Autor Tópico: A união dos motociclistas contra as proibições de circulação (motivo: ruído)  (Lida 2756 vezes)

Julho 09, 2020, 16:01:58, 16:01
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A união dos motociclistas pela Europa contra as proibições de circulação (motivo: ruído)






A imagem que podem ver acima tem relação directa com o título do tópico.

Tratou-se de um protesto contra as proibições impostas (sobretudo) aos motocicletas, na circulação por certas estradas no centro e sul da Europa.

Na maioria dos casos, as proibições são dirigidas aos motociclos por causa do ruído emitido. Essa é aliás a principal razão das proibições de circulação, havendo no meio disto - segundo os organizadores do protesto - a injustiça de muitos automóveis de alta cilindrada ficarem livres para circular sem penalidades.

Esta demonstração ocorreu em várias cidades alemãs, a qual teve por base uma petição on-line que ganhou um total de 199.663 apoiantes, sendo que parte deles decidiram mesmo participar de forma activa. Para terem ideia da adesão, basta dizer que iniciou em meados de Março.

Só em Stuttgart e segundo a polícia local, circularam  8.000 motociclistas em protesto contra as proibições, com acções do género a ter também lugar em Schwerin, Düsseldorf, Wiesbaden, Friedrichshafen, Dresden, Hamburgo e algumas outras cidades.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Julho 09, 2020, 16:39:06, 16:39
Responder #1

bal4av

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Esta segregação de tipo de veículos é um absurdo. Até aceito que façam restrição de veículos ruidosos nos grandes centros urbanos. Em alguns quase é preciso andar com protetores de ouvido. Mas uma coisa é certa, se fosse promovido o uso de motos nós grandes centros, muito provavelmente o ruído iria baixar imenso. Além do que, pior que um alto valor de decibel é a longa exposição a um valor mais mediano.

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Julho 09, 2020, 17:10:54, 17:10
Responder #2

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Desde que em França começaram a instalar há coisa de um par de anos radares para multar "motociclistas barulhentos", que se percebeu que o caminho seria esse.

Mais tarde ou mais cedo se espalharia (e cresceria) uma já existente indignação de algumas populações que vivem junto à estrada, pois parece-me que terá começado precisamente por pequenas localidades de montanha e em estradas muito concorridas (tenho ideia de ter lido sobre isto...) e que moveram depois as autoridades nesse sentido dos...decibéis. :-\

A inclusão de um dispositivo que mede o ruído à passagem e também, por acréscimo, que tira a devida foto para que seja depois emitida a multa, é coisa que se vai espalhar por toda a Europa.

Se daqui por um par de anos eu ler esta frase anterior, tenho a certeza que não me enganei!  :-X
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Julho 09, 2020, 17:17:37, 17:17
Responder #3

Moto2cool

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É uma discriminação sem sentido diferenciar tipo de veículos, mas legislação contra ruído faz todo o sentido.
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Julho 09, 2020, 17:38:03, 17:38
Responder #4

bal4av

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Há ainda outra situação que é, uma moto, e posso falar pela minha, debita 90db às 5250rpm. Ora, isso é menos de metade da banda de rotação dela, que segue viagem até às 12k rpm. Acredito que não suba muito o nível de pressão sonora mas que avança até uns "saudáveis" quase 100db não tenho dúvida nenhuma. Ou seja, dependendo do nível máximo permitido, podem estar a eliminar quase tudo o que é motos de média cilindrada para cima. É uma medida só estúpida e sem nexo...

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Julho 09, 2020, 18:40:14, 18:40
Responder #5

Lourenço

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Em minha opinião o absurdo da questão é justamente a diferenciação por tipo de veículos e não pela consequência do que está em causa.(quando começaram há algumas dezenas de anos a impedir a circulação de pesados em localidades e a determinados horários, um dos argumentos alem de outros foi também o ruído e hoje é trivialmente aceite e passou a constar no código e demais legislação que deixou margem para decisões autárquicas).

Dentro de um tipo de veículos todos são penalizados, os que cumprem e os incumpridores. Afinal o código foi igual para todos mas por incapacidade fiscalizadora decide-se penalizar alem dos que alteraram as máquinas todos os demais.

No condomínio onde vive um familiar a circulação de veículos de duas rodas motorizadas está proibida por maioria qualificada porque segundo parece existia um palerma entre outros condóminos motociclistas que cedo de manhã acordava o condomínio com a sonoridade excessiva da sua moto com escape alterado. Resultado, se o visito de moto tenho de andar a pé 500 metros e deixar a moto do lado de fora sujeita a vandalismo e os restantes condóminos ou abandonaram a moto ou como foi o caso de alguns, arrendaram em comum uma garagem exterior.

Se as máquinas foram legalmente homologadas com determinado nível de ruído e este excede os limites legais, algo está mal; se a homologação está correta as máquinas foram alteradas de forma a provocar indignação, incómodo e iniciativas absurdas como esta e outras que já presenciei nomeadamente em cidades e estradas de alguns países na região dos Alpes, então que penalizem o infrator. Os radares de ruído funcionam, estão calibrados para cima do máximo de qualquer homologação e onde existem já está em vigor há muito a inspeção técnica periódica.

É como se por alguma iluminada iniciativa se interditasse o trânsito generalizado á circulação de veículos porque alguns excedem a velocidade permitida.
Como a "doença" de algumas autarquias na colocação de lombas que obrigam a saltitar quem respeita e quem invariávelmente excede.
Costumo passar os fins de semana junto a um local de romaria motard e se durante o dia até gosto de apreciar as máquinas e o ambiente, á noite e sobretudo de manhã, dou por mim a desejar que haja muitos agentes, visíveis ou "á caça á multa" a acalmar o inferno de quem não consegue fazer-se ouvir numa conversação dentro de casa ou dormir mais um pouco.

Talvez, com esta minha opinião angarie alguma antipatia mas não passa disso, a minha opinião, que comecei a formar uma vez que participei numa concentração/manifestação de motards com objetivos reivindicativos e de exigência de respeito para com a comunidade motociclista e verifiquei que por entre alguns milhares existiam alguns que em plena centro da cidade ensurdeciam quem assistia, retirando na minha perspetiva, seriedade aos propósitos.

Julho 09, 2020, 19:36:35, 19:36
Responder #6

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Não vejo motivos para que alguém não aprecie ou se sinta desagradado com a tua opinião quanto ao ruído. :nice:

De série a moto vem de facto homologada para um determinado número de decibéis emitidos.
E sim, existem abusos que vão muito...mesmo muito para lá do tolerável.

Recordo-me perfeitamente dos inúmeros casos de DT's 50 que são alteradas e se fazem ouvir a distâncias consideráveis.

Aqui na leitura que faço deste movimento, o problema parece abarcar 2 pontos que não deixam de ser legítimos:

1 - Estarão a pagar todos pelo que alguns fazem ou fizeram de forma manifestamente exagerada;

2 - A medida que promove limitações ou mesmo proibições (nalguns casos julgo que só aos domingos) não parece ter a correspondente acção sobre veículos automóveis.
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Dalai Lama

Julho 09, 2020, 19:44:09, 19:44
Responder #7

bal4av

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Sou da opinião que se queremos uma sociedade que nos respeite temos de a ajudar a nos respeitar. Mas isso não quer dizer que se aceite uma segregação tão activa.
Vivo num condomínio e saio para trabalhar às 5h20 todos os dias. Adorava trocar a minha ponteira para ter um som mais limpo mas tenho a consciência que isso me pode trazer problemas. Tal como o companheiro referiu acima, não quero estar a vida a ninguém e nem a mim, fico neste conflito e talvez a comunidade vença por uma questão de respeito.

O que também não quero e deixar de poder frequentar determinados sítios só porque uns iluminados se lembram de banir de lá as motos de forma completamente cega.

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Julho 10, 2020, 12:32:43, 12:32
Responder #8

dfelix

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Adorava trocar a minha ponteira para ter um som mais limpo mas tenho a consciência que isso me pode trazer problemas.

As minhas fazem imenso barulho.
Simplesmente não as coloco a trabalhar na garagem à noite!
Não ando propriamente a dar "gazadas" nas zonas residenciais. Habitualmente até ando uma ou duas acima para fazer menos rotação.
E quando chego à porta... não fica a trabalhar enquanto o portão abre.
Desligo-a. E levo-a à mão até ao local.

É uma questão de bom senso...

As "gazadas" em zonas residenciais é um hábito comum entre motociclistas sazonais.
Sobretudo os que só saem à rua nesta época.


Julho 10, 2020, 12:49:26, 12:49
Responder #9

karloxilva

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Se é de ruído que se trata, trate-se do ruído, seja ele proveniente de duas ou quatro rodas. Os efeitos nocivos do ruído na saúde estão estudados e comprovados, quer nos efeitos resultantes da sua amplitude instantânea quer naqueles provocados pela exposição a níveis mais baixos mas mais frequentes.

No caso concreto, o problema é que atendendo à percentagem de veículos em circulação o número de escapes sonoros  nas motas é superior ao dos carros. É comprovável ao ouvido atento que entre os motociclistas há um número elevado que tem a mesma relação com o escape que um número nada desprezável de automobilistas tem com a buzina - tão grande que até foi inventado um sinal de trânsito só para eles.

Ontem, finalmente, consegui dar um salto até à praia da Figueirinha. Ao final do dia para evitar confusões. Mas mesmo assim havia trânsito e muitos automóveis estacionados - a Pandemia convida as pessoas a usarem o carro mesmo para sítios onde o número de lugares de estacionamento é parco. Não é o caso das motas, onde há espaço para estacionar e, mais, são dos únicos veículos que podem transitar na estrada que serve as praias - vedada aos automóveis por razões de segurança. Isto é, neste caso, as motas são privilegiadas.
Pois bem, o que se ouve da praia? Uns idiotas a puxarem a embraiagem e a acelerarem a fundo, competindo entre si. Pior, um dos locais preferidos para a exibição de inanidade é o pequeno túnel mesmo junto à praia - devem adorar o efeito de amplificação. Agridem as pessoas.

No meu bairro também há um anormal que adora dar umas "gazadas" seja a que hora for... a disposição das casas ao longo de duas encostas amplifica a coisa, percebe-se pela insistência no acelerador. O que vale é que só o faz quando há bom tempo. Da mesma forma, passo o ano inteiro na Arrábida e raramente me cruzo com a espécie sonora que descrevi acima.
O que me leva a uma conclusão...
Será que quem anda de mota todos os dias é menos propenso a este tipo de atitudes típicas de veraneantes motorizados? - as "t-shirt" e os chinelos denunciam-nos.
Para "descarbonizar", dizem. Será?
Cá para mim, são aves de arribação e estão em período de nidificação, e algumas têm de exibir-se através do som para compensar... o Freud pode explicar o resto.
« Última modificação: Julho 10, 2020, 16:34:47, 16:34 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Julho 11, 2020, 08:38:25, 08:38
Responder #10

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Um pequeno vídeo de 1min. que ilustra como esta manifestação chegou a parar por completo uma A.E. em Munique.

E isto num só local, já que em simultâneo houve várias demonstrações do género noutras cidades...

Já se terá resultados práticos, isso será uma questão ainda a ver.  :zangadoregras:

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Julho 18, 2020, 18:46:34, 18:46
Responder #11

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Em 2015, "open house" voluntário.
Em diversos locais os proprietários de scooters e outras motos de menos cilindrada podiam sem consequências testar o ruído do seu veículo.
Depois desses tempos muita coisa mudou.

Julho 18, 2020, 19:18:32, 19:18
Responder #12

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Um pequeno vídeo de 1min. que ilustra como esta manifestação chegou a parar por completo uma A.E. em Munique.

E isto num só local, já que em simultâneo houve várias demonstrações do género noutras cidades...

Já se terá resultados práticos, isso será uma questão ainda a ver.  :zangadoregras:


Por cá seria uma manifestação de cortes de motor e labaredas no escape, desvirtuando o motivo.
Há coisas que não entendo, porque não posso eu colocar um escape diferente na mota? Entendo que faça mais 3 ou 4 dB (com db killer) que o de origem, mas estamos a falar numa gama de rotações que não deveria ser comum nas cidades, ou seja, na faixa dos 50% das rpm. No meu caso, raramente passo das 6k rpm em cidade, não é nessa faixa que ela faz barulho a sério, é depois das 7 ou 8.

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Julho 24, 2020, 08:31:32, 08:31
Responder #13

Lourenço

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Julho 27, 2020, 07:03:21, 07:03
Responder #14

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Um nadinha desviado do cerne da questão aqui do ruído, mas vamos lá a ver se o ministro alemão dos transportes não consegue levar por diante a sua proposta até ao Conselho da União Europeia...

Está com umas ideias....   :you.bet:

https://www.andardemoto.pt/moto-news/50318-proposta-alema-vai-dificultar-mototurismo-na-europa/
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