Autor Tópico: Porque é que o CrossPlane soa assim? (Assim como o 4 em linha)  (Lida 3470 vezes)

Setembro 14, 2018, 08:14:37, 08:14
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Velasquez

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A explicação está muito boa assim como a diferença dos tempos de combustão dá para perceber porque o ouvimos assim (mais para o fim do vídeo)

Representação audiovisual.



A explicação, pessoalmente, acho que está fantástica!

« Última modificação: Setembro 14, 2018, 10:19:52, 10:19 por Velasquez »

Setembro 14, 2018, 11:08:12, 11:08
Responder #1

Africandruglord

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Muito interessante o video,  vou ver quando tiver tempo.
Tendo eu 2 animais em casa com esta tecnologia posso afirmar que o som que emitem é verdadeiramente único.
Ontem já  chegou o akrapovic pra Mito, mal posso esperar para que fique assim:


   [/youtube]
« Última modificação: Setembro 14, 2018, 11:10:15, 11:10 por Africandruglord »

Setembro 14, 2018, 21:05:44, 21:05
Responder #2

Africandruglord

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A parte de explicar o porquê do som está muito bom, nunca tinha compreendido.

Mesmo só com a simulação daquele canal já se consegue ouvir o som típico dos inline e crossplane e vêr bem a diferença na utilização dos cilindros desde os regimes mais baixos.    :tirarchapeu:





Setembro 15, 2018, 00:01:49, 00:01
Responder #3

Sapiens21

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O vídeo está muito bom e carregado de informação.

Gostei bastante de ouvir as explicações principalmente daquele tipo que ia demonstrando como trabalhavam os  cilindros no interior do motor e a respectiva sequência para conseguir produzir aquela sonoridade.

Os vídeos com as 4 luzes que iam acendendo e que se encontram no Youtube, também foi muito claro.

"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Setembro 15, 2018, 04:38:19, 04:38
Responder #4

dfelix

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A "pièce de résistance" do video é a explicação dada aos 16:10 do video:
"..it's a inline-four that thinks is a v-four!"

Tecnicamente a razão que leva um construtor a adaptar o "crossplane" é exactamente isto!
Aproximar o comportamento de uma configuração inline convencional ao V 90º convencional.

É pena o video não ir buscar como surgiu esta opção que já se tornou tradição na Yamaha.
Pois é bem interessante!

Há umas semanas atrás o tmaxer escreveu aqui algo interessante que tem muito a ver com isto.
Supostamente a história de um japonês da Honda que ao experimentar a 900SS, afirmou que nunca conseguiriam construir nada assim.

Ora bem... a Yamaha tentou.
Portanto, pegou na motorização disto:



E adaptou-a para criar isto:



As semelhanças visuais com a 900SS são enormes.
As semelhanças do ponto de vista de comportamento, entrega e sonoridade também.
E graças a um pequeno truque.


O bicilíndrico paralelo da primeira geração de TDM era um "screamer" convencional com cambota "flat".
O que significa que ao longo das duas voltas necessárias ao motor de 4 tempos completar o ciclo, a ignição dos pistões ocorria de forma alternada.
Algo deste género:

-|---volta 1 -------------|---volta 2 -----------

000--090--180--270--360--450--540--630--(720)
-X---------------------------------------------
--------------------------X--------------------

Olhando para a cambota é perfeitamente possível observar que ambas as bielas estão alinhadas (flat).



Ignição do cilindro 1 aos 0º.
Ignição do cilindro 2 aos 360º.

No V2 as bielas partilham o mesmo pino.
Algo que só é possível graças á disposição quase longitudinal das cabeças.
Olhando para a cambota desta 696 é perfeitamente possível tudo isso, assim como a construção extremamente compacta.



E apesar de ambas as bielas partilharem o mesmo pino (o que torna virtualmente a cambota também como "flat"), a ignição do segundo cilindro é afectada pelo ângulo de 90º existente entre as cabeças.
O resultado é algo deste género:

000--090--180--270--360--450--540--630--(720)
-X---------------------------------------------
--------------------X--------------------------

Ignição do cilindro 1 aos 0º.
Ignição do cilindro 2 aos 360º-90º = 270º.

Esta configuração 270º não é tão eficiente quanto a 360º no que diz respeito a obter potências pico.
Mas provou oferecer uma entrega mais suave, menores vibrações e melhor tracção.

Perante isto como é que a Yamaha obtém no seu bicilíndrico paralelo replicar o mesmo comportamento?
Simples: Roda 90º o pino correspondente ao cilindro 2 para que este chegue ao ponto morto superior não aos 360º...  mas aos 270º (360º-90º).

Esta é a versão "crossplane" da mesma cambota que a Yamaha inaugurou na TRX850 e que posteriormente adaptou também à TDM850.



É perfeitamente possível observar que os "pinos" estão ligeiramente desfasados. 90º para sermos mais precisos.

Hoje em dia são diversos os construtores que têm adotado esta configuração.
Mas a Yamaha tem todo o mérito pela forma como foi a introduziu e popularizou.

Já o crossplane da R1 é uma história diferente.
Ele surge como tecnologia derivada da M1 com que corre no motoGP.
E a M1 não só até ao regresso da Suzuki foi a única inline-four, como ainda é a única competitiva entre V4.

Portanto, uma inline-four com uma configuração que permite comportamento de V4... para ser competitiva entre V4's.
 ;)
« Última modificação: Setembro 16, 2018, 12:31:59, 12:31 por dfelix »

Setembro 15, 2018, 09:32:26, 09:32
Responder #5

Sapiens21

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A explicação da própria marca:
https://www.yamahapart.com/crossplanecrankshaft

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No MotoGP:

"(....)When Yamaha's vibration specialist Masao Furusawa was put in charge of that company's MotoGP racing program in May of 2003, the first problem he tackled was the question of why race bikes with V-4 engines were accelerating harder off corners than bikes with flat-crank inline-fours.

At first, even the question seems crazy, but Furusawa identified one effect that looked possible. With a flat crank, the inline engine’s pistons are all stopped together every 180 degrees, imposing a considerable speed fluctuation on the crankshaft. But in a V engine with two rods per crankpin, when one piston is motionless at TDC or BDC, the other piston is at or near its maximum velocity. Thus, instead of moving energy from the piston inertia into and out of the crankshaft as the inline does, a V engine trades this energy from piston to piston, producing no fluctuation in crankshaft speed.


Furusawa was not sure whether this inline crank-speed fluctuation was directly reducing grip by “jiggling” rear tire speed, or whether the variation was affecting the rider's ability to feel and use maximum grip.

He therefore had his prototype department manufacture a crankshaft with its crankpins at 90-degree spacing instead of 180, and to build also the cams necessary with such a crank. When Valentino Rossi tested a bike with the 90-degree crank against one with the 180-degree crank on January 6, 2004, he was able to accelerate faster off corners with the 90. All Yamaha M1 MotoGP bikes have used the 90-degree crank ever since.(....)"
LINK

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