre Venda do Pinheiro e Malveira.
A moto era uma Yamaha FZ6 que comprei nova e, como referi atrás, APENAS tinha 3 ou 4 meses de uso!
O escape era o original. E não tinha qualquer sinal de estar degradado.
Os agentes utilizaram um equipamento portátil. Algo que nunca mais voltei a ver ser utilizado.
Contestei seguindo a instruções que se encontravam no verso da folha. Mas como em outras situações que também contestei, nunca obtive qualquer resposta por parte das entidades competentes.


Junho 14, 2019, 15:48:35, 15:48
Responder #16

pjmartinho

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Assumindo que a coluna da esquerda é a realidade, a 2ª coluna representa aquilo que é a percepção geral da população que, por sua vez, é influenciada pelas 2 colunas da direita.

Há muitos anos atrás (no final dos anos 90), dei formação a pessoal da SIC que, na altura, não passava jogos de futebol. Em conversa com as pessoas, disse-lhes que apreciava o canal deles porque não passavam jogos de futebol (coisa da qual não gosto, nem percebo patavina) mas, em contrapartida, que a quantidade de telenovelas que passavam enjoava. A resposta que tive foi muito simples (e aplica-se a qualquer meio de comunicação social)... "Isto é uma empresa que visa o lucro dos accionistas e as receitas, na maioria, são provenientes da publicidade que se passa e, a publicidade que se passa no intervalo de um jogo de futebol, não paga a produção do mesmo mas, em contrapartida, a publicidade que se passa no 1º intervalo da telenovela de 2ª feira, paga o custo de todos episódios da semana. Assim, passamos aquilo que as pessoas querem ver e que mais lucro dá à empresa" (podem não ter sido estas as palavras exactas, mas a ideia é a mesma).

O que é faz vender um jornal? Noticias sobre as milhentas pessoas que morrem por problemas de coração, ou umas dezenas ou centenas de pessoas que morrem vitimas de ataques terroristas, assassinatos ou suicídio?
Infelizmente, existe um prazer mórbido nas pessoas em saber da desgraça alheia e, enquanto isso acontecer qualquer meio de comunicação social vai dar as noticias que fazem vender, e não aquilo que realmente importa.