Autor Tópico: Duração do material... "Ainda é o que era?"  (Lida 2742 vezes)

Julho 30, 2017, 00:53:30, 00:53
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Sapiens21

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Duração do material... "Ainda é o que era?"






A expressão "Ainda é o que era" ou "Já não é o que era", comumente vem à baila para descrever algum pormenor ou característica de um motociclo.
Creio que não haverá quem não a tenha ouvido ou mesmo proferido...


Pois esta semana - na quinta-feira passada para ser mais preciso - e bem perto do meu local de trabalho, deu-me para tirar um par de fotos a uma maxiscooter que já conheço estacionada por aquelas bandas desde há uns anos...


E fi-lo por uma simples razão: o estado em que se encontrava o para-brisas (de origem).
Não só se podia constatar como estando totalmente amarelado, como também estava já num processo avançado em que se notava estar a desfazer-se gradualmente, com a criação de gretas/estaladelas do material, resultando numa completa inviabilidade em ver através do mesmo.


Alguns pensarão...
- Talvez algumas horas/dia ao sol, multiplicadas por vários dias, resulte nisso.
- Outros dirão que os cortes na qualidade do material é um problema que se enfrenta para conseguir um p.v.p. mais baixo.
- Outros dirão que as marcas escolhem barato e não se preocupam que dure X ou Y anos...
- Também teremos aqueles que dizem que os materiais estão desenvolvidos para aguentar apenas determinado tempo e depois têm mesmo de se trocar.
- E ainda haverá aqueles que dizem que a qualidade...essa já não é bem aquilo que era.


Seja como for e independentemente das razões que cada um veja ou entenda, a verdade é que o desgaste que pude constatar ao longo dos tempos mais recentes naquela unidade, era evidente e sempre me causou espanto.


E não é caso único...
São muitos os motociclos, com custos bem diferenciados e de diferentes fabricantes, a apresentar sintomas de que o material aplicado dura bem menos do que o esperado.

E isto naturalmente que conduz à pergunta: Ainda é o que era?...ou já não é o que era?
Dentro da mesma gama de motociclos ou pegando mesmo num modelo existente há 20 anos, será que a qualidade e sobretudo a duração era ou não maior do que a aplicada mais recentemente no mesmo modelo?


Venham de lá essas opiniões.
O tópico foi aberto para isso. :)



Esta foto ficou algo desfocada, mas dá para perceber. :)
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Julho 30, 2017, 08:05:17, 08:05
Responder #1

mneves

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Falta de cuidado e o material  é fraco,algo geral em todas as marcas hoje em dia por culpa do cliente querer barato.
Posso fazer uma lista de carros caros ,tipo Mercedes ,etc com tablier em pele toda  estragada,plásticos partidos na vw e SEAT ,devido a exposição solar ,etc .
Posso referir uma NCcom 3 anos parece que tem 20 ,pcx idem,sym ,todas ,todas mesmo
A culpa é do cliente...
membro numero 16

Julho 30, 2017, 09:15:14, 09:15
Responder #2

Sapiens21

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Sim, pode existir falta de cuidado dos donos. Certo!

Mas ainda assim, olho para algumas máquinas com uma dúzia de anos ou mais...e o material aparenta solidez, aproximação visual ao seu estado original, resistência ao desgaste e à passagem do tempo.
As concessões em termos de materiais escolhidos parecem estar a mudar de há uns anos para cá.

Não digo que mecanicamente siga o mesmo em termos de duração (duvido mesmo disso), mas em materiais visíveis e expostos, a história parece ser outra.

Claro que há sempre excepções e uma moto que "durma" ao relento e sem protecção, tende também a apresentar sintomas mais cedo.
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Dalai Lama

Julho 30, 2017, 12:10:09, 12:10
Responder #3

Clemente Vicente

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Boas,


 duração no material, foste logo buscar a melhor delas todas SYM pela negativa

a marca viveu cá em Portugal na base de um membro que a adquiriu e fez bastante publicidade no engodo de ganhar uns tostões e  tb de uma forum CPM , que passou todo o tempo a fazer-lhe publicidade até inventou a família Symyana " quantos somos por cá "  :napodeser:

conclusão, chinesas qualidade ??? ficam muito a dever ao publico em geral, muitas delas (modelos), até nem deveriam ter autorização para serem comercializadas em Portugal, se existisse cá uma ASAI a 100% na defesa do consumidor, mas nunca é tarde.

Têm o exemplo da Kymco AK550, o importador não a importa porque primeiro quer ver se o caminho não é igual á do Navio Afundado Maxsym 600 e do outro navio Kymco Myroad .

São dois   " NAVIOS MAIS QUE AFUNDADOS "

 :bandeiraportugal:

« Última modificação: Julho 31, 2017, 21:38:26, 21:38 por Clemente Vicente »
---------------------------------------------  " SÃO HONDA SENHOR; SÃO HONDA !!! "   -----------------------------------------

Julho 30, 2017, 12:46:55, 12:46
Responder #4

pedroareias

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Sapiens21: basta olhar para a tua DN01 e para uma NC750 das novas para perceber a diferença.

Mas concordo: a culpa é dos clientes e das marcas que cedem à pressão consumista.

A maioria dos materiais e produtos existem e variados graus e qualidades.

Pergunto: a DN01 custava há 9 anos mais de 15000 euros. O que dá agora cerca de 15500 euros. Alguém aqui daria 15500 euros por uma NC750, mesmo que a Honda dissesse que os materiais eram melhores?


Relativamente à SYM, vendeu porque muitos concessionários, clientes e amigos dos clientes juraram a pés juntos que era a marca branca da Suzuki.
 :viufantasma:
« Última modificação: Julho 30, 2017, 13:46:08, 13:46 por pedroareias »

Julho 30, 2017, 13:57:09, 13:57
Responder #5

Clemente Vicente

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Relativamente à SYM, vendeu porque muitos concessionários, clientes e amigos dos clientes juraram a pés juntos que era a marca branca da Suzuki.
 :viufantasma:

É tudo junto, esse tb foi argumento,  esqueceu-me de citar esse facto !  :nice: Mentiram !!!

 :bandeiraportugal:
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Julho 30, 2017, 15:55:33, 15:55
Responder #6

jmartins13

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Definitivamente, já não é o que era em quase todas as marcas. No entanto, tenho ideia de nos plásticos, as marcas asiáticas que entraram no nosso mercado na última década, serem muito más nesse capítulo. Lá está, mais barato na compra, mais dispendiosas na manutenção.
Creio ainda haver uma ou outra com qualidade, como a forza 125cc, pelo menos custa e aparenta, deve ter um nível de qualidade superior.

Julho 30, 2017, 22:03:25, 22:03
Responder #7

Sapiens21

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Sim, concordo que o aparecimento de algumas marcas veio redefinir um novo entendimento de durabilidade de materiais mais expostos. É verdade! Ainda que nessas tenha vindo a mudar e para melhor...

Porém e com a crescente aposta de marcas mais implantadas no sector a fabricar motociclos de entrada de gama nos mercados asiáticos, assim como a fazer uso de unidades fabris partilhadas com fabricantes "locais", a coisa veio assim em alguns segmentos a aproximar o "jogo".
Até porque, diga-se o que se disser, eles aprendem rápido... :-\

Para alguns deles, o tempo da cópia já vai dando lugar a um entendimento diferente de afirmação individual no sector.

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Dalai Lama

Julho 31, 2017, 08:28:56, 08:28
Responder #8

spitfirept

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Boas,

eu comprei ontem uma SYM GTs 125 evo e o vidro está igualzinho ao da scooter deste tópico.

Como nao queria nada "novo" não me importei, é mesmo para a minha mulher aprender e dar os primeiros passos.

As realmente os materiais da Sym são fracos, pelo menos deste modelo que comprei.

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Julho 31, 2017, 10:28:32, 10:28
Responder #9

Tiago Parracho

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Eu vejo as coisas de uma forma um pouco diferente.

isto de vender veículos motorizados, é um negócio no qual a principal fonte de rendimento nem sequer é a venda do veículo em si, mas sim a realização de manutenção ao veículo.

Como tal, entendo que as marcas tenham optado por disponibilizar uma grande parte das suas gamas, com materiais de menor qualidade pois isso permite-lhes:
- vender mais barato e em maiores quantidades
- maiores rendimentos na manutenção dos mesmos
- garantir que ao fim de um período de vida do produto mais curto, o cliente queira trocar por uma nova e iniciar novamente o ciclo

Claro que para os clientes mais exigentes, continuam a existir produtos de melhor qualidade, mas nos quais o preço de venda é substancialmente superior.

Veja-se um exemplo de um sector de atividade bem diferente mas no qual se vê algo semelhante a acontecer: Mobiliário.

Quando fui comprar mobília para a minha casa, comprei-a maioritariamente no Ikea. Sabendo perfeitamente que a sua durabilidade não é igual à do mobiliário feito nas casas tradicionais por exemplo de Paços de Ferreira. Então porque o fiz?

Não queria gastar tanto dinheiro em algo que a meu ver, num período relativamente curto (entenda-se curto entre 5 a 8 anos) viria a querer mudar.

Portanto, o que eu pretendia com este exemplo era salientar que atualmente, existem muitos consumidores que não pretendem produtos que "durem uma vida", mas sim produtos que durem com uma qualidade minimamente aceitável durante aquele que será o período de vida expectável do produto.

E se atendermos às gerações mais jovens, podemos facilmente perceber que os ciclos de vida que atualmente nos carros são de cerca de 5 anos, tendem a ser encurtados ainda mais (daí que já haja marcas a fazer face lifts ao fim de 2 ou 3 anos depois de lançarem um novo modelo). No caso das motas o ciclo de vida parece-me ser ainda mais curto que nos carros, mas também depende do modelo e do segmento a que se destina.

Julho 31, 2017, 17:27:44, 17:27
Responder #10

Moto2cool

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Os meus 5 tostões para estes tema é que não existe problema de qualidade existe, na minha opinião, um mercado que procura coisas diferentes. Dantes compravamos um carro para a vida, uma máquina de lavar para 30 anos. Hoje em dia mudamos de carro aos 3/4 anos e de máquina aos 6/7. Já pouca gente está disposta a pagar muito por uma máquina que dura 20 anos quando não pense usá-la esse tempo.
Por isso o mercado baixou de horizontes de durabilidade para oferecer preços mais baixos e a concorrência deixou de ser feita pela qualidade mas sim pelo preço. Por isso se deslocaliza, perde qualidade mas ganha-se um preço de venda mais baixo. Quem disse que se deve fazer assim? O Mercado dixit.
Agora não partilho do ódio às chinesas, aliás cada vez vemos menos europeias feitas na Europa, ou pelo menos com partes significativas feitas no oriente. Nem vou referir aqui os imensos exemplos Chineses, Coreanos, Indianos, etc, que encontramos.
Ainda durante a nossa vida a China será a terceira potência mundial, a par das outras, se lá chegarem :) Depois quero ver dizer mal dos navios afundados num tópico obsoleto a defender comprem europeu :)

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"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"