Autor Tópico: Incentivos para aquisição de Eléctricos (Orçamento de Estado 2020)  (Lida 3286 vezes)

Dezembro 21, 2019, 09:31:07, 09:31
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Incentivos para aquisição de Eléctricos (Orçamento de Estado 2020)





Como sabem, o Governo tem vindo a "motivar" nos últimos anos a aquisição de veículos eléctricos, ainda que de facto seja um incentivo que muitos ainda vêem como demasiado ténu€ e também mesmo quando olhado por comparação com o verificado em alguns outros países da Europa.

Pois agora para 2020 serão disponibilizados (segundo já se sabe da proposta do Orçamento do Estado) 4 milhões de euros, que servirão nos mesmos moldes que anteriormente já se verificava e que tinha em tempos falado no fórum, ou seja, essencialmente para aquisição de motos e carros elétricos 100% eléctricos.

Não híbridos, não GPL, não híbridos plug-in...mas sim 100% eléctricos.

Apesar de ter havido um aumento deste incentivo (+1 milhão de euros face ao ano anterior), o valor para a aquisição de veiculos elétricos vai manter-se por cada moto/automóvel, tanto para particulares como empresas.

Outra coisa que me parece merecer todo o destaque é o facto de haver um compromisso para promover (imagino que seja...facilitar o processo) a abertura do mercado para que haja muitos mais postos de carregamento no país.

E isto é muuuito importante para incentivar quem ainda (como eu) ainda se vê com algumas questões para avançar. :)
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Dezembro 21, 2019, 12:29:13, 12:29
Responder #1

2low

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O valor global disponível para as comparticipações subiu para 4 milhões de euros mas houve uma baixa nas comparticipações pois acabaram-se os apoios a aquisições de bicicletas eléctricas.
Sobre os valores de comparticipações mantém-se inalterados conforme foi em 2019.

Mais info: https://automais.autosport.pt/noticias/orcamento-de-estado-2020-4-milhoes-de-euros-para-incentivar-a-compra-de-eletricos/

Pessoalmente julgo que esta "campanha" poderia obter resultados mais práticos e interessantes se fosse apenas direccionado aos particulares, mantendo a quantidade das comparticipações mas aumentando significativamente os valores das comparticipações para valores bem mais cativantes e redondos que façam qualquer um ter vontade de finalmente substituir o seu velho e poluidor veiculo...
[o financiamento das empresas (e algumas vantagens para a contabilidade) é bem mais facilitador do que propriamente aos particulares para justificar este acumular de vantagens]

Quando me for possível já a Energica Evo deve estar descontinuada e substituída por outro modelo mas seria para já o modelo que escolheria para me tornar mais "sustentável".

Dezembro 21, 2019, 12:46:32, 12:46
Responder #2

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Concordo com o que dizes, pois por aquilo que se tem verificado em situações anteriores, são as empresas a ficar com a maioria dos incentivos para veículos eléctricos.

Poderia haver (e não sei se este OE2020 o prevê) um número estipulado de veículos para empresas e outro para particulares, não ficando tudo no mesmo "bolo".

Já agora, na Alemanha entre incentivos estatais e dos próprios fabricantes, chega aos 6.000€ na aquisição de veiculos 100% eléctricos.
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Dalai Lama

Maio 07, 2020, 18:56:18, 18:56
Responder #3

TMXR

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Maio 07, 2020, 22:05:51, 22:05
Responder #4

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Infelizmente (no meu caso) a leitura do resto do artigo implica pagamento.

Mas pesquisei e encontrei outro a falar do mesmo.

Ou seja, é pretendida uma contribuição sobre os elétricos como fonte de receita e que - dizem eles... - servirá para a conservação das vias rodoviárias geridas pela Infraestruturas de Portugal.

Parece-me, com franqueza, que é mais uma foema de encher os cofres à custa do impulsionamento das vendas nos veículos eléctricos.

Uma tentativa de aproveitar e assim implementar uma taxa específica, fazendo-o "de mansinho" enquanto o Zé povinho se vai preocupando com outras questões mais na ordem do dia nos noticiários.

Como o ganho que têm actualmente incide no imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), os eléctricos ficavam de fora dessa receita por ali obtida.
Obviamente que isto causa por ali um certo desconforto por perderem receita...com os eléctricos.  :-\
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Maio 07, 2020, 23:52:08, 23:52
Responder #5

pete_vieira

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- dizem eles... - servirá para a conservação das vias rodoviárias geridas pela Infraestruturas de Portugal.

sou um céptico como tu nesse ponto. fui consultar por curiosidade quais são as estradas de gestão directa e de facto aparecem aquelas que (das que conheço e salvo a ic19) parecem estar em melhor estado. Ainda assim os danos que outras estradas fazem aos nossos veículos (sejam eles carros ou motas) acabam por moer mais que um troço que se faça numa IP. quem anda por Lisboa diariamente sabe bem a dor que não é ter de pagar um imposto de circulação para andar em cima de buracos e fendas em estradas que serão eventualmente remendadas à pressa em vésperas de eleições e 1 mês depois estão abertas de novo
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Julho 11, 2020, 17:53:22, 17:53
Responder #6

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Aqui ao lado (em Espanha) foi apresentado já um plano para revitalizar o sector em face de uma queda brutal de vendas de motociclos.

Chamam-lhe de "Plan Renove 2020".

Baseia-se no seguinte, tentando fazer o meu melhor na tradução para português...

A aquisição de motociclos beneficiarão de um orçamento de 5 milhões de euros, o qual será distribuído de acordo com diferentes montantes de auxílio:

- Motociclos elétricos: limite de preço de até 10.000€, com potência igual ou superior a 3 kW e autonomia superior a 70 kms terão subsídios de 750€ para particulares, freelancers e PME.
Se for para empresas de grande dimensão beneficiam de descontos de 700€.

- Motociclos motor de combustão: particulares e freelancers beneficiam de um auxílio de 400€, PME de 300€ e grandes empresas de 200€.


Vale isto por dizer que a aposta deste plano Espanhol é claramente nos veículos eléctricos, mas não deixando de ajudar na aquisição de novos motociclos com motor de combustão.
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Julho 11, 2020, 18:23:23, 18:23
Responder #7

Moto2cool

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Desde sempre foi evidente que a promoção dos veículos eléctricos "obrigava" o Estado a deslocar os impostos para compensar a perda de receita nos combustíveis fósseis, já foi dito neste fórum, há tempos atrás. Juntando a isto o eventual monopólio (cartel?) da rede eléctrica, continuo a pensar que a opção eléctrica não vai ser mais barata.
No fundo estamos perante a obrigação de mudar para assegurar recursos fósseis para o transporte aéreo e marítimo, que ainda não se vê sinais de mudança para o eléctrico ou outra fonte.
Espero estar enganado porque tudo indica que queira ou não, esse será o futuro próximo.
Spritmonitor.de" border="0 Suzuki VStrom 650
"Viver a vida não é esperar que a tempestade passe, é aprender a andar à chuva"

Julho 13, 2020, 02:55:26, 02:55
Responder #8

dfelix

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Hoje tive oportunidade de fazer algo que raramente faço... que é ver TV.
Achei interessante que entre as doses massivas de publicidade, havia imensos anúncios de carros eléctricos.

A Mercedes está a apostar muito forte.
A Renault, que já era muito forte no mercado, tenta lembrar o público disso.
E a KIA surpreendentemente a chegar-se à frente.

Já no mundo real as coisas parecem não corresponder à facilidade que a publicidade indica.
Uma "amiga" minha tem um eléctrico que faz agora 5 anos e decidiu em Janeiro trocar por um do mesmo modelo mas mais recente (pela autonomia extra e depois da experiência concluir que vale comprar as baterias ao invés de alugar como tem feito) ... mas só agora nos próximos dias vai ter o carro disponível.

Ou seja...
Ao contrário de muita informação que indicava menos vendas por redução do interesse devido ao covid, pelos vistos o interesse manteve-se e só não se venderam porque não havia para entrega.

Da mesma forma que os incentivos estão uma autentica baralhada porque houve quem optasse por modelos que estavam disponiveis e obteve o incentivo.. mas entretanto muita gente que até encomendou mas não havia para entrega agora perdeu o acesso ao mesmo... porque aparentemente já se esgotou a verba para incentivo.

Seja como for, não me parece que o volume de eléctricos para já faça qualquer mossa na perda da receita dos fósseis como foi sugerido.
Talvez daqui a uns tempos...
Se ignorarmos que os players do sector da energia até são mais ou menos os mesmos, claro!

Aparte disto, a realidade é que a infraestrutura continua a não corresponderás necessidades:
O número de postos não está a acompanhar o crescimento do parque de eléctricos.
O número de postos com quick charge é raro. E a probilidade de lá estar um TVDE é elevada.
A quantidade de postos que foram criados mas que avariaram e não foram reparados ou substituídos é brutal.
A inexistência de postos nas principais AE suficientes para ligar Porto-Lisboa-Algarve sem que seja necessário planear a viagem é inaceitável.
Há autarquias que receberam verba para ter um posto, mas optaram por algo do Aliexpress que não se sabe ao certo com que é compatível.
E por aí fora...

Indiscutivelmente vieram para ficar.
Mas as limitações ainda são enormes para quem pretenda fazer algo mais que cidade.

Julho 13, 2020, 07:49:20, 07:49
Responder #9

Sapiens21

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Nesse tipo de situação, em que não existe disponível determinado modelo e se fica à espera...sim, pode correr-se esse risco.

E assim é porque todos os anos a limitação a estes incentivos é super limitada em unidades beneficiárias e respectivo plafond atribuído.

Para que a candidatura seja validada, uma das coisas necessárias é logo a fatura de aquisição (onde consta a data!) em nome do beneficiário, com número de chassis quando aplicável e ainda uma prova de matrícula a favor do beneficiário.

Ora quem opta por aquilo que tem quase entrega imediata, sai a ganhar...por muito injusto que de facto seja, face a outros candidatos ao incentivo e que têm de ficar à espera de um qualquer outro modelo que aguarda chegada ao mercado, ou que simplesmente não tem stock para entrega imediata.
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