Autor Tópico: As pequenas "scooters eléctricas" à venda em supermercados e shoppings...  (Lida 2965 vezes)

Agosto 07, 2020, 17:43:15, 17:43
Lida 2965 vezes

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18513
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
As pequenas "scooters eléctricas" à venda em supermercados e shoppings...






Na sequência de um outro tópico, em que abordei o assunto, estive a fazer uma pesquisa pelo fórum e parece-me que não havia nenhum tópico que falasse destas "micro scooters eléctricas" que se podem encontrar à venda em alguns supermercados, hipermercados ou shoppings por todo o país.

As marcas julgo que sejam diversas e as mais recentes que encontrei à venda são da Nexon (encontram-se por exemplo no Continente), havendo mesmo já um número relevante a circular em zonas urbanas...

Nunca andei em nenhuma nem faço especial intenção de alguma vez experimentar algo como aquilo e que (perdoem-me o que vou dizer) aos meus olhos aparenta uma grande falta de robustez...e segurança.

Mas diria que já se vendem se calhar há uns bons 4 ou 5 anos a esta parte e cheguei a ver estas pequenas e muito estreitas scooters eléctricas à venda com preços entre os 600€ e os 700 ou 750€.

Uma das coisas que me fez sempre uma enorme confusão foi constatar os pedais a rodar ali tão perto do estrado onde se coloca os pés.
Isto porque ela funciona a pedal ou com o seu pequeno motor eléctrico de 250W e que alcança no máximo 25km/h.

Mas considero incrivelmente perigoso continuarem sempre a rodar, já que se uma pessoa tem o azar de desviar um bocado os pés para fora do estrado, leva com os pedais nos membros inferiores e o acidente é mais que certo.

Tenho-as visto sobretudo em cidade, mas por pelo menos uma vez já vi uma em estrada, como se uma bicicleta se tratasse.
Aliás, penso que isto deverá ser visto mais como uma bicicleta eléctrica, do que propriamente como uma scooter.
Parece-me... :nice:

O preço e como dizia acima é realmente baixo, mas depois existe um grande aspecto negativo que é o facto de que muitos dos locais onde se vendem....depois não prestarem serviços de manutenção.
Se algo se tornar necessário numa normal intervenção programada, parece-me que o processo não passa por deixar a pequena scooter eléctrica no balcão de informações do shopping mais próximo....  :-\

Depois as baterias...
A garantia das mesmas, pelo que já li do assunto, é nestes pequenos modelos de apenas 6 meses.
A autonomia é super limitada, mas para uso em cidade imagino que chega perfeitamente, já que possibilita um máximo de 30kms em condições óptimas.

Assim, aproveito para perguntar o que acham das mesmas, ou que opinião têm deste tipo de produto e que tem um ultra baixo custo de aquisição?
Tens visto estes pequenos modelos a circular?
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Agosto 07, 2020, 21:38:07, 21:38
Responder #1

JoãoPVCarvalho

  • Motociclista: 4 estrelas ❇❇❇❇

  • Offline
  • ****

  • 1977
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Bicho Raro
  • Marca Motociclo: Moto Guzzi
  • Modelo Motociclo: V85TT
  • Localidade: Benavente
Eu vivo na região do Ribatejo numa zona isenta de subidas. Nesta zona há uns 20 ou 30 anos atrás havia centenas de bicicletas, ainda me lembro de ver os estacionamentos das fábricas locais superlotados de pasteleiras, hoje em dia o ciclismo ainda tem grande tradição aqui na zona mas já só como atividade de lazer. Ainda assim são muitos os "velhotes" que nunca tiveram carta de condução e que hoje também já vão faltando as pernas, de modo que essas scooter têm sido a opção economicamente viável para um grande número de cidadãos de terceira idade (os Papa reformas não são propriamente baratos) e há por aqui muitas, usadas por ambos os sexos mas maioritariamente de idade avançada, aparentemente muito satisfeitos pois permite continuar a fazer as suas vidas como sempre fizeram sem o trabalho de pedalar.

Por falar de pedais, elucido o nosso companheiro Sapiens21 de que estes se comportam exactamente como os das bicicletas, ou seja, se colocarem os pés sobre estes, eles param e só se movem se o condutor os accionar. Pelo menos já os vi passar diversas vezes com os pés sobre os pedais sem que estes se estivessem a mover.

Regressando ao tópico, apraz dizer que a utilidade destes veículos, que à primeira vista pode não ser grande, pode ser para muitos a solução derradeira para manter a sua mobilidade.
« Última modificação: Agosto 07, 2020, 21:41:26, 21:41 por JoãoPVCarvalho »
Um planeamento cuidado é meio caminho andado.✌
by JDilemas

Agosto 07, 2020, 22:00:50, 22:00
Responder #2

Sapiens21

  • Motociclista: 5 estrelas ❇❇❇❇❇

  • Offline
  • *****

  • 18513
  • Sexo
    Masculino

    Masculino
  • Texto Pessoal
    Queira o bem. Faça o bem. O resto vem...
Repara na forma como falei na questão dos pedais...  :)

Não mencionei quando se têm os pés em cima dos mesmos.  ;)

O que acho (potencialmente) perigoso tem que ver com ter visto aquilo a mexer muito rapidamente enquanto a pessoa vai com os pés no estrado, em modo eléctrico. Sem dar aos pedais, portanto...

Ainda que os pedais estejam colocados um pouco de forma recuada, se uma pessoa mexe a perna para fora do estrado, julgo que leva com aquilo e...deve deixar marca no mínimo  :-\

A sensação com que fiquei ao ver aquilo foi de ter de se ter alguma cautela, pois se com os pés nos pedais a coisa corre serena, quando se colocam no estrado (coisa que uma bicicleta não possibilita) aquilo roda muito rápido e pode causar algumas lesões.

Sobre terem estes veículos as suas vantagens para muita gente...isso terão, acredito.


Edit: estive à procura de uns vídeos e fiquei com a sensação que haverá uns modelos cujos pedais rodam sem lá ter os pés...e outros que não.  :pensador:
Querem lá ver que perceberam mais recentemente o perigo que aquilo representava!?  :)
« Última modificação: Agosto 07, 2020, 22:10:13, 22:10 por Sapiens21 »
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Agosto 13, 2020, 09:33:46, 09:33
Responder #3

Nuno YB

  • Motociclista: 3 estrelas ❇❇❇

  • Offline
  • ***

  • 1209
  • Marca Motociclo: Honda
  • Modelo Motociclo: CB650R
  • Localidade: Evora
Eu vivo na região do Ribatejo numa zona isenta de subidas. Nesta zona há uns 20 ou 30 anos atrás havia centenas de bicicletas, ainda me lembro de ver os estacionamentos das fábricas locais superlotados de pasteleiras, hoje em dia o ciclismo ainda tem grande tradição aqui na zona mas já só como atividade de lazer. Ainda assim são muitos os "velhotes" que nunca tiveram carta de condução e que hoje também já vão faltando as pernas, de modo que essas scooter têm sido a opção economicamente viável para um grande número de cidadãos de terceira idade (os Papa reformas não são propriamente baratos) e há por aqui muitas, usadas por ambos os sexos mas maioritariamente de idade avançada, aparentemente muito satisfeitos pois permite continuar a fazer as suas vidas como sempre fizeram sem o trabalho de pedalar.

Por falar de pedais, elucido o nosso companheiro Sapiens21 de que estes se comportam exactamente como os das bicicletas, ou seja, se colocarem os pés sobre estes, eles param e só se movem se o condutor os accionar. Pelo menos já os vi passar diversas vezes com os pés sobre os pedais sem que estes se estivessem a mover.

Regressando ao tópico, apraz dizer que a utilidade destes veículos, que à primeira vista pode não ser grande, pode ser para muitos a solução derradeira para manter a sua mobilidade.

Compreendo que, para quem sempre teve uma vida activa, seja complicado ter que parar de fazer o que gostam ou até mesmo o que precisam.
Mas não concordo muito com este tipo de mobilidade, sem a minima legislação imposta.
O meu velhote, já com 76 anos e quase cego de uma vista, não reune as condições necessárias para utilizar um destes meios de transporte. Eu sei disso e, á exceção do meu pai, toda a minha familia tambem sabe disso ( aliás, ele tambem sabe, mas não quer saber disso para nada... ).

Haverá, com toda a certeza, pessoas da mesma idade e mais velhas que reunem essas condições, mas o meu pai não é um desses casos. O grande problema é que não é feito um teste para diferenciar quem reune, ou não, essas condições.
Isso permite que qualquer pessoa entre num hipermercado e compre uma coisa dessas, até porque não são um exagero de preço.
O meu pai já as viu e já falou nisso, mas tambem já levou um "não" como resposta. Um "não" que vale o que vale, o dinheiro é dele e se ele meter mesmo na cabeça que a compra... vai e compra... e, não tendo ele ( felizmente ) nenhuma doença mental, não lhe posso vedar o acesso ao dinheiro ou aos bens que ele adquira com esse dinheiro.

O que levanta uma questão: havendo um azar, qual a legislação aplicada?

É uma bicicleta, com obrigatoriedade de cumprir o codigo da estrada e de circular nas ciclovias?
É uma scooter, com a mesma legislação aplicavel ás outras scooters ( como o uso obrigatório de capacete, por exemplo ) e com a obrigatoriedade de seguro?

Enquando os nossos governantes "perdem" tempo a legislar sobre tudo o que possa dar multa, porque raio deixam estes veiculos numa zona cinzenta, não são carne nem peixe? Já com os "papa-reformas" adotaram o mesmo sistema... não são carros... mas tambem não são motos... circulam na via publica... mas não fazem inspeção...

Como eu digo tantas vezes: "enfim... é o que temos..."

Certas pessoas são como aquelas molas mágicas: não servem para quase nada, mas é sempre engraçado atirá-las pelas escadas abaixo...