Autor Tópico: Peões, bicicletas e carros... está dado o mote  (Lida 1863 vezes)

Julho 18, 2020, 13:15:39, 13:15
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pjmartinho

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Li esta noticia e só pensei "está dado o mote para dificultarem ainda mais a vida dos condutores nas grandes cidades".

Não sei em que circunstâncias a jovem foi atropelada... não sei se ia de bicicleta, ou a pé. O que sei, por aquilo que vejo em Lisboa, é que cada vez mais há pessoas a atravessarem as ruas de olhos pregados no telemovel, com os auriculares enfiados pelas orelhas dentro e que nem se dão ao trabalho de olhar para o lado, para ver se não vem transito nenhum, enquanto atravessam foram dos locais designados para o efeito... e depois queixam-se se forem atropeladas, já para não falar nos (bi)ciclistas que acham que o sinal vermelho é um inconveniente na vida deles e, portanto, podem ser ignorados ou, como são "environmentally friendly" por andarem de bicicleta acham que os sinais vermelhos são só para quem se desloca em viaturas jurássicas e poluidoras.

Como vivemos em tempos do "politicamente correcto" e de empolar ao extremo coisas com pouco significado, lá se fazem umas vigilias para fazer "espalhar a palavra" e ajudar a desviar as atenções daquilo que é importante.

É claro que é sempre triste que alguém morra, ou fique com mazelas graves para o resto da vida, em consequência de um atropelamento, mas o que noto é que cada vez mais os peões e (bi)ciclistas se "poem a jeito" para que isso aconteça.

Atropelamentos e acidentes sempre os houve, há e vão continuar a haver pelo que cabe às pessoas prevenirem-se de forma a evita-los.
« Última modificação: Julho 18, 2020, 13:16:43, 13:16 por pjmartinho »

Julho 18, 2020, 13:54:58, 13:54
Responder #1

Sapiens21

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(....)
Não sei em que circunstâncias a jovem foi atropelada... não sei se ia de bicicleta, ou a pé. (....)

Pois eu explico...

E a razão, pelo mesmo neste caso, não estava de maneira nenhuma do lado do condutor.

Tratava-se de uma jovem atleta e quando se deu o atropelamento estaria a atravessar a passadeira (levava a bicicleta pela mão!) na zona do Campo Grande.
Foi atingida por um condutor que não respeitou o sinal vermelho.  >:(
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Julho 18, 2020, 14:00:13, 14:00
Responder #2

2low

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Numa rede social, alguém "conhecido" já tinha mencionado este assunto, do atropelamento de uma ciclista MAS que por acaso estava, na zona do Campo Grande em Lisboa, a atravessar uma passadeira com a bicicleta à mão (sinal verde para peões) quando foi atropelada (mortalmente) por um condutor de 19anos que desrespeitou as regras de trânsito.

O meu comentário a essa publicação repleta de critica pessoal do autor do "poste" foi este:
" A cidade tem vindo a ser transformada e certamente que chegará a este ponto da cidade.
Mas não vale criticar quem "atirou a responsabilidade para os ciclistas" quando se afirma igualmente que provavelmente todos os "malditos dos atrasadinhos dos automóveis que vivem no século passado e que são sócios do acp" são aceleras e andam (todos) em excesso de velocidade.
A situação que aconteceu foi um atropelamento numa passadeira por alguém que não cumpriu o código, seja porque motivo for.
Os autocarros e táxis andam constantemente no mesmo excesso de velocidade e também queimam sinais como quase todos.
Sobre os carros serem uma arma isso é um preconceito forte, tanto que da mesma forma se pode afirmar que uma bicicleta também o seja... com a diferença que a bicicleta não tem obrigatoriamente ter "licença de porte de arma" Devia!
Criar ciclovias é o pior dos disparates que se pode fazer quando se pretende redução de velocidade nas localidades.
Mais vale de um momento para o outro todos se virem na obrigação de se aceitarem uns aos outros e todos ajustarem e adequarem velocidades.
Há zonas que deveriam ser 20kmh,outras 30kmh,outras 40kmh, mas há zonas que não se justificam serem limitadas a 50kmh.
Nas cidades deveria sempre prevalecer o peão como rei e depois os transportes públicos colectivos (autocarros, eléctrico e metro) e só depois todos os restantes veículos.
Zonas que se pretende reduzir velocidade é colocar apenas uma faixa de rodagem com utilização mista também por bicicletas.
É isto que retiro de alguma leitura sobre urbanismo isento de tomada de posição para os de "vila de cima(ciclistas) e os de Vila de baixo(condutores auto)".
Mas é de lamentar mais uma morte na cidade por um comportamento incorrecto de alguém (não se pode generalizar!).
Para concluir que atrás de automóveis e bicicletas são pessoas, muitas das vezes as mesmas que vão alternando sobre o veículo que decidiram andar naquele dia ..."

Os políticos que estão à frente das autarquias têm de saber distinguir o que são tendências normais de transição de pensamentos e ideologias urbanísticas para o que são apenas exigências de grupos facciosos e fanáticos das bicicletas, sob pena de que qualquer dia a(s) cidade(s) deixe(m) de ser uma cidade moderna e se transforme apenas num clube dos fanáticos das bicicletas ou dos turistas...
Tal como já tinha referido ali no outro tópico... https://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=4655.msg95535;topicseen#new

Sobre este atropelamento, foi um peão que foi atropelado, não um ciclista!
Mas lá está... tinham de vir logo os tais grupos fanáticos em defender a sua missão e a pregoar o seu sermão!

nota: como cada um colhe o que semeia... no dia que for atropelado por um ciclista no passeio, vamos ver!
« Última modificação: Julho 18, 2020, 14:11:36, 14:11 por 2low »

Julho 18, 2020, 16:10:12, 16:10
Responder #3

pjmartinho

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Pois eu explico...

E a razão, pelo mesmo neste caso, não estava de maneira nenhuma do lado do condutor.

Tratava-se de uma jovem atleta e quando se deu o atropelamento estaria a atravessar a passadeira (levava a bicicleta pela mão!) na zona do Campo Grande.
Foi atingida por um condutor que não respeitou o sinal vermelho.  >:(

A noticia que li não explicava a situação, só dizia que tinha sido atropelada e o tema serviu para o desenvolvimento na noticia.

Julho 18, 2020, 17:49:08, 17:49
Responder #4

Lourenço

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O lobby ciclista é muito forte em alguns países da Europa e está a sê-lo em Portugal. tanto que alguns dos movimentos e respetivas atitudes são, em minha opinião, exageradas, fundamentalistas e cínicas desvirtuando a real defesa dos ciclistas e incitando uma nova classe de incivilizados e perigosos utilizadores do espaço público. Em alguns países chegou-se ao ponto em que seja o que aconteça haja o que houver um problema de circulação com um ciclista é sempre culpa dos demais e nunca deste, legalmente.

Que o ciclista tem de conquistar espaço seguro na cidade penso que ninguém tem dúvidas assim como todos sabemos que é muito perigoso circular de bicicleta nas nossas vias, mais do que nos países do centro e norte da Europa.

Em alguns países essa segurança foi conquistada mas depois ou em simultâneo foi exigido que os ciclistas repeitassem os demais. Todos os dias a toda a hora em Lisboa vejo ciclistas a passar sinais vermelhos, por vezes causando quedas de motociclistas, toques entre carros e mais alguns sustos, abandonando o local como se de nada se tratasse. Circular em passeios abalroando peões sem o menor constrangimento é prato do dia, circular em pares ou a 3 ou 4 em paralelo ocupando toda a via sem deixar a minima possibilidade de ultrapassar em segurança respeitando a distância regulamentar é prática corrente etc. Por cá ainda a procissão vai no adro, países existem em que se vendem desde há alguns anos mais bicicletas electricamente assistidas (25 ou 45 km/h) que convencionais.

Como é possível que um ciclista não tenha obrigatoriedade de responsabilidade civil obrigatória para circular? Como responde por eventuais danos? Pessoalmente sou de opinião que as bicicletas que circulam em vias de transito deviam ostentar "matrícula", como antigamente, de forma menos burocrática no ato da venda em plataforma digital centralizada com igual marcação indelével no quadro e consequente fiscalização e assim talvez acabasse alguma impunidade e servindo este registo de base para a RC e até talvez facilitasse a recuperação de bicicletas roubadas.

O principal objetivo é sem dúvida criar condições de segurança para os ciclistas e sem dúvida que há que fiscalizar mais, os veículos motorizados passam muitos vermelhos, circulam em ruas com passadeiras ao dobro da velocidade permitida a todo o momento, mudam de direção sem olhar os espelhos e fazer pisca, queimam stops e prioridades, utilizam os seus condutores os ecrãs de smart phones e outros, até os da própria viatura, e quem paga a conta normalmente são os mais fracos, peões e ciclistas.

Na realidade uma lei não vele quase nada por si só mas pela forma como é fiscalizada.

PS. Já circulei em outras cidades europeias de bicicleta durante muitos anos, por todos os tipos de clima e atualmente realizo uma média de mais de 70km semanais em Lisboa e arredores.

Julho 21, 2020, 14:40:20, 14:40
Responder #5

2low

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Em Espanha começam a tratar da mesma maneira os ciclistas e para quando o mesmo em Portugal ?
 :corado:

Titulo da publicação: "Radares de velocidade para bicicletas? Já há em Espanha"
https://www.razaoautomovel.com/2020/07/radares-de-velocidade-para-bicicletas-em-espanha?fbclid=IwAR0J3Zd3MGyWu6hBPNiRPYM5_WoYjgGCfB6ooBgMKHcqTaCoc4Wy8iWvuV0

nota:
- fico pessoalmente contente com noticias que tragam equidade entre todos e deveras contente com tudo o que venha equilibrar os fanatismos daqueles seres arrogantes!  8)
- em todo o caso, parece-me descabido que hajam radares específicos para cada tipo de veiculo, uma vez ser a mesma via... (tanto que defendo equidade)
« Última modificação: Julho 21, 2020, 14:46:05, 14:46 por 2low »