Autor Tópico: Que capacete devo utilizar – integral, modular ou aberto?  (Lida 12485 vezes)

Julho 25, 2019, 14:19:56, 14:19
Lida 12485 vezes

António Teles

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Estou sentado num banco de jardim em Évora a aguardar por um cliente e após ver um tópico de saldos de artigos para motos, salta-me a ideia de ir comprar um integral que tinha visto na motodiana. Mas antes quero preparar-me e procuro capacetes integrais na net e apareceu o que está abaixo neste link.

http://www.circulaseguro.pt/seguranca-activa/capacete-devo-utilizar-integral-modular-aberto

Serve para contrariar a ideia de segurança em caso de acidente.
Vou continuar com os meus modulares.
« Última modificação: Julho 25, 2019, 18:43:21, 18:43 por António Teles »
A ver se paro quieto?! 🏍

Julho 25, 2019, 21:23:46, 21:23
Responder #1

Nuno YB

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É relativo... a função de um capacete é proteger a cabeça de impactos. E nenhum garante melhor proteção contra impactos do que os integrais, justamente porque... são integrais, não têm partes moveis que possam saltar ou partir num possivel impacto. Daquilo que está escrito nesse "artigo", não vejo lá nenhuma tabela da SHARP que corrobore essa "informação". Nem da SHARP, nem nenhuma outra. Logo, quem escreveu baseou-se em quê, para escrever isso?

Quanto á questão do socorro, os paramédicos deverão saber melhor do que ninguem como retirar um capacete de um acidentado sem provocar mais lesões.. e tambem não vejo lá as fontes que corroboram a explicação dada nesse artigo.

Já conhecia esta pagina e sinceramente... os artigos elaborados e publicados nela não me merecem lá grande consideração.
Basta ler este: http://www.circulaseguro.pt/condutor-e-ocupantes/motard-ou-motoqueiro#comment-11531 , em que perpetuam o estéreotipo do motardxmotoqueiro... como classificam alguem de motard ou de motoqueiro? Existe descrição, realmente, para diferenciar uns de outros? Não são todos o mesmo? Que estudo foi feito para chegar á conclusão que os motoqueiros  são seres que se deslocam em motociclos, colocam a segurança deles próprios e dos demais em risco elevado, uma vez que não respeitam o espaço dos outros, não são cordiais e para eles, deveriam ser os únicos da via, não havendo espaço para os outros. Não sabem interagir.  :wtf: Quem estudou isto? Já me chamaram as duas coisas, e mais alguns outros nomes, e nunca me senti ofendido por isso. Deverei, depois de ler esse artigo, passar a ficar ofendido quando me chamam motoqueiro?

É como a questão dos médios. Segundo o mesmo artigo, esta imposição de se circular com as luzes de médios acesas surgiu na alteração ao código da estrada de 1998, uma vez que antes desta data a sinistralidade destes veículos era elevada. Dessa data até aos dias de hoje, felizmente, a taxa de sinistralidade envolvendo este tipo de veículos diminuiu exponencialmente. Ora bem, ainda bem que, a partir de 1998, passámos todos a andar de luzes acesas, senão já tinhamos morrido todos ás escuras. Quem fez este estudo? Quem chegou á conclusão que a circulação de médios acesos foi um dos factores que contibuiu para a diminuição da sinistralidade? Existe alguma fonte da ANSR que confirme que a diminuição da sinistralidade foi reduzida, em parte, devido á obrigação de circular com os médios acesos? É que já antes de ser obrigatório, eu me lembro das motos ( motos mesmo, não velocipedes com motor, ou motorizadas ) circularem sempre de médios acesos.

Basicamente, parece-me uma pagina feita por alguem que julga perceber muito do assunto e que vai para lá debitar "informação" sem ter acesso ás fontes. Chega hoje ao trabalho e lembra-se de escrever qualquer coisa... porque tem que ser... porque senão, não lhe pagam...
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Julho 25, 2019, 21:46:56, 21:46
Responder #2

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Para esclarecer algumas duvidas Motoqueiro é um banqueiro que anda de mota  :sportbike:

Motard é um motociclista que anda muito devagar e chega sempre tarde
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Julho 26, 2019, 01:00:38, 01:00
Responder #3

António Teles

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Por acaso achei que o artigo observava a segurança que o capacete proporciona por outro ponto de vista diferente da marretada na cabeça.
Também penso que os testes SHARP não contemplam a actuação dos paramédicos e meios rápidos de assistência ao sinistrado.
Nao estou a par de todos os testes demonstrativos de segurança mas concordei com o apresentado pelo autor que desconheço quem seja.

A ver se paro quieto?! 🏍

Julho 26, 2019, 09:26:04, 09:26
Responder #4

António Teles

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Segui o link: http://www.circulaseguro.pt/condutor-e-ocupantes/motard-ou-motoqueiro#comment-11531
e neste link já não estou de acordo com tudo o que é escrito, deixo aqui a parte dos rótulos que em nada me agrada, pois não existem só os parvos e os espertos.......

Grupos motards
Existe ainda uma ideia muito retrógrada sobre os condutores de motociclos. Há condutores de automóveis que não olham com bons olhos a presença dos condutores de veículos motorizados de duas rodas. No entanto, deverá saber-se que existem dois grupos distintos destes condutores; existem os motards e os motoqueiros, sendo que os primeiros têm um código de conduta e os segundos nem isso sabem o que é.

Ser um motard é um estado de espirito. É paixão que não se explica, amor de liberdade, altruísmo rodoviário, respeito e educação. Respeitam os demais condutores, as regras de segurança e têm, de cultura para cultura diversas formas de agradecer a cortesia que um automobilista ostenta ao permitir a passagem. Em Espanha esticam e encolhem a perna direita numa diagonal, em Portugal apresentam um “V” com os dedos da mão esquerda.

Já os motoqueiros, são seres que se deslocam em motociclos, colocam a segurança deles próprios e dos demais em risco elevado, uma vez que não respeitam o espaço dos outros, não são cordiais e para eles, deveriam ser os únicos da via, não havendo espaço para os outros. Não sabem interagir.

Assim, deverão os condutores de automóveis perceber se estão na presença de um motard ou de um motoqueiro. Logo, logo saberá identificar. Façam boa viagem e respeitem-se mutuamente.
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Julho 26, 2019, 09:41:04, 09:41
Responder #5

Nuno YB

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Por acaso achei que o artigo observava a segurança que o capacete proporciona por outro ponto de vista diferente da marretada na cabeça.
Também penso que os testes SHARP não contemplam a actuação dos paramédicos e meios rápidos de assistência ao sinistrado.
Nao estou a par de todos os testes demonstrativos de segurança mas concordei com o apresentado pelo autor que desconheço quem seja.

Dizer que o modular é mais seguro que um integral porque permite um melhor socorro em caso de acidente, é o mesmo que dizer que os penicos que o meu pai usava na Vespa são mais seguros que os modulares, porque permitem ainda melhor acesso ás vias respiratorias. O artigo foca-se na segurança dos capacetes, dizendo que o mais seguro é o modular, para depois derivar para a facilidade de acesso ás vias respiratorias em caso de acidente... parece-me idiota... sendo assim, o melhor será não usar capacete algum, visto que o acesso fica completamente facilitado.

Lá está, são artigos escritos por alguem que pensa saber do que fala mas que não se baseia em fontes seguras e fidedignas para apoiar o que diz.

Sendo eu a escrever um artigo destes, talvez o fizesse assim:

"Comparando dois capacetes da mesma marca:

HJC IS17- 5 estrelas https://sharp.dft.gov.uk/helmets/hjc-is-17/

HJC IS Max 2- 4 estrelas https://sharp.dft.gov.uk/helmets/hjc-is-max-2/

Baseado em testes, o mais seguro é o integral. Em caso de necessidade de socorro, o modular será mais prático? Talvez, se o mecanismo de retenção escapar incólume ao impacto e ainda funcionar correctamente.

Não havendo fontes disponiveis, teremos que esperar pelos testes correspondentes"

Não tendo uma fonte para apoiar a teoria, com testes feitos á ação de socorro com cada um dos capacetes, não se pode afirmar que este ou aquele produto é melhor que a "concorrencia".

É assim que é feito uma boa peça, é assim que se deve trabalhar. Escrever qualquer coisa num Forum de discussão, sem ter bases de apoio, é uma coisa. Escrever coisas numa página publica, que pode influenciar escolhas na aquisição de equipamentos de proteção, é outra coisa totalmente diferente.

E o exemplo que dás, da "diferença" que o autor diz existir entre "motards" e "motoqueiros", é um bom exemplo de mau "jornalismo". O que não seria grave, não fosse estar numa pagina de acesso publico, que pode influenciar mentes menos abertas, com o apoio de empresas conceituadas.
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Julho 26, 2019, 15:05:58, 15:05
Responder #6

Rodrigues1

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Eu penso desta forma

Se um capacete modular dos bons fica destruído dificultando ou impossibilitando a abertura então meus amigos esqueçam e mandem vir o Padre porque a mioleira já não se aproveita.

De nada serve um bom capacete se não tivermos a cabeça rija ou as cervicais no sítio.

Confiarmos nos teste é uma utopia

Julho 26, 2019, 16:32:15, 16:32
Responder #7

Nuno YB

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Eu penso desta forma

Se um capacete modular dos bons fica destruído dificultando ou impossibilitando a abertura então meus amigos esqueçam e mandem vir o Padre porque a mioleira já não se aproveita.

De nada serve um bom capacete se não tivermos a cabeça rija ou as cervicais no sítio.

Confiarmos nos teste é uma utopia

Uma das razões que me leva a não investir 500 ou 600 ou 700€ num capacete... é essa mesmo. Por muito bom resultado que tenha nos testes, aquilo só aguenta... até onde aguenta. E, mesmo que o capacete aguentasse um impacto de 200km/h numa parede sem partir, o cérebro, os ossos cranianos, a cervical... não aguentam.

Ou seja, a partir de uma certa velocidade, qualquer capacete é inutil. Não tanto pela qualidade do capacete, mais pelas limitações do corpo humano. Investir num bom capacete, com boa capacidade de resistencia a impactos e á abrasão, é obrigatório. Mas, passando ali o patamar dos bons capacetes, não vejo necessidade de comprar um capacete de topo, com preços acima dos 500€. Têm outras qualidades, sem ser a resistencia a impactos, que os outros não têm, claro. A leveza do material com que são feitos, os materiais interiores, o nivel de redução de ruido, a circulação de ar... tudo isto custa dinheiro e não digo que não tenham esse valor.

No entanto, para mim e em termos de proteção, não fazem mais que muitos outros capacetes de 250/300€.
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Julho 26, 2019, 16:37:42, 16:37
Responder #8

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O tema aqui em discussão e porque tenho lido vários pontos pertinentes em torno dos capacetes Jet e dos modulares, tem neste outro tópico igualmente uma boa leitura de opiniões.

Pelo menos ajudará a perceber-se (adicionalmente) outra faceta da segurança e que nem sempre é tida em conta.

LINK Directo...
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Julho 26, 2019, 20:08:56, 20:08
Responder #9

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Do que conheço, da segurança passiva do capacete é fundamental a resistência e absorção do impacto.
Por isso dou muita importância aos testes sharp e não compro capacetes abaixo de 4*.
A protecção da cabeça e da face são diferentes.
Na face o melhor será o compacto, menor o modular, pior o Jet.
Na cabeça não vejo razões para separar o integral do modular, ambos têm cobertura integral do crânio. Privilegio os testes de choque e não o tipo de capacete.
Mas esta é apenas a minha humilde opinião :)
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Julho 26, 2019, 23:56:16, 23:56
Responder #10

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O tema aqui em discussão e porque tenho lido vários pontos pertinentes em torno dos capacetes Jet e dos modulares, tem neste outro tópico igualmente uma boa leitura de opiniões.

Pelo menos ajudará a perceber-se (adicionalmente) outra faceta da segurança e que nem sempre é tida em conta.

LINK Directo...

Efectivamente seguindo o link indicado temos leitura informativa que poderá ajudar a contribuir para definir a escolha de um capacete segundo a sua utilização ao mesmo tempo que adverte os riscos que se pode correr com cada um. Como não li nada sobre o ponto de vista deste autor, continuo a achar válido este ponto de vista e a pensar num integral só pelo maior silencio que pode proporcionar a uma velocidade superior.

Citação de Nuno YB (tive de copiar en vez de inserir a citação)
Lá está, são artigos escritos por alguem que pensa saber do que fala mas que não se baseia em fontes seguras e fidedignas para apoiar o que diz.

Sendo eu a escrever um artigo destes, talvez o fizesse assim:

"Comparando dois capacetes da mesma marca:

HJC IS17- 5 estrelas https://sharp.dft.gov.uk/helmets/hjc-is-17/

HJC IS Max 2- 4 estrelas https://sharp.dft.gov.uk/helmets/hjc-is-max-2/

Baseado em testes, o mais seguro é o integral. Em caso de necessidade de socorro, o modular será mais prático? Talvez, se o mecanismo de retenção escapar incólume ao impacto e ainda funcionar correctamente.

A tua explicação efectivamente é mais soft e também mais completa.
Estive a ver estes testes e reparei que em nenhum dos dois a queixeira é testada e concordo com
Eu penso desta forma

Se um capacete modular dos bons fica destruído dificultando ou impossibilitando a abertura então meus amigos esqueçam e mandem vir o Padre porque a mioleira já não se aproveita.

De nada serve um bom capacete se não tivermos a cabeça rija ou as cervicais no sítio.

Confiarmos nos teste é uma utopia
:nice:

Tive alguns penicos de quando andava nas 50cc, caí diversas vezes  felizmente sem sofrer danos faciais, arranhões nas pernas, braços, tornozelos (dói que se farta) foram mais que muitos. Os integrais só quando tirei a carta é só tive um que felizmente nunca mostrou se tinha qualidade.
No único acidente que tive grave também o capacete pouco sofreu e não consigo dizer o porquê, portanto e não defendendo o autor do texto sobre o qual falamos, poderá o senhor querer dizer que se abalroarmos um poste com a peitada que lhe dermos poderemos ficar sem fôlego e entrar em falência, pelo que será mais fácil ao socorriste colocar nos a máscara se não houver obstáculos.
Como eu uso o capacete:
Para as voltas diarias por Lisboa o Jet, vejo mais ao meu redor respiro melhor é não transpiro tanto.
Saída para a estrada por exemplo ir a  Setúbal, já uso o modular pois enquanto estou em baixa velocidade está aberto, mas quando a velocidade aumenta fecho-o.
« Última modificação: Julho 27, 2019, 01:03:05, 01:03 por António Teles »
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Outubro 07, 2019, 00:03:05, 00:03
Responder #11

s.imperial

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Só pra dar os meus two cents enquanto Bombeira e desenterrar o tópico:

Utilizamos a própria estrutural integral do capacete para suportar a cervical e permitir retirar o capacete sem mexer a cabeça.

Não percebo grande coisa de protecção de um vs os outros, aprendi a olhar para a SHARP e decidir por aí. Mas fica a dica que o tempo de retirar um capacete integral, com a técnica correcta, por parte dos "paramédicos" vai de entre 10 segundos a 1 minuto e meio, dependendo do treino dos operacionais e do quão justo o modelo está.
Se for um modelo que esteja deformado devido às partes móveis, o que me parece mais provável num modular, a cabeça vai mais mexer mais e vamos demorar mais. E o sistema de abertura do modular nunca será usado por nós para retirar o capacete, a técnica para retirar o capacete implica que este seja totalmente fechado para nos ajudar.

Se a pessoa estiver a sufocar ou em paragem cardiorrespiratória, temos também de tirar o capacete anyway, pelo posicionamento da via aérea, simplesmente abrir a parte frontal não nos serve de absolutamente de nada em termos de socorro.

Outubro 07, 2019, 10:43:11, 10:43
Responder #12

dfelix

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E o sistema de abertura do modular nunca será usado por nós para retirar o capacete, a técnica para retirar o capacete implica que este seja totalmente fechado para nos ajudar.

Então o modular é retirado como se fosse um integral?
É que habitualmente os modulares fechados envolvem mais a cabeça.. tornando-os mais difíceis de retirar dessa forma.
 :pensador:

Tenho um que uso ocasionalmente. E por vezes só me lembro de o abrir porque ao tentar retirar puxo e ele não sai...
 :D



Outubro 07, 2019, 13:34:12, 13:34
Responder #13

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Obrigado s.imperial pelo esclarecimento.:)
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Outubro 08, 2019, 08:41:12, 08:41
Responder #14

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Só pra dar os meus two cents enquanto Bombeira e desenterrar o tópico:

Utilizamos a própria estrutural integral do capacete para suportar a cervical e permitir retirar o capacete sem mexer a cabeça.

Não percebo grande coisa de protecção de um vs os outros, aprendi a olhar para a SHARP e decidir por aí. Mas fica a dica que o tempo de retirar um capacete integral, com a técnica correcta, por parte dos "paramédicos" vai de entre 10 segundos a 1 minuto e meio, dependendo do treino dos operacionais e do quão justo o modelo está.
Se for um modelo que esteja deformado devido às partes móveis, o que me parece mais provável num modular, a cabeça vai mais mexer mais e vamos demorar mais. E o sistema de abertura do modular nunca será usado por nós para retirar o capacete, a técnica para retirar o capacete implica que este seja totalmente fechado para nos ajudar.

Se a pessoa estiver a sufocar ou em paragem cardiorrespiratória, temos também de tirar o capacete anyway, pelo posicionamento da via aérea, simplesmente abrir a parte frontal não nos serve de absolutamente de nada em termos de socorro.

Aqui está, dito por quem sabe.

Como pode alguem dizer que um modular é mais seguro/prático que um integral, em caso de acidente?

Não sendo especialista na matéria, entendo que uma peça integral, sem juntas e partes moveis, será sempre mais resistente que a peça que reuna essas condicionantes. Se o acesso aos socorro é mais facil, em caso de acidente, devido á queixeira movel? Pois, segundo uma socorrista ( que poderá não ser paramédica mas, sendo bombeira, já terá alguma coisa a dizer sobre o assunto devido á sua experiencia em situações reais ), não ajuda em nada.

Basicamente, a pessoa chega ao trabalho de manhã, pagam-lhe para escrever... e a pessoa escreve. Mesmo que não se baseie em fontes seguras, mesmo que não tenha conhecimento suficiente para falar do que quer que seja... escreve e pronto, porque é para isso que lhe pagam.
Sendo uma página pessoal do Facebook, um blog ou qualquer outro meio de divulgação semelhante, cada um escreve o que quiser. Mentiras, verdades, informação válida ou inutil, dá igual, o veiculo de divulgação é pessoal e só vai atrás disso quem quer.
Sendo uma página publica... talvez devesse considerar que vão haver pessoas que se baseiam nas suas "reportagens" para adquirir produtos.

Apenas salientar que nada tenho contra os capacetes modulares. Já tive um e gosto bastante daquela possibilidade de circular com ou sem a queixeira fechada. Não adquiri um, quando comprei esta moto, porque não foi preciso comprar mais que um, se tivesse que comprar um para a minha esposa tinha, sem duvida, comprado um modular... que iria tambem eu usar bastantes vezes. Mas isso não invalida que um capacete integral, sem peças moveis, seja sempre mais seguro que um modular ( falando em capacetes da mesma gama de preço/qualidade, atenção, não vamos agora meter um capacete integral de 50€ ao lado de um modular de 200€, como é obvio ).
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Outubro 08, 2019, 09:51:20, 09:51
Responder #15

dfelix

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As custas da resposta acima tentei retirar o modular da cabeça sem o abrir.
E a conclusão é que.... só espero nunca ter um acidente com ele!
 :D


Outubro 08, 2019, 10:22:27, 10:22
Responder #16

Nuno YB

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As custas da resposta acima tentei retirar o modular da cabeça sem o abrir.
E a conclusão é que.... só espero nunca ter um acidente com ele!
 :D

Não sei se é esse o propósito mas o Airoh modular que tive não o conseguia retirar sem levantar a queixeira. Pelo menos, nunca o forcei a esse ponto... acredito que, nas mãos de quem sabe o que está a fazer, consigam realizar essa operação, ou tenho a mais sincera esperança que o consigam...  :D :D

Ainda assim, na parte que sublinhei, ela refere-se a "totalmente fechado". Ás tantas, ou com a força do impacto ou com um pequeno jeito, até abrem um pouco a queixeira. Mas isto já sou eu a falar do que não sei.
« Última modificação: Outubro 08, 2019, 10:30:49, 10:30 por Nuno YB »
Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...

Outubro 08, 2019, 10:26:36, 10:26
Responder #17

Lourenço

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Talvez os modulares sejam diferentes uns dos outros, pelas marcas, tamanhos etc, ao ponto de em alguns ser viável colocar e retirar na posição fechada e noutros não, impossibilitando assim a generalização.

Não tendo grande experiência na matéria, quando recomecei a andar de mota, pesquisei os critérios de segurança e adquiri um Caberg Duke 2, cinco estrelas SHARP, barato e... modular (e afinal também podia ser mais silencioso).

Sem referências e naturalmente, desde a primeira utilização, sempre o coloquei e retirei na posição fechada, como vejo os outros motociclistas proceder com os integrais, aliás desde que li este tópico tentei coloca-lo e retirá-lo aberto e não "dá" jeito nenhum, alem de que se retirar aberto fica pouco prática a manobra em seguida para fechar para guardar, ou seja abrir e fechar é fácil com ele colocado na cabeça mas para o colocar e retirar procedo exatamente da mesma forma como se de um integral se tratasse sem esforço particular.

Para mim a vantagem deste modular é estar homologado para circular aberto o que evito e raramente acontece a não ser em manobras, alguns passos a pé, paragem cigarro ou conversa, evacuação rápida de condensação, espirros ou "assoadela" rápida, necessidade de tocar a cara devido a alguma "comichão" súbita sem ter de retirar o capacete etc.
« Última modificação: Outubro 08, 2019, 10:29:10, 10:29 por Lourenço »

Outubro 08, 2019, 12:50:27, 12:50
Responder #18

Sapiens21

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Um vídeo da Lazarus Training, com base em Londres e que ministra cursos a nível Internacional.

Podem saber mais sobre a mesma AQUI e ver também o vídeo seguinte:





NOTA: Com o meu modular (Schuberth C3), tentar colocar ou retirar sem abrir a queixeira, é algo que me parece ser muito difícil.
A não ser que se arranque o colar "neck pad" que fica justo ao pescoço para evitar a entrada do vento.
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Outubro 08, 2019, 19:01:09, 19:01
Responder #19

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No meu Caberg tiro-o ou coloco-o facilmente sem o abrir (também é o tamanho L) . É mais frequente tirá-lo fechado porque me esqueço que tenho o modular e penso que estou com o compacto :)
Mas parece que estamos aqui a ligar a segurança de um capacete com a forma como se tira. Não é despiciendo, mas prefiro ver a segurança do capacete na óptica do embate
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Outubro 08, 2019, 19:27:02, 19:27
Responder #20

Lourenço

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No meu Caberg tiro-o ou coloco-o facilmente sem o abrir (também é o tamanho L) . É mais frequente tirá-lo fechado porque me esqueço que tenho o modular e penso que estou com o compacto :)
Mas parece que estamos aqui a ligar a segurança de um capacete com a forma como se tira. Não é despiciendo, mas prefiro ver a segurança do capacete na óptica do embate

Justamente e na linha dos comentários anteriores, a forma como se tira ou pode tirar é de toda a relevância relativamente á questão da segurança. Um bom capacete que protege a cabeça em caso de acidente mas difícil ou complicado a retirar até no caso de outras partes do corpo em sofrimento acaba por ser uma variável importante.
Nem sei se nas 5 estrelas do Caberg (modular) e visto que há várias pessoas que o colocam e retiram como eu, fechado, (entretanto já encontrei mais duas), não terá sido esta uma das variáveis ponderadas. Aliás nem sei qual a seriedade das estrelas mas temos de crer e tranquilizar a consciência.

Outubro 08, 2019, 19:51:16, 19:51
Responder #21

j-santos

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Se consegues colocar o capacete assim tão facilmente, pode-se dar o caso de o tamanho não ser o mais adequado
Infelizmente é muito normal isso acontecer, não estou a dizer que é esse o caso mas.........pode ser 🤔🤔

Outubro 08, 2019, 20:27:28, 20:27
Responder #22

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Existem modulares...e modulares. :)

Vale isto por dizer que existem diferenças relevantes entre os modelos à venda no mercado e que podem dificultar ou facilitar a sua remoção.

No caso do meu capacete, a existência do colar ("neck pad") parece-me que inviabiliza a remoção - ou pelo menos não tão facilitada por comparação com outros - se a operação se fizer com a queixeira fechada.

Fica de tal forma justo na zona superior do pescoço, que a passagem da cabeça é tudo menos fácil...quando fechado.

É assim como se vê na imagem, pelo que dá para perceber a dificuldade....

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Outubro 08, 2019, 20:31:57, 20:31
Responder #23

j-santos

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Será um shuberth não?
Mas no caso do caberg não me parece que tenha ou utilize o neck pack e apenas por isso comentei

Outubro 08, 2019, 20:47:25, 20:47
Responder #24

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Sim.  :)
Tinha indicado em nota de rodapé, na minha penúltima intervenção neste tópico.

Também achei por bem fazer uma referência para uma certa abertura na aceitação da existência de diferenças relevantes entre modulares.
A forma de retirar um capacete modular, por parte de equipas de socorro, pode ter assim e conforme explicado, as suas diferenças.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Outubro 08, 2019, 20:52:56, 20:52
Responder #25

j-santos

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 :nice:
Isso é completamente verdade, mas acredito que um integral no mesmo patamar de qualidade será sempre mais seguro em todos os aspectos

Outubro 08, 2019, 21:59:40, 21:59
Responder #26

s.imperial

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E o sistema de abertura do modular nunca será usado por nós para retirar o capacete, a técnica para retirar o capacete implica que este seja totalmente fechado para nos ajudar.

Então o modular é retirado como se fosse um integral?
É que habitualmente os modulares fechados envolvem mais a cabeça.. tornando-os mais difíceis de retirar dessa forma.
 :pensador:




Este vídeo mostra uma das técnicas que usamos (existem duas, esta é a mais actual). Escolhi este porque a cabeça da vítima abana um pouco (podem ver a flexão da cervical) em função do capacete ser mais apertado do que a maioria dos vídeos formativos (embora sendo um integral), o que é efectivamente uma desvantagem. Mas abana muito menos, porque usamos a própria estrutura do capacete para posicionar as mãos.

Esta é a técnica mais segura para qualquer tipo de capacete, de acordo com as guidelines. Não é ensinada qualquer outra forma oficial de remoção do capacete em Portugal, qualquer outra técnica que surja é filha do engenho e da necessidade.

Quanto aos neckpads, nunca me aconteceu apanhar ninguém com um. Já retirei um em formação e era um sistema amovível tipo velcro, que conseguimos "descolar" antes da abertura do capacete, mas não sei se será possível em todos os modelos.

A técnica mostrada no vídeo internacional não é ensinada nem aprovada oficialmente em Portugal, pois argumenta-se que o posicionamento das mãos daquela forma corre mais risco de "arrancar subitamente" ou mexer lateralmente a cervical versus a agarrar na base; mas nós andamos sempre uns 50 anos atrás na emergência pré-hospitalar, portanto não me admirava que estivessemos nós a ensinar mal...

Havendo compromisso da via aérea, claro que sai de qualquer forma, até a pontapé ou ferramentas de desencarceramento se for preciso (um colega precisou de fazer isso uma vez, capacete tão deformado que não saía, moço que aparentava estar prestes a entrar em paragem, lá se fez uma "cirurgia" ao capacete).
« Última modificação: Outubro 08, 2019, 22:10:16, 22:10 por s.imperial »

Outubro 08, 2019, 22:07:06, 22:07
Responder #27

j-santos

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Excelente exemplo e explicação
Obrigado

Outubro 08, 2019, 22:52:23, 22:52
Responder #28

Moto2cool

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Penso que as estrelas sharp não levam em conta a remoção do capacete, apenas resistência ao impacto.
Mas penso que será sempre uma situação de compromisso entre várias funções.
Li atrás que os capacetes mais justos (mais recomendados) são mais difíceis de tirar
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Outubro 08, 2019, 22:58:22, 22:58
Responder #29

j-santos

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Um pormenor que acho ser de interesse é que os meus capacetes são apertados mas as laterais são removíveis sem mexer no capacete o que deve facilitar em muito a remoção do mesmo

Outubro 08, 2019, 23:10:43, 23:10
Responder #30

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Os modulares, quando abertos, permitem uma flexão da estrutura que está bem patente no vídeo da Lazarus Training.

A utilização dessa faculdade de movimento lateral e que é levada a cabo pela pessoa que vai retirando o capacete lentamente (enquanto a outra sustém a cabeça), entendo que até não seja utilizada em Portugal.
Mas não me parece incorrecta a abordagem dessa forma.

Se não é utilizada em Portugal, mas é-o a nível internacional...esperemos ao menos que, independentemente da forma usada de remoção, o sinistrado tenha sempre o melhor socorro possível.  :nice:
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Dalai Lama

Outubro 09, 2019, 10:45:22, 10:45
Responder #31

s.imperial

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O problema é mesmo o movimento lateral (não do capacete abrir para os lados - que é o mesmo que fazemos ao usar as precintas e os dedos por baixo - mas de haver claramente nesse vídeo uma deslocação da cervical no plano coronal)... que é considerado como mais negativo (vs a flexão e extensão controladas) e extremamente perigoso. Também temos empresas a operar ao nível internacional (cursos B, I e ATLS - certificados em tudo o mundo) e não ensinam essa técnica. /whoknows

E melhor cuidado é... relativo. As novas guidelines dizem que não devemos imobilizar totalmente todas as vítimas de acidente/trauma, que devemos avaliar um conjunto de parâmetros antes de colocar a pessoa no plano rígido, pois o plano é mais responsável por lesões do que dizer à pessoa "vou pedir-lhe que se mantenha muito quieto". Inclusivamente já organizei um seminário sobre isto e já por 3x ouvi um dos maiores peritos de trauma em Portugal a apresentar esses parâmetros e as razões pelo qual acontece.

Ainda assim, se eu levar uma vítima de acidente sem estar imobilizada para o hospital... recebo 3 processos disciplinares e uma acusação por negligência ainda antes de entrar na triagem, embora esteja a providenciar o melhor cuidado de acordo com as guidelines mundiais.  :oops:

Outubro 09, 2019, 11:41:13, 11:41
Responder #32

Sapiens21

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Estou a ver que existem umas certas "diferenças/orientações" nas formas de abordagem a um sinistrado e até mesmo na forma como deve chegar ao hospital.

Se bem percebi, em Portugal as guidelines dizem que o sinistrado não deve ser totalmente imobilizado.

Já se uma vítima de acidente chega ao hospital sem o estar...pode conduzir a processos disciplinares.  :pensador:

Está bem...  :read.calm:
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Outubro 09, 2019, 11:46:15, 11:46
Responder #33

JViegas

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O problema é mesmo o movimento lateral (não do capacete abrir para os lados - que é o mesmo que fazemos ao usar as precintas e os dedos por baixo - mas de haver claramente nesse vídeo uma deslocação da cervical no plano coronal)... que é considerado como mais negativo (vs a flexão e extensão controladas) e extremamente perigoso. Também temos empresas a operar ao nível internacional (cursos B, I e ATLS - certificados em tudo o mundo) e não ensinam essa técnica. /whoknows

E melhor cuidado é... relativo. As novas guidelines dizem que não devemos imobilizar totalmente todas as vítimas de acidente/trauma, que devemos avaliar um conjunto de parâmetros antes de colocar a pessoa no plano rígido, pois o plano é mais responsável por lesões do que dizer à pessoa "vou pedir-lhe que se mantenha muito quieto". Inclusivamente já organizei um seminário sobre isto e já por 3x ouvi um dos maiores peritos de trauma em Portugal a apresentar esses parâmetros e as razões pelo qual acontece.

Ainda assim, se eu levar uma vítima de acidente sem estar imobilizada para o hospital... recebo 3 processos disciplinares e uma acusação por negligência ainda antes de entrar na triagem, embora esteja a providenciar o melhor cuidado de acordo com as guidelines mundiais.  :oops:

Perdoa-me o off topic.

Em tempos lancei num outro fórum (não sei se o falei por aqui já) em realizar uma pequena formação para membros sobre cuidados básicos em caso de acidente de mota.

Algo muito simples mas concreto para que cada  motociclista ficasse conhecedor dos princípios básicos aquando envolvido num acidente de mota ou testemunha num acidente de mota.

Lembro-me que não se queria algo elaborado, uma formação de uma manhã ou tarde.

Ainda se falou em algumas corporações de bombeiros, eu ainda fiz uns contactos junto do INEM (email) mas ficou tudo pelas intensões por diversas razões.

Lembro-me ainda que vi em tempos na TV uma iniciativa de uma corporação de bombeiros sobre uma formação sobre suporte básico de vida e que essa corporação convidou a população para num manhã dar formação aos interessados que aparecessem/inscrevessem.

Lançava aqui a ideia e caso algum dia conheças uma formação dessa natureza, que a possas divulgar por aqui, para se conseguir que os membros que estejam mais perto possam participar.

Seria interessante.

Outubro 09, 2019, 11:54:29, 11:54
Responder #34

Sapiens21

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Subscrevo inteiramente a sugestão dada pelo JViegas.

Imagino que se conseguia um grupito interessante (depende da localização) e com vontade de aprender sobre algumas técnicas.

Por vezes podem fazer a diferença se aplicadas correctamente.  :nice:
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Dalai Lama

Outubro 10, 2019, 16:10:18, 16:10
Responder #35

s.imperial

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Perdoa-me o off topic.

Em tempos lancei num outro fórum (não sei se o falei por aqui já) em realizar uma pequena formação para membros sobre cuidados básicos em caso de acidente de mota.

Algo muito simples mas concreto para que cada  motociclista ficasse conhecedor dos princípios básicos aquando envolvido num acidente de mota ou testemunha num acidente de mota.

Lembro-me que não se queria algo elaborado, uma formação de uma manhã ou tarde.

Ainda se falou em algumas corporações de bombeiros, eu ainda fiz uns contactos junto do INEM (email) mas ficou tudo pelas intensões por diversas razões.

Lembro-me ainda que vi em tempos na TV uma iniciativa de uma corporação de bombeiros sobre uma formação sobre suporte básico de vida e que essa corporação convidou a população para num manhã dar formação aos interessados que aparecessem/inscrevessem.

Lançava aqui a ideia e caso algum dia conheças uma formação dessa natureza, que a possas divulgar por aqui, para se conseguir que os membros que estejam mais perto possam participar.

Seria interessante.

Nós já demos uma formação similar. O clube/associação de motociclismo de um colega nosso passou uma manhã connosco a aprender suporte básico de vida, manobras básicas de extinção de incêndios, conceitos de trauma, remoção do capacete, etc. Toda a gente adorou! A ideia foi condensar o curso de Segurança no Trabalho (portanto aquele que é dado obrigatoriamente aos responsáveis de segurança das empresas) num formato mais apelativo e orientado para motociclistas, com umas brincadeiras pelo meio.
Deixo aquilo o link para algumas fotos da formação que demos: Formação BMW CKLT (euzinha encaracolada a demonstrar o SBV e remoção do capacete).

Organizámos também um seminário (para Bombeiros mas era aberto a toda a população) orientado para a imobilização do doente em trauma, precisamente para contrapor aquilo que são os "MITOS" vs a evidência científica.

Não conheço ninguém que esteja a fazer isso para motociclistas em particular, em Portugal, assim de forma regular. Sei que a BMW CKLT também colaborou com os Bombeiros de Vila de Rei, através do mesmo colega que organizou connosco. No US conheço muitas iniciativas. Maaaaaas...

É uma ideia óptima. E eu tenho uma formadora que estaria disposta (a que aparece nas fotos comigo), com o meu auxílio, a dar essa formação, certamente (vá, tenho de falar com ela primeiro). Tem 18 anos de experiência, formadora da Escola Nacional de Bombeiros em Desencarceramento e Socorrismo, apaixonada por motas (todos os dias a ouço lamentar ter de ter vendido a sua Hornet), e entusiasta da formação para leigos... Do género organizar um grupo interessante e gratuitamente dar um mass training - acho que era perfeitamente exequível!!
« Última modificação: Outubro 10, 2019, 16:14:28, 16:14 por s.imperial »

Outubro 10, 2019, 16:26:11, 16:26
Responder #36

Sapiens21

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Estive a ver as fotos.... :nice:

Demorei a lá chegar (são imensas!), mas vi o registo fotográfico da remoção do capacete.  :cool:

Quanto à possibilidade de uma formação, seria onde, companheira?

No Centro de Formação de Sintra? Noutro local?
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Dalai Lama

Outubro 10, 2019, 17:20:32, 17:20
Responder #37

s.imperial

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Existem aqui três opções a explorar:
a) O meu comandante apoiar a iniciativa como anteriormente e a formação ser feita através do meu quartel, no nosso espaço (Barcarena - Oeiras);
b) O meu comandante não concordar e darmos a formação off the record (portanto, desfardadas a título particular) num qualquer outro espaço a arranjar (admitidamente, se for só na área do socorrismo, em qualquer espaço podemos dar a formação). Neste caso, obviamente, depende de onde arranjássemos o espaço - mas Lisboa, Sintra, Loures, no limite Almada, são tudo sítios onde poderíamos procurar opções.
c) Através de connects nossos a formação ser inclusivamente dada noutro quartel (não estou a dizer que é possível, mas e.g. os BV Montelavar até têm o seu próprio grupo motard, portanto há possíveis parceiros nalguns lados).

Em Sintra nunca poderia ser, a ENB não faz nada sem ser a pagantes e através dos protocolos já estabelecidos...
Deixem-me falar com a minha Maria (ela já disse que alinha), e discutir detalhes de como o poderíamos fazer. De momento estamos ambas assoberbadas com projectos pessoais, não o conseguimos de momento. Mas prometo que não me esqueço e vou ver o que podemos fazer, e que certamente arranjaremos maneira de isto se tornar realidade. Portanto vamos ver :)