Autor Tópico: Veiculos Electricos - Perguntas frequentes - FAQ  (Lida 21462 vezes)

Agosto 31, 2021, 09:59:04, 09:59
Lida 21462 vezes

Cross

  • Global Moderator
  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 1162
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: VFR800X (Crossrunner)




Visto que a eletrificação está na ordem do dia mais nos deparamos com perguntas ou duvidas respeitantes a este processo para aqueles que se querem iniciar neste mundo (ou não - são obrigados  ;) , etc ) e o que era dado adquirido no mundo dos combustíveis (vulgo fosseis) para a ser um pequeno pesadelo pelo menos no inicio.

(Fazendo um pedido à administração para que eventualmente criarem um quadro especifico relacionado a electrificação em geral - no âmbito em geral relacionado com as motos mas não obrigatório )

Inicio com algumas perguntas para a lista apelando para quem tenha experiência ajude os companheiros(as) aqui.

A. Quem tem garagem partilhada / condomínio como funciona colocar um carregador individual ou de uso partilhado? Fornecedores e melhor opções do mercado?

B. Carregar na empresa, no publico e em casa. Como funciona as despesas de representação? Posso segregar as despesas de carregamento privadas e da empresa? da mota? e do carro? Mota é pessoal e o carro é da empresa? Por ID? facturas separadas? Só com contracto CEME (Comercializadores de Energia de Mobilidade Elétrica)?





Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Agosto 31, 2021, 13:58:03, 13:58
Responder #1

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
A. Quem tem garagem partilhada / condomínio como funciona colocar um carregador individual ou de uso partilhado? Fornecedores e melhor opções do mercado?

O carregador está no veículo, de uma forma geral. Carregador e conversor, simplificando basta ligar uma extensão com uma ficha a uma tomada de parede de um lado e do outro com uma ficha compatível com o veiculo e o carregador/conversor do veículo assumem a carga.
Depois há aparelhos, wallbox e EVSE que sendo programáveis, com informações ao utilizador, etc podem ser uteis.
Em DC a corrente já chega ao conversor do veículo convertida mas é na mesma "tratada" e há um papel do "carregador" interno a trabalhar com o BMS para otimizar a carga.

Atualmente os lugares de garagem ou box em edifícios residenciais novos ou recentes já possuem tomada ligada ao quadro da respetiva fração por força de regulamento, normalmente a 16A. Atenção que apesar de a instalação estar feita respeitando as normas mínimas carregar um veículo elétrico durante horas a 16A não é o mesmo que ligar um aspirador, um compressor ou um radiador e o que resulta é que por vezes e até pela distancia á fração a secção do cabo (quase sempre só 2.5 mm2) e pela própria tomada (Schuko no lugar de CE 16A ou mesmo 32A), é verificarmos aquecimento excessivo e será aconselhável carregar só a 10A.

Em nenhuma circunstância é indispensável investir individualmente numa wallbox cara que fica forçosamente fixada na parede e que oferecendo automatismos e inteligência apreciáveis, existindo EVSE mais baratos, transportáveis e inteligentes que podem dispor das proteções e automatismos e inteligência de uma wallbox.

Os cabos e adaptadores fornecidos pelas marcas de veículos servem para carregar AC e eventualmente com um EVSE resolvem a maioria das situações em casa ou em viagem para carga em AC. Os carregadores DC tem cabos e fichas proprietários.


Conheço três situações diferentes em edifícios/condomínios anteriores á atual legislação:

- Ligação ao quadro da fração com possibilidade de enfiamentos e com os cabos adequados (por excesso) á intensidade pretendida e em função da distância (quanto maior a distancia maior secção devem ter os cabos), em circuito dedicado e protegido com colocação de tomada bem dimensionada junto ao local de estacionamento do veiculo com proteção contra utilização indevida alem de dispositivos de segurança. Uma (muito boa) ligação á terra é indispensável.
Instalação que deve ser comunicada ao condomínio que este não pode recusar e que deve ser feita por técnico credenciado.

- Utilização da instalação do condomínio (partes comuns) com colocação de contadores individuais (ou partilhados com individualização por meio identificativo do utilizador) aprovada em Assembleia no geral e nos detalhes como por exemplo o preço do kw/h e eventual reforço da instalação.

- Delegar numa empresa externa a colocação e gestão de postos de carga. A opção mais cara (há quem fique a pagar o kW/h a mais do triplo do valor residencial) e descabida.

B. Carregar na empresa, no publico e em casa. Como funciona as despesas de representação? Posso segregar as despesas de carregamento privadas e da empresa? da mota? e do carro? Mota é pessoal e o carro é da empresa? Por ID? facturas separadas? Só com contracto CEME (Comercializadores de Energia de Mobilidade Elétrica)?

Estou confuso e ainda sem opinião formada. A atual contabilidade está a dar-me indicações e instruções diferentes da anterior, não sei se fiscalmente houve alterações mas para mim este ano tudo mudou e só em 2022 terei meio de comparação na utilização pessoal, utilização profissional, comprovativos e faturas em deslocação.

Edição:
Em relação ao "carregador" há algumas empresas a querer ganhar dinheiro vendendo wallbox como algo indispensável e é engano.
Se tivermos uma instalação eléctrica bem dimensionada, respeitando as normas, basta uma tomada e os cabos do veículo para carregar e muitas das funções, automatismos e comunicação oferecidos pelas wallbox já estão disponíveis nos próprios veículos.
A "potencia" de carga de um veículo é definida pelo carregador interno do veículo, em AC muitos carregam no máximo a 11 kw/h. alguns a 7.4 kW/h e infelizmente a 22 kw/h praticamente só o ZOE que vai ser descontinuado. Infelizmente porque em deslocação os postos AC fornecem 22kW/h mas como os carregadores dos veículos só aceitam metade ou menos, neste postos pagam como se estivessem a carregar a 22. Em casa não faz diferença, poucos serão os que podem carregar a mais de 32A ou 7.4 kW/h devido á potencia contratada.
« Última modificação: Agosto 31, 2021, 14:25:39, 14:25 por Lourenço »

Agosto 31, 2021, 14:25:04, 14:25
Responder #2

ALCLCF

  • Visitante
Condomínios há legislação: https://dre.pt/pesquisa/-/search/25676885/details/maximized

Separação de faturação em carregamentos públicos é ter dois contratos/cartões (pessoal e empresarial), o último fornecido pela empresa.


Agosto 31, 2021, 21:48:17, 21:48
Responder #3

Pianoman

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 1315
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Honda NC750XD
    • Pianoman PT (Canal Youtube)
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: NC 750XD
  • Localidade: Charneca da Caparica
Carregar em casa (de preferência com tarifa bi-horária), eu diria que é essencial. Ficas a gastar aproximadamente 2 euros para fazeres 100km. Isto num carro que gaste uns 16kw/100km.
Calculo que numa moto ainda seja mais vantajoso, pois o consumo é menor.

Se carregares fora, em postos públicos, o custo varia muito, dependendo se são carregamento normal (PCN), rápido (PCR) ou ultra-rápido (PCUR), pois, infelizmente, a maioria dos postos cobra ao minuto! Uma verdadeira imbecilidade...
Mas muito depende da capacidade do veículo. Imagina que o carro é um tubo onde só passa um determinado caudal. Se fornecerws muita água não adianta nada. Se forneceres pouca, estás a perder dinheiro...
É preciso fazer bem contas...

Em casa, com o carregador que vem com o veículo (chamado EVSE) carregas (normalmente) a 12A no máximo, apesar de as tomadas normais (Schuko) aguentarem 16A.

Se o gasto diário (quilómetros feitos) for muito grande, a wallbox (ou equivalente) é essencial. Se os quilómetros feitos diariamente não forem muitos, não precisas de wallbox, pois as 7 horas de tarifário económico da noite chegam para repor o que gastaste. Tens é que meter a carregar todos os dias, o que não tem problema nenhum.

Eu mandei fazer uma instalação em casa com tomadas CEE (32A) e comprei um carregador portátil, que é uma espécie de wallbox mas que não fica fixada na parede.
Em vez de uns 1000 ou mais euros, gastei em tudo 500 e poucos euros. Esta instalação uso para carregar o carro com a bateria maior (64kWh), mas o outro, que tem uma bateria pequena (18,5kWh) carrega numa tomada normal quando é preciso.

Na questão do condomínio, sei que apenas precisas informar que vais instalar um carregador. O condomínio não te pode proibir a instalação. Isto se tiveres uma tomada para fiz claro.
Se for para instalar um ponte de carregamento que "gaste" da energia do condomínio, penso que a legislação também te proteja, mas tens que garantir que medes a energia que gastas a carregar para depois a pagares em separado no final do mês
Daelim S3 125: Ago11->Jul12(14k) ; Maxsym 400i: Jul12->Mai13(21k) ; Maxsym 400i ABS: Jun13->Mai14(18k) ; Maxsym 600i ABS:Mai14->Jan15(12k)
Honda NC750XD
  | 
Membro nº14

Setembro 01, 2021, 00:41:56, 00:41
Responder #4

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18501
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Excelente debate por aqui.  :nice:

Temas interessantes trazidos e muuuito mais existe para ir debatendo.

E desde já pegando no que agora foi dito anteriormente, pergunto para aprender mais um pouco:  :nice:

As tomadas convencionais são (ou não!?) aconselhadas para carregamento regular de veículos elétricos?
E faço a questão porque creio já ter lido que alguns fabricantes, no caso das 4 rodas, desaconselham recorrer-se regularmente a esta forma de carregamento.
Aconselham mais especificamente as wallbox.

Não sei mesmo até que ponto tomadas domésticas mais antigas estarão, de forma genérica, preparadas para suportar longas sessões de carga com correntes elevadas.

Já no caso específico de tomadas Schuko e abordadas anteriormente, sei que além de terem já a ligação terra, pelo menos virão com todos os certificados mais recentes de segurança a nível Europeu e capazes de evitar o sobreaquecimento da instalação quando o veículo está a carregar, o que é bom.

Desde já obrigado pelos esclarecimentos no tema.  :convivio:

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Setembro 01, 2021, 09:40:58, 09:40
Responder #5

ALCLCF

  • Visitante
não há problema em carregar em tomada normal diariamente.

Pessoalmente que sou cravas, já carreguei em muita tomada alheia....e a idade da instalação eléctrica não é problema. Problema é se é uma instalação mediocre de origem. Não consegue debitar os 14-15A e nota-se flutuação.

Aquecimento durante carregamento em ficha só noto nos próprio EVSE (chegam aos 42ºC), nunca apanhei uma ficha a escaldar.

Eu vejo muita gente e recomendar wallbox mas parece-me que é ou por precisarem de mais amperagem.....ou por não terem maneira de regular manualmente a mesma.

Setembro 01, 2021, 14:42:58, 14:42
Responder #6

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Excelente debate por aqui.  :nice:

Temas interessantes trazidos e muuuito mais existe para ir debatendo.

E desde já pegando no que agora foi dito anteriormente, pergunto para aprender mais um pouco:  :nice:

As tomadas convencionais são (ou não!?) aconselhadas para carregamento regular de veículos elétricos?
E faço a questão porque creio já ter lido que alguns fabricantes, no caso das 4 rodas, desaconselham recorrer-se regularmente a esta forma de carregamento.
Aconselham mais especificamente as wallbox.

Tomadas e fichas schuko são as convencionais (tipo F), aquelas com que lidamos todos os dias em ambiente residencial, por defeito nas paredes de nossas casas e nos nossos eletrodomésticos. Existem em 3 tipos de intensidades, principalmente, 6,10 e 16A.

Alguns fabricantes e o bom senso ditam que uma tomada schuko e a instalação eléctrica habituais não devem ser sujeitas a uma utilização máxima contínua e absente de vigilância numa intensidade de 16A (+- 3680W), aliás alguns sistemas de segurança da maioria dos VEs deteta a presença de uma schuko e limitam a carga a 10/12A.

Existem algumas tomadas schuko desenvolvidas especificamente para recarga de VEs, por exemplo:
https://www.leroymerlin.pt/Produtos/Eletricidade-e-domotica/Fichas-e-adaptadores/WPR_REF_19923526
https://www.legrand.pt/e-catalogo/090470-green-up-access-kit-com-tomada-suporte-e-disjuntor-diferencial.html
Ambas a 16A mas reforçadas mas reitero que recarregar um VE durante horas não é o mesmo que utilizar um eletrodoméstico durante uma hora alem da atenção a dedicar á secção e qualidade dos "fios" que alimentam a tomada assim como da qualidade e robustez das ligações.

Limites máximos de comprimento de fiação em função da intensidade, eu passaria para a secção superior num circuito previsto para recarga de veículo elétrico.


Alguns fabricantes desde que se trate de carregamento de VE falam de wallbox. Há muitos tipos e modelos, alguns com modulo wi-fi e/ou dados, outros com gestor de excedentes com ou sem painéis fotovoltaicos, por exemplo em relação á potencia contratada a wallbox monitoriza de forma a que o disjuntor geral nunca dispare se outros aparelhos consumidores estão ligados de forma a carregar e utilizar na recarga sempre só a diferença entre o que está a ser consumido algures e a potencia contratada. Alguns EVSE idem.

Estão também em principio as wallbox se bem escolhidas em função do circuito onde vão ser integradas, preparadas em termos de segurança mas não são indispensáveis, porque não são "carregadores", ficam sujeitas á potencia contratada e disponível com a vantagem de obedecerem a protocolos de comunicação com os VEs e com alguma domótica. Alguns EVSE idem.

Em instalações domésticas e em condomínios (objeto deste tópico) estamos normalmente em AC e os carregadores/conversores embarcados aceitam corrente AC no máximo para que estão dimensionados (corrente monofásica e/ou trifásica) e convertem em DC para carregar a bateria.

Nos postos de recarga públicos ou privados por agora está convencionado que até 22kw/h estamos em AC e superior, a partir de 50 kW/h estamos em DC. Esta diferença porque como as baterias carregam em corrente contínua se a recarga é feita em corrente contínua o conversor embarcado não é solicitado apenas controla e comunica com o BMS para otimização da recarga, por outro lado se a recarga é feita em AC o conversor só converte em DC até ao máximo para que foi construído o que resulta num valor inferior, 7.4, 11 e raramente 22kW/h por vezes com opções de escolha em veículos novos.

Recentemente em alguns países estão a colocar postos que carregam em DC a 22/24 kW em vez dos habituais mínimos 50 kw o que é benéfico para o utilizador porque se em recarga AC o mesmo veículo está limitado a 11 kW, em DC carrega em qualquer potência até mais de 50 kW e no limite conforme os casos de 70, 150 ou mais, e se nesses postos não há disponibilidade de mais de 25 kW se forem convertidos em DC o veículo pode aproveitar a integralidade da carga a 22/24 kW.

Por exemplo o recente Dacia Spring com uma bateria pequena de 33 kW, um carregador AC embarcado de máximo 6.6 kW e em DC de 30 kW.
  Se este veículo carregar em casa podemos carregar a 3,7 kW (16A) ou mais até 6.6 kW conforme a nossa potencia contratada e o tipo de circuito e tomada que instalamos, por exemplo CEE 32 A que permite até 7.4 kW.
  Se este veículo carregar num posto publico em Portugal com a aberração de modelo que temos, num posto AC de 22 kW que são quase todos os que foram instalados recentemente e que estão a ser instalados, vai carregar no máximo e só durante algum tempo a 6.6 kW mas vai pagar o posto como se estivesse a carregar a 22 kW.
Há uma rede, a do Continente que "contraria" esta aberração portuguesa não se sujeitando a um modelo monopolista e público que em AC carrega até aos mesmos 22 kW mas permite escolher tarifários correspondentes a 4 níveis de potencia de carregamento, algo como 4, 10. 17 e 22 kW, alem de que os preços globais chegam a ficar a menos de metade de alguns postos da rede pública.
  Se este veículo carregar na rede pública em DC a 50 kW só vai carregar a máximo 30 kw durante algum tempo de recarga mas vai pagar como se estivesse a carregar permanentemente a 50 kW.

Apesar do Dacia Spring ser uma caso especifico, com bateria pequena e de a maioria dos veículos poderem carregar em DC a pelo menos 50 kW não deixa de ser interessante a opção dos carregadores em DC a 22/24 kW que praticamente todos os veículos poderiam aproveitar integralmente ao contrário dos 22 kw em AC que quase nenhum veículo pode usufruir a não ser pela metade na melhor das hipóteses.

Há, apesar dos recentes progressos, interesse em recarregar a uma taxa C baixa, ou seja se uma bateria tem uma capacidade de 50 kWh carregando a 25 kw estamos com uma taxa C de 0.5 e penso que no quotidiano não devemos ir muito alem deste valor (neste caso +- 130/160 km por cada hora de carga), em casa uma taxa de 0.04 a 0.08, entre 8 e 16A. Os carregadores embarcados normalmente carregam a partir de 6 A em AC sendo que melhoraram mas existiam alguns, cujo caso mais flagrante era a anterior geração de ZOE, que a menos de 10 A tinham perdas colossais ou seja o carregador/conversor era pouco eficiente a 6/8 A mas por outro lado carregava a um máximo de 22 kW.
Em viagem e em caso de necessidade e de forma esporádica podemos carregar a 1 C e até mais desde que a bateria não permaneça com carga superior a 85% durante muito tempo, ou seja carregar e circular. Os modelos mais recentes passaram a sistemas de 800 V de forma a "encaixarem" mais intensidade mas é usual encontrar agora veículos com possibilidade de carregar a
mais de 2 C.



Não sei mesmo até que ponto tomadas domésticas mais antigas estarão, de forma genérica, preparadas para suportar longas sessões de carga com correntes elevadas.

Já no caso específico de tomadas Schuko e abordadas anteriormente, sei que além de terem já a ligação terra, pelo menos virão com todos os certificados mais recentes de segurança a nível Europeu e capazes de evitar o sobreaquecimento da instalação quando o veículo está a carregar, o que é bom.

Desde já obrigado pelos esclarecimentos no tema.  :convivio:

Schuko são as usuais tipo F que existem por todo o lado, não é descabido carregar a 10 A (2300 W) nessas tomadas mas não mais sobretudo se forem antigas numa instalação antiga ou sem atualização ou revisão ao circuito ás normas atuais. Tenho uma schuko ( a substituir em breve por uma CEE) onde carrego a 16 A esporadicamente num local de pernoita mas é reforçada e por trás tem fios de 4 mm2.
As tomadas onde podemos ligar os cabos de carregamento ou um EVSE em segurança por longos períodos a 16 A ou mais (existem de 16 e 32 A monofásico) são as azuis que alguns chamam tomadas industriais ou as vermelhas trifásicas, CEE ou Mennekes.
As Wallbox já possuem a (as) próprias tomadas normalmente também CEE.

Não tenho formação especifica na área, há uns anos quando pensei produzir toda a eletricidade que consumo e enveredar pela mobilidade eléctrica fui avançando com aconselhamento de alguns entendidos e com alguns erros, entretanto houve muita evolução, pelo que se por aqui existem alguns membros anti mobilidade elétrica existirão decerto alguns com mais conhecimento que poderão corrigir e completar alguns dos meus propósitos. :palmas:

Setembro 01, 2021, 14:52:39, 14:52
Responder #7

FilipeC

  • Motociclista: 2 estrelas ❇❇

  • Offline
  • **

  • 65
  • Marca Motociclo: Yamaha
  • Modelo Motociclo: Xmax 125
  • Localidade: Oeiras
Espectáculo de informação. Tenho mesmo de me atualizar neste tema. Obrigado companheiro

Setembro 01, 2021, 15:06:51, 15:06
Responder #8

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18501
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Óptimo...  :nice:
Informação preciosa para o tópico e que agradeço para irmos todos tomando o máximo contacto e conhecimento com esta realidade que tem vindo a entrar cada vez mais no dia-a-dia.

Assim e relativamente à questão que tinha colocado, aquilo que já tinha lido parece-me que se confirma.

Ou seja, mesmo carregando numa tomada doméstica, deverá existir pelo menos alguma monitorização.
A utilização máxima contínua durante horas, numa tomada convencional, poderá (e reforço o 'poderá') revestir-se de alguns perigos.

Claro que os sistemas de segurança da maioria dos VE's e que já foi falado atrás, diminuem e muito estas potenciais situações.  :nice:

Obrigado pelos inputs cá deixados.  :convivio:

Muito bom. Muito bem mesmo, este tópico e a info cá deixada.

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Setembro 01, 2021, 15:34:13, 15:34
Responder #9

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5004
Os cabos e adaptadores fornecidos pelas marcas de veículos servem para carregar AC e eventualmente com um EVSE resolvem a maioria das situações em casa ou em viagem para carga em AC. Os carregadores DC tem cabos e fichas proprietários.

Isto deverá depender muito do carregador "fornecido" (no caso da Renault paga-se à parte) pelo fabricante.

A minha experiência com um Zoe (55kw) é que na tomada leva prai 40 horas para carregar cerca de 70% enquanto na wallbox reduz para cerca de 16. Ambas partilham a mesma instalação.

Setembro 01, 2021, 17:13:52, 17:13
Responder #10

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
70% de 55 kW = 38.5 Kw em 40 horas resulta numa carga a 0.96 KW ou seja 4.18 A. É pouco, não conheço como utilizador o ZOE mas creio que o minimo que aceitaria em carga são 6 A e que com os cabos de origem carregaria a 8 ou 10 A.

As versões anteriores do ZOE, creio que exceptuando a ultima (que é mesmo a ultima porque acaba), tinham grandes perdas em cargas lentas, há medições a indicar perdas enormes, para carregar 55 kWh o carregador/conversor perderia 20.5 kWh no pior dos casos e em vários comparativos era de longe a pior eficiência de carga, ou seja passavam na tomada 75.5 kWh mas na bateria só entravam 55.

Com um EVSE (com protocolo de comunicação com o veículo) o carregador/conversor embarcados aceitam até 22 kW se o mesmo ou uma Wallbox permitirem e houver potência de rede disponível.

O ZOE podia igualmente beneficiar de carga rápida em DC até 50 kW, opção faturada 1000 €  :???:
Particularidade deste modelo a sua extrema exigência com a ligação de terra, tinha mesmo de ser muito boa, recusava a carga onde outros carregavam sem problema.

Setembro 01, 2021, 17:49:03, 17:49
Responder #11

ALCLCF

  • Visitante
Já vi que isto depende dos veículos...

Tenho bateria 21.5kWh, AC 3.2KW DC 25KW (ambas seleccionáveis, mesmo durante carga, 1A «» 75A). Tenho dois EVSE's, o de origem um Mennekes e um da Amazon (serve de contador kWh, tem tempo de carga, disponibiliza temperatura do EVSE, amperagem, voltagem e kWh de carga) que é o que uso mais. Cravo mas costumo dizer quanto custou :D

+90% das vezes carrego a 6A (durante o dia, no local de trabalho).

Falo de seleccionável bastante (principalmente em AC), porque a minha bateria anda sempre nos 20-80% e vai acima ou abaixo de for para andar ou estiver a andar. Portanto viagens maiores, regulo a amperagem para ~1h antes da saída prevista ter a bateria a 100% e balanceada.

Setembro 02, 2021, 16:16:02, 16:16
Responder #12

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Entre O CEME, o OPC e outros, cada qual com a sua parcela no preço final de uma recarga, que na maior parte das vezes é ao minuto e não á unidade de energia a recarga de um veículo elétrico fica em Portugal amiúde mais cara ao km que um diesel e mesmo que um gasolina.
Como podes dizer isso? Um exemplo prático:
Quando carregamos na rede pública, os valores a pagar são:
1- custo por kWh indicado no contrato com o CEME;
2- a tarifa do operador do posto;
3- taxas e impostos.

Tomando como exemplo o tarifário da EDP Comercial (sem descontos especiais que há!):
1- custo por kWh: 0,1680€;
2- a tarifa do operador: 0,15€ de valor fixo por carregamento e 0,11€/kWh;  ---ERRADO---
3- taxas e impostos: 0,001€/kWh pelo IEC (Imposto Especial ao Consumo de Energia Elétrica) e o IVA do carregamento.

Assim, utilizando um carro com uma bateria de 38,3kWh, como o Hyundai Ioniq ou o Kauai 39, ficam, para 100% da bateria, os seguintes custos:
1- custo total kWh: 6,4344€;
2- tarifa do operador: 4,363€;
3- taxas e impostos: 0,0383€ pelo IEC e 2,4322€ de IVA.

Assim, o carregamento de 100% da bateria ficariam no total de 13,3279€

Estes carros que indiquei, têm uma autonomia estimada de cerca de 300 km (até dá mais...), portanto dá 0,0433€ por quilómetro.

Se compararmos estes veículos a outros veículos a combustão:

- a gasolina, com um consumo médio de 7 L/100 km, considerando 1,45€ por litro (estou a ser bonzinho...), resulta em 0,1015 por quilómetro
- a diesel, com um consumo médio de 5 L/100 km, considerando 1,34€ por litro, resulta em 0,067€ por quilómetro
- mota a gasolina, com um consumo médio de 3,6 L/100 km (estou a considerar a minha experiência pessoal com a NC750X), considerando 1,45€ por litro, resulta em 0,0522€ por quilómetro

Resumindo (custo por quilómetro):
1º- Eléctrico, carregado num posto rápido público: 0,0433€;
2º- Mota a gasolina: 0,0522€;
3º- Carro a diesel: 0,067€;
4º- Carro a gasolina: 0,1015€.

Para vermos melhor a diferença, custos para 300 quilómetros (valores arredondados):
1º- Eléctrico, carregado num posto rápido público: 13€;
2º- Mota a gasolina: 16€ (+3);
3º- Carro a diesel: 20€ (+7);
4º- Carro a gasolina: 30€ (+17).
Logo, NÃO é verdade que "a recarga de um veículo elétrico fica em Portugal amiúde mais cara ao km que um diesel e mesmo que um gasolina."



Carregar em casa (de preferência com tarifa bi-horária), eu diria que é essencial. Ficas a gastar aproximadamente 2 euros para fazeres 100km. Isto num carro que gaste uns 16kw/100km.
Calculo que numa moto ainda seja mais vantajoso, pois o consumo é menor.

Se carregares fora, em postos públicos, o custo varia muito, dependendo se são carregamento normal (PCN), rápido (PCR) ou ultra-rápido (PCUR), pois, infelizmente, a maioria dos postos cobra ao minuto! Uma verdadeira imbecilidade...
Mas muito depende da capacidade do veículo. Imagina que o carro é um tubo onde só passa um determinado caudal. Se fornecerws muita água não adianta nada. Se forneceres pouca, estás a perder dinheiro...
É preciso fazer bem contas...


Parece que já fizeste bem as contas  ;) É preciso fazer bem as contas, como dizes, e ainda a procissão vai no adro, a Mobi.e está a acumular deficit e enquanto tivermos este Modelo de rede pública de carregamento, único no mundo, vai ser sempre a encarecer, a parcela Mobi.e e as outras, esqueceste algumas nos teus cálculos, mas entre as discriminadas e as englobadas, são seis entre quatro entidades.

Viste onde estavas a errar no teu exemplo prático e que afinal pode ser?
Não, a maioria dos postos da rede publica não cobra ao minuto, são todos, excepto talvez os concessionados, ainda, e esta era uma parcelas que te faltava e te provocava tanta indignação  ;) claro que com o atual modelo o OPC só pode cobrar ao minuto, sem relação direta com a energia que passa, a lei portuguesa impede-os de vender eletricidade, senão como rentabilizavam?

Nem quero ir para casos extremos, cargas nos postos mais caros de autoestradas, de determinados CEMES, de VEs em postos AC 22 a carregar a 7.4 ou menos, de VEs em postos DC 50 ou 150 a carregar a 30 ou 40, ou outras onde o kW passa os 0.75 € mesmo aproveitando todo o potencial de carga, basta uma recarga completa do teu kona num dos postos PCN mais recentes (a maioria) e dos que estão a instalar a 22 Kw e depois diz-me se os 100 km não ficam equivalentes ou mais caros em "combustível" que o teu Meriva. Num fóssil só tens de pegar na mangueira e encher, num elétrico tens de conhecer minimamente as características de recarga do teu EV, o posto onde recargas e o estado de carga da tua bateria, alem da hora a que carregas e qual o CEME ideal a utilizar em cada circunstância. aliás mesmo que o teu kona carregasse a 22, carrega a metade ou menos, nunca iria carregar a 22 em todo o ciclo, nem de perto.

Há opções, pessoalmente nas poucas vezes que carrego fora de portas é sempre em redes privadas, são mais baratas e práticas, e isto mesmo quando os carregamentos ainda eram gratuitos na rede pública, era um engano não eram grátis, alguém pagava.

Complicaram uma coisa simples, em casa ou na empresa é simples, fora de portas o legislador cedeu aos lobbies e ainda vai demorar uns anos até que Bruxelas acabe com o monopólio de Estado que foi criado. Se entretanto aparecerem mais grupos com a coragem da Sonae e se o Estado português com a Mobi.e e os CEMES entretanto não lhes cortarem as pernas pode ser que se apercebam no buraco em que se meteram, por comparação e deixem os OPC venderem eletricidade. :palmas:

Setembro 02, 2021, 19:19:15, 19:19
Responder #13

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Indo um pouco mais longe na mobilidade elétrica.
Atualmente, somando o consumo de 3 locais de residência com dois agregados, uns anexos, 3 VEs na família e uma scooter elétrica, a eletricidade que produzo excede o consumo.
Estava há uns tempos a injetar na rede, de borla, uma boa parte da produção e depois resolvi combater um dos que é dos principais problemas ainda das renováveis, a intermitência, com uma solução de armazenamento, viável financeiramente e que tivesse provas dadas com exemplos concretos.
Comecei a com a construção de uma bateria pequena mas devia ter avançado logo para o triplo.

Quanto aos vídeos isto é States, "muita" liberdade, com algumas nuances é o que já se faz por cá, muitos só continuam ligados á rede porque a lei obriga, em certos casos  ;)
O Will utiliza dois bancos de baterias auto construídos com células, num caso de grau B bastante conhecidas, noutro caso foram-lhe confiadas para ensaio.
Também já utilizou outro tipo de baterias de recuperação.
O canal dele tem tudo o que é necessário saber e o seu site assim como o fórum onde participa são uma mina de informação.

Ele tem conhecimento, não é um hobby para todos, é indispensável dominar a matéria em todos os aspetos nomeadamente os regulamentares, legais e de segurança.
Parte das ações visíveis nestes vídeos, em Portugal, só devem ser executadas por eletricistas certificados.




Recuperação de um pack de bateria Tesla:




Setembro 02, 2021, 23:30:09, 23:30
Responder #14

Cross

  • Global Moderator
  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 1162
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: VFR800X (Crossrunner)
Indo um pouco mais longe na mobilidade elétrica.
Atualmente, somando o consumo de 3 locais de residência com dois agregados, uns anexos, 3 VEs na família e uma scooter elétrica, a eletricidade que produzo excede o consumo.
Estava há uns tempos a injetar na rede, de borla, uma boa parte da produção e depois resolvi combater um dos que é dos principais problemas ainda das renováveis, a intermitência, com uma solução de armazenamento, viável financeiramente e que tivesse provas dadas com exemplos concretos.
Comecei a com a construção de uma bateria pequena mas devia ter avançado logo para o triplo.

Quanto aos vídeos isto é States, "muita" liberdade, com algumas nuances é o que já se faz por cá, muitos só continuam ligados á rede porque a lei obriga, em certos casos  ;)
O Will utiliza dois bancos de baterias auto construídos com células, num caso de grau B bastante conhecidas, noutro caso foram-lhe confiadas para ensaio.
Também já utilizou outro tipo de baterias de recuperação.
O canal dele tem tudo o que é necessário saber e o seu site assim como o fórum onde participa são uma mina de informação.

Ele tem conhecimento, não é um hobby para todos, é indispensável dominar a matéria em todos os aspetos nomeadamente os regulamentares, legais e de segurança.
Parte das ações visíveis nestes vídeos, em Portugal, só devem ser executadas por eletricistas certificados.




Recuperação de um pack de bateria Tesla:




Excelente feedback Obrigado.

Entendo agora melhor o que anda a volta dos carregamentos fora de casa e a problemática envolvida. Realmente não sei   se a flexibilidade compensa o custo elevado ao nível do fóssil no final.

O que me é estranho é que o sistema Português li em alguns artigos, é indicado que é o melhor que existe e a seguir pelos outros países da união europeias. E em jeito comparação feita com Espanha foi que para ir de Caceres a Madrid é necessário contratar com até 6 fornecedores do serviço para poder carregar nos varios diferentes fornecedores e que em Portugal não interessava o fornecedor qualquer um serve....

Sobre os Will já conhecia o jovem, um pouco anarquista e autodidata, mas para quem viveu num trailer 9 anos na  California e onde começou os videos e que com o youtube e o livro que escreveu etc... comprou a casa cash ou quase em las vegas fazendo agora 30 a 50 mil dolares mensais está muito bem.

Não estou de acordo com algumas coisas que diz ou faz mas no geral ainda é baixa tensão (quase porque 48v já pica) ou os painéis em série  já vai/pode ir para média tensão (assumindo instaladores neste caso) só pelas correntes envolvidas e as baterias de lítio para quem não sabe da poda são muito perigosas. E depois o código americano é diferente do nosso. Split phase só para dar um exemplo

Eu solar só tenho "brincado" com micro painéis de 5 ou 6V para alimentar circuito de electronica mas vou um dia destes pode ser que "suba" a voltagem.

Sent from my SM-G780F using Tapatalk

Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Setembro 03, 2021, 00:27:32, 00:27
Responder #15

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5004
As versões anteriores do ZOE, creio que exceptuando a ultima (que é mesmo a ultima porque acaba), tinham grandes perdas em cargas lentas, há medições a indicar perdas enormes, para carregar 55 kWh o carregador/conversor perderia 20.5 kWh no pior dos casos e em vários comparativos era de longe a pior eficiência de carga, ou seja passavam na tomada 75.5 kWh mas na bateria só entravam 55.

Dificilmente as versões anteriores carregavam os 55kWh porque essa é a spec das versões actuais.

A minha referência foi no sentido de comparar as diferenças de tempo entre usar o cabo "carregador" a uma schuko e ligar o cabo standard à powerbox que partilham a mesma instalação.


Setembro 03, 2021, 01:02:17, 01:02
Responder #16

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Excelente feedback Obrigado.

Entendo agora melhor o que anda a volta dos carregamentos fora de casa e a problemática envolvida. Realmente não sei   se a flexibilidade compensa o custo elevado ao nível do fóssil no final.

O que me é estranho é que o sistema Português li em alguns artigos, é indicado que é o melhor que existe e a seguir pelos outros países da união europeias. E em jeito comparação feita com Espanha foi que para ir de Caceres a Madrid é necessário contratar com até 6 fornecedores do serviço para poder carregar nos varios diferentes fornecedores e que em Portugal não interessava o fornecedor qualquer um serve....

Sobre os Will já conhecia o jovem, um pouco anarquista e autodidata, mas para quem viveu num trailer 9 anos na  California e onde começou os videos e que com o youtube e o livro que escreveu etc... comprou a casa cash ou quase em las vegas fazendo agora 30 a 50 mil dolares mensais está muito bem.

Não estou de acordo com algumas coisas que diz ou faz mas no geral ainda é baixa tensão (quase porque 48v já pica) ou os painéis em série  já vai/pode ir para média tensão (assumindo instaladores neste caso) só pelas correntes envolvidas e as baterias de lítio para quem não sabe da poda são muito perigosas. E depois o código americano é diferente do nosso. Split phase só para dar um exemplo

Eu solar só tenho "brincado" com micro painéis de 5 ou 6V para alimentar circuito de electronica mas vou um dia destes pode ser que "suba" a voltagem.

Sent from my SM-G780F using Tapatalk

Sim, entretanto perdeu a namorada  :D

Apenas uma ressalva que penso importante, as células com que ele "bricola" são na sua maioria LFP (LiFePO4) e não Li-ion.
Não aconselho ninguém, apesar de existirem muitos que o fazem e exemplos de alguns entendidos, a montar baterias com células Li-ion.
As LFP alem de muito mais estáveis, não explodem, não ardem e admitindo um numero de ciclos muito maior, mais do dobro, são as ideais, até agora, para estacionário, a única desvantagem é uma menor densidade.
Todas devem merecer excelentes BMS e restantes sistemas de segurança mas as Li-ion e derivadas não perdoam.

Sim, 48 V é o ideal para o sistema, há quem vá a 60 e mais mas começa a ser perigoso e alem disso é em 12, 24 e 48 que encontramos maior facilidade, maior segurança e de todo o tipo de material, inversores, fusíveis, disjuntores, reguladores de carga, etc.

Esse discurso da Mobi.e de que o nosso sistema é o melhor do mundo, foi discurso de derrotado e já o deixaram há muito.

Podia ter sido sim, mas criaram um monstro caro, anti concorrencial, confuso, burocrático, impeditivo de carregamento para quem não tem contrato com um CEME por exemplo um estrangeiro que venha de VE a Portugal não carrega.

Tudo isto com a teoria de que poderíamos com qualquer contrato (cartão) de qualquer CEME (Distribuidores de eletricidade)  carregar em qualquer posto de qualquer OPC, operador do posto, aquele, o único, que investe e instala o posto mas está proibido de vender eletricidade, desconhece por completo o cliente porque a carteira de clientes é do CEME, não fatura nem tem qualquer intervenção no processo, e tudo isto gerido pelo Estado através da Mobi.e.

Tudo isto com a teoria de que seria um verdadeiro roaming e agora menos, mas continuam a dizer que é um roaming mas não é, que melhor roaming existe que um cartão multibanco ou outro de pagamento que valeria em todos os postos? Com conhecimento imediato do valor pago e não dois meses depois (posso saber antes mas com simulações em APPs) e com fatura imediata.

Porque é que os instaladores dos postos não podem vender energia? Porque é que um utilizador não vai a um posto de carregamento de VE como sempre foi a uma bomba de gasolina? Abastece, paga e no dia a seguir vai a outro e idem.
Porque é que quem presta o serviço, o OPC, não pode vender, não pode faturar nem sabe quem é o cliente tal como numa estação de serviço?

Alem de muitas outras ilegalidades que já enviamos a Bruxelas, como esta, no local de consumo, o posto, não há preços afixados, ou seja quando muito o preço do posto mas as restantes parcelas não, e quantos consumidores não entendem e estão a ser enganados? A lei obriga a que o preço total a pagar seja o que está afixado, em total ou unidades.
Impossibilidade de reclamação com o prestador final de um serviço, o OPC, porque o consumidor é cliente não do prestador do serviço, aquele  que o disponibiliza mas de um interveniente terceiro. Ilegal.
Pelo facto de o OPC não poder vender energia, fatura minutos, ou seja eu quero comprar eletricidade e na minha fatura que receberei mais tarde, porque não posso pagar de imediato, virão kWs, minutos, taxas, impostos e a comissão da Mobi.e. Ilegal.
Como o OPC não vende energia, mas minutos, tanto cobra se estivermos a carregar a  22 kW como se estivermos a carregar a 7.4 ou menos. Idem em DC, por exemplo carregando a 30 kW mas se o posto é de 50 ou de 150 pagas o mesmo por minuto. Ilegal.

Tudo isto porque o poder politico se submeteu ás distribuidoras de eletricidade que trataram de impedir ao máximo que o negócio de venda de eletricidade lhes fugisse mas não estavam dispostos a instalar postos. Impediram até o OPC de produzir e vender localmente a eletricidade que carregamos, porque estão proibidos de vender e assim se a produzem é por questão de imagem, não a podem vender, nem podem faturar nada a ninguém nem saberiam a quem faturar.




Setembro 03, 2021, 01:25:00, 01:25
Responder #17

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
As versões anteriores do ZOE, creio que exceptuando a ultima (que é mesmo a ultima porque acaba), tinham grandes perdas em cargas lentas, há medições a indicar perdas enormes, para carregar 55 kWh o carregador/conversor perderia 20.5 kWh no pior dos casos e em vários comparativos era de longe a pior eficiência de carga, ou seja passavam na tomada 75.5 kWh mas na bateria só entravam 55.

Dificilmente as versões anteriores carregavam os 55kWh porque essa é a spec das versões actuais.

A minha referência foi no sentido de comparar as diferenças de tempo entre usar o cabo "carregador" a uma schuko e ligar o cabo standard à powerbox que partilham a mesma instalação.

Sim tens razão as anteriores tinham salvo erro 24 e depois 40.
Revi os comparativos e de facto este que citei é o menos mau, já depois de terem trocado de carregador/conversor e continuava a ter este problema.

A power box comunica com o VE e este vai aceitar o que a power box lhe der dentro dos limites da programação e do protocolo, da potencia contratada e da capacidade do carregador/inversor do carro.
Há alternativas, um cabo com um EVSE, (imperativo uma boa tomada ou uma CEE 16 ou 32), menos de metade do preço, com as mesmas possibilidades e portátil, ou carregar a 10 A o que todos os VEs atuais aceitam e com muito menores perdas (5 a  12% max.), em cada 8 horas e já descontando as perdas carrega 100 Km diários e se só fizer 80 por dia vão-lhe sobrando 20 diários até que já não precisa de carregar 8 horas por noite. o bi-horário diário é de 9 ou 10 horas diárias em vazio.
Se um dia precisa de mais vai a um PCR e numa hora ou num quarto de hora, conforme o veículo e o posto, enche a bateria, foi assim que me safei os primeiros meses sem querer recorrer a um ICE.
« Última modificação: Setembro 03, 2021, 01:37:08, 01:37 por Lourenço »

Setembro 03, 2021, 09:54:13, 09:54
Responder #18

ALCLCF

  • Visitante
Por acaso e dado o atraso em pontos de carga (e contra mim falo) prefiro preços elevados (ao min)....limita o uso ao estritamente necessário e permite-me nas raras vezes que preciso não ficar à espera de terceiros (tirando a Antuã....está sempre cheia).

Paineis (6x250W) investi no local de trabalho há 3 anos quando comprei a primeira "trotinete". Neste momento estou para construir casa e o terreno foi escolhido sobre várias premissas, uma delas a orientação da exposição solar (a outra foi a água, risco de incêndio e inundação). Vou deixar espaço negativo do "quadro" a ligar placa/telhado, fundo do terreno, garagem (para eventualidade baterias)....e caixinha no muro (nunca se sabe quem me irá cravar :D)

Setembro 03, 2021, 10:59:41, 10:59
Responder #19

Cross

  • Global Moderator
  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 1162
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: VFR800X (Crossrunner)

....... (a outra foi a água, risco de incêndio e inundação). Vou deixar espaço negativo do "quadro" a ligar placa/telhado, fundo do terreno, garagem (para eventualidade baterias)....e caixinha no muro (nunca se sabe quem me irá cravar :D)

Boas,
Podes explicar melhor essa parte da água e sobre a garagem... vais eventualmente montar baterias na garagem...?

....baterias convém ficar perto do carregador/inverter (hoje em dia é tudo all inclusive) e perto do consumo que é na garagem (prioritariamente) mas depois é investir nos cabos dos painéis que como tensão mais alta menos perdas mas todavia será pelo menos 6 a 8mm2 termico para que não derreta por isso também caro...

Algum problema de montar baterias na sala técnica por exemplo perto dos demais   quadros telecom,  etc...... por acaso não sei como trata o ITED estas coisas sou do tempo do RITI

EDIT:
Pergunto isto porque estou numa situação semelhante para montar painéis e onde será melhor opção no ponto de vista de precaver eventualidades que não pensei ...


Sent from my SM-G780F using Tapatalk

« Última modificação: Setembro 03, 2021, 11:46:03, 11:46 por Cross »
Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Setembro 03, 2021, 11:46:31, 11:46
Responder #20

ALCLCF

  • Visitante
A água é simples....não estou para pagar 3 a 4x mais no futuro com a privatização dos serviços (como tem vindo a acontecer em municípios limítrofes . Antes de comprar perguntei a quem sabia e se havia hipótese de aprovação pela APA....e de foi em cheio (furo a 110m, água directa da rocha)

Eu não percebo muito disto, mas baterias só me vejo a colocar na garagem (idealmente em compartimento/sala própria) ou no exterior...não colocaria no piso da habitação num "bastiador". Com cabelagem adequada acho que distâncias não serão problema. Até porque vai haver sempre distância entre paineis e o resto.

Setembro 03, 2021, 13:24:09, 13:24
Responder #21

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Minha opinião pessoal e penso que livre de qualquer conotação ideológica no campo da economia, basta-me ver os exemplos do que se passou em alguns países Europeus e 20/30 anos depois em Portugal e já por cá com historial em alguns casos de mais de uma década, onde os privados, normalmente multinacionais, tomaram conta da água os preços foram multiplicados várias vezes, são os municípios com a água residencial e empresarial mais cara, a qualidade não melhorou e os investimentos tiveram que ser na mesma os munícipes a pagar.

Assim como o a água deve ser pública a recarga de veículos eléctricos deveria ser privada sem estado a gerir.

Em eletricidade quanto mais baixa a tensão maior a intensidade e esta é uma variável a ponderar sobretudo no caso de instalação com inversores híbridos, a distância desde que não exagerada com muitas dezenas de metros não é problema com cabos bem dimensionados sendo que o objetivo primeiro será a questão da segurança. idealmente em local exterior só os painéis e depois um local técnico onde tudo se reagrupa, excepto no caso de micro inversores que claro estão junto aos painéis.

As baterias, se LFP ainda melhor, se bem instaladas, verificadas regularmente não representam mais perigo que um termoacumulador ou um esquentador.
No caso das LFP não podem funcionar em locais com temperaturas negativas e com todas devemos evitar exposição solar ou temperaturas continuas superiores a 35º.
Aqueles que constroem de forma artesanal baterias com centenas de células Li-ion 18650, usadas e desequilibradas, apesar de todos os meios de segurança aplicados correm alguns riscos.
As baterias com células LFP prismáticas algumas com mais de 200 Ah, a maioria em séries de 12, 24 e 48 V são seguras desde que cumpridos os preceitos mas claro se podem estar no interior não as vamos colocar no quarto de dormir nem em local onde brincam crianças e muito importante, longe de água ou de local sujeito a inundação doméstica sobre elevadas em relação ao piso, minimamente protegidas de objetos que lhes possam cair em cima e de projeções.



« Última modificação: Setembro 03, 2021, 13:27:10, 13:27 por Lourenço »

Setembro 13, 2021, 15:18:20, 15:18
Responder #22

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Alguns números e ponto de situação sobre veículos eléctricos em Portugal.

"porque só 10% do parque automóvel português é elétrico (cerca de 80 mil carros, incluindo os híbridos). Mas há 11 anos só circulavam em Portugal os 20 Nissan Leaf que foram entregues ao Governo para uso oficial e agora já há 159 modelos de 30 marcas diferentes. E há quase três mil pontos de carregamento de acesso público, que carregam cada vez mais rápido, alguns em 10 minutos. E há baterias com autonomia para 400 km e até 700 km; e há carros ligeiros de mercadorias e carrinhas elétricas, não apenas citadinos."

"as vendas de 100% elétricos e híbridos plug-in registaram um crescimento homólogo de 49,6% em julho de 2021, e nos primeiros seis meses do ano representavam 16% de quota de mercado. Mas em agosto, diz Henrique Sanchez, o crescimento homólogo foi de 54% e a quota de mercado do ano já está nos 16,5%."

“Se queremos chegar à classe média, o preço tem de baixar. No mínimo, custam cerca de €20 mil, enquanto nos carros a combustão há preços a partir de €10 mil”


https://expresso.pt/carta-eletrica/2021-09-13-O-futuro-e-verde-eletrico.-Esta-tudo-a-acontecer-f7e6ae30

Setembro 13, 2021, 15:35:43, 15:35
Responder #23

ALCLCF

  • Visitante
Ainda sou do tempo em que a classe média tinha moradia paga e carro de 50mil € :pensador:

Setembro 20, 2021, 17:03:43, 17:03
Responder #24

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
No que diz respeito á recarga em casa e para quem está a pensar utilizar ou colocar uma tomada para recarregar deixo aqui um tópico de um forum onde mantenho alguma atividade regular (penso que infringe as regras, se assim for eu apago), que esclarece sobre os tipos de tomadas, secção minima de cabos, desnecessidade ou não de wallbox e valências dos EVSE.

https://www.clubeletricos.com/viewtopic.php?f=46&t=8375

Realço que a determinada altura, depois foi corrigido por um user, existe confusão entre interruptor de corte e disjuntor de proteção.

Setembro 23, 2021, 19:29:48, 19:29
Responder #25

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
agora a olhar para a tabela é que me lembrei da palhaçada que é levar um EVSE....mesmo que uma pessoa não tenha ou use um.

Numa mota sem malas, levo como adereço à volta do pescoço? ol:
ALCLCF,
Por favor, o que é um EVSE?



electric vehicle supply equipment = equipamento de abastecimento de veículos elétricos

Normalmente portáteis, com mais ou menos funções ou possibilidade de programação, normalmente monofásicos até 16 A ou 32 A, por níveis de intensidade selecionáveis, mas também existem trifásicos e com até maiores intensidades.
Possuem cabos de ligação ao veículo e á tomada

Alguns são mesmo muito evoluídos, por exemplo, alem do protocolo de comunicação com o veículo, comunicam com um módulo que se coloca no quadro elétrico da casa e por exemplo quando o VE está á carga ele deteta a intensidade de corrente que sobra entre o consumo instantâneo da casa e a potencia contratada para só carregar este valor de sobra a cada momento e não disparar o interruptor geral do quadro. No caso de existência de painéis fotovoltaicos em casa a produzir há a possibilidade de adicionar ao sistema anterior a função de considerar a produção total fotovoltaica e enviá-la para a recarga depois de satisfeito o consumo instantâneo da casa, com plafond zero de corrente da rede ou com limites por níveis de corrente da rede a juntar á produção fotovoltaica, enfim há muitas funções possíveis.

Permitem claro programações horárias e intensidade de corrente máxima e mesmo alguns com módulo wi-fi para operação no TLM e á distancia, embora por vezes a duplicar com a APP do próprio EV.

A vantagem é de ser portátil e geralmente mais barato que uma wall box fixa que pode ter muito menos funções.

Alguém mais entendido que corrija ou adicione mais conteúdo, sobretudo o ALCLCF a quem usurpei a resposta  ;)

Há muitos modelos, convém sobretudo algo dentro das normas, reconhecido, com feedback positivo e evolutivo.

https://www.clubeletricos.com/viewtopic.php?f=52&t=7538&hilit=EVSE
https://www.clubeletricos.com/viewtopic.php?f=46&t=8375&hilit=EVSE&start=40
« Última modificação: Setembro 23, 2021, 19:38:16, 19:38 por Lourenço »

Setembro 23, 2021, 20:12:08, 20:12
Responder #26

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18501
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Tentando ajudar à explicação com uma imagem...

Pode ser que ajude a clarificar quanto ao EVSE.  :)

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Setembro 23, 2021, 20:25:32, 20:25
Responder #27

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Isso mesmo.
Neste caso tem uma schuko para ligar á rede eléctrica e menciona 16 A o que no caso do EVSE pode ser que sim, que esteja preparado para 16 A mas com essa ficha por melhor que seja se estiver durante muito tempo próximo dos 16 A vai aquecer. É preferível um EVSE que tenha de origem uma tomada CE (industrial 16 A ou 32 A) e depois com um adaptador em caso de necessidade pode ligar a uma tomada schuko, mais válido para carros mas também para motos.

Sempre que falamos em tomadas é indispensável que os cabos por trás destas, na parede, no circuito elétrico, sejam de secção adaptada á intensidade assim como os dispositivos de proteção.

Algo deste género, é só um exemplo. Há muita empresa que saltou sobre a oportunidade e vendeu coisas a preços exorbitantes, e ainda há. Por exemplo a Legrand com a Green UP que é uma simples tomada de parede com reforço e proteção (onde vamos ligar o EVSE ou os cabos de recarga) custa pelo menos 5 vezes mais que uma boa tomada CE e respetivo disjuntor, mas vendeu muto e continua vender.
« Última modificação: Setembro 23, 2021, 20:48:40, 20:48 por Lourenço »

Setembro 23, 2021, 21:35:25, 21:35
Responder #28

Reiner

  • Motociclista: 2 estrelas ❇❇

  • Offline
  • **

  • 269
Obrigado ao Lourenço e Sapiens21,  muito esclarecedora as respostas.


Enviado de meu SM-A530F usando o Tapatalk


Setembro 23, 2021, 21:47:07, 21:47
Responder #29

ALCLCF

  • Visitante

EVSE's mais evoluídos não é comigo, eu sou forreta vou às "Amazon's" comprá-los e é schuko para a frente....também verdade seja dita, 6A chegam para carregar uma mota de um dia para o outro. Carros é outra história

Setembro 23, 2021, 22:39:23, 22:39
Responder #30

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa

EVSE's mais evoluídos não é comigo, eu sou forreta vou às "Amazon's" comprá-los e é schuko para a frente....também verdade seja dita, 6A chegam para carregar uma mota de um dia para o outro. Carros é outra história

Pois, carros a maioria só a partir de 6 A é que carregam ou seja o carregador/conversor do veículo necessitam de pelo menos 6 A (+- 1380 W) AC para começarem a carregar a bateria com DC.

Setembro 25, 2021, 12:07:39, 12:07
Responder #31

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Vamos ver a questão dos carregamentos em Postos da rede pública gerida pela Mobi.e em postos AC (corrente alternada) que normalmente disponibilizam uma potencia de carregamento entre 3.7 kW e 22 kW.

A considerar:

-A potência de carregamento do posto

-A potência máxima a que o veículo carrega e que está relacionada com:
----O carregador/conversor internos do veículo, 3.7, 7.4, 11, 22 kW ou outros valores de potência máxima de carregamento (a corrente AC tem de ser convertida em corrente DC, corrente contínua, para entrar na bateria).
----Com a capacidade total da bateria. Uma recarga a 11 kW na tomada, de uma bateria de 33 kWh está teoricamente a carregar a uma taxa C de 0.33 e uma bateria de 66 kWh a recarga passa a ser de taxa C 0.16, taxas muito baixas, lentas mas preservadoras, mas uma bateria de moto por exemplo de 8 kWh com a mesma hipotética carga a 11 kW está com uma taxa C de 1.4, ou o carregador/conversor da moto não aceitam ou a bateria vai fazer menos ciclos de vida util a não ser que a tecnologia de todo o sistema da bateria esteja preparada para carregar a taxa C elevada, arrefecimento ativo, química ideal e BMS eficaz.

-A recarga de uma bateria entre o estado de carga baixa e os 65/80% da capacidade pode ser constante e aceitar a potência maxima de recarga do posto e ou do carregador/conversor internos do veículo mas a partir daí a curva de carga vai descer muito e um ponto percentual de carga depois dos 80% pode demorar mais de 5 vezes mais a conseguir e alem de eventual maior desgaste da capacidade futura da bateria, nos postos públicos fica muito mais caro porque com o sistema da rede publica em Portugal uma importante parcela da fatura é em minutos.


Se carregamos por exemplo uma moto que só aceita 3.7 kW de potencia máxima de carregamento num posto de 22 kW vamos pagar caro porque alem da energia, a parcela minutos vai ser cara como se estivéssemos a carregar a 22 e não a 3.7 kW. O mesmo para um carro que só aceite até 7.4 ou 11 kW em AC, que são a grande maioria e, imaginem quais são os postos AC maioritariamente instalados na rede publica? De 22 kW, claro. Não é possível selecionar num posto de 22 um nível inferior, é sempre o preço máximo.

O único exemplo onde se podem selecionar quatro níveis de potência é o Continente que não faz parte da rede pública e pelo menos até agora, enfrenta o monopólio Estatal da Mobi.e e como o monopólio protetor das grandes empresas distribuidoras de eletricidade não deixa vender energia o Continente tem de vender minutos mas permite ajustar a potencia do posto e respetiva tarifa ao nosso veículo, com tarifas que chegam a ser menos de metade da rede pública.
A rede privada da Tesla onde não há problemas porque alem de serem postos DC rápidos só cobram energia, não cobram minutos.











Neste caso para uma carga de 10 kWh num posto publico pode custar 1.60€ ou 6.40€





Neste caso para uma carga de 10 kWh num posto publico pode custar 1.60€ ou 4.80€





Neste caso para uma carga de 10 kWh num posto publico pode custar 1.60€ ou 2.20€



Não tenho qualquer ligação ou interesse na marca nem como utilizador habitual.




Setembro 25, 2021, 16:41:25, 16:41
Responder #32

Cross

  • Global Moderator
  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 1162
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: VFR800X (Crossrunner)
Boas,

Com os bonecos é mais fácil aperceber da roubalheira do time slot e não da energia real que se carregue. Bom exemplo!

Não sou ( ainda) consumidor de VE, mas acredito que para lá caminhamos todos seja 100% ou híbrido e que esta informação é relevante e que devemos estar em cima do acontecimento até porque as escolhas do veículo e nas capacidades de carregamento têm relevância.
Ou seja quem tenha um EV bólide jeitoso que "coma bem" os 22kw e mais depressa até fica mais barato que o modelo utilitário limitado a potências mais baixas e C mais baixo que levará mais tempo e fica mais caro, em especial as motos. Acho que os postos publicos deveria ser tudo DC com base no consumo e todos os EV deveriam aceitar DC no futuro.

Fazendo as contas a um híbrido a carregar   as baterias para 50Km (típicamente) num destes de 22kw, mas o carro é monofásico e só  aproveita 7Kw, fica muito mais caro que meter sumo de dinossauro. Tipo 20 euros de Electricidade vs 10 Euro de gasóleo... sem fazer conta detalhadas.



Sent from my SM-G780F using Tapatalk
« Última modificação: Setembro 25, 2021, 21:12:16, 21:12 por Cross »
Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Setembro 30, 2021, 18:21:36, 18:21
Responder #33

Lourenço

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 816
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: SH 125 - Silence S01
  • Localidade: Lisboa
Relativamente ao preço da eletricidade em geral e até porque os CEMEs já começaram a enviar novas tarifas para a mobilidade elétrica:

- O mercado de eletricidade (grossista) é deficiente e vários especialistas alertam para a questão há muito tempo.
Este mercado marginalista é o tipo de mercado que mais convém aos produtores e menos interessante para os consumidores.
Quem pode alterar isto são os politicos mas estes só funcionariam com a exigência dos consumidores que não são exigentes ou com a escuta dos especialistas que os politicos não querem ouvir.

Nestas ultimas eleições autárquicas que eu me tenha apercebido, li os quatro principais programas e tive dificuldade para votar em ideias, não em pessoas nem em grupos, só uma candidatura tocava muito levemente na questão.

O que está em vigor:

Mercado marginalista na eletricidade - a última central de produção de energia elétrica a entrar em fornecimento para satisfazer a procura é a que determina o preço global para uma hora no mercado diário, e todas as outras centrais de produção já em serviço, mesmo não emitindo CO2, independentemente do preço a que estavam a vender antes e independentemente dos custos e preços a que vendem habitualmente, beneficiam desse último preço do MWh para esse período do dia.

Quer dizer que se a central a gás natural é chamada para cobrir a ultima franja da procura, digamos dos 90 aos 100% da procura, e vende a 150 e os outros que estavam a assegurar até aí estavam a vender a 50 ou 100, todos passam a ser pagos a 150.

O marginalismo é um movimento econômico, surgido em 1870, que afirma que o preço final de qualquer produto é também determinado pela relação oferta/demanda, não somente pelo custo de produção, tal qual defendiam os economistas clássicos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Marginalismo

Setembro 30, 2021, 22:24:40, 22:24
Responder #34

saraiva

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 1047
  • Texto Pessoal
    E a mim que me importa?
  • Marca Motociclo: UM
  • Modelo Motociclo: Renegade Sport S
  • Localidade: Amadora
Obrigado aos companheiros que já estão mais por dentro destes temas e se dão ao trabalho de aqui explicar/divulgar.
Há rosas cor-de-laranja mas não há laranjas cor-de-rosa. No entanto há laranjas verdes e rosas verdes não há.
Sym Jet14 0km --> 17147km | Keeway SuperLight 7041km --->10500km | UM Sport S 0km-->

Maio 24, 2022, 19:35:09, 19:35
Responder #35

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18501
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...


A. Quem tem garagem partilhada / condomínio como funciona colocar um carregador individual ou de uso partilhado? Fornecedores e melhor opções do mercado?

(....)

Remexo neste tópico aberto pelo @Cross, porque existe algo que  será conveniente trazer para o tópico.

No Fundo Ambiental foi incluída uma verba para carregadores para condomínios.

Significa que passa a existir apoio para aquisição de carregadores em condomínios (80% por lugar de estacionamento, com um máximo de 800 euros por lugar).

Existe aqui é um busílis e se pensam na obrigação de uma ligação à Mobi.e...estão correctos.

Além daquele valor comparticipado, ainda acrescentam 80% para instalação eléctrica (com um máximo de mil euros por lugar).

« Última modificação: Maio 24, 2022, 21:48:04, 21:48 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Maio 25, 2022, 09:21:26, 09:21
Responder #36

ALCLCF

  • Visitante


A. Quem tem garagem partilhada / condomínio como funciona colocar um carregador individual ou de uso partilhado? Fornecedores e melhor opções do mercado?

(....)

Remexo neste tópico aberto pelo @Cross, porque existe algo que  será conveniente trazer para o tópico.

No Fundo Ambiental foi incluída uma verba para carregadores para condomínios.

Significa que passa a existir apoio para aquisição de carregadores em condomínios (80% por lugar de estacionamento, com um máximo de 800 euros por lugar).

Existe aqui é um busílis e se pensam na obrigação de uma ligação à Mobi.e...estão correctos.

Além daquele valor comparticipado, ainda acrescentam 80% para instalação eléctrica (com um máximo de mil euros por lugar).

Fugir como o diabo da cruz :D

Maio 26, 2022, 10:43:52, 10:43
Responder #37

JViegas

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4723
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
Mobilidade verde mas apenas para alguns bolsos mais "compostos"...  :stuck_out_tongue_winking_eye:

Maio 26, 2022, 18:34:16, 18:34
Responder #38

EML

  • Motociclista: 2 estrelas ❇❇

  • Offline
  • **

  • 348
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Sym
  • Modelo Motociclo: Symphony 125 ST
  • Localidade: Norte
Os veículos elétricos são para os ricos dizerem que são muito ecológicos nas conversas com os amigos!
É claro que há exceções, e quem aposte num elétrico se pode carregar em casa e faz muitos quilómetros! Só aí pode compensar e muito.
Sym Symphony 125 ST (8/2018) - 2,64 l/100 km (27985 Km - 17/12/2025)

Maio 26, 2022, 22:17:26, 22:17
Responder #39

ALCLCF

  • Visitante
Ricos+ecologia+blablabla

O que para uns são 5L/100 para outro são +10L/100km....portanto o mito de ter de se fazer km é conversa de quem não usa veículos para trabalho, normalmente (devolvo o estereótipo) por parte dos "weekend warriors"

Até a deixo a pingar e com 14700km continua a grilar à espera de pinhão/cremalheira/corrente  :curtocircuito:






Agosto 02, 2022, 14:18:29, 14:18
Responder #40

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18501
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Coloco aqui neste tópico uma verdadeira "odisseia da mobilidade eléctrica".

Algo que até mesmo malta habitué nestas questões sentiu dificuldades, perante o imbróglio que é andar com cartões atrás ou a instalar apps atrás de apps.

Parece um exagero??

Pois foi bem real depois de se passar a fronteira.
Que não será muito diferente daquilo que sentirão os estrangeiros quando chegam cá e querem encher a bateria do seu veículo elétrico.

Um pequeno excerto, com o link deixado de seguida com a história toda...

"(....)Durante sete dias, em conjunto com um grupo de pessoas com experiência na área da mobilidade elétrica, saí de Portugal rumo a Espanha, onde percorremos mais de 4.000 quilómetros com um carro elétrico. Levámos connosco um cartão de carregamento de um eMSP (Electric Mobility Service Provider) que se pode equiparar a um CEME (Comercializador de Energia para a Mobilidade Elétrica) e cinco aplicações móveis instaladas nos nossos telemóveis, às quais fomos adicionando algumas outras de OPCs (Operadores de Postos de Carregamento) específicos, que fomos instalando à medida das nossas necessidades.
A primeira parte desta experiência, que acabou por se tornar numa verdadeira odisseia e nos deixou, em vários momentos, bastante ansiosos, foi de Aveiro a Barcelona, contabilizando mais de 2.000 quilómetros a utilizar diferentes redes de carregamento. (....)"


LINK:  https://www.dinheirovivo.pt/opiniao/a-odisseia-da-mobilidade-eletrica-no-pais-vizinho-14784442.html

Reforço que isto foi com pessoas já habituadas às questões da mobilidade elétrica.
Imaginem alguém que entra nisto sem grandes conhecimentos de como fazer, o que instalar, etc.  :-X

Porquê complicar algo que deveria ser sempre tão simples como pagar com um cartão de débito/crédito?
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Agosto 02, 2022, 20:07:53, 20:07
Responder #41

Cross

  • Global Moderator
  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 1162
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: VFR800X (Crossrunner)
Não são utilizadores normais habituados à mobilidade eléctrica mas sim experts ou utilizadores avançados!!! Sendo a senhora CEO de uma empresa que coloca no mercado mais uma app e serviço etc... claro que em Portugal tem "vantagens" naquilo que ela fala sobre Espanha, mas também desvantagens e muitas incluído umada principais o preço.
Enquanto não existir legislação intra comunitária a balançar preço vs acessibilidade,  cada país faz o que dá mais votos e ficamos todos a.... façam as contas!!!


Sent from my SM-G780F using Tapatalk

Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Agosto 03, 2022, 09:22:51, 09:22
Responder #42

JViegas

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4723
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
A mobilidade elétrica é ainda para uma restrita franja, onde a aquisição de uma viatura competente para grandes viagens continua ainda ser exclusiva. A adicionar a isso o sistema de carregamento que diferencia os clientes, tornando-os ainda mais exclusivos. Realmente um sistema que não é para todos, apesar da ideia de mobilidade elétrica democratizada que nos passam nos meios de comunicação.

Em Espanha parece que é ainda pior, com a imprecisão quanto à disponibilidade de pontos de carregamento, mas afinal já serão certamente milhares de viaturas elétricas em circulação.

Desconhecia que se pagava em Portugal os carregamentos em minutos e não em kWh.  :pensador:


Agosto 03, 2022, 09:32:10, 09:32
Responder #43

AndréAlves

  • Motociclista: 2 estrelas ❇❇

  • Offline
  • **

  • 58
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Susuki
  • Modelo Motociclo: Intruder M800
  • Localidade: Guimarães
Não são utilizadores normais habituados à mobilidade eléctrica mas sim experts ou utilizadores avançados!!! Sendo a senhora CEO de uma empresa que coloca no mercado mais uma app e serviço etc...

Espera aí, então estás-me a dizer que uma das participantes de um grupo que fez uma "experiência" na qual concluiu que não é sensato e prático ter apps e serviços de pagamento especifícios para postos, ou redes de postos, de carregamento elétrico, ela própria é CEO de uma empresa que faz o mesmo?  :lolol: :lolol:  :lolol:

Agosto 03, 2022, 09:50:32, 09:50
Responder #44

ALCLCF

  • Visitante
Se falam da "pessoa" Miio....é pior. Desde o ínicio do ano que já tive vários tête-à-tête com funcionários da mesma defenderem com unhas e dentes a mobi.e Quando na realidade já estão em Espanha e França

Agosto 03, 2022, 09:58:43, 09:58
Responder #45

dfelix

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 5004
O facto de ser CEO duma empresa "de carregamentos" não significa que tenha experiência com EV's...
Sempre ouvi dizer que "em casa de ferreiro, espeto de pau!"

Setembro 05, 2022, 21:06:29, 21:06
Responder #46

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18501
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Como se trata de uma notícia (bem recente) que, com alguma boa vontade, se poderá integrar aqui no tópico sobre os veículos eléctricos, aqui vai:  :)

O Governo propôs uma redução do IVA da eletricidade de 13 para 6%!!!

A discussão na Assembleia da República tem carácter de urgência, de modo a entrar em efeito até ao dia 1 de Outubro.
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Setembro 06, 2022, 15:14:44, 15:14
Responder #47

TMXR

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4156
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Ducati
  • Modelo Motociclo: MTS 1260S
  • Localidade: Lisboa
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Setembro 06, 2022, 18:00:15, 18:00
Responder #48

ALCLCF

  • Visitante
Como se trata de uma notícia (bem recente) que, com alguma boa vontade, se poderá integrar aqui no tópico sobre os veículos eléctricos, aqui vai:  :)

O Governo propôs uma redução do IVA da eletricidade de 13 para 6%!!!

A discussão na Assembleia da República tem carácter de urgência, de modo a entrar em efeito até ao dia 1 de Outubro.

Até determinado consumo.....depois é taxado a 23% na mesma

Setembro 06, 2022, 19:21:20, 19:21
Responder #49

TMXR

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 4156
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Marca Motociclo: Ducati
  • Modelo Motociclo: MTS 1260S
  • Localidade: Lisboa
Como se trata de uma notícia (bem recente) que, com alguma boa vontade, se poderá integrar aqui no tópico sobre os veículos eléctricos, aqui vai:  :)

O Governo propôs uma redução do IVA da eletricidade de 13 para 6%!!!

A discussão na Assembleia da República tem carácter de urgência, de modo a entrar em efeito até ao dia 1 de Outubro.



Mas afinal a energia so vai descer para quem paga energia com 13% de IVA ou seja o consumo dos primeiros 100 Kwh desde que a potencia contratada seja ate 6,9 KVA. Ou seja a grande maioria das pessoas nao vai ter qualquer benesse  :wtf:
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l