Autor Tópico: Espírito Motard - Existe ou foi extinto?  (Lida 12262 vezes)

Setembro 12, 2016, 00:12:37, 00:12
Lida 12262 vezes

nuno

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Vou vagueando por alguns fóruns e vou tendo conhecimento de algumas situações que me levam a questionar se o "Espírito Motard" ainda existe ou o aumento do número de condutores de motociclos o terá extinto?

Para mim o Espírito Motard traduz-se numa espécie de sentimento de irmandade, companheirismo e entreajuda entre motociclistas.

Será que o espírito motard foi anulado por um desfile de vaidades onde cada um tenta exacerbar o seu motociclo ou exibir o seu poderio económico?

Estará a vaidade a substituir o relacionamento entre companheiros do asfalto?

E finalmente, faz falta o espírito motard?

Setembro 12, 2016, 00:45:31, 00:45
Responder #1

Luis Salgueiro

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Vou vagueando por alguns fóruns e vou tendo conhecimento de algumas situações que me levam a questionar se o "Espírito Motard" ainda existe ou o aumento do número de condutores de motociclos o terá extinto?

Para mim o Espírito Motard traduz-se numa espécie de sentimento de irmandade, companheirismo e entreajuda entre motociclistas.

Será que o espírito motard foi anulado por um desfile de vaidades onde cada um tenta exacerbar o seu motociclo ou exibir o seu poderio económico?

Estará a vaidade a substituir o relacionamento entre companheiros do asfalto?

E finalmente, faz falta o espírito motard?

Tenta objectivar mais as tuas questões ! Da maneira como as colocaste eu percebo o essencial da mensagem mas não sei bem 'direccionar' as minhas  respostas .

Nas concentrações ( Góis , Faro, etc, ) parece que há muito 'espírito motard' , mas não será que isso parece assim devido ao 'contexto' ? Depois de acabar o 'programa das festas' e regressados a casa, será que individualmente e na rotina do dia-a-dia mantêm o mesmo 'espírito' que tiveram durante a concentração ?

Eu 'não vou muito à bola' com essa coisa do 'espírito motard' (por si só e assim só 'na teoria') , prefiro analisar e avaliar cada um por aquilo que é , depois de despir o colete e pendurar o lenço .

Quanto à 'fogueira das vaidades' que mencionas , é claro que existe e atravessa toda a sociedade (motociclistas 'obviamente incluídos ) , basta ver em cada lançamento de um novo IPhone e o consequente aumento de pedidos de crédito na Cofidis (por ex.) ! Há gajos que compram motas caras 'só porque sim' , mas curiosamente são os gajos que menos andam nas motas que têm . Eu conheço um sujeito que já há 4 anos tem uma GS1200 guardada aqui na garagem de um vizinho meu e que só a vem cá buscar para ir ao LAL .

Setembro 12, 2016, 09:30:30, 09:30
Responder #2

rodrigues

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Na minha opinião o espírito Motard é uma utopia que queremos à força implantar em todos os que andam de mota.

Se te referes ao espírito de entreajuda não é por passarmos a andar de mota que mudamos o nosso caráter, esse espirito é uma característica que faz parte da nossa personalidade independentemente do veículo que conduzimos, seja bike, carro ou motas ou mesmo a pé.

Só para dar um exemplo, fiz dezenas de passeios de Cicloturismo e quando alguém cai ou tem uma avaria quase ou ninguém pára para ajudar porque sabem que mais atrás vem o carro vassoura, mas em pequenos grupos já existe esse espírito de entreajuda, já escasseia é verdade mas ainda existe.

Vemos pessoas a ajudar os outros que nunca andaram de carro nem de mota porque simplesmente se preocupam com os outros.

Acredito que conduzir em grupo possa existir o pensamento de quem está mais perto que ajude, mas a solo a maioria pára para ajudar ou faz sinal se precisa de ajuda, refiro-me  fora dos grandes centros urbanos porque a selva de betão muda as pessoas.

As concentrações em que se vê um convívio mais amistoso e uns copos á mistura mais não são que uma montra de personalidades só para aquele momento.

Resumindo, andar de mota muda o nosso comportamento perante o que nos rodeia mas não vai mudar nunca o nosso sentido de humanidade perante os nosso semelhante.

Setembro 12, 2016, 12:46:08, 12:46
Responder #3

RSANTANA

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Espirito motard....vou rir primeiro..hahahhahahahahah.

Agora o porque da risota, bom se andares de acelera existe um comportamento, se andares de avião temos outro. Eu por mim falo, sempre 600´s e quando comprei a acelera senti-me completamente discriminado, não só porque cruzamos com outros e não cumprimentam, bem como, ha e tal vamos ali e não consigo acompanhar ninguem. ( Mas consegui dar baile com a vision a uma keeway 125, hehehehehe).

Agora a inter ajuda, bom, quando vou de carro e vou a tempo de parar, as vezes paro. De mota, nunca parei. De bicicleta paro para ajudar.

Resumindo isto faz de mim ter mais ou menos caracter, muda o meu espirito andar de mota, sim muda, da noite para o dia, ganho uns 20 anos de vida.

Se as pessoas fossem menos arrogantes e menos egoistas, entre outras coisas, teriamos uma sociedade melhor, mas vá 90% das pessoas, exagero 90%, vá 95%, não sabem viver em sociedade, não sabem respeitar o espaço do proximo etc etc.......



Digo eu.

Setembro 12, 2016, 13:17:07, 13:17
Responder #4

salvador99

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@rsantana tal e qual o meu pensamento, infelizmente de ajudar de boa vontade já me prejudiquei, mas como diz o ditado burro velho não aprende línguas

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Setembro 12, 2016, 15:28:38, 15:28
Responder #5

TMXR

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Apesar de ter começado a andar de moto à relativamente pouco tempo, acho que já dominei a maioria dos aspectos todos inerentes à condução das 2 rodas menos essa do "espirito motard"... essa e a diferenca entre "motard e motoqueiro", que é outro dos clichés geralmente usados para  discriminar motociclistas por algum motivo (geralmente negativo).





Dada a minha ignorância, geralmente quando me falam em "espirito motard", aquilo que imagino sao um grupo de indivíduos que tem uma moto na garagem durante um ano, e num fim de semana juntam-se todos num evento para celebrar o tal "espirito", onde através da utilização de alguma caracterização (sendo um deles quase obrigatório um colete com diversos motivos bordados) encarnam uma "personna", e reunidos à volta de uma mesa, ingerem elevadas quantidades de líquidos derivados da fermentação de cereais e de carne de origem Suina, enquanto observam algumas actividades culturais tais como concertos de musica rock, concursos de T shirts molhada ou shows de striptease  :nice: :nice:.


Geralmente, no dia seguinte, ha uma catarse colectiva e todos rumam a casa e guardam as suas motos até ao ano seguinte.   :nice:




Desculpem o tom irónico, certamente que não foi para ofender ninguém  :D :D :D, mas não consigo perceber essa do "espírito motards" ou da forma como são motards sejam maior ou menor, ou melhor ou pior do a de que qualquer outra pessoa que ande em 2 rodas.


É que para alem dessa retórica, depois ainda ha uma serie de outras: é porque guia uma Trail / Naked / Custom / Scooter / RR / Cafe Racers/...  ou porque a cilindrada é X, 2X ou 3X... e depois ainda porque tem uma moto da marca A ou B ou C ou D... (entao se tiver uma da marca K ou W  :zangadoplus: :zangadoplus:)



Isto devia limitar-se a 2 distinções: os que gostam de motos e os que andam mas é por necessidade ou conveniência... não ha forma certa nem errada de ser motociclista e quem o achar está errado  :nice:

 

 
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Setembro 12, 2016, 17:08:32, 17:08
Responder #6

Luis Salgueiro

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Lone Rider , OK!  tá visto que nas concentrações só há 1% dos intervenientes que não seguem o Culto : os mecânicos de serviço !  :D

Setembro 12, 2016, 17:21:41, 17:21
Responder #7

LoneRider

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Lone Rider , OK!  tá visto que nas concentrações só há 1% dos intervenientes que não seguem o Culto : os mecânicos de serviço !  :D

Percebi a piada! ;)

Mas o culto não reside na concentração ou no ajuntamento ou no moto churrasco.
Existe naquela vontade de partilhar experiências e conhecimento seja com quem for!
Até mesmo com o João Santos! :lol:

Sobre o café que me ofereceste um gajo dorme mas não esquece! :P
Quando leres as minhas palavras, barbaridades e demais conjecturas,  pensa no Gato que Ri do conto Alice no País das Maravilhas.

Setembro 12, 2016, 17:59:08, 17:59
Responder #8

karloxilva

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Os diversos companheiros que escreveram antes colocaram aqui várias questões interessantes para reflexão. Alguns tornaram em letra algo que já me tinha passado pela cabeça.

O "espírito motard" (interessante como um termo pejorativo em relação aos primeiros polícias "montados" franceses se tornou palavra requintada, deve ser da pronúncia...) tinha a ver com o culto da mota, por si. Fazer a vida sobre duas rodas ao invés de quatro era negar de alguma forma a uniformização da "lata", de um certo modo de vida onde o sucesso era projectado no carro. Neste sentido, sem querer uniformizar, o motociclista era de alguma forma um "marginal", aqui no sentido do destoar do hábito motorizado dominante, porque houve casos em que foi (é) não marginal mas delinquente, lembremo-nos dos bandos motorizados com ligações ao crime organizado nos EUA  e da forma pouco cuidada, e ameaçadora da vida alheia, como alguns se comportam na estrada.

O facto de serem "poucos" criou alguma solidariedade, aquela saudação que alguns ainda fazem nas estradas deriva dessa tradição.
Depois há os mitos projectados pelos cinema...

Li há muito tempo que são os mitos e não os factos históricos verdadeiros que solidificam as raízes culturais das sociedades, as chamadas "tradições". Um grupo de miúdos lembra-se de macaquear numa universidade privada recente as "tradições" de Coimbra e passam a andar todos vestidos de "barata", porquê?, "porque é tradição"...

Da mesma forma, hoje, lembrem-se do que disse do cinema, compra-se uma Harley ou algo do género e lá têm de vir os casacos penduricalhos e os coletes pretos. "Tradição"... E, como disse um companheiro, acaba tudo de "bejeca" na mão aos urros diante de uma desgraçada que aproveitou para ganhar uns trocos nesse fim-de-semana. No fim, puxa-lhe a embraiagem e dá-lhe gás "qu'isto é tudo nosso". E até para o ano. Depois enfiam-se no "popó" o resto do ano.  A "tradição motard" é grunha, misógina  e bêbeda?
Faz lembrar a diferença entre os festivais de rock do antes e do agora. Agora há sectores "vip", muito "sponser" e até "look" festivaleiro. Ganga rasgada da mais cara. Antigamente os "jeans" envelheciam com o uso ou levavam-se para a praia para arruçarem com areia. Rasgados? Só os que se panhavam no caixote do lixo ou dos sem-abrigo que não tinham dinheiro para os remendar. Hoje paga-se bem por "jeans" rasgados, e até já vêm arruçados por uns trabalhadores com os pulmões rebentados pela silicose por trabalharem com jactos de areia
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Setembro 12, 2016, 18:13:42, 18:13
Responder #9

Grandpa

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Neste mundo existem os que vêem a moto como uma ferramenta,  outros como um hobby, outros como uma forma de ostentação e outros como um culto.
No Culto das Motas existe mecânica,  estudo, curvas, paisagens,  solidariedade, entre ajuda, amizade e Amor,  especialmente pelo seu "cavalo".
........

Actualmente o Culto vê-se ameaçado porque o número dos que sabem o que é ser Motociclista é cada vez menor.

Subescrevo completamente.

Espirito motard, encontro-o normalmente no pessoal que anda sozinho ou em pequeno grupo.

Ele existe e está vivo - embora não em todos os que andam de mota

Setembro 12, 2016, 18:20:47, 18:20
Responder #10

LoneRider

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Tenho muito bons amigos que vivem essa coisa que vocês escrevem (concentrações)  e fazem muitos km durante todo o ano.
Eu não vou de concentrações porque eu sou do contra. Mas eu não conto porque sou do contra em relação a quase tudo.

Saindo desse âmbito tens muitos casos da velha guarda que tu desconheces,  verdadeiros do Culto da Mota,  que te dirige a palavra como se fosses uma merd@,  mas com um sorriso na cara, e seriam incapaz de te deixar apeado seja donde for.
Eu nasci no meio das motas e sou devoto do culto,  apesar de ter tão pouca experiência e não ser merecedor de ser um deles (nem pretendo), e tudo o que ele me trouxe a esta vida foi o de entender que nas motos só há duas constantes.
Digam o que te disserem:

A tua mota é a melhor de todas.
Trata bem da tua mota e ela tratará melhor de ti.

Eu,  seja o que for para ti,  se te vir parado com algum problema,  paro para saber se te posso ser útil. E se te posso ajudar,  fá-lo-ei incondicionalmente,  pois tu, pelo simples facto de estares montado numa mota já és merecedor.
É precisamente aí que eu acho que o espírito deve residir.
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Setembro 12, 2016, 18:58:37, 18:58
Responder #11

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Façamos então a reflexão caro Lonerider...

Por um lado dizes que qualquer motociclista que se veja "enrascado" com um determinado problema, terá sempre por parte de um grupo de pessoas (pelo menos dos tais que batem no peito a dizer que "vivem o culto") essa nobre atitude de parar e ajudar.
Pois quanto a isso, mesmo não pregando o dito culto, também já parei para ajudar...e fi-lo não porque se tratava de uma cinquentinha que decidiu avariar, mas sim porque não conseguia ignorar o facto de estarem 2 jovens sozinhas no meio da estrada e visivelmente preocupadas.

O que me causa estranheza - e garanto que olho para tudo isto de forma objectiva - é o culto ser no fundo um aglomerado de bons princípios na estrada, por contraponto a um verdadeiro enxoval de vaidades (sim...também o é!), falta de humildade e provocação, num contexto diferenciado daquele.

Assim, eu pelo menos olho para o dito culto de forma estranha e pergunto-me....

Devo alguma coisa a toda essa malta por eu agora desde há uns anos andar de moto, ou será que o devo a mim próprio, mesmo tendo um espírito da coisa que no fundo não segue espírito nenhum, senão a minha própria forma de estar na vida e de relacionamento com os demais?!?!

Porventura nem sequer motociclista serei para muitos que me vejam a guiar uma moto, uma scooter ou o que quer que se assemelhe a tal, mas ainda estará para vir quem me aponte o dedo de que nada faço pelo motociclismo ou que o seu culto é melhor do que aquela forma de estar que sigo sem estereótipo.
« Última modificação: Setembro 12, 2016, 19:04:16, 19:04 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Setembro 12, 2016, 19:26:56, 19:26
Responder #12

LoneRider

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Eu não te e diferencio por seres empregado público ou por teres um aspirador.

Será sempre,  para ti,  a melhor moto que há!

Eu nunca te achei inferior,  nem te subestime, nem pensei que fosses isto ou aquilo.
É disse-te uma vez que eras sisudo e o de tenrinho é parte de mim.
Interajo contigo pelo fórum e,  sei que és totalmente diferente.
Para mim és tão merecedor do culto como qualquer outro,  sempre que não ponhas barreiras.
Se os outros o fazem isso é problema deles e o destino algum dia os ensinará.
Os coletes não fazem deles grandes motociclistas. São as suas actitudes como tal.
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Setembro 12, 2016, 20:37:22, 20:37
Responder #13

RSANTANA

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Tudo o que tenha a ver com cultos é alvo a abater.
Mas as pessoas gostam muito de cultos, comecemos com a igreja, existe maior culto que esse?

Atenção não é cultos ao inverso de pessoas burras.

Setembro 12, 2016, 20:58:40, 20:58
Responder #14

LoneRider

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Sou um gajo morto Ricardo!
Posso morrer a qualquer momento nos próximos 70 anos.  :lolol:
O culto da moto não semeia radicalismo.
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Setembro 12, 2016, 21:18:26, 21:18
Responder #15

Cross

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Espírito Motard será apenas uma etiqueta como outros espíritos que andam por aí!? Talvez!?

Sempre fico pasmado em relação à facilidade e ligeireza que se passam juízos de valor! Por isso temos a sociedade que temos. Então por exemplo entreajudar um companheiro de estrada é diferente se estiver em duas rodas ou em quarto só por que sim!

"Somos o que fazemos. Nos dias em que fazemos, realmente existimos; nos outros, apenas duramos". Padre António Vieira.

Mais importante ainda...

"Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito". Aristóteles.

boas curvas
Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Setembro 12, 2016, 21:50:18, 21:50
Responder #16

LoneRider

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Aqui existe uma pequena diferença amigo Cross.
Fala-se de motos e os diálogos são,  todos eles direccionados nesse sentido.
Um gajo que para para ajudar o outro só porque tem moto não quer dizer que não ajude o outro porque vai de trotineta.
Aqui dizemos que ajudamos o outro que vai de moto porque se vai de moto.
No entanto se à coisa que não faço é ajudar o outro porque vou de carro,  dado que não tenho carro.
Mas sim,  se vir alguém em apuros na estrada e eu posso parar eu ajudo sempre.
Como vivo na estrada,  já ajudei mais vezes do que as que gustaría.
Quando leres as minhas palavras, barbaridades e demais conjecturas,  pensa no Gato que Ri do conto Alice no País das Maravilhas.

Setembro 12, 2016, 22:58:27, 22:58
Responder #17

TMXR

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Entendo o culto e a origem do mesmo...  e mesmo tendo caricaturizado, respeito e aplaudo essa paixao.  :nice:



Contudo, é minha opinao que este movimento em parte é originado de um elitismo... há umas boas dezenas de anos, quem andava de moto ou era o "Ti Manel" que não tinha a 4a classe para tirar carta ou então era o "menino irreverente de boas famílias"... sinal disso mesmo era um dos principais ponto de encontro ser há muito anos, a praça de Londres.


Este elitismo de que acusam alguns é que por vezes me da a volta à cabeça: há uns tempos sentia um bocado isso em relação aos gajos que (imagine-se) tinham uma scooter que custava quase esse enorme soma de dinheiro que são 5 mil €...  :D

Hoje em dia ainda não percebi bem o que é elitismo... será alguém ter uma moto de 20 mil???? um blusão de 500?  ::P: é que 20 mil é mais ou menos o que custa um carro daqueles Coreanos  :D :D e mesmo que não tenha liquidez, qualquer "indigente" consegue credito nesse valor  :nice:

Que alguém me diga tem um McLaren de 200 mil €, eu ainda consigo entender que isso possam ser valores de dificil acesso ao comum dos mortais, agora 20 mil? 5 mil €??? 5 mil € custa um relogio!  ::P:




Em relação ao deixar na estrada, mesmo sem ser motociclista nunca me passaria pela cabeça deixar alguém à beira da estrada que estivesse em dificuldades, embora desde há uns anos para cá com a generalização dos telemóveis e com a universalização da cobertura de "assistência em viagem", ninguém está a mais de 30 minutos de  ter um reboque e um taxi... :nice:


Entendo ainda que por sermos um elemento mais frágil na estrada, exista uma maior união...  Infelizmente isso as vezes é bom e outras é mau... e assim de repente vem-me à cabeça uma ordem profissional com que partilhamos a estrada e que funciona mais ou menos da mesma maneira: os taxistas  :D :D  :D :D



Nao vejam a minha argumentação como uma critica ao "espírito motard", eu apenas quero dizer que esse espírito não pode usado para discriminar ou segregar outros motociclistas.



As motos sao uma das melhores coisas que me aconteceram. Hoje tenho uma vida mais rica, mais divertida, conheço mais pessoas e tenho mais experiências. As motas quando entraram na minha vida, alteraram o meu lifestile e o meu dia-a-dia. Penso que muitos de vos concordam e revem-se nisto. Mas as motos tem valores diferentes para pessoas diferentes e temos de aceitar essa diferença. 


Nao preciso de aceitação ou confirmação por parte de quaisquer outros indivíduos (ou grupo) sobre a minha forma de viver as motos (sobretudo se tiverem vestido como o Johnny Depp quando interpreta o capitao Jack Sparrow!!!!  :D :D :D), isso não me vai trazer qualquer felicidade, nem me vai tornar melhor nem pior motociclista do que aquilo que sou  :convivio: :convivio: :convivio:


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Setembro 12, 2016, 23:47:18, 23:47
Responder #18

nuno

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Aí é que está, o "espírito motard" não discrimina. Tanto é assim, que nos motoclubes "old school" as caveiras são usadas nos seus  logotipos como sinal de indiferenciação (não há cor de pele, não há ricos nem pobres, a esse nível somos todos iguais).

O "espírito motard" deve centra-se na vivência que a mota permite, nas aventuras e desventuras, no companheirismo, e claro, como o Lone disse, para cada motard a sua mota é a melhor e é alvo de todos os cuidados, no entanto, não se distinguem companheiros em função da cilindrada.

Por exemplo, se chegamos a um local e está uma ou mais pessoas de mota, é quase natural que se acabe por fazer conversa. O mesmo já não acontece de carro.

Porquê que a malta se junta para umas almoçaradas ou passeios quando se "conhecem" num forum? Não será um resquício desse espírito?

Setembro 13, 2016, 00:53:11, 00:53
Responder #19

Moto2cool

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Excelente questão, na minha modesta opinião evidentemente existe espírito motard  :smiley: agora talvez mereça a pena reflectir sobre o que é o espirito motard, ou se preferirmos o que é actualmente o espirito motard.
Temos certo que a sociedade mudou e da mesma maneira que não encontramos cowboys a singrar pelas planícies da América, ou escravos a servir os seus donos no Brasil, também não encontramos o "bad boy" que foi em tempos a imagem do motociclista.
Ao contrário do que os resistentes á mudança pretendem, de preservar os usos e costumes antigos, não é o espirito motard que enforma os motociclistas de hoje, mas estes que o ajustam à sua realidade, porque o espirito motard que aqui se discute não é mais que um conjunto de rituais que definem esta subcultura, logo adaptável com esta.
Nesta fase já podemos presumir que o que se discute verdadeiramente não é o esprito motard mas quem são os motociclistas de hoje, porque esta é a variável independente.
Hoje em dia o motociclista é crescentemente um individuo com cultura, informado, com poder económico, consciente da importância da interação social, logo não é o contestatário e marginal que em tempos foram os motociclistas porque ele próprio é o poder e não o contra-poder.
Dito isto, não nos surpreendemos que o trato entre os motociclistas seja cordial e respeitoso, como na sociedade que eles construíram, mas que mantenham um espírito de solidariedade exclusivo entre eles porque afinal são uma subcultura.
Tudo isto vemos aqui no fórum  :palmas:

Bem, faltava o resto da história porque nem tudo é perfeito, ainda há alguns cowboys na América, sabemos que existe escravidão por certas partes desse mundo fora, e alguns motociclistas ainda pretendem ser "bad boys"

Já agora dois dos principais tipos de distinção de subculturas dentro dos motociclistas são a marca/modelo da mota,  e o tipo de mota  :lolol: é por isso que gosto do nome e filosofia do CP Motociclismo  :love0001:  e me irrito quando algum recém convertido a uma marca pretende reforçar a sua sensação de pertença dizendo mal das outras ( este é um ritual de agrupamento)  :nempenses:

Mas isto, caros companheiros, é apenas a minha reflexão, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência
Bora lá discutir quem são os motociclistas de hoje, pelo menos do CPMotociclismo  :bejeca:
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Setembro 13, 2016, 01:25:03, 01:25
Responder #20

TMXR

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Já agora dois dos principais tipos de distinção de subculturas dentro dos motociclistas são a marca/modelo da mota,  e o tipo de mota  :lolol: é por isso que gosto do nome e filosofia do CP Motociclismo  :love0001:  e me irrito quando algum recém convertido a uma marca pretende reforçar a sua sensação de pertença dizendo mal das outras ( este é um ritual de agrupamento)  :nempenses:



Funciona para os 2 lados... tanto tens o grupo que comprou o moto por 2000 € a dizer que o outro grupo que comprou a de 5000 é "um tanso" e que foi enganado pois conseguiram um muito melhor negocio... como tens o grupo que comprou a de 5 mil a dizer que qualidade da de 2000 deixa a desejar.



O que raramente tens, é um grupo ou individuo a comentar uma compra que ele realizou e realisticamente a apontar as qualidades E os defeitos...


e isto acontece devido a um "defeito" que todos temos e que se chama "racionalização pós compra"  :nice: . Podes pensar que estou a inventar, mas isto efectivamente existe e acontece:

http://www.cognitivebiasparade.com/2014/09/post-purchase-rationalization.html


Como sei que acompanhas foruns ha algum tempo, ja deves ter presenciado imensas situações destas... pessoas que compram um produto de uma gama de consumo, que defendem o produto, a sua qualidade e a sua satisfacao com ele até à morte, e depois... um dia... aquela que era a melhor maquina que existia à face da terra é trocada por outra... e passado uns tempos, acabas por ler que afinal a maquina nao era tao fabulosa e nem tinha a qualidade que o dono apregoava  :nice:


Este mesmo fenómeno encontras-o quando toca a discutir maquinas que são concorrentes (por pcx e nmax). Os donos sentem a necessidade não só de justificar a superioridade da sua, como precisam de ter apontar defeitos as da concorrência...  :nice:



É a natureza humana... para o melhor e para o pior  :nice:
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Setembro 13, 2016, 10:41:47, 10:41
Responder #21

nuno

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Setembro 13, 2016, 11:36:07, 11:36
Responder #22

LoneRider

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Para aquele que sabe o que é  o espírito motard não é necessário explicar.
Para aquele que não sabe o que é o espírito motard dá igual que tentes explicar de todas as formas,  não vai entender nunca.

Tenho pena.
Quando leres as minhas palavras, barbaridades e demais conjecturas,  pensa no Gato que Ri do conto Alice no País das Maravilhas.

Setembro 13, 2016, 12:03:10, 12:03
Responder #23

Moto2cool

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Totalmente de acordo TMaxer :)
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"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Setembro 13, 2016, 13:11:57, 13:11
Responder #24

nuno

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Para aquele que sabe o que é  o espírito motard não é necessário explicar.
Para aquele que não sabe o que é o espírito motard dá igual que tentes explicar de todas as formas,  não vai entender nunca.

Tenho pena.

Começo a pensar o mesmo...

Setembro 13, 2016, 13:29:12, 13:29
Responder #25

Luis Salgueiro

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Para aquele que sabe o que é  o espírito motard não é necessário explicar.
Para aquele que não sabe o que é o espírito motard dá igual que tentes explicar de todas as formas,  não vai entender nunca.

Tenho pena.

Começo a pensar o mesmo...

Não é complicado de entender ! No fundo, o 'espírito motard' é ser-se um 'gajo bacano' (sociável, prestável, adepto dos   'prazeres terrenos/básicos' da vida e da liberdade/evasão ,...bla bla bla ,  etc e tal ) . Bastante simples de entender até !
O chamar-se 'espirito motard' é uma 'apropriação' que a 'tribo das motas' faz para ela mesma , mas que existe em muitas outras 'tribos' ( malta do BTT ,do Cicloturismo,  das Moto4 , do Montanhismo , das 'Tatoos', da Canoagem, do Râguebi , do Futebol Amador , etc, etc,  ... até da malta 'que se dedica à pesca' )   

Setembro 13, 2016, 13:42:28, 13:42
Responder #26

LoneRider

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Com uma pequena diferença Luís.
Os sentimentos que te unem à mota.
Essa relação de cumplicidade é difícil de encontrar no que respeita à outros objectos.
É muito fácil de encontrar esse tipo de relação com os animais de estimação.
Mas eu sou suspeito de exagerar porque já fui muitas vezes apanhado a falar com elas!
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Setembro 13, 2016, 13:51:37, 13:51
Responder #27

Luis Salgueiro

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Com uma pequena diferença Luís.
Os sentimentos que te unem à mota.
Essa relação de cumplicidade é difícil de encontrar no que respeita à outros objectos.
É muito fácil de encontrar esse tipo de relação com os animais de estimação.
Mas eu sou suspeito de exagerar porque já fui muitas vezes apanhado a falar com elas!
Sim, há essa nuance ! E é boa a comparação com os animais de estimação ! Mas olha que também não deve ser 'exclusivo' da malta das motas , por ex. para um pescador com o seu pequeno motor e barquito de ir à pesca com anzol  também devem de existir 'conversas' entre 'eles' . Mas sim , essa relação 'homem-máquina' está muito presente no mundo das motas .

Agosto 26, 2017, 01:47:25, 01:47
Responder #28

dfelix

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Hoje foi um dia de correria. Falta de tempo que levou a atrasos. Atrasos que levaram a excesso de punho direito já na reserva.
E para terminar, uma paragem cerebral no momento em que deveria ter entrado para a estação de serviço.
Resultado... fiquei sem gasolina à saída da ponte vasco da gama no sentido sul.

Não parou um, nem dois, nem três,...
Não contei mas pararam na boa uns 10 motociclistas a perguntar se precisava da ajuda.
(De todos destacava-se um  RC8 branca lindíssima... que vinha na frente e foi o que teve a iniciativa de encostar. Se ignorar um casal numa FJR que foram super atenciosos)

Pela indumentária e  sobretudo pelo excesso de "espirito" diria que seguiam em grupo para uma qualquer concentração.


Agosto 26, 2017, 02:05:26, 02:05
Responder #29

TMXR

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Um dos principais motivos do espírito motard deve ter sido precisamente a facilidade com que se ficava à beira da estrada e a necessidade em ajudar o companheiro em apuros pois no dia seguinte poderíamos calhar a nós.



Hoje em dia há muita gente a andar de moto: os que gostam, os que o fazem por necessidade, os que o porquê é mais barato, os que andam todos os dias, os que andam só com bom tempo,etc...

De qualquer maneira, com os telemóveis e a assistência em viagem ninguém já fica pendurado à beira da estrada  :nice:

Ainda bem que tiveste a sorte  :nice:



Hoje na net encontrei isto... É quase ofensivo mas parti-me a rir  :lolol: :lolol: :lolol:


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Agosto 26, 2017, 02:36:10, 02:36
Responder #30

dfelix

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Ainda bem que tiveste a sorte

Empurrei 4km.  :D

Não ia estar a cravar gasolina. Muito menos pedir uma boleiazinha para ir buscar, pois implicaria ida e volta a Lisboa com portagem pelo meio. Além de que eles seguiam a sua viagem e era uma parvoice fazer com que tivessem de esperar ou fazer desvios.


Agosto 26, 2017, 09:20:37, 09:20
Responder #31

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Empurraste 4kms??? :???:

E não dava para utilizar o telemóvel e chamar algum conhecido, ou assim?

Imagino a dor de braços...vai lá, vai...
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Agosto 26, 2017, 11:56:57, 11:56
Responder #32

TMXR

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Ja tive de empurrar uma vez por 1 km e... nao é experiencia que gostasse de repetir  :toma: :toma: :toma:
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Agosto 26, 2017, 12:20:45, 12:20
Responder #33

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
E se um tipo apanha uma inclinação em subida de alguns graus, está tramadinho.
Aí é lutar contra o peso e se for por centenas de metros, mais vale desistir. A não ser qu estejamos a falar de uma Vision, claro...

Já tive de empurrar a minha bicla e percebo-vos... :D
Aquilo é uma canseira...pois é bichinho para pesar à vontadinha uns 10-12kg. Estão a ver, não é?  ::P:
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Agosto 26, 2017, 16:45:15, 16:45
Responder #34

dfelix

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Foi num sitio mau..
Pedir ajuda a quem fosse da margem norte ou sul implicaria sempre uma viagem de ida a volta pela ponte.

Então meti-me a empurrar para sair dali.
Saindo no IC32 já seria mais fácil pedir a alguém sem dar o trabalho de ir á ponte e voltar.
De onde estava via-se a indicação da saída. Mas até lá ainda são 2km.
Já no IC32 ... com a marcação de 750m para a saída para o Montijo ... siga!

A única parte chata foi a saída porque é ligeiramente a subir. Ainda consegui fazer metade a "vapores"... mas depois o resto continuei a pé!


Agosto 26, 2017, 18:41:12, 18:41
Responder #35

Pianoman

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Mau, mau seria ficar sem gasolina A MEIO do tabuleiro da Ponte 25 de abril.
Ou, de scooter, rebentar a correia no mesmo sitio...
...espera...been there, done that!
Daelim S3 125: Ago11->Jul12(14k) ; Maxsym 400i: Jul12->Mai13(21k) ; Maxsym 400i ABS: Jun13->Mai14(18k) ; Maxsym 600i ABS:Mai14->Jan15(12k)
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Fevereiro 17, 2018, 20:39:55, 20:39
Responder #36

Moto2cool

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Ainda sobre este tema encontrei um artigo engraçado, de que partilho um extrato:

"Existe ainda uma ideia muito retrógrada sobre os condutores de motociclos. Há condutores de automóveis que não olham com bons olhos a presença dos condutores de veículos motorizados de duas rodas. No entanto, deverá saber-se que existem dois grupos distintos destes condutores; existem os motards e os motoqueiros, sendo que os primeiros têm um código de conduta e os segundos nem isso sabem o que é.

Ser um motard é um estado de espirito. É paixão que não se explica, amor de liberdade, altruísmo rodoviário, respeito e educação. Respeitam os demais condutores, as regras de segurança e têm, de cultura para cultura diversas formas de agradecer a cortesia que um automobilista ostenta ao permitir a passagem. Em Espanha esticam e encolhem a perna direita numa diagonal, em Portugal apresentam um “V” com os dedos da mão esquerda.

Já os motoqueiros, são seres que se deslocam em motociclos, colocam a segurança deles próprios e dos demais em risco elevado, uma vez que não respeitam o espaço dos outros, não são cordiais e para eles, deveriam ser os únicos da via, não havendo espaço para os outros. Não sabem interagir.

Assim, deverão os condutores de automóveis perceber se estão na presença de um motard ou de um motoqueiro. Logo, logo saberá identificar. Façam boa viagem e respeitem-se mutuamente."

in: http://www.circulaseguro.pt/condutor-e-ocupantes/motard-ou-motoqueiro#comment-11531
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