Autor Tópico: Honda XADV - A perspetiva de um newbie  (Lida 6127 vezes)

Julho 03, 2017, 11:40:20, 11:40
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JViegas

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Numa deslocação a Évora para a revisão da minha Forza e pela habitual cedência de um veículo de substituição, fui “desafiado” a experimentar a Africa Twin (DCT), mas com receio de trazer a mesma para casa, pedi a troca pela XADV.  O meu obrigado à Motodiana, representante oficial Honda, por me permitir experimentar este “SUV” em duas rodas.

É sempre com muito agrado que me desloco a este stand/oficina não só pela qualidade no atendimento e atenção ao cliente, como no trabalho feito na minha máquina ao longo de 3 anos.

Relativamente à XADV, nunca experimentei o motor 750cc da Honda e por conseguinte o sistema DCT. E foi com grande expetativa que experimentei a XADV e tentarei aqui sintetizar o que senti a conduzi-la por cerca de algumas horas.

Primeiras impressões:

1 – Qualidade de construção.
Nada tem a ver com os modelos que vi na Motoshow este ano. Qualidade nos plásticos existentes (principalmente no defletor/vidro frontal, local onde denotei muito má qualidade na Motoshow). Nada a apontar neste ponto. Nota menos positiva para o banco, apesar do amortecedor ser excelente (como eu adorava ter um daqueles na mala da minha Forza), nunca conseguia fechar o banco à primeira porque parte do banco torcia quando o tentava fechar.

A pendura também não gostou do conforto do banco. Rígido e após algumas horas de condução sente-se o desconforto nos “fundilhos”.

2 – Vida a bordo.
Quando me sentei na XADV fiquei em bicos de pés (1,79m) e com alguma dificuldade realizei algumas manobras, sempre com receio de tombar para o lado.

O mostrador tem imensa informação e nunca tive dificuldade em ler o mesmo.

Achei o guiador largo mas rapidamente me habituei a conduzi-la pois assim que a colocamos em andamento a posição alta e direita com que fiquei, permite controlar facilmente a XADV, mesmo em velocidades baixas.

3 – Motor
Para mim chega e sobra.

A rapidez com que se alcançam velocidades proibidas ou até a pendura nos bater nas costas (não “dei” muito: 140), é fantástico.  >:(

A configuração como o DCT se encontra e gere a caixa para a forma como aceleramos é quase como se fossemos nós a “meter” a mudança. Diria quase intuitiva (usei sempre o modo D).

Tive ocasiões que quando acelerava um pouco mais forte (para ultrapassar um enlatado) a caixa reduzia para uma 3ª ou 4ª velocidade conforme a velocidade atual que levava, para que em segurança e em rapidez se realizasse a manobra. Muito bom.

Andei uns 30 minutos às voltas dentro da cidade de Évora para arranjar um sitio decente para estacionar a máquina e é fantástico como o sistema gere bem e escolhe, tanto em velocidades baixas como a descer ruas, a mudança certa engrenada.

Tinha algum receio de ter andar a mexer nas patilhas ou sentir o “bater” do motor por mudança errada na velocidade atual a fazer, por exemplo, uma rotunda (e em Évora existem algumas). Não senti nada disso. É claro que não é um sistema perfeito, houve alturas que poderia ter reduzido uns segundos mais cedo, mas depressa o sistema corrige. Não era preocupação para mim e não prejudicou a minha concentração na condução.

Não sei como é o sistema na NC ou na Integra, mas este na XADV é, para mim, muito bom.

Destaco a sonoridade do escape. Encorpado sem ser incomodativo. Imaginem a minha desilusão quando me sentei na minha 300 e a liguei.  :'(

4 – Condução
Devido ao peso da mesma parada, e estando com pendura, tinha algum receio de ir dar uma “volta” com a XADV. Mas assim que se encontra o ponto de equilíbrio é usufruir da máquina.

Até conduzi em terra batida para por exemplo visitar o Miradouro do Alto São Bento ou utilizar a estrada de acesso ao Cromeleque dos Almendres  e em momento algum senti que perdi o controlo da máquina mas esta não é uma máquina para offroad. Terra batida, estrada irregular está bem, mas para algo mais “sujo” não acredito, não só pela limitação do peso como para o custo de aquisição (nem quero imaginar quanto custa um painel lateral desta máquina).  :pensador:

5 – Comprava?
Sinceramente? Após este teste? Pelo preço pedido (11.550). Não.

A acrescer a este valor teria que colocar pelo menos uma topcase e proteções/barras de motor, o que encarece e muito o valor da máquina, pelos preços praticados - 1.000€, conforme a informação constante aqui:

http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=347.300

Ter em conta IUC, seguro, etc. etc. não será uma máquina para todas as carteiras. Mas não é caso único. Uma moto que custe para cima dos 10 mil euros (para mim) é cara de manter (impostos, manutenção, combustível, etc.) e tem que apelar a algo mais do que o uso diário.

A XADV é uma compra que para mim tem que ser muito bem amadurecida.

Tenho um limite mental para a compra de uma mota, o qual considero que para o ultrapassar, a máquina para além de me apaixonar, atualmente, tem que me ser útil no dia-a-dia.

Com esta XADV, precisava de dar mais umas voltas, principalmente na cidade, para me habituar ao seu peso/manobrabilidade relativamente à altura da mesma, uma vez que em estrada aberta e certamente em auto-estrada não me desiludiria e chega perfeitamente para mim.

O consumo, e eu tenho isso em conta, rondou os 3,6 ou os 4, cheguei ao stand da Motodiana a marcar 3,7.
A título de exemplo, com a minha Forza em direção a Évora com pendura (adulto) e bastante vento, cheguei a marcar 4,5 em velocidade legal dos 120 em auto-estrada.

Por nacional no regresso a Lisboa, marcava os 3,5 ou 3,9 com vento frontal, principalmente na Ponte Vasco da Gama.

Com a XADV tinha os mesmos consumos com outra qualidade/diversão na viagem, e isso paga-se.

Nota final pela “ousadia” da Honda em, mais uma vez, apresentar algo único, diferente, com melhorias relativamente ao já famoso DCT, apostando novamente num motor económico e integrado na cada vez mais apertada malha dos limites das emissões poluentes.




Julho 03, 2017, 11:43:37, 11:43
Responder #1

Clemente Vicente

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Existe aqui um tópico só de testes para a X-ADV era bom que se enquadrar-se lá este tb.

http://www.clubeportuguesmotociclismo.pt/index.php?topic=1924.msg22980#top

 :convivio:
« Última modificação: Julho 03, 2017, 11:45:02, 11:45 por Clemente Vicente »
---------------------------------------------  " SÃO HONDA SENHOR; SÃO HONDA !!! "   -----------------------------------------

Julho 03, 2017, 13:21:46, 13:21
Responder #2

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Muito bem JViegas.  :nice:

Uma visão do ponto de vista do utilizador regular de maxiscooter é sempre importante.
Mais ainda quando vem com com isenção na apreciação.  :nice:

Tenho pena de não teres testado o modo "S" e que tem 3 parâmetros de resposta, nem a caixa manual (patilhas lado esquerdo do guiador)...mas entendo as razões.
Se fosse um pouco mais prolongada a utilização, por certo irias explorar outras coisas.  :cool:
"Pouco importa o julgamento dos outros. Os seres humanos são tão contraditórios que é impossível atender às suas demandas para satisfazê-los.
Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro."

Dalai Lama

Julho 03, 2017, 14:02:14, 14:02
Responder #3

JViegas

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Sim claro que experimentaria outros modos. Fiquei curioso em experimentar o modo "S" e os seus 3 níveis, mas para isso penso que será para as estradas abertas, curvas e contra curvas... outros espaços.

Tentei ser o mais racional possível neste primeiro contacto, certamente encontraria mais coisas boas e outras más, que não se adequam ao meu gosto de duas rodas, entenda-se.

Nunca senti falta de motor a conduzir com pendura, como o sinto na minha 300, naturalmente.

Quis experimentar a XADV não para lhe descobrir os limites (se que alguma vez eu conseguisse isso num teste drive) mas sim até que ponto esta moto/maxiscooter se adequaria às minhas necessidades diárias: manobrabilidade, consumos, condução a dois, espaço e praticabilidade.

Manobras a baixa velocidade que implique parar (pousar o pé) ou com a maquina desligada foi o que mais me deixou apreensivo devido à minha "pequena?" altura (estava de botas de montanha quando a conduzi).

E este pequeno "grande" pormenor no dia-a-dia de utilização, para mim tem muita importância. Um coisa é eu pegar na moto/maxi o que for e seguir por estrada aberta, apanhar uma fila de 1 ou 2 kms de trânsito, outra é filtrar por entre filas enormes de trânsito.

Não achei a XADV largueirona, nada disso, mas foi sim o peso durante a realização de manobras.

Por exemplo, sentei-me na Africa Twin de testes da Motodiana e que tem o extra do banco rebaixado e apesar de ter mais moto "à frente" e mais larga no depósito, não me assustou apesar do seu maior peso.


Julho 03, 2017, 14:31:13, 14:31
Responder #4

TMXR

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Gostei de ler o teu TD, e no primeiro contacto a capacidade de chegar ao chão com os 2 pés também me limitou um bocado a manobralidade a baixa velocidade  :nice:
Yamaha Tmax 500/530 * BMW C Evo/R1200GS/1250 GS/1200 GSA/1200 RT * KTM 1290 SAS *  Trimph Tiger 800 XRT / Street Triple RS * Ducati Multistrada 950S/1200S/1260S/Enduro *  Kawazaki Z900  * MV Agusta Turismo Veloce Lusso * Honda Crf300l

Julho 03, 2017, 14:52:07, 14:52
Responder #5

twin-pt

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Sim claro que experimentaria outros modos. Fiquei curioso em experimentar o modo "S" e os seus 3 níveis, mas para isso penso que será para as estradas abertas, curvas e contra curvas... outros espaços.

Tentei ser o mais racional possível neste primeiro contacto, certamente encontraria mais coisas boas e outras más, que não se adequam ao meu gosto de duas rodas, entenda-se.

Nunca senti falta de motor a conduzir com pendura, como o sinto na minha 300, naturalmente.

Quis experimentar a XADV não para lhe descobrir os limites (se que alguma vez eu conseguisse isso num teste drive) mas sim até que ponto esta moto/maxiscooter se adequaria às minhas necessidades diárias: manobrabilidade, consumos, condução a dois, espaço e praticabilidade.

Manobras a baixa velocidade que implique parar (pousar o pé) ou com a maquina desligada foi o que mais me deixou apreensivo devido à minha "pequena?" altura (estava de botas de montanha quando a conduzi).

E este pequeno "grande" pormenor no dia-a-dia de utilização, para mim tem muita importância. Um coisa é eu pegar na moto/maxi o que for e seguir por estrada aberta, apanhar uma fila de 1 ou 2 kms de trânsito, outra é filtrar por entre filas enormes de trânsito.

Não achei a XADV largueirona, nada disso, mas foi sim o peso durante a realização de manobras.

Por exemplo, sentei-me na Africa Twin de testes da Motodiana e que tem o extra do banco rebaixado e apesar de ter mais moto "à frente" e mais larga no depósito, não me assustou apesar do seu maior peso.

Os modos S são até melhores para as filas de trânsito e cidade que o D, pois como aguentam as mudanças um pouco mais são melhores para evitar o sobe/desce/sobe da DCT...

O peso obriga a alguma atenção no manuseamento quando parado e/ou a baixa velocidade, pelo que é intimidativo no inicio, embora, como em tudo, o hábito suavize essa sensação...
« Última modificação: Julho 04, 2017, 10:20:24, 10:20 por twin-pt »
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Julho 04, 2017, 00:58:16, 00:58
Responder #6

jmartins13

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Obrigado pelas tuas impressões.
Nunca a conduzi, mas confesso que o preço não me motiva também a fazê-lo.
Pessoalmente, mais facilmente gastaria à volta de 6000 euros numa Nc750x com ou sem DCT semi-nova, do que 12000 euros na XADV. Acho que por mais um pouco (1000-1500 euros) preferia a Africa-Twin, ou saindo da marca, sem dúvida alguma KTM 1090SA.

O Conceito é porreiro, mas quem realmente vai fazer estradas de terra que não faria com uma outra scooter de roda alta?
A meu ver, uma scooter "elitista" para subir passeios na cidade e dizer ao colega que tem das scooters mais caras do momento, e como Adventure está agora na berra, cai bem socialmente.
Daqui a 2-4 anos é vê-las à venda com 5000-10000km.

Julho 04, 2017, 07:47:27, 07:47
Responder #7

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(....)
O
 Conceito é porreiro, mas quem realmente vai fazer estradas de terra que não faria com uma outra scooter de roda alta?
A meu ver, uma scooter "elitista" para subir passeios na cidade e dizer ao colega que tem das scooters mais caras do momento, e como Adventure está agora na berra, cai bem socialmente.
Daqui a 2-4 anos é vê-las à venda com 5000-10000km.

Aqui já estás a exagerar...
Uma qualquer scooter de roda alta não faz o que esta faz.
Olhar para o modelo e para as suas specs e compará-la a uma simples scooter de roda alta é no mínimo um exagero.

E nem me vou deter muito a falar da preparação técnica e estrutural do modelo, pois basta ver um vídeo para o perceber...


Uma normal scooter possivelmente desintegrava-se a fazer o mesmo...e muitas pseu-trails duvido que fizessem melhor que esta.
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Julho 04, 2017, 10:22:20, 10:22
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Sapiens: Olha que...olha que...faz e fa-lo bem mas nao te esqueças do kit de unhas...não é por o piloto fazer o que faz num circuito próprio (não te esqueças disso) que a mota passou a fazer tudo e mais qq coisa melhor que as outras (pseudo trails??) ->

Eu não ponho a minha X-ADV naqueles caminhos... Nem por sombras! Não tenho nem kit de unhas nem cojones para o fazer (para não falar de uma carteira recheada)!
João Mestre / twin-pt
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Julho 04, 2017, 10:28:15, 10:28
Responder #9

jmartins13

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 Conceito é porreiro, mas quem realmente vai fazer estradas de terra que não faria com uma outra scooter de roda alta?
A meu ver, uma scooter "elitista" para subir passeios na cidade e dizer ao colega que tem das scooters mais caras do momento, e como Adventure está agora na berra, cai bem socialmente.
Daqui a 2-4 anos é vê-las à venda com 5000-10000km.

Aqui já estás a exagerar...
Uma qualquer scooter de roda alta não faz o que esta faz.
Olhar para o modelo e para as suas specs e compará-la a uma simples scooter de roda alta é no mínimo um exagero.

E nem me vou deter muito a falar da preparação técnica e estrutural do modelo, pois basta ver um vídeo para o perceber...


Uma normal scooter possivelmente desintegrava-se a fazer o mesmo...e muitas pseu-trails duvido que fizessem melhor que esta.


Eu não escrevi q a moto não faz....escrevi quem é que vai fazer...ora lê lá com atenção o que escrevi:

"mas quem realmente vai fazer estradas de terra que não faria com uma outra scooter de roda alta?"

 :toma:

Julho 04, 2017, 10:59:33, 10:59
Responder #10

JViegas

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Confesso que antes de escrever a minha pequena avaliação deste modelo fui ver o custo de aquisição da XADV e o custo de aquisição da Africa Twin.

São ambos produtos muito premium, mas não o é uma BMW ou uma KTM? Não o é um outro modelo qualquer quer pelas suas características mecânicas ou dinâmicas quer pela inovação ou até mesmo a marca?

A XADV é mais uma inovação...diferente e... duvido que outra marca apresente semelhante nos próximos tempos.

Eu não comprava uma BMW para andar a "esfrangalhar" no todo o terreno, porque isso implicaria um kit de unhas para mim e dinheiro na carteira para o caso de se partir alguma coisa.

Tenho ideia que o todo o terreno implica uma motinha "barata", de fácil manutenção e que em caso de queda não implique ficar meses parada na garagem à espera de peças ou de dinheiro.

Uma moto/maxiscooter como a XADV apela a outros passeios e viagens (pelo menos para mim) que o offroad.
Fiz terra batida em meia dúzia de kms e parecia que fiz aquilo a minha vida inteira. Se fosse a minha Forza provavelmente iria a 20kms/h e certamente espatifava-me.

Esta XADV é algo diferente no mundo das maxiscooters assim como o é a T-MAX.

Ambas apelam a outros mundos: a T-MAX pela desportividade e a XADV pela mobilidade.

Pelo custo de aquisição de ambas escolheria uma moto, mas pelas razões que já expus, se calhar a flexibilidade de ter algo com mudanças automáticas, com espaço de arrumação e um consumo comedido (como é o caso do motor da XADV), se calhar feitas as contas justifica-se a existência de um modelo com estas características.

Nota final para o seguinte:
Todos nós temos sensibilidades diferentes no que diz respeito às duas rodas e hoje em dia é inegável a oferta que existe e o limite apenas está na nossa carteira e disponibilidade para nos fazermos à estrada, se bem que nesta ultima qualquer "duas rodas" chegam.

Pessoalmente prefiro uma Africa Twin, uma KTM ou outra qualquer do que um enlatado de 40 ou 50 mil euros. Deixo aqui de fora o Porche que ainda terei um dia na minha velhice. LoL

Julho 04, 2017, 12:11:47, 12:11
Responder #11

VCS

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Gostei da perspectiva.
Ainda não experimentei esta XADV e continuo a achar que, apesar do preço, é uma moto que faz todo o sentido para uma fatia importante do mercado, o comprador típico das BMW GS (nas suas várias declinações maiores) que não fazem kms em TT, mesmo no TT leve. 
A XADV é mais prática, (naturalmente) mais barata, é novidade e tem um aspecto aventureiro, e não vai vender-se em números massivos, portanto não vai banalizar-se. Embora não tenha uma hélice no depósito, também pode dar um bocadinho de status, que é um factor nada desprezível neste mercado. Racionalmente faz muito mais sentido para este tipo de comprador. 

 

Julho 04, 2017, 12:46:51, 12:46
Responder #12

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Sapiens: Olha que...olha que...faz e fa-lo bem mas nao te esqueças do kit de unhas...não é por o piloto fazer o que faz num circuito próprio (não te esqueças disso) que a mota passou a fazer tudo e mais qq coisa melhor que as outras (pseudo trails??) ->

Eu não digo que esta o fizesse melhor.
Duvido é que outras "asfaltadas" o fizessem melhor...

É diferente.  :)   :nice:

Mas sim. Claramente que o KIT de unhas é necessário e não é qualquer um que põe um modelo como este a fazer o que se vê no vídeo.
É preciso saber o que se faz. Mas diga-se também que de série está já suficientemente preparada, até porque "omoletes sem ovos" não se fazem.  :cool:
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Dalai Lama

Julho 04, 2017, 13:16:03, 13:16
Responder #13

Sapiens21

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Já agora e porque acho que tem a sua parte curiosa...

...veja-se qual é o modelo que vai a liderar umas quantas Africa Twins.




Ou então este que não sei se já por cá foi postado...


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Dalai Lama

Julho 06, 2017, 21:22:49, 21:22
Responder #14

catb

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Um valor bastante elevado , no mercado existem alternativas bastante mais económicas , por Exemplo Ducati Scrambler , etc


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Julho 06, 2017, 22:43:08, 22:43
Responder #15

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Não me parece que o comprador de uma e outra procurem o mesmo...
Nem creio que haja a mínima concorrência entre ambas.

O cliente de uma Scrambler tem gostos diferentes de quem compra um conceito muito próprio como a X-ADV.
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Dalai Lama

Setembro 30, 2017, 12:07:05, 12:07
Responder #16

catb

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Para quem tiver interesse ver test drive da XADV no site moto.it


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