Boas.
Também já tinha visto.
A construção convexa do espelho "absorve" mais luz e reflecte um "campo" maior.
A vantagem é que torna visíveis mais elementos, a desvantagem é que altera (ainda mais) a percepção das distâncias.
O resultado faz-me lembrar aquelas fotos de gosto duvidoso obtidas com lente "olho de peixe".
Pode ser interessante como complemento, ou mais um factor de distracção - dirão outros.
No futuro presente teremos câmaras de vídeo traseiras, acho que foi a Sym quem apresentou um protótipo de scooter que sugeria essa introdução.
Desculpem-me o "off topic", mas do que foi o João Santos lembrar-se: do "rabichinho", esse ícone incontornável do início da massificação automóvel nacional!
Para a malta mais nova, o "rabichinho", como o nome bem sugere, era um apêndice de borracha, ou mesmo de plástico, que se via pendente na traseira da maioria dos automóveis que circulavam nas estradas portuguesas.
Era vendido como forma de "descarregar para o solo a electricidade estática da viatura" evitando-se os "choques eléctricos" de que muitas pessoas se queixam quando tocam num carro.
A "tecnologia": um pedaço de borracha que tinha um arame ou outro material com permeabilidade eléctrica no seu interior.
A "ciência": ligar o carro "à terra". Para tal, a montagem devia ser feita de forma a que a ponta do "rabichinho" estivesse em contacto permanente com o solo, por via da tal "alma" metálica; a fixação ao carro devia ser feita numa zona metálica sem tinta, de maneira que ficasse ligado à chapa, à "massa" do carro.
De objecto "científico" passou a decorativo e até sinal de "status". Tal como o célebre autocolante da boneca espanhola, tornou-se moda e até havia alguns bem caros... presos a pára-choques de plástico ou apenas pendurados sem tocar o solo, relegando a "ciência" para segundo plano..
Só que, pelo contrário, as "descargas" não resultam das massas metálicas "carregadas" mas das próprias pessoas, devido a coisas tão simples como a humidade do ar, o carregamento electromagnético da atmosfera e até o estado psicológico de cada um. Aqui, até o tipo de sola do calçado influi, se é de um material isolador absoluto o que acontece é que descarregamos na primeira massa metálica que estiver ligada à terra...
Depois dos "rabichinhos" vieram outras coisas, tão inúteis e bem mais ridículas como a célebre pulseira metálica com duas bolinhas que ainda vemos nos pulsos de algumas pessoas. No acreditar é que está o ganho... alheio.