Clube Português Motociclismo
GERAL => Assuntos Diversos => Tópico iniciado por: LoneRider em Setembro 07, 2016, 21:08:14, 21:08
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O Horizonte é sempre o nosso destino.
Só temos que decidir como chegar lá.
O horizonte era um misto de verde desfocado e luz cintilante. Detrás da carenagem olhava para a flecha do asfalto negro, enquanto a agulha tocava o vermelho. Era tempo de travar e preparar a mudança de perspectiva.
Pendurado no travão levando-me para oferecer resistência aerodinâmica com os olhos fixos no único ponto do horizonte onde tinha que passar, não havia alternativa, só aquele ponto.
Em um instante deixo os travões e inclino a moto na direcção daquele ponto, deixo-me deslizar para o interior da inclinação, procuro apoio com o deslizador da perna esquerda.
As leis da física estão comigo, sinto cada irregularidade do asfalto, a minha perna desenha uma linha perímetral no mesmo, os pneus deformam-se para garantir aderência e o ponto, aquele único ponto em que se resumiu o meu horizonte aproxima-se abruptamente.
De repente o horizonte abre-se em leque, mostrando uma profundidade impressionante no meu campo visual.
O punho direito começa lentamente a torcer-se, a perna volta de novo a juntar-se ao corpo da mota enquanto o traseiro viaja de encontro da roda traseira.
Quando o horizonte recupera a horizontalidade já o punho direito vai todo torcido e o corpo se esconde, de novo detrás das carenagens.
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Bonita interpretação, não sabia que tinhas veia de poeta :tirarchapeu:
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Põe mais tabaco nisso ! :D A seguir vais dizer que tens miragens a conduzir, não?
p.s. : Bom texto !
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Apesar de ser algo mais complexo que isso, é assim que eu interpreto um dos prazeres supremos das motas.
A abordagem das Curvas, em velocidade permitem-te viver casa um destes momentos. Tudo acontece muito rápido, mas para nós é como que em slow motion.
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Quase que ouvia o Luís Represas a cantar enquanto lia as ruas palavras :)
Enviado do meu Vodafone Smart ultra 6 através de Tapatalk
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Se houver alguma mini-saia a passar por aquelas bandas, o ponto por onde tens de passar é capaz de sofrer algumas perturbações... digo eu :tornarseanjinho:
:toma:
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O prazer de andar de mota é o que nos faz terminar o dia com um grande sorriso nos lábios mesmo depois de termos feito umas centenas de Kms de curvas e contra-curvas que nos deixam o corpo todo dorido!
Durante esse tempo, não há problemas, telefonemas, emails, nada em que pensar, senão em alcançar a próxima curva e escolher a melhor trajetória para a fazer!
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O prazer de andar de mota é o que nos faz terminar o dia com um grande sorriso nos lábios mesmo depois de termos feito umas centenas de Kms de curvas e contra-curvas que nos deixam o corpo todo dorido!
Durante esse tempo, não há problemas, telefonemas, emails, nada em que pensar, senão em alcançar a próxima curva e escolher a melhor trajetória para a fazer!
Bom,...quanto aos telefonemas não me livro eheheh mas tudo o resto fica para trás, chego ao fim com algum ardor no traseiro mas a alma mais leve.
Tudo que se faz com prazer não cansa, já me dizia o meu Avô, escolhe uma profissão que gostes e nunca trabalharás na tua vida.
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Não tenho nem quero sistemas para atender o telefone quando vou de mota.
Se é para curtir é para curtir. Se houver alguma chamada entretanto, fica registada no telemóvel e retribuo assim que parar (ou não) :)
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Não tenho nem quero sistemas para atender o telefone quando vou de mota.
Se é para curtir é para curtir. Se houver alguma chamada entretanto, fica registada no telemóvel e retribuo assim que parar (ou não) :)
Nesse aspecto pensamos da mesma maneira.
Quando paro ou logo que haja possibilidade, logo se retorna a chamada perdida.
No entanto e porque de bicicleta já o fiz bastante, reconheço que ouvir música e andar em 2 rodas é muito prazenteiro. :nice: :nice:
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Para mim tem tudo a ver com ouvir musica :nice:, nas viagens mais curtas para emprego prefiro o radio. Telefone e outros meios de contacto estão proibidos :cool:
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Cada vez dou mais valor a isto,o prazer de nadar de moto que ultimamente não tenho ....
Uma ou duas vezes por semana no máximo e trajetos casa- trabalho não chegam para que sinta aquela " terapia " que quem anda sabe que existe.
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Percebo-te Marco...mas olha, há dias e 'dias' ;)
Nisso considero-me um sortudo...
ainda hoje fui e vim de Lisboa numa, e fui para o trabalho noutra...:)
Melhor ainda 
Lá por vezes trago a pequena gilera typhoon do meu pai ,só para desenjoar,mas não é a mesma coisa.
Como acabou a época de férias já posso voltar aos test Ride ,tenho umas coisas em mente e com isto "matar a fome " de andar nas duas rodas.
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Este tópico foi bem repescado :) afinal é isto mesmo o cerne daquilo que nos une - o prazer de andar de mota - ;)
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Neste aspecto estamos todos de acordo! E sempre!
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Andar de moto é um prazer indescritível, adoro sair sem destino apenas pelo prazer de andar. :chopper: :bandeiraportugal:
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É um vicio digo eu e falo por mim.
Quando por algum motivo não posso dar a minha voltinha, ao fim de uns dias começo a ficar em stress e no Inverno que por aqui é rigoroso tenho de ao menos ir colocar a moto em funcionamento, para ouvir o motor.
João :scooter: :scooter:
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Excelente texto LoneRider.
Quase me senti a fazer aquela curva, mas a minha 125 não inclina tanto quanto isso :tiros:
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Companheiros,nao podia tar mais de acordo !!!
E ainda agora começei... :stuck_out_tongue_winking_eye