Autor Tópico: Buell ressuscitada  (Lida 313 vezes)

Fevereiro 19, 2021, 13:40:28, 13:40
Lida 313 vezes

2low

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Buell ressuscitada



A Buell foi ressuscitada após Erik Buell Racing tomar os comandos da Harley Davidson mas sem o próprio Erik Buell a tomar os comandos desta nova Buell.
Esta noticia foi dada pelo CEO Bill Melvin da Buell à comunicação social em que o próprio indica que vão tentar voltar a ter as "Americanas" mais rápidas do mercado.

Já existem previsão de até 2024 a Buell apresentar 10 modelos, através de 4 chassis diferentes, abranger todas as gamas de motociclos, como:
- superbike
- streetfighter
- turismo de aventura

Vamos lá a ver se desta vez terão mais sucesso... e se por acaso vão continuar com as politicas Trump, levando a que estas Buell sejam apenas uma miragem para o mercado Europeu...

Sobre a "turismo de aventura", podemos esperar uma HD Pan-America "turbinada" ?

Pelos vistos é menos feia...


Mais info:
https://www.roadracingworld.com/news/buell-is-back/
Mais info directamente com o CEO - https://rocketreach.co/bill-melvin-email_6446795
« Última modificação: Fevereiro 19, 2021, 16:41:04, 16:41 por 2low »


"Coragem é saber o que não temer.", Platão
"Se uma scooter é um aspirador, quantos sacos gasta aos 100?", Alguém

Fevereiro 19, 2021, 17:04:40, 17:04
Responder #1

dfelix

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EBR passar a ser Buell e mostrar sinais de viabilidade é uma excelente notícia.
Buell sem Erik Buell é que...  :(

A Buell foi ressuscitada após Erik Buell Racing tomar os comandos da Harley Davidson mas sem o próprio Erik Buell a tomar os comandos desta nova Buell.

Não percebo onde foste buscar isso.

Cronológicamente:
- A Buell foi fundada pelo Erik Buell como subsidiária da Harley nos anos 80.
- A Buell fechou portas por decisão da HD quando ocorreu a crise económica. (altura que também venderam a MV Agusta de volta aos Castiglioni depois de lá terem injectado uma pipa de massa!)
- Erik Buell fundou a EBR
- A EBR faliu e foi comprada por este tal Bill Melvin.
- Erik Buell dedicou-se aos veículos eléctricos e criou a Fuell


Erik Buell nem a Erik Buell Racing (EBR) tomou comandos da Harley Davidson.  :-\

Vamos lá a ver se desta vez terão mais sucesso... e se por acaso vão continuar com as politicas Trump, levando a que estas Buell sejam apenas uma miragem para o mercado Europeu...

As últimas gerações de Buell ainda sob alçada da HD e a respectiva continuidade destes projectos sob o nome EBR usavam motorização concebida pela Rotax.

edit:

No primeiro link, indicam o seguinte:

"The models currently in production are built by hand in Grand Rapids, Michigan and based on the high-performance 1190 platform, known for the innovation of Fuel in Frame, Perimeter Brake Rotor, exceptional handling, and high horsepower."

Será interessante perceber se os novos modelos também vão se basear na mesma plataforma..  :-\





Não é uma turismo de aventura... mas pelo menos andaram a brincar com o 1190 numa dirt bike.  :D
« Última modificação: Fevereiro 19, 2021, 17:30:45, 17:30 por dfelix »

Fevereiro 20, 2021, 12:59:03, 12:59
Responder #2

JoãoPVCarvalho

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A Harley-Davidson é provavelmente a marca que “menos agrada” aos seus clientes no que diz respeito aos modelos originais independentemente dos criativos que estiveram por detrás os projectos.
Prova disso é a enormidade de personalizações que estas motas sofrem logo desde a nascença.
Existe mesmo um culto em redor da marca que lhe permite com toda a certeza ser detentora do maior número de representações pessoais dos seus modelos, sendo que a própria se disponibiliza para os personalizar a pedido os clientes.
A marca tem uma imagem de tal forma enraizada que não só não teme sofrer uma descaracterização, como até a promove.

A HD já nos surpreendeu recentemente com a LiveWire , com o concept de street bike (Bronx) e agora esta ADV, que se não estou em erro é a primeira mota do estilo criada pela marca, que dá pelo nome que ela de facto inspira, Pan America.

Confesso que o primeiro impacto que tive quando a vi foi negativo, mas…
Com o tempo, com um olhar mais atento aos detalhes, e apesar das dimensões, este modelo foi-se instalando no meu agrado e hoje tenho mesmo de dizer que já se entranhou.
Não seria com toda a certeza a minha primeira escolha, certamente nem a segunda, mas já não consigo dizer que não gosto da mota.
Apesar de ser uma ADV, conseguiu romper com os conceitos estilísticos dominados pela BMW e pela KTM. Ainda assim, como referem as revistas da especialidade a “Pan America's production model will have around 150 bhp on tap. This is quite similar to Ducati Multistrada 1260's power specs -- 156 bhp and 129.5 Nm”

É monstruosa, mas é capaz de ser algo muito interessante, mesmo muito interessante.
(eu devo precisar de um escadote para a montar, mas lá que dava uma voltinha dava.)


Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Fevereiro 22, 2021, 02:14:16, 02:14
Responder #3

dfelix

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A Harley-Davidson é provavelmente a marca que “menos agrada” aos seus clientes no que diz respeito aos modelos originais independentemente dos criativos que estiveram por detrás os projectos.
Prova disso é a enormidade de personalizações que estas motas sofrem logo desde a nascença.

Não sei até que ponto a existência de uma "cultura custom" possa ser indicador que a marca "não agrada" aos clientes.  :-\

A HD de forma mais ou menos conservadora soube sempre responder ao seu mercado.

Só que... uma "custom" de fábrica é algo meio contraditório.
Porque o objectivo de personalizar é... tornar único.

Quando decides transformar será certamente para obter algo... teu!
Algo com a tua identidade!
Ou do teu "gang".  :D

E a "cultura custom" americana assenta muito nestas premissas...



Mas seria interessante saber de todo o bolo de vendas da HD quantas fatias chegam a ser sujeitas a "customizações".


Fevereiro 22, 2021, 02:35:19, 02:35
Responder #4

JoãoPVCarvalho

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A Harley-Davidson é provavelmente a marca que “menos agrada” aos seus clientes no que diz respeito aos modelos originais independentemente dos criativos que estiveram por detrás os projectos.
Prova disso é a enormidade de personalizações que estas motas sofrem logo desde a nascença.

Não sei até que ponto a existência de uma "cultura custom" possa ser indicador que a marca "não agrada" aos clientes.  :-\

A HD de forma mais ou menos conservadora soube sempre responder ao seu mercado.

Só que... uma "custom" de fábrica é algo meio contraditório.
Porque o objectivo de personalizar é... tornar único.

Quando decides transformar será certamente para obter algo... teu!
Algo com a tua identidade!
Ou do teu "gang".  :D

E a "cultura custom" americana assenta muito nestas premissas...



Mas seria interessante saber de todo o bolo de vendas da HD quantas fatias chegam a ser sujeitas a "customizações".
Sim, concordo com a tua observação, aliás coloquei a expressão "não agrada" entre aspas.
O objectivo era atribuir à frase um sentido irónico precisamente porque também eu me interrogo sobre quantas dessas motas terão permanecido no seu estado original.

Não deixa contudo de ser curioso, que um ideal de pertença a um grupo, que assenta num denominador comum (a HD) tenha por princípio descaracterizar precisamente o que os une...
Enfim, a razão Humana tem explicações que a própria razão desconhece e desconfio que esta se enquadra nesse âmbito.

Eu confesso que sou um amante de motas personalizadas, exceção feita aos veículos alegóricos multicolores ou desproporcionais. Num registo oposto, tenho especial apreço por máquinas despidas de tudo quanto não é essencial, (se bem que para uso pessoal não dispenso todo e qualquer gadget que a tecnologia ofereça) e creio até, que li algures, que terá sido essa a origem da personalização das motas.

No pós guerra sobraram muitos desses veículos carregados de equipamentos que não tinham utilidade na vida civil e que prejudicavam o desempenho por via do excesso de peso, e foram então despidas pelos seus proprietários que há muito conhecism as virtudes destes veículos. Este fenómeno aconteceu quase em simultâneo dos dois lados do Atlântico e terão sido as diferenças culturais e económicas que vieram a ditar esses tais cultos. Por cá nasceram as Café Racer (leia-se GB) e por lá os Lone Riders.

Enviado do meu VOG-L29 através do Tapatalk

Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Fevereiro 22, 2021, 09:53:16, 09:53
Responder #5

saraiva

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    E a mim que me importa?
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Só que... uma "custom" de fábrica é algo meio contraditório.
Porque o objectivo de personalizar é... tornar único.


Seria giro e deveras interessante se isso pudesse acontecer.

"Bastaria" uma marca homologar vários acessórios para cada modelo e já dava para brincar às custom na cinzentice dos nossos dias.

Se uma custom de fabrica permitisse ter:
10 pares de espelhos
10 farolins
10 pares de manetes de travões
10 bancos
10 manometros/paineis de instrumentos
10 guarda-lamas
10 volantes.

Isto daria a módica possibilidade de 151200 unidades diferentes.

Afinal não é assim tão única.  :toma:

Edit, esqueci-me do item principal: os escapes.  Lembrei-me por causa do comentário do dfelix a seguir, pois vi em tempos um vídeo onde alguém experimentava vários escapes (Não oficiais IIRC), na RnineT.
« Última modificação: Fevereiro 22, 2021, 11:06:06, 11:06 por saraiva »
Nunca durmas todo nú. A casa pode arder e depois ficas cá fora, pelado, enquanto os bombeiros apagam o fogo.

Sym Jet14 0km --> 17147km
Keeway SuperLight 7041km --->

Fevereiro 22, 2021, 09:55:26, 09:55
Responder #6

dfelix

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Não deixa contudo de ser curioso, que um ideal de pertença a um grupo, que assenta num denominador comum (a HD) tenha por princípio descaracterizar precisamente o que os une...

Na realidade o "denominador comum" está lá...  e parece-me existir bastante orgulho nisso.
Porque uma "custom" tendo por base uma HD acaba por ser mais carismático se tiver por base uma japonesa.


Num registo oposto, tenho especial apreço por máquinas despidas de tudo quanto não é essencial, (se bem que para uso pessoal não dispenso todo e qualquer gadget que a tecnologia ofereça) e creio até, que li algures, que terá sido essa a origem da personalização das motas.

Temos gostos semelhantes.  :)

Pesquisa por Pepo Rosell e os japoneses da Sanctuary. São os meus top favs.
E para fãs de Guzzi.. já deves conhecer a ghezzi-brian. São talvez os mais populares, já que chegaram a preparar motos da marca e participaram no projecto da MGS-01.
A Rossopuro tem surgido com coisas interessantes.  :nice:

Este tema das transformações e o tema das contraculturas é muito interessante...
E dava para ficar aqui horas a despejar conteúdo...  :D

Mas estamos a fugir ao asunto do tópico que é a "Buell"...
IMHO a mais interessante que já se produziu em terras do Tio Sam.  :)


E voltando ao tema Buell ainda do período Harley Davidson e pegando no tema das Adventure... deixo aqui uma foto da que foi a Ulysses:



Vendo bem as coisas, através desta subsidiária, a Harley Davidson teve uma espécie de Adventure...  :D
Até porque nesta altura adoptavam uma versão bastante espremida do motor das Sportster.


"Bastaria" uma marca homologar vários acessórios para cada modelo e já dava para brincar às custom na cinzentice dos nossos dias.

Se uma custom de fabrica permitisse ter:
10 pares de espelhos
10 farolins
10 pares de manetes de travões
10 bancos
10 manometros/paineis de instrumentos
10 guarda-lamas
10 volantes.

Isto daria a módica possibilidade de 151200 unidades diferentes.

Afinal não é assim tão única.  :toma:

É mais ou menos a receita das rNineT e Ducati Scrambler...   ;)
« Última modificação: Fevereiro 22, 2021, 10:10:42, 10:10 por dfelix »

Fevereiro 22, 2021, 14:33:37, 14:33
Responder #7

JoãoPVCarvalho

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Na realidade o "denominador comum" está lá...  e parece-me existir bastante orgulho nisso.
Porque uma "custom" tendo por base uma HD acaba por ser mais carismático se tiver por base uma japonesa.


Num registo oposto, tenho especial apreço por máquinas despidas de tudo quanto não é essencial, (se bem que para uso pessoal não dispenso todo e qualquer gadget que a tecnologia ofereça) e creio até, que li algures, que terá sido essa a origem da personalização das motas.

Temos gostos semelhantes.  :)

Acredito que sim, e é por isso que embora reconheça a superioridade do trabalho da Ghezzi, não sou grande apreciador daquele estilo de transformação da estrutura, (Sou mais old school), já no que à unidade motriz diz respeito... Ui, na mouche. Eles estão vários níveis acima de tudo o que todos os outros construtores fazem com estes V-twin...

Pesquisa por Pepo Rosell e os japoneses da Sanctuary. São os meus top favs.

Estes não conheço mas já vou tratar de descobrir. Obrigado.


E para fãs de Guzzi.. já deves conhecer a ghezzi-brian. São talvez os mais populares, já que chegaram a preparar motos da marca e participaram no projecto da MGS-01.
A Rossopuro tem surgido com coisas interessantes.  :nice:

Este tema das transformações e o tema das contraculturas é muito interessante...
E dava para ficar aqui horas a despejar conteúdo...  :D

Ora aí está uma boa temática para um tópico:nice:

Mas estamos a fugir ao assunto do tópico que é a "Buell"...
IMHO a mais interessante que já se produziu em terras do Tio Sam.  :)


E voltando ao tema Buell ainda do período Harley Davidson e pegando no tema das Adventure... deixo aqui uma foto da que foi a Ulysses:



Vendo bem as coisas, através desta subsidiária, a Harley Davidson teve uma espécie de Adventure...  :D
Até porque nesta altura adoptavam uma versão bastante espremida do motor das Sportster.


"Bastaria" uma marca homologar vários acessórios para cada modelo e já dava para brincar às custom na cinzentice dos nossos dias.

Se uma custom de fabrica permitisse ter:
10 pares de espelhos
10 farolins
10 pares de manetes de travões
10 bancos
10 manometros/paineis de instrumentos
10 guarda-lamas
10 volantes.

Isto daria a módica possibilidade de 151200 unidades diferentes.

Afinal não é assim tão única.  :toma:

É mais ou menos a receita das rNineT e Ducati Scrambler...   ;)
[/quote]

Back to tópic.

Não se pode dizer que essa ADV seja uma Harley, o facto da promiscuidade comercial entre as marcas não transforma automaticamente uma na outra.
Aliás, os Red Neck literalmente excomungaram essa belíssima Buell, e nem o facto de possuir um coração HD e rivalizar directamente com a Germânica BMW, fez com que as vendas fossem expressivas apesar do preço a que foram comercializadas.

Já não estou certo, mas lá para o inicio dos anos 2000, quando ela saiu tenho ideia que a Moto Jornal fez um artigo sobre ela onde referiam precisamente como argumento de peso o baixo custo face à qualidade oferecida. Mas não nos devemos surpreender com a formatação cultural americana.


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Fevereiro 22, 2021, 18:11:09, 18:11
Responder #8

dfelix

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Não havia promiscuidade comercial.  :)
A Buell foi durante anos património da HD.
Para comprares uma Buell tinhas de ir a um agente HD.

Confesso que é a primeira vez que leio sobre a Buell ser "mal vista" pelo publico da HD.  :-\
Claro que sendo um público muito amplo... há malucos para tudo.
Mas não me parece que esse fosse o padrão.

Também não percebo onde é que a Buell alguma vez rivalizou com a BMW.
A bmw foi uma marca moribunda até surgir as K em 2004 e só começou a sair da cepa torta com as F em 2006.
Antes disto era marca que vendia tourers a velhos. Só se tornou aquilo que é hoje devido ao fenómeno GS.
Mas isto só ocorre depois do "long way down". Antes disto toda a gente queria era KTM porque eram essas que ganhavam Dakars.
E por essa altura já a Buell estava a fechar portas.

As principais rivais directas da Buell sempre foram as italianas e a Triumph.
Mas no mercado doméstico conseguia roubar clientela precisamente ás japonesas.

A Yamaha (que sempre soube explorar os nichos do mercado americano (ex: vmax)) lançou as Bulldog e a MT-01.
Qualquer semelhança entre estas e o que a Buell produzia não é pura coincidência.  :)

A Ulysses foi um devaneio da Buell já no último espernear antes de falecer.
E diria que é um dos muitos exemplos que que o Erik Buell sempre esteve muito à frente do seu tempo.

Não acho que a Pan-America venha ocupar um vazio deixado pela Ulysses  da Buell.
Mas a Streetfighter se avançar... indiscutivelmente pretende ocupar o espaço da Lightning.

Acredito que a Ulysses até não foi mal sucedida sucedida no mercado.
Pelo menos foi uma das poucas motos da marca que tive privilégio de conduzir.
Porque um conhecido a comprou  :D (acho que ainda a tem)


« Última modificação: Fevereiro 22, 2021, 18:44:50, 18:44 por dfelix »

Fevereiro 22, 2021, 23:24:46, 23:24
Responder #9

JoãoPVCarvalho

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Companheiro @dfelix,

Para fundamentar o que escrevi tive de fazer alguma pesquisa que remonta ao inicio do séc.XXI.
Para o efeito recorri a essa fantástica fonte de informação "+ - fidedigna" chamada Wikipédia!!!!

Embora não tenha encontrado números específicos das vendas deste modelo,  consegui apurar que a Buell declarou a produção de um pouco menos de 140.000 exemplares distribuídos por todos os seus modelos entre 2003 e 2009, ou seja, no período HD. O que representa uma média de aproximadamente 24.000 veículos/ano, sensivelmente o dobro das vendas combinadas da BMW no ano de 2010, enquanto que no mesmo ano a HD vendeu 228.000 exemplares. e no ano anterior tinha atingido números dignos do mundo Oriental. 303.479 veículos HD vendidos em 2008 só em território EUA... é muita Harley! :hushed:

Fontes:
https://wilsonroque.blogspot.com/2009/07/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Buell
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Fevereiro 23, 2021, 11:10:05, 11:10
Responder #10

dfelix

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303.479 veículos HD vendidos em 2008 só em território EUA... é muita Harley!

Se considerarmos que 2007 foi o início de uma das maiores crises de sempre.
E que esse ano de 2008 foi precisamente um dos mais difíceis para a Harley... e de certa forma o início do declíneo...

Este assunto chegou a ser abordado aqui.
E na altura a minha resposta foi bastante alinhada com o que escreves.
Também nunca entendi as profecias da desgraça em torno da HD quando o número de vendas era superior a muitas marcas consideradas financeiramente "saudáveis".
Claro que há pormenores de gestão que certamente desconhecemos.
Basta o numero de vendas não gerar o suficiente para cobrir despesas que sejam mais elevadas.
 :-\



Fevereiro 27, 2021, 10:31:13, 10:31
Responder #11

2low

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Agora já existe mais informação sobre o porquê de Erik Buell não estar associado a esta nova Buell e dito pelo próprio:

https://www.motor.nl/nieuws/buell-zonder-buell-erik-buell-legt-uit/

Resumidamente:

De 1983 a 2009 a Buell operou sem dificuldades, tendo fechado repentinamente com a recente crise financeira de 2007/2009 e por todas as escolhas "imprudentes" face à altura que se vivia, tendo ainda colocado a Harley Davidson em risco...

Posteriormente, Erik Buell retomou a Buell em 2010 através de um startup, sob nome de EBR e com a qual tinha parceria de desenvolvimento de modelos para a Hero (Indiana) que assim do nada decidiu abandonar esse projecto de parceria, concentrando-se apenas no mercado indiano, e a EBR ficou sem forma de financiamento de seus projectos e dos custos envolvidos nas "extravagâncias" próprias...
Através de uma liquidação judicial os activos da EBR foram comprados pela LAP (Michigan), onde Erik Buell ainda trabalhou uns tempos.
A LAP é a empresa que tem os direitos legais de utilizar as siglas EBR (e Buell Motorcycles ?!) e são os próprios os responsáveis por estes novos boatos ou especulações sobre o ressuscitar da Buell.

Depois da EBR, Erik Buell associou-se à Fuell, também uma startup, de onde tem desenvolvido bicicletas e veículos (também motociclos) eléctricos, mas assim mais "radicais"...


« Última modificação: Fevereiro 27, 2021, 10:33:10, 10:33 por 2low »


"Coragem é saber o que não temer.", Platão
"Se uma scooter é um aspirador, quantos sacos gasta aos 100?", Alguém

Fevereiro 27, 2021, 12:11:13, 12:11
Responder #12

dfelix

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Agora já existe mais informação sobre o porquê de Erik Buell não estar associado a esta nova Buell e dito pelo próprio:

Boa!
Descobriste um link que indica o que te respondi aqui
E sobre a qual já existia um tópico aqui.
 :nice:

 :D :D :D :D