Eu vivo na região do Ribatejo numa zona isenta de subidas. Nesta zona há uns 20 ou 30 anos atrás havia centenas de bicicletas, ainda me lembro de ver os estacionamentos das fábricas locais superlotados de pasteleiras, hoje em dia o ciclismo ainda tem grande tradição aqui na zona mas já só como atividade de lazer. Ainda assim são muitos os "velhotes" que nunca tiveram carta de condução e que hoje também já vão faltando as pernas, de modo que essas scooter têm sido a opção economicamente viável para um grande número de cidadãos de terceira idade (os Papa reformas não são propriamente baratos) e há por aqui muitas, usadas por ambos os sexos mas maioritariamente de idade avançada, aparentemente muito satisfeitos pois permite continuar a fazer as suas vidas como sempre fizeram sem o trabalho de pedalar. Por falar de pedais, elucido o nosso companheiro Sapiens21 de que estes se comportam exactamente como os das bicicletas, ou seja, se colocarem os pés sobre estes, eles param e só se movem se o condutor os accionar. Pelo menos já os vi passar diversas vezes com os pés sobre os pedais sem que estes se estivessem a mover.Regressando ao tópico, apraz dizer que a utilidade destes veículos, que à primeira vista pode não ser grande, pode ser para muitos a solução derradeira para manter a sua mobilidade.