Autor Tópico: Podem os motociclos eléctricos...no futuro, retirar muito do factor emocional?  (Lida 9317 vezes)

Fevereiro 06, 2017, 20:18:46, 20:18
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Sapiens21

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Podem os motociclos eléctricos...no futuro, retirar muito do factor emocional?






A pergunta colocada neste tópico pode levar a um sem número de respostas diferentes e não propriamente a uma simples e inócua resposta de "sim" ou "não".


As mudanças estão já a acontecer, sendo o sector automóvel aquele onde tudo parece estar a andar mais rapidamente, sabendo-se inclusivamente já os planos de alguns dos maiores construtores para os próximos anos. Isto sem entrar no campo dos investimentos e investigação levada a cabo nesta área, que é já vista como essencial para assegurar que não se deixam ficar para trás, com consequências que...em última análise, poderiam ditar a extinção de uma marca por não acompanhar as "tendências".


No sector do motociclismo, temos também um dado adicional (comum apenas a alguns automóveis de topo) e que é o lado emocional.
Não digo que não haja também o lado racional e de necessidade/utilidade (porque também existe em muitos casos), mas a compra de um motociclo é na Europa - em muito maior número que a compra de um carro - uma compra que busca o lado emocional.
Já esta conclusão, curiosamente, não a poderia retirar se falasse de um país asiático... :)


Sendo então uma inevitabilidade que a indústria automóvel e dos motociclos irá sofrer profundas transformações, ditadas por imperativos ambientais, tecnológicos e geracionais...o que poderemos esperar no futuro?
De que forma se irá manter aquele apego emocional a um motociclo que cativa também pelo som, pela vibração, pela exuberância exposta da mecânica?


Será possível que venha a sofrer alguma mudança a forma como olhamos para os motociclos, que mesmo não vendo diminuídas as suas prestações (bem pelo contrário), ainda assim se vêem alterados em "elementos chave" que lhe dão de bandeja a sua atracção?


Fica então a pergunta.... :)

Uma pergunta que ao invés de sim ou não, pode ter afinal um: Depende...!

E depende...na medida em que pode depender (passe a redundância) da geração que fala e encara o assunto...  :)
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Fevereiro 06, 2017, 21:19:20, 21:19
Responder #1

Africandruglord

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Os escapes de rendimento ficam mais baratos nessas motas


Fevereiro 06, 2017, 21:29:17, 21:29
Responder #2

Moto2cool

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Concedo que seguramente será diferente. Mas a emoção está sempre lá e não depende do motor ou do barulho do escape, acho que é mais a relação individual e egoísta entre o motociclista e a mota, e entre os dois e a estrada com tudo o que isso envolve.
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"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Fevereiro 06, 2017, 23:04:00, 23:04
Responder #3

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Penso sensivelmente da mesma forma, pois de facto um motor elétrico tem tudo para potenciar uma condução plena de emoções fortes. O binário disponível desde a velocidade zero, é um sério cartão de visita, se bem que também o é...e sempre foi, a sonoridade conseguida pelo motor de combustão.

Se calhar o próximo passo será o de apostar ainda mais no som artificial, levando a que se altere conforme a posição do acelerador.
É tecnologia que já existe, atenção!  :nice:
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Fevereiro 06, 2017, 23:14:28, 23:14
Responder #4

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A respeito do que acabo de dizer, veja-se este vídeo.



Imaginar a aquisição de sons para o nosso futuro veículo eléctrico, tal como a colocação de uma nova melodia no telemóvel, pode até soar como improvável, mas se assim pensarmos, podemos estar longe de perceber o alcance do que o futuro nos reserva nessa matéria.

Não acredito portanto que todos os sons vão ser iguais e se assemelham a uma espécie de  assobio... Eu acredito que será até um sector que vai gerar muitos milhões... ;)
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Fevereiro 07, 2017, 09:51:04, 09:51
Responder #5

Tiago Parracho

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Eu pessoalmente prefiro-as silenciosas.

Portanto, acho que haverá gostos para tudo.  ;)

Quando testei a zero S, foi mesmo das coisas que mais gostei foi o facto dela não fazer barulho praticamente nenhum (aparte de uns barulhos parasitas do guarda lamas). Nem mesmo o barulho da corrente, que nessa mota não existe.

Eu prefiro-as assim, silenciosas, suaves, mas com genica quando se aperta com elas... (ainda estou a falar de motas eheheh)
« Última modificação: Fevereiro 07, 2017, 09:53:55, 09:53 por Tiago Parracho »

Fevereiro 07, 2017, 11:46:12, 11:46
Responder #6

karloxilva

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A minha única dúvida é com o desenho dos modelos. No caso concreto, não sei que lhe diga.
O que é facto é que, esgotado o redesenho sistemático dos bonecos convencionais, mais forma de farol menos aspecto do depósito, o que sai dos estiradores das marcas bate quase tudo no mesmo. Talvez por isso estejamos em plena época revivalista: as "café-racers" e outros modelos que eram o supra-sumo do "design" do tempo dos nossos avós, aparecem por aí envolvendo motores que também eles trazem muito pouco de novidade se olharmos aos anos que se passaram.

As eléctricas, associadas a um futuro em que a gasolina será escassa e de recursos que exigem ser mais optimizados, perseguem um desenho mais "orgânico", inspirado em soluções cada vez mais simples. Na Natureza, as "linhas" apuradas pela Evolução de milhões de anos não têm traços inúteis, mesmo aqueles pormenores que parecem "decorativos", não o são. Nada é supérfluo, tudo está virado para a função de acordo com a especialização de cada "modelo". Por isso, quais naves espaciais, habituemo-nos a ver coisas "estranhas" nas estradas, motas e carros. O Futuro só é estranho para quem não o viveu.

Depois, cada um encara a mota à sua maneira.
Eu acho que se perguntassem a todos os motociclistas qual a sensação experienciada quando andam de mota aquela que possivelmente teria mais apontamentos seria a da sensação de quase-voo. É notório: mesmo sem asas muitas motas voam, baixinho mas voam.

Por falar em "voar".
Imaginai um bando de gaivotas voando sobre as vossas cabeças na praia... já está?
Agora, tirai-lhes o grasnar ocasional e metei um escape em cada uma...
Se gostastes, dizei-me qual é a vossa praia para eu escolher outra.
« Última modificação: Fevereiro 07, 2017, 19:43:42, 19:43 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Fevereiro 07, 2017, 12:22:07, 12:22
Responder #7

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(....)
Por falar em "voar".
Imaginai um bando de gaivotas voando sobre as vossas cabeças na praia... já está?
Agora, tirai-lhes o grasnar ocasional e metei um escape em cada uma...
Se gostastes, dizei-me qual é a vossa praia para eu escolher outra.


O som é necessário...quase um imperativo por via de uma matéria básica assente na segurança!  :)

Percebo perfeitamente onde queres chegar ao mencionar "escape" e ao perguntar pela praia dos demais :) mas estou em crer que o som do futuro irá assemelhar-se bem mais a um mini-jacto em posição para levantar voo, do que ao trovão de uma Harley com escapes Tailgunner.
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Fevereiro 07, 2017, 12:25:32, 12:25
Responder #8

dfelix

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A aquisição de uma moto nunca foi tão pouco emocional como no presente.
Basta olhar para as tabelas das mais vendidas. As escolhas predominantes são scooters e utilitárias.
As duas rodas tornaram-se cada vez mais uma opção de mobilidade.

O sucesso das eléctricas passará por aqui.
Esta nova vaga de motociclistas são os mais entusiasmados com as eléctricas.
Já os da "velha guarda" parecem ser os mais resistentes. Muitos procuram forçosamente razões para não gostar delas.

Numa Era em que os motociclos a combustão recorrem a todo o tipo de electrónicas para moldar o comportamento do motor e reduzir o risco torna-se complicado falar de emoção.

Seguramente que o mercado das eléctricas terá opções para todos os gostos.
E mesmo dentro do pouco que hoje existe encontram-se produtos orientados a vários géneros e estilos.

Mas o verdadeiro sucesso das eléctricas só será alcançado quando forem reconhecidas pelas suas próprias características.
A abordagem de criar uma eléctrica como uma versão artificial de uma moto a combustão será logo à partida um fracasso.

Felizmente os construtores parecem ter ultrapassado a tendência de optar por designs que de tão futuristicos se tornavam ridículos.
Perceberam que o público alvo não quer andar em veículos que parecem saídos de um filme de ficção cientifica.

Vejo-me perfeitamente a conviver com algo assim...





« Última modificação: Fevereiro 07, 2017, 12:26:35, 12:26 por dfelix »

Fevereiro 07, 2017, 12:34:56, 12:34
Responder #9

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Basta olhar por um par de segundos para projectos como a Lightning LS 218, para perceber que há quem olho para o design de forma bem diferente dos "abre-olhos" que se viam (mesmo em concepts) de há alguns anos.

A Lightning LS 218 tem "tudo no sítio", é ultra-rápida, lindíssima e é capaz de uma autonomia que não desilude nada.

Trata-se de uma moto capaz de martelar as cabeças dos maiores die-hard petrolheads.  :D

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Fevereiro 07, 2017, 15:40:25, 15:40
Responder #10

dfelix

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É engraçado como todos temos gostos tão diferentes...  :D

Por muito que tente gostar, há qualquer coisa nessa Lightning que não me convence!
Tem detalhes muito interessantes. Mas a frente e aquelas ópticas... não sei.
Tal como o formato gordo e arredondado na zona do "depósito" parece não se enquadrar com a traseira que é fina, elegante e de linhas mais rectas.
Até o esquema de cores mais popular... arggghh...

Dentro destas propostas de superdesportivas eléctricas, a única que realmente gostei foi a Mission R..
Infelizmente a marca acabou por morrer na praia. 


Fevereiro 07, 2017, 17:27:50, 17:27
Responder #11

karloxilva

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Percebo perfeitamente onde queres chegar ao mencionar "escape" e ao perguntar pela praia dos demais :) mas estou em crer que o som do futuro irá assemelhar-se bem mais a um mini-jacto em posição para levantar voo, do que ao trovão de uma Harley com escapes Tailgunner.

Sapiens, não há muitos anos os nossos bisavós faziam abaixo-assinados contra a presença de carros nas ruas, "É o que lhe digo, aquilo manda um pivete e torna o ar irrespirável" - diziam, referindo-se aos primeiros automóveis a combustão [havia outros, sabiam? O primeiro veículo a passar os 100 km/h foi um carro...eléctrico, mas depois apareceu a malta do petróleo]. Lá tinham as suas razões para preferiam o cheiro do estrume dos cavalos de carne e osso ao ar empestado pelos modernos cavalos mecânicos.

Mas indo ao assunto do Som.
Então, a maioria da população não associava a proximidade de um veículo a um certo tipo som que não os dos cascos dos cavalos. E só não houve mais atropelamentos porque, além do mau cheiro, os primeiros carros a gasolina davam imensos "traques"! Eram perfeitamente audíveis, há que dizê-lo. Isto só não valia quando estavam muitos todos juntos - aí, era como hoje, já ninguém ouve ninguém e toda a gente procura "gritar" mais alto.
Imaginai que a produção de ruído era despenalizada ao gosto do escape de cada um... Já se deram conta das "melodias" de telemóveis que têm de ouvir em locais públicos? Pois é... desde o "Big Brother" (não me refiro ao de Orwell mas ao da TVI) que muita gente confunde espaço público com gostos privados.

A verdade é que associámos de tal forma o movimento ao som de um motor (desde miúdos..."Bbbrrrum!") que até nos filmes de ficção "científica" se ouve os motores das naves (no Vazio!?). O futuro será um inferno se não põem ruídos de escape nas naves espaciais...

O que teremos (vou armar-me em Júlio Verne) é câmaras com monitores e sensores em todas as direcções que comunicarão entre si para nos darem indicações e evitar proximidades. No limite, para se movimentarem autonomamente...
"Bebi uns copos e depois fiz o disparate de pôr as mãos no volante... e pimba, o carro comunicou com a polícia que já me mandou um SMS com a multa".
"Admirável Mundo Novo"... Tal como o de Aldous Huxley será muito, muito perigoso. E não terá a ver com a escolha do som dos escapes.
« Última modificação: Fevereiro 07, 2017, 17:29:36, 17:29 por karloxilva »
"O bom senso é a coisa do mundo mais bem distribuída: todos pensamos tê-lo em tal medida que até os mais difíceis de contentar nas outras coisas não costumam desejar mais bom senso do que aquele que têm." René Descartes

Fevereiro 07, 2017, 17:37:08, 17:37
Responder #12

Moto2cool

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Provavelmente teremos alguns regulação que exige som de determinados decibéis e em vez de comprarmos escapes aftermarket, compramos pacotes de som. ;)
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Fevereiro 07, 2017, 18:17:20, 18:17
Responder #13

Scooterado

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    Tmax 530 será que vem aí uma Tmax600 ?
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...Eventualmente, os motociclos e até os carros elétricos do futuro virão equipados com pneus especiais propositadamente + ruidosos para serem + audíveis pelos peões mas tudo na medida certa :pensador:
O homem sonha e a obra nasce e não duvidem que o engenho humano irá dar também nesse aspeto a resposta necessária nem que seja pela via química, toma-se uma pastilha para as emoções antes de pegar na moto/scooter elétrica e a adrenalina equivalente ao ruído do escape aftermarket estará lá.
1 abraço
Scooterado  :scooter:

Fevereiro 07, 2017, 18:53:34, 18:53
Responder #14

dfelix

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"Admirável Mundo Novo"... Tal como o de Aldous Huxley será muito, muito perigoso. E não terá a ver com a escolha do som dos escapes.

Mas o "admirável mundo novo" (tal como o próprio Huxley) funcionava à base de drogas!  :D

O homem sonha e a obra nasce e não duvidem que o engenho humano irá dar também nesse aspeto a resposta necessária nem que seja pela via química, toma-se uma pastilha para as emoções antes de pegar na moto/scooter elétrica...

OK.. pelos vistos a vossa visão está alinhada!  :D


Fevereiro 07, 2017, 19:23:20, 19:23
Responder #15

Luis Salgueiro

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Motas eléctricas ??? bahhhhh ...Eu comparo o andar de mota eléctrica ao desporto do boxe passar a ser só no virtual  .
No caso da mota eléctrica deixa de haver o 'sentir' , a 'propulsão' , a 'empatia com a máquina' , ...

Antes que me chamem de saudosista/nostálgico aviso-vos que já ponderei isso antes da minha conclusão e a minha conclusão é : a 2ª metade  do séc.XX é provavelmente a melhor fase da humanidade e de 'qualidade de vida' na Terra . Foi uma época de um 'mix' entre o crú e o natural com os avanços tecnológicos , sem que estes tivessem ainda a preponderância de poder 'abafar' /minimizar a paixão de viver e o 'cheirinho a selvagem'  .

Alguma vez  me passou pela cabeça que a grande moda entre a juventude e um dos seus 'hobbies' preferidos fosse estar a fazer carinhas /selfies para um aparelhómetro ou passar horas e horas  a 'conviver' de caras para um monitor .

Motas Eléctricas ??? Faz-me lembrar a diferença entre ficar bronzeado por andar naturalmente ao sol ou através da incubação num solário.

Mas que lá vamos chegar ...vamos ! O Ser Humano viveu a Idade da Pedra , Idade do Ferro , a Idade do Bronze e a 'Idade do Petróleo' . Outras hão-de vir !
« Última modificação: Fevereiro 07, 2017, 19:32:19, 19:32 por Luis Salgueiro »

Fevereiro 07, 2017, 19:59:43, 19:59
Responder #16

karloxilva

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dfelix, a oportunidade estava à mão de semear e marcou, foi mesmo mazinho.
Mas tem razão sobre o pormenor das drogas. No caso, era a "Soma" (nome de memória) tomada em doses industriais para garantir a paz social.
Aldous Huxley não se terá apercebido da Televisão...
De qualquer forma, percebeu, eu referia-me a um tipo de "desenvolvimento" que liquida a Humanidade em cada um de nós.
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Dezembro 23, 2018, 17:47:03, 17:47
Responder #17

Sapiens21

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A Lightning LS-218 é daquelas que de certeza absoluta, não retira nadinha ao factor emocional...

O mais certo é inundar por completo a mente de emoções fortes, como se pode ver neste vídeo publicado há dias e onde o poder de aceleração absurdo conseguido com esta moto eléctrica, levou o condutor a soltar uns ilustrativos....


Oh Jesus.....
...F#ckin' Christ....
Oh...Oh My God...
Oh Shit!!!

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Dalai Lama

Janeiro 02, 2019, 22:55:54, 22:55
Responder #18

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Gostaria de partilhar convosco aquilo que acabo de ler da jornalista e motociclista Susana Esteves...

Toma como exemplo a nova Harley LiveWire e descreve aquilo que, na sua opinião, teme que venha a acontecer com a suposta (e mais do que já percebida) mudança na sonoridade presente nesta eléctrica face ao que se conhece das Harley.
Se bem que aquilo a que se refere entende-se como tomado para um campo muito mais geral.

Fica o link do texto que leva uns 3min. de leitura:

https://www.andardemoto.pt/opinioes/40859-a-melodia-de-um-belo-ronco/
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Janeiro 02, 2019, 23:26:10, 23:26
Responder #19

Lourenço

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https://www.24heures.ch/auto-moto/voitures-electriques-devront-bruit/story/24752974

A Suíça, sempre a Suíça para o bom e para o mau, aprovou uma lei para entrar em vigor em meados de 2019 que obriga todos os veículos elétricos a terem um ruído artificial, já devidamente regulamentado. E na Confederação lei aprovada é lei cumprida e fiscalizada :'( que o digam os motards Suíços.


Eu estava a pensar utilizar o sistema de altifalantes que eles vão utilizar mas para colocar o som de um akra na sh125... dava jeito na 2ª circular
« Última modificação: Janeiro 02, 2019, 23:30:36, 23:30 por Lourenço »

Janeiro 02, 2019, 23:45:15, 23:45
Responder #20

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Por acaso digo já que à partida não vejo errado haver algum som (artificial), pois na aproximação um v.e. é de facto muito silencioso.

Imaginemos uma circulação urbana, a 40-50kmh e a passar entre carros estacionados...
Se com o som de um veículo de combustão já vi um "sem número" de pessoas a atravessar ruas sem cuidado, imaginemos como seria com vários veículos eléctricos a fazê-lo quase em silêncio.  :-\

Desconheço o tipo de som a usar concretamente ou se haverá uma legislação futura sobre o tema (acredito que a prazo ocorrerá, se não a houver já), mas para já estou mais do que inclinado para a importância de que haja de facto a presença de algum som que se faça notar.

Especialmente a baixas velocidades, como a circulação em cidade.
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Janeiro 03, 2019, 00:53:59, 00:53
Responder #21

pjmartinho

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....
Se com o som de um veículo de combustão já vi um "sem número" de pessoas a atravessar ruas sem cuidado, imaginemos como seria com vários veículos eléctricos a fazê-lo quase em silêncio.  :-\
...

Sem cuidado, com os auriculares cravados pelas orelhas dentro e de olhos pregados no telemóvel... tudo isto somado causa um efeito físico muscular que se traduz na incapacidade de virar a cabeça para o lado  :toma:

Janeiro 03, 2019, 11:26:55, 11:26
Responder #22

marcopns

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A mota eléctrica é superior em muitos aspectos, mas ainda perde nos mais importantes. Depende do que mais valorizamos.
 As eléctricas de hoje perdem na sonoridade mas ganham no torque, perdem o cheiro a gasolina mas ganham no custo por km, tem menos autonomia e demoram mais tempo a abastecer mas permitem abastecer em casa. Acho que, a partir do momento que o preço for competitivo face ao modelo equivalente a gasolina, as vendas irão disparar. É este ponto que está neste momento a ser atingido nos carros.

A maior parte dos resistentes dos fóruns nunca experimentaram uma mota eléctrica. A estes, sugiro que dêem o beneficio da duvida. 


Janeiro 03, 2019, 11:35:52, 11:35
Responder #23

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Não haja a menor dúvida disso...

O preço de aquisição inicial, logo seguido da autonomia e tempos de carregamento, logo que se tornem mais "atractivos", vão dar um Boost enorme às vendas de V.E.

Até lá...vai sendo ainda algo marginal a sua aceitação face aos motores de combustão.  :-X
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Dalai Lama

Janeiro 03, 2019, 12:07:33, 12:07
Responder #24

dfelix

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O problema é que a maior parte dos "resistentes" não encontra sequer um produto adequado ás expectativas.
A actual oferta até pode dar resposta ao cliente da pequena scooter ou naked citadina.
Mas só mesmo isso.

Janeiro 03, 2019, 12:35:50, 12:35
Responder #25

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Hum....

A parte do "não encontra sequer um produto adequado às expectativas" entendo-o perfeitamente se olharmos ao preço.

Quanto a isso, nada a dizer.

Já se for retirado da €quação numa análise do produto (coisa muito difícil de acontecer), sempre poderíamos olhar para uma Energica EGO, uma Harley LiveWire ou mesmo uma das Zero, que sinceramente não vejo propriamente como "citadina".

O problema disto redunda é sempre no mesmo: preços que deviam vir acompanhados de uma bolinha vermelha no canto, qual filme para maiores de 18anos.  :-\

Por muito que me custe (e eu até sou um tipo receptivo às eléctricas), devo dizer que essa parte é um verdadeiro entrave.
Bem grandes, aliás... :zangadoregras:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Janeiro 03, 2019, 13:04:08, 13:04
Responder #26

dfelix

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Uma Zero DSR pode ser interessante.... mas não chega a ser equivalente a uma CB500!
E nem estou a pegar pelo facto de custar o mesmo que uma R1250GS.
Mesmo que custasse o mesmo que a CB500 continuava cara.

Podemos baixar a fasquia e apontar ás Volta.
A BNC pode ser interessante. Mas não chega a ser equivalente a uma 390 Duke...
E nem estou a pegar pelo facto de custar o mesmo que uma MT-09 Tracer
Mesmo que custasse o mesmo que a Duke continuava cara.

A Brammo já nem sequer olho para ela pois jamais compraria uma eléctrica pra andar a mudar-lhe o óleo a toda a hora.  :D

Energicas e similares... nem as vejo como produtos "comerciais".
Coloco-as dentro na mesma categoria onde não faltam motos a combustão... em que o objectivo é decorar a garagem de algum coleccionador.


Janeiro 03, 2019, 13:42:31, 13:42
Responder #27

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Uma Zero DSR se custasse o mesmo que uma CB500, mesmo assim era cara?  :o

Ok.... É a tua opinião. :)  :nice:

Mas esse modelo eléctrico se fosse proposto (novo) na casa dos ~6.000€ parece-me que não faltaria quem não mandasse a CB500 "às urtigas".

Quanto à Brammo, admito que se trata de uma opinião pessoal e porventura não partilhada por muita gente, mas não vejo assim tão impeditiva - para uma suposta aquisição - a troca de 1L de fluído de transmissão a cada 4.800kms.
Operação que até nem estranharia absolutamente nada que qualquer um pudesse facilmente fazer em casa, p'ra mais quando nem sequer implica aquisição de filtros (até porque não os tem).



Já se olharmos para o seu preço, bem...por aí e como já disse várias vezes, até entendo um certo afastamento da mesma.


Nota: não faço ideia se este preço de quase 15.000€ está ou não "actualizado", já que o site me parece um bocado parado no tempo.

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Dalai Lama

Janeiro 03, 2019, 14:41:37, 14:41
Responder #28

dfelix

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Uma Zero DSR se custasse o mesmo que uma CB500, mesmo assim era cara?  :o

Sim, porque tecnicamente continua a ser uma autentica bicicleta.
As suspensões até nem parecem más, mas o restante material é low-cost.
E que nem sequer chega aos 160.

Se fosse a combustão provavelmente toda a gente já achava que era um cangalho.
Mas como é eléctrica... genial!

Mas esse modelo eléctrico se fosse proposto (novo) na casa dos ~6.000€ parece-me que não faltaria quem não mandasse a CB500 "às urtigas".

Sem dúvida que não faltará não-resistentes ás eléctricas para quem produtos com estas características estejam perfeitamente adequado ás expectativas.

Até porque diga-se de passagem, a malta que opta pelas motos por questões de mobilidade habitualmente nem tem grandes... ou melhor, tem diferente expectativas.

Se reparares, estou a tentar não entrar na temática dos preços.
Pois acredito que no presente se esteja a pagar mais pela "novidade" que propriamente pelo custo de desenvolvimento e fabrico.
E até aceito que boa parte do preço possa ser proveniente das baterias. Mas nada me convence que um motor eléctrico, por muito evoluído que seja, envolva maior custo na produção que um de combustão que contém centenas de pequenos componentes móveis lá dentro.

Parece-me mais justo comparar as opções eléctricas face a motos a combustão cujas specs se possam considerar mais ou menos equivalentes.

Quanto à Brammo, admito que se trata de uma opinião pessoal e porventura não partilhada por muita gente, mas não vejo assim tão impeditiva - para uma suposta aquisição - a troca de 1L de fluído de transmissão a cada 4.800kms.

São valores que há uma década atrás eu já não considerava sequer adequados numa moto de combustão!
Não vejo sequer como aceitáveis numa moto dos dias de hoje. Muito menos eléctrica!



Janeiro 03, 2019, 17:27:14, 17:27
Responder #29

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Olha que argumentação interessante, sim senhor. :)
A de não veres interesse numa Zero DSR por a velocidade máxima não ir além dos 160Kmh...

Isto porque ontem (não foi há meses onde admitiria que se poderia mudar de opinião), disseste por aqui que, mesmo não tendo em ideia comprares qualquer eléctrica, somente a BMW C Evolution a vias como o V.E. que poderias adquirir por te dar alguma credibilidade.

A grande questão é que essa tem uma velocidade máxima que está limitada de forma electrónica aos 129 km/h!!

O teu argumento da velocidade não ultrapassar os 160kmh nada tenho contra ele já que cada um dá um diferente uso de um veículo ou espera do mesma determinado desempenho, mas não deixo de notar que os 160kmh é algo que de forma manifesta te faz "colocar de parte" uma delas, mas para outra já a credibilidade te poderia eventualmente levar a adquirir a C Evolution...mesmo não indo além dos 129kmh. Link :)

Já nem falo da comparação da Zero DSR ser "uma autêntica bicicleta"...
Por acaso fui ver imagens de uma novamente, para me certificar que o meu problema a nível visual não me estaria a atraiçoar. Deixo uma imagem no final, pois posso estar mesmo a ver mal...e onde haja quem vê uma bicicleta, eu vejo uma moto.

Enfim...

Não sou comercial das eléctricas e a minha actividade profissional está completamente a leste de tudo quanto se relacione com motos, mas a constatação de uma certa "barreira" para a aquisição de um V.E. vai-me mostrando argumentos que só agora eu começo a tomar conhecimento.


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Janeiro 03, 2019, 19:24:20, 19:24
Responder #30

dfelix

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Referi a C Evolution (num contexto específico) por de ser a única que oferece credibilidade para o consumidor...
Pelo facto de ser produzida por um construtor que certamente continuará por cá nos próximos anos.
E certamente manterá a sua postura perante os produtos que desenvolve e comercializa.
As outras não sabemos... Foram já várias as que faliram e várias as que foram absorvidas. E isto tem sempre implicações para os clientes.
(escrevi tudo isto lá!)

Num contexto em que se está a comparar specs e tentar enquadrar com produtos supostamente equivalentes a combustão... a credibilidade parece-me irrelevante para a discussão.

Não fazia a mínima ideia que a C Evolution é limitada a 130kmh!
Estava convencido que fosse comercializada como uma alternativa eléctrica á C650... com as suas limitações, mas não tantas!

Quanto à Zero DSR... uma Duke 125 consegue ser estruturalmente mais robusta!
Aquele 130 atrás é hilariante.

Já a Brammo por exemplo, tem as dimensões, estrutura e equipamento digno duma moto "normal".


...mas a constatação de uma certa "barreira" para a aquisição de um V.E. vai-me mostrando argumentos que só agora eu começo a tomar conhecimento.

Maior barreira que o preço e mesmo não haver nada de jeito...


Janeiro 03, 2019, 20:03:41, 20:03
Responder #31

Sapiens21

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A BMW C Evolution está electronicamente limitada por questões relacionadas com economia.
E não é por causa disso que eu gosto menos dela.

Aliás...acho-a fantástica! É um produto da BMW que me atrai muito, no género.

Quanto à Zero DSR ser tecnicamente uma bicicleta, de facto tens alguma razão no que dizias...

Eu por exemplo sempre achei que um Cessna era tecnicamente um asa-delta, mas nunca ninguém me deu ouvidos...

Sobre a robustez da KTM 125...
Eu já andei numa. É porreira.  :nice:

Esta de um dos melhores amigos do meu irmão veio de fábrica assim... (Está cá o meu test-ride)


Não digo que se trate de robustez, mas vir sem um parafuso no guiador, que teve de ser substituído temporariamente por outro, foi algo que afectou a "robustez" da confiança que ele tinha na marca. De tal forma que a vendeu passado menos de 1 ano...
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Janeiro 03, 2019, 20:13:38, 20:13
Responder #32

Lourenço

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A Honda iniciou a distribuição/ensaio em frotas da sua PCX. A funcionar de forma positiva o seu sistema de packs de baterias, acredito que irão dar um grande passo.

No estado atual é pouco, 40 kms a 60 km/h com dois packs.
« Última modificação: Janeiro 03, 2019, 20:14:39, 20:14 por Lourenço »

Janeiro 03, 2019, 20:29:07, 20:29
Responder #33

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Diria que é menos do que o mínimo desejável...
Num uso citadino pode levar a um carregamento diário, conforme utilização.

São 41kms para uma velocidade constante de 60kmh.

Mas mesmo considerando tratar-se de algo pouco para o que seria desejável, tem uma coisa que vejo como muito boa.

A possibilidade de retirar o pack de baterias e carregá-las sem necessidade de assim ter uma tomada perto da scooter.

Diria que, com alguma boa vontade, esta possibilidade se enquadra no "factor emocional" aqui do tópico.  :)



« Última modificação: Janeiro 03, 2019, 20:34:01, 20:34 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Janeiro 03, 2019, 20:56:37, 20:56
Responder #34

Lourenço

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Sem dúvida… Num apartamento, escritório no 10º andar etc., "agarrar" em packs de baterias que pesem, diremos, menos de 10 kg e carregar tranquilamente e até em situações extremas ter um ou mais packs suplementares carregados prontos a utilizar, é a solução quase ideal da equação. Falta em minha opinião mais densidade a menor preço, mas já faltou mais e até os testes serem conclusivos, a Honda com a Panasonic ainda vão melhorar.
« Última modificação: Janeiro 03, 2019, 20:59:11, 20:59 por Lourenço »

Janeiro 03, 2019, 22:32:18, 22:32
Responder #35

dfelix

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A BMW C Evolution está electronicamente limitada por questões relacionadas com economia.

Faz sentido...e certamente essa será a razão porque a maioria das eléctricas aparentar também estar...
Na DSR anunciam 70cv... o que deveria ser mais do que suficiente para passar dos 160.

E não é por causa disso que eu gosto menos dela.

Aliás...acho-a fantástica! É um produto da BMW que me atrai muito, no género.

Não é propriamente uma scooter feia...
Mas ter descoberto agora que em auto-estrada anda pouco mais que uma PCX foi decepcionante.
 :D

Quanto à Zero DSR ser tecnicamente uma bicicleta, de facto tens alguma razão no que dizias...

Eu por exemplo sempre achei que um Cessna era tecnicamente um asa-delta, mas nunca ninguém me deu ouvidos...

 :D



Um conhecido meu tem uma BTT com uns travões mais imponentes que os da DSR...
Se bem que... entre o preço de uma e de outra, é capaz de ser mais ou menos o mesmo.

Sobre a robustez da KTM 125...

Com jeitinho até percebeste onde queria chegar...  :D

Sem dúvida… Num apartamento, escritório no 10º andar etc., "agarrar" em packs de baterias que pesem, diremos, menos de 10 kg e carregar tranquilamente e até em situações extremas ter um ou mais packs suplementares carregados prontos a utilizar, é a solução quase ideal da equação.

Vejo um futuro cheio de excelentes oportunidades para o marketing...






Janeiro 03, 2019, 22:54:18, 22:54
Responder #36

Lourenço

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Marketing porquê? E preciso estar assente numa perspectiva negativa para não conseguir ver nada mais.
Eu vejo duas grandes marcas a fazer algo mais barato e mais universal que outras mesmo a BMW o que só pode acelerar o inevitável.
Hoje já tenho mais de 22 000 KMS de bicicleta/BTT elétricos; hoje "carrego" várias vezes por semana escadas acima uma bateria 3 vezes mais leve e quatro vezes mais autonomia que há 7 anos. Isto não é marketing, é a realidade, Claro que contínuo a ouvir (e ler) alguns teóricos conservadores da idade da pedra lascada dizer que BTT ou bicicleta assistidos eletricamente é para preguiçosos mas a maioria não põe ou nunca pôs o traseiro num selim.😏

De qualquer maneira se me enviares a menina do gás também serve, se trouxer as "baterias" carregadas.
« Última modificação: Janeiro 03, 2019, 23:48:48, 23:48 por Lourenço »

Janeiro 03, 2019, 23:00:19, 23:00
Responder #37

dfelix

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E preciso estar assente numa perspectiva negativa para não conseguir ver nada mais.

Confesso que não percebi onde pretendes chegar...

Janeiro 03, 2019, 23:09:03, 23:09
Responder #38

Lourenço

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Quero chegar ao ponto de reduzir a questão á inevitabilidade de um mix de soluções elétricas, por várias razões e o marketing nem será entre ser ou não elétrico mas entre qual o sistema e modelos elétricos.

Janeiro 03, 2019, 23:26:07, 23:26
Responder #39

dfelix

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O sistema de "vasilhame" que implica andar com a baterias ás costas fez-me lembrar o anúncio da Galp...
Só isso.

Quanto a soluções, o que se espera é algo capaz de oferecer maior autonomia com tempos de carregamento adequados.
Mas também algo que parece estar a ser ignorado: barato de produzir, com baixo impacto ambiental e reciclável.

É desde milagre que depende a mobilidade eléctrica.

Até lá... haverá sempre cepticismo quanto á vantagem económica e ambiental.

Janeiro 04, 2019, 00:25:19, 00:25
Responder #40

Lourenço

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Barato, baixo impacto ambiental e reciclável, exatamente; o que no caso das duas rodas torna a questão ainda mais difícil; é um paradoxo mas devido á relação peso vs autonomia a questão é mais exigente.
Nos automóveis ligeiros e pesados se a equação é mais favorável as três premissas estão longe de estar resolvidas alimentando os projetos de marcas que se orientam em paralelo ou exclusivo para as fuel cell, que tem avançado exponencialmente estes dois últimos anos, em que eu até acredito mais como uma componente válida no mix, mas que não poderão satisfazer as exigências das duas rodas.

Janeiro 04, 2019, 19:54:42, 19:54
Responder #41

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
(....)
Na DSR anunciam 70cv... o que deveria ser mais do que suficiente para passar dos 160.
(....)

Estava a guiar-me pelo que indicaste atrás, quando há pouco e numa ida ao site oficial verifiquei que esse "nem sequer chega aos 160kmh", afinal até não é bem assim.

É certo que mesmo assim não é nada por aí além e até acredito que esteja também electronicamente limitada (à semelhança da C Evolution), mas a velocidade máxima da DSR é de 164kmh. :)

Está aqui e de fonte oficial:  :)
https://www.zeromotorcycles.com/media-center/zero-dsr/


Sobre a robustez da KTM 125...

Com jeitinho até percebeste onde queria chegar...  :D
(....)





(....)
Nos automóveis ligeiros e pesados se a equação é mais favorável as três premissas estão longe de estar resolvidas alimentando os projetos de marcas que se orientam em paralelo ou exclusivo para as fuel cell, que tem avançado exponencialmente estes dois últimos anos, em que eu até acredito mais como uma componente válida no mix, mas que não poderão satisfazer as exigências das duas rodas.


A Fuel Cell...
De facto não falta quem não veja esse como o caminho a seguir. E sim, tudo aponta para que seja de facto bem mais limpo que outras soluções (nem coloco a energia solar em comparação).

Eu pergunto-me é se de facto haverá da parte dos construtures o €mpenho para a tomar viável, até porque li há não muito tempo que era uma tecnologia mais cara de produzir.

Sinceramente neste momento e dado o avanço já dado, projectos em curso e larguíssimos milhões levados a cabo no campo dos V.E., estou em crer que não será fácil à Fuel Cell apanhar a corrida...

No entanto, realço que existem projectos da Toyota, Honda, Audi, Mercedes e Hyundai em curso...alguns deles já com aplicação prática há uns anos com a Fuel Cell.

Quanto a torná-la viável nos motociclos...hum...acho que vai ser um caminho que vejo muito mais atraente no campo das baterias eléctricas, sinceramente.

O tempo o dirá.  :nice:
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Dalai Lama

Maio 05, 2019, 21:41:28, 21:41
Responder #42

EML

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Deixo aqui um teste engraçado sobre uma travessia de Itália em motas elétricas.
https://www.youtube.com/watch?v=dI_aAyvwnzU

Boas curvas! :scooter:
Sym Symphony 125 ST (8/2018) - 2,64 l/100 km (27985 Km - 17/12/2025)

Maio 06, 2019, 09:36:15, 09:36
Responder #43

Rodrigues1

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Imaginem-se completamente surdos ( sim,..os surdos podem ter carta ) será que o escape fará falta ou tirará factor emocional a essas pessoas ?

Poderá ser uma observação parva mas penso que é uma questão de adaptação.

Imaginem que em vez de ter sido inventado o motor a combustão seria a vez do elétrico, hoje quaquer barulho acima dos 50 db seria um barulho infernal e proibido.

Por outro lado, consigo imaginar metade dos espectadores a dormir numa prova de motoGP elétrica. :lolol:




Maio 06, 2019, 16:23:35, 16:23
Responder #44

2low

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Vou dar o meu ponto de vista sobre a temática lançada no post inicial, abrangendo e alargando os horizontes "debativos" que possam contribuir para a temática de qualquer maneira.

Cada vez vejo uma relação quase directa entre desenvolvimento de veículos eléctricos e desenvolvimento de veículos com caixa automática ou "sem caixa" (marketing a funcionar) e não é exclusivo de veículos ligeiros pois está a acontecer também com motociclos e inclusive veículos pesados de mercadorias.

Para quem não sabe, os veículos pesados de mercadorias devem ser os veículos actualmente com maior desenvolvimento de modo a cumprirem com todas e mais normas XPTO.
Alguns já devem ter visto uns vídeos recentes de demonstração de por exemplo o poder de travagem desses monstros da estrada… simplesmente impressionante como conseguem travar em tão pouco tempo e distância… o meu carro com a mala cheia e em comparação com a travagem envergonha!

Voltando a "veiculo eléctrico" e caixas automáticas… não conheço nenhum veiculo eléctrico que tenha mudanças manuais, alguém conhece algum?

Coloco o debate neste assunto por achar que é um dos assuntos que talvez retire grande parte emotiva do conduzir um qualquer veiculo - obviamente que alguns DCT (Honda) mantenham o gostinho através do botao de + e -, mas estou a falar exclusivamente nos veículos que apenas dá para regular a caixa entre modos D, N e R...





 :offtopic:

Relembro uma coisa simples:
São 5 os nossos sentidos - olhar (visão), ouvir (audição), tocar (tacto), cheirar (olfacto) e saborear (paladar), sendo que o saborear obviamente que na condução é apenas no sentido metafórico…

E pelo dicionário:
sen·sa·ção - Impressão produzida pelos objectos exteriores num órgão dos sentidos, transmitida ao cérebro pelos nervos, onde se converte em ideia, julgamento ou percepção.

 :backup.to.topic:

Dou ainda como exemplo daquilo que acho bastante importante na parte emotiva o uso de "caixa manual" utilizando um exemplo bem antigo:
-Citroen AX GT, não sendo a versão mais explosiva GTi tinha uma caixa fantástica que foi utilizada no Peugeot 405 GR (modelo desenvolvido exclusivamente para o mercado Português) e que por exemplo tornou a utilização desse 405 GR (1400cc 70cv) bem mais divertido de condução que propriamente o apenas de embalar 405 SR (1600cc 90cv)
O mesmo ocorrerá com os motociclos… a parte emotiva de colocar mudanças enquanto se vai "sentindo" e "ouvindo" toda a vibração e ronco do motor…

Nos anos 80/90 quem alguma vez experimentou pelo menos a sensação de seguir à pendura de um Lancia Delta Integrale ou um modesto Alfa Romeo 33 1.7ie sabe bem o que contribuía o barulho e ronco do motor para essa sensação única de conduzir um veiculo "exclusivo desportivo".
Actualmente os veículos tentam oferecer maior eficácia e rapidez de uma caixa automática, o conforto de um habitáculo cada vez mais insonorizado e motores cada vez mais potentes e com performances dignos de se baterem com até aviões do "seculo passado" MAS parece-me que nunca serão capazes de transmitir essas sensações que os veículos 4 rodas dos anos 80/90 tanto
faziam sonhar…

Paralelamente a estes veículos desportivos de 4 rodas dos anos 80/90, no mundo das 2 rodas houve um período indentico…
A tal batalha pela moto mais rápida do mundo… CBR1100XX, Ninja ZX12R, Ninja ZX14R /(ZZR1400), Hayabusa V1 e V2...

A H2R é um "monstro à parte" mas que me parece estar desenquadrada deste assunto…

Nas motos é praticamente a mesma coisa… a falta ou ausência de ruido que nos faça subir a adrenalina… a falta de "meter mudanças"... e cada vez tudo tão mais automático que nos retira plenamente prazer de condução que a meu ver jamais será idêntico, mesmo que as marcas e várias entidades defendam cada vez mais as novas soluções e inovações…

A condução desportiva parece-me encaixar bem na relação com essa parte emotiva lançada no tópico, não?!
E assim não ma parece ser relevante directamente para a temática o facto do motor ser de combustão ou eléctrico…


Imaginem-se completamente surdos ( sim,..os surdos podem ter carta ) será que o escape fará falta ou tirará factor emocional a essas pessoas ?

Poderá ser uma observação parva mas penso que é uma questão de adaptação.

Imaginem que em vez de ter sido inventado o motor a combustão seria a vez do elétrico, hoje quaquer barulho acima dos 50 db seria um barulho infernal e proibido.

Por outro lado, consigo imaginar metade dos espectadores a dormir numa prova de motoGP elétrica. :lolol:



 :lolol: :cool: :convivio:
« Última modificação: Maio 06, 2019, 17:02:17, 17:02 por 2low »

Maio 06, 2019, 17:07:49, 17:07
Responder #45

Sapiens21

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Gostei da leitura dessa tua análise sobre o tema....

Quanto ao retirar grande parte do gosto por ser automático, tenho uma opinião não coincidente.
Mas pronto, opiniões são opiniões.  :convivio:


(....)

Voltando a "veiculo eléctrico" e caixas automáticas… não conheço nenhum veiculo eléctrico que tenha mudanças manuais, alguém conhece algum?
(....)


Sim....
Mas provavelmente nunca deveremos ter a hipótese de o ver a circular.
A norma quase total é essa que indicaste mais acima: caixa automática.

https://www.cnet.com/roadshow/videos/the-genovation-gxe-is-the-only-ev-with-a-manual-transmission/

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Maio 06, 2019, 19:31:09, 19:31
Responder #46

Moto2cool

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Acredito que faz investimentos em escapes ruidosos possa sentir menos gozo numa mota que não faz esse barulho, senão não compravam aquelas peças barulhentas :)
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Maio 06, 2019, 22:00:24, 22:00
Responder #47

2low

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Acredito que faz investimentos em escapes ruidosos possa sentir menos gozo numa mota que não faz esse barulho, senão não compravam aquelas peças barulhentas :)

Ouvir uma coisa destas é cativante…



Já ouvir uma porcaria destas…  (o exemplo que queria mostrar é difícil encontrar no youtube mas dá para imaginar ao que me refiro…)



Quanto a este ruido de 2T... e um pouco em offtopic…

[influências do programa que tem passado com regularidade na SIC… aquilo dos agricultores...]
« Última modificação: Maio 06, 2019, 22:01:35, 22:01 por 2low »

Maio 06, 2019, 23:55:21, 23:55
Responder #48

Falcão

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Amigo 2low... quanto a esta questão, "Voltando a "veiculo eléctrico" e caixas automáticas… não conheço nenhum veiculo eléctrico que tenha mudanças manuais, alguém conhece algum?", segue este link, lê o texto até à parte que responde à tua pergunta.

Abraço... é boas curvas.
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Maio 14, 2019, 13:55:20, 13:55
Responder #49

quarku2

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A respeito do que acabo de dizer, veja-se este vídeo.



Imaginar a aquisição de sons para o nosso futuro veículo eléctrico, tal como a colocação de uma nova melodia no telemóvel, pode até soar como improvável, mas se assim pensarmos, podemos estar longe de perceber o alcance do que o futuro nos reserva nessa matéria.

Não acredito portanto que todos os sons vão ser iguais e se assemelham a uma espécie de  assobio... Eu acredito que será até um sector que vai gerar muitos milhões... ;)

Não queria dizer isto a assim, mas é um perfeito disparate isto de meter sons artificiais. Depois de ter visto que o video é da Audi, está explicado.

Nem para carros nem motos, não faz sentido. O que fazia sentido, era se esta gente fosse inteligente, faziam o som sair pelos auriculares do capacete. Assim, o pessoal em vez de andar de moto com escapes abertos a incomodar as outras pessoas e convencidos que por fazer muito barulho anda mais, ficavam com o som só dentro do capacete.

É o futuro das motos eléctricas e carros. Som pelos auriculares e colunas.