Bom, a impropriamente chamada "lei das 125" corresponde a uma transposição de directiva comunitária. Nessa medida, será sempre muito complicado, apenas em Portugal, voltar a implementar um regime que exija carta, ou até formação específica para habilitar a condução para esta cilindrada. Até porque isso contraria toda a melhor prática europeia neste tema.
Citação de: VCS em Janeiro 12, 2018, 11:24:40, 11:24Bom, a impropriamente chamada "lei das 125" corresponde a uma transposição de directiva comunitária. Nessa medida, será sempre muito complicado, apenas em Portugal, voltar a implementar um regime que exija carta, ou até formação específica para habilitar a condução para esta cilindrada. Até porque isso contraria toda a melhor prática europeia neste tema.A Directiva nada refere em relação a formação adicional. Tanto que em França isso já acontece, e o acesso ás 125cc por encartados B não é feito de modo directo, como acontece nos restantes Estados Membro.O que poderia ser um incumprimento grosseiro da Directiva era proibir o acesso às 125 com carta B. Mas não é o caso, e obrigar a uma formação adicional, apenas passa por uma questão condicional, que não compromete de modo algum o estabelecido na dita Directiva.
Vendo nas notícias de hoje que esta semana foram detidas 400 pessoas por condução acima do limite de álcool... Inspeções e cursos vão seguramente resolver o problema da sinistralidade
Para uma decisão desta natureza ser minimamente sustentada teria de haver uma relação causa efeito comprovada entre o aumento de condutores de 125 sem carta de mota e o aumento da sinistralidade com consequências fatais neste segmento. Penso que nada disso existe. Quanto às inspecções é matéria no mínimo polémica. No carro não tenho problemas de maior em deixar o examinador entrar e fazer as verificações necessárias. Na minha mota o único que se senta aos comandos sou eu. Por esse motivo, e porque desconfio que a minha posição é partilhada pela maioria dos motociclistas, antes de se decidir sobre as inspecções é necessário ver como elas serão feitas, sobre que matérias incidirão e que grau de responsabilização terá de ser assumido pelos centros de inspecção. Quanto à condução a 30 nos centros urbanos, essa sim pode contribuir para diminuir o impacto e as consequências dos atropelamentos e é medida que vem tarde e que já é aplicada em diversos países europeus há anos, com resultados comprovados na diminuição da gravidade das lesões em atropelamento.
Citação de: carlos-kb em Janeiro 12, 2018, 11:44:55, 11:44Citação de: VCS em Janeiro 12, 2018, 11:24:40, 11:24Bom, a impropriamente chamada "lei das 125" corresponde a uma transposição de directiva comunitária. Nessa medida, será sempre muito complicado, apenas em Portugal, voltar a implementar um regime que exija carta, ou até formação específica para habilitar a condução para esta cilindrada. Até porque isso contraria toda a melhor prática europeia neste tema.A Directiva nada refere em relação a formação adicional. Tanto que em França isso já acontece, e o acesso ás 125cc por encartados B não é feito de modo directo, como acontece nos restantes Estados Membro.O que poderia ser um incumprimento grosseiro da Directiva era proibir o acesso às 125 com carta B. Mas não é o caso, e obrigar a uma formação adicional, apenas passa por uma questão condicional, que não compromete de modo algum o estabelecido na dita Directiva.Se a formação for uma exigência com custo associado comparativamente elevado, o efeito "boom" da directiva perde-se.A formação hoje é opcional, mas conheço vários casos de quem compre aulas. Claro que a qualidade do ensino se resume à presunção de que o formando sabe os truques, faz uns oitos, sinaliza umas manobras e mantem-se em pé em cima da moto. Nunca andou numa auto-estrada, ou entre filas, nem está treinado a lidar com piso escorregadio, empedrados, carris de eléctrico, e muito menos está alertado para o maior inimigo do motociclista actual, os automobilistas dependentes dos seus smartphones, que passam a vida a consultar a net ao volante, com medo de perderem alguma coisa que esteja a acontecer no seu pequeno mundo... Quem alerta numa formação em escolas de condução para aqueles movimentos típicos do automobilista ? por ex., o smartphone está no banco da direita, o condutor inclina-se, a mão esquerda faz o movimento típico para a esquerda no volante, e o motociclista incauto leva com ele quando está a ultrapassar ?
Concordo a 100%.Como é que é possivel que seja permitido a alguém que nao tem a minima noção do que é a ciclistica de um veiculo de 2 rodas, poder circular em conjunto com os restantes?Ao menos uma formação minima....
Indo contra a maré, se eu tivesse confiança nos sistemas de inspeção, não me opunha de princípio a que as motas mais antigas fossem inspecionadas.Motas sem retrovisores, (já vi uma sem farol da frente), com pneus carecas, com tuning para aumentar a potência, circulando na estrada com ruído acima do permitido ( os escapes mais ruidosos são homologados por isso estão dentro da lei), são perigosas para o motociclista e os outros.Acho que o processo de aprovação desta medida foi censurável e devia ser submetida a discussão pública onde se evidenciasse as vantagens e desvantagens da medida e de ouvissem as partes interessadas e não apenas os lojistas.Acho que o sistema de inspeção não devia/podia ser atribuído a privados porque se trata de uma autoridade do Estado, nem submetido a lógica empresarial. E NÃO acredito na qualidade do sistema.Mas em abstrato não vejo razão porque as motas não tenham o mesmo programa de inspeção que os carros têm.Agora é que vou levar porrada
Mas será que vai ser a primeira vez aos 4 anos ,como os carros,e depois igual?
[O texto abaixo fez parte de um "post" por mim colocado há pouco, sem me dar conta deste do TMaxer.Uma vez que tem a ver com o mesmo assunto, apaguei o meu "post" e inseri aqui o texto como comentário]Motociclistas, os bodes expiatórios da guerra civil nas estradas portuguesasArranjar um bode expiatório é a melhor forma de disfarçar um problema quando não se tem coragem de enfrentá-lo e a sua resolução implica desafiar ideias-feitas assumidas pela maioria ou mexer com interesses poderosos. A escolha do bode expiatório obedece a dois princípios: o primeiro, a selecção de um indivíduo ou de uma minoria - uma comunidade estranha com a qual a maioria não se identifica religiosa, politica ou culturamente; segundo, a insistência em dados descontextualizados, manipulando-os para consumo de opiniões públicas que não consomem mais que mensagens simples, do tamanho das gordas de um título alarmista. A pouca familiaridade das massas com raciocínios complexos é um campo fértil para as mensagens taxativas a preto e branco. Tudo isto alimentado por uma comunicação social tornada acéfala pela sua dependência da publicidade. Não, não podemos confiar na Comunicação Social para desfazer as plantações de "notícias" colocadas cientificamente nos "media". O que é que o este texto tem ver com a notícia que reproduzo abaixo? Digam-no vocês.https://www.publico.pt/2018/01/12/sociedade/noticia/governo-quer-tornar-obrigatoria-carta-para-motos-de-125cm3-e-vai-repensar-inspeccoes-1799079
Provavelmente vou criar burburinho com isto, mas....se as IPO são mesmo para avançar - como parece - e tudo isto parece assentar no pressuposto da segurança, então "por que carga d'água" ficam as 125cc de fora???Com todo o respeito, custa-me a perceber, até porque se acaso a ideia é a de que as velocidades são diferentes e por essa razão ficam de fora, então quem assim pensou está completamente a leste... limitando a questão a um único factor diferenciador e potenciador de acidente.Enfim...até existem várias com 200cc a 249cc e em que não vislumbro como podem ser, à luz da lei, diferentes na exigência de segurança oferecida por uma com 276cc. Faz-me pouco sentido.Não estou a querer levantar aqui alguma celeuma em torno disto, mas se a vontade é a de que a medida vai resolver oa problemas dos acidentes, então que haja coerência....ou então isto torna-se demasiado suspeito pela discriminação inspectiva!
(....)Sapiens, viste o que escrevi atrás?
Plenamente de acordo e pergunto para quando é que toda a comunidade motociclista se une e fazer manifestação ou algo semelhante para:-salvaguardar que os motociclistas não são nem criminosos nem são os únicos culpados nos vários acidentes rodoviários-divulgar e desmascarar a comunicação social pelas suas noticias falsas e pouco ou nada provadas-defender o principio de igualdade e em caso de inspecções periódicas que sejam feitas a todas as cilindradas - descriminação!-sensibilização na via publica para todos os condutores perceberem a existência do pouco volume que ocupa o motociclo e que não se esqueçam que existem!-perguntar aos responsáveis pelo "retrocesso" na legislação quais os inconvenientes financeiros que Portugal vá sofrer por parte da UE - coimas... é que somos nós todos que pagamos!-o menos importante para a questão é o espirito de união na comunidade motociclista que já deveria ser bem mais forte!Que tal um tópico sobre este assunto e se começar a entrar em contacto com todos fóruns, clubes e grupos motociclistas?Eu alinharia sem qualquer duvida!
(....)é tanto mais ridículo quando tentam justificativa as inspeções com os acidentes e justificam os acidentes com os condutores de 125, e depois as 125 que parecem ser a causa do problema ( dizem eles) não vão à inspeção.Conclusão: até 125 a culpa é do motociclista, depois de 125 a culpa é do veículo. (....)
Mas deve ser mais forte a ideia (errada) que no caso dos motociclos até 249cc é tudo diferente das demais...e assim dispensa-se a IPO.Esta incoerência da medida, descriminando cilindradas, choca um bocado...
Quanto às inspecções é matéria no mínimo polémica. No carro não tenho problemas de maior em deixar o examinador entrar e fazer as verificações necessárias. Na minha mota o único que se senta aos comandos sou eu. Por esse motivo, e porque desconfio que a minha posição é partilhada pela maioria dos motociclistas, antes de se decidir sobre as inspecções é necessário ver como elas serão feitas, sobre que matérias incidirão e que grau de responsabilização terá de ser assumido pelos centros de inspecção.gravidade das lesões em atropelamento.
(....)Isto de as motos abaixo de 250cc estarem dispensadas de IPO (ainda que não veja razão aparente para isso), tem também um paralelo nos automóveis. Se formos a ver, os "mata-velhos", também conhecidos por "papa-reformas", estão dispensados de IPO.(....)
Citação de: carlos-kb em Janeiro 14, 2018, 21:47:31, 21:47(....)Isto de as motos abaixo de 250cc estarem dispensadas de IPO (ainda que não veja razão aparente para isso), tem também um paralelo nos automóveis. Se formos a ver, os "mata-velhos", também conhecidos por "papa-reformas", estão dispensados de IPO.(....)Vou depreender ainda assim que não estás propriamente a "comparar" os micro-carros (ou papa-reformas) na categoria dos veículos de 4 rodas, com os motociclos até 250cc...e querendo com isso concluir que por essa razão se compreende terem ficado de fora. Sei que não o eatavas a fazer. São coisas diferentes como sabemos...e nem sequer falo do facto mais óbvio.
É que esses tais nem sequer podem circular em muitas vias deste país
além de terem uma velocidade máxima equivalente à de uma bicicleta (excepto se levar algum tunning).
Mas ainda digo mais e indo ao encontro do que lançaste... É que eu não entendo igualmente a discriminação no que toca às IPO, colocando de fora os micro-carros!Os seus órgãos mecânicos e equipamento de segurança passiva e activa não são mais nem menos para ficarem de fora.
E já nem falo das 125cc a 2 tempos, muitas delas com potências e prestações bem superiores a congéneres de 4 tempos com 250cc ou mais... e que também ficarão dispensadas de IPO.
Penso que a haver paralelismo, mesmo que com reservas, seria entre os papa-reformas e os ciclomotores. Nesse sentido podia-se compreender a dispensa.Uma 250 já atinge velocidades significativas
Tenho mais propostas:* Imposto de circulação para peões* Ecovalor na substituição das solas dos sapatos* ISP sobre todos os líquidos ingeridos nos postos de abastecimento ( cafés, cervejarias, etc)* Taxa de estacionamento para quem parar no passeio ( e limite de paragem a duas horas)* Pórticos em todas as escadas rolantes e elevadores
A falar em ir ao ** enquanto circula pela berma...