Autor Tópico: HARLEY-DAVIDSON FATBOB 2018  (Lida 14551 vezes)

Abril 05, 2018, 02:28:12, 02:28
Lida 14551 vezes

jmartins13

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Deixem-me que vos diga que, desde que vislumbrei esta nova Harley, achei-lhe a estética tanto de disparatada como de apaixonante!



Isto é, se de repente quando olhamos para ela a achamos tão distante da realidade Harley-Davidson, por outro lado, algo nos diz que vendo bem, de disparate não tem nada, e a um segundo olhar, a moto está esteticamente,  muito bem conseguida.

Mas, de repente damos connosco a pensar onde está aquele classicismo Harley?
Porque razão se parece com uma streetfighter do segundo milénio com um farolim tirado dos anos 70, mas em Led?
E ainda,  porque raio foram colocar isto tudo num tranquilo e pacato quadro softail??

É uma moto que parece que sofre de problemas de identidade dentro do universo Harley-Davidson, mas de facto, parece-me mais o nascer de um modelo extremamente icónico.
Para juntar a este inovador passo estético, a Harley brindou este modelo com o novo quadro softail e o novo motor Milwaukee eight. Destes dois, qual deles o mais vanguardista deste segmento. Se por um lado o quadro muda totalmente o comportamento da ciclística destas motos, conferindo-lhes uma agilidade nunca antes vista na marca e neste género de quadros, por outro lado, o motor diz-nos que continuamos perante uma Harley, que a personalidade ninguém lhe tira, mas que, somos brindados com update tecnológico e com aquilo que todos os clientes Harley tanto gostam: Um binário monstruoso e rebelde desde as primeiras rotações!



Desde o momento que nos sentamos na moto, que nos apercebemos que a posição é muito distante das demais softails. Temos uma posição mais envolvente e de ataque ao asfalto, do que numa anterior softail, onde predomina aquela postura relaxada e mais assente no eixo traseiro, próximo de uma chopper hardtail, e onde toda a condução e distribuição de massas requer uma mudança de mentalidades tão grande como a distância ao continente de origem.
Mas esta FATBOB, não tem nada disso, aliás, o único ponto comum nesse capítulo é o de os pés irem numa posição mais avançada. Comparativamente com a minha Softail TC de 2002, levo anda assim os pés mais recuados, e a moto sente-se como mais pequena ou “curta”. Braços em posição avançada e abertos q.b.

Pondo a moto a trabalhar, confere, é uma Harley, mas há algo no arranque que está ligeiramente diferente, como que um pequeno salto tímido em direcção a um futuro ligeiramente diferente. Não é que pareça uma japonesa custom, perfeitinha e descaracterizada, nada disso, toda a identidade HD está lá, desde o barulho, o transmitir mecânico, que embora não incomode em nada, ou seja está lá, mas não se impõem tanto como anteriormente. Digamos que nos diz que é uma HD, mas não se impõe ao ponto de termos de alinhar tanto a condução com esse facto.
A moto, deixem-me que vos diga, é massiva! A Frente é larguíssima, super musculada, o motor é o centro envolvente e dominante do conjunto onde vamos montados e até a traseira é imponente! Uma moto que nos diz ao bom estilo táxi driver: “Are you talking to me?” ....e a seguir rodas punho e desapareces a gritar no horizonte.
O binário desta moto é simplesmente colossal! 117 cubic inches de puro binário prontos a disparar à mínima solicitação. Queimar uns metro de pneu ao arrancar? Sem stress! A única dúvida que ficamos é se as pessoas ficam a olhar para nós como se conduzíssemos com um capacete de futebol americano, ou se com uma máscara de Janson do sexta-feira 13! Fora de brincadeira, tal é o gozo e holliganismo que por 2 vezes houve condutores de enlatados a fechar os vidros e trancar portas enquanto me preparava para chegar aos semáforos pelo meio dos carros.

Mas voltando ao comportamento, é acelerar e tudo fica para trás, a moto projecta-nos com uma força sobrenatural e bruta até velocidades pouco legais num ápice e com um sorriso fora do comum na cara! Alguns de nós sabemos bem a pacatez de uma moto de um cilindro, a força de um dois cilindros, o binário de um V2 e o disparo de um 4 em linha. Esta moto junta esse disparo do 4 em linha mas com a força de 2 ou 3 V2 comuns !! Trava descomunalmente bem nos 2 eixos e apenas peca um pouco por nos mostrar em situações mais apertadas que ainda é uma Harley e que tem o seu peso, bem como que nos States, as curvas requerem menos da ciclística que por aqui no velho continente. No entanto, é fácil chegar a uma rotunda, inserir em curva sem stresses e sair a rodar punho que nem um maluco e a assustar as pacatas velhinhas com os seus trolys à vinda da sua ida ao mercado de Alvalade.

Ainda assim, uma evolução soberba para os modelos anteriores e com o excelente compromisso de nos sentirmos numa Harley, mas sem os habituais senãos que isso obriga na condução tão vincados.
O novo quadro softail , resulta numa agilidade digna de uma actual naked (embora claro, mais lenta nas mudanças de direcção…é americano e pesa mais de 300kgs, ok?) e isto a meio da dureza afinável do amortecedor traseiro, com um tacto de estrada excelente.

Temos ABS e umas pinpineiras de computadores de bordo e quáquáquá que dizem em centenas de vídeos do youtube e afins, mas nada de embraiagens deslizantes e controlos de tracção assim e assado e rabo aquecido!
Resume-se a uma Hooligan machine pura e dura, pronta a proporcionar pura diversão e emoções fortes!  Depósito de 13 litros de combustível e nada de malas para ir ao pão. Esta moto é para pegar no capacete, casaco e luvas e ir sentir a vida!

Confesso….adoro a estética da moto, a potência é fora do comum e o gozo que dá a conduzir é qualquer coisa difícil de encontrar! Estou tentado a trocar a minha HD por esta, vou equacionar. Não fosse a minha adoração pela Springer e 1500 euros na cotação de retoma, já dormia na garagem.
Sem dúvida uma moto a não deixar passar o período de testdrives sem a experimentar. Recomendo! E reforço, acredito que esta moto se venha a mostrar um ícone do motociclismo, tal como as V-max e tantas outras pelas suas características arrojadas e únicas!
 :stuck_out_tongue_winking_eye: :stuck_out_tongue_winking_eye: :stuck_out_tongue_winking_eye:








Resta-me agradecer à própria marca por simplesmente existir e acompanhar-me incondicionalmente durante as últimas quase duas décadas, bem como à HD Lisboa por ter podido proporcionar este test-drive e também pela sua simpatia e profissionalismo.
« Última modificação: Abril 05, 2018, 02:35:54, 02:35 por jmartins13 »

Abril 05, 2018, 02:31:08, 02:31
Responder #1

jmartins13

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Ahh... e esqueci-me de dizer.....a qualidade e acabamentos, continuam a ser uma soberba referência no universo motociclístico! ::P:

Abril 05, 2018, 09:29:09, 09:29
Responder #2

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Gostei do review geral que fizeste da máquina.

Confesso-te que o look da moto (depois destas fotos) me deixa um bocado dividido. A sério.
A marca tem algo que aprecio mais...bem mais.  :blush:

Gostei desta tua passagem:

"Mas voltando ao comportamento, é acelerar e tudo fica para trás, a moto projecta-nos com uma força sobrenatural e bruta até velocidades pouco legais num ápice e com um sorriso fora do comum na cara!"

Já agora...que raio de descanso lateral é aquele?
Aquela chapa metálica na vertical parece-me um pouco grande demais...

Tem algum propósito em específico?  :pensador:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Abril 05, 2018, 10:52:11, 10:52
Responder #3

jmartins13

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Quando está recolhido o descanço, este apenas fica saliente e visível uns escassos centímetros. Mas realmente quando colocado, resulta algo estranho :D

Abril 05, 2018, 11:47:55, 11:47
Responder #4

pedroareias

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Sen-sa-cio-nal.

Isto ou se percebe a diferença ou não se percebe. Muita gente confundirá esta Fabob com uma Keeway Superlight.

"São todas iguais"...

Alguns de "nós" até dirão que uma XJR1300 tem uma qualidade superior (:lolol:).

Como diria a Margaret Thatcher, "no no no no".

Outro "aspecto": nada substitui a cilindrada. É sabido desde o início do Século XX que quanto mais cilindrada melhor.

« Última modificação: Abril 05, 2018, 12:04:41, 12:04 por pedroareias »

Abril 05, 2018, 13:12:50, 13:12
Responder #5

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
A marca podia era mudar aqueles tradicional "apêndices" laranja circulares, que se encontram à frente e atrás, por algo mais moderno e em LED.

Acho que piscas assim mais para o estilizados e modernos, dariam a ganhar ao look da moto.  :nice:

Gostava mesmo de experimentar esta moto. O motor deve ter uma sonoridade e reação na condução, fantásticas...
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Dalai Lama

Abril 05, 2018, 14:48:59, 14:48
Responder #6

pedroareias

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Não serão piscas LED de origem? Às vezes a Harley tem componentes ultra-modernos mas com um look antiquado.

Abril 05, 2018, 14:51:37, 14:51
Responder #7

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A marca podia era mudar aqueles tradicional "apêndices" laranja circulares, que se encontram à frente e atrás, por algo mais moderno e em LED.

Acho que piscas assim mais para o estilizados e modernos, dariam a ganhar ao look da moto.  :nice:

Gostava mesmo de experimentar esta moto. O motor deve ter uma sonoridade e reação na condução, fantátsticas...


Sem dúvida, mas depois assim não vendiam extras, lol.
A mim faz-me mais confusão aquele bacalhau entubado a segurar a matrícula😁

Sapiens, podes experimentar a moto, esta e outras que tenham para o efeito, basta preencheres os dados no site ou entrar em contacto directo para agendar um test drive.😉

Sou houve uma coisa que estranhei no motor....na minha de carburador, a resposta ao ralentim é mais imediata a subir as rpm. Nesta, temos de dar umas enroladelas antes de termos as rpm necessárias a arrancar. Não percebi bem o porquê, mas é mesmo só para o arranque, de resto tudo normal😎 será da injecção, ride by wire ou só o feitio?

Abril 05, 2018, 19:39:40, 19:39
Responder #8

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Nas descrições do modelo (site oficial em PT), encontrei algo que desconhecia que a H-D fizesse/concedesse :

"6. O sistema de segurança inclui imobilizador e alarme."  :nice:

Vir já com alarme de série é algo que não costuma ser comum. Existem-nas, é certo... Mas são muito poucas.

Sobre o preço da máquina.  :pensador:

Por cerca de €18.500 que é o que pedem por ela, acho que iria buscar algo diferente. Mesmo dentro da marca.  :)
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Abril 05, 2018, 20:26:30, 20:26
Responder #9

jmartins13

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Nas descrições do modelo (site oficial em PT), encontrei algo que desconhecia que a H-D fizesse/concedesse :

"6. O sistema de segurança inclui imobilizador e alarme."  :nice:

Vir já com alarme de série é algo que não costuma ser comum. Existem-nas, é certo... Mas são muito poucas.

Sobre o preço da máquina.  :pensador:

Por cerca de €18.500 que é o que pedem por ela, acho que iria buscar algo diferente. Mesmo dentro da marca.  :)

A minha de 2002 já tem o alarme imobilizador, vulgarmente conhecido por FOB no universo HD. Actualmente, também funcionam por aproximação, keyless, a única chave é para tranca da direcção.

Quanto a preços, a versão 114ci custa 21900euros e mais uns trocos chave na mão. Menos 2000 euros para o motor 107ci. Pinturas especiais denim etc, são extra.

Mas digam-me, ...que outras motos com 15-20 anos se vendem a menos  4000 euros que novas. A minha em nova custava 17000 euros, em 2002. Hoje em dia vendem-se por 13000-15000 euros. A desvalorização é mínima. A Harley -Davidson é a marca hoje em dia que mais mantem k seu valor. :stuck_out_tongue_winking_eye:

Abril 05, 2018, 20:57:12, 20:57
Responder #10

pedroareias

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Os preços das Harley são muito aceitáveis, tendo em conta a cilindrada, os materiais, acabamentos e qualidade geral.

Uma GoldWing é mais cara do que uma Ultra Limited e realmente como peça de valor, a Harley será superior.


Abril 05, 2018, 22:53:28, 22:53
Responder #11

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Jmartins...de 2002 e ainda a serem pedidos valores nessa "ordem de grandeza"??

Mas vendem-se mesmo....ou apenas estão com esse preço assinalado e acabam por, ou nunca se vender ou serem de facto vendidas mas por muito menos do que o pedido??

Pergunto apenas... Não estou a duvidar.
Simplesmente o tema despertou-me curiosidade. :)
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Dalai Lama

Abril 06, 2018, 00:01:57, 00:01
Responder #12

jmartins13

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Jmartins...de 2002 e ainda a serem pedidos valores nessa "ordem de grandeza"??

Mas vendem-se mesmo....ou apenas estão com esse preço assinalado e acabam por, ou nunca se vender ou serem de facto vendidas mas por muito menos do que o pedido??

Pergunto apenas... Não estou a duvidar.
Simplesmente o tema despertou-me curiosidade. :)

😁😁😁
Podes crer que sim. Modelos de carburador então nem te conto, desaparecem rápido.
Já me ofereceram há uns meses 15 000 euros pela minha, e recusei😉
Até mesmo as 883, espreita os anuncios, normalmente pedem 8500 euros com um ou outro extra para motos com 4 ou mais anos, que custam 10.000 euros novas.

Aconselho-te um test-drive e uma observação com olho crítico à qualidade  Harley-Davidson.....já vi que background em test-drives não faltam, bem como um sentido crítico e observação bastante realista e isenta! Vale a pena, é outra liga, do it!

Abril 06, 2018, 11:30:11, 11:30
Responder #13

pedroareias

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São peças de arte belíssimas. Pena terem acabado com a Seventy-Two.

Abril 06, 2018, 12:05:50, 12:05
Responder #14

dfelix

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Alguns de "nós" até dirão que uma XJR1300 tem uma qualidade superior (:lolol:).

Indiscutivelmente.

Até mesmo as 883, espreita os anuncios, normalmente pedem 8500 euros com um ou outro extra para motos com 4 ou mais anos, que custam 10.000 euros novas.

Sim, há ali uma espécie de "tecto mínimo" em que elas batem e aparentemente não descem muito mais do que isso...
O lado positivo é que a grande maioria aparece em bom estado. Praticamente novas e poucos quilómetros.
Afinal... a maioria raramente sai da garagem.
E quem as utiliza com regularidade normalmente não as vende.

Aconselho-te um test-drive e uma observação com olho crítico à qualidade  Harley-Davidson.....já vi que background em test-drives não faltam, bem como um sentido crítico e observação bastante realista e isenta! Vale a pena, é outra liga, do it!

Subscrevo...
Quero acreditar que o sapiens não fica encandeado pelos cromados a ponto de não ver certos pormenores toscos e arcaicos que se fossem em outras marcas... mereciam logo outro tipo de atenção.



Abril 06, 2018, 12:34:26, 12:34
Responder #15

Sapiens21

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(....)

Subscrevo...
Quero acreditar que o sapiens não fica encandeado pelos cromados a ponto de não ver certos pormenores toscos e arcaicos que se fossem em outras marcas... mereciam logo outro tipo de atenção.

Penso não ter percebido a referência. Mas ando um bocado cansado (noites muito mal dormidas por causa do puto mais novo) e a minha capacidade de interpretação anda um bocado de rastos.


---------------------------------------------------------


Já agora e porque andei um bocado a ler sobre o modelo....

Porque razão menciona a H-D nas especificações um pneu traseiro de medida 180/70B16,77H,BW ???

Olhei para a última foto que tiraste e quase me dá vontade de apostar uma dor de cabeça em como são mais largos que o indicado no site da marca.
Mas pronto...pode ser "efeito visual" dada a distância a que foi captada, o ser muito baixa e ter uma cava da roda também ela bastante larga.

« Última modificação: Abril 06, 2018, 12:54:38, 12:54 por Sapiens21 »
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Abril 06, 2018, 13:57:45, 13:57
Responder #16

dfelix

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Penso não ter percebido a referência.

Basicamente... acredito que olhes para a moto com "sentido crítico e observação bastante realista e isenta" sem deixar que a marca ofusque aquilo que é enquanto produto.

E escrevo isto porque por vezes sinto-me uma "ovelha negra" pois salta-me sempre à vista nas HD determinadas coisas que em outras marcas seriam sujeitas a outro tipo de critica.

Porque razão menciona a H-D nas especificações um pneu traseiro de medida 180/70B16,77H,BW ???
Mas pronto...pode ser "efeito visual" dada a distância a que foi captada, o ser muito baixa e ter uma cava da roda também ela bastante larga.

É "efeito visual".
Um 180 com destas especificações (a altura é 70% da largura) é normalmente um pneu gordo e com aspecto volumoso.
Normalmente estas gamas até costumam vir calçadas com um 150/80.



Abril 06, 2018, 23:05:42, 23:05
Responder #17

jmartins13

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É verdade isso do tecto mínimo, mas claro que também há que cumprir mínimos.
Com muitos ou poucos kms, desde que estejam bem conservadas, coisa que não é difícil numa HD, mantêm altos os valores de venda, mas repara, as motos têem uma qualidade acima da média. Nunca vi uma evolution softail a menos de 12000 euros, e daí para a frente, a Harley deu um salto de qualidade significativo. Manteve o seu nível de preços mas passou a oferecer mais. E no mercado à volta , começaram a aparecer muitas motos com pvps do mesmo nível. 21000 euros por uma harley? E por uma trumpet adventure, uma Gs e afins?.... o que faz com que o oferecido pela Hd pelo preço, não me pareça disparatado. Uma 883customvem 2000 custava 7500 euros. 18 anos depois uma equivalente, a 883 iron custa 10000 euros, mas a qualidade oferecida é bastante superior.....isto sem falar na experiência de condução😁😁😁

Abril 07, 2018, 08:26:18, 08:26
Responder #18

Moto2cool

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Na verdade não existem preços excessivos a este nível. O fabricante sabe bem o que o mercado está disposto a pagar e quais os seus custos de produção.
Além da qualidade, a HD vende um pacote onde não alheio o desejo de identificação com aquele símbolo. Isto é muito bem promovido com os grupos de clientes ( penso que a HD tem grupos bem ativos de utilizadores, e não me estou a referir aos Hells Angels :) )
Provavelmente nesta marca encontramos algo que também pode justificar o sucesso de vendas da GS.
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Abril 08, 2018, 01:48:16, 01:48
Responder #19

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A marca tem preços para "todas as carteiras".

A começar na Street...vai daí por diante até umas boas dezenas de milhar de €€'s.
Isto sem adicionar acessórios, claro.  :)
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Abril 09, 2018, 00:00:41, 00:00
Responder #20

dfelix

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Com muitos ou poucos kms, desde que estejam bem conservadas, coisa que não é difícil numa HD, mantêm altos os valores de venda, mas repara, as motos têem uma qualidade acima da média.

Não acho que tenham uma qualidade acima da média.

Assistiu-se a um salto de qualidade significativo. E sobretudo investiram numa cosmética mais interessante e com bom gosto.
Mas continuam a ser "ferros". Porque na realidade é isso que o principal público pretende.
Eu não compraria uma HD se assim não o fosse.

Há uns meses estava a sair do trabalho e tropecei numa SCR950 estacionada ao lado da minha.
Estive a observar a moto algum tempo... e fiquei surpreendido com a excelente qualidade de construção e execução.

A diferença de preço para uma Iron não deve chegar aos 1000 euros...
E pessoalmente acho que a Iron não chega aos calcanhares da SCR enquanto moto.
Porém, se eu tivesse que escolher entre ambas.. o mais certo era optar pela HD. Porque há muitas razões que não têm que ser racionais. E por muito bem executada que seja a SCR... nunca será "the real thing".

A baixa desvalorização da HD assenta sobre argumentos que são sobretudo emocionais.

Uma 883customvem 2000 custava 7500 euros. 18 anos depois uma equivalente, a 883 iron custa 10000 euros, mas a qualidade oferecida é bastante superior.....isto sem falar na experiência de condução

O que descreves da 883, aplica-se perfeitamente à Monster 620 vs Monster 797 do presente.

« Última modificação: Abril 09, 2018, 00:03:05, 00:03 por dfelix »

Abril 09, 2018, 01:09:33, 01:09
Responder #21

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Hum...a SCR950.
Fizeste-me lembrar uma coisa e espero que o jmartins não leve a mal a intromissão no seu tópico. O assunto é de motos, pelo que não deve haver problema. :nice:

Aqui há tempos li uma publicação do Rogério Carmo, do site Andardemoto.pt (tipo que já conheci pessoalmente e com quem inclusivamente rolei umas horas num teste 24H NonStop) e....ele pareceu-me na descrição desse teste um bocado "atravessado" com o modelo, o que não costuma ser mesmo nada comum nos testes que tem feito. Mesmo nada comum...

Mas claro...é a opinião dele. Vale o que vale e cada um retira as conclusões que quiser e se acha o contrário, está no seu direito. Eu por exemplo ainda não tive o prazer de apreciar uma SCR950.

"Para acabar com a lista de desabafos, fica ainda uma nota para os acabamentos, onde se destaca, por exemplo, a ligação eléctrica do farolim LED e dos piscas traseiros, inexplicavelmente com lâmpadas convencionais, que dá ares de ter sido feita por um “vizinho jeitoso”."

http://www.andardemoto.pt/test-drives/34167-teste-yamaha-scr-950-dualidade-de-genero/ :)
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Dalai Lama

Abril 09, 2018, 16:11:33, 16:11
Responder #22

pedroareias

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A nova Harley Davidson Iron 1200 está bonita mas os acabamentos estão muito longe da elite da Harley-Davidson.

https://www.harley-davidson.com/eu/en/motorcycles/2018/sportster/iron-1200.html

Ou seja, a partir dos 25K€-26K€ compras uma Harley, abaixo disso compras uma harley. Há claramente duas divisões muito marcadas.

A Yamaha tem do melhor até ao menos bom. Algumas custom e naked tiveram um corte de custos óbvio.

Abril 09, 2018, 17:09:13, 17:09
Responder #23

Sapiens21

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Bem, não pretendo ser "picuinhas" com a questão dos materias e qualidade do produto, mas se dou €20.000...€22.000...€24.000 por uma moto da Harley, acho eu que deveriam vir já com os mesmos cuidados de pintura, montagem e materiais aplicados nas mais caras.

Mas isto sou eu a pensar assim... Até porque existe quem seja entendido neste tema e fundamentando a sua opinião, pelo que faço somente este breve comentário.  :nice: :nice:

A propósito, vi recentemente algo numa moto de €15.000 (secção de soldadura) e que achei muito pouco admissível.
Ao ponto de encontrar na mesma marca e por cerca de metade do preço, um maior cuidado. Por isso e se antes já acreditava em tudo, agora ainda mais...

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Abril 09, 2018, 17:50:02, 17:50
Responder #24

pedroareias

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A GoldWing nova, que custa 34500€ na versão mais equipada tem sido muito criticada pela qualidade de acabamentos e pintura.

Tem uma "esponja" para meteres o telemóvel. A este preço.

Bem, não pretendo ser "picuinhas" com a questão dos materias e qualidade do produto, mas se dou €20.000...€22.000...€24.000 por uma moto da Harley, acho eu que deveriam vir já com os mesmos cuidados de pintura, montagem e materiais aplicados nas mais caras.

Mas isto sou eu a pensar assim... Até porque existe quem seja entendido neste tema e fundamentando a sua opinião, pelo que faço somente este breve comentário.  :nice: :nice:

A propósito, vi recentemente algo numa moto de €15.000 (secção de soldadura) e que achei muito pouco admissível.
Ao ponto de encontrar na mesma marca e por cerca de metade do preço, um maior cuidado. Por isso e se antes já acreditava em tudo, agora ainda mais...

Abril 09, 2018, 18:15:57, 18:15
Responder #25

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Pedro, tive a oportunidade de a ver ao vivo e naquele cinza mate também não apreciei.
Não vi falhas de qualquer género, mas era uma pintura que não me dizia nada de especial. A sério. Possivelmente será diferente com outras cores, não sei...
A certa distância é engraçada, mas o mate mesmo ali junto a ela...deu-me a sensação de ser como outra qualquer a custar menos de 1/3.

Quanto aos acabamentos, aí não concordo de todo. O que vi é impressionante. Repito...o que eu vi.
Nada como ir a um concessionário e perceber in loco, numa apreciação ali com a moto na presença.

Que tal este próximo sábado, Pedro?
Dá-te jeito...?  :nice:

Pretendo "estreitar o conhecimento" com aquele 6 cilindros, esta semana... :)

Aquela que vi custa menos uma CrossRunner, ou seja, cerca de uns €10.000 menos que a mais cara e equipada.





« Última modificação: Abril 11, 2018, 09:12:29, 09:12 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Abril 09, 2018, 18:24:07, 18:24
Responder #26

jmartins13

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Os acabamentos de uma Harley de 24000 euros, já são do patamar de topo, e acima disso só se fôr uma Cvo. E quem diz que uma fat boy destas últimas não tem um acabamento fenomenal, é porque fala só de fotos, nunca viu ao vivo de certeza....ou então é aquela cegueira "Honda".
Já agora uma pcx tem o mesmo nível de uma goldwing?????

Até podem existir japonesas com qualidades ditass  duperiores a melhores preços e com melhores preços e argumentos....o problema é que nunca serão Harleys.....é como se diz...lagartixa não vira jacaré.😚

Abril 09, 2018, 18:47:07, 18:47
Responder #27

Sapiens21

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Jmartins, não entres por aí. :nice:
Se o fizeres corres o risco de te ser apontada a "cegueira Harley", por alguém.

Adoraria testar uma Harley e o que já vi demonstra de facto uma pintura que até para um leigo na matéria "salta a vista" ser muito boa.

Mas sou-te totalmente franco, olho para esta FatBob e falta-lhe algo que me atraia mesmo.

Lembras-te daquele belo tópico que criaste com o line-up da H-D para 2018??

http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=2424.0#top

Pois é aquela diferenciação existente com os acessórios FXFB, que me prende por completo.
« Última modificação: Abril 09, 2018, 18:49:04, 18:49 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
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Dalai Lama

Abril 09, 2018, 19:13:46, 19:13
Responder #28

jmartins13

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 Há muito mais na Harley do que a fatbob e a sportster. Vai vê-las ao vivo e depois falamos.
Eu não tenho cegueira, tenho uma paixão por umas motos míticas e únicas, para além de um sentido objectivo.
Já tive  muitas motos, experimento outras tantas e reconheço objectivamente as suas qualidades e defeitos.

Abril 09, 2018, 22:03:00, 22:03
Responder #29

pedroareias

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jmartins13:

Concordo contigo "cosmeticamente". Ainda não andei em nenhuma.

Uma Fat Boy é já do segmento superior. Também com o 114 e a dois tons custa 25250€+despesas: https://www.harley-davidson.com/pt/pt/motorcycles/2018/softail/fat-boy/detailed-specs-and-pricing.html

Uma Ultra Limited está a "a partir de" 30700€: https://www.harley-davidson.com/pt/pt/motorcycles/2018/touring/ultra-limited.html

Os materiais custam dinheiro. A mão-de-obra custa dinheiro. Quem sabe o que é bom não se contenta com uma SuperLight 125.

Abril 10, 2018, 12:06:47, 12:06
Responder #30

dfelix

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A GoldWing nova, que custa 34500€ na versão mais equipada tem sido muito criticada pela qualidade de acabamentos e pintura.

Só que quando compras uma GoldWing estás a pagar por um produto que transborda soluções mecânicas e electrónicas que pretendem optimizar conforto e a experiência de utilização que se pretende numa tourer.
Tem uma "esponja" para meteres o telemóvel... e dashboard que parece um 747!
Pegas numa GoldWing, passageiro e bagagem e segues estrada fora até ao fim do mundo confortávelmente focada na experiência sem preocupações com o brilho dos cromados.

Quando compras uma street ou road glide estás a pagar por um produto  uma construção tradicional e uma cosmética enquadrada com o segmento onde é sempre será referência.
Os novos quadros introduzidos este ano aparentam ser um enorme salto face ao passado, ainda assim seguem uma receita conservadora. Não encontras uma nova interpretação do clássico como nas Indian. Nem a opção por materiais exóticos como numa Diavel.
Porque não precisa. Porque não é a "cena" deles. Porque não é isso que faz a HD vender mais.
Optar por uma versão CVO destas poderá significar mais equipamento e até algumas gadgets. Mas paga-se sobretudo por uma "dose cavalo" de glamour. Algo que na prática só faz a diferença para um vasto público que segue uma abordagem predominantemente "poser".

Os materiais custam dinheiro. A mão-de-obra custa dinheiro.

E o branding vale dinheiro!
Muito.

Sim... é certo que os custos de produção de um produto premium são sempre mais elevados.
Mas, uma marca com uma imagem forte permite escalar esse valor.
E a HD é exemplar nisso.

A Huawei pode lançar excelentes smartphones... e até podem vender bem devido ás suas especificações.
Mas nunca serão tão desejados como os da Apple.

Quem sabe o que é bom não se contenta com uma SuperLight 125.

A SuperLight 125 é uma excelente opção para quem gosta de cruisers e está limitado á condução duma 125.
E uma das razões porque é bem sucedida comercialmente está no facto de não ter concorrência.

Abril 10, 2018, 13:56:19, 13:56
Responder #31

pedroareias

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DFelix: tecnologicamente ou em equipamento, o que é que a nova GoldWing tem que uma Ultra Limited 2018 não tem?

Tudo, desde rádio, GPS, Bluetooth, travagem combinada e ABS com as últimas funções. Keyless, integração com Apple e Android auto ("Boombox"), etc, etc...

As pessoas assumem que, pelo aspecto que tem, a Harley "obviamente" está parada no tempo.

https://www.harley-davidson.com/us/en/motorcycles/2018/touring/ultra-limited/detailed-specs-and-pricing.html

Nem pensar, a Harley é uma empresa Americana, portanto com acesso a tecnologia: https://www.youtube.com/watch?v=WPgsLXNDZO4&t=434s

É um bocado como dizer que se prefere um Seiko a um International Watch por causa da tecnologia...


Abril 10, 2018, 15:39:04, 15:39
Responder #32

HBeiras

  • Visitante
Um bom SEIKO custa no minino 500€ enquanto que um IWC, dependendo da série, modelo, etc nunca menos de 1000€.

Uma GoldW e HD andam em patamares de preço de muito semelhantes.



Abril 10, 2018, 15:41:24, 15:41
Responder #33

dfelix

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DFelix: tecnologicamente ou em equipamento, o que é que a nova GoldWing tem que uma Ultra Limited 2018 não tem?

A GoldWing tem um flat-six ausente de vibrações que há 20 anos atrás já recorria uma embraiagem que parece manteiga. E que agora até passou a ser disponibilizado com DCT.
A Ultra Limited tem um V-twin arrefecido a ar cujo maior avanço tecnológico foi passar a ter 4 válvulas!
Suponho que estes novos tenham melhores sinoblocos e já não seja necessária duas mãos para accionar a embraiagem.

A Goldwing tem como elemento estutural um quadro em aluminio injectado num molde projectado e simulado de forma computacional para uma correcta distribuição do peso.
A Ultra Limited assenta numa tradicional estrutura em aço tubular.

A nova Goldwing recorre a uma nova abordagem na suspensão frontal muito identica ao duolever das bmw que oferece inúmeras vantagens no handling e no afundamento que é mais evidente em motos deste peso.
A Ultra Limited tem uma "inovadora" forquilha telescópica (para a HD) produzida por uma subsidiária da Honda.

A GoldWing utiliza o banalissimo sistema "Pro Link" no seu monobraço em aluminio fundido que serve de cárter ao veio de transmissão.
A Ultra Limited recorre a dois amortecedores (que só seriam algo obsoleto se estivessemos a comparar a XJR com uma Big Four) fixados a um braço oscilante convencional que é indiscutivelmente um avanço face ás duas barras de aço que usavam no passado.

OK.. a HD agora é equipada por um sistema de travagem desenvolvido pela Brembo especificamente para os seus produtos.
Acredito que até sejam melhores e mais eficientes (pelo menos são mais bonitos) que os da Honda. Até convém... porque apesar de serem motos projectadas para velocidades cruzeiro muito inferiores... são também substancialmente mais pesadas.

Tudo, desde rádio, GPS, Bluetooth, travagem combinada e ABS com as últimas funções. Keyless, integração com Apple e Android auto ("Boombox"), etc, etc...

Sim, ao nível de gadgets já oferecem o que mesmo que outros construtores.
Este tipo de tecnologia também é actualmente muito barato e a tendência é massificar.

Muda muito a forma como organizam no dashboard.
E na actual geração, a HD demonstra muito maior cuidado na integração das modernices sem destoar com os elementos mais clássicos.
Na gerações anteriores, aquele LCD era tenebroso. Parecia uma PSP ali encastada!


Nem pensar, a Harley é uma empresa Americana, portanto com acesso a tecnologia:

Sim..
Até porque o acesso à tecnologia pode perfeitamente ser feito através de terceiros.

Há 20 anos atrás, para la desenvolver o "Revolution" (que surgiu na V-Rod e foi o primeiro refrigerado a liquido e a superar a barreira dos 100cv) recorreram à porsche.

E tal como esse, muitos outros casos se sucedem.
Outro gritante foi Helicon, desenvolvido pela Rotax que não cumpriu alguns requisitos cosméticos e acabou remetido para a Buell (na altura ainda subsidiária) e introduzido na 1125R.

Nem coloco muito em causa o facto da HD ter ou não acesso directo ou indirecto a tecnolgia.
Muito menos coloco em causa o facto dos EUA serem capazes de criar e produzir... quando a história tem nos provado exactamente que sim.

Penso que o mais importante aqui é entendermos que a HD é um construtor de motos, que subsiste da venda das mesmas. E que o seu principal público alvo adquire os seus produtos por paixão.
Isto significa que a tradição e a orientação dos seus produtos deve obedecer a uma série de regras.
E algumas dessas regras passam mesmo por abordagens mais conservadoras a determinadas escolhas tecnológicas que possam colocar em causa a sua imagem mais tradicional.


A GoldWing é uma tourer desenhada para o motociclista que pretende pega na sua companhia, bagagem e lançar-se à estrada para devorar asfalto.
A Ultra é uma tourer que satisfaz um determinado estilo de vida que a Harley "vende".
A CVO Limited é uma versão excêntrica da mesma moto destinada a posers.

« Última modificação: Abril 10, 2018, 15:48:12, 15:48 por dfelix »

Abril 10, 2018, 19:05:42, 19:05
Responder #34

pedroareias

  • Visitante
DFelix: só li isto e parei (já vou ler mais):

"A Goldwing tem como elemento estutural um quadro em aluminio injectado num molde projectado e simulado de forma computacional para uma correcta distribuição do peso."

As KTM 1290 têm quadros em aço, tal com as Harley.

E todos, até a AJP têm quadros projectados computacionalmente. Sou capaz de saber alguma coisa disso.

O que é que tem de "high tech" ou difícil o alumínio injectado? Se fossem peças complexas forjadas a frio, aí talvez desse o braço a torcer.

Já agora uma pergunta aos especialistas de bancada:

O que fica mais "leve": um quadro em

1) Alumínio 7075 (aprox. 2800 Kg/m^3),
2) Aço Reynolds 953 (aprox. 7850 Kg/m^3),
3) Magnésio Elektron 675 (aprox. 1800 Kg/m^3)
4) Titânio 6AL4V (aprox. 4420 Kg/m^3)
5) Esferovite (aprox. 15 Kg/m^3)

A resposta é "depende". Depende de dezenas de propriedades e da geometria do quadro. Se usarem optimização topológica normalmente o aço sai favorecido. Se quiserem saber mais, aconselho o livro do Ashby "Materials Selection in Mechanical Design"

Link para o pdf:
http://booksee.org/dl/1216767/8ddc22
« Última modificação: Abril 10, 2018, 19:49:48, 19:49 por pedroareias »

Abril 10, 2018, 19:41:42, 19:41
Responder #35

jmartins13

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Saõ duas motos diferentes, duas visões dentro de duas empresas distintas, cada uma dentro da sua filosofia e posicionamento das marcas.

O cliente Honda, não ia querer uma moto com o carácter Harley, nem o cliente Harley iria querer uma moto com falta de carácter como a Honda, certo? Cada macaco no seu galho.
No entanto, acredito no mundo inteiro terem sido vendidas mais Harleys Touring do que Goldwings, tão certo como o continente americano (que é grandote) ter sido cruzado mais vezes ao tremer dos motores V2 Harley do que os 6 cilindros Honda.

Quanto ao CVO ser para posers...lol. será posers ou clientes que querem ir mais além em exclusividade dentro de uma marca já por si exclusiva? Depende da carteira.
Uma coisa e certa, o Designs das Touring americanas tem sido intemporal, e pouco mudou. Já a Goldwing, fica com o Design bastante marcado nas décadas. Olho para uma Ultra e é uma Ultra, uma goldwing dos anos 90, é demasiado evidente a época de lançamento, resultando num Design pouco desejado e descontextualizado, factor pelo qual, torna-se mais difícil a venda em usado.

Ainda em relação às CVO, o ano passado na Fil, quando entrei, fiquei surpreendido, pois tocava AC-DC bem alto e com grande qualidade,  e até pensei, que a organização do evento estava a "esticar-se"...mas oppss.... afinal aquele som que enchia todo o pavilhão com volume e qualidade, vinha da CVO que lá estava ::P: ::P: ::P: ...lá está...só para posers...espero que a goldwing nunca faça isso nas suas motos, afinal o cliente Honda não gosta de sentir vibrações, muito menos qualidade musical em muitos Db...nºao vá ficar entusiasmado, sentir a vida, e ainda querer ser um poser com uma CVO :megafeliz: :megafeliz:

Abril 10, 2018, 19:55:56, 19:55
Responder #36

dfelix

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O senhor engenheiro quer mesmo comparar isto...


(este é o das nova linha softail e que corresponde a uma inovação face ao tradicional)

... com isto?




O que é que tem de "high tech" ou difícil o alumínio injectado? Se fossem peças complexas forjadas a frio, aí talvez desse o braço a torcer.

Produzir algo em aluminio injectado neste contexto não oferece grande dificuldade no presente.
Sobretudo quando existem ferramentas que permitem de forma computacional ("high tech"?)  agilizar todo o processo desde a concepção, projecção, construção dos moldes ao proprio processo de forja e até controlo de qualidade.

Qualquer um pode se armar em Britten e projectar, criar moldes e forjar a frio a estrutura que idealizou.
Envolve enorme complexidade e dá certamente imenso trabalho.
O que não significa que o resultado fique lá grande coisa caso o desenho não tivesse em consideração coisas que podem já ser projectadas e simuladas de forma computacional.

Ainda assim estamos a falar dum tipo de concepção que tem objectivos claros.

No caso da Harley... não tenho dúvidas que o façam recorrendo a tecnologia.
Até porque torna mais fácil todo o processo industrial de corte, quinagem e soldadura.
Mas só mesmo isso.
Porque no geral continuam hoje muito semelhantes ao que já produziam há 50 anos.

Abril 10, 2018, 20:28:23, 20:28
Responder #37

pedroareias

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DFelix:

Porque é que há diferenças? É nas cores, na sofisticação aparente da geometria?

Não leves a mal, mas tu falas de "computacional", é sobre o quê, especificamente? Elementos finitos, meshless, optimização, isogeométrico? Ou a parte de geometria?

Convirá especificar. Pode ser fabrico (CNC e derivados), é isso?

Há Conferências Mundiais sobre o tema como um todo, por exemplo a "World Congress on Computational Mechanics": WCCM 2018 http://www.wccm2018.org/.
Tenho ido muitas vezes e estão lá todos.
É este ano em Nova-Iorque e estou a organizar um Mini-Simpósio (nº820) sobre o tema das estruturas finas, para além de dar uma apresentação sobre este tema.

Já fiz o Ph.D. há 15 anos (nesta área e na Universidade do Porto), adoro este tema, trabalho há 22 anos no tema, passei a tarde de hoje com aeroespaciais e com especialistas em materiais compósitos mas fico cansado quando venho aqui porque vocês não são específicos.

É esgotante.

Resumindo:
DFelix: de que é que estás a falar? O quadro da Harley é "simplório", é isso? O da KTM é "sofisticado", é isso?

O alumínio é também "mais sofisticado" que o aço, é isso que assumes?

Sem falarmos isto não tem qualquer eficiência.

O senhor engenheiro quer mesmo comparar isto...


(este é o das nova linha softail e que corresponde a uma inovação face ao tradicional)

... com isto?




O que é que tem de "high tech" ou difícil o alumínio injectado? Se fossem peças complexas forjadas a frio, aí talvez desse o braço a torcer.

Produzir algo em aluminio injectado neste contexto não oferece grande dificuldade no presente.
Sobretudo quando existem ferramentas que permitem de forma computacional ("high tech"?)  agilizar todo o processo desde a concepção, projecção, construção dos moldes ao proprio processo de forja e até controlo de qualidade.

Qualquer um pode se armar em Britten e projectar, criar moldes e forjar a frio a estrutura que idealizou.
Envolve enorme complexidade e dá certamente imenso trabalho.
O que não significa que o resultado fique lá grande coisa caso o desenho não tivesse em consideração coisas que podem já ser projectadas e simuladas de forma computacional.

Ainda assim estamos a falar dum tipo de concepção que tem objectivos claros.

No caso da Harley... não tenho dúvidas que o façam recorrendo a tecnologia.
Até porque torna mais fácil todo o processo industrial de corte, quinagem e soldadura.
Mas só mesmo isso.
Porque no geral continuam hoje muito semelhantes ao que já produziam há 50 anos.

Abril 10, 2018, 20:37:51, 20:37
Responder #38

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
(....)
O cliente Honda, não ia querer uma moto com o carácter Harley, nem o cliente Harley iria querer uma moto com falta de carácter como a Honda, certo? Cada macaco no seu galho.
(....)
Olho para uma Ultra e é uma Ultra, uma goldwing dos anos 90, é demasiado evidente a época de lançamento, resultando num Design pouco desejado e descontextualizado, factor pelo qual, torna-se mais difícil a venda em usado.
(....)


Aquilo que basicamente queres dizer é que a Harley tem a capacidade de vender praticamente o mesmo look, com vários anos a separá-las, dando ao cliente a ideia que tem sempre uma moto actual...

Nisso é diferente de praticamente todas as marcas, garantidamente.
Mas...há muita gente que também não está para isso e de certeza que não é por falta de "carácter".

Aliás, sobre o carácter ou falta dele, parece-me ser um tema tão subjectivo quanto as diferenças existentes entre uma Fatbob e uma LiveWire.

O que é certo é que têm a ousadia de vender, por exemplo, o mesmo look de 1990...em 2015, com 25 anos a separá-las.

Nem a Porsche se dá a tanto no seu 911. :)
Resta saber até quando a "receita" dará resultado...

É que ver sempre o mesmo também tem que se lhe diga...e há quem procure algo mais.



 
1990.....



2015.....25 anos depois
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Abril 10, 2018, 21:29:40, 21:29
Responder #39

jmartins13

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(....)
O cliente Honda, não ia querer uma moto com o carácter Harley, nem o cliente Harley iria querer uma moto com falta de carácter como a Honda, certo? Cada macaco no seu galho.
(....)
Olho para uma Ultra e é uma Ultra, uma goldwing dos anos 90, é demasiado evidente a época de lançamento, resultando num Design pouco desejado e descontextualizado, factor pelo qual, torna-se mais difícil a venda em usado.
(....)


Aquilo que basicamente queres dizer é que a Harley tem a capacidade de vender praticamente o mesmo look, com vários anos a separá-las, dando ao cliente a ideia que tem sempre uma moto actual...

Nisso é diferente de praticamente todas as marcas, garantidamente.
Mas...há muita gente que também não está para isso e de certeza que não é por falta de "carácter".

Aliás, sobre o carácter ou falta dele, parece-me ser um tema tão subjectivo quanto as diferenças existentes entre uma Fatbob e uma LiveWire.

O que é certo é que têm a ousadia de vender, por exemplo, o mesmo look de 1990...em 2015, com 25 anos a separá-las.

Nem a Porsche se dá a tanto no seu 911. :)
Resta saber até quando a "receita" dará resultado...

É que ver sempre o mesmo também tem que se lhe diga...e há quem procure algo mais.



 
1990.....



2015.....25 anos depois
[img]https://s7.postimg.org/72dv0wymj/2015-_HD-_Electra-_Glide-_Ultra-_Classic-_Low-2.jpg[/springer windshield]



Exacto! Timeless....

E não esquecer que a Triumph basicamente tem a mesma abordagem na maior parte dos modelos.
Mesmo look, pois afinal é isso que o cliente procura, com inovação tecnológica q.b. apenas a suficiente para não descaracterizar o que as torna únicas, a identidade e experiência de condução inigualáveis. É isso que muita gente não consegue perceber...e porquê?...simplesmente não lhes meteram as unhas ;)

Curiosamente, após estes anos todos a moda das baggers pegou, tanto que até lançaram a streetglide, uma bagger mais orientada para a cidade. E não é que pegou?  :cool:
« Última modificação: Abril 11, 2018, 00:54:17, 00:54 por jmartins13 »

Abril 10, 2018, 23:17:41, 23:17
Responder #40

Cross

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Mais uma guerra de ferros com plásticos?!?

Comparar o que não é comparável e principalmente com argumentos completamente subjetivos.

Estou completamente de acordo com o que foi dito.

Também acho que... O cliente Harley, não ia querer uma moto com o carácter Honda, nem o cliente Honda iria querer uma moto com falta de carácter como a Harley.....

Cada um gosta do que gosta e estar a discutir baseado em gostos...

Por outro lado temos a discussão técnica que por sinal ou se faz no sentido restrito dos modelos específicos e faz sentido, porque no sentido lato dos modelos destas duas marcas no geral existirá alguma diferença que é bastante grande e clara e despensa argumentos.

Sobre a venda de motociclos mais de 600cc --- O mercado é maior na Europa que nos estados unidos.
Sim a Harley vende mais nos USA mas o resto do mundo apenas 50.000 unidades de diferença. Os números da Honda são pelos menos 3 a 4 vezes maiores em tudo.

Sobre os Euros... Continua-se a misturar "preço" com "valor" das mesmas que são coisas muito diferentes. Objectivo vs Subjectivo.

Senão porque não se pode dizer que uma CVO ou Goldwind são caríssimas para o que oferecem... Ferros pesos pesados, e o que fazem não fazem lá muito bem.... Que dizer de uma RC213V-S que custa 188.000 Euro? Não vale nada claro e faz tudo perfeito :)




Bom Senso e Senso Comum nunca fez mal a ninguém!

Abril 11, 2018, 00:42:18, 00:42
Responder #41

jmartins13

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Mais uma guerra de ferros com plásticos?!?

Comparar o que não é comparável e principalmente com argumentos completamente subjetivos.

Estou completamente de acordo com o que foi dito.

Também acho que... O cliente Harley, não ia querer uma moto com o carácter Honda, nem o cliente Honda iria querer uma moto com falta de carácter como a Harley.....

Cada um gosta do que gosta e estar a discutir baseado em gostos...

Por outro lado temos a discussão técnica que por sinal ou se faz no sentido restrito dos modelos específicos e faz sentido, porque no sentido lato dos modelos destas duas marcas no geral existirá alguma diferença que é bastante grande e clara e despensa argumentos.

Sobre a venda de motociclos mais de 600cc --- O mercado é maior na Europa que nos estados unidos.
Sim a Harley vende mais nos USA mas o resto do mundo apenas 50.000 unidades de diferença. Os números da Honda são pelos menos 3 a 4 vezes maiores em tudo.

Sobre os Euros... Continua-se a misturar "preço" com "valor" das mesmas que são coisas muito diferentes. Objectivo vs Subjectivo.

Senão porque não se pode dizer que uma CVO ou Goldwind são caríssimas para o que oferecem... Ferros pesos pesados, e o que fazem não fazem lá muito bem.... Que dizer de uma RC213V-S que custa 188.000 Euro? Não vale nada claro e faz tudo perfeito :)


Alguém resolveu de facto minar este tópico de um test-drive a uma HD com a introdução de uma moto Honda...cof..cof....vai-se lá saber porquê :stuck_out_tongue_winking_eye:

Abril 11, 2018, 01:27:04, 01:27
Responder #42

dfelix

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O cliente Honda, não ia querer uma moto com o carácter Harley, nem o cliente Harley iria querer uma moto com falta de carácter como a Honda, certo?

E é isto!  :nice:

...tão certo como o continente americano (que é grandote) ter sido cruzado mais vezes ao tremer dos motores V2 Harley do que os 6 cilindros Honda.

Falar de V2 Harley é algo muito genérico, sobretudo quando dentro da marca apenas alguns modelos muito específicos se podem considerar partilhar o mesmo mercado.

Tal como não deixa de ser curioso que EUA sejam o principal mercado da Goldwing.

Quanto ao CVO ser para posers...lol. será posers ou clientes que querem ir mais além em exclusividade dentro de uma marca já por si exclusiva?

Não será mais ou menos a mesma coisa?
São escolhas excêntricas que servem acima de tudo para preencher o ego, e em termos práticos servem sobretudo para decorar alguma garagem.

Isto não é exclusivo da HD. Acontece com Ducati, MV Agusta e algumas outras que oferecem produtos deste tipo.
E não há mal absolutamente nenhum nisso.

Uma coisa e certa, o Designs das Touring americanas tem sido intemporal, e pouco mudou. Já a Goldwing, fica com o Design bastante marcado nas décadas.

Isto vai de encontro ao que já escrevi por aqui dezenas de vezes:
A Goldwing é uma tourer que tem acompanhado a evolução dos tempos.
Já a HD vende um estilo de vida, Pelo que o aspecto clássico e construção conservadora responde ao que o cliente procura e espera duma moto da marca.

...espero que a goldwing nunca faça isso nas suas motos, afinal o cliente Honda não gosta de sentir vibrações, muito menos qualidade musical em muitos Db...

Quando experimentei a K1600GT, a primeira coisa que me ocorreu foi ligar o rádio.
Só que a moto era nova e pelos vistos ainda ninguém tinha pensado nisso. Não tinha nenhum posto sintonizado pelo que automáticamente ficou em onda média. O que sustentou ainda mais o meu preconceito de que motos deste tipo, sobretudo da BMW são para velhos!
 :)

Já fiz o Ph.D. há 15 anos (nesta área e na Universidade do Porto), adoro este tema, trabalho há 22 anos no tema, passei a tarde de hoje com aeroespaciais e com especialistas em materiais compósitos mas fico cansado quando venho aqui porque vocês não são específicos.

Um currículo tão vasto e ainda assim não consegues perceber a diferença entre um quadro projectado para privilegiar a maneabilidade,  distribuir de forma equilibrada as massas, garantir rigidez onde é mais necessário com um baixo peso... de algo que pretende apenas juntar o motor a umas rodas e suportar um vasto número de adereços.
 :-\

DFelix: de que é que estás a falar? O quadro da Harley é "simplório", é isso? O da KTM é "sofisticado", é isso?

De uma forma muito superficial... pode-se dizer que sim.

A KTM é provavelmente o construtor que no presente demonstra estar ao melhor nível no que diz respeito a estas soluções em treliça.
Aliás, é inclusive o único a apostar nesta abordagem ao nível da alta competição.

A HD produz estruturas não muito diferentes do que já fazia há meio século.
A tecnologia a que recorre é no sentido de optimizar de forma quantitativa e qualitativa a produção.. e porque os automatismos assim o obrigam. Tal como supostas evoluções surgem porque leis, regras ou regulamentos o tornam necessário.
Exemplo desta reformulação das softail.
De outra forma, muito provavelmente a maioria do catálogo ainda seria hardtail e haveriam springers como a do jmartins!

O alumínio é também "mais sofisticado" que o aço, é isso que assumes?

Não entendo ao certo o que queres dizer com ser "mais sofisticado", sobretudo no contexto de materiais.
Tal como não sei se a questão terá rasteira, já que aquilo que vulgarmente designamos por alumínio são na realidade ligas mais complexas.

Duma perspectiva histórica, sim... podemos considerar que a introdução do alumínio trouxe abordagens "mais sofisticadas".

Quando a Suzuki lançou nos anos 80 a "marreca", o quadro totalmente concebido em aluminio (na altura dobrado e soldado) foi uma valente pedrada no charco. Sobretudo no que diz respeito à redução de peso.

Pouco tempo depois quando a Yamaha introduz o Deltabox recorrendo a alumínio injectado sob pressão para obter formas mais complexas reduzindo a necessidade de soldaduras e evitando bolhas de ar... lançou o mote para aquilo que é um standard nos dias de hoje.

Sim... houve quem continuasse a produzir boas soluções em aço.
Porém, até a própria Ducati que tinha a treliça fortemente associada à sua imagem de marca abandonou nas suas SBK em detrimento de soluções de motor portante.

Aquilo que basicamente queres dizer é que a Harley tem a capacidade de vender praticamente o mesmo look, com vários anos a separá-las, dando ao cliente a ideia que tem sempre uma moto actual...

Não sei se o sucesso está em dar ao cliente a ideia que tem sempre uma moto actual... se dar ideia que a moto actual é a mesma de outros tempos.

Nenhum construtor está interessado na malta que atira postas de pescada em forums...
O que realmente interessa é aquele que materializa vendas. Que no caso da HD é bastante conservador.

Todas as abordagens que a marca seguiu que de certa forma quebravam com a tradição deram sempre que falar.
O jmartins que é cliente da marca e pelos vistos já anda nisto há uns tempos pode confirmar qual foi a reacção duma vasta maioria de clientes quando foram apresentadas as VSRC.
 :)

É que ver sempre o mesmo também tem que se lhe diga...e há quem procure algo mais.

Sim, e existem opções para quem procure "algo mais".

A Victory desempenhava essa função. Mas faltava-lhe carácter.
A aquisição do nome Indian poderia à partida resolver isso. Mas não.
O "algo mais" já provou não ser argumento suficiente para competir com um nome tão forte quanto o da HD.
« Última modificação: Abril 11, 2018, 01:41:00, 01:41 por dfelix »

Abril 11, 2018, 01:47:30, 01:47
Responder #43

pedroareias

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DFelix: não sabemos à partida qual das soluções é mais leve mantendo as outras propriedades. Estando as peças já feitas podemos pesá-las, mas será que estamos a comparar a mesma coisa?

Provavelmente o quadro da KTM em aço é mais leve do que muitos em Alumínio (olha do que a minha CBF que é de Alumínio fundido é de certeza).

PS: quando se diz "aço" obviamente que é uma liga Ferro-Carbónica, com menos do que 2.1% de Carbono+ inúmeros elementos de liga + tratamentos térmicos e termo-químicos como a carbo-nitruração, têmperas, revenidos, etc....+ encruamento. O mesmo para o Alumínio, embora neste caso o elemento de liga mais comum é o Zinco, usado na série 7000, e a difusão sólida a forma mais usual de endurecer o Alumínio.

Mas repara, uma ponte Romana é tosca e pesada mas ainda lá está e vai ultrapassar a ponte Vasco-da-Gama certamente em longevidade. Ou seja há propriedades que também têm de participar na comparação para sermos honestos.

Para as mesmas propriedades, um quadro em aço optimizado pode ser mais leve do que de alumínio também optimizado.

A geometria também é diferente, não é por acaso que a distribuição espacial dos materiais é distinta.

À partida não se sabe. São dezenas de propriedades requeridas + a geometria adequada ao material.

Eu inseri atrás um link para um livro sobre o tema da selecção de materiais.

Há aços com 2GPa de tensão de rotura, cf. http://www.reynoldstechnology.biz/materials/steel/s-953/


Nenhuma liga de alumínio (que é 3x menos denso do que o aço) (mesmo das séries usuais 2000, 6000, 7000 e 8000) "sonha" sequer com esses números.

Estando a peça optimizada, materiais mais densos tornam-se competitivos, porque inseres cavidades onde não é necessária a presença do material.

Ou seja, se o material estiver a ser utilizado de forma óptima, há casos em que os metais pesados podem compensar.

Um exemplo? O metal de construção mais denso é o Tungsténio. É utilizado, desde ferramentas até em projécteis.

Faz sentido? Tu dizes que o quadro da Harley é tosco. Eu não sei. Sabes qual é o tubo usado ao certo?

Já agora, um link para o "desenho" sintetizado:


« Última modificação: Abril 11, 2018, 01:55:17, 01:55 por pedroareias »

Abril 11, 2018, 02:03:56, 02:03
Responder #44

dfelix

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DFelix: não sabemos à partida qual das soluções é mais leve mantendo as outras propriedades. Estando as peças já feitas podemos pesá-las, mas será que estamos a comparar a mesma coisa?

Perdi-me...
Estás a comparar exactamente o quê?  :D
Ainda estamos na temática do ktm vs hd, certo?

Vais continuar a insistir que aquela estrutura que a HD usa para segurar o motor ás rodas e servir de apoio a toda uma série de adereços bling bling é resultado dum sofisticado estudo de engenharia?

Esquece lá isso..


Abril 11, 2018, 02:07:33, 02:07
Responder #45

pedroareias

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Chegaste a abrir o livro que inseri no link?

Ou não é necessário, já sabes o que lá está escrito?

Quando puderes abre, lê e depois podes dizer de tua justiça.


Abril 11, 2018, 02:39:55, 02:39
Responder #46

dfelix

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O livro é demasiado longo e maçudo para estar a olhar para ele agora depois de um dia de trabalho.
Chamou-me a atenção uma pinça da brembo que aparece lá pelo meio.
 :D

De qualquer forma o foco é predominantemente em materiais.
E eu nunca coloquei sequer em causa as vantagens de desvantagens que determinada escolha possa ter no que diz respeito a resultados práticos.

Porém, na minha resposta baseei-me nas diferentes abordagens dos principais construtores ao longo dos últimas décadas e forma como o sucesso dessas escolhas foram definindo tendências.
E se estas tendências foram se consolidando é porque provaram ser soluções mais eficientes.

Mesmo acreditando que a escolha do aço para aquela estrutura utilizada pela HD seja através de sofisticados exercícios de engenharia... aquilo no seu conjunto não deixa de ser algo que serve sobretudo para permitir aparafusar os componentes uns aos outros.


Abril 11, 2018, 09:55:03, 09:55
Responder #47

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
(....)
Alguém resolveu de facto minar este tópico de um test-drive a uma HD com a introdução de uma moto Honda...cof..cof....vai-se lá saber porquê :stuck_out_tongue_winking_eye:

Da minha parte e apesar de o tema não ter sido iniciado por mim - mas face ao que dizes - decidi eliminar a foto que postei mais acima neste tópico.

No entanto cumpre-me dizer que quando se inicia um tópico, num fórum sobre motociclismo, é fácil acabar por se falar noutros modelos e marcas...como se verificou com a menção de várias ao longo do mesmo.
Podia com isto explorar a "cegueira Harley", mas parece-me desadequado fazê-lo...



(....)

Quando experimentei a K1600GT, a primeira coisa que me ocorreu foi ligar o rádio.
Só que a moto era nova e pelos vistos ainda ninguém tinha pensado nisso. Não tinha nenhum posto sintonizado pelo que automáticamente ficou em onda média. O que sustentou ainda mais o meu preconceito de que motos deste tipo, sobretudo da BMW são para velhos!
 :)
(....)

??

Moto deste tipo para velhos?
Que tipo de pessoa ou idade é por ti considerado um "velho"?


(....)
Sim, e existem opções para quem procure "algo mais".

A Victory desempenhava essa função. Mas faltava-lhe carácter.
A aquisição do nome Indian poderia à partida resolver isso. Mas não.
O "algo mais" já provou não ser argumento suficiente para competir com um nome tão forte quanto o da HD.

A Victory??

Deves ter lido aquilo já tarde e a más horas para teres ido buscar esse exemplo.

Com o "algo mais" e no seguimento do que vinha a ser dito, existem as Yamaha Transcontinental, BMW K1600GTL, Honda GoldWing...

------------------------------------

Sobre os quadros de uma H-D e "das outras"...

Sem colocar em causa a qualidade de materiais, tema relativamente ao qual não pretendo entrar, ainda assim parece-me que é o mesmo que - no que toca a quadros e da sua aparente complexidade - olhar para um desenho (simples riscos) do meu puto mais pequeno...




E para um da minha filha pouco mais velha.

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Abril 11, 2018, 10:48:11, 10:48
Responder #48

jmartins13

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Isso quer dizer que quanto mais velhos mais aperfeiçoados?...Então a Harley está mais desenvolvida portanto, é isso?  :smiley:

Abril 11, 2018, 10:52:25, 10:52
Responder #49

dfelix

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Moto deste tipo para velhos?
Que tipo de pessoa ou idade é por ti considerado um "velho"?

Refiro-me ao "prazer" numa utilização quase vegetativa onde só falta a mantinha sobre as pernas.
Só não digo que é como se estivessem em frente da televisão... pois um LCD já se tornou no standard neste segmento!

E não tem a ver com idade...
Até porque conheço malta veterana cheia de sangue na guelra.

Deves ter lido aquilo já tarde e a más horas para teres ido buscar esse exemplo.

Está longe de ser um mau exemplo.
A Cross country e a Vision são produtos que seguem a mesma abordagem das tourers da HD, mas recorrendo a "algo mais"... nomeadamente a construção e algumas soluções menos conservadoras.

Com o "algo mais" e no seguimento do que vinha a ser dito, existem as Yamaha Transcontinental, BMW K1600GTL, Honda GoldWing...

Indicas várias tourers...
Mas nenhuma delas segue a abordagem das cruiser mais turisticas da HD.

Provavelmente não entendeste a mensagem do jmartins:
O cliente dessas que indicas não ia querer uma moto com o carácter Harley, nem o cliente Harley iria querer uma moto com falta de carácter dessas que indicas.

A Victory tentou entrar nesse mercado. Mas faltou-lhe nome.
Resgatar o nome Indian é uma forma de contornar isso. Ainda assim...