Autor Tópico: Como engrenar velocidades  (Lida 11933 vezes)

Novembro 05, 2018, 10:47:47, 10:47
Lida 11933 vezes

ricardmag

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Boas !

Isto pode parecer um bocado estúpido porque toda a gente sabe que para reduzir é para baixo e para aumentar é para cima e o ponto morto fica entre a primeira e a segunda.

A minha questão é mais especifica.
A questão é, deve-se ser rápido ou lento (tempo com a embraiagem apertada) a engrenar velocidades?
Ou é diferente se estás a aumentar ou a diminuir?
Faço esta questão no sentido de melhor preservar a caixa de velocidades da mota.

Cumprimentos
"Quando a música acaba, apagam-se as luzes." The Door's


Novembro 05, 2018, 11:08:09, 11:08
Responder #1

ricardmag

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Boas,

estou a falar mais do tempo entre apertar a embraiagem, engrenar e largar a embraiagem.
Por exemplo, já vi muitos em quarta e a aumentar a velocidade e quando vão a meter a quinta demorar cerca de 3 segundos ou mais.
Uma vez que se vai a aumentar a velocidade não se deve ser rápido a engrenar uma velocidade superior, abaixo de um segundo?
Ao diminuir a velocidade e a engrenagem já deve ser ao contrário, demorar mais a engrenar.

Atenção que não estou a dizer que é melhor assim, apenas queria saber como é melhor.

edit: quando falo em tempos falo do tempo entre apertar a embraiagem e engrenar.

Cumprimentos
« Última modificação: Novembro 05, 2018, 11:11:33, 11:11 por ricardmag »
"Quando a música acaba, apagam-se as luzes." The Door's


Novembro 05, 2018, 11:19:51, 11:19
Responder #2

dfelix

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"Gearbox for dummies"

Subir de engrenagem:

#1 Retirar o folga do pedal com a biqueira do pé.
#2 Em subida de regime e à rotação que se considerar conveniente, combinar um rápido corte e retoma da aceleração com um ligeiro aperto da embraiagem e o encosto final no selector.

Nota 1: Em subidas vigorosas de regime, a embraiagem é opcional.
Nota 2: Em regimes baixos ou constantes, o uso da embraiagem é preferencial.


Reduzir de engrenagem:

#1 Retirar o folga do pedal com a biqueira do pé.
#2 Combinar a acção da embaiagem com uma ligeira aceleradela enquanto se acciona a alavanca com o pé.

Nota geral:
Passagens de caixa é para se efectuar rapidamente.
Quanto mais tempo o motor se encontra embraiado, mais difícil será adequar a rotação do motor à rotação a que se encontra a caixa.

Dica:
Imprimir e colar no depósito para consulta quando necessário.  :)

Novembro 05, 2018, 11:24:28, 11:24
Responder #3

ricardmag

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Caro dfelix, era mesmo isso que estava a questionar.

Obrigado e cumprimentos
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Novembro 05, 2018, 12:23:59, 12:23
Responder #4

Africandruglord

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Sempre o mais rápido possível, aconselho altamente rev match para reduzir.

Novembro 05, 2018, 12:33:05, 12:33
Responder #5

JoãoPVCarvalho

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A manete de embraiagem deve permanecer pressionada pelo mais curto espaço de tempo possível em todas as ocasiões, até mesmo quando estás parado ao semáforo.

Em subida de regime deves manter a rotação do motor o mais estável que conseguires, ou seja: nem deixar a rotação subir abruptamente quando pressionada a embraiagem nem deixar cair demasiado a rotação do motor. Podes sempre usar o truque da dupla aceleradela no momento em que engrenas a marcha seguinte e podes fazer o mesmo quando estás a reduzir...
Por certo já ouviste falar em "duplas" (é favor não rir).

 :Dressed_bek035:
Motor em marcha, rotação em crescendo: (som - "Naaaaaaa") Dupla - nam nam mudança engrenada e de novo motor em marcha com rotação em crescendo (som - naaaaaa). Get it?
Agora já podem rir...

 
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Novembro 05, 2018, 12:58:01, 12:58
Responder #6

ricardmag

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Sempre o mais rápido possível, aconselho altamente rev match para reduzir.

O que é rev match?

 JoãoPVCarvalho, bem explicado. Principalmente o nam nam  :megafeliz:

Cumprimentos
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Novembro 05, 2018, 13:06:29, 13:06
Responder #7

Africandruglord

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Simplificando, é dar um cheirinho de acelerador com a embraiagem activada enquanto reduzes.

Tens tuturiais no youtube.

Novembro 05, 2018, 14:05:38, 14:05
Responder #8

dfelix

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Em subida de regime deves manter a rotação do motor o mais estável que conseguires, ou seja: nem deixar a rotação subir abruptamente quando pressionada a embraiagem nem deixar cair demasiado a rotação do motor.

Quanto mais "abrupta" for a subida de rotação, melhor ela entra!

Podes sempre usar o truque da dupla aceleradela no momento em que engrenas a marcha seguinte e podes fazer o mesmo quando estás a reduzir...

A "dupla aceleradela" só faz sentido nas reduções.
É uma forma para obter o "rev match" que o Africandruglord referiu.



Novembro 05, 2018, 14:16:30, 14:16
Responder #9

JoãoPVCarvalho

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Em subida de regime deves manter a rotação do motor o mais estável que conseguires, ou seja: nem deixar a rotação subir abruptamente quando pressionada a embraiagem nem deixar cair demasiado a rotação do motor.

Quanto mais "abrupta" for a subida de rotação, melhor ela entra!

Podes sempre usar o truque da dupla aceleradela no momento em que engrenas a marcha seguinte e podes fazer o mesmo quando estás a reduzir...

A "dupla aceleradela" só faz sentido nas reduções.
É uma forma para obter o "rev match" que o Africandruglord referiu.

Sempre pensei que era importante manter o binário do motor (daí o rev match) quando subimos de relação de marcha, caso contrário obtemos aquele efeito tipo toque de embraiagem... e por alguma razão desacelera-mos quando se muda de marcha!?

Não será assim?! na volta ando a fazer asneiras à uma porrada de anos!!!
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Novembro 05, 2018, 15:40:06, 15:40
Responder #10

pjmartinho

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Está em Inglês, mas este tipo é instrutor de condução



e engrenar mudanças sem usar embraiagem



curiosamente, na minha Pan não consigo meter mudanças sem embraiagem, tal como ele faz na dele  :zangadoplus:

Novembro 05, 2018, 18:00:00, 18:00
Responder #11

dfelix

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Sempre pensei que era importante manter o binário do motor (daí o rev match) quando subimos de relação de marcha, caso contrário obtemos aquele efeito tipo toque de embraiagem... e por alguma razão desacelera-mos quando se muda de marcha!?

A caixa existe para garantir uma faixa de rotações disponível de forma a manter a aceleração.
Quando se engrena acima, a rotação inevitável desce. O oposto de um "rev match"!
E é por descer que volta a estar disponível.
Este processo repete-se (e portanto a aceleração mantém-se) enquanto houver engrenagens e rotações disponíveis.

Quanto mais rápido for este processo, maior será a precisão e menores as perdas ocorridas.
Daí que numa condução mais "desportiva" e em regimes mais elevados seja recorrente o uso de "directas".
Ou seja, passagens sem embraiagem combinando apenas o selector com um rapidíssimo corte no acelerador.

É com base neste principio que funcionam os "quickshifter".
Algo que na prática funciona como um interruptor que simula o corte do acelerador ao se accionar o selector.

Já quando se reduz, a rotação inevitável sobe.
O que significa que ao mesmo tempo que ocorre uma redução de velocidade, haverá um aumento da "energia" do motor.
Por esse motivo, colocar directas para baixo é algo que envolve alguma destreza.
E que nem todos os motores/caixas reagem de forma previsível.
Daí que seja seguro recorrer ao uso da embraiagem para dissipar esta energia ao invés de a colocar no chão.

Considerando que a redução surge num contexto de travagem ao longo de alguma distância o recurso à embriagem em demasia pode levar a a uma queda da rotação.
O diferencial entre a rotação a que o motor se encontra e a rotação em que o motor deveria estar poderá provocar um efeito de "travão-motor". Ou seja, sentir abrandamento ao largar a embraiagem.
É para evitar esta situação que faz sentido dar uma pequena aceleradela subir nivelar a rotação.
O tal "rev match"!

Conclusão:
Passagens de caixa para cima são feitas sem perder tempo com mariquices.
Passagens de caixa para baixo recorrendo a demasiada embraiagem podem implicar um acerto da rotação.
« Última modificação: Novembro 05, 2018, 18:01:50, 18:01 por dfelix »

Novembro 05, 2018, 20:17:01, 20:17
Responder #12

Pianoman

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Responder #13

Sapiens21

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    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
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Tenho a impressão que a tradução será esta ..

Creio eu... :)



"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Novembro 05, 2018, 20:39:42, 20:39
Responder #14

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Conclusão:
Passagens de caixa para cima são feitas sem perder tempo com mariquices.
Passagens de caixa para baixo recorrendo a demasiada embraiagem podem implicar um acerto da rotação.

Companheiro Dfelix.
Obrigado pela explicação extensiva mas...
Eu prefiro continuar a meter as mudanças com "mariquice" e assim poupar a minha transmissão, caixa, embraiagem, enfim a mota no geral enquanto faço uma condução tranquila. Moto GP deixo para os Prós!

Boas curvas.
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Novembro 05, 2018, 20:56:16, 20:56
Responder #15

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Conclusão:
Passagens de caixa para cima são feitas sem perder tempo com mariquices.
Passagens de caixa para baixo recorrendo a demasiada embraiagem podem implicar um acerto da rotação.

Companheiro Dfelix.
Obrigado pela explicação extensiva mas...
Eu prefiro continuar a meter as mudanças com "mariquice" e assim poupar a minha transmissão, caixa, embraiagem, enfim a mota no geral enquanto faço uma condução tranquila. Moto GP deixo para os Prós!

Boas curvas.


Todas as dicas que ele te disse é precisamente para poupar a caixa.

Tanto o rev match como meter para cima sem mariquices.

Não só poupa o material de desgaste ( dou-te o meu exemplo, que substitui o cabo de embraiagem  com 55 000 kms e nem estava em mau estado ), como te torna melhor condutor, e ao suavizar a condução, também um condutor mais seguro. Sabes que uma descida de mudança brusca e sem rev match, pode provocar o derrape da mota?

Novembro 05, 2018, 21:08:28, 21:08
Responder #16

JoãoPVCarvalho

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Mas Eu uso sempre rev match, equalizo a rotação do motor com a rotação da transmissão,( o melhor que consigo) e isso é muito diferente do efeito quickshift que procura maximizar o rendimento do motor mantendo-o sempre em alta rotação impondo impactos violentos nas engrenagens.
Eu sou mecânico vai para trinta e um anos e continuo convencido de que a minha opção me garante maior durabilidade dos componentes; a título de exemplo, nunca precisei de mudar cabos nem embraiagem em nenhuma mota minha mas lá está, conduzo sempre com calma e tranquilidade...

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Novembro 05, 2018, 21:16:22, 21:16
Responder #17

Africandruglord

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Mas Eu uso sempre rev match, equalizo a rotação do motor com a rotação da transmissão,( o melhor que consigo) e isso é muito diferente do efeito quickshift que procura maximizar o rendimento do motor mantendo-o sempre em alta rotação impondo impactos violentos nas engrenagens.
Eu sou mecânico vai para trinta e um anos e continuo convencido de que a minha opção me garante maior durabilidade dos componentes; a título de exemplo, nunca precisei de mudar cabos nem embraiagem em nenhuma mota minha mas lá está, conduzo sempre com calma e tranquilidade...

Falando de quickshift sem o dito cujo é outro assunto.

Podemos usar essa técnica, eu por vezes uso na MT simplesmente porque me esqueço por 1 segundo que não estou na R1. E como já está interiorizado, é algo que acontece naturalmente e sem dano na caixa.

Se é algo que recomende qualquer um a fazer no dia a dia? Não. Simplesmente porque não há necessidade, é algo bom para limar uns segundos numa volta numa pista, no dia a dia não é propriamente algo que faça diferença.

Rev Match sim é indispensável pelas razões acima referidas.


Novembro 05, 2018, 21:46:06, 21:46
Responder #18

Pianoman

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Hahahahaha
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Hahahahaha

Tenho a impressão que a tradução será esta ..

Creio eu... :)


BINGO!
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Novembro 05, 2018, 22:55:39, 22:55
Responder #19

JoãoPVCarvalho

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Não preciso de rev match, tenho embraiagem deslizaste 😎 o que gera alguns maus hábitos pois quando conduzo motas sem embraiagem deslizaste esqueço-me dos perigos das reduções em motas de elevada potência.

É impressão minha ou foste traído pelo corretor ortográfico?
Não será embraiagem deslizante que queres dizer?
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Novembro 06, 2018, 10:12:49, 10:12
Responder #20

Hemisaro

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O rev match serve então para, em termos leigos (sem ser muito técnico na explicação como o dfelix fez), evitar o efeito "travão do motor" quando se reduz, certo?
Apenas?

E em termos mecânicos, ajuda a poupar alguma coisa da embraiagem/motor?
Tendo em conta que faz o tal encontro entre rotação do motor ideal e actual, será que reduz as forças entre motor e caixa, ou isso será desprezível?


Eu pensava que as caixas das motas tinham um funcionamento igual às dos carros, logo não usar embraiagem não seria opção. Só soube disso já andava de mota há algum tempo.

« Última modificação: Novembro 06, 2018, 10:14:43, 10:14 por Hemisaro »

Novembro 06, 2018, 10:53:24, 10:53
Responder #21

JoãoPVCarvalho

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O rev match serve então para, em termos leigos (sem ser muito técnico na explicação como o dfelix fez), evitar o efeito "travão do motor" quando se reduz, certo?
Apenas?

E em termos mecânicos, ajuda a poupar alguma coisa da embraiagem/motor?
Tendo em conta que faz o tal encontro entre rotação do motor ideal e actual, será que reduz as forças entre motor e caixa, ou isso será desprezível?


Eu pensava que as caixas das motas tinham um funcionamento igual às dos carros, logo não usar embraiagem não seria opção. Só soube disso já andava de mota há algum tempo.

Teoricamente poupa não só todo o sistema de transmissão como  todo o motor no geral visto que possibilita um funcionamento mais suave.
Ao longo da minga experiência de vida a lidar com máquinas  concluí que um uso cuidado prolongava vida dos motores, vejam como exemplo as máquinas de competição, são sujeitas a uma utilização extremamente exigente a pontos de por vezes nem concluírem a prova e de qualquer das formas no final da prova são totalmente recondicionados.

Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
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Novembro 06, 2018, 12:31:15, 12:31
Responder #22

dfelix

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Eu prefiro continuar a meter as mudanças com "mariquice" e assim poupar a minha transmissão, caixa, embraiagem, enfim a mota no geral enquanto faço uma condução tranquila.

A melhor forma de poupar o material é seguindo o procedimento que descrevi.
Andar a "mandar duplas" antes de engrenar acima é um "ponto de embraiagem" completamente desnecessário que não poupa o material. Sobretudo os discos de embraiagem.

( dou-te o meu exemplo, que substitui o cabo de embraiagem  com 55 000 kms e nem estava em mau estado )

A longevidade dos cabos de embraiagem é afectada por muitos mais factores que o próprio uso em si...

- A qualidade do cabo... (algumas para poupar peso trazem cabos que mais parece uma bicicleta)
- A forma como está montado (algumas motos dá imensas curvas e voltas para que por razões estéticas não estejam à vista)
- A "qualidade" da menete (algumas o cabo encosta, raspa e até oxidam junto do cerra-cabos)
- A manutenção (lubrificação recorrente do cabo, sobretudo nos pontos de fricção)
- O próprio ambiente em que usa a moto (estar mais próximo do mar ou outros locais sujeitos de oxidação)

Muitas vezes com o tempo o cabo começa a "esticar" ou mesmo a partir arames porque se vai fragilizado por motivos como estes que não têm a ver com o uso em si...

Mas Eu uso sempre rev match, equalizo a rotação do motor com a rotação da transmissão,( o melhor que consigo) e isso é muito diferente do efeito quickshift que procura maximizar o rendimento do motor mantendo-o sempre em alta rotação impondo impactos violentos nas engrenagens.

Perdi 15 minutos do meu tempo a escrever um texto que me parece bastante claro e fácil de entender.
Não me vou estar a repetir.

Relativamente ao quickshifter, o objectivo deste é automatizar o processo de corte de acelerador para que seja ainda mais preciso do que quando realizado pelo condutor.

Apesar de não só funcionar melhor como oferece melhor desempenho em médios-altos regimes... não significa que serve para o manter sempre em alta rotação.
E não será com "impactos violentos nas engrenagens" que se obtém passagens mais precisas com menos perdas. Antes pelo contrário.

Eu sou mecânico vai para trinta e um anos e continuo convencido...

Já tinha saudades de ler alguém a "puxar pelos galões" aqui no cpmoto!
 :D

Não preciso de rev match, tenho embraiagem deslizaste ...

A embraiagem deslizante cumpre a sua função nas reduções.
Pois são as reduções que podem obrigar ao acerto da rotação, que pomposamente chamamos de "rev match".

O que o JoãoPVCarvalho sugere lá atrás é "usar o truque da dupla aceleradela no momento em que engrenas a marcha seguinte".

O rev match serve então para, em termos leigos (sem ser muito técnico na explicação como o dfelix fez), evitar o efeito "travão do motor" quando se reduz, certo?

Vou tentar explicar de forma prática:

Pegas na moto do dmanteigas e metes-te em 5ª ás 8000rpm.
O que deve corresponde a uma velocidade na casa dos 165kmh.
Por alguma razão travas...
Institivamente metes uma abaixo, ficando em 4ª.
Durante o processo de redução recorreste à embriagem. E quando embraias, se o acelerador estiver cortado, a rotação rapidamente cai.
Vamos supor que no preciso momento em que institivamente alivias a embriagem vai a uns 100kmh.
Mas como a rotação caiu, vamos supor que o motor está ás 3000rpm.

A velocidade expectável para uma 5ª ás 3000rpm será na casa dos 55kmh.
Mas a moto como vai a 100kmh... a reacção será uma travagem por acção do motor.

Como a dmanteigas tem embraiagem deslizante, esta vai ajudar a dissipar a energia impedindo da roda bloquear ou saltitar mas não impede o abrandamento.

A forma de prevenir isto será "nivelar" a rotação antes de desembraiar. ("rev match")
Ou seja, subir a rotação para eliminar este efeito de travão.
Tecnicamente a rotação pretendida seria na casa das 6000rpm para que o motor esteja em sintonia com a velocidade das rodas.
Na prática, isto acaba por ser instintivo. E atira-se a rotação lá para cima.

E em termos mecânicos, ajuda a poupar alguma coisa da embraiagem/motor?
Tendo em conta que faz o tal encontro entre rotação do motor ideal e actual, será que reduz as forças entre motor e caixa, ou isso será desprezível?

Tudo o que impeça reacções bruscas poupa material.
Passagens rápidas nas subidas de caixa poupa material.
Nivelamento da rotação em reduções poupa material.

Eu pensava que as caixas das motas tinham um funcionamento igual às dos carros, logo não usar embraiagem não seria opção.

Não conheço muito bem as diferenças para com as caixas dos carros.
Mas a forma como funciona uma alavanca ou um selector de pedal é muito diferente.
E no pedal, qualquer caixa moderna basta aliviar a folga... que o corte do acelerador quase "suga" a engrenagem seguinte.

...um uso cuidado prolongava vida dos motores, vejam como exemplo as máquinas de competição, são sujeitas a uma utilização extremamente exigente a pontos de por vezes nem concluírem a prova e de qualquer das formas no final da prova são totalmente recondicionados.

Excepto quando (na maior parte dos casos) até são "selados" precisamente para não mexerem neles.  ;)

Novembro 06, 2018, 13:30:42, 13:30
Responder #23

pjmartinho

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...
Não conheço muito bem as diferenças para com as caixas dos carros.
Mas a forma como funciona uma alavanca ou um selector de pedal é muito diferente.
E no pedal, qualquer caixa moderna basta aliviar a folga... que o corte do acelerador quase "suga" a engrenagem seguinte.
...

No carros acontece o mesmo, embora existam caixas de carros em que é mais fácil meter mudanças sem embraiagem do que outras.

Quando a rotação do motor está "no ponto" para a velocidade a que o carro vai, a mudança quase é "sugada" acontecendo tanto a subir as mudanças, como a descer embora, nas reduções, seja necessário fazer o "rev match" (se não é com cada prego que até doí).


Novembro 06, 2018, 13:56:37, 13:56
Responder #24

Hemisaro

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O rev match serve então para, em termos leigos (sem ser muito técnico na explicação como o dfelix fez), evitar o efeito "travão do motor" quando se reduz, certo?
Apenas?

E em termos mecânicos, ajuda a poupar alguma coisa da embraiagem/motor?
Tendo em conta que faz o tal encontro entre rotação do motor ideal e actual, será que reduz as forças entre motor e caixa, ou isso será desprezível?


Eu pensava que as caixas das motas tinham um funcionamento igual às dos carros, logo não usar embraiagem não seria opção. Só soube disso já andava de mota há algum tempo.

Acho que isso é daquelas perguntas para as quais ninguém tem resposta. Só colocando um número suficiente de motas em que metade fazia rev match e metade não e ao fim de 100000km avaliar o estado das caixas...

Oh, claro que há. As marcas fazem testes e conseguem calcular as forças envolvidas nos movimentos e componentes mecânicos. E daí também verificar o esforço sofrido por cada um.
Mau era que não conseguissem avaliar isso.

Agora o cliente final, provavelmente, não.


(...)
O rev match serve então para, em termos leigos (sem ser muito técnico na explicação como o dfelix fez), evitar o efeito "travão do motor" quando se reduz, certo?

Vou tentar explicar de forma prática:

Pegas na moto do dmanteigas e metes-te em 5ª ás 8000rpm.
O que deve corresponde a uma velocidade na casa dos 165kmh.
Por alguma razão travas...
Institivamente metes uma abaixo, ficando em 4ª.
Durante o processo de redução recorreste à embriagem. E quando embraias, se o acelerador estiver cortado, a rotação rapidamente cai.
Vamos supor que no preciso momento em que institivamente alivias a embriagem vai a uns 100kmh.
Mas como a rotação caiu, vamos supor que o motor está ás 3000rpm.

A velocidade expectável para uma 5ª ás 3000rpm será na casa dos 55kmh.
Mas a moto como vai a 100kmh... a reacção será uma travagem por acção do motor.

Como a dmanteigas tem embraiagem deslizante, esta vai ajudar a dissipar a energia impedindo da roda bloquear ou saltitar mas não impede o abrandamento.

A forma de prevenir isto será "nivelar" a rotação antes de desembraiar. ("rev match")
Ou seja, subir a rotação para eliminar este efeito de travão.
Tecnicamente a rotação pretendida seria na casa das 6000rpm para que o motor esteja em sintonia com a velocidade das rodas.
Na prática, isto acaba por ser instintivo. E atira-se a rotação lá para cima.

E em termos mecânicos, ajuda a poupar alguma coisa da embraiagem/motor?
Tendo em conta que faz o tal encontro entre rotação do motor ideal e actual, será que reduz as forças entre motor e caixa, ou isso será desprezível?

Tudo o que impeça reacções bruscas poupa material.
Passagens rápidas nas subidas de caixa poupa material.
Nivelamento da rotação em reduções poupa material.

Eu pensava que as caixas das motas tinham um funcionamento igual às dos carros, logo não usar embraiagem não seria opção.

Não conheço muito bem as diferenças para com as caixas dos carros.
Mas a forma como funciona uma alavanca ou um selector de pedal é muito diferente.
E no pedal, qualquer caixa moderna basta aliviar a folga... que o corte do acelerador quase "suga" a engrenagem seguinte.

(...)
Excepto quando (na maior parte dos casos) até são "selados" precisamente para não mexerem neles.  ;)

Tudo certo.
Uma das minhas dúvidas é se é colocada uma embraiagem junto ao motor, é preferível usar a embraiagem do que por as mudanças directamente. Porque isso faz com que se poupe (mais) a mecânica, certo?
Ou não?


E do que não conheço de caixa de velocidades de carros, são constituídas por carretos e se tentas engrenar mudanças sem usar a embraiagem é capaz de levar a partir esses carretos e estragar uma caixa toda por dentro.
É mais essa a minha questão/dúvida.

Para isso também posso ir pesquisar o funcionamento, e diferenças, das caixas nas motas. Não é preciso estar aqui a encher este tópico com estas dúvidas.  :D
« Última modificação: Novembro 06, 2018, 14:03:05, 14:03 por Hemisaro »

Novembro 06, 2018, 14:36:51, 14:36
Responder #25

JoãoPVCarvalho

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Eu o truque das duplas conheço nos TIR...é duplas, triplas...nos bastante antigos...mas nas motas??  :D

Já tinha saudades da "experiência gratuita" de "mecânicos"  :blush:


Já Eu não tenho saudades nenhumas de opiniões fortuitas...
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Novembro 06, 2018, 15:05:25, 15:05
Responder #26

ricardmag

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Para quem pensava que engrenar velocidades era só puxar e pressionar a alavanca estava bem enganado  :D

Já agora, a minha mota faz um som "trackkk" ao meter a primeira quando estou parado, é normal?
O que faz esse som?

Cumprimentos
« Última modificação: Novembro 06, 2018, 15:07:02, 15:07 por ricardmag »
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Novembro 06, 2018, 16:25:24, 16:25
Responder #27

dfelix

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Uma das minhas dúvidas é se é colocada uma embraiagem junto ao motor, é preferível usar a embraiagem do que por as mudanças directamente. Porque isso faz com que se poupe (mais) a mecânica, certo?
Ou não?

Quanto mais precisa for a passagem, menos sofre a mecânica.

Se voltares a ler o que escrevi na minha resposta inicial, recomendo o uso da embraiagem.

Apenas faço referência á mesma como "opcional" em subidas vigorosas de regime.


Já agora, a minha mota faz um som "trackkk" ao meter a primeira quando estou parado, é normal?
O que faz esse som?

Yamaha?  :)

Novembro 06, 2018, 16:42:46, 16:42
Responder #28

Hemisaro

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A minha é Honda e também faz por vezes.


Parece-me que tem tudo a ver com o rev-match aqui falado. Se a mota estiver num, mesmo que ligeiro, movimento a entrada da mudança já não faz esse track tão notoriamente.


« Última modificação: Novembro 06, 2018, 17:07:25, 17:07 por Hemisaro »

Novembro 06, 2018, 17:06:36, 17:06
Responder #29

ricardmag

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Já agora, a minha mota faz um som "trackkk" ao meter a primeira quando estou parado, é normal?
O que faz esse som?

Yamaha?  :)

Não, é uma HD-Street 750.

A mota faz o som quando está desengatada e meto a primeira. Então é normal?
Ou é melhor fazer "nam nam" imediatamente antes de meter a primeira?

Cumprimentos
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Novembro 06, 2018, 17:11:02, 17:11
Responder #30

pjmartinho

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...
Já agora, a minha mota faz um som "trackkk" ao meter a primeira quando estou parado, é normal?
...

Yep, é normal... umas fazem mais barulho do que outras, mas é normal.

Novembro 06, 2018, 17:34:13, 17:34
Responder #31

ricardmag

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